Suposições e críticas infundadas

É triste constatar que surge algumas suposições ou críticas infundadas feitas por aqueles que não acreditam que Cristo tenha assumido nossa natureza caída e que também não acreditam na possibilidade de plena libertação do pecado. Veremos a seguir suposições e críticas feitas por Norman R. Gulley, Pr.Amin A. Rodor e Woodrow W. Whidden .

“Isso também significa que se Jesus veio com uma natureza pecaminosa, mas resistiu, então talvez alguém mais possa fazer o mesmo, e que essa pessoa não necessita de Jesus para salvá-la”. Tocado Por Nossos Sentimentos, p. 216

“Perfeccionistas, que por causa de sua compreensão superficial de pecado, facilmente se sentem ‘triunfantes e vitoriosos’. Cometem o engano de se julgarem espiritualmente superiores, vítimas da síndrome do ‘já alcancei’. Concluem que, em algum momento, alcançarão um estágio de impecaminosidade absoluta e serão tão santos que não mais precisarão de Cristo”. Pr.Amin A. Rodor, MM  2014, Encontros Com Deus, p. 160

“Perfeccionismo é cristianismo enfermo, baseado em desempenho humano e na fixação do ‘eu’ e da justiça própria […] Na prática, tal ideia de santificação, baseada em atos do comportamento, toma lugar de Cristo”. Pr. Almin A. Rodor, Nem mesmo o céu nos fará perfeitos, Livro EU COSTUMAVA SER PERFEITO, de George Knight.

“Ademais, a implicação mais apelativa para se ignorar esse aspecto do pensamento de Ellen White é a maneira como os intérpretes da teoria ‘pós queda’ parecem sempre estar querendo diminuir a importância da justificação. Notamos uma incômoda tendência de fazer ruir a justificação em favor da santificação, o que faz dos frutos da obediência santificada uma parte da fundação ou base meritória da nossa aceitação perante Deus (ver troca de ideias com Kevim Paulson no capítulo 11)  Woodrow W. Whidden, livro Ellen White e a Humanidade de Cristo, p. 96. Detalhe, se é verdade que essa crítica ou acusação feita por Woodrow W. Whidden.se aplica aos ensinamentos de Kevim Paulson pergunto: É correto estender essa crítica ou acusação a todos que acreditam que Cristo veio com nossa natureza caída? É correto estender essa crítica ou acusação a todos que acreditam ser possível a plena libertação do pecado? Infelizmente é exatamente isso que é feito!

“Ou eles seriam tentados a se considerar muito elevados (a vala da autojustificação) ou acabariam num estado de ansiedade que resulta de uma constante observação de si mesmo para ver se o desempenho subjetivo próprio é suficiente bom para merecer a salvação (a vala do desespero). Woodrow W. Whidden, livro Ellen White e a Humanidade de Cristo, p. 97.

Sinceramente, é bastante frustrante ver esses tipos de suposições ou críticas, seria bom que eles dessem referências comprovando que existe realmente pessoas se sentindo superiores aos demais, alguém que acredita em um estado de santidade onde não precise mais de Cristo, alguém que deixa claro acreditar em legalismo, salvação pelas obras. Hoje infelizmente o que percebemos, é que basta você acreditar na possiblidade de plena libertação do pecado para ser criticado e receber o rótulo de arrogante, exaltado, acusador, separatista, herege, perfeccionista, legalista, defensor da “carne santa” e outros mais. Não é correto generalizar, no mínimo deve ser lembrado a possibilidade de exceções.

Jesus “nasceu da descendência de Davi segundo a carne”, Romanos 1:3 Mas somente Jesus nasceu também do Espírito como Filho de Deus. Lucas 1:35. Por isso Jesus venceu, venceu por ter nascido do Espírito e ter vivido em plena comunhão como o Pai.

Toda humanidade nasce apenas da “carne” como “filhos da ira”. Ef. 2:3

Como nascidos da carne não existe realmente a possibilidade de vencer o pecado. Como nascidos com uma natureza corrompida, depravada não podemos vencer o pecado sem o poder de Deus atuando em nossa vida, nos perdoando e nos transformando.

Entendendo a realidade do nosso nascimento entendemos melhor o porquê de Jesus mencionar a necessidade de um novo nascimento, João 3.

Jesus nasceu com nossa natureza caída, MAS NÃO CORROMPIDA, provando assim que nossa natureza caída não é desculpa para continuarmos vivendo corrompidos pelo pecado. Cristo tomou nossa natureza e venceu para que existisse a possibilidade, de nos tornar participantes de Sua natureza, “participantes da natureza divina” e pelo poder de Deus sermos libertados da “corrupção, que pela concupiscência há no mundo”

“O que é nascido da carne é carne, e o que é nascido do Espírito é espírito” .João 3:6

“Pelas quais ele nos tem dado grandíssimas e preciosas promessas, para que por elas fiqueis participantes da natureza divina, havendo escapado da corrupção, que pela concupiscência há no mundo” .2 Pedro 1:4

É exatamente essa possibilidade que veremos a seguir, a possibilidade de que, pelo poder de Deus nossa natureza caída e corrompida seja transformada para natureza ainda caída, mas não mais corrompida.

Observação, não se trata de carne santa, glorificação antes da hora ou coisa parecida, até a volta de Jesus continuaremos com a natureza caída e, portanto, susceptíveis ao pecado, caso nos afastemos de Deus e Ele não esteja mais nos fortalecendo e nos protegendo, voltaremos a viver como escravos do pecado.

SANTIFICAÇÃO, HOMENS COM NATUREZA CAÍDA NÃO MAIS CORROMPIDA

Precisamos compreender e aceitar essa terceira opção. Natureza caída, enfraquecida, mas não corrompida. Sem propensões para o pecado. Entender que Cristo provou ser possível que mesmo em nossa natureza caída podemos ser libertados de toda contaminação do pecado. Permitir então que Deus efetue essa maravilhosa obra em nós, para honra e glória do nosso maravilhoso Deus!

      “Precisamos compreender que pele fé em Cristo é nosso privilégio ser participante da natureza divina e livrar-nos da corrupção das paixões que há no mundo. Então somos purificados de todo pecado, de todos os defeitos de caráter. Não precisamos reter nenhuma propensão pecaminosa”. Comentários de Ellen G. White, SDABC, vol. 7, p. 943; Lição da Escola Sabatina, 2° Trim., 1990, p.50

“A vida cristã não é uma modificação ou melhoramento da antiga, mas uma transformação da natureza. Tem lugar a morte do eu e do pecado, e uma vida toda nova. Essa mudança só se pode efetuar mediante a eficaz operação do Espírito Santo”. O Desejado De Todas As Nações, p. 172

“Ao participarmos da natureza divina, são ELIMINADAS DO CARÁTER as tendências hereditárias e cultivadas para o mal, e tornamo-nos um vivo poder para bem”. Cuidado De Deus, p. 366.

“O novo nascimento consiste em ter novos motivos, novos gostos, novas tendências. Os que são gerados para uma nova vida, pelo Espírito Santo, tornam-se participantes da natureza divina, e em todos os seus hábitos e práticas evidenciarão sua ligação com Cristo. […]” MM EXALTAI-O 1992 P. 124

“Uma obra real é operada pelo Espírito Santo no caráter humano, e seus frutos são visíveis; como a árvore boa produz bons frutos, assim a árvore que realmente está plantada no jardim do Senhor produzirá bom fruto para a vida eterna. Pecados habituais são vencidos; na mente não são acolhidos maus pensamentos; maus hábitos são expelidos do templo da alma. As tendências que foram influenciadas numa direção errada, voltam-se para a direção certa. Disposições e sentimentos errados são desarraigados. Santo temperamento e emoções santificadas são agora o fruto produzido na árvore cristã. Ocorreu uma transformação completa. Esta é a obra que deve ser efetuada”. (Elder E. P. Daniels and the Fresno Church, págs. 8 e 9). MM, E RECEBEREIS PODER 1999, P. 50

        A humanidade perfeita de Cristo é a mesma que o homem pode ter através da conexão com Cristo. Como Deus, Cristo não poderia ser tentado mais do que não foi tentado por Sua fidelidade no céu. Mas como Cristo Se humilhou à natureza do homem, Ele poderia ser tentado. Ele não tinha assumido nem mesmo a natureza dos anjos, mas a humanidade, perfeitamente idêntica à nossa própria natureza, exceto sem a mancha do pecado”. Ms  57-1890.8

https://m.egwwritings.org/en/book/5252.2000001

POSSÍVEL PROTESTO

         Sei que alguém agora pode protestar e perguntar. E quanto ao fato de Cristo ter aceitado os “os resultados da operação da grande lei da hereditariedade”. Após a raça humana ter “sido enfraquecida por quatro mil anos de pecado”.

“Teria sido uma quase infinita humilhação para o Filho de Deus, revestir-Se da natureza humana mesmo quando Adão permanecia em seu estado de inocência, no Éden. Mas Jesus aceitou a humanidade quando a raça havia sido enfraquecida por quatro mil anos de pecado. Como qualquer filho de Adão, aceitou os resultados da operação da grande lei da hereditariedade. O que estes resultados foram, manifesta-se na história de Seus ancestrais terrestres. Veio com essa hereditariedade para partilhar de nossas dores e tentações, e dar-nos o exemplo de uma vida impecável”. O Desejado De Todas As Nações, p. 49.

Primeiramente bom entendermos que a “grande lei da hereditariedade”, afetou Jesus fazendo com que Ele fosse “tentado por Satanás de maneira centenas de vezes mais severa do que Adão o fora, e sob circunstâncias, em todos os aspectos, mais probantes”.

Precisamos sempre destacar uma afirmação que é feita por teólogos adventistas que eu concordo plenamente. “Cristo foi afetado, mas não infectado ou contaminado”.

“Cristo tinha uma natureza humana com uma capacidade menor (Ele foi afetado pelo pecado), contudo uma capacidade que não fora infectada por tendências ou propensões naturais para o pecado”. Woodrow W. Whidden, Ellen White e a Humanidade de Cristo, p. 42

“Cristo foi tentado por Satanás de maneira centenas de vezes mais severa do que Adão o fora, e sob circunstâncias, em todos os aspectos, mais probantes”. Ellen White e a Humanidade de Cristo p. 183-184

SUSCEPTIBILIDADES      

  Cristo foi “afetado” pelo pecado no sentido de Ele ter tido “todas as nossas SUSCEPTIBILIDADESpara pecar, mas não foi“infectado”, contaminado ou corrompido pelo pecado como nós somos. Cristo nunca teve propensões, inclinações ou tendências para pecar, Cristo nunca pecou com desejos e sentimentos voltados para o mal e é claro, nunca também através de atos.

        Resposta; Cristo assumiu sobre Si a lei da hereditariedade após a raça humana ter se enfraquecido por quatro mil anos de pecado, e isso fez com que Ele tivesse todas as nossas SUSCEPTIBILIDADES. De certa forma essa humanidade degradada que Ele assumiu exerceu sobre Ele uma força negativa imensurável, mas em momento nenhum Ele foi corrompido ou contaminado pelo pecado. Precisamos entender que SUSCEPTÍVEL ao pecado não é o mesmo que contaminado ou corrompido pelo pecado. É isso que veremos a seguir.

Susceptibilidades

“Suscetível indica a probabilidade de acontecer alguma coisa”

“Que possui uma maior probabilidade de contrair certas doenças”.

Sinônimos: melindrosopassívelsensívelsujeito vulnerável

Ser susceptível indica que existe uma maior probabilidade de contrair uma determinada doença, de acontecer alguma coisa. Podemos dizer também, estar sujeito, ser vulnerável a uma determinada doença.

Cristo assumiu a humanidade “com as mesmas susceptibilidades” físicas e mentais que possuímos, ou seja, Cristo assumiu nossa natureza tendo grande possibilidade de contrair a doença chamada pecado. É nesse sentido que podemos afirmar que Cristo foi “afetado” pelo pecado, possiblidade de pecar, suscetível ao pecado, mas nunca “infectado”, contaminado ou corrompido pelo pecado. Cristo nunca teve propensões, inclinações ou tendências para pecar, nunca teve defeito de caráter, nunca pecou através de desejos ou pensamentos, e é claro, nunca pecou através de atos.

Mesmo Cristo tendo assumido a humanidade com todas as susceptibilidades que possuímos, Ele nunca foi contaminado pela doença chamada pecado provando assim a possibilidade de que, pela graça de Deus, sejamos “curados” dessa doença, possamos também passar a viver completamente livres da escravidão do pecado mesmo estando ainda com nossa natureza atual.

“Tive a liberdade e poder para apresentar Jesus, que tomou sobre Si as fraquezas e levou a dor e as tristezas da humanidade, vencendo em nosso favor. Ele foi feito à semelhança de Seus irmãos, com as mesmas susceptibilidades físicas e mentais. Assim como nós, em tudo Ele foi tentado, mas sem pecar; e Ele sabe como socorrer aqueles que são tentados. Estais oprimidos e perplexos? Assim esteve Jesus. Sentis a necessidade de encorajamento? Assim sentia Jesus. Da maneira como vos tenta Satanás, assim tentava ele a majestade do céu”. -RH, 10/02/1885. Ellen White e a Humanidade de Cristo, p. 152.

Para esclarecer mais ainda essa questão veremos um outro texto do Espírito de profecia que confirma como Cristo foi afetado, mas não contaminado.

Contingências

Algumas pessoas entendem esse texto da seguinte forma: “Todas as contingências da humanidade”. “Todas as tendências para o mal que a humanidade tem”.

“Nosso Salvador Se revestiu da humanidade com todas as contingências da mesma. Tomou a natureza do homem com a possibilidade de ceder à tentação. Não temos que suportar coisa nenhuma que Ele não tenha sofrido. O Desejado de Todas as Nações, p. 117.

Contingência

Con-tin-gên-ci-a

Sf

  1. Caráter do que é contingente.
  • Possibilidade de que alguma coisa aconteça ou não.

Sinônimos de Contingência

Contingência é sinônimo de: acasocasualidadeeventualidadepossibilidadeprobabilidade

 Note que a forma correta de entendermos esse texto é: “Nosso Salvador Se revestiu da humanidade com todas as possibilidades ou probabilidades da mesma.

Pensamento de Woodrow W. Whidden autor do livro Ellen White e a Humanidade de Cristo que eu concordo plenamente.

“Em realidade, Cristo uniu a natureza ofensora do homem com Sua própria natureza sem pecado, pois através desse ato de condescendência, Ele seria capacitado a verter o Seu sangue em favor da raça caída” […].

Essa expressão um tanto incomum – ‘natureza ofensora do homem’ – parece ser, nesse contexto, equivalente a ‘raça caída’. Com a expressão ‘natureza ofensora’ não seria possível que ela tivesse em mente uma natureza que estivesse pecando ativamente, por estar (seja o que ela quisesse dizer com ‘natureza ofensora’) unida a ‘Sua própria natureza sem pecado’. A expressão podia se referir a uma natureza que tinha a possibilidade de cometer ‘ofensas’. O significado preciso do que esta expressão indicava é menos claro do que aquilo que ela não indicava”. Ellen White e a Humanidade de Cristo, p.69

POSSIBILIDADES

“Cristo veio ao mundo como homem, a fim de provar para os anjos e para os homens que o homem pode ser vitorioso, para que, em toda emergência, ele saiba que os poderes do Céu estão prontos para ajudá-lo. Nosso Salvador tomou a natureza do homem com todas as suas possibilidades”. Ellen White e a Humanidade de Cristo, p. 196

 “Cristo veio ao mundo como homem, a fim de provar para os anjos e para os homens que o homem pode ser vitorioso, para que, em toda emergência, ele saiba que os poderes do Céu estão prontos para ajudá-lo. Nosso Salvador tomou a natureza do homem com todas as suas possibilidades”. Ellen White e a Humanidade de Cristo, p. 196

           “Sujeito”

“Ele era sujeito às fragilidades da humanidade”. ST, 22/04/1897; Ellen White e a Humanidade de Cristo, p. 180.

Cristo era “sujeito às fragilidades da humanidade”, mas nunca foi dominado por elas”.

“Tomando sobre Si a natureza humana em seu estado decaído, Cristo não participou, no mínimo que fosse, do seu pecado. Era sujeito às debilidades e fraquezas que atribulam o homem, para que se cumprisse o que fora dito pelo profeta Isaías, que diz: Ele tomou sobre Si as nossas enfermidades, e levou as nossas doenças”. Mat. 8:17. Ele foi tocado com a sensação de nossas fraquezas, e em tudo foi tentado como nós. E todavia não conheceu pecado. Era o Cordeiro “imaculado e incontaminado”. Mensagens Escolhidas, vol. 1, p. 256

“Ele era sujeito às fragilidades da humanidade”. – ST, 22/04/ 1897; Ellen White e a Humanidade de Cristo, p, 180

“Ele esteve sujeito às desvantagens a que está sujeita a natureza humana. Respirou o ar do mesmo mundo que nós respiramos. Permaneceu e viajou no mesmo mundo em que habitamos, o qual, segundo as provas concretas que temos, não era mais adequado à graça e à justiça do que é hoje”. Mensagens Escolhidas, vol. 3, p. 130

Alguém pode argumentar: “A natureza de Adão antes do pecado também estava sujeita ao pecado”.

Sim estava, a questão é que a natureza que Cristo assumiu, estava muito mais sujeita ao pecado. Prova disso é o fato de Jesus precisar estar sempre em guarda para não cair nas armadilhas do inimigo.

“A vida de Jesus estava em harmonia com Deus. Enquanto criança, pensava e falava como criança; mas nenhum traço de pecado desfigurava nEle a imagem divina. Não ficou, no entanto, isento de tentação […] Era-Lhe necessário estar sempre em guarda, a fim de conservar Sua pureza”. DTN, p. 71

Prova disso também é o fato de Jesus manter constante comunhão com o Pai através da oração, vejam que Jesus um dos motivos para se manter em oração, “para não cair em tentação”.

““[Jesus] Saiu então e foi, como de costume, para o Monte das Oliveiras. E os discípulos seguiram também com Ele. Quando chegou ao local, disse-lhes: «Orai, para que não entreis em tentação”. Lucas 22: 39 -40

“Não, meus filhos, nunca podereis ser tentados de maneira tão determinada e cruel como foi o nosso Salvador. Satanás estava nos Seus caminhos a todo instante. A força de Cristo estava na oração. Ele tomou a humanidade, carregou nossas fraquezas e tornou-Se pecado por nós”. ME, vol. 3, p.13

Vocês conhecem algum relato que afirma que Adão precisava estar sempre em guarda e em constante oração para não cair em tentação? Por outro lado, veremos no texto do Espírito de profecia que relata com o pecado, a natureza ficara depravada” e com isso “haviam diminuído sua força para resistir ao mal”, “e agora, em estado de culpa consciente, teriam menos poder para manter sua integridade”.

“O pecado de nossos primeiros pais acarretou a culpa e a tristeza sobre o mundo, e se não fora a bondade e misericórdia de Deus, teria mergulhado a raça humana em irremedável desepero […]. Declarou-se-lhes, porém, que sua natureza ficara depravada pelo pecado; haviam diminuído sua força para resistir ao mal, e aberto o caminho para Satanás ganhar mais fácil acesso a eles. Em sua inocência tinham cedido à tentação; e agora, em estado de culpa consciente, teriam menos poder para manter sua integridade”. PP, p. 61; Ellen White e a Humanidade de Cristo, p. 134

Após vermos no Espírito de profecia que a natureza humana de Cristo era susceptível, estava sujeita a ter propensões pecaminosas, e que a natureza que Cristo assumiu, teria menos poder para resistir ao mal, entendemos melhor o porquê dos relatos de Jesus orando e ter vivido sempre em comunhão com Deus, “buscando do Pai novas provisões de força a fim de sair revigorado, fortalecido para o dever e a provação”.

“Num daqueles dias, Jesus saiu para o monte a fim de orar, e passou a noite orando a Deus”. Lucas 6:12

“Mas nosso Salvador recorria a Seu Pai celestial em busca de sabedoria e força para resistir ao tentador e vencê-lo.”. The Youth’sInstructor, fevereiro de 1873; ME, vol. 3, p. 133 e 134.

“Nosso Salvador identifica-Se com nossas necessidades e fraquezas no fato de haver-Se tornado um suplicante, um solicitante de todas as noites, buscando do Pai novas provisões de força a fim de sair revigorado, fortalecido para o dever e a provação. Ele é nosso exemplo em tudo”. Ellen White e a Humanidade de Cristo, p. 141

Que Jesus Cristo seja para todo o sempre louvado, por ter assumido a natureza humana com todas susceptibilidades, com todas as possibilidades de ser corrompido ou contaminado pelo pecado, mas mesmo assim não ter sido de forma alguma, jamais contaminado pelo pecado.

IMPORTANTE NCONSIDERAÇÃO

“Devemos ser capazes de apresentar a Deus uma oferta de gratidão contínua pelo Seu maravilhoso amor. Jesus pode ser tocado com o sentimento das nossas fraquezas. Ao enfrentarmos tristezas, problemas e tentações, não precisamos pensar que ninguém sabe, ninguém compreende. Oh, não! Jesus trilhou cada passo do caminho antes de vocês mesmos, e Ele conhece inteiramente”. 11/10/1889; Ellen White e a Humanidade de Cristo, p.157

“Ele veio para salvar pecadores, portanto, precisava assumir a carne de pecadores […] Ele tinha todas as fraquezas da carne que nós temos. A carne que Ele Se revestiu possuía todos os desejos que nossa própria carne tem”. Tocado por Nossos Sentimentos p. 112

O livro onde encontramos a afirmação de que a carne que Cristo Se revestiu “possuía todos os desejos que nossa própria carne tem” e que também Cristo “tinha todas as fraquezas da carne que nós temos”. Tem como título, “Tocado por Nossos Sentimentos”. Acredito não ser difícil concluir que, com esse título, o autor Jean R. Zurcher pretende afirmar que Cristo possuiu todos os tipos de sentimentos que os descendentes de Adão sentem. Mas vejam a seguir o que nos revela o Espírito de profecia.

 Vejam que o Espírito de profecia afirma que Cristo “pode ser tocado com o sentimento das nossas fraquezas”, e não que foi “tocado por nossos sentimentos”. Vejo aí uma grande diferença, diferença entre, “pode ser tocado” e “Tocado por nossos sentimentos”.

Entendo que o “pode ser tocado” é no sentido de susceptibilidade, possibilidade estar sujeito. E isso deu a Cristo o conhecimento de nossas lutas e aflições, mas Cristo nunca, nunca mesmo, teve um sentimento ou desejo corrompido. Cristo foi sempre puro e incontaminado.

“Ele sofreu ao ser tentado, e sofreu proporcionalmente à perfeição de Sua santidade. Mas o príncipe das trevas não achou nada nEle; nem sequer um simples PENSAMENTO OU SENTIMENTO respondeu à tentação”. Ellen White e a Humanidade de Cristo p. 152

“Não Se contaminava com a corrupção, era um estranho ao pecado, e contudo orava, e isso muitas vezes com forte clamor e lágrimas. Ele orava por Seus discípulos e por Si mesmo, assim Se identificando com nossas necessidades, com nossas fraquezas e falhas, tão comuns à humanidade”. Ellen White e a Humanidade de Cristo, p. 140.

“Cristo, o Redentor do mundo, não estava situado onde as influências que O cercavam eram as mais apropriadas para preservar uma vida de pureza e moral imaculada; contudo, Ele não foi contaminado”. Ellen White e a Humanidade de Cristo, p. 143.

“Mas Jesus, vindo habitar na humanidade, não recebe nenhuma contaminação. Sua presença tem virtude que cura o pecador”. DTN, p. 266.

“Em Sua vivência, Jesus de Nazaré diferia de todos os outros homens. Sua vida inteira era caracterizada por desinteressada beneficência e pela beleza da santidade. No Seu íntimo dominava o mais puro amor, livre de toda mancha de egoísmo e pecado. Sua vida era perfeitamente equilibrada. Ele é o único verdadeiro modelo de bondade e perfeição”. Mente Caráter e Personalidade, vol. 1, p. 182

“Que cena esta, para ser contemplada pelo Céu! Cristo, que não conhecia o mínimo vestígio de pecado ou contaminação, tomar nossa natureza em seu estado deteriorado”. Ellen White e a Humanidade de Cristo, p. 184.

“Tomando sobre Si a natureza humana em seu estado decaído, Cristo não participou, no mínimo que fosse, do seu pecado. Era sujeito às debilidades e fraquezas que atribulam o homem, para que se cumprisse o que fora dito pelo profeta Isaías, que diz: Ele tomou sobre Si as nossas enfermidades, e levou as nossas doenças”. Mat. 8:17. Ele foi tocado com a sensação de nossas fraquezas, e em tudo foi tentado como nós. E todavia, não conheceu pecado. Era o Cordeiro ‘imaculado e incontaminado’”. ME vol. 1, p. 256.

Vimos que Cristo assumiu nossa natureza “com as mesmas susceptibilidades físicas e mentais” que possuímos. Vimos também que Ele “era sujeito às fragilidades da humanidade”. Tomou a humanidade com todas as “contingências da mesma”, mesmo assim Cristo nunca foi contaminado pelo pecado. Isso prova que nossas susceptibilidades e nossas fragilidades não são desculpas para vivermos mergulhados na lama do pecado. Podemos sim, viver como Cristo viveu se buscarmos ter uma comunhão verdadeira com o Pai como Cristo sempre teve. Definitivamente não podemos esperar a glorificação para sermos plenamente libertados da escravidão do pecado. Precisamos entender que a mudança que ocorrerá na glorificação, será para aqueles que foram purificados, plenamente purificados, apesar de ainda estarem sujeitos ou susceptíveis a cometer pecados. Após a glorificação essas susceptibilidades para cometer pecados, não mais existiram na vida dos salvos.

No texto a seguir descreve claramente a condição de vida dos salvos após a glorificação:

“Nenhuma árvore da ciência do bem e do mal oferecerá oportunidade para a tentação. Não haverá ali tentador, nem possibilidade para o mal. Todos os caracteres resistiram à prova do mal, e nenhum será jamais susceptível ao seu poder”. Educação, p. 302

Na bíblia vemos o apóstolo Paulo descrever essa transformação da seguinte forma:

 “Pois é necessário que aquilo que é corruptível se revista de incorruptibilidade, e aquilo que é mortal se revista de imortalidade. Quando, porém, o que é corruptível se revestir de incorruptibilidade e o que é mortal de imortalidade, então se cumprirá a palavra que está escrita: ‘A morte foi destruída pela vitória’”. 1 Coríntios 15: 53-54

CORRUPTÍVEL NÃO CORROMPIDO

Entendo que precisamos saber a diferença entre CORRUPTÍVEL para CORROMPIDO. Corruptível é diferente de corrompido assim como quebrável é diferente de quebrado, e também como rasgável é diferente de rasgado. Na glorificação segundo o que nos revela a palavra de Deus, os que herdarão a INCORRUPTIBILIDADE serão os CORRUPTÍVEIS e não aqueles que ainda estiverem CORROMPIDOS.

Infelizmente parece haver muitos entre nós que ainda acreditam que na volta de Jesus haverá aperfeiçoamento de caráter e que somente nessa ocasião haverá plena libertação do pecado. Homens ainda CORROMPIDOS pelo pecado sendo transformados em homens incorruptíveis.

Aqueles que adiam seu preparo não poderão obtê-lo no tempo de angústia, ou em qualquer momento posterior. O caso de todos esses não têm solução”.  Edição condensada 2013, O Grande Conflito, p. 265

“Jesus não altera o caráter em Sua vinda. A obra de transformação tem que ser efetuada agora”. Eventos Finais, p. 295

        “Cristo veio para ser nosso exemplo e nos revelar que podemos ser participantes da natureza divina. Como? – Tendo escapado da corrupção que pela concupiscência há no mundo. Satanás não alcançou a vitória sobre Cristo. Não pôs o pé sobre a alma do Redentor. Não atingiu a cabeça, se bem que tenha ferido o calcanhar. Cristo, por Seu exemplo, tornou evidente que o homem pode permanecer íntegro. É possível aos homens ter poder para resistir ao mal – poder que nem a Terra nem a morte nem o inferno conseguem dominar; poder que os colocará onde alcancem vencer, como Cristo venceu. Neles pode combinar-se a divindade e a humanidade”. ME, vol. 1, p.409.

  “Cristo tomou a humanidade e suportou o ódio do mundo para que pudesse revelar a homens e mulheres que estes poderiam viver sem pecado, que suas palavras, atos, seu espírito, poderiam ser santificados para Deus. Podemos ser cristãos perfeitos se manifestarmos esse poder em nossa vida. Quando a luz do Céu repousar sobre nós continuamente, representaremos a Cristo. Foi a justiça revelada em Sua vida que O distinguiu do mundo e despertou seu ódio. […] As palavras de Cristo são ditas para Seu povo em todas as épocas – para nós sobre quem o fim dos séculos é chegado. Manuscrito 97, 1909”. Olhando Para o Alto, 1983, p. 297.

Desperta professo povo de Deus!

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