O Perdão de Deus

livres do pecado

“O perdão de Deus não é meramente um ato judicial pelo qual Ele nos livra da condenação. É não somente perdão pelo pecado, mas livramento do pecado. É o transbordamento de amor redentor que transforma o coração. Davi tinha a verdadeira concepção do perdão ao orar: “Cria em mim, ó Deus, um coração puro e renova em mim um espírito reto.” Sal. 51:10. E noutro lugar ele diz: “Quanto está longe o Oriente do Ocidente, assim afasta de nós as nossas transgressões.” Sal. 103:12.” O Maior Discurso De Cristo, pág. 114

Este precioso texto nos traz informações importantíssimas. O perdão de Deus não é somente “um ato judicial pelo qual Ele nos livra da condenação.” Nosso maravilhoso Deus quer nos oferecer além do livramento da condenação a libertação do próprio pecado purificando o coração daquele que O aceita como salvador. É não somente perdão pelo pecado, mas livramento do pecado. É o transbordamento de amor redentor que transforma o coração.”

  • Verdadeiro arrependimento

“E disse-lhes Pedro: Arrependei-vos, e cada um de vós seja batizado em nome de Jesus Cristo, para perdão dos pecados; e recebereis o dom do Espírito Santo; porque a promessa vos diz respeito a vós, a vossos filhos, e a todos os que estão longe; a tantos quantos Deus nosso Senhor chamar.” Atos 2:38 e 39.

“Este arrependimento, produzido pela influência da divina graça no coração, levará à confissão e ao abandono do pecado. Tais eram os frutos que o apóstolo declarava terem sido vistos na vida dos crentes coríntios.” Atos Dos Apóstolos, pág. 324

“Sem arrependimento não há salvação. Nenhum pecador impenitente pode crer com o coração para a justiça. Rom. 10:10. O arrependimento é por Paulo descrito como uma piedosa tristeza pelo pecado, a qual “opera arrependimento para a salvação, da qual ninguém se arrepende”. II Cor. 7:10.” ME, vol. pág. 365

Vemos também que para que o homem seja perdoado é necessário que ele tenha o verdadeiro arrependimento que é produzido no coração do homem pela graça de Deus. Este arrependimento não é apenas medo das consequências dos pecados, mas sim uma profunda tristeza pelos pecados cometidos que faz com que o homem confesse seus pecados e sinta um intenso desejo de abandona-los.

  • Verdadeiro arrependimento e o perdão são concedidos por Deus

 “O arrependimento, assim como o perdão, é dom de Deus por meio de Cristo. É pela influência do Espírito Santo que somos convencidos do pecado, e sentimos nossa necessidade de perdão. Ninguém, senão os contritos, é perdoado; mas é a graça de Deus que torna o coração penitente. Ele conhece todas as nossas fraquezas e enfermidades, e nos ajudará.” Fé E Obras , pág. 38

  • É necessário mudança de vida para o perdão

“A confissão não será aceitável a Deus sem o sincero arrependimento e reforma. E preciso que haja decisivas mudanças na vida; tudo que seja ofensivo a Deus tem de ser renunciado. Este será o resultado da genuína tristeza pelo pecado. A obra que nos cumpre fazer de nossa parte, é-nos apresentada claramente: “Lavai-vos, purificai-vos, tirai a maldade de vossos atos de diante dos Meus olhos e cessai de fazer mal. Aprendei a fazer bem; praticai o que é reto; ajudai o oprimido; fazei justiça ao órfão; tratai da causa das viúvas.” Isa. 1:16 e 17. “Restituindo esse ímpio o penhor, pagando o furtado, andando nos estatutos da vida e não praticando iniquidade, certamente viverá, não morrerá.” Ezeq. 33:15. Paulo diz, falando da obra do arrependimento: “Quanto cuidado não produziu isso mesmo em vós que, segundo Deus, fostes contristados! Que apologia, que indignação, que temor, que saudades, que zelo, que vingança! Em tudo mostrastes estar puros neste negócio.” II Cor. 7:11.” Caminho A Cristo, pág. 39

  • O perdão não é incondicional

“Em todo o Seu trato com Suas criaturas, Deus tem mantido os princípios da justiça, revelando o pecado em seu verdadeiro caráter – demonstrando que seu resultado certo é miséria e morte. Nunca houve nem nunca haverá perdão incondicional do pecado. Tal perdão mostraria o abandono dos princípios de justiça que constituem o próprio fundamento do governo de Deus. Isto encheria de consternação o universo dos seres não caídos. Deus indicou fielmente os resultados do pecado; e, se essas advertências não fossem verdadeiras, como poderíamos nós estar certos de que Suas promessas se cumpririam? A pretensa benevolência que quer pôr de parte a justiça, não é benevolência, mas fraqueza.”  Patriarcas e Profetas, págs. 552 e 553.

  • O amor de Deus não O levará a desculpar nossos pecados não vencidos.

“Deus é amor. Demonstrou Ele este amor na dádiva de Cristo. Quando “deu o Seu Filho unigênito, para que todo aquele que nEle crê não pereça, mas tenha a vida eterna” (João 3:16), nada reteve de Sua possessão adquirida. Deu todo o Céu, do qual podemos tirar poder e eficiência para não sermos repelidos nem derrotados por nosso grande adversário. Mas o amor de Deus não O leva a desculpar o pecado. Não o desculpou em Satanás; não o escusou em Adão ou em Caim; nem o desculpará em qualquer outro homem. Não tolerará nossos pecados, e não passará por sobre nossos defeitos de caráter. Espera que vençamos em Seu nome. Os que rejeitam o dom da justiça de Cristo estão rejeitando os atributos de caráter que os constituiriam filhos e filhas de Deus. Rejeitam aquilo que, unicamente, lhes poderia conceder aptidão para um lugar na ceia de bodas.” Parábolas De Jesus, pág. 316-317

Temos visto com muita frequência mensagens que nos conduz a um tipo de comportamento tolerante com o pecado. Quando não acredito que todo pecado pode ser expulso do meu coração, passo a ver como normal e inevitável algumas coisas que ainda estão erradas em minha vida. Queridos irmãos a mensagem do Senhor é muito clara, “Nunca houve nem nunca haverá perdão incondicional do pecado.” Junto com o perdão o Senhor nos concede a transformação do coração, nos purificando e se não for assim não haverá perdão.

É verdade que o Senhor nos ama. Mas o amor de Deus não O leva a desculpar o pecado. (…) Não tolerará nossos pecados, e não passará por sobre nossos defeitos de caráter. Espera que vençamos em Seu nome.

  • Porque o Senhor no final não desculpará pecado não abandonado.

“A influência do tentador não deve ser considerada desculpa para qualquer má ação. Satanás rejubila quando ouve os professos seguidores de Cristo apresentarem desculpas quanto à sua deformidade de caráter. São essas escusas que levam ao pecado. Não há desculpas para pecar. Uma santa disposição, uma vida cristã, são acessíveis a todo filho de Deus, arrependido e crente. O ideal do caráter cristão, é a semelhança com Cristo. Como o Filho do homem foi perfeito em Sua vida, assim devem Seus seguidores ser perfeitos na sua.” O Desejado De Todas As Nações, pág. 311

É tudo muito claro. Existe na graça de Deus poder suficiente para que o homem seja purificado e completamente purificado. Não existe nenhuma justificativa para que o homem permaneça com algum pecado. No final o homem que ainda estiver em pecado não terá nenhuma desculpa para apresentar ao nosso Deus.

Para nossa salvação é extremamente importante compreender AGORA que no final o Senhor não precisará e não irá desculpar nenhum, absolutamente nenhum pecado não vencido e não abandonado. Se buscarmos no Senhor realmente o perdão total, devemos aceitar também a purificação total que Ele nos oferece antes do fechamento da porta da graça.

  • O que acontecerá com aqueles que não buscarem em tempo oportuno a purificação completa.

“Alguns há, que parece sempre buscarem a pérola celestial. Não renunciam, porém, completamente a seus maus hábitos. Não morrem para o próprio eu, para que Cristo viva neles. Por este motivo, não acham a pérola valiosa. Não venceram sua ambição profana e seu amor às atrações do mundo. Não tomam a cruz e não seguem a Cristo no caminho da abnegação e sacrifício. Quase cristãos mas não plenamente, parecem estar perto do reino do Céu, mas não podem ali entrar. Quase, mas não completamente salvos, significa estar não quase, porém completamente perdidos.” Parábolas De Jesus, pág. 118

  • Sem o perdão e a purificação completa, em tempo oportuno, estaremos perdidos para sempre!

Vamos orar e estudar mais para que possamos buscar no Senhor sabedoria para aceitarmos o plano do nosso Deus para nossa salvação e então abandonar os pensamentos que não estão fundamentados na palavra de Deus e que estão nos conduzindo para a perdição eterna.

“Há esperança para cada um de nós, mas de uma só maneira – apegando-nos a Cristo e empregando toda energia para obter a perfeição de Seu caráter. Essa religião piegas que faz pouco do pecado, e só realça o amor de Deus pelo pecador, encoraja os pecadores a crer que Deus os salvará enquanto continuarem no pecado, sabendo que é pecado. É isso que estão fazendo muitos que professam crer na verdade presente.”  Carta 53, 1887. Cristo Triunfante, MM 2002, pág. 80.

Misericórdia Senhor e que Seu nome seja para sempre louvado!

 

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1 comment so far

  1. Gonçalves on

    Quando vamos a Deus e suplicamos o Seu perdão, devemos ter em mente que a fé terá que entrar em ação. Na verdade, tudo que pedimos, de comum acordo com a vontade de Deus, tem a Sua aprovação. Esse é o fundamento da fé: a fidelidade de Deus. A fé atua onde há promessa divina. Assim, quando buscamos o perdão de Deus, estamos face a face com I João 1:9. Ali encontramos duas qualidades atribuídas a Deus: fidelidade e justiça. Deus é justo, porque o Salvador já sanou o débito do pecador, seja ele quem for. Deus não poderá negar o perdão para aquele que verdadeiramente decide por Cristo. Deus é fiel, porque cumpre cabalmente as Suas promessas. Porém as promessas estão ligadas a efetivação da fé. Está escrito: “Sem fé é impossível agradar a Deus, pois é necessário que aquele que se aproxima de Deus, creia que Ele existe e que Se torna galardoador dos que O buscam.” Hebreus 11:6. A primeira parte é simples: crer na existência de Deus não exige muito de nós. Entretanto, a segunda parte é categorizadora. Como assim? Eu preciso ir a Deus, certo de que retornarei com a bênção que fui buscar. Paulo nos ensina que devemos apresentar nossas súplicas com ação de graças. E esse agradecimento tem que ser com antecipação como se já tivéssemos recebido o que pedimos. Dois versículos nos ajudarão a entender melhor isso. Como Paulo descreve a fé? “A certeza das coisas que se esperam, e a convicção de fatos que se não veem.” Hebreus 11:1. Se pusermos duas Bíblias lado a lado, como costumo fazer, uma aberta nessa passagem e a outra em I João 5:14 e 15, veremos que se trata do mesmíssimo assunto. Ali diz: “E esta é a confiança que temos para com Ele: que se pedirmos alguma coisa segundo a Sua vontade, Ele nos ouve. E se sabemos que nos ouve em tudo que pedimos, sabemos que ALCANÇAMOS o que Lhe pedimos.” A última parte de Hebreus 11:1 se coaduna com o verso 15 de I João 5, uma vez que a expressão “convicção de fatos que se não veem” significa que não estamos vendo nada e, no entanto, crendo piamente que o nosso pedido já foi providenciado. É como se pedíssemos chuva e sem ter nenhum sinal de nuvem, em estação contrária, colocarmos um balde no quintal para colher a água da chuva esperada. O balde representa a nossa convicção, na prática, de que as nuvens estão a caminho. É a obra da fé. Isso é crer que Ele Se torna galardoador dos que O buscam. Percebeu que em I João 5:15 o verbo alcançar não está no futuro do indicativo e, sim, no presente ou passado? A fé atua no presente ou passado por algo que ainda não chegou às nossas mãos. Se assim não for, temos uma grave repreensão do apóstolo Tiago, se duvidarmos de alguma coisa que pedimos a Deus. Ele diz: “Não pense tal homem que receberá do Senhor alguma coisa.” Tiago 1:7.
    Conscientes disso, e atendendo aos requisitos da fé, Deus não só nos perdoa, pois o perdão não é suficiente, Ele também, concomitantemente, nos purifica. Somos assim corroborados com o poder do Santo Espírito em nossa mente. Efésios 3:16. Lembra do santuário? O perdão corresponde ao altar de sacrifício, e a purificação, à pia, os quais se situam antes do primeiro compartimento coberto. Isso quer dizer que só entramos no santuário propriamente dito, noutro falar, só passamos à segunda fase da salvação (santificação), se tivermos morrido no altar, ressuscitado e lavado. Perdão é ressurreição (Colossenses 2:13); purificação é transformação da nossa consciência, é a sua limpeza das obras mortas (Hebreus 9:14). Aos atos de perdão e purificação as Escrituras Sagradas chamam de JUSTIFICAÇÃO. O Espírito Santo nos transforma de pecadores em justos. E aí entramos no santuário para vivenciarmos a santificação, a qual é operada com a participação do ser humano e do Santo Espírito. Filipenses 2:12 e 13. Nesse ambiente, os pecados ocultos são paulatinamente revelados, carecendo nova confissão e purificação. Eis porque na santificação dizemos que a justiça é COMUNICADA ao novo ser, porque ela ocorre dia a dia. “A vereda do justo é como a luz da aurora, que vai brilhando mais e mais, até ser dia perfeito.” Provérbios 4:18. Na graça não há concepção de cometimento de pecados conhecidos. Romanos 6:15. Crescemos, seguindo a verdade e isso denota a constância da santificação. Ela poderá ser interrompida, se decidirmos abandonar a nossa carreira cristã. Caso contrário será ouvido de nós o que se ouviu de Enoque, de Eliseu, de Paulo, tendo estes homens vivido, após suas conversões, sem cometer pecado conhecido. Não é à toa que Paulo afirma que ele combateu o bom combate, completou a carreira e principalmente GUARDOU A FÉ. Não há congruência entre guardar a fé e cometimento de transgressão. Como o apóstolo João diz em sua primeira carta: “Sabemos que todo aquele que é nascido de Deus não peca; mas o que de Deus é gerado conserva-se a si mesmo, e o maligno não lhe toca.” I João 5:18.
    Este é o plano que Deus tem preparado para mim e para ti: mudar a nossa mente, o nosso coração, e pela presença do Espírito Santo promover a habitação de Cristo Jesus em nosso ser, para que assim tenhamos o mesmo poder que atuou em Cristo, tornando-O vitorioso em face das astutas ciladas do diabo. Cristo disse: “Eu venci o mundo”. João diz: “Esta é a vitória que vence o mundo”. Ou seja, a mesma vitória de Cristo. E apresenta, por fim, a razão dessa vitória: a nossa fé. Essa fé vitoriosa é a mesma fé que Jesus criou e consumou. Hebreus 12:2. E essa vitória está pronta para ti, pois a fé de Cristo, que se assemelha a um grão de mostarda, é um dom do Espírito Santo. Deus quer nos dar a fé, quer nos dar um novo começo, um começo vitorio na pessoa do nosso Salvador. E tudo começa com o Seu perdão. Ele, com o perdão, nos cura da doença do pecado. Como disse o saudoso Pastor Rabello: “a salvação é uma viagem do perdão para a glória”.
    Que Deus te conceda entregar-se a Ele agora e, desta forma, poder usufruir do Seu plano de redenção plena do teu ser! Irmão Edson.
    aradodivino@yahoo.com.br/kowalsky2004@yahoo.com.br.


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