Tentação e Propensão

2Cristo foi tentado em todas as coisas, mas em momento algum teve propensões para pecar.

“Ellen White é as vezes bastante explícita sobre a diferença entre Cristo e as outras pessoas. Em 1890, por exemplo, ela escreveu que Cristo não assumira a natureza dos anjos, porém a humanidade, perfeitamente idêntica à nossa, mas sem mácula do pecado. (…) Sua natureza finita era pura e imaculada. (…) Não devemos tornar-nos comuns e terrenos em nossas ideias, e em nossas ideias pervertidas não devemos pensar que a possibilidade de Cristo ceder às tentações de Satanás degradou Sua humanidade e [que] Ele possuía as mesmas propensões pecaminosas e corruptas do ser humano. (…) Cristo assumiu nossa natureza caída mas não corrompida.” Ms, 57, 1890 (Em Busca de Identidade, pág. 124)

 “A combinação da natureza divina com a humana O fez capaz de ceder às tentações de Satanás. A provação de Cristo aqui foi muito maior do que a de Adão e Eva, pois Cristo tomou a nossa natureza caída, mas não corrompida; e, a menos que Ele desse ouvidos às palavras de Satanás em lugar das palavras de Deus, não seria corrompido.” Manuscrito 57, 1890 (Ellen White e a Humanidade de Cristo pág. 158)

“Eu vos apresento o grande Exemplo […] Ele realmente enfrentou e resistiu às tentações de Satanás como qualquer filho da humanidade. Somente assim poderia Ele ser um exemplo perfeito para o homem. Ele sujeitou-se à humanidade para Se familiarizar com todas as tentações com as quais o homem é assediado. Ele levou sobre Si as fraquezas e carregou as dores dos filhos de Adão.”

“Ele tornou-SE semelhante aos irmãos (Heb. 2:17). Assim como eles, também sentiu alegria e tristeza. Seu corpo era susceptível ao cansaço, como o teu. Sua mente, assim como a tua, podia ser molestada e ficar perplexa. Se tivesse provações, Ele também as teve. … Como um homem, Jesus foi exposto a duras situações, conflitos e tentações. …” Carta, 17  1878  (Ellen White e a Humanidade de Cristo pág. 148 e 149)

Dos textos mencionados podemos concluir que:

1° – Propensão é algo diferente de tentação, pois Cristo teve as tentações, foi tentado em tudo, mas não teve propensões de forma alguma.

2° – Cristo provou que é possível mesmo estando cercado de tentações não ter propensões para pecar.

Para entender melhor, segue uma pequena ilustração:

Dois amigos Paulo e Pedro, ambos casados trabalham em um mesmo lugar. No ambiente de trabalho esses dois amigos tem diariamente contato com muitas mulheres bonitas. Paulo mesmo sendo cristão se vê constantemente lutando com seus desejos carnais. A luta é bem mais difícil quando uma de suas colegas se insinua e faz uma brincadeira provocante. Fato é que Paulo se sente atormentado quando sente esses desejos carnais. Paulo sabe que esta não é uma condição que agrada a Deus, mas não sabe o que fazer para se ver livre desses desejos pecaminosos.

Pedro mesmo trabalhando no mesmo lugar não está tendo os mesmos problemas de Paulo. Pedro ama sua esposa e acima de tudo ama a Deus. Mesmo quando uma mulher lhe provoca não tem o desejo de trair sua esposa ou de entristecer a Deus. Além de não ter o desejo de trair sua esposa ou entristecer a Deus, até mesmo  pensar nesta possibilidade é algo para ele completamente repugnante.

Tentações são circunstâncias a que todos nos estamos sujeitos. Propensão é inclinação ou pendor para o mal presente no coração que não é dominado completamente pelo Senhor Espírito Santo. Propensão é desejo de pecar!

Temos uma natureza pervertida com propensões para pecar, uma natureza que gosta de pecar. Esta natureza precisa ser transformada. Mas graças ao nosso grande Deus a transformação é possível, que através do poder do Senhor Espírito Santo, o homem pode ter sua natureza transformada.

“Jesus continuou: “O que é nascido da carne é carne, e o que é nascido do Espírito é espírito”.  João 3:6. O coração, por natureza, é mau, e “quem do imundo tirará o puro? Ninguém”.  Jó 14:4. Invenção alguma humana pode encontrar o remédio para a alma pecadora. “A inclinação da carne é inimizade contra Deus; pois não é sujeita à lei de Deus, nem em verdade o pode ser”. Rom. 8:7. “Do coração procedem os maus pensamentos, mortes, adultérios, prostituições, furtos, falsos testemunhos e blasfêmias”. Mat. 15:19. A fonte do coração se deve purificar para que a corrente se possa tornar pura. Aquele que se esforça para alcançar o Céu por suas próprias obras em observar a lei, está tentando o impossível. Não há segurança para uma pessoa que tenha religião meramente legal, uma forma de piedade. A vida cristã não é uma modificação ou melhoramento da antiga,mas uma transformação da natureza. Tem lugar a morte do eu e do pecado, e uma vida toda nova. Essa mudança só se pode efetuar mediante a eficaz operação do Espírito Santo.” DTN, pág. 172

Esta transformação é o novo nascimento.

“A natureza humana é vil, e o caráter do homem deve ser transformado antes que possa harmonizar-se com o puro e santo no reino imortal de Deus. Essa transformação é o novo nascimento.” ST, 15/11/1883 (Ellen White e a Humanidade de Cristo, pág. 133 )

Esse é o motivo de Jesus afirmar: “Em verdade, em verdade te digo, se alguém não nascer de novo, não pode ver o reino de Deus.” João 3:3

No novo nascimento nos tornamos co-participantes da natureza divina e então pelo poder de Deus ficamos livres das paixões e corrupções que há no mundo. O momento em que recebemos o poder do Senhor Espírito Santo, nos tornamos vencedores sobre todas as tendências herdadas ou cultivadas para o mal. Neste ponto de libertação recebemos o caráter de Cristo.

 “Pelas quais nos têm sido doadas as suas preciosas e mui grandes promessas, para que por elas vos torneis co-participantes da natureza divina, livrando-vos da corrupção das paixões que há no mundo.”II Pedro 1:4

“Descrevendo aos discípulos a obra oficial do Espírito Santo, Jesus procurou inspirar-lhes a alegria e esperança que Lhe animavam o próprio coração. Regozijava-Se Ele pelas abundantes medidas que providenciara para auxílio de Sua igreja. O Espírito Santo era o mais alto dos dons que Ele podia solicitar do Pai para exaltação de Seu povo. Ia ser dado como agente de regeneração, sem o qual o sacrifício de Cristo de nenhum proveito teria sido. O poder do mal se estivera fortalecendo por séculos, e alarmante era a submissão dos homens a esse cativeiro satânico. Ao pecado só se poderia resistir e vencer por meio da poderosa operação da terceira pessoa da Trindade, a qual viria, não com energia modificada, mas na plenitude do divino poder. É o Espírito que torna eficaz o que foi realizado pelo Redentor do mundo. É por meio do Espírito que o coração é purificado. Por Ele torna-se o crente participante da natureza divina. Cristo deu Seu Espírito como um poder divino para vencer toda tendência hereditária e cultivada para o mal, e gravar Seu próprio caráter em Sua igreja.” DTN, pág. 671

O resultado é maravilhoso. É um novo estilo de vida onde o pecar se tornou aborrecível, uma mudança radical, pensamentos, impulsos e ações enfim, um estilo de vida em que o coração esta plenamente em harmonia com Deus.

“Mas orar em nome de Cristo significa muito. Quer dizer que havemos de aceitar-Lhe o caráter, manifestar-Lhe o espírito e fazer Suas obras. A promessa do Salvador é dada sob condição. “Se Me amardes”, diz, “guardareis os Meus mandamentos.” João 14:15. Ele salva os homens, não em pecado, mas do pecado; e os que O amam manifestarão seu amor pela obediência. Toda a verdadeira obediência vem do coração. Deste procedia também a de Cristo. E se consentirmos, Ele por tal forma Se identificará com os nossos pensamentos e ideais, dirigirá nosso coração e espírito em tanta conformidade com o Seu querer, que, obedecendo-Lhe, não estaremos senão seguindo nossos próprios impulsos. A vontade, refinada, santificada, encontrará seu mais elevado deleite em fazer o Seu serviço. Quando conhecermos a Deus como nos é dado o privilégio de O conhecer, nossa vida será de contínua obediência. Mediante o apreço do caráter de Cristo, por meio da comunhão com Deus, o pecado se nos tornará aborrecível. Como Cristo viveu a lei na humanidade, assim podemos fazer, se nos apegarmos ao Forte em busca de força.” DTN, pág. 668

“Não precisamos reter nenhuma propensão pecaminosa.”

Purificação de todo pecado. “Precisamos compreender que pele fé em Cristo é nosso privilégio ser participante da natureza divina e livrar-nos da corrupção das paixões que há no mundo. Então somos purificados de todo pecado, de todos os defeitos de caráter. Não precisamos reter nenhuma propensão pecaminosa.” Comentários de Ellen G. White, SDABC, vol. 7, pág. 943  ( Lição da Escola Sabatina 2° Trim. 1990 pág. 50)

O Senhor perdoa e liberta. Não poderemos entrar no Céu enquanto estivermos corrompidos por velhos gostos, inclinações ou propensões, ídolos, ideias e teorias.

Definição de perdão. ”O perdão de Deus não é meramente um ato judicial pelo qual Ele nos livra da condenação. É não somente perdão pelo pecado, mas livramento do pecado. É o transbordamento de amor redentor que transforma o coração.” O Maior Discurso de Cristo, pág. 114

“Ser perdoado da maneira que Cristo perdoa, é não somente ser perdoado, mas renovado no espírito do nosso entendimento. O Senhor diz: ‘Dar-vos-ei coração novo.’ A imagem de Cristo deve ser gravada  na própria mente, coração e alma. O apóstolo declara: ‘Nós temos a mente de Cristo.’ Sem o, processo transformador que só pode ocorrer pelo poder divino, as propensões originais para pecar permanecem no coração em toda a sua intensidade, para forjar novas algemas, para impor uma escravidão que nunca poderá ser rompida pelo poder humano. Mas os homens não poderão entrar no Céu com seus velhos gostos, inclinações, ídolos, ideias e teorias.”   Ellen G. White, Review and Herald, 19/08/1890  (Lição da Escola Sabatina 2° Trim. 1990, pág. 43)

“Deus tomou todas as providências para nossos pensamentos se tornarem puros, elevados, aprimorados e enobrecidos. Ele não só prometeu purificar-nos de toda a injustiça, mas tomou uma real providência para o suprimento da graça que nos erguerá os pensamentos para Ele e nos habilitará a apreciar Sua santidade. Podemos reconhecer que somos possessão de Cristo e que devemos manifestar ao mundo o Seu caráter. Preparados pela graça celestial, tornando-nos revestidos da justiça de Cristo, nas vestes nupciais, e somos habilitados para participar da ceia das bodas. Tornamo-nos um com Cristo, participantes da natureza divina, purificados, aprimorados, elevados, sendo reconhecidos como filhos de Deus – herdeiros de Deus e co-herdeiros de Jesus Cristo.” The Youth’s Instructor, 28 de outubro de 1897. 1990 pág. 43 (Mente Caráter e Personalidade, pág. 660)

“O que deveis compreender é a verdadeira força da vontade. Esta é o poder que governa a natureza do homem, o poder da decisão ou de escolha. Tudo depende da reta ação da vontade. O poder da escolha deu-o Deus ao homem; a ele compete exercê-lo. Não podeis mudar vosso coração, não podeis por vós mesmos consagrar a Deus as vossas afeições; mas podeis escolher servi-Lo. Podeis dar-Lhe a vossa vontade; Ele então operará em vós o querer e o efetuar, segundo a Sua vontade. Desse modo toda a vossa natureza será levada sob o domínio do Espírito de Cristo; vossas afeições centralizar-se-ão nEle; vossos pensamentos estarão em harmonia com Ele. O desejo de bondade e santidade é, em si mesmo é louvável; de nada, porém, valerão essas virtudes, se ficarem somente no desejo. Muitos se perderão enquanto esperam e desejam ser cristãos. Não chegam ao ponto de render a vontade a Deus. Não escolhem agora ser cristãos.” Caminho a Cristo pág. 47

Senhor, eu quero ter o meu coração purificado!

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