Libertação das propensões pecaminosas.

Não precisamos reter propensões pecaminosas

POSSIBILIDADE DE LIVRAMENTO DAS PROPENSÕES PECAMINOSAS

CARÁTER PURIFICADO “Precisamos compreender que pela fé em Cristo é nosso privilégio ser participante da natureza divina e livrar-nos da corrupção das paixões que há no mundo. Então somos purificados de todo pecado, de todos os defeitos de caráter. Não precisamos reter nenhuma propensão pecaminosa”. [Citação de Efésios 2:1-6] Comentários de Ellen G. White, SDABC, vol. 7, p. 943; Lição da Escola Sabatina, 2° Trim. 1990, Cristo o Único Caminho p. 149.

Vimos nesse texto e veremos em outros que não precisamos reter nossas inclinações ou propensões pecaminosas.

Imagina que uma pessoa se entregue realmente a Deus, e seja plenamente transformado e purificado pela graça de Deus, a tal ponto que, suas propensões e inclinações antes voltadas para o mal, agora estejam voltadas para o bem. Não mais dominadas pela carne, mas sim pelo Espírito.

          “Porque os que se inclinam para a carne cogitam das coisas da carne; mas os que se inclinam para o Espírito, das coisas do Espírito. Porque o pendor da carne dá para a morte, mas o do Espírito, para a vida e paz”. Romanos 8:5-6

Então agora pergunto. Eu poderia afirmar que essa pessoa, descendente de Adão, por não ter mais suas inclinações ou propensões voltadas para o pecado, não possui mais a natureza caída? A resposta é: NÃO! Essa pessoa continua possuindo natureza caída e por conta disso continua sendo susceptível ao pecado, continua susceptível a ter novamente suas inclinações sou propensões voltadas para o mal, caso se afaste de Deus.

Transformado: Natureza caída, não mais CORROMPIDA, inclinações ou propensões não mais voltadas para o mal, pelo poder de Deus.

As tendências que foram influenciadas numa direção errada, voltam-se para a direção certa. Disposições e sentimentos errados são desarraigados. Santo temperamento e emoções santificadas são agora o fruto produzido na árvore cristã. Ocorreu uma transformação completa. Esta é a obra que deve ser efetuada”. (Elder E. P. Daniels and the Fresno Church, págs. 8 e 9). MM, E RECEBEREIS PODER 1999, P. 50

“No coração renovado pela graça divina, o amor é o princípio da ação. Modifica o caráter, governa os impulsos, domina as paixões, subjuga a inimizade e enobrece as afeições. Este amor, abrigado na alma, ameniza a vida e espalha ao redor uma influência enobrecedora”. Caminho a Cristo, p. 47.

Da mesma forma que não podemos afirmar que esse descendente de Adão por não possuir mais suas propensões voltadas para o mal, não possui mais a natureza caída, não podemos também afirmar que Cristo por não possuir propensões ou inclinações para o pecado não assumiu nossa natureza caída para nos salvar.

Da mesma forma que a pessoa que foi libertada de suas propensões pecaminosas continua sendo susceptível a ter em sua vida novamente todas as propensões voltadas para o mal, Cristo também era SUSCEPTÍVEL, a ter em Sua vida as propensões ou inclinações voltadas para o mal.

“Tive a liberdade e poder para apresentar Jesus, que tomou sobre Si as fraquezas e levou a dor e as tristezas da humanidade, vencendo em nosso favor. Ele foi feito à semelhança de Seus irmãos, com as mesmas susceptibilidades físicas e mentais. Assim como nós, em tudo Ele foi tentado, mas sem pecar; e Ele sabe como socorrer aqueles que são tentados. Estais oprimidos e perplexos? Assim esteve Jesus. Sentis a necessidade de encorajamento? Assim sentia Jesus. Da maneira como vos tenta Satanás, assim tentava ele a majestade do céu”.-RH, 10/02/1885. Ellen White e a Humanidade de Cristo, p. 152.

Cristo assumiu nossa natureza caída e NUNCA teve propensões pecaminosas, nunca foi corrompido ou contaminado pelo pecado, provando assim, que nós, mesmo ainda estado em nossa natureza caída podemos pela graça de Deus, não termos mais nossas propensões ou inclinações voltadas para o mal. Não continuarmos vivendo corrompidos e contaminados pelo pecado.

“A combinação da natureza divina com a humana O fez capaz de ceder às tentações de Satanás. A provação de Cristo aqui foi muito maior do que a de Adão e Eva, pois Cristo tomou a nossa natureza caída, mas não corrompida; e, a menos que Ele desse ouvidos às palavras de Satanás em lugar das palavras de Deus, não seria corrompido”. Manuscrito 57, 1890; Ellen White e a Humanidade de Cristo, p. 158.

“Pelas quais ele nos tem dado grandíssimas e preciosas promessas, para que por elas fiqueis participantes da natureza divina, havendo escapado da corrupção, que pela concupiscência há no mundo”. 2 Pedro 1:4

“Cristo revestiu Sua divindade com a humanidade, e veio a este mundo para viver uma vida livre da contaminação do pecado, para que os seres humanos, lançando mão da divindade, possam tornar-se participantes da natureza divina, escapando assim da corrupção que há no mundo mediante a sensualidade”. Olhando Para o Alto p. 297

“O Senhor Jesus veio ao nosso mundo, não para revelar o que Deus podia fazer, e, sim, o que o homem podia realizar, mediante a fé no poder de Deus para ajudar em toda emergência. O homem deve, pela fé, ser participante da natureza divina e vencer toda tentação com que é assaltado. O Senhor requer agora que todo filho e filha de Adão, pela fé em Jesus Cristo, O sirva na natureza humana que temos atualmente”. Mensagens Escolhidas, vol. 3 Pág. 140

“A história da vida cotidiana de Jesus é o registro exato do cumprimento do propósito de Deus para com o homem. Sua vida e caráter eram o desdobramento ou a representação da perfeição de caráter que o homem consegue por se tornar participante da natureza divina, e vencendo o mundo na luta diária. The Youth’s Instructor, 23 de abril de 1912”. A Fé Pela Qual Eu Vivo, pág.114

Defeito de Caráter é Pecado

Uma coisa precisa ficar muito claro, DEFEITO DE CARÁTER É PECADO, imaginar que Cristo tivesse tido algum tipo de paixão ou propensão pecaminosa como nós é o mesmo que afirmar que Ele tivesse tido defeito de caráter, ou seja, tivesse tido PECADO. Tal pensamento é inadmissível diante de tantas revelações de que nosso Salvador foi o único IMACULADO neste mundo.

Deus somente aceitará os que estão decididos a ter um alvo elevado. Coloca cada agente humano sob a obrigação de fazer o melhor. De todos é requerido perfeição moral. Nunca devemos abaixar a norma de justiça com o fim de acomodar à prática do mal, tendências herdadas ou cultivadas. Precisamos compreender que imperfeição de caráter é pecado. Todos os justos atributos de caráter habitam em Deus como um todo perfeito e harmonioso, e todo aquele que aceita a Cristo como Salvador pessoal, tem o privilégio de possuir estes atributos”. P J, p. 330

Não devemos baixar a norma da justiça a fim de acomodar tendências herdadas ou cultivadas para o mal.

“Deus requer perfeição moral em todos. Os que receberam luz e oportunidades devem, como mordomos de Deus, aspirar à perfeição, e nunca, nunca baixar a norma de justiça a fim de acomodar tendências herdadas e cultivadas para o mal. Cristo tomou sobre Si nossa natureza humana e viveu nossa vida, para mostrar-nos que podemos ser semelhantes a Ele participando da natureza divina. Podemos ser santos, como Cristo foi santo na natureza humana”. MM 1980, Este Dia Com Deus p. 30

SUBTÍTULOS IMPORTANTES

Nossa lição da Escola Sabatina expressa a opinião oficial da nossa igreja e vejam que a lição faz claramente uma relação de propensão para o mal como sendo pecado, “PURIFICAÇÃO DE TODO PECADO” p. 50 Também como sendo defeito de caráter, na p. 149 a lição usa o subtítulo, “CARÁTER PURIFICADO”. Depois desses subtítulos a lição nos mostra o texto da serva do Senhor onde ela escreve “Então somos purificados de todo pecado, de todos os defeitos de caráter. Não precisamos reter nenhuma propensão pecaminosa”.

É muito claro o fato da nossa lição da Escola Sabatina nos ensinar que, propensão para o mal é pecado e também é defeito de caráter.

Lição E. S. PROPENSÃO PECAMINOSA = PECADO

PURIFICAÇÃO DE TODO PECADO “Precisamos compreender que pela fé em Cristo é nosso privilégio ser participante da natureza divina e livrar-nos da corrupção das paixões que há no mundo. Então somos purificados de todo pecado, de todos os defeitos de caráter. Não precisamos reter nenhuma propensão pecaminosa”. [Citação de Efésios 2:1-6] Comentários de Ellen G. White, SDABC, vol. 7, p. 943; Lição da Escola Sabatina, 2° Trim. 1990, Cristo o Único Caminho p. 50

Lição E. S. PROPENSÃO PECAMINOSA = DEFEITO DE CARÁTER

CARÁTER PURIFICADO “Precisamos compreender que pela fé em Cristo é nosso privilégio ser participante da natureza divina e livrar-nos da corrupção das paixões que há no mundo. Então somos purificados de todo pecado, de todos os defeitos de caráter. Não precisamos reter nenhuma propensão pecaminosa”. [Citação de Efésios 2:1-6] Comentários de Ellen G. White, SDABC, vol. 7, p. 943; Lição da Escola Sabatina, 2° Trim. 1990, Cristo o Único Caminho p. 149.

 “Não precisamos reter nem uma propensão pecaminosa. […] Ao participarmos da natureza divina, as tendências hereditárias ou cultivadas para o mal são separadas do caráter, e somos tornados uma força viva para o bem. Aprendendo sempre do divino Mestre, partilhando diariamente de Sua natureza, cooperamos com Deus vencendo as tentações de Satanás”. Para conhece-lo, p. 95

“Cristo veio viver a lei em Seu caráter humano exatamente na maneira pela qual todos podem viver a lei na natureza humana se procederem como Cristo procedeu” Ellen White e a Humanidade de Cristo, p. 166.

   Propensão = Defeito de Caráter = Pecado

 Se A=B e B=C Isso implica logicamente que A=C

    PROPENSÃO PARA PECAR = DEFEITO DE CARÁTER

      DEFEITO DE CARÁTER = PECADO

                   CONCLUSÃO LÓGICA

      PROPENSÃO PARA PECAR = PECADO

Não precisamos reter nossas propensões para pecar.

Não precisamos reter nossas propensões para pecar, ou seja, não precisamos reter nossos defeitos de caráter, isso revela que não precisamos continuar vivendo em pecado ou com pecado.

Existe a necessidade de que propensões, inclinações ou tendências para pecar sejam pela graça de Deus, completamente subjugadas e eliminadas antes do fechamento da porta da graça. Entende-se que essas manifestações de propensões, Inclinações ou tendências para pecar são na verdade, manifestações de defeito de caráter e com defeito de caráter ninguém herdará o reino dos Céus.

 Nos adventistas do sétimo dia, integrantes de um movimento no Brasil denominado MV, eu percebi a não aceitação de que, propensão, inclinação ou tendência pecaminosa seja, defeito de caráter, sendo também, portanto pecado. Infelizmente esses irmãos insistem em querer colocar em Jesus aquilo que Deus deseja retirar de nós.

Vejam que nos textos a seguir em um livro que é referência para eles, defenderem a possibilidade de Cristo ter tido propensões herdadas e que continuar vivendo com propensões herdadas se manifestando não é pecado.

“Do mesmo modo, Ellen White constantemente fazia a diferença entre a natureza herdada e a natureza pecaminosa cultivada. Por um lado, ela escreveu que Jesus ‘tinha toda a força da paixão da humanidade’; por outro, ela declara que ‘Ele é um irmão em nossas debilidades, mas não em possuir idênticas paixões’, ‘não possuindo as paixões de nossa natureza humana decaída’. É bem possível que ela tivesse em mente a diferença entre tendências herdadas para pecar, pelas quais não somos culpados, e tendências cultivadas, que nos tornam pecadores. Pra Ellen White bem como para seus contemporâneos adventistas, ‘semelhantemente a todo filho de Adão, Ele [Cristo] aceitou os resultados da operação da grande lei da hereditariedade’, mas sem jamais ceder a essas tendências”. Tocado por Nossos Sentimentos p. 113

Para esses irmãos a propensão ou inclinação pecaminosa só é pecado quando ela é cultivada. Se é herdada, não é pecado, sendo assim eles não se importam em acreditar que Jesus possuiu essas propensões ou inclinações pecaminosas herdadas.

“Más propensões são aqueles impulsos para o pecado que foram cultivados e fortalecidos pela indulgência para com o pecado. Propensões naturais são aquelas tendências herdadas. A culpa está contida numas mas não em outras. Isso não é pecaminoso a menos que alguém ceda à propensão”. Tocado por Nossos Sentimentos p. 225

Essa argumentação não é válida ao constatarmos que Deus não faz essa diferença entre propensões herdadas e cultivadas, uma sendo pecado a outra não. O que percebemos é que para Deus, ambas precisam ser “desarraigados” ou “eliminadas”. Não podemosbaixar a norma de justiça a fim de acomodar tendências herdadas e cultivadas para o mal”.

“Deus requer perfeição moral em todos. Os que receberam luz e oportunidades devem, como mordomos de Deus, aspirar à perfeição, e nunca, nunca baixar a norma de justiça a fim de acomodar tendências herdadas e cultivadas para o mal. Cristo tomou sobre Si nossa natureza humana e viveu nossa vida, para mostrar-nos que podemos ser semelhantes a Ele participando da natureza divina. Podemos ser santos, como Cristo foi santo na natureza humana”. Este Dia Com Deus p. 30

“Ao participarmos da natureza divina,são eliminadas do caráter as tendências hereditárias e cultivadas para o mal, e tornamo-nos um vivo poder para o bem”.  SDA Bible Commentary, vol. 7, p. 943; Cuidado De Deus, p. 366.

“As inclinações e desejos humanos não santificados devem serdesarraigados da vida como obstáculos ao crescimento cristão”. Carta 13, 1902, Evangelismo p. 347

“Ao participarmos da natureza divina, as tendências hereditárias ou cultivadas para o mal são separadas do caráter, e somos tornados uma força viva para o bem. […] Deus opera, e o homem opera, para que o homem seja um com Cristo assim como Cristo é um com Deus. “- Ellen G. White, Para Conhecê-lo (Meditações Matinais, 1965), pág. 95 (Lição da Escola Sabatina 4° Trim. 1994 pág. 168)

“Uma obra real é operada pelo Espírito Santo no caráter humano, e seus frutos são visíveis; como a árvore boa produz bons frutos, assim a árvore que realmente está plantada no jardim do Senhor produzirá bom fruto para a vida eterna. Pecados habituais são vencidos; na mente não são acolhidos maus pensamentos; maus hábitos são expelidos do templo da alma. As tendências que foram influenciadas numa direção errada, voltam-se para a direção certa. Disposições e sentimentos errados são desarraigados. Santo temperamento e emoções santificadas são agora o fruto produzido na árvore cristã. Ocorreu uma transformação completa. Esta é a obra que deve ser efetuada”. (Elder E. P. Daniels and the Fresno Church, págs. 8 e 9). MM, E RECEBEREIS PODER 1999, P. 50

 “As tendências que controlam o coração natural devem ser subjugadas pela graça de Cristo, antes que o homem caído esteja em condições de entrar no Céu, e partilhar da comunhão com os anjos puros e santos”. Atos Dos Apóstolos p. 273

“Os que fazem isso, andam com Deus, como fez Enoque, e imperceptivelmente para eles, tornam-se um com o Pai e o Filho. Realiza-se dia a dia na mente e no coração uma mudança, e as inclinações naturais e os caminhos naturais são moldados segundo o caminho e o Espírito de Deus”. MM 1956, Filhos e Filhas de Deus, p. 296

“É por meio do Espírito que o coração é purificado. Por Ele torna-se o crente participante da natureza divina. Cristo deu Seu Espírito como um poder divino para vencer toda tendência hereditária e cultivada para o mal, e gravar Seu próprio caráter em Sua igreja”. DTN, p. 671.

“Ninguém será trasladado para o Céu enquanto seu coração estiver cheio do refugo da Terra. Primeiro tem de ser corrigido todo defeito do caráter moral, removida toda mancha pelo sangue purificador de Cristo e vencidos todos os traços de caráter desagradáveis e repulsivos”. Testimonies, vol. 1, p. 704 e 705; Maranata O Senhor Vem, p. 56.

Novo nascimento é um marco entre a morte do velho homem e o nascimento do novo homem. Para que esse novo nascimento realmente tenha ocorrido deverá ser constatado uma mudança radical de condição de vida do velho homem para o novo homem. Velho homem dominado por propensões, inclinações, tendências para pecar, novo homem libertado, pela graça de Deus libertado dessas propensões, inclinações, tendências para pecar, vivendo agora, não segundo a carne mas, segundo o Espírito. O novo homem agora “co-participante da natureza divina” libertado, “da corrupção das paixões que há no mundo”.

 “Não sois capazes, por vós mesmos, de sujeitar vossos desígnios, desejos e inclinações à vontade de Deus; mas se permitires, Deus efetuará a obra por vós, destruindo até “os conselhos e toda altivez que se levanta contra o conhecimento de Deus, e levando cativo todo o entendimento à obediência de Cristo”. II Cor. 10:5. Haveis de então operar “vossa salvação com temor e tremor; porque Deus é o que opera em vós tanto o querer como o efetuar, segundo a Sua boa vontade”. Filip. 2:12 e 13. para cooperar com Deus.” O Maior Discurso De Cristo, p. 141-143.

NECESSIDADE DE GRANDE TRANSFORMAÇÃO

Existe a necessidade de uma grande transformação em nossa natureza caída e corrompida, essa transformação ocorre no novo nascimento, ou seja, quando nascemos do Senhor o Espírito Santo.

Vejam nos textos a seguir a maravilhosa obra que o Senhor deseja realizar em nós.

“O amor de Deus para com os Seus filhos durante o período de sua mais intensa prova, é tão forte e terno como nos dias de sua mais radiante prosperidade; mas é necessário passarem pela fornalha de fogo; sua natureza terrena deve ser consumida para que a imagem de Cristo possa refletir-se perfeitamente”. Grande Conflito, p. 621.

“Cristo […] não transgrediu a lei de Deus em nenhum detalhe. Mais que isso, Ele eliminou qualquer desculpa do homem caído que pudesse alegar alguma razão para não guardar a lei de Deus. Cristo estava cercado das fraquezas da humanidade, era afligido com as mais ferozes tentações, tentado em todas as coisas, à nossa semelhança, e mesmo assim desenvolveu um caráter reto. Nenhuma mancha de pecado foi encontrada sobre Ele”. -ST, 16/01/1896; Ellen White e a Humanidade de Cristo, p. 173.

        “A fim de que o preceito da lei se cumprisse em nós, que não andamos segundo a carne, mas segundo o Espírito” Rom. 8:4

“A menos que sejam corrigidas pelo Santo Espírito de Deus, nossas tendências naturais encerram em si mesmas os germes da morte”. CBV, p. 455.

“Sem o processo transformador que só pode ocorrer pelo poder divino, as propensões originais para pecar permanecem no coração com toda a sua intensidade, para forjar novas correntes, para impor uma escravidão que jamais poderá ser rompida pelo poder humano. Mas os homens nunca poderão entrar no Céu com seus velhos gostos, inclinações, ídolos, ideias e teorias. O Céu não seria um lugar de alegria para eles; pois tudo estaria em conflito com seus gostos, apetites e inclinações, e se oporia dolorosamente a seus traços de caráter naturais e cultivados”. M.E. v 3, p. 191.

“Os pensamentos corruptos devem ser expulsos. Todo o pensamento deve ser levado cativo a Jesus Cristo. Toda propensão animal deve ser sujeita às faculdades mais altas da alma. O amor de Deus deve reinar supremo; Cristo deve ocupar um trono não dividido. Nosso corpo deve ser considerado como havendo sido comprado. Os membros do corpo devem tornar-se instrumentos de justiça”. O Lar Adventista, págs. 127 e 128.; Mente, Caráter e Personalidade, vol. 1, p. 236.

“Vosso amor-próprio será ofendido, a alta opinião que tendes de vós mesmos será decepada pelo martelo e o machado, e a aspereza de vosso caráter será aparada; e quando o eu e as propensões carnais são tirados, então a pedra assume as devidas proporções para o edifício celeste, e começa o processo de polir, refinar, sujeitar, aperfeiçoar, e sereis moldados segundo o modelo do caráter de Cristo”. Filhos e Filhas de Deus, p. 319.

“Se alguém acaricia e cultiva tendências hereditárias para o mal, condescendendo com inclinações, apetites e paixões carnais, não poderá jamais entrar no reino de Deus. Mas a pessoa que se esforça por reprimir as más inclinações, que está disposta a ser governada pelo Espírito de Jesus Cristo, é transformada”.

“Cristo morreu a fim de elevá-los e enobrecê-los, e os que retiverem tendências hereditárias para o erro não podem permanecer com Ele. Ele sofreu tudo quanto é possível à carne humana sofrer e resistir, para que passemos triunfantemente por todas as tentações que Satanás invente a fim de destruir-nos a fé”. Filhos E Filhas de Deus, p. 294.

 “Assim os semeadores têm alguma coisa que fazer, para que a semente não seja sufocada pelos espinhos ou venha a perecer pela pouca profundidade do solo. Logo no início da vida cristã, deve ensinar-se aos crentes seus princípios fundamentais. Deve-se-lhes ensinar que não serão salvos somente pelo sacrifício de Cristo, mas que também devem tornar a vida de Cristo a sua vida e o caráter de Cristo o seu caráter. Ensine-se a todos, que precisam levar fardos e renunciar às inclinações naturais”. P. J. p. 57-58.

“O Espírito de Deus produz uma nova vida na pessoa, levando os pensamentos e os desejos à obediência da vontade de Cristo”. MCP, v. 2, p. 658.

“Os que fazem isso, andam com Deus, como fez Enoque, e imperceptivelmente para eles, tornam-se um com o Pai e o Filho. Realiza-se dia a dia na mente e no coração uma mudança, e as inclinações naturais e os caminhos naturais são moldados segundo o caminho e o Espírito de Deus. Eles crescem em conhecimento espiritual, e vão-se desenvolvendo até à estatura completa de homens e mulheres em Cristo Jesus”. Filhos e Filhas de Deus, p. 296.

“Não sois capazes, por vós mesmos, de sujeitar vossos desígnios, desejos e inclinações à vontade de Deus; mas se permitires, Deus efetuará a obra por vós, destruindo até ‘os conselhos e toda altivez que se levanta contra o conhecimento de Deus, e levando cativo todo o entendimento à obediência de Cristo’”. II Cor. 10:5. O Maior Discurso De Cristo, p. 142

“Os que fazem isso, andam com Deus, como fez Enoque, e imperceptivelmente para eles, tornam-se um com o Pai e o Filho. Realiza-se dia a dia na mente e no coração uma mudança, e as inclinações naturais e os caminhos naturais são moldados segundo o caminho e o Espírito de Deus”. MM 1956, Filhos e Filhas de Deus, p. 296

“Deus comunicou Seus dons ao homem para serem usados, não de acordo com ideias hereditárias ou fantasiosas, não de acordo com impulsos ou inclinações naturais, mas de acordo com Sua vontade“. Este Dia com Deus, p. 29.

 “Ao participarmos da natureza divina, são ELIMINADAS DO CARÁTER as tendências hereditárias e cultivadas para o mal, e tornamo-nos um vivo poder para bem”. Cuidado De Deus, p. 366.

“As inclinações e desejos humanos não santificados devem ser desarraigados da vida como obstáculos ao crescimento cristão. Carta 13, 1902”. Evangelismo, p. 347.

“As coisas velhas, suas paixões naturais e as tendências herdadas ou cultivadas para o mal, dissipam-se e ele é renovado e santificado”. MM 1962, Nossa Alta Vocação, p. 213

“O novo nascimento consiste em ter novos motivos, novos gostos, novas tendências. Os que são gerados para uma nova vida, pelo Espírito Santo, tornam-se participantes da natureza divina, e em todos os seus hábitos e práticas evidenciarão sua ligação com Cristo. […]” MM EXALTAI-O 1992 P. 124

TRANSFORMAÇÃO DA NOSSA NATUREZA

Uma verdade que infelizmente está sendo ignorada é a possibilidade de que nossa natureza seja transformada, natureza caída corrompida para natureza caída, agora não mais corrompida. Essa transformação é operada pela graça de Deus e somente será mantida enquanto o transformado continuar em íntima comunhão com nosso maravilhoso Deus.

“A vida cristã não é uma modificação ou melhoramento da antiga, mas uma transformação da natureza. Tem lugar a morte do eu e do pecado, e uma vida toda nova. Essa mudança só se pode efetuar mediante a eficaz operação do Espírito Santo”.  O Desejado De Todas As Nações, p. 172

“Olhando sempre a Jesus com os olhos da fé, seremos fortalecidos. Deus fará as mais preciosas revelações a Seu povo faminto e sequioso. Verificarão que Cristo é um Salvador pessoal. Ao alimentarem-se de Sua palavra, acharão que ela é espírito e vida. A palavra destrói a natureza carnal, terrena, e comunica nova vida em Cristo Jesus. O Espírito Santo vem ter com a alma como Consolador. Pela transformadora influência de Sua graça, a imagem de Deus se reproduz no discípulo; torna-se uma nova criatura”. O Desejado De Todas As Nações, p. 391

“Quando a alma se rende inteiramente a Cristo, novo poder toma posse do coração. Opera-se uma mudança que o homem não pode absolutamente operar por si mesmo.É uma obra sobrenatural introduzindo um sobrenatural elemento na natureza humana”. O Desejado De Todas As Nações, p. 324

“O poder da escolha deu-o Deus ao homem; a ele compete exercê-lo. Não podeis mudar vosso coração, não podeis por vós mesmos consagrar a Deus as vossas afeições; mas podeis escolher servi-Lo. Podeis dar-Lhe a vossa vontade; Ele então operará em vós o querer e o efetuar, segundo a Sua vontade. Desse modo toda a vossa natureza será levada sob o domínio do Espírito de Cristo; vossas afeições centralizar-se-ão nEle; vossos pensamentos estarão em harmonia com Ele”. Caminho a Cristo, p. 47

“Somos retidos nos laços de Satanás, ‘em cuja vontade’ (II Tim. 2:26) estamos presos. Deus deseja curar-nos, libertar-nos. Mas como isto requer uma completa transformação, uma renovação de nossa natureza toda, é necessário rendermo-nos inteiramente a Ele. A luta contra o próprio eu é a maior batalha que já foi ferida. A renúncia de nosso eu, sujeitando tudo à vontade de Deus, requer luta; mas a alma tem de submeter-se a Deus antes que possa ser renovada em santidade”.  Caminho a Cristo, p. 43

“’As palavras que Eu vos digo, são espírito e vida’. S. João 6:36. ‘A energia criadora que trouxe à existência os mundos, está na Palavra de Deus. Essa Palavra comunica poder, gera vida. Cada mando é uma promessa, aceito voluntariamente, recebido na alma, traz consigo a vida do Ser infinito. Transforma a natureza, cria de novo a alma à imagem de Deus”. Educação p.126.

Impulsos para obediência

“Finalmente, irmãos, tudo que é verdadeiro, tudo que é respeitável, tudo que é justo, tudo que é puro, tudo que é amável, tudo que é de boa fama, se alguma virtude há e se algum louvor existe, seja isso o que ocupe o vosso pensamento”. Filipenses 4:8

“O apóstolo se compara a uma pessoa disputando uma carreira, esforçando cada nervo para alcançar o prêmio. “Pois eu assim corro”, diz ele, “não como a coisa incerta; assim combato, não como batendo no ar. Antes subjugo o meu corpo, e o reduzo à servidão, para que, pregando aos outros, eu mesmo não venha de alguma maneira a ficar reprovado.” I Cor. 9:27. Para que não viesse a correr incertamente ou a esmo na carreira cristã, Paulo se submetia a severo exercício. As palavras “subjugo o meu corpo”, literalmente significam repelir por severa disciplina os desejos, os impulsos e as paixões”. Atos dos Apóstolos, p. 314.

“No coração renovado pela graça divina, o amor é o princípio da ação. Modifica o caráter, governa os impulsos, domina as paixões, subjuga a inimizade e enobrece as afeições. Este amor, abrigado na alma, ameniza a vida e espalha ao redor uma influência enobrecedora”. Caminho a Cristo, p. 47.

Obediência a Deus é liberdade do cativeiro do pecado, livramento das paixões e impulsos humanos. O homem pode ser vencedor de si mesmo, vencedor de suas inclinações, vencedor dos principados e potestades, e dos “príncipes das trevas deste século”, e das “hostes espirituais da maldade, nos lugares celestiais”. Efés. 6:12”. A Ciência do Bom Viver, p.131.

O Espírito de Deus produz uma nova vida na pessoa, levando os pensamentos e os desejos à obediência da vontade de Cristo”. MCP, vol. 2, p. 658

“Uma obra real é operada pelo Espírito Santo no caráter humano, e seus frutos são visíveis; como a árvore boa produz bons frutos, assim a árvore que realmente está plantada no jardim do Senhor produzirá bom fruto para a vida eterna. Pecados habituais são vencidos; na mente não são acolhidos maus pensamentos; maus hábitos são expelidos do templo da alma. As tendências que foram influenciadas numa direção errada, voltam-se para a direção certa. Disposições e sentimentos errados são desarraigados. Santo temperamento e emoções santificadas são agora o fruto produzido na árvore cristã. Ocorreu uma transformação completa. Esta é a obra que deve ser efetuada”. (Elder E. P. Daniels and the Fresno Church, págs. 8 e 9). MM, E RECEBEREIS PODER 1999, P. 50

“Toda a verdadeira obediência vem do coração. Deste procedia também a de Cristo. E se consentirmos, Ele por tal forma Se identificará com os nossos pensamentos e ideais, dirigirá nosso coração e espírito em tanta conformidade com o Seu querer, que, obedecendo-Lhe, não estaremos senão seguindo nossos próprios impulsos”. DTN, p.668.

Cristo nos salva DO pecado e não NO pecado.

Eis aí uma grande verdade ignorada por muitos, Cristo saldo do pecado e não no pecado, ninguém, absolutamente ninguém será salvo nos seus pecados.

“E dará à luz um filho e chamarás o seu nome JESUS; porque ele salvará o seu povo dos seus pecados”. Mateus 1:21

“Mas orar em nome de Cristo significa muito. Quer dizer que havemos de aceitar-Lhe o caráter, manifestar-Lhe o espírito e fazer Suas obras. A promessa do Salvador é dada sob condição. “Se Me amardes”, diz, “guardareis os Meus mandamentos.” João 14:15. Ele salva os homens, não em pecado, mas do pecado; e os que O amam manifestarão seu amor pela obediência”. DTN, p. 668

Se um pecado é nutrido na alma, ou uma prática errônea conservada na vida, todo o ser é contaminado. O homem torna-se instrumento de injustiça”. DTN, p.313

“Alguns há, que parece sempre buscarem a pérola celestial. Não renunciam, porém, completamente a seus maus hábitos. Não morrem para o próprio eu, para que Cristo viva neles. Por este motivo, não acham a pérola valiosa. Não venceram sua ambição profana e seu amor às atrações do mundo. Não tomam a cruz e não seguem a Cristo no caminho da abnegação e sacrifício. Quase cristãos, mas não plenamente, parecem estar perto do reino do Céu, mas não podem ali entrar. Quase, mas não completamente salvos, significa estar não quase, porém completamente perdidos”. Parábolas de Jesus, p. 118

Certa vez ao conversar com alguns irmãos sobre esse tema um irmão me perguntou qual a diferença entre o que eu estava defendendo e a crença “carne santa”. Os defensores da crença carne santa acreditavam que eles poderiam alcançar um nível de santidade onde não haveria mais para eles a possibilidade de pecarem, já no que estou apresentando, a libertação de nossas propensões ou inclinações pecaminosas somente será realidade para aqueles que realmente estiverem vivendo em plena comunhão com nosso Salvador. Até a glorificação continuaremos susceptíveis a termos novamente nossos defeitos de caráter se manifestando caso nos afastemos de Cristo.

Diante de tão importantes mensagens do Senhor fica muito evidente que se almejamos realmente a salvação, devemos entender que precisamos permitir que o Senhor nos liberte der todos, absolutamente todos nossos pecados, de todos nossos defeitos de caráter.

“É requerida obediência exata, e os que dizem não ser possível levar uma vida perfeita, lançam sobre Deus a acusação de injustiça e falsidade”. – Reimpressões De Review and Herald, vol. 6 p. 519. (Lição da Escola Sabatina, 2° trim. 1989, “Triunfo no Presente e Glória no Futuro” p. 48)

JUSTIFICAÇÃO

“Cristo não é ministro do pecado. Somos perfeitos nEle, aceitos no Amado, unicamente se permanecemos nEle”. Fé e Obras, p. 107

“Ele me veste de Sua justiça, que responde a todas as exigências da lei. Sou completo nAquele que introduz a justiça eterna. Ele me apresenta a Deus nas vestes imaculadas das quais nenhum fio foi tecido por qualquer instrumento humano. Tudo é de Cristo, e toda a glória, honra e majestade devem ser dados ao Cordeiro de Deus, que tira os pecados do mundo.” Mensagens Escolhidas vol. 1 p. 396

Infelizmente existem em nosso meio aqueles que por causa de afirmações como essas do Espírito de profecia, “[…] Somos perfeitos nEle”, “Sou completo nAquele que introduz a justiça eterna”. Tendem a pensar na justiça de Cristo como uma capa para encobrir pecados não confessados e não abandonados, mas vejam a afirmação da serva do Senhor no texto a seguir.

NÃO CAPA PARA PECADOS NÃO CONFESSADOS, NÃO ABANDONADOS

“Não é genuíno nenhum arrependimento que não opere a reforma. A justiça de Cristo não é uma capa para encobrir pecados não confessados e não abandonados; é um princípio de vida que transforma o caráter e rege a conduta. Santidade é integridade para com Deus; é a inteira entrega da alma e da vida para habitação dos princípios do Céu”. O Desejado De Todas As Nações, p. 555 – 556

“Todos estes esperam ser salvos pela morte de Cristo, ao passo que recusam viver Sua vida de abnegação. Exaltam as riquezas da livre graça, e procuram cobrir-se com a aparência de justiça, esperando assim ocultar os defeitos de caráter, mas seus esforços serão vãos no dia de Deus. A justiça de Cristo não encobrirá pecado algum acariciado”. Parábolas de Jesus p.316

JUSTIFICAÇÃO, JUSTIÇA IMPUTADA E COMUNICADA

Acho que seja bastante interessante vermos o que nos foi ensinado sobre justificação em uma das nossas lições da Escola Sabatina.

JUSTIÇA IMPUTADA: O perdão de Deus. Justificação como ato legal da parte de Deus. “A lei requer justiça, e esta o pecador deve à lei; mas é ele incapaz de a apresentar. A única maneira em que pode alcançar a justiça é pela fé. Pela fé pode ele apresentar a Deus os méritos de Cristo, e o Senhor lança a obediência de Seu Filho a crédito do pecador. A justiça de Cristo é aceita em lugar do fracasso do homem, e Deus recebe, perdoa, justifica a alma arrependida e crente, trata-a como se fosse justa, a ama-a tal qual ama Seu Filho”. Mensagens Escolhidas, vol. 1, p. 367

JUSTIÇA COMUNICADA, Santificação. Justificação como transformação do coração. “Aproximando-se da cruz erguida o pecador, e prostrando-se ao pé da mesma, atraído pelo poder de Cristo, dá-se uma nova criação. É-lhe dado um novo coração. Torna-se uma nova criatura em Cristo Jesus. A santidade acha que nada mais há para requerer. Deus mesmo é ‘justificador daquele que tem fé em Jesus’. Rom. 3:26”. Parábolas de Jesus, p. 163

“Mas, embora Deus possa ser justo e ao mesmo tempo justificar o pecador, pelos méritos de Cristo, homem algum pode cobrir sua alma com as vestes da justiça de Cristo, enquanto comete pecados conhecidos, ou negligencia conhecidos deveres. Deus requer entrega do coração, antes que possa ter lugar a justificação; e para que o homem conserve essa justificação, tem de haver obediência contínua, mediante ativa e viva fé que opera por amor e purifica a alma”. Mensagens Escolhidas, vol. 1, p. 366; Lição da Escola Sabatina 2º Trim. 1990, CRISTO O ÚNICO CAMINHO, P. 45 – 46

“É imputada a justiça pela qual somos justificados; aquela pela qual somos santificados, é comunicada. A primeira é nosso título para o Céu; a segunda, nossa adaptação para ele”. (Review and Herald, 4 de junho de 1895.) Mensagens Aos Jovens, p. 35

QUANDO DEUS CONSIDERA JUSTO

“Em nenhuma das 41 vezes que o verbo justificar é usado no Antigo Testamento Hebraico Deus declara justo a alguém que não o é. Por exemplo, Êxodo 23:7 diz o seguinte: ‘Da falsa acusação te afastarás; não matarás o inocente e o justo, porque não justificarei o ímpio’. O ponto é que o Senhor nunca declara justo àquele que não se tornou justo pela relação do concerto com Ele. Essa relação abrange a presença de Deus na vida. Ele declara justos àqueles que são justos em virtude de Sua presença na vida deles”. Lição da Escola Sabatina 2º Trim. 1990, CRISTO O ÚNICO CAMINHO, P. 46

“O estudo do verbo imputar no Antigo Testamento revela que Deus nunca considera que alguém é alguma coisa que ele não é. Por exemplo, Finéias foi considerado como justo porque, em virtude de sua união com Deus, ele era justo. (Ver Sal. 106:30 e 31; Núm. 25:13.) Pode-se dizer a mesma coisa de Abrão. A justiça lhe foi imputada porque sua fé envolveu total união com o Deus do concerto eterno. A imputação expressava a realidade de que a justiça de Deus tornara posse da vida de Abraão. Como é salientado pela lição, a imputação da justiça (justificação) é a concessão da justiça de Cristo ao crente pelo Espírito Santo. Esta experiência é a fonte de nosso poder espiritual”. Lição da E. S. 2º Tri. 1990, Cristo O Único Caminho, p. 63

“Não há segurança nem repouso nem justificação na transgressão da lei. Não pode o homem esperar colocar-se inocente diante de Deus em paz colo Ele, mediante os méritos de Cristo, se ao mesmo tempo continua em pecado”. (Ellen G. White, Mensagens Escolhidas, vol. 1, p. 213), Lição da Escola Sabatina 3º Trim. 2010, A Redenção em Romanos, p. 100

A verdadeira obediência

 “Toda a verdadeira obediência vem do coração. Deste procedia também a de Cristo. E se consentirmos, Ele por tal forma Se identificará com os nossos pensamentos e ideais, dirigirá nosso coração e espírito em tanta conformidade com o Seu querer, que, obedecendo-Lhe, não estaremos senão seguindo nossos próprios impulsos. A vontade, refinada, santificada, encontrará seu mais elevado deleite em fazer o Seu serviço. Quando conhecermos a Deus como nos é dado o privilégio de O conhecer, nossa vida será de contínua obediência. Mediante o apreço do caráter de Cristo, por meio da comunhão com Deus, o pecado se nos tornará aborrecível”. DTN, p. 668.

VACINAR OU NÃO VACINAR?

Não Manifestar Provocação

“Os que compõem nossas igrejas têm traços de caráter que, se não forem muito cuidadosos, os levarão a sentirem-se indignados, porque, devido a falsas informações, é tirada sua liberdade de trabalhar no domingo. Não vos encolerizeis por causa dessa questão, mas levai tudo a Deus em oração. Só Ele pode refrear o poder dos governantes. Não procedais irrefletidamente. Que ninguém se vanglorie insensatamente de sua liberdade, usando-a por pretexto da malícia, mas como servos de Deus, ‘tratai a todos com honra, amai aos irmãos, temei a Deus, honrai ao rei’. I Ped. 2:17”.

“Este conselho deve ser de real valor para todos aqueles que forem levados a situações difíceis. Não se deve manifestar coisa alguma que denote provocação ou possa ser interpretado como maldade. Manuscript Releases, vol. 2, págs. 193 e 194.

Abster-se de Trabalhar no Domingo

“Quanto ao campo relativo aos Estados do Sul, a obra nessa região precisa ser efetuada o mais sensata e cuidadosamente possível, e da maneira em que Cristo agiria. O povo logo descobrirá o que credes a respeito do domingo e do sábado, pois eles farão perguntas. Então podeis dizer-lhes isso, mas não de tal modo que atraia a atenção para vosso trabalho. Não precisais abreviar vossa obra por trabalhar no domingo. […]”

“Abster-se de trabalhar no domingo não é receber o sinal da besta. … Nos lugares em que a oposição é tão forte que suscite perseguição, se for efetuado algum trabalho no domingo, que nossos irmãos façam desse dia uma ocasião para realizar genuíno trabalho missionário”. The Southern Work, págs. 69 e 70.

Se eles viessem até aqui e dissessem: ‘Deveis parar vosso trabalho e vossos prelos no domingo’, eu não vos diria: … ‘Mantende os prelos em movimento’, pois o conflito não é entre vós e o vosso Deus”. Manuscrito 163.

“Não devemos achar que temos a obrigação de irritar nossos vizinhos que veneram o domingo, fazendo decididos esforços para expor intencionalmente diante deles o trabalho realizado nesse dia, a fim de demonstrar independência. Nossas irmãs não precisam escolher o domingo como o dia para mostrarem a lavagem de roupa”. Mensagens Escolhidas, vol. 3, pág. 399.

Empenhar-se em Atividades Espirituais no Domingo

“Procurarei responder à vossa pergunta quanto ao que deveis fazer no caso de serem decretadas leis dominicais”.

“A luz que me foi dada pelo Senhor numa ocasião em que esperávamos justamente essa crise que parece estar-se aproximando de vós, foi que, quando o povo estivesse sendo, por um poder de baixo, compelido à observância do domingo, os adventistas do sétimo dia mostrassem prudência deixando seu trabalho ordinário nesse dia e dedicando-se a atividades missionárias”.

“Desafiar as leis dominicais não fará senão fortalecer em suas perseguições os fanáticos religiosos que as buscam impor. Não lhes deis ocasião alguma de vos chamarem violadores da lei. […] Ninguém receberá o sinal da besta pelo fato de mostrar que compreende a sabedoria de manter a paz mediante a abstenção de trabalho que constitua delito”. […]

“O domingo pode ser empregado para desenvolver vários ramos de trabalho que muito farão em proveito do Senhor. Podem realizar-se nesse dia reuniões ao ar livre, ou em casas de família. Pode fazer-se trabalho de casa em casa. Os que escrevem, podem consagrar esse dia para redigir seus artigos. Realizem-se cultos religiosos no domingo, sempre que possível. Tornem-se essas reuniões vivamente interessantes. Cantem-se verdadeiros hinos de reavivamento, e fale-se com firmeza e poder do amor de Cristo”. Testemunhos Seletos, vol. 3, págs. 395 e 396.

“Levai os estudantes para fora, a fim de realizarem reuniões em lugares diferentes e efetuarem obra médico-missionária. Eles encontrarão as pessoas em casa e terão excelente oportunidade para apresentarem a verdade. Esta maneira de passar o domingo é sempre agradável ao Senhor”. Testimonies, vol. 9, pág. 238.

Textos do livro Eventos Finais, p. 138 – 140

Muito interessante os conselhos do Senhor para a igreja em momentos em que tudo indicava estar muito próximo o decreto dominical.

Estejam atentos para alguns detalhes desses aconselhamentos.

Diante de falsas informações a respeito de não poderem trabalhar aos domingos, o conselho. “Não procedais irrefletidamente”

Diante de situações difíceis. “Não se deve manifestar coisa alguma que denote provocação ou possa ser interpretado como maldade”.

Em estados em que a crise era mais iminente. “[…] a obra nessa região precisa ser efetuada o mais sensata e cuidadosamente possível […]” “Não precisais abreviar vossa obra por trabalhar no domingo”. “[…] se for efetuado algum trabalho no domingo, que nossos irmãos façam desse dia uma ocasião para realizar genuíno trabalho missionário”.

Vejam o que a serva do Senhor disse a respeito do que faria se nossas editoras fossem obrigadas a parar aos domingos! Se eles viessem até aqui e dissessem: ‘Deveis parar vosso trabalho e vossos prelos no domingo’, eu não vos diria: … ‘Mantende os prelos em movimento’”.

Muito importante esses conselhos. “Não devemos achar que temos a obrigação de irritar nossos vizinhos que veneram o domingo […]”

“Nossas irmãs não precisam escolher o domingo como o dia para mostrarem a lavagem de roupa”.

“Não precisais abreviar vossa obra por trabalhar no domingo. […]

“[…] quando o povo estivesse sendo, por um poder de baixo, compelido à observância do domingo, os adventistas do sétimo dia mostrassem prudência deixando seu trabalho ordinário nesse dia e dedicando-se a atividades missionárias”.

Não lhes deis ocasião alguma de vos chamarem violadores da lei”.

Vejam a prudência que deve ter o povo de Deus em momentos difíceis, não provocar a ira dos guardadores do domingo sem necessidade, deixar sim de trabalhar aos domingos e dedicar esse dia ao trabalho missionário.

Bom você pode estar pensando. O que tudo isso tem a ver com o tema vacinação? Muito simples. Nesses conselhos dados por Deus encontramos princípios que podem e devem ser colocados em prática pelo povo de Deus na questão hoje da vacinação.

Será que o posicionamento de alguns adventistas não aceitando a vacinação, não está desafiando as autoridades sem necessidade? Esse tipo de comportamento não está passando para os outros uma imagem de rebeldia, insubordinação sem a menor necessidade?

Bom você pode me dizer. Sim tem necessidade sim, a vacina causa algum tipo de dano a nossa saúde!

Bom isso é uma hipótese. Me perdoem, mas já vi muitas coisas sem fundamento a esse respeito, como por exemplo, falar que a vacina altera nosso código genético.

Vamos lá. Vamos supor que isso seja verdade. Lembrando que essa é uma hipótese muito remota. Estando o povo de Deus sendo bons cidadãos, não provocando sem necessidade as nossas autoridades, Deus permitiria que Seu povo fosse afetado?

“Pegarão nas serpentes; e, se beberem alguma coisa mortífera, não lhes fará dano algum; e porão as mãos sobre os enfermos, e os curarão”. Marcos 16:18

Essa promessa de Deus não se aplica aos seus servos que estiverem cumprindo a orientação de Deus sendo submissos as autoridades?

“Sujeitai-vos pois a toda a ordenação humana por amor do Senhor: quer ao rei, como superior; quer aos governadores”. 1 Pedro 2:13

“Não lhes deis ocasião alguma de vos chamarem violadores da lei”.

Esse conselho que foi dado a respeito da lei dominical, não serve também para a questão da vacinação?

Sei de uma postagem onde colocaram uma seringa como sendo uma estátua e muitos se curvando diante dela, fazendo então uma aplicação como sendo hoje a vacina um ídolo diante do qual não devemos nos curvar. Me perdoem, mas isso é ridículo!

Vou fazer uma pergunta. Esses irmãos que estão tomando esse posicionamento a respeito da vacina, se adoecerem não vão de forma alguma aceitar algum tipo de tratamento da medicina convencional?

Bom se não vão, podemos então pensar que Deus errou ao orientar nossa igreja a ter hospitais.

“Aquele que criou o homem Se interessa pelos que sofrem. Ele dirigiu a fundação dos nossos hospitais, bem como a construção das nossas escolas junto deles, a fim de que venham a tornar-se meios eficazes no preparo de homens e mulheres para a obra que tem por objetivo aliviar os sofrimentos da humanidade”. Conselhos Sobre Educação, p. 264

 “O apóstolo esboça com clareza a atitude que deveriam os crentes sustentar em relação às autoridades civis: ‘Sujeitai-vos pois a toda a ordenação humana por amor do Senhor: quer ao rei, como superior; quer aos governadores, como por Ele enviados para castigo dos malfeitores, e para louvor dos que fazem o bem. Porque assim é a vontade de Deus, que, fazendo bem, tapeis a boca à ignorância dos homens loucos; como livres, e não tendo a liberdade por cobertura da malícia, mas como servos de Deus. Honrai a todos. Amai a fraternidade. Temei a Deus. Honrai o rei.’” Atos Dos Apóstolos, p. 522

“Os que eram servos, foram aconselhados a permanecer sujeitos ‘com todo temor aos senhores, não somente aos bons e humanos, mas também aos maus’. ‘Porque’, continua o apóstolo, ‘é coisa agradável, que alguém, por causa da consciência para com Deus, sofra agravos, padecendo injustamente. Por que, que glória será essa, se, pecando, sois esbofeteados e sofreis? Mas se, fazendo bem, sois afligidos, e o sofreis, isso é agradável a Deus’”. Atos Dos Apóstolos, p. 522

Precisamos entender que vivemos em sociedade, o que fazemos ou deixamos de fazer afeta as pessoas ao nosso redor. Não tenho direito de tomar uma decisão pensando unicamente no meu bem-estar, ignorando como isso poderá afetar o meu próximo.

Bom, meu nome Anísio Ferreira Martins, tomei a primeira dose da vacina e tomarei a segunda. Tenho plena convicção que não desagradei a Deus aceitando ser vacinado.

Em 2013 a morte se aproximou de mim. Por ter trabalhado muitos anos na área de saúde tinha conhecimento que estava morrendo. Foi muito difícil. Esse mundo é repleto de desafios e sei que os últimos dias serão muito, mas muito mesmo, desafiador. Rogo a Deus que nos fortaleça para o que nos espera. Não precisamos atrair algum tipo de sofrimento ou perseguição por futilidades. Acredito que os conselhos da serva do Senhora respeito da lei dominical podem ser muito úteis para nós atualmente. Que o Senhor nos de sabedoria e prudência. 

“Não lhes deis ocasião alguma de vos chamarem violadores da lei”.

Que o Senhor nos ajude!

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APENAS NO ASPECTO FÍSICO?

O QUE A MAIORIA ACREDITA

Muitos teólogos adventistas têm afirmado que Jesus veio ao nosso mundo com a natureza de Adão depois da queda, mas isso apenas no aspecto físico, já no aspecto espiritual Ele tinha a natureza de Adão antes da queda, antes do pecado. A seguir um texto do livro, Ellen White e a Humanidade de Cristo onde o autor Woodrow W. Whidden defende esse pensamento.

“Ellen White foi clara ao mencionar que Ele tomou a ‘nossa natureza pecaminosa’ (SDABC, vol. 7, p. 453), mas somente no sentido de uma capacidade diminuída resultante do princípio da hereditariedade física”. Ellen White e a Humanidade de Cristo, p. 93

Textos importantes dos livros Ellen White e a Humanidade de Cristo e Nisto Cremos.

“É bem claro que Ellen White abeverou-se de um dos sermões de Melvill, intitulado ‘A Humilhação do Homem Cristo Jesus’, ao preparar um artigo cujo título era ‘Cristo, o exemplo do Homem’ (RH, 05/07/ 1887). Não causa surpresa que esse sermão discuta a humanidade de Cristo. Eric Webster nos dá um sumário final muito útil da utilização de Melvill: ‘Para Melvill, existem duas consequências primárias da queda: (1) ‘fraquezas inocentes’ e ‘propensões pecaminosas’. ‘Antes da transgressão, a humanidade de Adão estava livre de ambas, e com ambas ela foi dotada depois da transgressão’ (Melvil, p. 47). Por ‘fraquezas inocentes, Melvill entende características tais como fome, dor, fraqueza, tristeza e morte. ‘Existem consequências pela culpa que são perfeitamente inculpáveis. O pecado introduziu a dor, mas a própria dor não é pecado’ (ibidem). Por ‘propensões pecaminosas’ Melvill se refere a tendência, ou inclinação, para pecar. ‘No seu resumo da discussão, Melvill deixa claro que, em sua visão, Adão não tinha nem ‘fraquezas inocentes’ nem ‘ propensões pecaminosas’; nós nascemos com ambas, e Cristo levou a primeira, mas não a segunda’ (p. 127 e 128). Melvill diz claramente que Cristo teve uma humanidade que ‘não era inclinada a transgredir’ (citado em Wbster, p. 128). Tim Poirier ‘sugeriu que embora Ellen White não tenha citado as palavras [de Melvill] (tais como ‘fraquezas inocentes’, ‘propensões pecaminosas’ ‘inclinada a ofensas’), os sentimentos de Melvill poderiam muito bem refletir as próprias convicções de Ellen White’ (ibidem; ver Poirier). ‘É sugerido que o aparente conflito encontrado nas declarações de Ellen White sobre a humanidade de Cristo pode ser resolvido no contexto da discussão de Melvill. Poderia ser que, quando Ellen White declara que Cristo tomou sobre Si ‘a natureza caída e pecaminosa’ do homem, ela estivesse pensando naquelas ‘fraquezas inocentes’ que trouxeram Cristo ao nível do homem, e que quando ela fala de impecabilidade da humanidade de Cristo ela estivesse pensando no fato de que Cristo não possuía ‘propensões pecaminosas’?” (Webster, p. 128 e 129)”, Woodrow W. Whidden, Ellen White e a Humanidade de Cristo, p. 62 e 63

Uma forma de afirmar que Cristo tenha assumido uma natureza caída apenas no aspecto físico é afirmar que Ellen White “abeverou-se de um dos sermões de Melvill”. (Henry Melvill). Segundo Woodrow W. Whidden e pessoas citadas por ele nesse texto, quando Ellen White mencionava natureza caída e pecaminosa ela estava se referindo a uma natureza afetada apenas em aspectos físicos tais como, “fome, dor, fraqueza, tristeza e morte” “Fraquezas inocentes”.

Interessante esse tipo de afirmação, “‘fraquezas inocentes’ que trouxeram Cristo ao nível do homem”. Será mesmo que Cristo assumindo uma natureza afetada apenas por “fraquezas inocentes”, tais como “fome, dor, fraqueza, tristeza e morte” O traria até o nosso nível? A resposta é um expressivo NÃO! É bem claro, veremos nesse estudo, que Cristo assumiu nossa natureza enfraquecida em todos os aspectos, embora Ele não tenha sido afetado por essas fraquezas, porque sempre foi fortalecido pelo Pai para não ser corrompido ou contaminado pelo pecado.

Vamos agora para um outro texto, agora no livro Nisto Cremos.

“Portanto, ‘a humanidade de Cristo não foi a humanidade de Adão, ou seja, a humanidade do pai da raça antes da queda; tampouco foi a humanidade decaída, isto é, em todos os aspectos a humanidade de Adão após a queda. Não era a humanidade adâmica em virtude de possuir as inocentes fraquezas dos caídos. Não era a natureza caída porque Ele jamais caiu em impureza moral. Sua natureza era, portanto, mais apropriadamente a nossa humanidade, porém sem pecado”. 15 Nisto Cremos, p. 61

15 Henry Melvill, em Sermons by Henry Melvill, B. D., EDIÇÃO DE C. P. Mcllvaine (Nova York: Stanford and Swords, 1844), p. 47. Com a expressão ‘inocentes fraquezas’ ele quer se referir à fome, dor, tristeza, etc. Ele identificou essa forma de ver a natureza pré e pós- queda (aplicada a Cristo) como ‘a doutrina ortodoxa’ (ibid.)”. Nisto Cremos, p. 75

“Tim Poirier sugeriu que embora […]”, “os sentimentos de Melvill poderiam muito bem refletir as próprias convicções de Ellen White’ […]”, “‘É sugerido que o aparente conflito encontrado nas declarações de Ellen White […], “Poderia ser que, quando Ellen White declara que Cristo tomou sobre Si ‘a natureza caída e pecaminosa’ […]. Essas partes do texto do livro Ellen White e a Humanidade de Cristo deixam claro que o citado sermão de Melvill é uma possibilidade, uma hipótese, de como entender o aparente conflito nas declarações de Ellen White sobre a humanidade de Cristo.

Já no livro Nisto Cremos parte do sermão do Melvill foi colocado não como uma possível explicação ou uma hipótese, mas sim como uma confirmada explicação da questão, humanidade de Cristo.

Triste ver no livro Nisto Cremos parte do Sermão de Melvill, como sendo fato consumado, parte desse sermão ser uma revelação sobre a humanidade de Cristo. A maioria vai ler a citação da página 61 sem se dar conta, que se trata de uma explicação do ministro anglicano, Henry Melvill.

Por essa e por outras, acredito que o mais correto seria que o livro Nisto Cremos deveria ter como título, “O Que a Maioria Acredita”. Iremos nesse trabalho analisar questões importantíssimas sobre essa crença de Cristo ter assumido uma natureza afetada apenas no aspecto físico.

Características de Adão e Eva antes do pecado

 “O homem deveria ter a imagem de Deus, tanto na aparência exterior como no caráter. Cristo somente é a “expressa imagem” do Pai (Heb. 1:3); mas o homem foi formado à semelhança de Deus. Sua natureza estava em harmonia com a vontade de Deus. A mente era capaz de compreender as coisas divinas. As afeições eram puras; os apetites e paixões estavam sob o domínio da razão. Ele era santo e feliz, tendo a imagem de Deus, e estando em perfeita obediência à Sua vontade” P. P. p.45

“Em que consistia a força do assalto que resultou na queda de Adão? Não foi o pecado residente; pois Deus fez o homem conforme o Seu próprio caráter, puro e correto. Não havia nenhum princípio corrupto no primeiro Adão, nenhuma propensão corrupta ou tendência para o mal. Adão era tão perfeito como os anjos diante do trono de Deus.”. SDABC, vol. 1, p. 1083 (carta 191, 1899); Ellen White e a Humanidade de Cristo p.138

“Deus fez o homem reto; deu-lhe nobres traços de caráter, sem nenhum pendor para o mal. Dotou-o de altas capacidades intelectuais, e apresentou-lhe os mais fortes incentivos possíveis para que fosse fiel a seu dever. A obediência, perfeita e perpétua, era a condição para a felicidade eterna. Sob esta condição teria ele acesso à árvore da vida”. P.P. p.49

 “O Senhor, no princípio, fez o homem reto. Foi criado com a mente perfeitamente equilibrada, sendo o tamanho e a força de todos os órgãos perfeitamente desenvolvidos. Adão era um tipo perfeito de homem”. Testimonies, vol. 3, p. 72 ( M. C. P. vol. 2 p.415)

“Adão deveria ter em grande estima o fato de que ele fora criado à imagem de Deus, a fim de ser semelhante a Ele em justiça e santidade. Sua mente possuía a capacidade de cultivo contínuo, expansão, refinamento e nobreza pois Deus era seu professor, e os anjos seus companheiros”. Deserto da Tentação p. 14

“O homem foi originariamente dotado de nobres faculdades e de um espírito bem equilibrado. Era um ser perfeito, e estava em harmonia com Deus. Seus pensamentos eram puros, santos os seus intentos”. C. C. p. 17

“No princípio, o homem foi criado à imagem de Deus. Estava em perfeita harmonia com a natureza e com a lei de Deus; os princípios da justiça lhe estavam escritos no coração”. G. C. p.467

“No princípio Deus fez o homem reto. Ele foi criado com perfeito equilíbrio mental, sendo plena e harmoniosamente desenvolvidos o tamanho e a força de todos os seus órgãos”. Conselhos sobre Regime Alimentar p.147

“Era possível a Adão, antes da queda, formar um caráter justo pela obediência à lei de Deus”. C. C. p.62

“Quando Adão saiu das mãos do Criador, trazia ele em sua natureza física, intelectual e espiritual, a semelhança de seu Criador. “E criou Deus o homem à Sua imagem” (Gên. 1:27), e era Seu intento que quanto mais o homem vivesse tanto mais plenamente revelasse esta imagem, refletindo mais completamente a glória do Criador.”. Educação p. 15

“Criados para serem a “imagem e glória de Deus” (I Cor. 11:7), Adão e Eva tinham obtido prerrogativas que os faziam bem dignos de seu alto destino. Dotados de formas graciosas e simétricas, de aspecto regular e belo, o rosto resplandecendo com o rubor da saúde e a luz da alegria e esperança, apresentavam eles em sua aparência exterior a semelhança dAquele que os criara. Esta semelhança não se manifestava apenas na natureza física. Todas as faculdades do espírito e da alma refletiam a glória do Criador”. Educação p. 20

“Adão e Eva saíram das mãos do Criador na completa perfeição do dote físico, mental e espiritual”. Deserto da Tentação, p.13

“Quando este (Adão) fora vencido pelo tentador, entretanto, não tinha sobre si nenhum dos efeitos do pecado. Encontrava-se na pujança da perfeita varonilidade, possuindo o pleno vigor da mente e do corpo”. D. T. N. p.117

“[…] Adão e Eva, recém-saídos das mãos do Criador, eles eram seres perfeitos, tinham sido criados assim, sem propensão para o pecado, com capacidade de obedecer. Eles se deleitavam na obediência. Obedecer era para eles tão fácil como para você é respirar. Não precisavam se esforçar para isso. Tinham uma natureza perfeita”. Pr. Alejandro Bullón, Conhecer Jesus é Tudo, p. 40

Será que realmente Cristo veio ao nosso mundo com a natureza de Adão antes do pecado como afirmam muitos teólogos adventistas?

Esse questionamento é muito importante porque vimos que para Adão antes do pecado obedecer era tão fácil quanto para nós é respirar. Será que podemos falar o mesmo para Jesus?

Esse é um questionamento do qual não podemos fugir. Se afirmarmos que no aspecto espiritual Jesus veio ao nosso mundo com as mesmas condições de Adão antes da queda, e se sabemos que para Adão antes da queda a obediência era algo fácil, implica em afirmar também que Jesus teve a mesma facilidade para obedecer no aspecto espiritual tida por Adão. Essa possibilidade é anulada quando vemos que Cristo “familiarizou-se com todas as dificuldades que assolam a humanidade”, também foi tentado centenas de vezes mais severa “e sob circunstâncias, em todos os aspectos, mais probantes. E “em tudo o primeiro Adão teve situações mais favoráveis do que Cristo. Para Jesus era necessário estar sempre em guarda, a fim de conservar Sua pureza”.

Mas em tudo o primeiro Adão teve situações mais favoráveis do que Cristo. […]” Ellen White e a Humanidade de Cristo p. 183

“Em Sua humanidade, Ele familiarizou-se com todas as dificuldades que assolam a humanidade”. – RH, 28/04/1891; Ellen White e a Humanidade de Cristo, p.160

 “Cristo foi tentado por Satanás de maneira centenas de vezes mais severa do que Adão o fora, e sob circunstâncias, em todos os aspectos, mais probantes”. Ellen White e a Humanidade de Cristo p. 183-184

“Jesus era isento de todo pecado e erro; não havia nenhum traço de imperfeição em Sua vida ou caráter, Ele manteve pureza imaculada sob as mais probantes circunstâncias”. Ellen White e a Humanidade de Cristo, p. 194

“A vida de Jesus estava em harmonia com Deus. Enquanto criança, pensava e falava como criança; mas nenhum traço de pecado desfigurava nEle a imagem divina. Não ficou, no entanto, isento de tentação […] Era-Lhe necessário estar sempre em guarda, a fim de conservar Sua pureza”. DTN, p. 71

“Porque o Filho de Deus vinculou-se à fraqueza da humanidadepara que fosse tentado em todos os aspectos que o homem é tentado, Satanás tripudiou sobre Ele e O insultou”. RH, 01/04/ 1875; Ellen White e a Humanidade de Cristo p. 147

          Vejam, se Jesus viesse com a natureza de Adão antes do pecado Ele estaria qualificado como exemplo para Adão porque Jesus provou ser possível a plena obediência aos mandamentos de Deus mesmo não tendo no aspecto físico as mesmas condições de Adão e também as condições do meio em que Jesus viveu ser bem diferente das condições da Terra antes do pecado.

Mas o que dizer de nós que além de ter o meio em que vivemos e o aspecto físico bem diferente de Adão antes da queda também temos uma natureza espiritual marcada por uma grande degeneração?

Nesse estudo defendemos que Cristo veio ao nosso mundo com a natureza de Adão nos aspectos físico e espiritual igual ao dos descendentes de Adão depois do pecado. No que diz respeito a condições, Jesus não teve nenhuma vantagem ou nenhuma facilidade que não esteja também ao nosso alcance.

MAIS UMA FORTE EVIDÊNCIA

“No princípio, o homem foi criado à imagem de Deus. Estava em perfeita harmonia com a natureza e com a lei de Deus; os princípios da justiça lhe estavam escritos no coração”. G. C. p.467

“Quando este (Adão) fora vencido pelo tentador, entretanto, não tinha sobre si nenhum dos efeitos do pecado. Encontrava-se na pujança da perfeita varonilidade, possuindo o pleno vigor da mente e do corpo”. D. T. N. p.117

“Declarou-se lhes, porém, que sua natureza ficara depravada pelo pecado; haviam diminuído sua força para resistir ao mal, e aberto o caminho para Satanás ganhar mais fácil acesso a eles. Em sua inocência tinham cedido à tentação; e agora, em estado de culpa consciente, tinham menos poder para manter sua integridade”. Patriarcas e Profetas, p. 61

NATUREZA HUMANA ANTES DO PECADO

Adão antes do pecado, “criado à imagem de Deus”, “os princípios da justiça lhe estavam escritos no coração”, “possuindo o pleno vigor da mente e do corpo”.

NATUREZA HUMANA DEPOIS DO PECADO

Descendentes de Adão, por causa do pecado, “sua natureza ficara depravada”, “haviam diminuído sua força para resistir ao mal”, agora “tinham menos poder para manter sua integridade”.

Cristo assumindo natureza enfraquecida       

“Vi que Jesus conhecia nossas fraquezas, e que Ele mesmo passara por vossas experiências em tudo, exceto no pecado”. – RH, 20/01/1863; Ellen White e a Humanidade de Cristo p. 139

“Assumiu a natureza humana e arcou com as fraquezas e degenerescência da raça. Ele, que não conhecia pecado, tornou-Se pecado por nós”. Ellen White e a Humanidade de Cristo p. 145

“Pode experimentar em Si mesmo a força da tentação de Satanás e as fraquezas e sofrimentos humanos, Ele saberia como socorrer aqueles que se esforçam para ajudar a si mesmos”. – RH, 18/03/1875; Ellen White e a Humanidade de Cristo p. 146

“Porque o Filho de Deus vinculou-se à fraqueza da humanidade para que fosse tentado em todos os aspectos que o homem é tentado, Satanás tripudiou sobre Ele e O insultou”. RH, 01/04/ 1875; Ellen White e a Humanidade de Cristo p. 147

“Ele assumiu a natureza humana, com suas fraquezas, suas desvantagens e suas tentações”. Manuscrito 58, 1890; Ellen White e a Humanidade de Cristo p. 160

“Jesus também lhes disse […] Que Ele tomaria a natureza decaída do homem, e Sua força não seria nem mesmo igual a deles”. –SG, vol. 1, p. 25; Ellen White e a Humanidade de Cristo, p. 139

Bom, para aqueles que acreditam que Cristo tomou a natureza caída apenas no aspecto físico, faço a seguinte pergunta: Será que as “fraquezas” mencionada nesses textos se refere a fraquezas no aspecto físico? A resposta coerente para essa pergunta é um sonoro não! Isso é facilmente comprovado quando vemos os motivos de Cristo buscar ser fortalecido pelo Pai. A seguir um exemplo: “[…]força para resistir ao tentador e vencê-lo”.

“Mas nosso Salvador recorria a Seu Pai celestial em busca de sabedoria e força para resistir ao tentador e vencê-lo”. The Youth’sInstructor, fevereiro de 1873; ME, vol. 3, p. 133 e 134.

Essas “fraquezas” é uma forte evidência que Cristo tomou nossa natureza caída não apenas no aspecto físico.

Importante lembrar que Cristo tomou nossa natureza caída e enfraquecida, mas não foi fraco em momento algum de Sua vida. A seguir veremos como Cristo era fortalecido. Cristo nos mostrou como nossa natureza caída pode ser fortalecida.

Jesus buscando Ser fortalecido pelo Pai

“Jesus mesmo, enquanto andava entre os homens, muitas vezes Se entregava à oração. Nosso Salvador identificou-Se com nossas necessidades e fraquezas, tornando-Se um suplicante, um solicitador junto de Seu Pai, para buscar dEle novos suprimentos de força, a fim de que pudesse sair revigorado para os deveres e provações.”. Caminho a Cristo p. 94

“Mas nosso Salvador recorria a Seu Pai celestial em busca de sabedoria e força para resistir ao tentador e vencê-lo”. The Youth’sInstructor, fevereiro de 1873; ME, vol. 3, p. 133 e 134.

“Nosso Salvador identifica-Se com nossas necessidades e fraquezas no fato de haver-Se tornado um suplicante, um solicitante de todas as noites, buscando do Pai novas provisões de força a fim de sair revigorado, fortalecido para o dever e a provação. Ele é nosso exemplo em tudo”. Ellen White e a Humanidade de Cristo, p. 141

“Sua humanidade se constituía em tentação para Ele. Somente confiando no Pai é que Ele poderia resistir as tentações. Ele andou pela fé assim como nós devemos andar pela fé”. – RH, 09/03/1896; Ellen White e a Humanidade de Cristo, p. 153

“Satanás estava nos Seus caminhos a todo instante. A força de Cristo estava na oração.Ele tomou a humanidade, carregou nossas fraquezas e tornou-Se pecado por nós”. ME, vol. 3, p. 134.

Vimos que Cristo era “um solicitante de todas as noites, buscando do Pai novas provisões de força a fim de sair revigorado, fortalecido para o dever e a provação”, Cristo, “recorria a Seu Pai celestial em busca de sabedoria e força para resistir ao tentador e vencê-lo”.

Novamente pergunto

O fato de Cristo estar sempre buscando do Pai novas provisões de força” é uma evidência de que Cristo assumiu a natureza de Adão antes do pecado que possuía “pleno vigor da mente e do corpo” ou a natureza dos descendentes de Adão que “tinham menos poder para manter sua integridade”, e “haviam diminuído sua força para resistir ao mal”?.

Para ajudarem na resposta caso ainda tenham dificuldade de responder, acredito que o texto a seguir vai ajudar ainda mais concluir que Cristo assumiu a natureza dos descendentes de Adão.

 “Cristo tomou sobre Si os pecados e as fraquezas da raça humana tais quais existiam quando desceu à Terra para ajudar o homem. Em favor do gênero humano, tendo sobre Si as fraquezas do homem caído, deveria resistir às tentações de Satanás em todos os pontos em que o homem seria assediado. […] Assumiu a natureza humana, e suportou as fraquezas e degeneração da raça. Aquele que não conheceu pecado tornou-se pecado por nós. Humilhou-se às maiores profundezas da miséria humana, a fim de estar qualificado para alcançar o homem, e levá-lo da degradação na qual o pecado o havia mergulhado”. Review and Herald, 28 de Julho de 1874 (Questões Sobre Doutrina p. 462 e 463 )

Podemos ser fortalecidos e vencer como Cristo venceu.

“Cristo foi submetido à mais rigorosa prova, que requereu a força de todas as Suas faculdades para resistir à inclinação de, quando em dificuldade, usar o Seu poder para livrar-Se do perigo e triunfar sobre o poder do príncipe das trevas. Satanás mostrou seu conhecimento dos pontos fracos do coração humano, colocando seu máximo poder para obter vantagem sobre a debilidade da humanidade que Cristo assumira para poder vencer Suas tentações no lugar do homem”. RH, 01/04/1875; Ellen White e a Humanidade de Cristo p.147

“Cristo venceu as tentações de Satanás como homem. Toda pessoa pode vencer como Cristo venceu. […] Remiu o ignominioso fracasso e queda de Adão, e foi vitorioso, demonstrando assim a todos os mundos não caídos, e à humanidade decaída que o homem podia guardar os mandamentos de Deus pelo poder divino que lhe é concedido pelo céu. Jesus… suportou a tentação por nós, venceu em nosso favor para mostrar-nos como podemos ser vitoriosos. […]” Manuscrito 1, 1892; Ellen White e a Humanidade de Cristo, p.162

Vimos que Cristo não usou Seu poder como Deus para vencer as tentações de Satanás, para Ele ser vitorioso em todas as tentações Ele era fortalecido pelo Pai. Cristo venceu como homem, toda pessoa que buscar forças em Deus, também pode vencer como Cristo venceu.

“ONDE O PRIMEIRO ADÃO COMEÇOU”

 “Cristo é chamado o segundo Adão. Em pureza e santidade, unido com Deus e amado por Deus, Ele começou onde o primeiro Adão começou”. MM Minha Consagração Hoje p. 323

Acredito sim que Cristo começou onde o primeiro Adão começou, tão puro e sem propensões pecaminosas quanto Adão, mas não por ter tido a natureza de Adão antes do pecado, e sim, por ter sido fortalecido e protegido pela graça de Deus. Ter vencido Satanás e não ter se corrompido com o pecado mesmo tendo assumido nossa natureza pecaminosa, provando assim que nossa natureza caída não é desculpa para o pecado.

Vamos repetir textos que revelam que Cristo não assumiu a natureza de Adão antes do pecado embora fosse tão puro quanto ele.

Vejam a seguir novamente que embora Cristo tenha vindo tão puro quanto Adão antes do pecado, Ele foi tentado “centenas de vezes mais severa” e “e sob circunstâncias, em todos os aspectos, mais probantes”.

Irmãos, não podemos ignorar o que representa Cristo ter sido tentadosob circunstâncias, em todos os aspectos, mais probantes”.

Mas em tudo o primeiro Adão teve situações mais favoráveis do que Cristo. […]” Ellen White e a Humanidade de Cristo p. 183

 “Cristo foi tentado por Satanás de maneira centenas de vezes mais severa do que Adão o fora, e sob circunstâncias, em todos os aspectos, mais probantes”. Ellen White e a Humanidade de Cristo p. 183-184

Circunstâncias é sinônimo de: particularidadessituaçõesconjunturascontextosfundamentosrazões

Jesus mais provado que Adão sob particularidades, situações, contextos, fundamentos, “em todos os aspectos” mais probantes.

Vejamos nestes textos do Espírito de profecia a revelação clara de que Jesus assumiu nossa natureza enfraquecida em TODOS os aspectos e não apenas no aspecto físico:

 “Jesus cobriu a divindade com a humanidade para que pudesse ter uma experiência em tudo que é pertinente à vida humana”. Ellen White e a Humanidade de Cristo p. 158

“Cristo foi tentado por Satanás de maneira centenas de vezes mais severa do que Adão o fora, e sob circunstâncias, em todos os aspectos, mais probantes”. Ellen White e a Humanidade de Cristo p. 183-184

Jesus enfrentou todas as desvantagens que também temos que enfrentar, mas no que diz respeito ao pecado Jesus nunca foi contaminado, sempre foi santo e imaculado, porque nasceu do Espírito e sempre viveu na plenitude do Espírito.

O fato de Jesus nunca ter sido contaminado pelo pecado por ter nascido e vivido na plenitude do Espírito não O desqualifica como exemplo para nós que herdamos uma natureza enfraquecida e também no aspecto espiritual porque esse nascimento e vida na plenitude do Espírito, também pode ser uma realidade em nossa vida.

Jesus enfrentou as mesmas condições adversas que temos que enfrentar, mas Jesus não veio como nós somos, mas sim, como nós podemos ser. Compreender esse detalhe é fundamental, repito, Cristo não veio como nós somos, MAS SIM COMO PODEMOS SER.

“Aquele que era um com o Pai desceu do glorioso trono no céu, […] e cobriu Sua divindade com humanidade, descendo, assim, até o nível das debilitadas faculdades do homemA maior dádiva que o céu poderia derramar foi dada em resgate pela humanidade caída”. -RH, 11/12/1888. Ellen White e a Humanidade de Cristo p. 156

“Eu vos apresento o grande exemplo. …Ele realmente enfrentou e resistiu as tentações de Satanás como qualquer filho da humanidade. Somente assim poderia Ele ser um exemplo perfeito para o homem. Ele sujeitou-Se à humanidade para Se familiarizar com todas as tentações com as quais o homem é assediado. Ele levou sobre Si as fraquezas e carregou as dores dos filhos de Adão. “Carta 17, 1878; Ellen White e a Humanidade de Cristo, p. 148.

“O Redentor do mundo veio não somente para ser um sacrifício pelo pecado, mas também para ser um exemplo ao homem em todas as coisas, um santo caráter humano. […] O Filho unigênito do Deus infinito deixou-nos, por Suas palavras e por Seu exemplo prático, um claro modelo que devemos imitar […]”. Ellen White e a Humanidade de Cristo, p. 162

“Deus pretende que os Seus seguidores sejam o que Jesus foi quando revestido da natureza humana. Cumpre-nos, em Sua força, viver a vida pura e nobre que o Salvador viveu”. A Ciência do Bom Viver, p. 426.

“Cristo viveu uma vida de perfeita obediência à Lei de Deus, deixando nisto um exemplo perfeito a toda criatura humana. A vida que Ele viveu neste mundo, devemos nós viver, mediante Seu poder, e sob as Suas instruções”. A Ciência Do Bom Viver, p. 180

É exatamente isso que Jesus veio provar. Provou que nossa natureza caída e enfraquecida em todos os aspectos não é desculpa para continuarmos vivendo na lama do pecado.

Acusação de Satanás

“Satanás, o anjo caído, declarara que nenhum homem podia guardar a lei de Deus depois da desobediência de Adão. Ele alegava que toda a humanidade estava sob o seu domínio”. ME vol.3 p. 136

Detalhe muito importante, nesse texto fica claro que a acusação de Satanás era de que os homens “depois da desobediência de Adão” não podiam guardar a lei de Deus, mas Jesus veio provar que ele estava errado. Jesus só poderia fazer isso vindo aqui e vivendo nas mesmas condições dos homens depois do surgimento do pecado, sem levar nenhuma vantagem, ou seja, não usando nenhum recurso que não estivesse também ao alcance dos demais homens.

Devemos, portanto, ter como objetivo um novo nascimento, nascer do Espírito e então viver na plenitude dEle. Assim seremos também plenamente libertados do pecado e viveremos como Jesus viveu para honra e glória de Deus.

“Orai pelo novo nascimento. Se experimentardes este novo nascimento deleitar-vos-eis, não nos tortuosos caminhos de vossos próprios desejos, mas no Senhor. Desejareis estar sob Sua autoridade. Estareis de contínuo procurando alcançar norma mais alta. Sede não apenas leitores da Bíblia, mas ferventes estudiosos dela, para que possais saber o que Deus requer de vós. Necessitais do conhecimento experimental de como fazer a Sua vontade. Cristo é nosso Professor”. CONSELHOS SOBRE EDUCAÇÃO, p. 147

“O novo nascimento consiste em ter novos intuitos, novos gostos, novas tendências. Os que, pelo Espírito Santo, são gerados para uma nova vida, tornaram-se participantes da natureza divina, e em todos os seus hábitos e práticas evidenciarão sua relação com Cristo”. MM, 1977, Maranata, O Senhor vem, p. 235

“Satanás apresenta a divina lei de amor como uma lei de egoísmo. Declara que nos é impossível obedecer-lhe aos preceitos. A queda de nossos primeiros pais, com toda a miséria resultante, ele atribui ao Criador, levando os homens a olharem a Deus como autor do pecado, do sofrimento e da morte. Jesus devia patentear esse engano. Como um de nós, cumpria-Lhe dar exemplo de obediência. Para isso tomou sobre Si a nossa natureza, e passou por nossas provas. “Convinha que em tudo fosse semelhante aos irmãos.” Heb. 2:17. Se tivéssemos de sofrer qualquer coisa que Cristo não houvesse suportado, Satanás havia de apresentar o poder de Deus como nos sendo insuficiente. Portanto, Jesus “como nós, em tudo foi tentado”. Heb. 4:15. Sofreu toda provação a que estamos sujeitos. E não exerceu em Seu próprio proveito poder algum que nos não seja abundantemente facultado”. DTN, p. 24

     Também podemos ter a plenitude do Espírito!

“Em Cristo habitava corporalmente a plenitude da Divindade. É por isso que, embora tal como nós, fosse tentado, Ele ergueu-Se perante o mundo desde a primeira vez que nele entrou, sem mancha de corrupção, apesar de estar rodeado por ela. Não devemos também tornar-nos co-participantes dessa plenitude? Não é tão-somente desta maneira que podemos ser vitoriosos, assim como Ele foi vitorioso”? Ellen White e a Humanidade de Cristo, p. 160

“Cristo é a fonte de nossa força. Estudemos Seus ensinos. Dando Seu Filho unigênito para viver em nosso mundo e estar exposto à tentação para que pudesse ensinar-nos como vencer, o Pai fez ampla provisão para que não fôssemos levados cativos pelo inimigo. Enfrentando o adversário caído, Cristo venceu para o bem da humanidade. Ele foi tentado em todos os pontos como nós o somos, mas resistiu na força da divindade, a fim de que pudesse socorrer-nos quando somos tentados. Tornando-nos participantes de Sua natureza divina, devemos aprender a discernir as tentações de Satanás, e, na força de Sua graça, vencer as corrupções que pela concupiscência há no mundo. Aquele que era outrora um ser humano pecaminoso pode ser refinado e purificado pelos méritos conferidos por Cristo e colocar-se diante de seus semelhantes como cooperador de Deus. Ao que busca a Deus com diligência, certamente será comunicada a natureza divina, e outorgada a compaixão de Cristo. […] ”Este Dia Com Deus, p. 149

“Muitos dizem, todavia, que Jesus não real como nós outros, que Ele não esteve no mundo da mesma forma que nós, que Ele era divino e que nós não podemos ser vencedores como Ele foi vencedor. Mas Paulo escreve”: Porque, na verdade, Ele não tomou a natureza dos anjos; mas tomou a descendência de Abraão. Pelo que convinha que em tudo fosse semelhante aos irmãos. ”-RH, o1/04/1892; Ellen White e a Humanidade de Cristo, p. 161.

“Cristo não só morreu como nosso sacrifício, mas viveu como nosso exemplo. Em Sua natureza humana, Ele Se apresenta completo, perfeito, imaculado. Ser um cristão é ser como Cristo. Todo o nosso ser, nossa alma, o corpo, o espírito, devem ser purificados, enobrecidos, santificados, até que reflitamos a Sua imagem e imitemos o Seu exemplo”. RH, 28/01/1882; Ellen White e a Humanidade de Cristo, p. 150

“Como Vencedor, deu-nos Ele a vantagem de Sua vitória, a fim de que, em nossos esforços para resistir às tentações de Satanás, uníssemos nossa fraqueza à Sua força, nossa desvalia aos Seus méritos. E sustidos por Seu poder perdurável, sob forte tentação, podemos resistir, em Seu nome Todo-poderoso, e vencer como Ele venceu”. Signs of the Times, 12 de março de 1912; Nos Lugares Celestiais, p. 251.

“É pela fé no Filho de Deus que se efetua a transformação do caráter, e o filho da ira torna-se filho de Deus, torna-se espiritual e discerne as coisas espirituais. A sabedoria de Deus lhe ilumina a mente e ele em Sua lei contempla coisas maravilhosas. Quando o homem se converte a verdade, processa-se nele a obra de transformação de caráter. Recebe uma aumentada medida de entendimento. Ao tornar-se um homem de obediência a Deus, tem ele a mente de Cristo, e a vontade de Deus torna-se a sua vontade”. Mensagens Escolhidas vol. 1, p. 338

“Digo, porém: andai no Espírito e jamais satisfareis à concupiscência da carne”. Gálatas 5:16

“Pois nós também, outrora, éramos néscios, desobedientes, escravos de toda sorte de paixões e prazeres, vivendo em malícia e inveja, odiosos e odiando-nos uns aos outros. Quando, porém, se manifestou a benignidade de Deus, nosso salvador, e o Seu amor para com todos, não por obras de justiça praticada por nós, mas segundo Sua misericórdia, Ele nos salvou mediante o lavar regenerador e renovador do Espírito Santo, que Ele derramou sobre nós ricamente, por meio de Jesus Cristo, nosso Salvador, a fim de que, justificados por graça, nos tornemos seus herdeiros, segundo a esperança da vida eterna”. Tito 3:3-7

“E, assim, se alguém está em Cristo, é nova criatura; as coisas antigas já passaram; eis que se fizeram novas”. 2° Cor. 5:17

“Porque, embora andando na carne, não militamos segundo a carne. Porque as armas da nossa milícia não são carnais, e sim poderosas em Deus, para destruição das fortalezas; destruindo os conselhos, e toda altivez que se levanta contra o conhecimento de Deus, e levando cativo todo pensamento à obediência de Cristo”. 2° Cor. 10:3-5

“Mas o fruto do Espírito é; amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fidelidade, mansidão, domínio próprio. Contra estas coisas não há lei. E os que são de Cristo crucificaram a carne, com as suas paixões e concupiscências. Se vivemos no Espírito, andemos também no Espírito”. Gál. 5:22-25

“Ora, pois, já que Cristo padeceu por nós na carne, armai-vos também vós com este pensamento, que aquele que padeceu na carne já cessou do pecado; Para que, no tempo que vos resta na carne, não vivais mais segundo as concupiscências dos homens, mas segundo a vontade de Deus”. 1 Pedro 4:1-2

Detalhe importantíssimo que devemos deixar bem claro. Quando afirmamos que Jesus assumiu a natureza dos descendentes de Adão, não estamos afirmando que Jesus possuía algum tipo de depravação ou corrupção. Jesus conseguir pelo poder de Deus ser plenamente puro mesmo assumindo nossa natureza caída, provando assim que nossa natureza não é desculpa para continuarmos como escravos do pecado. Cristo provou mesmo para nós que possuímos natureza caída que não existe desculpa para o pecado, e o que veremos no próximo capítulo.

Para quem Jesus provou ser possível obediência a Deus.

“Cristo veio à Terra, tomando sobre Si a humanidade e constituindo-Se representante do homem, para mostrar no conflito com Satanás, que o homem, tal como Deus o criou, unido ao Pai e ao Filho, poderia obedecer a todo reclamo divino”. Mensagens Escolhidas vol. 1 p. 253

Alguns usam esse texto do Espírito de profecia que afirma que Jesus veio provar que o homem “tal como Deus o criou” poderia obedecer a Deus. Sendo assim Cristo teria vindo como Adão antes do pecado para provar que ele poderia sim ter obedecido a Deus e não ter caído.

Mas o que dizer dos textos a seguir onde vemos claramente que Cristo veio provar que Satanás estava errado ao afirmar que os homens, depois da desobediência não podia mais obedecer a Deus? O que dizer desses textos em que Cristo provou quais são as possibilidades de santificação para nós que possuímos natureza caída? Será que eu posso me apoiar em um texto para defender certo pensamento e ignorar vários outros?

  1. “Satanás, o anjo caído, declarara que nenhum homem podia guardar a lei de Deus depois da desobediência de Adão. Ele alegava que toda a humanidade estava sob o seu domínio”. ME vol.3 p. 136
  • “Satanás declarara que era impossível ao homem obedecer aos mandamentos de Deus; e é verdade que por nossa própria força não lhes podemos obedecer. Cristo, porém, veio na forma humana, e por Sua perfeita obediência provou que a humanidade e a divindade combinadas podem obedecer a todos os preceitos de Deus”. Parábolas de Jesus p. 314
  • “Cristo tomou a humanidade e suportou o ódio do mundo para que pudesse revelar a homens e mulheres que estes poderiam viver sem pecado, que suas palavras, atos, seu espírito, poderiam ser santificados para Deus. Podemos ser cristãos perfeitos se manifestarmos esse poder em nossa vida. Quando a luz do Céu repousar sobre nós continuamente, representaremos a Cristo. Foi a justiça revelada em Sua vida que O distinguiu do mundo e despertou seu ódio. […] As palavras de Cristo são ditas para Seu povo em todas as épocas – para nós sobre quem o fim dos séculos é chegado. Manuscrito 97, 1909”. Olhando Para o Alto, 1983, p. 297.
  • “Cristo […] não transgrediu a lei de Deus em nenhum detalhe. Mais que isso, Ele eliminou qualquer desculpa do homem caído que pudesse alegar alguma razão para não guardar a lei de Deus. Cristo estava cercado das fraquezas da humanidade, era afligido com as mais ferozes tentações, tentado em todas as coisas, à nossa semelhança, e mesmo assim desenvolveu um caráter reto. Nenhuma mancha de pecado foi encontrada sobre Ele”. Ellen White e a Humanidade de Cristo, p.173.
  • “Cristo assumiu a natureza humana para demonstrar para o mundo caído, para Satanás e sua sinagoga, para o universo do Céu e para os mundos não caídos que a natureza humana unida à Sua natureza divina, podia tornar-se totalmente obediente a lei de Deus […]”.
  • “Nenhum ser humano já possuiu natureza tão sensível como o Santo de Deus, sem pecado, o qual Se manifestou como cabeça e representante daquilo que a humanidade pode tornar-se mediante a comunicação da natureza divina. Aos que creem em Cristo como seu Salvador pessoal, Ele atribui Seus méritos e comunica Seu poder”. YI, 16/08/1894; Ellen White e a Humanidade de Cristo, p. 167.
  • “Foram tomadas amplas providências para que o homem finito e decaído possa estar tão ligado com Deus que, por meio da mesma Fonte pela qual Cristo venceu em Sua natureza humana, ele consiga resistir firmemente a todas as tentações como Cristo o fez”. Ellen White e a Humanidade de Cristo, p.166.
  • “Cristo não somente deu regras explícitas mostrando como podemos tornar-nos filhos obedientes, mas também nos mostrou em Sua própria vida e caráter como fazer exatamente aquilo que é correto e aceitável para Deus, de modo que não haja desculpa para não realizarmos as coisas que são agradáveis à Sua vista”. Ellen White e a Humanidade de Cristo, p.162.
  • “Veio ao nosso mundo para manter um caráter puro e sem pecado, e para refutar a mentira de Satanás de que não era possível aos seres humanos guardar a lei de Deus. Cristo veio viver a lei em Seu caráter humano exatamente na maneira pela qual todos podem viver a lei na natureza humana se procederem como Cristo procedeu. […]”.  Elle. White, e a Humanidade de Cristo, p. 166
  1. O Senhor Jesus veio ao nosso mundo, não para revelar o que Deus podia fazer, e, sim, o que o homem podia realizar, mediante a fé no poder de Deus para ajudar em toda emergência. O homem deve, pela fé, ser participante da natureza divina e vencer toda tentação com que é assaltado. O Senhor requer agora que todo filho e filha de Adão, pela fé em Jesus Cristo, O sirva na natureza humana que temos atualmente”. ME vol. 3, p. 140.
  1. “Cristo, por Seu exemplo, tornou evidente que o homem pode permanecer íntegro. É possível aos homens ter poder para resistir ao mal – poder que nem a Terra nem a morte nem o inferno conseguem dominar; poder que os colocará onde alcancem vencer, como Cristo venceu. Neles pode combinar-se a divindade e a humanidade”. ME, vol. 1, p.409.
  1. “Cristo revestiu Sua divindade com a humanidade, e veio a este mundo para viver uma vida livre da contaminação do pecado, para que os seres humanos, lançando mão da divindade, possam tornar-se participantes da natureza divina, escapando assim da corrupção que há no mundo mediante a sensualidade”. Olhando Para o Alto p. 297
  1. “Tomando assim a natureza humana, Ele honrou a humanidade. Tendo assumido nossa natureza decaída, Ele demonstrou o que ela poderia tornar-se pela aceitação da ampla provisão que fizera para ela e tornando-se participante da natureza divina”. Carta 81, 1896. Mensagens Escolhidas, vol. 3, p. 134
  1. “Em Sua vida e caráter Ele não só revela o caráter de Deus, mas a possibilidade do homem. Ele era o representante de Deus e o exemplo da humanidade”. Mensagens Escolhidas, vol. 1, p. 349
  1.  “Cristo venceu as tentações de Satanás como homem. Toda pessoa pode vencer como Cristo venceu. […] Remiu o ignominioso fracasso e que de Adão, e foi vitorioso, demostrando assim a todos os mundos não caídos, e à humanidade decaida, que o homem podia guardar os mandamentos de Deus pelo poder divino lhe é concedido pelo Céu. Jesus […] suportou a tentação por nós, venceu em nosso favor para mostra-nos como podemos ser vitoriosos”. Ellen White e a Humanidade de Cristo, p.162.
  1. “A vida de obediência do Salvador manteve as reivindicações da lei; provou que a lei pode ser observada pela humanidade, e mostrou a excelência de caráter que a obediência havia de desenvolver”. O Desejado De Todas As Nações, p. 309

Por Sua obediência perfeita tornou possível a todo homem obedecer aos mandamentos de Deus. Ao nos sujeitarmos a Cristo, nosso coração se une ao Seu, nossa vontade imerge em Sua vontade, nosso espírito torna-se um com Seu espírito, nossos pensamentos serão levados cativos a Ele; vivemos Sua vida. Isto é o que significa estar trajado com as vestes de Sua justiça. Quando então o Senhor nos contemplar, verá não o vestido de folhas de figueira, não a nudez e deformidade do pecado, mas Suas próprias vestes de justiça que são a obediência perfeita à lei de Jeová”. Parábolas de Jesus, p.312.

“O Salvador tomou sobre Si as enfermidades humanas, e viveu uma vida sem pecado, a fim de os homens não terem nenhum temor de que, devido à fraqueza da natureza humana, eles não pudessem vencer. Cristo veio para nos tornar “participantes da natureza divina” (II Ped. 1:4), e Sua vida declara que a humanidade, unida à divindade, não comete pecado. O Salvador venceu para mostrar ao homem como ele pode vencer. Todas as tentações de Satanás, Cristo enfrentava com a Palavra de Deus. Confiando nas promessas divinas, recebia poder para obedecer aos mandamentos de Deus, e o tentador não podia alcançar vantagem. A toda tentação, Sua resposta era: “Está escrito.” Assim Deus nos tem dado Sua Palavra para com ela resistirmos ao mal. Pertencem-nos grandíssimas e preciosas promessas, a fim de que por elas fiquemos “participantes da natureza divina, havendo escapado da corrupção, que, pela concupiscência, há no mundo”. II Ped. 1:4”. Ciência do Bom Viver, p. 180

Forma e Natureza do homem caído

“Foi por ordem de Deus que Cristo levou sobre Si a forma e a natureza do homem caído”. SG, vol. 4ª, p. 115. Ellen White e a Humanidade de Cristo, p. 139

 “Foi por ordem de Deus que Cristo levou sobre Si a forma e a natureza do homem caído, a fim de que Ele pudesse ser aperfeiçoado através do sofrimento. Ele mesmo suportou as tentações de Satanás para que pudesse entender como socorrer os que são tentados”. – RH, 31/12/1872. Ellen White e a Humanidade de Cristo, p.142

“Foi por ordem de Deus que Cristo levou sobre Si a forma e a natureza do homem caído, a fim de que Ele pudesse ser aperfeiçoado através do sofrimento. Ele mesmo suportou as tentações de Satanás para que pudesse entender como socorrer os que são tentados”. SP, vol. 2, p. 39. Ellen White e a Humanidade de Cristo, p. 147

“Não podemos compreender como Cristo Se tornou um pequeno e indefeso bebê. Ele poderia ter vindo à Terra com tal beleza que teria sido diferente dos filhos dos homens. Sua face poderia ter sido resplandecente de luz, e Sua forma poderia ter sido alta e bela”. Mensagens Escolhidas, vol. 3, p. 127

O que a serva do Senhor através dessas mensagens? Não seria “forma” o aspecto físico da humanidade caída e a “natureza” a natureza caída da humanidade. Vejam que em Mensagens Escolhidas ela usa a palavra “forma” quando fala sobre a aparência física de Jesus. A seguir dois textos de Ellen White no próprio livro Ellen White e a Humanidade de Cristo onde vemos a serva do Senhor usar o termo “forma” para descrever o aspecto físico de Jesus.

“[…] Sua altura era apenas era apenas maior do que a dos homens, em geral. Sua aparência pessoal não continha marcas especiais do Seu caráter divino, o que, por si só, inspiraria a fé. Mesmo assim Sua forma perfeita, seu porte digno, Seu semblante, que expressava benevolência, amor e santidade, não eram igualados por nenhum ser humano que vivesse, então, sobre a Terra”. –SG, vol. 4ª, p. 119, Ellen White e a Humanidade de Cristo, p. 140

“[…] Mas ao começar o Seu ministério, Ele era apenas um pouco mais alto do que a média dos homens que viviam na Terra. Tivesse Ele vindo habitar entre os homens em Sua forma nobre e celestial, Sua aparência exterior teria atraído as mentes das pessoas para Si mesmo, e Ele seria recebido sem o exercício da fé”. Ellen White e a Humanidade de Cristo, p. 147

Bom, vemos fortes evidências para crer que para a serva do Senhor ao mencionar “forma” e “natureza” ela estava revelando o quão abrangente Cristo assumiu a natureza caída. Se for esse o caso, está aí mais uma comprovação de que Cristo não assumiu a natureza caída apenas no aspecto físico.

Normalmente vemos estudiosos sobre a humanidade de Cristo apresentar o seguinte argumento: “Cristo não tinha propensões pecaminosas, toda humanidade caída possui essas propensões pecaminosas, então isso comprova que Cristo não assumiu a nossa natureza caída”. Segundo essas pessoas, o fato de Cristo não ter tido propensões pecaminosas comprova que Cristo assumiu a nossa natureza caída apenas no aspecto físico. Vamos falar sobre isso nos próximos capítulos “Natureza Humana que Cristo Assumiu” e “Não Precisamos Reter Propensões Pecaminosas”. Mas para as pessoas que acreditam que Cristo assumiu nossa natureza pecaminosa apenas no aspecto físico, apresento um importante questionamento.

PURIFICAÇÃO DE TODO PECADO “Precisamos compreender que pela fé em Cristo é nosso privilégio ser participante da natureza divina e livrar-nos da corrupção das paixões que há no mundo. Então somos purificados de todo pecado, de todos os defeitos de caráter. Não precisamos reter nenhuma propensão pecaminosa”. [Citação de Efésios 2:1-6]Comentários de Ellen G. White, SDABC, vol. 7, p. 943; Lição da Escola Sabatina, 2° Trim. 1990, Cristo o Único Caminho p. 50

As tendências que foram influenciadas numa direção errada, voltam-se para a direção certa. Disposições e sentimentos errados são desarraigados. Santo temperamento e emoções santificadas são agora o fruto produzido na árvore cristã. Ocorreu uma transformação completa. Esta é a obra que deve ser efetuada”. (Elder E. P. Daniels and the Fresno Church, págs. 8 e 9). MM, E RECEBEREIS PODER 1999, P. 50

“Ao participarmos da natureza divina,são eliminadas do caráter as tendências hereditárias e cultivadas para o mal, e tornamo-nos um vivo poder para o bem”.  SDA Bible Commentary, vol. 7, p. 943; Cuidado De Deus, p. 366.

Vimos que não precisamos reter nossas propensões pecaminosas. Vimos que nossas tendências voltadas para o mal, podem ser corrigidas e passarem a serem voltadas para o bem. Vimos que nossas tendências hereditárias ou cultivadas para o mal podem ser eliminadas ao nos tornarmos participantes da natureza divina.

Imagina que uma pessoa se entregue realmente a Deus, e seja plenamente transformado e purificado pela graça de Deus, a tal ponto que, suas propensões e inclinações antes voltadas para o mal, agora estejam voltadas para o bem. Não mais dominadas pela carne, mas sim pelo Espírito.

          “Porque os que se inclinam para a carne cogitam das coisas da carne; mas os que se inclinam para o Espírito, das coisas do Espírito. Porque o pendor da carne dá para a morte, mas o do Espírito, para a vida e paz”. Romanos 8:5-6

Então agora pergunto. Eu poderia afirmar que essa pessoa, descendente de Adão, por não ter mais suas inclinações ou propensões voltadas para o pecado, não possui mais a natureza caída? A resposta é: NÃO! Essa pessoa continua possuindo natureza caída e por conta disso continua sendo susceptível ao pecado, continua susceptível a ter novamente suas inclinações sou propensões voltadas para o mal, caso se afaste de Deus.

Transformado: Natureza caída, não mais CORROMPIDA, inclinações ou propensões não mais voltadas para o mal, pelo poder de Deus.

Cristo tornou possível essa transformação assumindo nossa natureza caída e não sendo corrompido pelo pecado. Cristo tornou possível uma natureza caída, mas não corrompida.

“Não Se contaminava com a corrupção, era um estranho ao pecado, e contudo orava, e isso muitas vezes com forte clamor e lágrimas. Ele orava por Seus discípulos e por Si mesmo, assim Se identificando com nossas necessidades, com nossas fraquezas e falhas, tão comuns à humanidade” Ellen White e a Humanidade de Cristo, p. 140.

“A combinação da natureza divina com a humana O fez capaz de ceder às tentações de Satanás. A provação de Cristo aqui foi muito maior do que a de Adão e Eva, pois Cristo tomou a nossa natureza caída, mas não corrompida; e, a menos que Ele desse ouvidos às palavras de Satanás em lugar das palavras de Deus, não seria corrompido”. Manuscrito 57, 1890; Ellen White e a Humanidade de Cristo, p. 158.

Da mesma forma que não podemos afirmar que esse descendente de Adão por não possuir mais suas propensões voltadas para o mal, não possui mais a natureza caída, não podemos também afirmar que Cristo por não possuir propensões ou inclinações para o pecado não assumiu nossa natureza caída para nos salvar.

Da mesma forma que a pessoa que foi libertada de suas propensões pecaminosas continua sendo susceptível a ter em sua vida novamente todas as propensões voltadas para o mal, Cristo também era SUSCEPTÍVEL, a ter em Sua vida as propensões ou inclinações voltadas para o mal.

“Tive a liberdade e poder para apresentar Jesus, que tomou sobre Si as fraquezas e levou a dor e as tristezas da humanidade, vencendo em nosso favor. Ele foi feito à semelhança de Seus irmãos, com as mesmas susceptibilidades físicas e mentais. Assim como nós, em tudo Ele foi tentado, mas sem pecar; e Ele sabe como socorrer aqueles que são tentados. Estais oprimidos e perplexos? Assim esteve Jesus. Sentis a necessidade de encorajamento? Assim sentia Jesus. Da maneira como vos tenta Satanás, assim tentava ele a majestade do céu”. -RH, 10/02/1885. Ellen White e a Humanidade de Cristo, p. 152.

ESCADA VISTA POR JACÓ

“Cristo era a escada vista por Jacó. Cristo é o elo que une a Terra ao Céu e conecta o homem finito com o Deus infinito. Esta escada vai da mais baixa degradação da Terra e da humanidade até os mais altos Céus”. Ellen White e a Humanidade de Cristo, p. 157

“Cristo humilhou-Se ao tornar-Se humano. Tomou sobre Si a nossa natureza para que […] pudesse tornar-Se um degrau para o homem caído, de modo que este pudesse subir por sobre Seus méritos, e através de Sua excelência e virtude receber de Deus aceitação dos esforços para guardar Sua lei”. Ellen White e a Humanidade de Cristo, p. 141

“Cristo é a escada que Jacó viu, tem”[…] Ele quedo a base na Terra, e o topo chegando à porta do Céu, ao próprio limiar da glória. Se aquela escada houvesse deixado de chegar à Terra, por um único degrau que fosse, teríamos ficado perdidos. Mas Cristo vem ter conosco onde nos achamos. Tomou nossa natureza e venceu, para que, revestindo-nos de Sua natureza, nós pudéssemos vencer. Feito “em semelhança da carne do pecado” (Rom. 8:3), viveu uma vida isenta de pecado. Agora, por Sua divindade, firma-Se ao trono do Céu, ao passo que, pela Sua humanidade, Se liga a nós. Manda-nos que, pela fé nEle, atinjamos à glória do caráter de Deus. Portanto, devemos ser perfeitos, assim como “é perfeito vosso Pai que está nos Céus”. Mat. 5:48. O Desejado De Todas As Nações, p. 312

“[…] E para elevar o homem caído, precisava Cristo alcança-lo onde se achava. Assumiu a natureza humana e arcou com as fraquezas e degenerescência da raça. Ele, que não conhecia pecado, tornou-Se pecado por nós. Humilhou-Se até às mais baixas profundezas da miséria humana, a fim que pudesse estar habilitado a alcançar o homem e tira-lo da degradação na qual o pecado o lançara”. Ellen White e a Humanidade de Cristo, p. 145

“A humanidade de Cristo alcançou as profundezas da miséria humana, e identificou-se com as fraquezas e necessidades do homem caído, enquanto Sua natureza divina alcançava o Eterno”. –RH, 04/08/1874, Ellen White e a Humanidade de Cristo, p. 145

“A grande obra da redenção só poderia ser realizada ao tomar o Redentor o lugar de Adão caído […] O Rei da glória propôs humilhar-Se até o nível da humanidade caída”! –RH, 24/02/1874, Ellen White e a Humanidade de Cristo, p. 144

Sinceramente, após vermos esses textos onde a serva do Senhor afirma que “Cristo era a escada vista por Jacó”. Vermos também que,Esta escada vai da mais baixa degradação da Terra e da humanidade até os mais altos Céus”. Vermos que, “Se aquela escada houvesse deixado de chegar à Terra, por um único degrau que fosse, teríamos ficado perdidos”.  Vermos que “para elevar o homem caído, precisava Cristo alcança-lo onde se achava. Assumiu a natureza humana e arcou com as fraquezas e degenerescência da raça. Ele, que não conhecia pecado, tornou-Se pecado por nós. Humilhou-Se até às mais baixas profundezas da miséria humana, a fim que pudesse estar habilitado a alcançar o homem e tira-lo da degradação na qual o pecado o lançara”. Então para nos salvar a“ humanidade de Cristo alcançou as profundezas da miséria humana, e identificou-se com as fraquezas e necessidades do homem caído”, “O Rei da glória propôs humilhar-Se até o nível da humanidade caída”!

Após vermos todas essas citações, ainda é possível acreditar que Cristo tenha assumido nossa natureza apenas no aspecto físico? Cristo, a “escada” teria alcançado “às mais baixas profundezas da miséria humana”, se Cristo tivesse assumido a nossa natureza caída apenas no aspecto físico?

Se é evidente, lógico, que a resposta é NÃO! Por que então nossos teólogos insistem em afirmar que Cristo assumiu nossa natureza caída apenas no aspecto físico?

Sempre é bom lembrar que Cristo veio nos salvar e, “humilhou-Se até às mais baixas profundezas da miséria humana”, mas não foi de forma alguma contaminado pelo pecado, sempre foi puro e imaculado. Nunca possuiu propensões, tendências ou inclinações pecaminosas. Provando assim que nossa natureza não é desculpa para o pecado.

“O grande Mestre veio ao nosso mundo não somente para fazer expiação pelo pecado, mas também para ser um mestre tanto por preceito como pelo exemplo. Veio mostrar ao homem como guardar a lei na humanidade, de nodo que ele não tivesse nenhuma desculpa para seguir seu próprio critério imperfeito. Vemos a obediência de Cristo. Sua vida era sem pecado. A obediência durante toda a Sua vida é uma censura à humanidade desobediente. A obediência de Cristo não deve ser posta de lado como se fosse completamente diferente da obediência que Ele requer de nós individualmente. Cristo nos mostrou que é possível para toda a humanidade obedecer às leis de Deus”. ME, vol. 3, p. 135e 136.

  “Cristo tomou a humanidade e suportou o ódio do mundo para que pudesse revelar a homens e mulheres que estes poderiam viver sem pecado, que suas palavras, atos, seu espírito, poderiam ser santificados para Deus. Podemos ser cristãos perfeitos se manifestarmos esse poder em nossa vida. Quando a luz do Céu repousar sobre nós continuamente, representaremos a Cristo. Foi a justiça revelada em Sua vida que O distinguiu do mundo e despertou seu ódio. […] As palavras de Cristo são ditas para Seu povo em todas as épocas – para nós sobre quem o fim dos séculos é chegado. Manuscrito 97, 1909”. Olhando Para o Alto, 1983, p. 297.

Não entender o que Cristo fez POR nós, está impedindo o entendimento de muitos sobre o que Cristo pode fazer EM nós!

Desperta povo de Deus!

Suposições e críticas infundadas

É triste constatar que surge algumas suposições ou críticas infundadas feitas por aqueles que não acreditam que Cristo tenha assumido nossa natureza caída e que também não acreditam na possibilidade de plena libertação do pecado. Veremos a seguir suposições e críticas feitas por Norman R. Gulley, Pr.Amin A. Rodor e Woodrow W. Whidden .

“Isso também significa que se Jesus veio com uma natureza pecaminosa, mas resistiu, então talvez alguém mais possa fazer o mesmo, e que essa pessoa não necessita de Jesus para salvá-la”. Tocado Por Nossos Sentimentos, p. 216

“Perfeccionistas, que por causa de sua compreensão superficial de pecado, facilmente se sentem ‘triunfantes e vitoriosos’. Cometem o engano de se julgarem espiritualmente superiores, vítimas da síndrome do ‘já alcancei’. Concluem que, em algum momento, alcançarão um estágio de impecaminosidade absoluta e serão tão santos que não mais precisarão de Cristo”. Pr.Amin A. Rodor, MM  2014, Encontros Com Deus, p. 160

“Perfeccionismo é cristianismo enfermo, baseado em desempenho humano e na fixação do ‘eu’ e da justiça própria […] Na prática, tal ideia de santificação, baseada em atos do comportamento, toma lugar de Cristo”. Pr. Almin A. Rodor, Nem mesmo o céu nos fará perfeitos, Livro EU COSTUMAVA SER PERFEITO, de George Knight.

“Ademais, a implicação mais apelativa para se ignorar esse aspecto do pensamento de Ellen White é a maneira como os intérpretes da teoria ‘pós queda’ parecem sempre estar querendo diminuir a importância da justificação. Notamos uma incômoda tendência de fazer ruir a justificação em favor da santificação, o que faz dos frutos da obediência santificada uma parte da fundação ou base meritória da nossa aceitação perante Deus (ver troca de ideias com Kevim Paulson no capítulo 11)  Woodrow W. Whidden, livro Ellen White e a Humanidade de Cristo, p. 96. Detalhe, se é verdade que essa crítica ou acusação feita por Woodrow W. Whidden.se aplica aos ensinamentos de Kevim Paulson pergunto: É correto estender essa crítica ou acusação a todos que acreditam que Cristo veio com nossa natureza caída? É correto estender essa crítica ou acusação a todos que acreditam ser possível a plena libertação do pecado? Infelizmente é exatamente isso que é feito!

“Ou eles seriam tentados a se considerar muito elevados (a vala da autojustificação) ou acabariam num estado de ansiedade que resulta de uma constante observação de si mesmo para ver se o desempenho subjetivo próprio é suficiente bom para merecer a salvação (a vala do desespero). Woodrow W. Whidden, livro Ellen White e a Humanidade de Cristo, p. 97.

Sinceramente, é bastante frustrante ver esses tipos de suposições ou críticas, seria bom que eles dessem referências comprovando que existe realmente pessoas se sentindo superiores aos demais, alguém que acredita em um estado de santidade onde não precise mais de Cristo, alguém que deixa claro acreditar em legalismo, salvação pelas obras. Hoje infelizmente o que percebemos, é que basta você acreditar na possiblidade de plena libertação do pecado para ser criticado e receber o rótulo de arrogante, exaltado, acusador, separatista, herege, perfeccionista, legalista, defensor da “carne santa” e outros mais. Não é correto generalizar, no mínimo deve ser lembrado a possibilidade de exceções.

Jesus “nasceu da descendência de Davi segundo a carne”, Romanos 1:3 Mas somente Jesus nasceu também do Espírito como Filho de Deus. Lucas 1:35. Por isso Jesus venceu, venceu por ter nascido do Espírito e ter vivido em plena comunhão como o Pai.

Toda humanidade nasce apenas da “carne” como “filhos da ira”. Ef. 2:3

Como nascidos da carne não existe realmente a possibilidade de vencer o pecado. Como nascidos com uma natureza corrompida, depravada não podemos vencer o pecado sem o poder de Deus atuando em nossa vida, nos perdoando e nos transformando.

Entendendo a realidade do nosso nascimento entendemos melhor o porquê de Jesus mencionar a necessidade de um novo nascimento, João 3.

Jesus nasceu com nossa natureza caída, MAS NÃO CORROMPIDA, provando assim que nossa natureza caída não é desculpa para continuarmos vivendo corrompidos pelo pecado. Cristo tomou nossa natureza e venceu para que existisse a possibilidade, de nos tornar participantes de Sua natureza, “participantes da natureza divina” e pelo poder de Deus sermos libertados da “corrupção, que pela concupiscência há no mundo”

“O que é nascido da carne é carne, e o que é nascido do Espírito é espírito” .João 3:6

“Pelas quais ele nos tem dado grandíssimas e preciosas promessas, para que por elas fiqueis participantes da natureza divina, havendo escapado da corrupção, que pela concupiscência há no mundo” .2 Pedro 1:4

É exatamente essa possibilidade que veremos a seguir, a possibilidade de que, pelo poder de Deus nossa natureza caída e corrompida seja transformada para natureza ainda caída, mas não mais corrompida.

Observação, não se trata de carne santa, glorificação antes da hora ou coisa parecida, até a volta de Jesus continuaremos com a natureza caída e, portanto, susceptíveis ao pecado, caso nos afastemos de Deus e Ele não esteja mais nos fortalecendo e nos protegendo, voltaremos a viver como escravos do pecado.

SANTIFICAÇÃO, HOMENS COM NATUREZA CAÍDA NÃO MAIS CORROMPIDA

Precisamos compreender e aceitar essa terceira opção. Natureza caída, enfraquecida, mas não corrompida. Sem propensões para o pecado. Entender que Cristo provou ser possível que mesmo em nossa natureza caída podemos ser libertados de toda contaminação do pecado. Permitir então que Deus efetue essa maravilhosa obra em nós, para honra e glória do nosso maravilhoso Deus!

      “Precisamos compreender que pele fé em Cristo é nosso privilégio ser participante da natureza divina e livrar-nos da corrupção das paixões que há no mundo. Então somos purificados de todo pecado, de todos os defeitos de caráter. Não precisamos reter nenhuma propensão pecaminosa”. Comentários de Ellen G. White, SDABC, vol. 7, p. 943; Lição da Escola Sabatina, 2° Trim., 1990, p.50

“A vida cristã não é uma modificação ou melhoramento da antiga, mas uma transformação da natureza. Tem lugar a morte do eu e do pecado, e uma vida toda nova. Essa mudança só se pode efetuar mediante a eficaz operação do Espírito Santo”. O Desejado De Todas As Nações, p. 172

“Ao participarmos da natureza divina, são ELIMINADAS DO CARÁTER as tendências hereditárias e cultivadas para o mal, e tornamo-nos um vivo poder para bem”. Cuidado De Deus, p. 366.

“O novo nascimento consiste em ter novos motivos, novos gostos, novas tendências. Os que são gerados para uma nova vida, pelo Espírito Santo, tornam-se participantes da natureza divina, e em todos os seus hábitos e práticas evidenciarão sua ligação com Cristo. […]” MM EXALTAI-O 1992 P. 124

“Uma obra real é operada pelo Espírito Santo no caráter humano, e seus frutos são visíveis; como a árvore boa produz bons frutos, assim a árvore que realmente está plantada no jardim do Senhor produzirá bom fruto para a vida eterna. Pecados habituais são vencidos; na mente não são acolhidos maus pensamentos; maus hábitos são expelidos do templo da alma. As tendências que foram influenciadas numa direção errada, voltam-se para a direção certa. Disposições e sentimentos errados são desarraigados. Santo temperamento e emoções santificadas são agora o fruto produzido na árvore cristã. Ocorreu uma transformação completa. Esta é a obra que deve ser efetuada”. (Elder E. P. Daniels and the Fresno Church, págs. 8 e 9). MM, E RECEBEREIS PODER 1999, P. 50

        A humanidade perfeita de Cristo é a mesma que o homem pode ter através da conexão com Cristo. Como Deus, Cristo não poderia ser tentado mais do que não foi tentado por Sua fidelidade no céu. Mas como Cristo Se humilhou à natureza do homem, Ele poderia ser tentado. Ele não tinha assumido nem mesmo a natureza dos anjos, mas a humanidade, perfeitamente idêntica à nossa própria natureza, exceto sem a mancha do pecado”. Ms  57-1890.8

https://m.egwwritings.org/en/book/5252.2000001

POSSÍVEL PROTESTO

         Sei que alguém agora pode protestar e perguntar. E quanto ao fato de Cristo ter aceitado os “os resultados da operação da grande lei da hereditariedade”. Após a raça humana ter “sido enfraquecida por quatro mil anos de pecado”.

“Teria sido uma quase infinita humilhação para o Filho de Deus, revestir-Se da natureza humana mesmo quando Adão permanecia em seu estado de inocência, no Éden. Mas Jesus aceitou a humanidade quando a raça havia sido enfraquecida por quatro mil anos de pecado. Como qualquer filho de Adão, aceitou os resultados da operação da grande lei da hereditariedade. O que estes resultados foram, manifesta-se na história de Seus ancestrais terrestres. Veio com essa hereditariedade para partilhar de nossas dores e tentações, e dar-nos o exemplo de uma vida impecável”. O Desejado De Todas As Nações, p. 49.

Primeiramente bom entendermos que a “grande lei da hereditariedade”, afetou Jesus fazendo com que Ele fosse “tentado por Satanás de maneira centenas de vezes mais severa do que Adão o fora, e sob circunstâncias, em todos os aspectos, mais probantes”.

Precisamos sempre destacar uma afirmação que é feita por teólogos adventistas que eu concordo plenamente. “Cristo foi afetado, mas não infectado ou contaminado”.

“Cristo tinha uma natureza humana com uma capacidade menor (Ele foi afetado pelo pecado), contudo uma capacidade que não fora infectada por tendências ou propensões naturais para o pecado”. Woodrow W. Whidden, Ellen White e a Humanidade de Cristo, p. 42

“Cristo foi tentado por Satanás de maneira centenas de vezes mais severa do que Adão o fora, e sob circunstâncias, em todos os aspectos, mais probantes”. Ellen White e a Humanidade de Cristo p. 183-184

SUSCEPTIBILIDADES      

  Cristo foi “afetado” pelo pecado no sentido de Ele ter tido “todas as nossas SUSCEPTIBILIDADESpara pecar, mas não foi“infectado”, contaminado ou corrompido pelo pecado como nós somos. Cristo nunca teve propensões, inclinações ou tendências para pecar, Cristo nunca pecou com desejos e sentimentos voltados para o mal e é claro, nunca também através de atos.

        Resposta; Cristo assumiu sobre Si a lei da hereditariedade após a raça humana ter se enfraquecido por quatro mil anos de pecado, e isso fez com que Ele tivesse todas as nossas SUSCEPTIBILIDADES. De certa forma essa humanidade degradada que Ele assumiu exerceu sobre Ele uma força negativa imensurável, mas em momento nenhum Ele foi corrompido ou contaminado pelo pecado. Precisamos entender que SUSCEPTÍVEL ao pecado não é o mesmo que contaminado ou corrompido pelo pecado. É isso que veremos a seguir.

Susceptibilidades

“Suscetível indica a probabilidade de acontecer alguma coisa”

“Que possui uma maior probabilidade de contrair certas doenças”.

Sinônimos: melindrosopassívelsensívelsujeito vulnerável

Ser susceptível indica que existe uma maior probabilidade de contrair uma determinada doença, de acontecer alguma coisa. Podemos dizer também, estar sujeito, ser vulnerável a uma determinada doença.

Cristo assumiu a humanidade “com as mesmas susceptibilidades” físicas e mentais que possuímos, ou seja, Cristo assumiu nossa natureza tendo grande possibilidade de contrair a doença chamada pecado. É nesse sentido que podemos afirmar que Cristo foi “afetado” pelo pecado, possiblidade de pecar, suscetível ao pecado, mas nunca “infectado”, contaminado ou corrompido pelo pecado. Cristo nunca teve propensões, inclinações ou tendências para pecar, nunca teve defeito de caráter, nunca pecou através de desejos ou pensamentos, e é claro, nunca pecou através de atos.

Mesmo Cristo tendo assumido a humanidade com todas as susceptibilidades que possuímos, Ele nunca foi contaminado pela doença chamada pecado provando assim a possibilidade de que, pela graça de Deus, sejamos “curados” dessa doença, possamos também passar a viver completamente livres da escravidão do pecado mesmo estando ainda com nossa natureza atual.

“Tive a liberdade e poder para apresentar Jesus, que tomou sobre Si as fraquezas e levou a dor e as tristezas da humanidade, vencendo em nosso favor. Ele foi feito à semelhança de Seus irmãos, com as mesmas susceptibilidades físicas e mentais. Assim como nós, em tudo Ele foi tentado, mas sem pecar; e Ele sabe como socorrer aqueles que são tentados. Estais oprimidos e perplexos? Assim esteve Jesus. Sentis a necessidade de encorajamento? Assim sentia Jesus. Da maneira como vos tenta Satanás, assim tentava ele a majestade do céu”. -RH, 10/02/1885. Ellen White e a Humanidade de Cristo, p. 152.

Para esclarecer mais ainda essa questão veremos um outro texto do Espírito de profecia que confirma como Cristo foi afetado, mas não contaminado.

Contingências

Algumas pessoas entendem esse texto da seguinte forma: “Todas as contingências da humanidade”. “Todas as tendências para o mal que a humanidade tem”.

“Nosso Salvador Se revestiu da humanidade com todas as contingências da mesma. Tomou a natureza do homem com a possibilidade de ceder à tentação. Não temos que suportar coisa nenhuma que Ele não tenha sofrido. O Desejado de Todas as Nações, p. 117.

Contingência

Con-tin-gên-ci-a

Sf

  1. Caráter do que é contingente.
  • Possibilidade de que alguma coisa aconteça ou não.

Sinônimos de Contingência

Contingência é sinônimo de: acasocasualidadeeventualidadepossibilidadeprobabilidade

 Note que a forma correta de entendermos esse texto é: “Nosso Salvador Se revestiu da humanidade com todas as possibilidades ou probabilidades da mesma.

Pensamento de Woodrow W. Whidden autor do livro Ellen White e a Humanidade de Cristo que eu concordo plenamente.

“Em realidade, Cristo uniu a natureza ofensora do homem com Sua própria natureza sem pecado, pois através desse ato de condescendência, Ele seria capacitado a verter o Seu sangue em favor da raça caída” […].

Essa expressão um tanto incomum – ‘natureza ofensora do homem’ – parece ser, nesse contexto, equivalente a ‘raça caída’. Com a expressão ‘natureza ofensora’ não seria possível que ela tivesse em mente uma natureza que estivesse pecando ativamente, por estar (seja o que ela quisesse dizer com ‘natureza ofensora’) unida a ‘Sua própria natureza sem pecado’. A expressão podia se referir a uma natureza que tinha a possibilidade de cometer ‘ofensas’. O significado preciso do que esta expressão indicava é menos claro do que aquilo que ela não indicava”. Ellen White e a Humanidade de Cristo, p.69

POSSIBILIDADES

“Cristo veio ao mundo como homem, a fim de provar para os anjos e para os homens que o homem pode ser vitorioso, para que, em toda emergência, ele saiba que os poderes do Céu estão prontos para ajudá-lo. Nosso Salvador tomou a natureza do homem com todas as suas possibilidades”. Ellen White e a Humanidade de Cristo, p. 196

 “Cristo veio ao mundo como homem, a fim de provar para os anjos e para os homens que o homem pode ser vitorioso, para que, em toda emergência, ele saiba que os poderes do Céu estão prontos para ajudá-lo. Nosso Salvador tomou a natureza do homem com todas as suas possibilidades”. Ellen White e a Humanidade de Cristo, p. 196

           “Sujeito”

“Ele era sujeito às fragilidades da humanidade”. ST, 22/04/1897; Ellen White e a Humanidade de Cristo, p. 180.

Cristo era “sujeito às fragilidades da humanidade”, mas nunca foi dominado por elas”.

“Tomando sobre Si a natureza humana em seu estado decaído, Cristo não participou, no mínimo que fosse, do seu pecado. Era sujeito às debilidades e fraquezas que atribulam o homem, para que se cumprisse o que fora dito pelo profeta Isaías, que diz: Ele tomou sobre Si as nossas enfermidades, e levou as nossas doenças”. Mat. 8:17. Ele foi tocado com a sensação de nossas fraquezas, e em tudo foi tentado como nós. E todavia não conheceu pecado. Era o Cordeiro “imaculado e incontaminado”. Mensagens Escolhidas, vol. 1, p. 256

“Ele era sujeito às fragilidades da humanidade”. – ST, 22/04/ 1897; Ellen White e a Humanidade de Cristo, p, 180

“Ele esteve sujeito às desvantagens a que está sujeita a natureza humana. Respirou o ar do mesmo mundo que nós respiramos. Permaneceu e viajou no mesmo mundo em que habitamos, o qual, segundo as provas concretas que temos, não era mais adequado à graça e à justiça do que é hoje”. Mensagens Escolhidas, vol. 3, p. 130

Alguém pode argumentar: “A natureza de Adão antes do pecado também estava sujeita ao pecado”.

Sim estava, a questão é que a natureza que Cristo assumiu, estava muito mais sujeita ao pecado. Prova disso é o fato de Jesus precisar estar sempre em guarda para não cair nas armadilhas do inimigo.

“A vida de Jesus estava em harmonia com Deus. Enquanto criança, pensava e falava como criança; mas nenhum traço de pecado desfigurava nEle a imagem divina. Não ficou, no entanto, isento de tentação […] Era-Lhe necessário estar sempre em guarda, a fim de conservar Sua pureza”. DTN, p. 71

Prova disso também é o fato de Jesus manter constante comunhão com o Pai através da oração, vejam que Jesus um dos motivos para se manter em oração, “para não cair em tentação”.

““[Jesus] Saiu então e foi, como de costume, para o Monte das Oliveiras. E os discípulos seguiram também com Ele. Quando chegou ao local, disse-lhes: «Orai, para que não entreis em tentação”. Lucas 22: 39 -40

“Não, meus filhos, nunca podereis ser tentados de maneira tão determinada e cruel como foi o nosso Salvador. Satanás estava nos Seus caminhos a todo instante. A força de Cristo estava na oração. Ele tomou a humanidade, carregou nossas fraquezas e tornou-Se pecado por nós”. ME, vol. 3, p.13

Vocês conhecem algum relato que afirma que Adão precisava estar sempre em guarda e em constante oração para não cair em tentação? Por outro lado, veremos no texto do Espírito de profecia que relata com o pecado, a natureza ficara depravada” e com isso “haviam diminuído sua força para resistir ao mal”, “e agora, em estado de culpa consciente, teriam menos poder para manter sua integridade”.

“O pecado de nossos primeiros pais acarretou a culpa e a tristeza sobre o mundo, e se não fora a bondade e misericórdia de Deus, teria mergulhado a raça humana em irremedável desepero […]. Declarou-se-lhes, porém, que sua natureza ficara depravada pelo pecado; haviam diminuído sua força para resistir ao mal, e aberto o caminho para Satanás ganhar mais fácil acesso a eles. Em sua inocência tinham cedido à tentação; e agora, em estado de culpa consciente, teriam menos poder para manter sua integridade”. PP, p. 61; Ellen White e a Humanidade de Cristo, p. 134

Após vermos no Espírito de profecia que a natureza humana de Cristo era susceptível, estava sujeita a ter propensões pecaminosas, e que a natureza que Cristo assumiu, teria menos poder para resistir ao mal, entendemos melhor o porquê dos relatos de Jesus orando e ter vivido sempre em comunhão com Deus, “buscando do Pai novas provisões de força a fim de sair revigorado, fortalecido para o dever e a provação”.

“Num daqueles dias, Jesus saiu para o monte a fim de orar, e passou a noite orando a Deus”. Lucas 6:12

“Mas nosso Salvador recorria a Seu Pai celestial em busca de sabedoria e força para resistir ao tentador e vencê-lo.”. The Youth’sInstructor, fevereiro de 1873; ME, vol. 3, p. 133 e 134.

“Nosso Salvador identifica-Se com nossas necessidades e fraquezas no fato de haver-Se tornado um suplicante, um solicitante de todas as noites, buscando do Pai novas provisões de força a fim de sair revigorado, fortalecido para o dever e a provação. Ele é nosso exemplo em tudo”. Ellen White e a Humanidade de Cristo, p. 141

Que Jesus Cristo seja para todo o sempre louvado, por ter assumido a natureza humana com todas susceptibilidades, com todas as possibilidades de ser corrompido ou contaminado pelo pecado, mas mesmo assim não ter sido de forma alguma, jamais contaminado pelo pecado.

IMPORTANTE NCONSIDERAÇÃO

“Devemos ser capazes de apresentar a Deus uma oferta de gratidão contínua pelo Seu maravilhoso amor. Jesus pode ser tocado com o sentimento das nossas fraquezas. Ao enfrentarmos tristezas, problemas e tentações, não precisamos pensar que ninguém sabe, ninguém compreende. Oh, não! Jesus trilhou cada passo do caminho antes de vocês mesmos, e Ele conhece inteiramente”. 11/10/1889; Ellen White e a Humanidade de Cristo, p.157

“Ele veio para salvar pecadores, portanto, precisava assumir a carne de pecadores […] Ele tinha todas as fraquezas da carne que nós temos. A carne que Ele Se revestiu possuía todos os desejos que nossa própria carne tem”. Tocado por Nossos Sentimentos p. 112

O livro onde encontramos a afirmação de que a carne que Cristo Se revestiu “possuía todos os desejos que nossa própria carne tem” e que também Cristo “tinha todas as fraquezas da carne que nós temos”. Tem como título, “Tocado por Nossos Sentimentos”. Acredito não ser difícil concluir que, com esse título, o autor Jean R. Zurcher pretende afirmar que Cristo possuiu todos os tipos de sentimentos que os descendentes de Adão sentem. Mas vejam a seguir o que nos revela o Espírito de profecia.

 Vejam que o Espírito de profecia afirma que Cristo “pode ser tocado com o sentimento das nossas fraquezas”, e não que foi “tocado por nossos sentimentos”. Vejo aí uma grande diferença, diferença entre, “pode ser tocado” e “Tocado por nossos sentimentos”.

Entendo que o “pode ser tocado” é no sentido de susceptibilidade, possibilidade estar sujeito. E isso deu a Cristo o conhecimento de nossas lutas e aflições, mas Cristo nunca, nunca mesmo, teve um sentimento ou desejo corrompido. Cristo foi sempre puro e incontaminado.

“Ele sofreu ao ser tentado, e sofreu proporcionalmente à perfeição de Sua santidade. Mas o príncipe das trevas não achou nada nEle; nem sequer um simples PENSAMENTO OU SENTIMENTO respondeu à tentação”. Ellen White e a Humanidade de Cristo p. 152

“Não Se contaminava com a corrupção, era um estranho ao pecado, e contudo orava, e isso muitas vezes com forte clamor e lágrimas. Ele orava por Seus discípulos e por Si mesmo, assim Se identificando com nossas necessidades, com nossas fraquezas e falhas, tão comuns à humanidade”. Ellen White e a Humanidade de Cristo, p. 140.

“Cristo, o Redentor do mundo, não estava situado onde as influências que O cercavam eram as mais apropriadas para preservar uma vida de pureza e moral imaculada; contudo, Ele não foi contaminado”. Ellen White e a Humanidade de Cristo, p. 143.

“Mas Jesus, vindo habitar na humanidade, não recebe nenhuma contaminação. Sua presença tem virtude que cura o pecador”. DTN, p. 266.

“Em Sua vivência, Jesus de Nazaré diferia de todos os outros homens. Sua vida inteira era caracterizada por desinteressada beneficência e pela beleza da santidade. No Seu íntimo dominava o mais puro amor, livre de toda mancha de egoísmo e pecado. Sua vida era perfeitamente equilibrada. Ele é o único verdadeiro modelo de bondade e perfeição”. Mente Caráter e Personalidade, vol. 1, p. 182

“Que cena esta, para ser contemplada pelo Céu! Cristo, que não conhecia o mínimo vestígio de pecado ou contaminação, tomar nossa natureza em seu estado deteriorado”. Ellen White e a Humanidade de Cristo, p. 184.

“Tomando sobre Si a natureza humana em seu estado decaído, Cristo não participou, no mínimo que fosse, do seu pecado. Era sujeito às debilidades e fraquezas que atribulam o homem, para que se cumprisse o que fora dito pelo profeta Isaías, que diz: Ele tomou sobre Si as nossas enfermidades, e levou as nossas doenças”. Mat. 8:17. Ele foi tocado com a sensação de nossas fraquezas, e em tudo foi tentado como nós. E todavia, não conheceu pecado. Era o Cordeiro ‘imaculado e incontaminado’”. ME vol. 1, p. 256.

Vimos que Cristo assumiu nossa natureza “com as mesmas susceptibilidades físicas e mentais” que possuímos. Vimos também que Ele “era sujeito às fragilidades da humanidade”. Tomou a humanidade com todas as “contingências da mesma”, mesmo assim Cristo nunca foi contaminado pelo pecado. Isso prova que nossas susceptibilidades e nossas fragilidades não são desculpas para vivermos mergulhados na lama do pecado. Podemos sim, viver como Cristo viveu se buscarmos ter uma comunhão verdadeira com o Pai como Cristo sempre teve. Definitivamente não podemos esperar a glorificação para sermos plenamente libertados da escravidão do pecado. Precisamos entender que a mudança que ocorrerá na glorificação, será para aqueles que foram purificados, plenamente purificados, apesar de ainda estarem sujeitos ou susceptíveis a cometer pecados. Após a glorificação essas susceptibilidades para cometer pecados, não mais existiram na vida dos salvos.

No texto a seguir descreve claramente a condição de vida dos salvos após a glorificação:

“Nenhuma árvore da ciência do bem e do mal oferecerá oportunidade para a tentação. Não haverá ali tentador, nem possibilidade para o mal. Todos os caracteres resistiram à prova do mal, e nenhum será jamais susceptível ao seu poder”. Educação, p. 302

Na bíblia vemos o apóstolo Paulo descrever essa transformação da seguinte forma:

 “Pois é necessário que aquilo que é corruptível se revista de incorruptibilidade, e aquilo que é mortal se revista de imortalidade. Quando, porém, o que é corruptível se revestir de incorruptibilidade e o que é mortal de imortalidade, então se cumprirá a palavra que está escrita: ‘A morte foi destruída pela vitória’”. 1 Coríntios 15: 53-54

CORRUPTÍVEL NÃO CORROMPIDO

Entendo que precisamos saber a diferença entre CORRUPTÍVEL para CORROMPIDO. Corruptível é diferente de corrompido assim como quebrável é diferente de quebrado, e também como rasgável é diferente de rasgado. Na glorificação segundo o que nos revela a palavra de Deus, os que herdarão a INCORRUPTIBILIDADE serão os CORRUPTÍVEIS e não aqueles que ainda estiverem CORROMPIDOS.

Infelizmente parece haver muitos entre nós que ainda acreditam que na volta de Jesus haverá aperfeiçoamento de caráter e que somente nessa ocasião haverá plena libertação do pecado. Homens ainda CORROMPIDOS pelo pecado sendo transformados em homens incorruptíveis.

Aqueles que adiam seu preparo não poderão obtê-lo no tempo de angústia, ou em qualquer momento posterior. O caso de todos esses não têm solução”.  Edição condensada 2013, O Grande Conflito, p. 265

“Jesus não altera o caráter em Sua vinda. A obra de transformação tem que ser efetuada agora”. Eventos Finais, p. 295

        “Cristo veio para ser nosso exemplo e nos revelar que podemos ser participantes da natureza divina. Como? – Tendo escapado da corrupção que pela concupiscência há no mundo. Satanás não alcançou a vitória sobre Cristo. Não pôs o pé sobre a alma do Redentor. Não atingiu a cabeça, se bem que tenha ferido o calcanhar. Cristo, por Seu exemplo, tornou evidente que o homem pode permanecer íntegro. É possível aos homens ter poder para resistir ao mal – poder que nem a Terra nem a morte nem o inferno conseguem dominar; poder que os colocará onde alcancem vencer, como Cristo venceu. Neles pode combinar-se a divindade e a humanidade”. ME, vol. 1, p.409.

  “Cristo tomou a humanidade e suportou o ódio do mundo para que pudesse revelar a homens e mulheres que estes poderiam viver sem pecado, que suas palavras, atos, seu espírito, poderiam ser santificados para Deus. Podemos ser cristãos perfeitos se manifestarmos esse poder em nossa vida. Quando a luz do Céu repousar sobre nós continuamente, representaremos a Cristo. Foi a justiça revelada em Sua vida que O distinguiu do mundo e despertou seu ódio. […] As palavras de Cristo são ditas para Seu povo em todas as épocas – para nós sobre quem o fim dos séculos é chegado. Manuscrito 97, 1909”. Olhando Para o Alto, 1983, p. 297.

Desperta professo povo de Deus!

MISTÉRIO NÃO REVELADO

Esse trabalho é parte de uma apostila sobre a humanidade de Cristo que estou preparando.

 JESUS TENTADO EM TODAS AS COISAS

Vemos tanto a bíblia como o Espírito de profecia afirmar que Cristo foi tentado em todas as coisas e não pecou.

“Porque não temos sumo sacerdote que não possa compadecer-se das nossas fraquezas; antes, foi Ele tentado em todas as coisas, à nossa semelhança, mas sem pecado”. Hebreus 4:15

 “Jesus passou por uma idade como a tua, agora. Tuas circunstâncias, tuas cogitações desse período da vida, Jesus as teve. Ele não te negligenciará neste período crítico. Ele vê os teus perigos. Ele conhece as tuas tentações. Ele te convida a seguir o Seu exemplo”. Carta 17, 1878.

“Tomando a natureza humana, habilitou-Se Cristo a compreender as provas e dores do homem, em todas as tentações com que ele é assediado. Os anjos não familiarizados com o pecado não se podiam compadecer do ser humano nas provações que lhe são peculiares. Cristo condescendeu em tomar a natureza humana, e como nós, em tudo foi tentado (Heb. 4:15), a fim de poder saber como socorrer a todos os que fossem tentados”. T, vol. 2, pag. 201 e 202; Ellen White e a Humanidade de Cristo, pag. 140.

          “Ele veio como um indefeso bebê, carregando a humanidade que nós carregamos, […] Cristo cobriu Sua divindade com a humanidade, para que esta humanidade pudesse tocar a humanidade; para que Ele pudesse viver com a humanidade, passando por todas as provas e aflições do homem. Como nós, Ele foi tentado em todas as coisas, mas sem pecar. Em Sua humanidade Ele compreendeu todas as tentações que virão ao homem”. Manuscrito 21, 1895; Ellen White e a Humanidade de Cristo, p. 170.

QUESTIONAMENTOS SOBRE COMO JESUS FOI TENTADO

Todos que tem o interesse em estudar o tema Humanidade de Cristo já encontraram ou muito provavelmente encontrarão afirmações de alguns irmãos dizendo ser impossível Cristo ter sido tentado em todas as coisas. Estas pessoas descrevem algumas situações em que Cristo, segundo elas, não poderia ser tentado. Falam de lógica e afirmam de forma bem clara, que Cristo não poderia ter sido tentado em todas as coisas.

A seguir uma dessas afirmações.

 “Os argumentos dos que alegam que Cristo tinha que ser exatamente igual aos seres humanos pecaminosos para que pudesse identificar-Se com eles caem por terra face a um implacável fato da história humana; todos pecamos, mas Cristo nunca pecou, Pense nisso por um momento. […[ Uma experiência prévia com o pecado sempre fortalece o poder da tentação. O desejo de cometer qualquer ato específico de pecado será mais forte para quem já praticou aquele pecado do que para quem nunca se deixou levar por ele. Será que isso incapacita Cristo a nos socorrer, ou identificar-Se conosco em nossas tentações. Com rigor, Eric Webster expõe a lógica implacável da situação: “Aqui mesmo, existe um imenso entre Cristo e o pecador. Na melhor das hipóteses, Cristo pode enfrentar a tentação em sua fase inicial, mas não pode ser rebaixado ao nível do alcoólatra que enfrenta a tentação só para deixar-se levar pela bebida pela milésima vez…Cristo nunca conheceu a força do pecado habitual, não podendo ir ao encontro do homem naquele nível” (419). Qualquer tentativa de arrastá-Lo até o nível sucumbe na “base” de nossa história universal de “pecado habitual””  Ellen White e a Humanidade de Cristo, p. 98.

Muito estranho Woodrow W. Whidden ter colocado esse texto na página 98 sendo que na página 92 ele reconhece que uma das razões para o mal-entendido é a tentativa de desvendar um mistério que não pode ser desvendado pela mente humana. Vejam o texto da página 92.

“[…] (2) quando eles tentaram desvendar totalmente um mistério que não pode ser desvendado pela mente humana. Se não houvesse mistério, que necessidade haveria de fé”? Woodrow W. Whidden, Ellen White e a Humanidade de Cristo, p. 92

Como Cristo foi tentado em todas as coisas, será tema de estudo por toda eternidade. O plano da salvação será estudado e “COMO” Cristo foi tentado em todas as coisas, é um dos mistérios que ainda não nos foi revelado.

Já me deparei com pessoas que negam que Cristo tenha sido tentado em todas as coisas com os seguintes argumentos: Cristo nunca foi velho, não foi mulher. Como então Ele poderia conhecer as tentações dos velhos e das mulheres?

Outros estabelecem condições para acreditarem que Cristo realmente tenha sido tentado em todas as coisas como eles. Para essas pessoas Cristo tem que ter tido os mesmos desejos, propensões e inclinações que nós temos para ter sido tentado como nós.

Vejam que para esses irmãos precisa ser explicado” como Cristo foi tentado em todas as coisas e não ter pecado.

“Precisa ser explicado como Ele pôde ser tentado em todas as coisas como nós, em carne semelhante à carne pecaminosa, sem cometer pecado”. Tocado por Nossos Sentimentos p. 251

A seguir veremos textos argumentando que Cristo teria que ter tido as mesmas tentações internas que nós temos para que assim realmente fosse tentado como nós. Textos em que autores defendem a crença de que Jesus possuía tendências hereditárias para o mal.

“Jesus tomou nossas tendências herdadas para o pecado, mas não nossas tendências cultivadas para o pecado. Ele escolheu não pecar e não Se corromper”  Herbert E. Douglass, Opportunity of the Century, p. 33

“Lembre-se de que A.T. Jones havia dito ‘Jesus possuía as mesmas paixões que temos que temos’. Todavia Jones explicou que Ele nunca Se rendeu a elas”. Tocado por Nossos Sentimentos p. 113

“Alguns acham que Jesus foi tentado apenas externamente. Se houvesse sido assim, Ele não teria sido verdadeiramente tentado como nós o somos, nem teria conhecido ‘o poder de nossas tentações’, e a ‘ força da paixão humana’, aos quais os homens estão sujeitos”. Tocado por Nossos Sentimentos p. 56

“Ele veio para salvar pecadores, portanto, precisava assumir a carne de pecadores […] Ele tinha todas as fraquezas da carne que nós temos. A carne que Ele Se revestiu possuía todos os desejos que nossa própria carne tem”. Tocado por Nossos Sentimentos p. 112

“Nossas objeções com relação àqueles que declaram que Cristo não possuía tendências para pecar e que Ele herdou apenas ‘simples fraquezas’, aplicam-se também a Webster. De fato, essas declarações não são bíblicas nem estão em harmonia com os ensinos de Ellen White”.  Tocado por Nossos Sentimentos p. 214

“Consequentemente é considerada semelhante à de todos os seres humanos. Não uma carne corrompida, mas uma carne que, de acordo com a lei da hereditariedade, porta consigo inerentes tendências para pecar, tendências às quais Jesus nunca sucumbiu”. Tocado por Nossos Sentimentos p. 262

“Jesus não veio à Terra como fez o primeiro Adão, que deixou as mãos do Criador sem nenhuma inclinação para pecar”. Tocado por Nossos Sentimentos, p. 126

“Obviamente, declarou Jones: ‘Ele não poderia ser tentado em todos os pontos como eu sou, se em todos os pontos não fosse como eu sou [….] Cristo estava em Seu lugar, e Ele possuía a natureza de toda raça humana. Nele se encontrava toda a fraqueza de humanidade, de forma que cada homem sobre a Terra que pode ser tentado, encontra em Jesus Cristo poder contra tentação. Para cada alma há em Jesus vitória contra todas as tentações e socorro contra seu poder. Essa é a verdade’”. Tocado por Nossos Sentimentos p. 78

A carne de que Ele Se revestiu possuía todos os desejos que nossa própria carne tem” […] […] “A carne sem quaisquer desejos pelo mal não está sujeita à tentação. Mas Cristo foi tentado como nós o somos, de forma que Ele devia ter a mesma espécie de carne que possuímos”. Tocado por Nossos Sentimentos p. 112

“Alguém que nunca lutou com paixões não pode ter nenhuma compreensão de seu poder, nem jamais experimentou o gozo de vencê-las”. Tocado por Nossos Sentimentos, p. 162

“Ele não foi apenas tentado, mas Suas tentações eram tão fortes que Ele sofreu quando era tentado. Heb2:18. Embora Jesus tivesse em Sua carne todos os desejos que habitavam na carne de Seus antepassados, todavia Ele nunca, nem mesmo por uma só vez, cedeu ao pecado”. Tocado por Nossos Sentimentos p. 123

“Se Cristo estava isento das paixões da humanidade, Ele era diferente dos outros homens, nenhum dos quais tivera essa condição. Tal ensino é trágico e completamente oposto ao que os adventistas do sétimo dia têm ensinado e crido”. M. L. Andreassen, Livro, Tocado por Nossos Sentimentos, p. 161

“[…] De mais a mais, ‘a carne de Jesus Cristo era nossa carne, e nela havia tudo o que há em nossa carne – todas as tendências ao pecado que há em nossa carne estavam em Sua carne, atraindo-O para que cedesse ao pecado’. Do mesmo modo, Jesus portou em Sua própria carne nossas paixões por hereditariedade, potencialmente, mas não em atos”. Tocado por Nossos Sentimentos, p. 82

“Ele enfrentou todas as tentações que você e eu enfrentamos, pela fé na vontade e Palavra de Deus. Não houve uma tendência na carne humana que não houvesse nEle. Ele as venceu a todas”. Tocado por Nossos Sentimentos, p. 118

“Além do mais, o fato de Cristo ter tomado sobre Si a carne, não de um ser sem pecado, mas de um pecador, isto é, a carne à qual Ele assumiu tem todas as fraquezas e tendências pecaminosas às quais a decaída natureza humana está sujeita, é mostrado pela firmação que Ele ‘semente de Davi segundo a carne’. Davi tinha todas as paixões da natureza humana. Ele disse de si mesmo: ‘Eis que eu nasci em iniquidade, e em iniquidade, e em pecado me concebeu minha mãe’. (Sal. 51:5)”. Tocado por Nossos Sentimentos p. 65

Convido meus irmãos que acreditam nesses textos que acabamos de ver, para um simples raciocínio.

UM SIMPLES RACIOCÍNIO

“Ele não foi apenas tentado, mas Suas tentações eram tão fortes que Ele sofreu quando era tentado. Heb2:18. Embora Jesus tivesse em Sua carne todos os desejos que habitavam na carne de Seus antepassados, todavia Ele nunca, nem mesmo por uma só vez, cedeu ao pecado”. Tocado por Nossos Sentimentos p. 123

Se Cristo realmente possuísse todos os desejos de seus antepassados ou os mesmos que todos nós temos, teríamos Jesus simplesmente como mais um vencido pelo pecado. Temos que ter sempre em mente a abrangência da lei de Deus.

“A lei de Deus denuncia o ciúme, a inveja, o ódio, a malignidade, a vingança, a concupiscência e a ambição que brotam no coração, mas não encontraram expressão em ato exterior, porque faltou ocasião, e não vontade”. Mensagens Escolhidas vol. 1 p. 217

Cristo mostra serem os mandamentos excessivamente amplos, abrangendo mesmo os pensamentos, intentos e propósitos do coração”.  Lar Adventista p. 336

“Diz o salmista: “A lei do Senhor é perfeita.” Quão admirável em sua simplicidade, sua amplitude e perfeição, é a lei de Jeová! É tão breve, que nos é possível decorar facilmente cada preceito, e todavia tão abrangente que exprime toda a vontade de Deus, e toma conhecimento não somente das ações exteriores, mas dos pensamentos e intenções, dos desejos e emoções do coração”. Mensagens Escolhidas vol. 1 p. 217

Então é muito simples, simples mesmo, se Cristo viesse como nós somos Ele não seria um sacrifício perfeito.

“Cristo não possuía a mesma deslealdade pecaminosa, corrupta e decaída que nós possuímos, pois então Ele não poderia ser um sacrifício perfeito”. Mensagens Escolhidas vol. 3, p. 131

MISTÉRIO NÃO REVELADO

O que precisamos entender é ó fato de COMO Jesus foi tentado em todas as coisas ser UM MISTÉRIO JAMAIS REVELADO A MORTAIS.

“Ele foi tentado em todas as coisas como o homem é tentado, e mesmo assim é chamado o ente santo. Isto é um mistério que foi deixado sem explicação para mortais: Cristo podia ser tentado em todas as coisas, à nossa semelhança, mas sem pecado”. Carta 8, 1895 (Enviada a W. L. H. Baker) Ellen White e a Humanidade de Cristo, p.172.

“É um inexplicável mistério a mortais que Cristo pudesse ser tentado em todos os pontos, como nós o somos, e todavia ser sem pecado[….] Ele humilhou-Se a Si mesmo quando esteve em forma humana, para que pudesse compreender a força de todas as tentações com as quais o homem é assediado”. (Ellen G. White carta 8 de 1895) Tocado por Nossos Sentimentos p. 158

Cristo foi tentado em todas as coisas como nós somos tentados e não ter jamais pecado é um “é um mistério que foi deixado sem explicação para mortais”. Vejam, como é um mistério, o que foi revelado é o fato de Cristo ter sido tentado em tudo e não ter pecado. Tenho visto mensagens de irmãos comentando como Cristo foi tentado em todas as coisas e não pecou. Baseado na explicação de um irmão consagrado, conhecedor da palavra de Deus, ou de um teólogo respeitado escrevendo ou pregando a esse respeito tentando explicar tudo sobre como Cristo foi tentado e não teve nenhum tipo pecado, ignorando que isso se trata de um mistério não revelado. Então diante das explicações desse irmão ou desse teólogo respeitado, será que posso dizer: Tudo esclarecido, não existe mais mistério sobre esse fato?

Vimos que existem aqueles que usam a lógica humana e de certa forma negam o fato de Cristo ter sido tentado em todas as coisas.

Vimos também que existe aqueles que estabelecem condições para acreditarem que Cristo tenha sido tentado em todas as coisas. Esses irmãos afirmam que “A carne sem quaisquer desejos pelo mal não está sujeita à tentação”. Tocado por Nossos Sentimentos p. 112 Então para esses irmãos Cristo tem que ter tido todos os desejos que nós temos para que realmente Ele tenha sido tentado em todas as coisas.

Para esses irmãos é exatamente assim; “Ele tinha todas as fraquezas da carne que nós temos”. A carne que Ele Se revestiu possuía todos os desejos que nossa própria carne tem”. Tocado por Nossos Sentimentos p. 112

Esses irmãos estão baixando a norma da justiça, colocando em Cristo o que Deus deseja retirar de nós.

Nunca devemos abaixar a norma de justiça com o fim de acomodar à prática do mal, tendências herdadas ou cultivadas. Precisamos compreender que imperfeição de caráter é pecado. Todos os justos atributos de caráter habitam em Deus como um todo perfeito e harmonioso, e todo aquele que aceita a Cristo como Salvador pessoal, tem o privilégio de possuir estes atributos”. P J, p. 330

Acredito que entender que como Cristo foi tentado e não ter pecado é um “mistério não revelado” é importantíssimo para compreensão da humanidade de Cristo.

É evidente que a existência desse mistério está sendo ignorado quando vemos afirmação como essa.

Precisa ser explicado como Ele pôde ser tentado em todas as coisas como nós, em carne semelhante à carne pecaminosa, sem cometer pecado”. Tocado por Nossos Sentimentos p. 251

Ignorar que se trata de um mistério e, portanto, tentar criar uma explicação, estabelecendo CONDIÇOES para entender não vai ajudar. Usar a LÓGICA HUMANA, com nossa mente limitada e negar que Cristo possa ter sido tentado em todas as coisas certamente também não é a solução. O que precisamos fazer?

 “Precisa ser explicado”, como explicar o que não foi revelado?

Definitivamente precisamos entender que o COMO Cristo foi tentado e não pecou, não foi revelado. O que foi revelado é que, Cristo foi tentado em todas as coisas e jamais pecou, jamais respondeu a tentação com um sentimento ou desejo voltado para o mal.

“Ele sofreu ao ser tentado, e sofreu proporcionalmente à perfeição de Sua santidade. Mas o príncipe das trevas não achou nEle; nem sequer um simples PENSAMENTO OU SENTIMENTO respondeu à tentação”. Ellen White e a Humanidade de Cristo, p. 152.

Texto esclarecedor sobre como Cristo reagia diante das tentações.

“Mas novamente a tentação é introduzida com a insinuação de desconfiança: “Se Tu és o Filho de Deus”. Mateus 4:6. Cristo foi tentado a responder ao “se”; absteve-Se, porém, da mais leve aceitação da dúvida. Não poria em risco Sua vida para dar a Satanás uma prova”.  O Desejado De Todas As Nações, P. 124

Cristo não possuiu nossas paixões

“Era um poderoso solicitador, não possuindo as paixões de nossa natureza humana caída, mas rodeado das mesmas enfermidades, tentado em todos os pontos como nós o somos. Jesus suportou sofrimentos que requeriam ajuda e sustento da parte de Seu Pai”. Ellen White e a Humanidade de Cristo, p. 140.

“É um irmão em nossas fraquezas, mas não em possuir idênticas paixões. Sendo sem pecado, Sua natureza recuava do mal. […]”Ellen White e a Humanidade de Cristo, p. 141.

“Havia poder em Sua petição, pois não tinha as paixões da nossa natureza humana, caída, embora possuísse idênticas fraquezas, tendo sido, como nós outros, tentado em tudo”. RH, 19/05/1885; Ellen White e a Humanidade de Cristo, p. 153.

Sem defeito não cedia nem mesmo em pensamento

“Ele sofreu ao ser tentado, e sofreu proporcionalmente à perfeição de Sua santidade. Mas o príncipe das trevas não achou nEle; nem sequer um simples PENSAMENTO OU SENTIMENTO respondeu à tentação”. Ellen White e a Humanidade de Cristo, p. 152.

“Agora, enquanto nosso grande Sumo Sacerdote está a fazer expiação por nós, devemos procurar tornar-nos perfeitos em Cristo. Nem mesmo por um pensamento poderia nosso Salvador ser levado a ceder ao poder da tentação. O Grande Conflito, p. 623.

“Logo antes de Sua morte cruel Jesus disse: […] Aí vem o príncipe do mundo, e ele nada tem em mim. Satanás nada pôde encontrar no Filho de Deus que o capacitasse a obter a vitória. Ele havia guardado os mandamentos de Seu Pai; e não havia pecado nEle sobre o qual Satanás pudesse triunfar, nenhuma fraqueza ou defeito que pudesse usar em sua vantagem. Mas nós somos pecaminosos por natureza, e temos uma obra a fazer para purificar o templo da alma de toda impureza. Que possamos aperfeiçoar este precioso privilégio de confessar nossas falhas uns aos outros e de orarmos uns pelos outros, para que possamos ser sarados”. RH, 27/05/1884; Ellen White e a Humanidade de Cristo, p. 151.

Estes textos citados mostram claramente o Senhor revelando que Jesus Cristo não possuiu as paixões mundanas. Jesus Cristo nunca teve defeito de caráter, nem mesmo por pensamento cedia as tentações do inimigo.

É inadmissível chegar a uma conclusão a respeito de um determinado tema se baseando apenas em um texto ou em alguns textos sem levar em consideração tudo o que foi revelado pelo Senhor e respeito desse tema. Haverá erros em dar a um texto uma interpretação que entre em contradição com outros textos, isso tanto na Bíblia como no Espírito de Profecia, pois não existe contradição na palavra de Deus. Estando ciente desses fatos, como então interpretar os dois textos a seguir?

“Vigor da paixão” “Força da paixão”

“Ele [Cristo] deixou as glórias do Céu e cobriu Sua divindade com a humanidade, sujeitando-Se à dor, à vergonha, à censura, ao abuso, à negação e à crucifixão. Embora tivesse todo o vigor da paixão da humanidade, Ele nunca cedeu à tentação, praticando um simples ato que não fosse puro, elevado e enobrecedor”. Ellen White e a Humanidade de Cristo, p. 161.

Conquanto sentisse Ele toda a força da paixão da humanidade, jamais cedeu à tentação de praticar um único ato que não fosse puro, edificante e enobrecedor. Manuscrito 73”. MM, Nos Lugares Celestiais, p. 155.

Infelizmente existem alguns estudiosos e pregadores, que insistem em acreditar que Cristo teve propensão para pecar e que também teve as “paixões” humanas. Todavia, Ellen White, afirma em outros textos claramente que Jesus não possuiu as paixões humanas e que jamais cedeu a tentação nem mesmo em pensamento. Então fica evidente que, ao afirmar, que Jesus teve paixões humanas se baseando nesses dois textos, é dar a esses textos uma interpretação entra em contradição com outros textos do Espírito de Profecia. Sendo assim não se pode pensar que Cristo também teve as mesmas paixões para pecar como os seres humanos. De alguma forma, que não nos foi revelada, Cristo sentiu a “força da paixão da humanidade”, mas isso não significa que Ele tenha tido essas mesmas paixões.

OBJETIVO DO SENHOR, “LIVRAMENTO DAS PAIXÕES”

O objetivo é alcançar uma transformação pela graça de Deus onde às propensões para pecar ou as paixões profanas sejam eliminadas da nossa vida. Esse deve ser o objetivo de todos que almejam a salvação. Não se deve acreditar na mentira divulgada pelo inimigo de que Jesus tenha tido paixões. Definitivamente é necessário acreditar na verdade de que Jesus não teve nenhum defeito de caráter e também deseja libertar todas as pessoas de tudo o que separa do Senhor, libertar de tudo que poderá levar para a perdição eterna.

“Obediência a Deus é liberdade do cativeiro do pecado, livramento das paixões e impulsos humanos. O homem pode ser vencedor de si mesmo, vencedor de suas inclinações, vencedor dos principados e potestades, e dos “príncipes das trevas deste século”, e das “hostes espirituais da maldade, nos lugares celestiais”. Efés. 6:12”. A Ciência do Bom Viver, p.131.

“No coração renovado pela graça divina, o amor é o princípio da ação. Modifica o caráter, governa os impulsos, domina as paixões, subjuga a inimizade e enobrece as afeições. Este amor, abrigado na alma, ameniza a vida e espalha ao redor uma influência enobrecedora”. Caminho a Cristo, p. 47.

“O apóstolo se compara a uma pessoa disputando uma carreira, esforçando cada nervo para alcançar o prêmio. “Pois eu assim corro”, diz ele, ‘não como a coisa incerta; assim combato, não como batendo no ar. Antes subjugo o meu corpo, e o reduzo à servidão, para que, pregando aos outros, eu mesmo não venha de alguma maneira a ficar reprovado’. I Cor. 9:27. Para que não viesse a correr incertamente ou a esmo na carreira cristã, Paulo se submetia a severo exercício. As palavras “subjugo o meu corpo”, literalmente significam repelir por severa disciplina os desejos, os impulsos e as paixões”. Atos dos Apóstolos, p. 314.

“Ao participarmos da natureza divina, são eliminadas do caráter as tendências hereditárias e cultivadas para o mal, e tornamo-nos um vivo poder para o bem”. Cuidado De Deus, p. 366.

 “Não podemos pôr por nós mesmos nossos propósitos, desejos e inclinações em harmonia com a vontade divina; mas se estamos dispostos, o Salvador fará isso por nós, “destruindo os conselhos, e toda a altivez que se levanta contra o conhecimento de Deus, e levando cativo todo o entendimento à obediência de Cristo”. II Cor. 10:5”. Atos dos Apóstolos p. 482 – 483

TEXTO ESCLARECEDOR

“Força” “apetite condescendido” e da “paixão profana”

Segue um texto que é bastante esclarecedor:

“(Jesus) Sentiu a avassaladora onda de miséria que inundou o mundo. Reconheceu a força do apetite condescendido e da paixão profana que dominava o mundo”. Ellen White e a Humanidade de Cristo, p. 145.

Esse texto é realmente muito esclarecedor. Jesus “reconheceu a “força” de duas coisas, “paixão profana” e “apetite condescendido”.

Se afirmar que o fato de Cristo ter reconhecido a força da paixão profana revela que Ele teve essa paixão profana, também há de aceitar que o fato de Cristo ter reconhecido a força do apetite condescendido revela que Cristo teve também o apetite condescendido como nós temos, ou seja, o mesmo que afirmar que Jesus teve algum tipo de depravação em seu apetite. Isso implicaria em afirmar que Jesus teve defeito de caráter no que diz respeito ao Seu apetite. É um absurdo afirmar que o fato de Cristo de conhecido “força do apetite condescendido” seja o mesmo que afirmar que Ele teve um apetite corrompido, depravado, o apetite condescendido como nós temos. Da mesma forma afirmamos ser um absurdo afirmar que o fato de Cristo ter conhecido a “força paixão profana” significa que Ele tenha tido as mesmas paixões que possuímos.

FORÇA, PESO, PRESSÃO

“Ele [Cristo] deixou as glórias do Céu e cobriu Sua divindade com a humanidade, sujeitando-Se à dor, à vergonha, à censura, ao abuso, à negação e à crucifixão. Embora tivesse todo o vigor da paixão da humanidade, Ele nunca cedeu à tentação, praticando um simples ato que não fosse puro, elevado e enobrecedor”. Ellen White e a Humanidade de Cristo, p. 161.

Conquanto sentisse Ele toda a força da paixão da humanidade, jamais cedeu à tentação de praticar um único ato que não fosse puro, edificante e enobrecedor. Manuscrito 73”. MM, Nos Lugares Celestiais, p. 155.

Uma opção para entendermos, Jesus sentiu a: “Força da paixão”. “Pressão das más obras”. “Peso dos pecados”.

Entendo que de alguma forma que não nos foi revelado Jesus sentiu a “força da paixão” que nós temos, mas não as teve, da mesma forma que as nossas más obrasexerciam pressão sobre Sua alma divinal” e também da mesma forma que o “peso dos pecados do mundo oprimia-Lhe a alma

Vejam irmãos é muito claro, nossas más obras, exerciam pressão sobre Jesus, mas Jesus nunca praticou nem sequer uma obra má. O peso dos nossos pecados oprimia Jesus, que nunca pecou.

Então, Jesus que nunca praticou más obras, sentiu a pressão que nossas más obras exerciam sobre Ele. Jesus que nunca pecou sentiu ou conheceu o peso dos nossos pecados oprimindo-Lhe a alma. Podemos concluir que Jesus não precisava ter nossas corrompidas paixões para que “sentisse Ele toda a força da paixão da humanidade” Lheoprimindo.

“Jesus sentiu ou tinha, […] todo o vigor da paixão da humanidade”, exercendo pressão sobre Ele, e oprimindo-Lhe a alma.

Vou destacar, era paixão da humanidade, não de Jesus, da mesma forma que era nossas más obras e nossos pecados e não de Jesus.

Vamos tentar através de uma analogia compreender melhor essa questão.

Vamos pensar na tentação como sendo uma carreta vindo e atropelando uma pessoa. O ser atropelado significa que essa pessoa foi atingida pela tentação fazendo com que ela tivesse pecado através de pensamentos, sentimentos corrompidos e talvez até mesmo pecado através de atos ou ações. Os pecados seriam então os ferimentos causados por esse atropelamento.

Então, o inimigo tentou atropelar Jesus, com toda força, com toda violência. Ele sentiu “todo o vigor da paixão da humanidade” vindo sobre Ele. Mas Jesus, de uma forma maravilhosa, não foi de forma alguma foi ferido ou contaminado nessas tentativas de “atropelamentos” ou nos ataques do inimigo das almas, graças ao poder de Deus fortalecendo e protegendo Jesus nesses momentos.

É isso mesmo irmãos, pensem nas tentações a que Jesus foi submetido como sendo imensas carretas tentando atropelar Jesus. Jesus sentindo essas imensas forças vindo sobre Ele, mas Ele, milagrosamente pelo poder de Deus sendo protegido. “As carretas”, fortes tentações vinham sobre Jesus, com toda força, com toda violência, Jesus sentia essas forças vindo sobre Ele, mas essas “carretas”, fortes tentações, se chocavam com Jesus e eram arremessadas para trás sem causar em Jesus os mesmos estragos que elas causam em toda a humanidade.

Como exemplo vamos ver um texto do Espírito de profecia que descreve Jesus sendo fortemente tentado em um momento crítico, descreve também como Jesus reagiu diante dessa tentação. Esse texto descreve de forma muito clara que Jesus não foi “ferido”, não pecou quando essas tentações vieram sobre Ele.

 “Mas novamente a tentação é introduzida com a insinuação de desconfiança: “Se Tu és o Filho de Deus”. Mateus 4:6. Cristo foi tentado a responder ao “se”; absteve-Se, porém, da mais leve aceitação da dúvida. Não poria em risco Sua vida para dar a Satanás uma prova”.  O Desejado De Todas As Nações, P. 124

“[…] “novamente a tentação é introduzida”, o ataque,tentativa de “atropelamento”, resultado, nenhum “ferimento”, nenhum pecado, Jesus “absteve-Se, porém, da mais leve aceitação da dúvida”.

Devemos lembrar que Jesus ter sido tentado em todas as coisas e não ter nunca pecado é um mistério que não foi revelado plenamente. Não tenho a pretensão de pensar ter desvendado totalmente esse mistério. Através de analogias, estudos e muita oração podemos ter uma compreensão parcial dessas questões. Não podemos, no entanto, ignorar o que nos foi revelado plenamente. Jesus foi tentado em todas as coisas. Jesus nunca pecou por pensamentos, sentimentos e muito menos ações.

“Porque não temos um sumo sacerdote que não possa compadecer-se das nossas fraquezas; porém, um que, como nós, em tudo foi tentado, mas sem pecado” .Hebreus 4:15

Cristo como nós podemos ser e não como nós somos.

Quando vejo irmãos estabelecendo condições para que Cristo tenha sido tentado em todas as coisas, penso na necessidade que temos de entender e aceitar que Cristo não veio como nós somos, mas sim como nós podemos ser. Isso é realmente muito importante, Cristo não veio como nós somos, mas sim como podemos ser.

“Já estou crucificado com Cristo; e vivo, não mais eu, mas Cristo vive em mim; e a vida que agora vivo na carne, vivo-a pela fé do Filho de Deus, o qual me amou, e Se entregou a Si mesmo por mim”.  Gálatas 2:20

“Trazendo sempre por toda a parte a mortificação do Senhor Jesus no nosso corpo, para que a vida de Jesus se manifeste também nos nossos corpos”. 2 Coríntios 4:10

“Porque os que dantes conheceu também os predestinou para serem conformes à imagem de sei Filho, a fim de que Ele seja o primogênito entre muitos irmãos”. Romanos 8:29

“Nenhum ser humano já possuiu natureza tão sensível como o Santo de Deus, sem pecado, o qual Se manifestou como cabeça e representante daquilo que a humanidade pode tornar-se mediante a comunicação da natureza divina. Aos que creem em Cristo como seu Salvador pessoal, Ele atribui Seus méritos e comunica Seu poder”. YI, 16/08/1894; Mente, Caráter e Personalidade, vol. 1, p. 249

“Era Ele o representante de Deus e o exemplo da humanidade. Apresentou ao mundo o que a humanidade poderia tornar-se quando, pela fé, unida à divindade”. Mensagens Escolhidas, vol. 1, p. 349

“A Jesus foi dado pôr-Se como cabeça da humanidade, para que por Seu exemplo pudesse ensinar o que significa servir. Toda a Sua vida esteve sob a lei do serviço. Serviu a todos, a todos ajudou. Assim viveu Ele a lei de Deus, e por Seu exemplo mostrou como podemos obedecer à mesma”. O Desejado De Todas As Nações, p. 649

“A carreira cristã não é uma vida de indulgência para comer e beber e vestir-se como mundanos indulgentes. O Senhor Jesus veio na natureza humana a nosso mundo para dar Sua preciosa vida como um exemplo do que nossa vida deveria ser. Ele é o modelo, não de indulgência espiritual, mas de uma vida constantemente diante de nós como exemplo de altruísmo, abnegação”. MM 1983, Olhando Para o Alto, p. 211

“A missão de Cristo na Terra não era destruir a lei, mas, por Sua graça, levar novamente o homem à obediência de Seus preceitos. […] Por Sua própria obediência à lei; Cristo testificou do caráter imutável da mesma, e provou que, por meio de Sua graça, ela podia ser perfeitamente obedecida por todo filho e filha de Adão”. O Maior Discurso De Cristo, p. 49

“A vida de obediência do Salvador manteve as reivindicações da lei; provou que a lei pode ser observada pela humanidade, e mostrou a excelência de caráter que a obediência havia de desenvolver”. O Desejado De Todas As Nações, p. 309

“Não foi uma pretensa humanidade a que Cristo tomou sobre Si. Ele tomou a natureza humana e viveu a natureza humana. […] Ele estava rodeado de fraquezas. […] Exatamente aquilo que você deve ser, Ele o era em natureza humana. Ele tomou nossas fraquezas. Ele não somente foi feito carne, mas foi feito à semelhança da carne pecaminosa”. Carta 106, 1896; Ellen White e a Humanidade de Cristo, p.174

“Veio ao nosso mundo para manter um caráter puro e sem pecado, e para refutar a mentira de Satanás de que não era possível aos seres humanos guardar a lei de Deus. Cristo veio viver a lei em Seu caráter humano exatamente na maneira pela qual todos podem viver a lei na natureza humana se procederem como Cristo procedeu. […]”.  Elle. White, e a Humanidade de Cristo, p. 166

“Era o ‘cordeiro imaculado e sem contaminação. I Ped. 1:19’. Sua estrutura física não era maculada por qualquer defeito; o corpo era robusto e sadio. E, durante toda a vida, viveu em conformidade com as leis da natureza. Física assim como espiritualmente, Jesus foi um exemplo do que Deus designava que fosse toda a humanidade, mediante a obediência a Suas leis”. O Desejado de Todas as Nações, p. 50 e 51

A humanidade perfeita de Cristo é a mesma que o homem pode ter através da conexão com Cristo. Como Deus, Cristo não poderia ser tentado mais do que não foi tentado por Sua fidelidade no céu. Mas como Cristo Se humilhou à natureza do homem, Ele poderia ser tentado. Ele não tinha assumido nem mesmo a natureza dos anjos, mas a humanidade, perfeitamente idêntica à nossa própria natureza, exceto sem a mancha do pecado”. Ms57-1890.8

      “Cristo revestiu Sua divindade com a humanidade, e veio a este mundo para viver uma vida livre da contaminação do pecado, para que os seres humanos, lançando mão da divindade, possam tornar-se participantes da natureza divina, escapando assim da corrupção que há no mundo mediante a sensualidade”. Olhando Para o Alto p. 297

“Mas ao carregar a natureza humana, Sua vida dependia do Onipotente. Em Sua humanidade, Ele se agarrava a divindade de Deus; e isso cada membro da família humana tem o privilégio de fazer. Cristo não fez nada que a natureza humana não possa fazer se ela tem parte com a natureza divina”. Ellen White e a Humanidade de Cristo, p. 180.

“Cristo assumiu a natureza humana para demonstrar para o mundo caído, para Satanás e sua sinagoga, para o universo do céu e para os mundos não caídos que a natureza humana, unida à sua natureza divina, podia tornar-se totalmente obediente à lei de Deus e que seus seguidores, mediante seu amor e unidade, evidenciariam que o poder da redenção é suficiente para capacitar o homem para a vitória. Ele regozija-Se ao pensar que Sua oração para que Seus seguidores fossem santificados na verdade será respondida; pela transformadora influência da Sua graça, eles serão moldados num caráter à semelhança divina”. ST, 05/11/1896; Ellen White e a Humanidade de Cristo, p. 178 e 179.

“O grande Mestre veio ao nosso mundo não somente para fazer expiação pelo pecado, mas também para ser um mestre tanto por preceito como pelo exemplo. Veio mostrar ao homem como guardar a lei na humanidade, de nodo que ele não tivesse nenhuma desculpa para seguir seu próprio critério imperfeito. Vemos a obediência de Cristo. Sua vida era sem pecado. A obediência durante toda a Sua vida é uma censura à humanidade desobediente. A obediência de Cristo não deve ser posta de lado como se fosse completamente diferente da obediência que Ele requer de nós individualmente. Cristo nos mostrou que é possível para toda a humanidade obedecer às leis de Deus”. ME, vol. 3, p. 135e 136.

“O Senhor Jesus veio ao nosso mundo, não para revelar o que Deus podia fazer, e, sim, o que o homem podia realizar, mediante a fé no poder de Deus para ajudar em toda emergência. O homem deve, pela fé, ser participante da natureza divina e vencer toda tentação com que é assaltado. O Senhor requer agora que todo filho e filha de Adão, pela fé em Jesus Cristo, O sirva na natureza humana que temos atualmente”. ME vol. 3, p. 140.

“Nenhum ser humano já possuiu natureza tão sensível como o Santo de Deus, sem pecado, o qual Se manifestou como cabeça e representante daquilo que a humanidade pode tornar-se mediante a comunicação da natureza divina. Aos que creem em Cristo como seu Salvador pessoal, Ele atribui Seus méritos e comunica Seu poder”. YI, 16/08/1894; Ellen White e a Humanidade de Cristo, p. 167.

Jesus tentado mais do que qualquer outro ser humano!

Fato revelado, Jesus não somente foi tentado em todas as coisas como também foi tentado mais que qualquer outro ser humano. “Jamais outro nascido de mulher foi tão terrivelmente assediado pela tentação; jamais outro suportou fardo tão pesado dos pecados e das dores do mundo”.

“Cristo somente teve experiência de todas as tristezas e tentações que recaem sobre os seres humanos. Jamais outro nascido de mulher foi tão terrivelmente assediado pela tentação; jamais outro suportou fardo tão pesado dos pecados e das dores do mundo. Nunca houve outro cujas simpatias fossem tão amplas e ternas. Como participante em todas as experiências da humanidade, Ele poderia não somente condoer-Se dos que se acham sobrecarregados, tentados e em lutas, mas partilhar-lhes os sofrimentos”. Educação p. 78

É impossível levar em conta a profundidade e a força dessas tentações, a menos que o Senhor traga o homem onde Ele possa abrir essas cenas diante dele por meio de uma revelação do assunto, e então só pode ser apenas parcialmente compreendido. Os ataques de Satanás foram preparados para as circunstâncias de acordo com o caráter exaltado com o qual ele tinha que lidar. Se ele [poderia] ganhar a vitória na primeira tentação, ele o garantiria em todo o resto. Satanás nunca havia mirado seus dardos com uma marca tão forte”. Ms57-1890.6

https://m.egwwritings.org/en/book/5252.2000001

“O homem nunca saberá o poder das tentações às quais o Filho de Deus Se sujeitou. Cada tentação que parece tanto afligir o homem em sua vida diária, e tão difícil de resistir e superar, foi colocada sobre o Filho de Deus em um grau muito maior, visto que Sua excelência de caráter era superior à do homem caído”. -ST, 04/08/1887; Ellen White e a Humanidade de Cristo, p. 154.

 “Cristo somente teve experiência de todas as tristezas e tentações que recaem sobre os seres humanos. Jamais outro nascido de mulher foi tão terrivelmente assediado pela tentação, jamais outro suportou fardo tão pesado dos pecados e das dores do mundo”. Ellen White e a Humanidade de Cristo, pág. 196-197

“O Filho de Deus colocou-Se em lugar do pecador, e passou pelo terreno em que Satanás caiu, e suportou a tentação no deserto, a qual era cem vezes mais forte do que aquilo que já incidiu sobre a raça humana”. Ellen White e a Humanidade de Cristo, p. 162.

A natureza humana de Cristo era como a nossa, e o sofrimento era por Ele sentido de uma forma mais aguda, pois Sua natureza espiritual era isenta de toda mancha de pecado”. Ellen White e a Humanidade de Cristo, p. 182.

“Cristo não era insensível à ignominia a à desgraça. […] Ele as sentiu de maneira muito mais profunda e aguda do que nós podemos sentir o sofrimento, pois Sua natureza era mais elevada, mais pura e mais santa do que a natureza da raça pecaminosa por quem Ele sofreu”. (RH, 11/09/1888) Ellen White e a Humanidade de Cristo, p. 45

Não, meus filhos, nunca podereis ser tentados de maneira tão determinada e cruel como o foi nosso Salvador. Satanás estava nos Seus caminhos a todo instante. A força de Cristo estava na oração”. Ellen White e a Humanidade de Cristo, p. 143.

“O peso dos pecados do mundo oprimia-Lhe a alma, em Seu semblante exprimia uma tristeza indivisível, uma profundeza de angústia que o homem caído jamais experimentara. Sentiu a avassaladora onda de miséria que inundou o mundo”. Ellen White e a Humanidade de Cristo, p.

145“Em Sua humanidade, Cristo foi provado com muito maior tentação, e está com energia muito mais perseverante, do que o homem é provado pelo maligno, pois Sua natureza era maior do que a do homem”. Ellen White e a Humanidade de Cristo, p.164.

“As tentações que Ele suportou foram muito mais intensas do que as que vêm sobre nós, assim como o Seu caráter é mais elevado que o nosso”. RH, 17/08/1886; Ellen White e a Humanidade de Cristo, p.153.

“Jamais seremos chamados a sofrer como Cristo sofreu; pois pesavam sobre Ele, não os pecados de um, mas os de todo o mundo”.  Review and Herald, 5 de fevereiro de 1895. MM 1965, Para Conhecê-Lo, p. 33

 “Em Sua natureza humana, Ele sentiu a necessidade de ser assistido pelos anjos celestiais. Sentiu a necessidade do auxílio de Seu Pai como nenhum outro ser humano jamais sentiu”. Ellen White e a Humanidade de Cristo, p. 193.

“A culpa de todo pecado fazia sentir seu peso sobre a divina alma do Redentor do mundo. Os maus pensamentos, as palavras más, as más ações de todo filho e filha de Adão, exigiam que a retribuição caísse sobre Ele, pois tornara-Se substituto do homem. Conquanto não fosse dEle a culpa do pecado, Seu espírito foi ferido e dilacerado pelas transgressões dos homens, e Aquele que não conhecia pecado tornou-Se pecado por nós, para que fôssemos feitos justiça de Deus nEle”. M. E. vol. 1, p. 322.

“ESTAR SEMPRE EM GUARDA”

“A vida de Jesus estava em harmonia com Deus. Enquanto criança, pensava e falava como criança; mas nenhum traço de pecado desfigurava nEle a imagem divina. Não ficou, no entanto, isento de tentação […] Era-Lhe necessário estar sempre em guarda, a fim de conservar Sua pureza”. DTN, p. 71

“Em Sua vivência, Jesus de Nazaré diferia de todos os outros homens. Sua vida inteira era caracterizada por desinteressada beneficência e pela beleza da santidade. No Seu íntimo dominava o mais puro amor, livre de toda mancha de egoísmo e pecado. Sua vida era perfeitamente equilibrada. Ele é o único verdadeiro modelo de bondade e perfeição”. Mente, Caráter e Personalidade vol. 1 p 182

É notável uma forte evidência de que Jesus não possuía a natureza de Adão antes do pecado, pois era necessário para Jesus “estar sempre em guarda” para manter Sua inclinação para o bem, para conservar Sua pureza. Lembre-se para Adão antes do pecado obedecer era tão fácil quanto é para nós respirar, pois sua natureza não estava enfraquecida.

Fatores que determinaram a vitória de Jesus e Sua perfeita impecabilidade:

ORAÇÃO

“Não, meus filhos, nunca podereis ser tentados de maneira tão determinada e cruel como foi o nosso Salvador. Satanás estava nos Seus caminhos a todo instante. A força de Cristo estava na oração. Ele tomou a humanidade, carregou nossas fraquezas e tornou-Se pecado por nós”. ME, vol. 3, p.13

A ESPADA DO ESPÍRITO

“O primeiro Adão caiu; o segundo Se apegou a Deus e Sua Palavra sob as mais difíceis circunstâncias, e Sua fé na bondade, misericórdia e amor de Seu Pai não vacilou por um só momento. “Está escrito”, era Sua arma de resistência, e é a espada do Espírito que todo ser humano deve usar. “SDA Bible Commentary, vol. 5, p. 1.129. (Questões Sobre Doutrina, p. 463 e 464)

RECORRIA SEMPRE AO PAI

“Mas nosso Salvador recorria a Seu Pai celestial em busca de sabedoria e força para resistir ao tentador e vencê-lo. O Espírito de Seu Pai celeste animava e regia Sua vida. Ele era sem pecado. A virtude e a pureza caracterizavam Sua vida”. The Youth’sInstructor, fevereiro de 1873. ME, vol. 3, p. 133 e 134

“Sua humanidade se constituía em tentação para Ele. Somente confiando no Pai é que Ele poderia resistir a essas tentações”. RH, 09/03/1886

“Jesus suportou uma agonia que requereu ajuda e apoio do Seu Pai. Cristo é nosso exemplo”. RH, 17/08/1886 9     (Ellen White e a Humanidade de Cristo p. 153)

APODERAVA-SE DA DIVINDADE DE DEUS

“Conquanto possuísse a natureza humana, Ele [Cristo] dependia do Onipotente quanto a Sua vida. Em Sua humanidade, Ele apoderava-Se da divindade de Deus; e isto todo membro da família humana tem o privilégio de fazer. […] Se nos arrependemos de nossa transgressão e aceitamos a Cristo como o Doador da vida, […] tornamo-nos um com Ele, e nossa vontade é posta em harmonia com a vontade divina. Tornamo-nos participantes da vida de Cristo, que é eterna”. Signs of the Times, 17 de junho de 1897”. Maranata O Senhor Vem, p. 300

Devemos ter em mente que estudaremos por toda eternidade o plano da redenção, o que não podemos no momento é acreditar em mentiras que nos levam de certa forma desculpar ou justificar algum tipo de pecado, não podemos continuar acreditando que poderemos ficar com algum tipo de pecado, algum defeito de caráter após o fechamento da porta da graça, e mesmo assim sermos salvos.

UMA DOENÇA CHAMADA PECADO

“Tomando a natureza humana, habilitou-Se Cristo a compreender as provas e dores do homem, em todas as tentações com que ele é assediado. Os anjos não familiarizados com o pecado não se podiam compadecer do ser humano nas provações que lhe são peculiares. Cristo condescendeu em tomar a natureza humana, e como nós, em tudo foi tentado (Heb. 4:15), a fim de poder saber como socorrer a todos os que fossem tentados”. T, vol. 2, pag. 201 e 202; Ellen White e a Humanidade de Cristo, p. 140.

Nosso Salvador assumiu nossa natureza para compreender nossas lutas e provações com o propósito “de poder saber como socorrer a todos os que fossem tentados”.

Cristo assumiu nossa natureza, mas não foi contaminado pela doença chamada pecado. Cristo sempre foi puro e incontaminado. Nosso Salvador, vencendo o pecado e não sendo contaminado, proveu meios para que todos aqueles que aceitarem a graça de Deus também possam ser purificados. Cristo nos oferece “Sua cura do poder do pecado”, “Jesus, vindo habitar na humanidade, não recebe nenhuma contaminação. Sua presença tem virtude que cura o pecador”.

“Aceitando a misericórdia de Cristo e Sua cura do poder do pecado, ele é posto na devida relação para com Deus. Seu coração, purificado da vaidade e do egoísmo, enche-se do amor de Deus. Sua diária obediência à lei divina granjeia-lhe um caráter que lhe assegura a vida eterna no reino de Deus”. MM 1956 Filhos e Filhas de Deus, p. 42

“A obra de Cristo em purificar o leproso de sua terrível doença, é uma ilustração de Sua obra em libertar a alma do pecado. O homem que foi ter com Jesus estava cheio de lepra. O mortal veneno da moléstia penetrara-lhe todo o corpo. Os discípulos procuraram impedir o Mestre de o tocar; pois aquele que tocava num leproso, tornava-se por sua vez imundo. Pondo a mão sobre o doente, porém, Jesus não sofreu nenhuma contaminação. Seu contato comunicou poder vitalizante. Foi purificada a lepra. O mesmo se dá quanto à lepra do pecado – profundamente arraigada, mortal e impossível de ser purificada por poder humano. ‘Toda a cabeça está enferma e todo o coração fraco. Desde a planta do pé até a cabeça não há nele coisa sã, senão feridas, e inchaços, e chagas podres’. Isa. 1:5 e 6. Mas Jesus, vindo habitar na humanidade, não recebe nenhuma contaminação. Sua presença tem virtude que cura o pecador. Quem quer que Lhe caia de joelhos aos pés, dizendo com fé: ‘Senhor, se quiseres, podes tornar-me limpo”, ouvirá a resposta: “Quero: sê limpo’. Mat. 8:2 e 3. Em alguns casos de cura, Jesus não concedeu imediatamente a bênção buscada. No caso da lepra, todavia, tão depressa foi feito o apelo, seguiu-se a promessa. Quando pedimos bênçãos terrestres, a resposta a nossa oração talvez seja retardada, ou Deus nos dê outra coisa que não aquilo que pedimos; não assim, porém, quando pedimos livramento do pecado. É Sua vontade limpar-nos dele, tornar-nos Seus filhos, e habilitar-nos a viver uma vida santa. Cristo ‘Se deu a Si mesmo por nossos pecados, para nos livrar do presente século mau, segundo a vontade de Deus nosso Pai’ Gál. 1:4. E ‘esta é a confiança que temos nEle, que, se pedirmos alguma coisa, segundo a Sua vontade, Ele nos ouve. E, se sabemos que nos ouve em tudo o que pedimos, sabemos que alcançamos as petições que Lhe fizemos’. I João 5:14 e 15. ‘Se confessarmos os nossos pecados, Ele é fiel e justo, para nos perdoar os pecados, e nos purificar de toda a injustiça’. I João 1:9”. O Desejado De Todas As Nações, p. 266

“Puro e incontaminado, andava entre os excluídos, os rudes, os descorteses; entre injustos publicanos, ímpios samaritanos, soldados pagãos, rústicos camponeses e a multidão mista. Proferia aqui e ali uma palavra de simpatia. Ao ver homens fatigados e compelidos a carregar pesados fardos, compartilhava dos mesmos, e repetia-lhes a lição que aprendera da natureza, do amor e da bondade de Deus. Procurava inspirar a esperança aos mais rudes e menos prometedores, dando-lhes a certeza de que podiam atingir caráter que lhes manifestaria a filiação divina”. Obreiros Evangélicos, p. 121

“Cura-me, Senhor, e sararei; salva-me, e serei salvo; porque tu és o meu louvor”. Jeremias 17:14

O que significa ser redimido

 Por não entender o que Cristo fez POR nós, ter assumido nossa natureza caída, ter sido tentado de todas as formas e não ter sido jamais contaminado pelo pecado, muitos não compreendem o que Ele deseja fazer EM nós, que é simplesmente a plena libertação do pecado. O Senhor quer livrar seu povo não apenas das consequências do pedado, mas também livrar do pecado. Ao olhar para o exemplo de santidade que Jesus deu, deveria fazer que nós nos sentíssemos mal, aborrecidos pelo estado corrompido pelo pecado em que nos encontramos e então rogar a Deus pela salvação, pela libertação da escravidão do pecado. Rogar a Deus que nos cure completamente dessa maldita doença chamada pecado, que a este mundo trouxe tanta dor e sofrimento. 

Um texto maravilhoso mostra o que realmente significa ser redimido:

“Quanto mais humilde for a nossa visão acerca de nós mesmos, mais claramente veremos o caráter imaculado de Jesus. […] Não enxergar o contraste marcante entre Cristo e nós é não conhecer a nós mesmos. Aquele que não aborrece a si mesmo não pode entender o significado da redenção. Ser redimido significa parar de pecar”. – RH, 25/09/1900; Ellen White e a Humanidade de Cristo, p. 193.

“Visto que todas essas coisas hão de ser assim desfeitas, deveis ser tais como os que vivem em santo procedimento e piedade, esperando e apressando a vinda do dia de Deus, por causa do qual os céus, incendiados, serão desfeitos, e os elementos abrasados se derreterão. Nós, porém, segundo a sua promessa, esperamos novos céus e nova terra, nos quais habita justiça. Por essa razão, pois, amados, empenhai-vos por serdes achados por ele em paz, sem mácula e irrepreensíveis”.  2° Pedro 3:11-14

 “Pelas quais nos tem sido doadas as suas preciosas e mui grandes promessas, para que por elas vos torneis co-participantes da natureza divina, livrando-vos da corrupção das paixões que há no mundo”. 2° Pedro 1:4

Que o nosso maravilhoso Deus seja sempre louvado!

Mensagem atual “politicamente correta”

“3- Por que a Bíblia declara que ‘isso lhe foi atribuído para justiça’? Abraão era ‘justo’ no sentido da justiça de Deus? O que ele fez, não muito depois de Deus tê-lo declarado justo? Como isso nos ajuda a entender por que essa justiça foi atribuída a ele, em oposição ao que ele realmente era?”.

“Isso significa que somos declarados justos aos olhos de Deus, apesar de nossas falhas; significa que Deus do Céu nos vê como justos, mesmo que não sejamos. Ele fez isso a Abraão, e fará a todos os que vierem a Ele na ‘fé que Abraão teve’ (Rom. 4:16)”.  Lição da Escola Sabatina 2º Trim. 2021, “A Promessa: a aliança eterna de Deus”, p. 152

Nessas perguntas e nesse comentário dessa lição da Escola Sabatina, podemos perceber a clara intenção de levar as pessoas a acreditarem que Deus pode nos considerar como sendo justos apesar de nossas falhas”.  Deus nos considerar justos mesmo que não sejamos”.  Nas perguntas vemos a citação de Abraão como sendo justo apesar de suas falhas ou de seus erros.

Os tempos passam e quase tudo parece mudar também, até mesmo o que nos é ensinado na nossa Lição da Escola Sabatina.  Convido meus irmãos para compararem o que nos foi ensinado na lição da E. S. de 2021 com o que foi ensinado na lição da E. S. de 1990. Tirem suas conclusões e decidam o que vão aceitar. Uma mensagem que agrada aos corações carnais, politicamente correta, ou a verdade que nos leva aos pés de Jesus para pedir perdão sim, mas também transformação do nosso coração.

Justificação como ato legal da parte de Deus. ‘A lei requer justiça, e esta o pecador deve à lei; mas é ele incapaz de a apresentar. A única maneira em que pode alcançar a justiça é pela fé. Pela fé pode ele apresentar a Deus os méritos de Cristo, e o Senhor lança a obediência de Seu Filho a crédito do pecador. A justiça de Cristo é aceita em lugar do fracasso do homem, e Deus recebe, perdoa, justifica a alma arrependida e crente, trata-a como se fosse justa, a ama-a tal como ama Seu Filho’. Mensagens Escolhidas vol. 1, p. 367” Lição da Escola Sabatina 2º Trim. 1990 “Cristo o Único Caminho”, p. 45

Justificação como transformação do coração. ‘Aproximando-se da cruz erguida o pecador, e prostrando-se ao pé da mesma, atraído pelo poder de Cristo, dá-se uma nova criação. É-lhe dado um novo coração. Torna-se uma nova criatura em Cristo Jesus. A santidade acha que nada mais há para requerer. Deus mesmo é ‘justificador daquele que tem fé em Jesus’ Rom. 3:26. Parábolas De Jesus. P. 163” Lição da Escola Sabatina 2º Trim. 1990 “Cristo o Único Caminho”, p. 45

“’Mas embora Deus possa ser justo e ao mesmo tempo justificar o pecador, pelos méritos de Cristo, homem algum pode cobrir sua alma com as vestes da justiça de Cristo, enquanto comete pecados conhecidos, ou negligencia conhecidos deveres. Deus requer a completa entrega do coração, antes que possa ter a justificação; e para que o homem conserve essa justificação, tem que haver obediência contínua, mediante ativa e viva fé que opera por amor e purifica a alma’. Mensagens Escolhidas, vol. 1, p. 366” Lição da Escola Sabatina 2º Trim. 1990 “Cristo o Único Caminho”, p.45-46

“Em nenhuma das 41 vezes que o verbo justificar é usado no Antigo Testamento Hebraico Deus declara justo a alguém que não o é. Por exemplo, Êxodo 23:7 diz o seguinte: ‘Da falsa acusação te afastarás; não matarás o inocente e o justo, porque não justificarei o ímpio’. O ponto é que o Senhor nunca declara justo àquele que não se tornou justo pela relação do concerto com Ele. Essa relação abrange a presença de Deus na vida. Ele declara justos àqueles que são justos em virtude de Sua presença na vida deles”. Lição da Escola Sabatina 2º Trim. 1990 “Cristo o Único Caminho”, p. 46

SOBRE ABRAÃO

“O estudo do verbo imputar no Antigo Testamento revela que Deus nunca considera que alguém é alguma coisa que ele não é. Por exemplo, Finéias foi considerado como justo porque, em virtude de sua união com Deus, ele era justo. (Ver Sal. 106:30 e 31; Núm. 25:10-13.) Pode-se dizer a mesma coisa de Abraão. A justiça lhe foi imputada porque sua fé envolveu total união com o Deus do concerto eterno. A imputação expressava a realidade de que a justiça de Deus tomara posse da vida de Abraão. Como é salientado pela lição, a imputação da justiça (justificação) é a concessão da justiça de Cristo ao crente pelo Espírito Santo. Esta experiência é a fonte de nosso poder espiritual”. Lição da Escola Sabatina 2° Trim. 1990, p. 63 – Cristo O Único Caminho

“Deus havia chamado Abraão para ser o pai dos fiéis, e sua vida devia ser um exemplo de fé para as gerações subsequentes. Mas sua fé não tinha sido perfeita. Mostrara falta de confiança em Deus, ocultando o fato de que Sara era sua esposa, e novamente com o seu casamento com Hagar. Para que atingisse a mais elevada norma, Deus o sujeitou a outra prova, a mais severa que o homem jamais foi chamado a suportar. Em uma visão da noite foi-lhe determinado que se dirigisse à terra de Moriá, e ali oferecesse seu filho em holocausto sobre um monte que lhe seria mostrado”. Ellen G. White, Patriarcas e Profetas p. 147

“O sacrifício exigido de Abraão não foi somente para seu próprio bem, nem apenas para o benefício das gerações que se seguiram; mas também foi para instrução dos seres destituídos de pecado, no Céu e em outros mundos. O campo do conflito entre Cristo e Satanás – campo este em que o plano da salvação se encontra formulado – é o compêndio do Universo. Porquanto Abraão mostrara falta de fé nas promessas de Deus, Satanás o acusara perante os anjos e perante Deus de ter deixado de satisfazer as condições do concerto, e de ser indigno das bênçãos do mesmo concerto. Deus desejou provar a lealdade de Seu servo perante o Céu todo, para demonstrar que nada menos que perfeita obediência pode ser aceito, e para patentear de maneira mais ampla, perante eles, o plano da salvação”. Patriarcas e Profetas p. 154-155

O Senhor não aceita nada menos que perfeita obediência. Ele não ignora os pecados ocasionais. Não podemos ter como referência o momento em que Abraão estava demonstrando falta de fé, cometendo falhas. A principal lição de Abraão para nós não são suas falhas e sim aquele momento que ele estava disposto a sacrificar seu filho demonstrando total confiança em Deus. O Senhor havia sujeitado Abraão a esta prova para que ele atingisse “a mais elevada norma e pela graça de Deus ele foi vitorioso. Foi naquele momento que Abraão pôde ser considerado por Deus como sendo justo, íntegro e perfeito.

Senhor amado! Como precisamos entender e aceitar a mensagem do texto do Espírito de profecia a seguir !

“Não é genuíno nenhum arrependimento que não opere a reforma. A justiça de Cristo não é uma capa para encobrir pecados não confessados e não abandonados; é um princípio de vida que transforma o caráter e rege a conduta. Santidade é integridade para com Deus; é a inteira entrega da alma e da vida para habitação dos princípios do Céu”. O Desejado De Todas As Nações p. 555-556

Se quase tudo parece mudar com o passar do tempo, é bom lembrar que a palavra do Senhor “permanece para sempre”.

“Mas a palavra do Senhor permanece para sempre. E esta é a palavra que entre vós foi evangelizada”. 1 Pedro 1:25

“Há esperança para cada um de nós, mas de uma só maneira – apegando-nos a Cristo e empregando toda energia para obter a perfeição de Seu caráter. Essa religião piegas que faz pouco do pecado, e só realça o amor de Deus pelo pecador, encoraja os pecadores a crer que Deus os salvará enquanto continuarem no pecado, sabendo que é pecado. É isso que estão fazendo muitos que professam crer na verdade presente”. MM 2002, Cristo Triunfante, p. 80

Desperta povo de Deus!