Reforma: curando relacionamentos quebrados

 Vaso sendo colado

O estudo de Sábado a tarde da lição diz:

“Mesmo depois do Pentecostes, o relacionamento entre os cristãos às vezes foi hostil.” Lição E. S. 3° Trim. 2013, pág. 80 – Lição de Aluno, pág. ???? – Lição de Professor

Realmente aconteceram dificuldade de relacionamento e estão registrados na Bíblia. Certamente é para nosso aprendizado e crescimento. Mas será que isto era vontade de Deus? Como pode pessoas cheias do Espírito Santo tiveram atitudes assim?

O Espírito Santo trabalha o coração e vai mondando-nos à semelhança de Jesus. É certo afirmar que quando houveram estes conflitos, os envolvidos, por algum momento, deixaram de viver o poder e deixaram o poder humano prevalecer.

Um dos episódios mais conhecidos foi quando Pedro foi repreendido por Paulo. A serva do Senhor, Ellen G. White, escreveu-nos sobre este fato:

“Quando Pedro, posteriormente, visitou Antioquia, captou a confiança de muitos por sua conduta prudente para com os conversos gentios. Por algum tempo ele agiu de acordo com a luz dada pelo Céu. Dominou seu natural preconceito até o ponto de sentar-se à mesa com os conversos gentios. Mas quando certos judeus zelosos da lei cerimonial vieram de Jerusalém, Pedro mudou, desavisadamente, o seu procedimento para com os conversos do paganismo. Alguns “judeus também dissimulavam com ele, de maneira que até Barnabé se deixou levar pela sua dissimulação”. Gál. 2:13. Esta revelação de fraqueza da parte daqueles que haviam sido respeitados e amados como dirigentes, produziu dolorosa impressão na mente dos crentes gentios. A igreja foi ameaçada de divisão. Mas Paulo, que viu a subversiva influência do erro praticado para com a igreja pela duplicidade de atitude da parte de Pedro, reprovou-o abertamente por dissimular assim seus verdadeiros sentimentos. Na presença da igreja, Paulo argüiu a Pedro: “Se tu, sendo judeu, vives como os gentios, e não como judeu, por que obrigas os gentios a viverem como judeus?” Gál. 2:14. Pedro viu o erro em que havia caído, e procurou imediatamente reparar, tanto quanto possível, o mal que causara. Deus, que conhece o fim desde o princípio, permitiu que Pedro revelasse essa fraqueza de caráter, para que o provado apóstolo visse nada haver em si de que se pudesse vangloriar. Mesmo os melhores homens, se entregues a si próprios, errarão no julgamento. Deus viu também que no tempo por vir, alguns seriam tão iludidos que atribuiriam a Pedro e seus pretensos sucessores as elevadas prerrogativas que só a Deus pertencem. E esse registro de fraqueza do apóstolo permanece como uma prova de sua falibilidade, e de que ele, de modo algum, esteve acima do nível dos outros apóstolos.” Atos dos Apóstolos, pág. 197-199

Outro caso é a dissensão deu-se pelo conflito em Barnabé e Paulo. Esta história é descrita pela serva do Senhor assim:

“Paulo e seus companheiros continuaram viagem para Perge, na Panfília. Seu caminho era penoso; encontraram dificuldades e privações, e estavam cercados de perigos por todos os lados. Nas vilas e cidades por onde passavam, e ao longo das estradas desertas, estavam rodeados de perigos visíveis e invisíveis. Mas Paulo e Barnabé tinham aprendido a confiar no poder libertador de Deus. O coração deles estava cheio de fervente amor pelas almas a perecer. Como fiéis pastores na busca da ovelha perdida, não abrigavam o pensamento de facilidades ou conveniências próprias. Esquecidos de si mesmos, não fraquejavam quando cansados, famintos ou com frio. Eles tinham em vista um único objetivo – a salvação dos que vagueavam distantes do redil. Foi aqui que Marcos, dominado por temor e desânimo, hesitou por um momento em seu propósito de consagrar-se de todo o coração à obra do Senhor. Pouco habituado a sacrifícios, desanimaram-no os perigos e privações do caminho. Trabalhara com êxito sob circunstâncias favoráveis, mas agora, em meio da oposição e dos perigos que tantas vezes cercam o missionário pioneiro, não suportou as dificuldades como bom soldado da cruz. Devia aprender ainda a enfrentar valorosamente os perigos, perseguições e adversidades. À medida que os apóstolos avançavam, encontrando dificuldades cada vez maiores, Marcos intimidou-se, e perdendo todo o ânimo, recusou-se a prosseguir, retornando a Jerusalém. Esta deserção fez com que Paulo julgasse por algum tempo desfavoravelmente a Marcos; severamente mesmo. Por outro lado, Barnabé se inclinava a desculpá-lo devido a sua inexperiência. Estava ansioso por que Marcos não abandonasse o ministério, pois nele via qualidades que o habilitariam para ser útil obreiro de Cristo. Anos depois sua solicitude por Marcos foi ricamente recompensada; pois o jovem se entregou sem reservas ao Senhor e à tarefa de proclamar a mensagem do evangelho em campos difíceis. Sob a bênção de Deus e a sábia orientação de Barnabé, ele se tornou um valoroso obreiro. Paulo se reconciliou mais tarde com Marcos, recebendo-o como colaborador. Recomendou-o também aos colossenses, como “cooperador no reino de Deus” e como tendo para ele “sido consolação”. Col. 4:11. Não muito tempo antes de sua morte, Paulo tornou a falar de Marcos como lhe sendo “muito útil para o ministério”. II Tim. 4:11.Atos dos Apóstolos, pag. 169-170

Não é vontade de Deus que seus filhos tenham dissensões entre si. Nos dois relatos acima vemos homens guiados pelo Senhor Espírito Santo cometendo pecados. Mas um fato chama atenção. O poder espiritual não era o mesmo para todos. Paulo e Barnabé estavam cheios de poder e Marcos não estava pronto. Aceitou viajar, mas nas dificuldades resolveu abandoná-los. Realmente Marcos possuía qualidades, mas precisava amadurecê-las para não colocar risco na obra. Paulo, humanamente falando, achou-se no direito de não confiar em Marcos o que levou à dissensão com Barnabé.

Chamamos atenção que o pecado será totalmente erradicado quando Cristo voltar. É verdade que o poder do Espírito Santo nos levará a viver uma vida de plena comunhão com Cristo e que poderá nos livrar do pecado. Mas ainda somos humanos e não estamos isentos da possibilidade de pecar. Mas nossa humanidade não é desculpa para continuarmos escravos do pecado. Com certeza, quando estivermos consagrados ou santificados em Cristo e pecarmos, foi o momento em que deixamos de olhar para Ele. Mas mesmo assim o Espírito Santo nos convencerá da nossa atitude e correremos novamente para os braços de Cristo, arrependidos e certos que estaremos purificados. Louvado Seja o Senhor!

A misericórdia de Deus se renova a cada dia e é certo que Ele precisa concluir Sua obra neste mundo para Jesus voltar. Alertamos que não podemos ficar acomodados à nossa condição de pecadores, sabendo que  é hoje que temos a oportunidade de arrependimento, perdão e purificação. Esta oportunidade se findará com o fechamento da porta da graça.

Da competição para a integração

A lição aborda também o assunto “da competição para a integração”. Com todo respeito, seja na igreja ou em qualquer outro lugar, as competições são ferramentas satânicas para disseminar o mal entre as pessoas. Jogos de futebol, cartas ou qualquer outro “divertimento” levarão pessoas a serem melhores que as outros e dependendo dos casos podem causar uma desunião para o resto da vida e quando ainda, podem levar até a morte. Infelizmente somos patrocinadores destes planos satânicos em nossa vida e dos outros também. CUIDADO COM AS COMPETIÇÕES DENTRO DA IGREJA MESMO QUE ESTAS SEJAM PARA FINS DE “UNIDADE”. Nossos cultos de JA estão repletos disso.

Felizmente o Pr. Mark Finley, autor da lição, faz sua parte e procura nos alinhar à vontade de Deus de viver a integração e cooperação para o crescimento da obra:

“Deus nos chama à cooperação, não à competição. Cada cristão é dotado por Deus para cooperar no ministério ao corpo de Cristo e servir a comunidade (1Co 12:11). Não há dons maiores e ou menores. Todos são necessários na igreja de Cristo (1Cor 12:18-23). Os dons recebidos de Deus não são para exibição egoísta. Eles são concedidos pelo Espírito Santo para o serviço.” Lição E. S. 3° Trim. 2013, pág. 83 – Lição de Aluno, pág. ???? – Lição de Professor

 

Do atrito ao perdão

Paulo escreveu assim: “Por isso procuro sempre conservar minha consciência limpa diante de Deus e dos homens.” Atos 24:16

Ellen G. White afirma que: “Conquanto confessando que “conforme aquele caminho que chamam seita” adorava ao Deus de seus pais, sustentou que sempre havia crido em “tudo quanto está escrito na lei e nos profetas”; e que em harmonia com o claro ensino das Escrituras, cria na ressurreição dos mortos. Declarou ainda mais que o propósito orientador de sua vida era “sempre ter uma consciência sem ofensa, tanto para com Deus como para com os homens”. Atos 24:14-16.”

É interessante este pensamento de Paulo e nos serve de grande conselho. Possuir este mesmo “propósito orientador de vida” nos levará a sermos mais amorosos, humildes e sinceros diante de Deus e dos homens.

Infelizmente os atritos são mais populares que o perdão em nosso dia a dia. Mas é fato que o perdão vem de Deus e deve ser vivido com intensidade. Desafiamos o irmão leitor a perdoarem “tudo” e “todos” que nos fizeram algum mal.  Você é capaz? Se achar que não for, busque auxílio no Senhor Espírito Santo. Ele é capaz de transformá-lo para a glória de Deus. Experimente…

“O perdão também é muito importante para o bem-estar espiritual. A incapacidade de perdoar alguém nos ofendeu, mesmo que a pessoa não mereça, pode prejudicar-nos mais do que a ela. Se alguém nos prejudicou e a dor nos consome por dentro porque não conseguimos perdoar, estamos permitindo que ela nos machuque ainda mais.” Lição E. S. 3° Trim. 2013, pág. 84 – Lição de Aluno, pág. ???? – Lição de Professor

Quando assim vivermos, estaremos deixando Deus viver em nós. Louvado Seja Deus!

 

Do rancor para a restauração

E o que fazer dos relacionamentos problemáticos que temos?

É comum dizermos que somos todos irmãos na igreja, que amamos e somos amados e no entanto, no primeiro problema com alguém, distanciamos de Cristo e julgamos, afastamos e causamos barreiras deste com os outros. Infelizmente é que continuamos os mesmos achando que, mesmo com estes problemas, estamos bem com Deus e queremos ir fazer Sua obra nas cadeias, nas ruas, nos lares. Desculpe-nos, mas que hipocrisia! Como queremos unir pessoas fora da igreja se não demonstramos amor a quem está próximo?

Jesus deu alguns conselhos práticos:

“Portanto, se você estiver apresentando sua oferta diante do altar e ali se lembrar de que seu irmão tem algo contra você, deixe sua oferta ali, diante do altar, e vá primeiro reconciliar-se com seu irmão; depois volte e apresente sua oferta.” Mateus 5:23-24

“Se o seu irmão pecar contra você, vá e, a sós com ele, mostre-lhe o erro. Se ele o ouvir, você ganhou seu irmão. Mas se ele não o ouvir, leve consigo mais um ou dois outros, de modo que ‘qualquer acusação seja confirmada pelo depoimento de duas ou três testemunhas’. Se ele se recusar a ouvi-los, conte à igreja; e se ele se recusar a ouvir também a igreja, trate-o como pagão ou publicano.” Mateus 18:15-17

É simples assim. Foi Jesus quem ensinou. Diferente desta prática, é obra do maligno.

“Não permitas que teu ressentimento redunde em maldade. Não consintas que a ferida supure abrindo-se em termos impertinentes, que venham a deixar uma nódoa no espírito dos que te ouvem. Não admitas que persistam no teu espírito e no seu, pensamentos amargos. Vai ter com teu irmão e em humildade e sinceridade resolve com ele o problema.” Obreiros Evangélicos, pág. 499 – Lição E. S. 3° Trim. 2013, pág. 85 – Lição de Aluno, pág. ???? – Lição de Professor

“É verdade que há uma indignação justificável, mesmo nos seguidores de Cristo. Quando vêem que Deus é desonrado, e Seu serviço exposto ao descrédito; quando vêem o inocente opresso, uma justa indignação agita a alma. Tal ira, nascida da sensibilidade moral, não é pecado. Mas os que, a qualquer suposta provocação, se sentem em liberdade de condescender com a zanga ou o ressentimento, estão abrindo o coração a Satanás. Amargura e animosidade devem ser banidas da alma, se queremos estar em harmonia com o Céu.” O Desejado de todas as Nações, pág. 310

Convidamos ao irmão que reveja sua vida. A harmonia com o caráter de Cristo deve ser nosso propósito de vida e nEle não havia nada que o fizesse promover dissensões ou atritos. Jesus é nosso padrão de vida, nosso exemplo perfeito e devemos focar nEle nosso crescimento para a santificação. Busquemos o verdadeiro reavivamento. 

“Os grandes reavivamentos espirituais  do passado promoveram a cura nos relacionamentos. O Espírito Santo aproxima as pessoas de Deus e umas das outras. Quebram barreiras em nosso relacionamento com Deus e com nossos semelhantes. Em resumo, a maior demonstração do poder do evangelho não é necessariamente o que a igreja diz, mas como ela vive. “Nisto conhecerão todos que sois Meus discípulos: se tiverdes amor uns aos outros” (Jo 13:35). Sem esse amor, toda a nossa conversa sobre reavivamento e reforma não significará nada.” Lição E. S. 3° Trim. 2013, pág. 80 – Lição de Aluno, pág. ???? – Lição de Professor

Ajude-nos Senhor a responder à sua vontade. Que seja louvado o Seu Nome em nosso viver diário.

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