A Verdade que Liberta

“Conhecereis a verdade e a verdade vos libertará.”João 8:32

Todas as vezes que ouvia ou lia esta frase pensava como as pessoas dessas ou daquelas igrejas precisam conhecer a verdade sobre o sábado, sobre o santuário, a volta de Jesus, Lei de Deus,  nova Terra e outras verdades que nós Adventistas acreditamos. Podia pensar em pessoas de todas as igrejas que precisavam conhecer a verdade para serem libertadas. Pensava em todos exceto nos Adventistas do 7° Dia.

Hoje as primeiras pessoas que eu penso são os Adventistas do 7° Dia. Incluindo a mim, é claro.

O que causou esta mudança?

Sem dúvida alguma, foi o fato de Deus ter aberto os meus olhos para que eu visse detalhes muito importantes neste texto como:

  1. Para quem Jesus estava falando.
  2. A que tipo de conhecimento Jesus estava se referindo.
  3. O que realmente é a verdade.
  4. Segundo este texto, do que as pessoas precisam ser libertadas.

1.       Para quem Jesus estava falando:

Entre as pessoas que estavam ouvindo Jesus estavam os “descendentes de Abraão” (verso 33) – então Jesus estava falando também para o povo de Israel.

Hoje acreditamos que a igreja Adventista do 7° Dia é o “Israel de Deus”. Gál. 6:16

Sendo assim, como Jesus mostrou que esta mensagem se aplicava também ao povo de Israel, hoje também devemos aplicá-la a nós Adventistas do 7° Dia que somos o “Israel de Deus”. Na verdade acredito que esta mensagem deve ser  primeiro direcionada para os Adventistas do 7° Dia, na sequência deste estudo compreenderemos o porquê.

2.       A que tipo de conhecimento Jesus estava se referindo.

É possível que uma pessoa tenha grande conhecimento da Bíblia Sagrada, personagens, datas, profecias e mesmo assim não ter a vida transformada? Sim é possível.

São pessoas que possuem conhecimento apenas teórico e não prático da palavra de Deus. Aprendem, aprendem, mas não praticam. Não permitem que a palavra os transforme e não se entregam a Deus de forma real.

Sem dúvida alguma o conhecimento a que Jesus estava Se referindo era de entrega, de compromisso com Deus, um conhecimento prático do poder transformador de Deus.

“Um homem pode pregar sermões agradáveis e entretenedores, no entanto estar distanciado de Cristo no que respeita à experiência religiosa. Ele pode ser elevado ao pináculo da grandeza humana, contudo nunca ter experimentado a obra interior de graça que transforma o caráter. Esse tal é enganado por sua ligação e familiaridade com as verdades sagradas do evangelho, que alcançaram o intelecto, mas não foram levadas ao santuário interior da alma. Temos de ter mais do que uma crença intelectual na verdade.”Review and Herald 14/02/1899 (Cristo Nossa Justiça pág. 86 e 87)

“Um conhecimento teórico da verdade é essencial. Mas  o conhecimento da maior de todas as verdades não nos salvará; nosso conhecimento deve ser prático.[…] A verdade deve ser levada para dentro de seus corações, santificando-os e purificando-os de todo mundanismo e sensualidade na vida mais privada. O templo da alma deve ser purificado.”- Review and Herald 24/05/1887 ( Cristo Nossa Justiça pág. 88)

3.       O que realmente é a verdade.

Antes não pensava que os Adventistas precisavam conhecer a verdade porque para mim a verdade era um conjunto de crenças que estão em harmonia com a Bíblia. Bom, então deduzia que pelo fato dos Adventistas já conhecer este conjunto de crenças não necessitavam mais do conhecimento da verdade.

Hoje acredito que a verdade é um conjunto de crenças que estão em harmonia com a Bíblia e muito mais.

A verdade é Jesus: “Respondeu-lhe Jesus: Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida; ninguém vem ao Pai senão por mim.” João 14:6

A verdade é o Senhor Espírito Santo: “…E o Espírito é o que da testemunho, porque o Espírito é a verdade.” 1 João 5:6

Precisamos conhecer a Jesus de uma forma muito íntima, muito pessoal, permitir que o Senhor Espírito Santo faça morada no nosso coração.

Jesus é a verdade que precisamos conhecer. Você conhece Jesus?

4.       Do que as pessoas realmente precisam ser libertadas.

“Conhecereis a verdade e a verdade vos libertará” Jo 8:32

Algumas das pessoas para as quais Jesus estava falando não gostaram e disseram: “Responderam-lhe: Somos, descendência de Abrão e jamais fomos escravos de alguém; como dizes tu: Sereis livres?” João 8:33

Jesus agora de uma forma muito clara esclarece a questão e fala para todos do que as pessoas precisam ser libertadas.

“Replicou-lhe Jesus: Em verdade, em verdade vos digo: Todo o que comete pecado é escravo do pecado. O escravo não fica sempre na casa; o filho, sim, para sempre. Se, pois, o Filho vos libertar, verdadeiramente sereis livres.”João 8:34-36

 A libertação oferecida por Jesus é a libertação plena, real, da escravidão do pecado. Isso é maravilhoso!

O pecado prende, escraviza: “Quanto ao perverso, as suas iniquidades o prenderão, e com as cordas do seu pecado será detido.” Provérbios 5:22

Mas Jesus liberta:

“Se, pois, o Filho vos libertar, verdadeiramente sereis livres.”João 8:36

“O Espírito do Senhor Deus esta sobre mim, porque o Senhor me ungiu para pregar boas- novas aos quebrantados, enviou-me a curar os quebrantados de coração, a proclamar libertação aos cativos e a pôr em liberdade os algemados.” Isaías 61:1

Vejamos agora este comentário maravilhoso que a serva do Senhor faz desta parte das escrituras.

“Toda alma que recusa entregar-se a Deus, acha-se sob o domínio de outro poder. Não pertence a si mesma. Pode falar de liberdade, mas está na mais vil servidão. Não lhe é permitido ver a beleza da verdade, pois sua mente se encontra sob o poder de Satanás. Enquanto se lisonjeia de seguir os ditames de seu próprio discernimento, obedece à vontade do príncipe das trevas. Cristo veio quebrar as algemas da escravidão do pecado para a alma.”Se pois o Filho vos libertar, verdadeiramente sereis livres”.”A lei do Espírito de vida, em Cristo Jesus”nos liberta”da lei do pecado e da morte”. Rom. 8:2.

Não há constrangimento na obra da redenção. Não se exerce nenhuma força externa. Sob a influência do Espírito de Deus, o homem é deixado livre para escolher a quem há de servir. Na mudança que se opera quando a alma se entrega a Cristo, há o mais alto senso de liberdade. A expulsão do pecado é ato da própria alma. Na verdade, não possuímos capacidade para livrar-nos do poder de Satanás; mas quando desejamos ser libertos do pecado e, em nossa grande necessidade, clamamos por um poder fora de nós e a nós superior, as faculdades da alma são revestidas da divina energia do Espírito Santo, e obedecem aos ditames da vontade no cumprir o querer de Deus.

A única condição em que é possível o libertamento do homem, é tornar-se ele um com Cristo. “A verdade vos libertará” (João 8:32); e Cristo é a verdade. O pecado só pode triunfar, enfraquecendo a mente e destruindo a liberdade da alma. A sujeição a Deus é restauração do próprio ser – da verdadeira glória e dignidade do homem. A lei divina, à qual somos postos em sujeição, é a ”lei da liberdade”. Tia. 2:12.” DTN, pág.  466

É fantástico o que o Senhor quer fazer em nossa vida. O Senhor quer nos libertar da escravidão do pecado!

“Seja qual for a má prática, a dominante paixão que, devido à longa condescendência, acorrenta alma e corpo, Cristo é capaz de libertar, e anseia fazê-lo. Comunica vida à alma morta em ofensas. Efés. 2:1. Porá em liberdade o cativo preso pela fraqueza, o infortúnio e as cadeias do pecado.” DTN. Pág. 203

Hoje me entristece constatar que mesmo entre nós Adventistas do 7° Dia são poucos os que acreditam nesta libertação e mais ainda, ver que estes poucos são chamados de extremistas, perfeccionistas e outras coisas mais. Esse é o motivo que me faz pensar primeiro em nosso povo, Adventistas do 7° Dia quando leio ”Conhecereis a verdade e a verdade vos libertará”. Um dia pregaremos essa mensagem para o mundo com grande poder, mas antes, temos que acreditar nela!

No texto a seguir podemos ver o que causou uma grande angústia em Jesus no momento em que Ele estava morrendo para nos salvar. Convido meus irmãos para lerem este texto com muita atenção, pedindo a iluminação de Deus.

“E agora, estava a morrer o Senhor da glória, o Resgate da raça. Entregando a preciosa vida, não foi Cristo sustido por triunfante alegria. Tudo eram opressivas sombras. Não era o temor da morte que O oprimia. Nem a dor e a ignomínia da cruz Lhe causavam a inexprimível angústia. Cristo foi o príncipe dos sofredores; mas Seu sofrimento provinha do senso da malignidade do pecado, o conhecimento de que, mediante a familiaridade com o mal, o homem se tornara cego à enormidade do mesmo. Cristo viu quão profundo é o domínio do pecado no coração humano, quão poucos estariam dispostos a romper com seu poder.” DTN, pág. 752

Depois de ter lido este texto análise sua situação. Você esta entre os que acreditam ou entre os que não acreditam que o homem pode romper com a escravidão do pecado?

Vamos acreditar nesta possibilidade, orar uns pelos outros para que estejamos preparados para o encontro com o Senhor.

“Por quarenta anos a incredulidade, a murmuração e a rebelião excluíram o antigo Israel da terra de Canaã. Os mesmos pecados têm retardado a entrada do Israel moderno na Canaã celestial. Em nenhum dos casos houve falta da parte das promessas de Deus. É a incredulidade, o mundanismo, a falta de consagração e a contenda entre o professo povo de Deus que nos têm detido neste mundo de pecado e dor por tantos anos. Manuscrito 4, 1883.” ME,  vol.1 pág. 69

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