APENAS NO ASPECTO FÍSICO?

O QUE A MAIORIA ACREDITA

Muitos teólogos adventistas têm afirmado que Jesus veio ao nosso mundo com a natureza de Adão depois da queda, mas isso apenas no aspecto físico, já no aspecto espiritual Ele tinha a natureza de Adão antes da queda, antes do pecado. A seguir um texto do livro, Ellen White e a Humanidade de Cristo onde o autor Woodrow W. Whidden defende esse pensamento.

“Ellen White foi clara ao mencionar que Ele tomou a ‘nossa natureza pecaminosa’ (SDABC, vol. 7, p. 453), mas somente no sentido de uma capacidade diminuída resultante do princípio da hereditariedade física”. Ellen White e a Humanidade de Cristo, p. 93

Textos importantes dos livros Ellen White e a Humanidade de Cristo e Nisto Cremos.

“É bem claro que Ellen White abeverou-se de um dos sermões de Melvill, intitulado ‘A Humilhação do Homem Cristo Jesus’, ao preparar um artigo cujo título era ‘Cristo, o exemplo do Homem’ (RH, 05/07/ 1887). Não causa surpresa que esse sermão discuta a humanidade de Cristo. Eric Webster nos dá um sumário final muito útil da utilização de Melvill: ‘Para Melvill, existem duas consequências primárias da queda: (1) ‘fraquezas inocentes’ e ‘propensões pecaminosas’. ‘Antes da transgressão, a humanidade de Adão estava livre de ambas, e com ambas ela foi dotada depois da transgressão’ (Melvil, p. 47). Por ‘fraquezas inocentes, Melvill entende características tais como fome, dor, fraqueza, tristeza e morte. ‘Existem consequências pela culpa que são perfeitamente inculpáveis. O pecado introduziu a dor, mas a própria dor não é pecado’ (ibidem). Por ‘propensões pecaminosas’ Melvill se refere a tendência, ou inclinação, para pecar. ‘No seu resumo da discussão, Melvill deixa claro que, em sua visão, Adão não tinha nem ‘fraquezas inocentes’ nem ‘ propensões pecaminosas’; nós nascemos com ambas, e Cristo levou a primeira, mas não a segunda’ (p. 127 e 128). Melvill diz claramente que Cristo teve uma humanidade que ‘não era inclinada a transgredir’ (citado em Wbster, p. 128). Tim Poirier ‘sugeriu que embora Ellen White não tenha citado as palavras [de Melvill] (tais como ‘fraquezas inocentes’, ‘propensões pecaminosas’ ‘inclinada a ofensas’), os sentimentos de Melvill poderiam muito bem refletir as próprias convicções de Ellen White’ (ibidem; ver Poirier). ‘É sugerido que o aparente conflito encontrado nas declarações de Ellen White sobre a humanidade de Cristo pode ser resolvido no contexto da discussão de Melvill. Poderia ser que, quando Ellen White declara que Cristo tomou sobre Si ‘a natureza caída e pecaminosa’ do homem, ela estivesse pensando naquelas ‘fraquezas inocentes’ que trouxeram Cristo ao nível do homem, e que quando ela fala de impecabilidade da humanidade de Cristo ela estivesse pensando no fato de que Cristo não possuía ‘propensões pecaminosas’?” (Webster, p. 128 e 129)”, Woodrow W. Whidden, Ellen White e a Humanidade de Cristo, p. 62 e 63

Uma forma de afirmar que Cristo tenha assumido uma natureza caída apenas no aspecto físico é afirmar que Ellen White “abeverou-se de um dos sermões de Melvill”. (Henry Melvill). Segundo Woodrow W. Whidden e pessoas citadas por ele nesse texto, quando Ellen White mencionava natureza caída e pecaminosa ela estava se referindo a uma natureza afetada apenas em aspectos físicos tais como, “fome, dor, fraqueza, tristeza e morte” “Fraquezas inocentes”.

Interessante esse tipo de afirmação, “‘fraquezas inocentes’ que trouxeram Cristo ao nível do homem”. Será mesmo que Cristo assumindo uma natureza afetada apenas por “fraquezas inocentes”, tais como “fome, dor, fraqueza, tristeza e morte” O traria até o nosso nível? A resposta é um expressivo NÃO! É bem claro, veremos nesse estudo, que Cristo assumiu nossa natureza enfraquecida em todos os aspectos, embora Ele não tenha sido afetado por essas fraquezas, porque sempre foi fortalecido pelo Pai para não ser corrompido ou contaminado pelo pecado.

Vamos agora para um outro texto, agora no livro Nisto Cremos.

“Portanto, ‘a humanidade de Cristo não foi a humanidade de Adão, ou seja, a humanidade do pai da raça antes da queda; tampouco foi a humanidade decaída, isto é, em todos os aspectos a humanidade de Adão após a queda. Não era a humanidade adâmica em virtude de possuir as inocentes fraquezas dos caídos. Não era a natureza caída porque Ele jamais caiu em impureza moral. Sua natureza era, portanto, mais apropriadamente a nossa humanidade, porém sem pecado”. 15 Nisto Cremos, p. 61

15 Henry Melvill, em Sermons by Henry Melvill, B. D., EDIÇÃO DE C. P. Mcllvaine (Nova York: Stanford and Swords, 1844), p. 47. Com a expressão ‘inocentes fraquezas’ ele quer se referir à fome, dor, tristeza, etc. Ele identificou essa forma de ver a natureza pré e pós- queda (aplicada a Cristo) como ‘a doutrina ortodoxa’ (ibid.)”. Nisto Cremos, p. 75

“Tim Poirier sugeriu que embora […]”, “os sentimentos de Melvill poderiam muito bem refletir as próprias convicções de Ellen White’ […]”, “‘É sugerido que o aparente conflito encontrado nas declarações de Ellen White […], “Poderia ser que, quando Ellen White declara que Cristo tomou sobre Si ‘a natureza caída e pecaminosa’ […]. Essas partes do texto do livro Ellen White e a Humanidade de Cristo deixam claro que o citado sermão de Melvill é uma possibilidade, uma hipótese, de como entender o aparente conflito nas declarações de Ellen White sobre a humanidade de Cristo.

Já no livro Nisto Cremos parte do sermão do Melvill foi colocado não como uma possível explicação ou uma hipótese, mas sim como uma confirmada explicação da questão, humanidade de Cristo.

Triste ver no livro Nisto Cremos parte do Sermão de Melvill, como sendo fato consumado, parte desse sermão ser uma revelação sobre a humanidade de Cristo. A maioria vai ler a citação da página 61 sem se dar conta, que se trata de uma explicação do ministro anglicano, Henry Melvill.

Por essa e por outras, acredito que o mais correto seria que o livro Nisto Cremos deveria ter como título, “O Que a Maioria Acredita”. Iremos nesse trabalho analisar questões importantíssimas sobre essa crença de Cristo ter assumido uma natureza afetada apenas no aspecto físico.

Características de Adão e Eva antes do pecado

 “O homem deveria ter a imagem de Deus, tanto na aparência exterior como no caráter. Cristo somente é a “expressa imagem” do Pai (Heb. 1:3); mas o homem foi formado à semelhança de Deus. Sua natureza estava em harmonia com a vontade de Deus. A mente era capaz de compreender as coisas divinas. As afeições eram puras; os apetites e paixões estavam sob o domínio da razão. Ele era santo e feliz, tendo a imagem de Deus, e estando em perfeita obediência à Sua vontade” P. P. p.45

“Em que consistia a força do assalto que resultou na queda de Adão? Não foi o pecado residente; pois Deus fez o homem conforme o Seu próprio caráter, puro e correto. Não havia nenhum princípio corrupto no primeiro Adão, nenhuma propensão corrupta ou tendência para o mal. Adão era tão perfeito como os anjos diante do trono de Deus.”. SDABC, vol. 1, p. 1083 (carta 191, 1899); Ellen White e a Humanidade de Cristo p.138

“Deus fez o homem reto; deu-lhe nobres traços de caráter, sem nenhum pendor para o mal. Dotou-o de altas capacidades intelectuais, e apresentou-lhe os mais fortes incentivos possíveis para que fosse fiel a seu dever. A obediência, perfeita e perpétua, era a condição para a felicidade eterna. Sob esta condição teria ele acesso à árvore da vida”. P.P. p.49

 “O Senhor, no princípio, fez o homem reto. Foi criado com a mente perfeitamente equilibrada, sendo o tamanho e a força de todos os órgãos perfeitamente desenvolvidos. Adão era um tipo perfeito de homem”. Testimonies, vol. 3, p. 72 ( M. C. P. vol. 2 p.415)

“Adão deveria ter em grande estima o fato de que ele fora criado à imagem de Deus, a fim de ser semelhante a Ele em justiça e santidade. Sua mente possuía a capacidade de cultivo contínuo, expansão, refinamento e nobreza pois Deus era seu professor, e os anjos seus companheiros”. Deserto da Tentação p. 14

“O homem foi originariamente dotado de nobres faculdades e de um espírito bem equilibrado. Era um ser perfeito, e estava em harmonia com Deus. Seus pensamentos eram puros, santos os seus intentos”. C. C. p. 17

“No princípio, o homem foi criado à imagem de Deus. Estava em perfeita harmonia com a natureza e com a lei de Deus; os princípios da justiça lhe estavam escritos no coração”. G. C. p.467

“No princípio Deus fez o homem reto. Ele foi criado com perfeito equilíbrio mental, sendo plena e harmoniosamente desenvolvidos o tamanho e a força de todos os seus órgãos”. Conselhos sobre Regime Alimentar p.147

“Era possível a Adão, antes da queda, formar um caráter justo pela obediência à lei de Deus”. C. C. p.62

“Quando Adão saiu das mãos do Criador, trazia ele em sua natureza física, intelectual e espiritual, a semelhança de seu Criador. “E criou Deus o homem à Sua imagem” (Gên. 1:27), e era Seu intento que quanto mais o homem vivesse tanto mais plenamente revelasse esta imagem, refletindo mais completamente a glória do Criador.”. Educação p. 15

“Criados para serem a “imagem e glória de Deus” (I Cor. 11:7), Adão e Eva tinham obtido prerrogativas que os faziam bem dignos de seu alto destino. Dotados de formas graciosas e simétricas, de aspecto regular e belo, o rosto resplandecendo com o rubor da saúde e a luz da alegria e esperança, apresentavam eles em sua aparência exterior a semelhança dAquele que os criara. Esta semelhança não se manifestava apenas na natureza física. Todas as faculdades do espírito e da alma refletiam a glória do Criador”. Educação p. 20

“Adão e Eva saíram das mãos do Criador na completa perfeição do dote físico, mental e espiritual”. Deserto da Tentação, p.13

“Quando este (Adão) fora vencido pelo tentador, entretanto, não tinha sobre si nenhum dos efeitos do pecado. Encontrava-se na pujança da perfeita varonilidade, possuindo o pleno vigor da mente e do corpo”. D. T. N. p.117

“[…] Adão e Eva, recém-saídos das mãos do Criador, eles eram seres perfeitos, tinham sido criados assim, sem propensão para o pecado, com capacidade de obedecer. Eles se deleitavam na obediência. Obedecer era para eles tão fácil como para você é respirar. Não precisavam se esforçar para isso. Tinham uma natureza perfeita”. Pr. Alejandro Bullón, Conhecer Jesus é Tudo, p. 40

Será que realmente Cristo veio ao nosso mundo com a natureza de Adão antes do pecado como afirmam muitos teólogos adventistas?

Esse questionamento é muito importante porque vimos que para Adão antes do pecado obedecer era tão fácil quanto para nós é respirar. Será que podemos falar o mesmo para Jesus?

Esse é um questionamento do qual não podemos fugir. Se afirmarmos que no aspecto espiritual Jesus veio ao nosso mundo com as mesmas condições de Adão antes da queda, e se sabemos que para Adão antes da queda a obediência era algo fácil, implica em afirmar também que Jesus teve a mesma facilidade para obedecer no aspecto espiritual tida por Adão. Essa possibilidade é anulada quando vemos que Cristo “familiarizou-se com todas as dificuldades que assolam a humanidade”, também foi tentado centenas de vezes mais severa “e sob circunstâncias, em todos os aspectos, mais probantes. E “em tudo o primeiro Adão teve situações mais favoráveis do que Cristo. Para Jesus era necessário estar sempre em guarda, a fim de conservar Sua pureza”.

Mas em tudo o primeiro Adão teve situações mais favoráveis do que Cristo. […]” Ellen White e a Humanidade de Cristo p. 183

“Em Sua humanidade, Ele familiarizou-se com todas as dificuldades que assolam a humanidade”. – RH, 28/04/1891; Ellen White e a Humanidade de Cristo, p.160

 “Cristo foi tentado por Satanás de maneira centenas de vezes mais severa do que Adão o fora, e sob circunstâncias, em todos os aspectos, mais probantes”. Ellen White e a Humanidade de Cristo p. 183-184

“Jesus era isento de todo pecado e erro; não havia nenhum traço de imperfeição em Sua vida ou caráter, Ele manteve pureza imaculada sob as mais probantes circunstâncias”. Ellen White e a Humanidade de Cristo, p. 194

“A vida de Jesus estava em harmonia com Deus. Enquanto criança, pensava e falava como criança; mas nenhum traço de pecado desfigurava nEle a imagem divina. Não ficou, no entanto, isento de tentação […] Era-Lhe necessário estar sempre em guarda, a fim de conservar Sua pureza”. DTN, p. 71

“Porque o Filho de Deus vinculou-se à fraqueza da humanidadepara que fosse tentado em todos os aspectos que o homem é tentado, Satanás tripudiou sobre Ele e O insultou”. RH, 01/04/ 1875; Ellen White e a Humanidade de Cristo p. 147

          Vejam, se Jesus viesse com a natureza de Adão antes do pecado Ele estaria qualificado como exemplo para Adão porque Jesus provou ser possível a plena obediência aos mandamentos de Deus mesmo não tendo no aspecto físico as mesmas condições de Adão e também as condições do meio em que Jesus viveu ser bem diferente das condições da Terra antes do pecado.

Mas o que dizer de nós que além de ter o meio em que vivemos e o aspecto físico bem diferente de Adão antes da queda também temos uma natureza espiritual marcada por uma grande degeneração?

Nesse estudo defendemos que Cristo veio ao nosso mundo com a natureza de Adão nos aspectos físico e espiritual igual ao dos descendentes de Adão depois do pecado. No que diz respeito a condições, Jesus não teve nenhuma vantagem ou nenhuma facilidade que não esteja também ao nosso alcance.

MAIS UMA FORTE EVIDÊNCIA

“No princípio, o homem foi criado à imagem de Deus. Estava em perfeita harmonia com a natureza e com a lei de Deus; os princípios da justiça lhe estavam escritos no coração”. G. C. p.467

“Quando este (Adão) fora vencido pelo tentador, entretanto, não tinha sobre si nenhum dos efeitos do pecado. Encontrava-se na pujança da perfeita varonilidade, possuindo o pleno vigor da mente e do corpo”. D. T. N. p.117

“Declarou-se lhes, porém, que sua natureza ficara depravada pelo pecado; haviam diminuído sua força para resistir ao mal, e aberto o caminho para Satanás ganhar mais fácil acesso a eles. Em sua inocência tinham cedido à tentação; e agora, em estado de culpa consciente, tinham menos poder para manter sua integridade”. Patriarcas e Profetas, p. 61

NATUREZA HUMANA ANTES DO PECADO

Adão antes do pecado, “criado à imagem de Deus”, “os princípios da justiça lhe estavam escritos no coração”, “possuindo o pleno vigor da mente e do corpo”.

NATUREZA HUMANA DEPOIS DO PECADO

Descendentes de Adão, por causa do pecado, “sua natureza ficara depravada”, “haviam diminuído sua força para resistir ao mal”, agora “tinham menos poder para manter sua integridade”.

Cristo assumindo natureza enfraquecida       

“Vi que Jesus conhecia nossas fraquezas, e que Ele mesmo passara por vossas experiências em tudo, exceto no pecado”. – RH, 20/01/1863; Ellen White e a Humanidade de Cristo p. 139

“Assumiu a natureza humana e arcou com as fraquezas e degenerescência da raça. Ele, que não conhecia pecado, tornou-Se pecado por nós”. Ellen White e a Humanidade de Cristo p. 145

“Pode experimentar em Si mesmo a força da tentação de Satanás e as fraquezas e sofrimentos humanos, Ele saberia como socorrer aqueles que se esforçam para ajudar a si mesmos”. – RH, 18/03/1875; Ellen White e a Humanidade de Cristo p. 146

“Porque o Filho de Deus vinculou-se à fraqueza da humanidade para que fosse tentado em todos os aspectos que o homem é tentado, Satanás tripudiou sobre Ele e O insultou”. RH, 01/04/ 1875; Ellen White e a Humanidade de Cristo p. 147

“Ele assumiu a natureza humana, com suas fraquezas, suas desvantagens e suas tentações”. Manuscrito 58, 1890; Ellen White e a Humanidade de Cristo p. 160

“Jesus também lhes disse […] Que Ele tomaria a natureza decaída do homem, e Sua força não seria nem mesmo igual a deles”. –SG, vol. 1, p. 25; Ellen White e a Humanidade de Cristo, p. 139

Bom, para aqueles que acreditam que Cristo tomou a natureza caída apenas no aspecto físico, faço a seguinte pergunta: Será que as “fraquezas” mencionada nesses textos se refere a fraquezas no aspecto físico? A resposta coerente para essa pergunta é um sonoro não! Isso é facilmente comprovado quando vemos os motivos de Cristo buscar ser fortalecido pelo Pai. A seguir um exemplo: “[…]força para resistir ao tentador e vencê-lo”.

“Mas nosso Salvador recorria a Seu Pai celestial em busca de sabedoria e força para resistir ao tentador e vencê-lo”. The Youth’sInstructor, fevereiro de 1873; ME, vol. 3, p. 133 e 134.

Essas “fraquezas” é uma forte evidência que Cristo tomou nossa natureza caída não apenas no aspecto físico.

Importante lembrar que Cristo tomou nossa natureza caída e enfraquecida, mas não foi fraco em momento algum de Sua vida. A seguir veremos como Cristo era fortalecido. Cristo nos mostrou como nossa natureza caída pode ser fortalecida.

Jesus buscando Ser fortalecido pelo Pai

“Jesus mesmo, enquanto andava entre os homens, muitas vezes Se entregava à oração. Nosso Salvador identificou-Se com nossas necessidades e fraquezas, tornando-Se um suplicante, um solicitador junto de Seu Pai, para buscar dEle novos suprimentos de força, a fim de que pudesse sair revigorado para os deveres e provações.”. Caminho a Cristo p. 94

“Mas nosso Salvador recorria a Seu Pai celestial em busca de sabedoria e força para resistir ao tentador e vencê-lo”. The Youth’sInstructor, fevereiro de 1873; ME, vol. 3, p. 133 e 134.

“Nosso Salvador identifica-Se com nossas necessidades e fraquezas no fato de haver-Se tornado um suplicante, um solicitante de todas as noites, buscando do Pai novas provisões de força a fim de sair revigorado, fortalecido para o dever e a provação. Ele é nosso exemplo em tudo”. Ellen White e a Humanidade de Cristo, p. 141

“Sua humanidade se constituía em tentação para Ele. Somente confiando no Pai é que Ele poderia resistir as tentações. Ele andou pela fé assim como nós devemos andar pela fé”. – RH, 09/03/1896; Ellen White e a Humanidade de Cristo, p. 153

“Satanás estava nos Seus caminhos a todo instante. A força de Cristo estava na oração.Ele tomou a humanidade, carregou nossas fraquezas e tornou-Se pecado por nós”. ME, vol. 3, p. 134.

Vimos que Cristo era “um solicitante de todas as noites, buscando do Pai novas provisões de força a fim de sair revigorado, fortalecido para o dever e a provação”, Cristo, “recorria a Seu Pai celestial em busca de sabedoria e força para resistir ao tentador e vencê-lo”.

Novamente pergunto

O fato de Cristo estar sempre buscando do Pai novas provisões de força” é uma evidência de que Cristo assumiu a natureza de Adão antes do pecado que possuía “pleno vigor da mente e do corpo” ou a natureza dos descendentes de Adão que “tinham menos poder para manter sua integridade”, e “haviam diminuído sua força para resistir ao mal”?.

Para ajudarem na resposta caso ainda tenham dificuldade de responder, acredito que o texto a seguir vai ajudar ainda mais concluir que Cristo assumiu a natureza dos descendentes de Adão.

 “Cristo tomou sobre Si os pecados e as fraquezas da raça humana tais quais existiam quando desceu à Terra para ajudar o homem. Em favor do gênero humano, tendo sobre Si as fraquezas do homem caído, deveria resistir às tentações de Satanás em todos os pontos em que o homem seria assediado. […] Assumiu a natureza humana, e suportou as fraquezas e degeneração da raça. Aquele que não conheceu pecado tornou-se pecado por nós. Humilhou-se às maiores profundezas da miséria humana, a fim de estar qualificado para alcançar o homem, e levá-lo da degradação na qual o pecado o havia mergulhado”. Review and Herald, 28 de Julho de 1874 (Questões Sobre Doutrina p. 462 e 463 )

Podemos ser fortalecidos e vencer como Cristo venceu.

“Cristo foi submetido à mais rigorosa prova, que requereu a força de todas as Suas faculdades para resistir à inclinação de, quando em dificuldade, usar o Seu poder para livrar-Se do perigo e triunfar sobre o poder do príncipe das trevas. Satanás mostrou seu conhecimento dos pontos fracos do coração humano, colocando seu máximo poder para obter vantagem sobre a debilidade da humanidade que Cristo assumira para poder vencer Suas tentações no lugar do homem”. RH, 01/04/1875; Ellen White e a Humanidade de Cristo p.147

“Cristo venceu as tentações de Satanás como homem. Toda pessoa pode vencer como Cristo venceu. […] Remiu o ignominioso fracasso e queda de Adão, e foi vitorioso, demonstrando assim a todos os mundos não caídos, e à humanidade decaída que o homem podia guardar os mandamentos de Deus pelo poder divino que lhe é concedido pelo céu. Jesus… suportou a tentação por nós, venceu em nosso favor para mostrar-nos como podemos ser vitoriosos. […]” Manuscrito 1, 1892; Ellen White e a Humanidade de Cristo, p.162

Vimos que Cristo não usou Seu poder como Deus para vencer as tentações de Satanás, para Ele ser vitorioso em todas as tentações Ele era fortalecido pelo Pai. Cristo venceu como homem, toda pessoa que buscar forças em Deus, também pode vencer como Cristo venceu.

“ONDE O PRIMEIRO ADÃO COMEÇOU”

 “Cristo é chamado o segundo Adão. Em pureza e santidade, unido com Deus e amado por Deus, Ele começou onde o primeiro Adão começou”. MM Minha Consagração Hoje p. 323

Acredito sim que Cristo começou onde o primeiro Adão começou, tão puro e sem propensões pecaminosas quanto Adão, mas não por ter tido a natureza de Adão antes do pecado, e sim, por ter sido fortalecido e protegido pela graça de Deus. Ter vencido Satanás e não ter se corrompido com o pecado mesmo tendo assumido nossa natureza pecaminosa, provando assim que nossa natureza caída não é desculpa para o pecado.

Vamos repetir textos que revelam que Cristo não assumiu a natureza de Adão antes do pecado embora fosse tão puro quanto ele.

Vejam a seguir novamente que embora Cristo tenha vindo tão puro quanto Adão antes do pecado, Ele foi tentado “centenas de vezes mais severa” e “e sob circunstâncias, em todos os aspectos, mais probantes”.

Irmãos, não podemos ignorar o que representa Cristo ter sido tentadosob circunstâncias, em todos os aspectos, mais probantes”.

Mas em tudo o primeiro Adão teve situações mais favoráveis do que Cristo. […]” Ellen White e a Humanidade de Cristo p. 183

 “Cristo foi tentado por Satanás de maneira centenas de vezes mais severa do que Adão o fora, e sob circunstâncias, em todos os aspectos, mais probantes”. Ellen White e a Humanidade de Cristo p. 183-184

Circunstâncias é sinônimo de: particularidadessituaçõesconjunturascontextosfundamentosrazões

Jesus mais provado que Adão sob particularidades, situações, contextos, fundamentos, “em todos os aspectos” mais probantes.

Vejamos nestes textos do Espírito de profecia a revelação clara de que Jesus assumiu nossa natureza enfraquecida em TODOS os aspectos e não apenas no aspecto físico:

 “Jesus cobriu a divindade com a humanidade para que pudesse ter uma experiência em tudo que é pertinente à vida humana”. Ellen White e a Humanidade de Cristo p. 158

“Cristo foi tentado por Satanás de maneira centenas de vezes mais severa do que Adão o fora, e sob circunstâncias, em todos os aspectos, mais probantes”. Ellen White e a Humanidade de Cristo p. 183-184

Jesus enfrentou todas as desvantagens que também temos que enfrentar, mas no que diz respeito ao pecado Jesus nunca foi contaminado, sempre foi santo e imaculado, porque nasceu do Espírito e sempre viveu na plenitude do Espírito.

O fato de Jesus nunca ter sido contaminado pelo pecado por ter nascido e vivido na plenitude do Espírito não O desqualifica como exemplo para nós que herdamos uma natureza enfraquecida e também no aspecto espiritual porque esse nascimento e vida na plenitude do Espírito, também pode ser uma realidade em nossa vida.

Jesus enfrentou as mesmas condições adversas que temos que enfrentar, mas Jesus não veio como nós somos, mas sim, como nós podemos ser. Compreender esse detalhe é fundamental, repito, Cristo não veio como nós somos, MAS SIM COMO PODEMOS SER.

“Aquele que era um com o Pai desceu do glorioso trono no céu, […] e cobriu Sua divindade com humanidade, descendo, assim, até o nível das debilitadas faculdades do homemA maior dádiva que o céu poderia derramar foi dada em resgate pela humanidade caída”. -RH, 11/12/1888. Ellen White e a Humanidade de Cristo p. 156

“Eu vos apresento o grande exemplo. …Ele realmente enfrentou e resistiu as tentações de Satanás como qualquer filho da humanidade. Somente assim poderia Ele ser um exemplo perfeito para o homem. Ele sujeitou-Se à humanidade para Se familiarizar com todas as tentações com as quais o homem é assediado. Ele levou sobre Si as fraquezas e carregou as dores dos filhos de Adão. “Carta 17, 1878; Ellen White e a Humanidade de Cristo, p. 148.

“O Redentor do mundo veio não somente para ser um sacrifício pelo pecado, mas também para ser um exemplo ao homem em todas as coisas, um santo caráter humano. […] O Filho unigênito do Deus infinito deixou-nos, por Suas palavras e por Seu exemplo prático, um claro modelo que devemos imitar […]”. Ellen White e a Humanidade de Cristo, p. 162

“Deus pretende que os Seus seguidores sejam o que Jesus foi quando revestido da natureza humana. Cumpre-nos, em Sua força, viver a vida pura e nobre que o Salvador viveu”. A Ciência do Bom Viver, p. 426.

“Cristo viveu uma vida de perfeita obediência à Lei de Deus, deixando nisto um exemplo perfeito a toda criatura humana. A vida que Ele viveu neste mundo, devemos nós viver, mediante Seu poder, e sob as Suas instruções”. A Ciência Do Bom Viver, p. 180

É exatamente isso que Jesus veio provar. Provou que nossa natureza caída e enfraquecida em todos os aspectos não é desculpa para continuarmos vivendo na lama do pecado.

Acusação de Satanás

“Satanás, o anjo caído, declarara que nenhum homem podia guardar a lei de Deus depois da desobediência de Adão. Ele alegava que toda a humanidade estava sob o seu domínio”. ME vol.3 p. 136

Detalhe muito importante, nesse texto fica claro que a acusação de Satanás era de que os homens “depois da desobediência de Adão” não podiam guardar a lei de Deus, mas Jesus veio provar que ele estava errado. Jesus só poderia fazer isso vindo aqui e vivendo nas mesmas condições dos homens depois do surgimento do pecado, sem levar nenhuma vantagem, ou seja, não usando nenhum recurso que não estivesse também ao alcance dos demais homens.

Devemos, portanto, ter como objetivo um novo nascimento, nascer do Espírito e então viver na plenitude dEle. Assim seremos também plenamente libertados do pecado e viveremos como Jesus viveu para honra e glória de Deus.

“Orai pelo novo nascimento. Se experimentardes este novo nascimento deleitar-vos-eis, não nos tortuosos caminhos de vossos próprios desejos, mas no Senhor. Desejareis estar sob Sua autoridade. Estareis de contínuo procurando alcançar norma mais alta. Sede não apenas leitores da Bíblia, mas ferventes estudiosos dela, para que possais saber o que Deus requer de vós. Necessitais do conhecimento experimental de como fazer a Sua vontade. Cristo é nosso Professor”. CONSELHOS SOBRE EDUCAÇÃO, p. 147

“O novo nascimento consiste em ter novos intuitos, novos gostos, novas tendências. Os que, pelo Espírito Santo, são gerados para uma nova vida, tornaram-se participantes da natureza divina, e em todos os seus hábitos e práticas evidenciarão sua relação com Cristo”. MM, 1977, Maranata, O Senhor vem, p. 235

“Satanás apresenta a divina lei de amor como uma lei de egoísmo. Declara que nos é impossível obedecer-lhe aos preceitos. A queda de nossos primeiros pais, com toda a miséria resultante, ele atribui ao Criador, levando os homens a olharem a Deus como autor do pecado, do sofrimento e da morte. Jesus devia patentear esse engano. Como um de nós, cumpria-Lhe dar exemplo de obediência. Para isso tomou sobre Si a nossa natureza, e passou por nossas provas. “Convinha que em tudo fosse semelhante aos irmãos.” Heb. 2:17. Se tivéssemos de sofrer qualquer coisa que Cristo não houvesse suportado, Satanás havia de apresentar o poder de Deus como nos sendo insuficiente. Portanto, Jesus “como nós, em tudo foi tentado”. Heb. 4:15. Sofreu toda provação a que estamos sujeitos. E não exerceu em Seu próprio proveito poder algum que nos não seja abundantemente facultado”. DTN, p. 24

     Também podemos ter a plenitude do Espírito!

“Em Cristo habitava corporalmente a plenitude da Divindade. É por isso que, embora tal como nós, fosse tentado, Ele ergueu-Se perante o mundo desde a primeira vez que nele entrou, sem mancha de corrupção, apesar de estar rodeado por ela. Não devemos também tornar-nos co-participantes dessa plenitude? Não é tão-somente desta maneira que podemos ser vitoriosos, assim como Ele foi vitorioso”? Ellen White e a Humanidade de Cristo, p. 160

“Cristo é a fonte de nossa força. Estudemos Seus ensinos. Dando Seu Filho unigênito para viver em nosso mundo e estar exposto à tentação para que pudesse ensinar-nos como vencer, o Pai fez ampla provisão para que não fôssemos levados cativos pelo inimigo. Enfrentando o adversário caído, Cristo venceu para o bem da humanidade. Ele foi tentado em todos os pontos como nós o somos, mas resistiu na força da divindade, a fim de que pudesse socorrer-nos quando somos tentados. Tornando-nos participantes de Sua natureza divina, devemos aprender a discernir as tentações de Satanás, e, na força de Sua graça, vencer as corrupções que pela concupiscência há no mundo. Aquele que era outrora um ser humano pecaminoso pode ser refinado e purificado pelos méritos conferidos por Cristo e colocar-se diante de seus semelhantes como cooperador de Deus. Ao que busca a Deus com diligência, certamente será comunicada a natureza divina, e outorgada a compaixão de Cristo. […] ”Este Dia Com Deus, p. 149

“Muitos dizem, todavia, que Jesus não real como nós outros, que Ele não esteve no mundo da mesma forma que nós, que Ele era divino e que nós não podemos ser vencedores como Ele foi vencedor. Mas Paulo escreve”: Porque, na verdade, Ele não tomou a natureza dos anjos; mas tomou a descendência de Abraão. Pelo que convinha que em tudo fosse semelhante aos irmãos. ”-RH, o1/04/1892; Ellen White e a Humanidade de Cristo, p. 161.

“Cristo não só morreu como nosso sacrifício, mas viveu como nosso exemplo. Em Sua natureza humana, Ele Se apresenta completo, perfeito, imaculado. Ser um cristão é ser como Cristo. Todo o nosso ser, nossa alma, o corpo, o espírito, devem ser purificados, enobrecidos, santificados, até que reflitamos a Sua imagem e imitemos o Seu exemplo”. RH, 28/01/1882; Ellen White e a Humanidade de Cristo, p. 150

“Como Vencedor, deu-nos Ele a vantagem de Sua vitória, a fim de que, em nossos esforços para resistir às tentações de Satanás, uníssemos nossa fraqueza à Sua força, nossa desvalia aos Seus méritos. E sustidos por Seu poder perdurável, sob forte tentação, podemos resistir, em Seu nome Todo-poderoso, e vencer como Ele venceu”. Signs of the Times, 12 de março de 1912; Nos Lugares Celestiais, p. 251.

“É pela fé no Filho de Deus que se efetua a transformação do caráter, e o filho da ira torna-se filho de Deus, torna-se espiritual e discerne as coisas espirituais. A sabedoria de Deus lhe ilumina a mente e ele em Sua lei contempla coisas maravilhosas. Quando o homem se converte a verdade, processa-se nele a obra de transformação de caráter. Recebe uma aumentada medida de entendimento. Ao tornar-se um homem de obediência a Deus, tem ele a mente de Cristo, e a vontade de Deus torna-se a sua vontade”. Mensagens Escolhidas vol. 1, p. 338

“Digo, porém: andai no Espírito e jamais satisfareis à concupiscência da carne”. Gálatas 5:16

“Pois nós também, outrora, éramos néscios, desobedientes, escravos de toda sorte de paixões e prazeres, vivendo em malícia e inveja, odiosos e odiando-nos uns aos outros. Quando, porém, se manifestou a benignidade de Deus, nosso salvador, e o Seu amor para com todos, não por obras de justiça praticada por nós, mas segundo Sua misericórdia, Ele nos salvou mediante o lavar regenerador e renovador do Espírito Santo, que Ele derramou sobre nós ricamente, por meio de Jesus Cristo, nosso Salvador, a fim de que, justificados por graça, nos tornemos seus herdeiros, segundo a esperança da vida eterna”. Tito 3:3-7

“E, assim, se alguém está em Cristo, é nova criatura; as coisas antigas já passaram; eis que se fizeram novas”. 2° Cor. 5:17

“Porque, embora andando na carne, não militamos segundo a carne. Porque as armas da nossa milícia não são carnais, e sim poderosas em Deus, para destruição das fortalezas; destruindo os conselhos, e toda altivez que se levanta contra o conhecimento de Deus, e levando cativo todo pensamento à obediência de Cristo”. 2° Cor. 10:3-5

“Mas o fruto do Espírito é; amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fidelidade, mansidão, domínio próprio. Contra estas coisas não há lei. E os que são de Cristo crucificaram a carne, com as suas paixões e concupiscências. Se vivemos no Espírito, andemos também no Espírito”. Gál. 5:22-25

“Ora, pois, já que Cristo padeceu por nós na carne, armai-vos também vós com este pensamento, que aquele que padeceu na carne já cessou do pecado; Para que, no tempo que vos resta na carne, não vivais mais segundo as concupiscências dos homens, mas segundo a vontade de Deus”. 1 Pedro 4:1-2

Detalhe importantíssimo que devemos deixar bem claro. Quando afirmamos que Jesus assumiu a natureza dos descendentes de Adão, não estamos afirmando que Jesus possuía algum tipo de depravação ou corrupção. Jesus conseguir pelo poder de Deus ser plenamente puro mesmo assumindo nossa natureza caída, provando assim que nossa natureza não é desculpa para continuarmos como escravos do pecado. Cristo provou mesmo para nós que possuímos natureza caída que não existe desculpa para o pecado, e o que veremos no próximo capítulo.

Para quem Jesus provou ser possível obediência a Deus.

“Cristo veio à Terra, tomando sobre Si a humanidade e constituindo-Se representante do homem, para mostrar no conflito com Satanás, que o homem, tal como Deus o criou, unido ao Pai e ao Filho, poderia obedecer a todo reclamo divino”. Mensagens Escolhidas vol. 1 p. 253

Alguns usam esse texto do Espírito de profecia que afirma que Jesus veio provar que o homem “tal como Deus o criou” poderia obedecer a Deus. Sendo assim Cristo teria vindo como Adão antes do pecado para provar que ele poderia sim ter obedecido a Deus e não ter caído.

Mas o que dizer dos textos a seguir onde vemos claramente que Cristo veio provar que Satanás estava errado ao afirmar que os homens, depois da desobediência não podia mais obedecer a Deus? O que dizer desses textos em que Cristo provou quais são as possibilidades de santificação para nós que possuímos natureza caída? Será que eu posso me apoiar em um texto para defender certo pensamento e ignorar vários outros?

  1. “Satanás, o anjo caído, declarara que nenhum homem podia guardar a lei de Deus depois da desobediência de Adão. Ele alegava que toda a humanidade estava sob o seu domínio”. ME vol.3 p. 136
  • “Satanás declarara que era impossível ao homem obedecer aos mandamentos de Deus; e é verdade que por nossa própria força não lhes podemos obedecer. Cristo, porém, veio na forma humana, e por Sua perfeita obediência provou que a humanidade e a divindade combinadas podem obedecer a todos os preceitos de Deus”. Parábolas de Jesus p. 314
  • “Cristo tomou a humanidade e suportou o ódio do mundo para que pudesse revelar a homens e mulheres que estes poderiam viver sem pecado, que suas palavras, atos, seu espírito, poderiam ser santificados para Deus. Podemos ser cristãos perfeitos se manifestarmos esse poder em nossa vida. Quando a luz do Céu repousar sobre nós continuamente, representaremos a Cristo. Foi a justiça revelada em Sua vida que O distinguiu do mundo e despertou seu ódio. […] As palavras de Cristo são ditas para Seu povo em todas as épocas – para nós sobre quem o fim dos séculos é chegado. Manuscrito 97, 1909”. Olhando Para o Alto, 1983, p. 297.
  • “Cristo […] não transgrediu a lei de Deus em nenhum detalhe. Mais que isso, Ele eliminou qualquer desculpa do homem caído que pudesse alegar alguma razão para não guardar a lei de Deus. Cristo estava cercado das fraquezas da humanidade, era afligido com as mais ferozes tentações, tentado em todas as coisas, à nossa semelhança, e mesmo assim desenvolveu um caráter reto. Nenhuma mancha de pecado foi encontrada sobre Ele”. Ellen White e a Humanidade de Cristo, p.173.
  • “Cristo assumiu a natureza humana para demonstrar para o mundo caído, para Satanás e sua sinagoga, para o universo do Céu e para os mundos não caídos que a natureza humana unida à Sua natureza divina, podia tornar-se totalmente obediente a lei de Deus […]”.
  • “Nenhum ser humano já possuiu natureza tão sensível como o Santo de Deus, sem pecado, o qual Se manifestou como cabeça e representante daquilo que a humanidade pode tornar-se mediante a comunicação da natureza divina. Aos que creem em Cristo como seu Salvador pessoal, Ele atribui Seus méritos e comunica Seu poder”. YI, 16/08/1894; Ellen White e a Humanidade de Cristo, p. 167.
  • “Foram tomadas amplas providências para que o homem finito e decaído possa estar tão ligado com Deus que, por meio da mesma Fonte pela qual Cristo venceu em Sua natureza humana, ele consiga resistir firmemente a todas as tentações como Cristo o fez”. Ellen White e a Humanidade de Cristo, p.166.
  • “Cristo não somente deu regras explícitas mostrando como podemos tornar-nos filhos obedientes, mas também nos mostrou em Sua própria vida e caráter como fazer exatamente aquilo que é correto e aceitável para Deus, de modo que não haja desculpa para não realizarmos as coisas que são agradáveis à Sua vista”. Ellen White e a Humanidade de Cristo, p.162.
  • “Veio ao nosso mundo para manter um caráter puro e sem pecado, e para refutar a mentira de Satanás de que não era possível aos seres humanos guardar a lei de Deus. Cristo veio viver a lei em Seu caráter humano exatamente na maneira pela qual todos podem viver a lei na natureza humana se procederem como Cristo procedeu. […]”.  Elle. White, e a Humanidade de Cristo, p. 166
  1. O Senhor Jesus veio ao nosso mundo, não para revelar o que Deus podia fazer, e, sim, o que o homem podia realizar, mediante a fé no poder de Deus para ajudar em toda emergência. O homem deve, pela fé, ser participante da natureza divina e vencer toda tentação com que é assaltado. O Senhor requer agora que todo filho e filha de Adão, pela fé em Jesus Cristo, O sirva na natureza humana que temos atualmente”. ME vol. 3, p. 140.
  1. “Cristo, por Seu exemplo, tornou evidente que o homem pode permanecer íntegro. É possível aos homens ter poder para resistir ao mal – poder que nem a Terra nem a morte nem o inferno conseguem dominar; poder que os colocará onde alcancem vencer, como Cristo venceu. Neles pode combinar-se a divindade e a humanidade”. ME, vol. 1, p.409.
  1. “Cristo revestiu Sua divindade com a humanidade, e veio a este mundo para viver uma vida livre da contaminação do pecado, para que os seres humanos, lançando mão da divindade, possam tornar-se participantes da natureza divina, escapando assim da corrupção que há no mundo mediante a sensualidade”. Olhando Para o Alto p. 297
  1. “Tomando assim a natureza humana, Ele honrou a humanidade. Tendo assumido nossa natureza decaída, Ele demonstrou o que ela poderia tornar-se pela aceitação da ampla provisão que fizera para ela e tornando-se participante da natureza divina”. Carta 81, 1896. Mensagens Escolhidas, vol. 3, p. 134
  1. “Em Sua vida e caráter Ele não só revela o caráter de Deus, mas a possibilidade do homem. Ele era o representante de Deus e o exemplo da humanidade”. Mensagens Escolhidas, vol. 1, p. 349
  1.  “Cristo venceu as tentações de Satanás como homem. Toda pessoa pode vencer como Cristo venceu. […] Remiu o ignominioso fracasso e que de Adão, e foi vitorioso, demostrando assim a todos os mundos não caídos, e à humanidade decaida, que o homem podia guardar os mandamentos de Deus pelo poder divino lhe é concedido pelo Céu. Jesus […] suportou a tentação por nós, venceu em nosso favor para mostra-nos como podemos ser vitoriosos”. Ellen White e a Humanidade de Cristo, p.162.
  1. “A vida de obediência do Salvador manteve as reivindicações da lei; provou que a lei pode ser observada pela humanidade, e mostrou a excelência de caráter que a obediência havia de desenvolver”. O Desejado De Todas As Nações, p. 309

Por Sua obediência perfeita tornou possível a todo homem obedecer aos mandamentos de Deus. Ao nos sujeitarmos a Cristo, nosso coração se une ao Seu, nossa vontade imerge em Sua vontade, nosso espírito torna-se um com Seu espírito, nossos pensamentos serão levados cativos a Ele; vivemos Sua vida. Isto é o que significa estar trajado com as vestes de Sua justiça. Quando então o Senhor nos contemplar, verá não o vestido de folhas de figueira, não a nudez e deformidade do pecado, mas Suas próprias vestes de justiça que são a obediência perfeita à lei de Jeová”. Parábolas de Jesus, p.312.

“O Salvador tomou sobre Si as enfermidades humanas, e viveu uma vida sem pecado, a fim de os homens não terem nenhum temor de que, devido à fraqueza da natureza humana, eles não pudessem vencer. Cristo veio para nos tornar “participantes da natureza divina” (II Ped. 1:4), e Sua vida declara que a humanidade, unida à divindade, não comete pecado. O Salvador venceu para mostrar ao homem como ele pode vencer. Todas as tentações de Satanás, Cristo enfrentava com a Palavra de Deus. Confiando nas promessas divinas, recebia poder para obedecer aos mandamentos de Deus, e o tentador não podia alcançar vantagem. A toda tentação, Sua resposta era: “Está escrito.” Assim Deus nos tem dado Sua Palavra para com ela resistirmos ao mal. Pertencem-nos grandíssimas e preciosas promessas, a fim de que por elas fiquemos “participantes da natureza divina, havendo escapado da corrupção, que, pela concupiscência, há no mundo”. II Ped. 1:4”. Ciência do Bom Viver, p. 180

Forma e Natureza do homem caído

“Foi por ordem de Deus que Cristo levou sobre Si a forma e a natureza do homem caído”. SG, vol. 4ª, p. 115. Ellen White e a Humanidade de Cristo, p. 139

 “Foi por ordem de Deus que Cristo levou sobre Si a forma e a natureza do homem caído, a fim de que Ele pudesse ser aperfeiçoado através do sofrimento. Ele mesmo suportou as tentações de Satanás para que pudesse entender como socorrer os que são tentados”. – RH, 31/12/1872. Ellen White e a Humanidade de Cristo, p.142

“Foi por ordem de Deus que Cristo levou sobre Si a forma e a natureza do homem caído, a fim de que Ele pudesse ser aperfeiçoado através do sofrimento. Ele mesmo suportou as tentações de Satanás para que pudesse entender como socorrer os que são tentados”. SP, vol. 2, p. 39. Ellen White e a Humanidade de Cristo, p. 147

“Não podemos compreender como Cristo Se tornou um pequeno e indefeso bebê. Ele poderia ter vindo à Terra com tal beleza que teria sido diferente dos filhos dos homens. Sua face poderia ter sido resplandecente de luz, e Sua forma poderia ter sido alta e bela”. Mensagens Escolhidas, vol. 3, p. 127

O que a serva do Senhor através dessas mensagens? Não seria “forma” o aspecto físico da humanidade caída e a “natureza” a natureza caída da humanidade. Vejam que em Mensagens Escolhidas ela usa a palavra “forma” quando fala sobre a aparência física de Jesus. A seguir dois textos de Ellen White no próprio livro Ellen White e a Humanidade de Cristo onde vemos a serva do Senhor usar o termo “forma” para descrever o aspecto físico de Jesus.

“[…] Sua altura era apenas era apenas maior do que a dos homens, em geral. Sua aparência pessoal não continha marcas especiais do Seu caráter divino, o que, por si só, inspiraria a fé. Mesmo assim Sua forma perfeita, seu porte digno, Seu semblante, que expressava benevolência, amor e santidade, não eram igualados por nenhum ser humano que vivesse, então, sobre a Terra”. –SG, vol. 4ª, p. 119, Ellen White e a Humanidade de Cristo, p. 140

“[…] Mas ao começar o Seu ministério, Ele era apenas um pouco mais alto do que a média dos homens que viviam na Terra. Tivesse Ele vindo habitar entre os homens em Sua forma nobre e celestial, Sua aparência exterior teria atraído as mentes das pessoas para Si mesmo, e Ele seria recebido sem o exercício da fé”. Ellen White e a Humanidade de Cristo, p. 147

Bom, vemos fortes evidências para crer que para a serva do Senhor ao mencionar “forma” e “natureza” ela estava revelando o quão abrangente Cristo assumiu a natureza caída. Se for esse o caso, está aí mais uma comprovação de que Cristo não assumiu a natureza caída apenas no aspecto físico.

Normalmente vemos estudiosos sobre a humanidade de Cristo apresentar o seguinte argumento: “Cristo não tinha propensões pecaminosas, toda humanidade caída possui essas propensões pecaminosas, então isso comprova que Cristo não assumiu a nossa natureza caída”. Segundo essas pessoas, o fato de Cristo não ter tido propensões pecaminosas comprova que Cristo assumiu a nossa natureza caída apenas no aspecto físico. Vamos falar sobre isso nos próximos capítulos “Natureza Humana que Cristo Assumiu” e “Não Precisamos Reter Propensões Pecaminosas”. Mas para as pessoas que acreditam que Cristo assumiu nossa natureza pecaminosa apenas no aspecto físico, apresento um importante questionamento.

PURIFICAÇÃO DE TODO PECADO “Precisamos compreender que pela fé em Cristo é nosso privilégio ser participante da natureza divina e livrar-nos da corrupção das paixões que há no mundo. Então somos purificados de todo pecado, de todos os defeitos de caráter. Não precisamos reter nenhuma propensão pecaminosa”. [Citação de Efésios 2:1-6]Comentários de Ellen G. White, SDABC, vol. 7, p. 943; Lição da Escola Sabatina, 2° Trim. 1990, Cristo o Único Caminho p. 50

As tendências que foram influenciadas numa direção errada, voltam-se para a direção certa. Disposições e sentimentos errados são desarraigados. Santo temperamento e emoções santificadas são agora o fruto produzido na árvore cristã. Ocorreu uma transformação completa. Esta é a obra que deve ser efetuada”. (Elder E. P. Daniels and the Fresno Church, págs. 8 e 9). MM, E RECEBEREIS PODER 1999, P. 50

“Ao participarmos da natureza divina,são eliminadas do caráter as tendências hereditárias e cultivadas para o mal, e tornamo-nos um vivo poder para o bem”.  SDA Bible Commentary, vol. 7, p. 943; Cuidado De Deus, p. 366.

Vimos que não precisamos reter nossas propensões pecaminosas. Vimos que nossas tendências voltadas para o mal, podem ser corrigidas e passarem a serem voltadas para o bem. Vimos que nossas tendências hereditárias ou cultivadas para o mal podem ser eliminadas ao nos tornarmos participantes da natureza divina.

Imagina que uma pessoa se entregue realmente a Deus, e seja plenamente transformado e purificado pela graça de Deus, a tal ponto que, suas propensões e inclinações antes voltadas para o mal, agora estejam voltadas para o bem. Não mais dominadas pela carne, mas sim pelo Espírito.

          “Porque os que se inclinam para a carne cogitam das coisas da carne; mas os que se inclinam para o Espírito, das coisas do Espírito. Porque o pendor da carne dá para a morte, mas o do Espírito, para a vida e paz”. Romanos 8:5-6

Então agora pergunto. Eu poderia afirmar que essa pessoa, descendente de Adão, por não ter mais suas inclinações ou propensões voltadas para o pecado, não possui mais a natureza caída? A resposta é: NÃO! Essa pessoa continua possuindo natureza caída e por conta disso continua sendo susceptível ao pecado, continua susceptível a ter novamente suas inclinações sou propensões voltadas para o mal, caso se afaste de Deus.

Transformado: Natureza caída, não mais CORROMPIDA, inclinações ou propensões não mais voltadas para o mal, pelo poder de Deus.

Cristo tornou possível essa transformação assumindo nossa natureza caída e não sendo corrompido pelo pecado. Cristo tornou possível uma natureza caída, mas não corrompida.

“Não Se contaminava com a corrupção, era um estranho ao pecado, e contudo orava, e isso muitas vezes com forte clamor e lágrimas. Ele orava por Seus discípulos e por Si mesmo, assim Se identificando com nossas necessidades, com nossas fraquezas e falhas, tão comuns à humanidade” Ellen White e a Humanidade de Cristo, p. 140.

“A combinação da natureza divina com a humana O fez capaz de ceder às tentações de Satanás. A provação de Cristo aqui foi muito maior do que a de Adão e Eva, pois Cristo tomou a nossa natureza caída, mas não corrompida; e, a menos que Ele desse ouvidos às palavras de Satanás em lugar das palavras de Deus, não seria corrompido”. Manuscrito 57, 1890; Ellen White e a Humanidade de Cristo, p. 158.

Da mesma forma que não podemos afirmar que esse descendente de Adão por não possuir mais suas propensões voltadas para o mal, não possui mais a natureza caída, não podemos também afirmar que Cristo por não possuir propensões ou inclinações para o pecado não assumiu nossa natureza caída para nos salvar.

Da mesma forma que a pessoa que foi libertada de suas propensões pecaminosas continua sendo susceptível a ter em sua vida novamente todas as propensões voltadas para o mal, Cristo também era SUSCEPTÍVEL, a ter em Sua vida as propensões ou inclinações voltadas para o mal.

“Tive a liberdade e poder para apresentar Jesus, que tomou sobre Si as fraquezas e levou a dor e as tristezas da humanidade, vencendo em nosso favor. Ele foi feito à semelhança de Seus irmãos, com as mesmas susceptibilidades físicas e mentais. Assim como nós, em tudo Ele foi tentado, mas sem pecar; e Ele sabe como socorrer aqueles que são tentados. Estais oprimidos e perplexos? Assim esteve Jesus. Sentis a necessidade de encorajamento? Assim sentia Jesus. Da maneira como vos tenta Satanás, assim tentava ele a majestade do céu”. -RH, 10/02/1885. Ellen White e a Humanidade de Cristo, p. 152.

ESCADA VISTA POR JACÓ

“Cristo era a escada vista por Jacó. Cristo é o elo que une a Terra ao Céu e conecta o homem finito com o Deus infinito. Esta escada vai da mais baixa degradação da Terra e da humanidade até os mais altos Céus”. Ellen White e a Humanidade de Cristo, p. 157

“Cristo humilhou-Se ao tornar-Se humano. Tomou sobre Si a nossa natureza para que […] pudesse tornar-Se um degrau para o homem caído, de modo que este pudesse subir por sobre Seus méritos, e através de Sua excelência e virtude receber de Deus aceitação dos esforços para guardar Sua lei”. Ellen White e a Humanidade de Cristo, p. 141

“Cristo é a escada que Jacó viu, tem”[…] Ele quedo a base na Terra, e o topo chegando à porta do Céu, ao próprio limiar da glória. Se aquela escada houvesse deixado de chegar à Terra, por um único degrau que fosse, teríamos ficado perdidos. Mas Cristo vem ter conosco onde nos achamos. Tomou nossa natureza e venceu, para que, revestindo-nos de Sua natureza, nós pudéssemos vencer. Feito “em semelhança da carne do pecado” (Rom. 8:3), viveu uma vida isenta de pecado. Agora, por Sua divindade, firma-Se ao trono do Céu, ao passo que, pela Sua humanidade, Se liga a nós. Manda-nos que, pela fé nEle, atinjamos à glória do caráter de Deus. Portanto, devemos ser perfeitos, assim como “é perfeito vosso Pai que está nos Céus”. Mat. 5:48. O Desejado De Todas As Nações, p. 312

“[…] E para elevar o homem caído, precisava Cristo alcança-lo onde se achava. Assumiu a natureza humana e arcou com as fraquezas e degenerescência da raça. Ele, que não conhecia pecado, tornou-Se pecado por nós. Humilhou-Se até às mais baixas profundezas da miséria humana, a fim que pudesse estar habilitado a alcançar o homem e tira-lo da degradação na qual o pecado o lançara”. Ellen White e a Humanidade de Cristo, p. 145

“A humanidade de Cristo alcançou as profundezas da miséria humana, e identificou-se com as fraquezas e necessidades do homem caído, enquanto Sua natureza divina alcançava o Eterno”. –RH, 04/08/1874, Ellen White e a Humanidade de Cristo, p. 145

“A grande obra da redenção só poderia ser realizada ao tomar o Redentor o lugar de Adão caído […] O Rei da glória propôs humilhar-Se até o nível da humanidade caída”! –RH, 24/02/1874, Ellen White e a Humanidade de Cristo, p. 144

Sinceramente, após vermos esses textos onde a serva do Senhor afirma que “Cristo era a escada vista por Jacó”. Vermos também que,Esta escada vai da mais baixa degradação da Terra e da humanidade até os mais altos Céus”. Vermos que, “Se aquela escada houvesse deixado de chegar à Terra, por um único degrau que fosse, teríamos ficado perdidos”.  Vermos que “para elevar o homem caído, precisava Cristo alcança-lo onde se achava. Assumiu a natureza humana e arcou com as fraquezas e degenerescência da raça. Ele, que não conhecia pecado, tornou-Se pecado por nós. Humilhou-Se até às mais baixas profundezas da miséria humana, a fim que pudesse estar habilitado a alcançar o homem e tira-lo da degradação na qual o pecado o lançara”. Então para nos salvar a“ humanidade de Cristo alcançou as profundezas da miséria humana, e identificou-se com as fraquezas e necessidades do homem caído”, “O Rei da glória propôs humilhar-Se até o nível da humanidade caída”!

Após vermos todas essas citações, ainda é possível acreditar que Cristo tenha assumido nossa natureza apenas no aspecto físico? Cristo, a “escada” teria alcançado “às mais baixas profundezas da miséria humana”, se Cristo tivesse assumido a nossa natureza caída apenas no aspecto físico?

Se é evidente, lógico, que a resposta é NÃO! Por que então nossos teólogos insistem em afirmar que Cristo assumiu nossa natureza caída apenas no aspecto físico?

Sempre é bom lembrar que Cristo veio nos salvar e, “humilhou-Se até às mais baixas profundezas da miséria humana”, mas não foi de forma alguma contaminado pelo pecado, sempre foi puro e imaculado. Nunca possuiu propensões, tendências ou inclinações pecaminosas. Provando assim que nossa natureza não é desculpa para o pecado.

“O grande Mestre veio ao nosso mundo não somente para fazer expiação pelo pecado, mas também para ser um mestre tanto por preceito como pelo exemplo. Veio mostrar ao homem como guardar a lei na humanidade, de nodo que ele não tivesse nenhuma desculpa para seguir seu próprio critério imperfeito. Vemos a obediência de Cristo. Sua vida era sem pecado. A obediência durante toda a Sua vida é uma censura à humanidade desobediente. A obediência de Cristo não deve ser posta de lado como se fosse completamente diferente da obediência que Ele requer de nós individualmente. Cristo nos mostrou que é possível para toda a humanidade obedecer às leis de Deus”. ME, vol. 3, p. 135e 136.

  “Cristo tomou a humanidade e suportou o ódio do mundo para que pudesse revelar a homens e mulheres que estes poderiam viver sem pecado, que suas palavras, atos, seu espírito, poderiam ser santificados para Deus. Podemos ser cristãos perfeitos se manifestarmos esse poder em nossa vida. Quando a luz do Céu repousar sobre nós continuamente, representaremos a Cristo. Foi a justiça revelada em Sua vida que O distinguiu do mundo e despertou seu ódio. […] As palavras de Cristo são ditas para Seu povo em todas as épocas – para nós sobre quem o fim dos séculos é chegado. Manuscrito 97, 1909”. Olhando Para o Alto, 1983, p. 297.

Não entender o que Cristo fez POR nós, está impedindo o entendimento de muitos sobre o que Cristo pode fazer EM nós!

Desperta povo de Deus!

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