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REJEIÇÃO DA JUSTIÇA DE CRISTO

Existe na igreja adventista uma discussão sobre se a Justificação Pela Fé apresentada em Mineápolis em 1888 foi aceita ou rejeitada pela liderança e pelos membros da igreja adventista. Logicamente existe argumentos usados pelas pessoas que defendem que houve rejeição ou aceitação. Eu particularmente acho essa discussão uma perda de tempo. É lógico que na prática houve rejeição. Prova disso que na prática essa rejeição continua. A Justificação Pela Fé é encontrada em livros e documentos da igreja, mas mesmo o conhecimento teórico a maioria dos membros não tem. Já na prática a Justificação Pela Fé é rejeitada pela grande maioria dos membros e líderes da nossa igreja, mesmo em nossos dias. Veremos uma clara comprovação de que na prática a justiça de Cristo continua sendo rejeitada pelo professo povo de Deus, no tempo presente, isso é assustador, mas é a pura realidade.

 Peço meus irmãos leiam esse trabalho e constatem essa triste realidade.

“Os preconceitos e opiniões que prevaleciam em Mineápolis de modo algum estão mortos; as sementes ali semeadas em alguns corações estão prestes a saltar para a vida e produzir idêntica colheita”. Testemunhos Para Ministros, p. 467. (Mensagem Escolhida, vol. 3, p. 161.

“A mensagem presente – justificação pela fé – é mensagem vinda de Deus; tem as credencias divinas, pois seu fruto é para santidade. […] Não existe um dentre cem, que compreenda por si mesmo a verdade bíblica sobre este assunto, tão necessário ao nosso bem-estar presente e eterno”. Mensagens Escolhidas, vol. 1, p. 359-360.

Isso, porém, eu sei, que nossas igrejas estão perecendo por falta de ensino sobre o assunto da justiça pela fé em Cristo, e verdades semelhantes“. Obreiros Evangélicos, p. 301.

Em Apocalipse vemos a triste condição vivida pelos laodiceanos, “miserável, e pobre, e cego, e nu”. Bom lembrar que nós somos os laodiceanos. 

“Assim, porque és morno, e não és frio nem quente, vomitar-te-ei da minha boca. Como dizes: Rico sou, e estou enriquecido, e de nada tenho falta; e não sabes que és um desgraçado, e miserável, e pobre, e cego, e nu”.  Apocalipse 3:16-17

Se os laodiceanos estão nus logicamente não possuem a vestes oferecidas por Deus para que “não apareça a vergonha”, da nossa nudez.

“Aconselho-te que de mim compres ouro provado no fogo, para que te enriqueças; e roupas brancas, para que te vistas, e não apareça a vergonha da tua nudez; e que unjas os teus olhos com colírio, para que vejas”. Apocalipse 3:18

Não possuem porque estão rejeitando as vestes oferecidas por Deus. As vestes, representa a justiça de Cristo, rejeitar as vestes é o mesmo que rejeitar a justiça de Cristo. É o mesmo que rejeitar na prática a obra que Deus deseja realizar em nós através da Justificação Pela Fé. Nos textos a seguir estaremos comprovando estas afirmações. Que o Senhor tenha misericórdia de nós!

A nudez dos laodiceanos representa “a necessidade da justiça de Cristo.

Que é que constitui a infelicidade e a nudez dos que se julgam ricos e abastados? É a necessidade da justiça de Cristo. Em sua própria justiça eles são representados como vestidos de trapos da imundícia, e, embora se encontrem nessa condição, eles se lisonjeiam pensando que estão vestidos com a justiça de Cristo. Poderia haver maior ilusão do que esta? Segundo é exposto pelo profeta, podem estar clamando: “Templo do Senhor, templo do Senhor, templo do Senhor é este” (Jer. 7:4), enquanto seu coração está cheio de tráfico profano e transações injustas. Os átrios do templo da alma podem ser o antro de inveja, orgulho, paixão, ruins suspeitas, amargura e formalismo vazio. Cristo olha pesarosamente para Seu povo professo que se sente rico e abastado no conhecimento da verdade, estando porém destituído da verdade na vida e no caráter e inconsciente de sua condição. Em pecado e descrença, consideram levianamente as advertências e os conselhos de Seus servos e tratam Seus embaixadores com escárnio e desdém, ao passo que suas palavras de censura são consideradas contos ociosos. O discernimento parece ter-se ausentado, e eles não conseguem fazer distinção entre a luz que Deus lhes envia e as trevas oriundas do inimigo de sua alma”. Este Dia Com Deus, MM 1980, pág. 226

Não copiar o caráter de Cristo é o mesmo que, estar nu, não possuir as vestes da justiça de Cristo.

“A menos que eles confiem na justiça de Cristo como sua única segurança, a menos que copiem Seu caráter, trabalhem em Seu espírito, estarão despidos, não possuem as vestes de Sua justiça”. SDABC, vol. 4, p. 1166.

Vestes brancas representam pureza de caráter! Representa o caráter puro e imaculado, que os verdadeiros seguidores de Cristo possuirão”.

“Os vestidos brancos são a pureza de caráter, a justiça de Cristo comunicada ao pecador. É na verdade uma vestimenta de textura celeste, que só se pode comprar de Cristo por uma vida de voluntária obediência.” Testemunhos Seletos vol. 1, p. 478

“A parábola das bodas apresenta-nos uma lição da mais elevada importância. Pelas bodas é representada a união da humanidade com a divindade; a veste nupcial simboliza o caráter que precisa possuir todo aquele que há de ser considerado hóspede digno para as bodas”. Parábolas de Jesus pág. 307

“Pela veste nupcial da parábola é representado o caráter puro e imaculado, que os verdadeiros seguidores de Cristo possuirão. Foi dado à igreja “que se vestisse de linho fino, puro e resplandecente” (Apoc. 19:8), “sem mácula, nem ruga, nem coisa semelhante”. Efés. 5:27. O linho fino, diz a Escritura, “é a justiça dos santos”. Apoc. 19:8. A justiça de Cristo e Seu caráter imaculado, é, pela fé, comunicada a todos os que O aceitam como Salvador pessoal”. Parábolas de Jesus, p. 310

Como devemos viver? “Cumpre-nos viver, em Sua força, a vida de pureza, a vida nobre vivida pelo Salvador”.

“Como era Jesus revestido da natureza humana, assim pretende Deus que sejam os Seus seguidores. Cumpre-nos viver, em Sua força, a vida de pureza, a vida nobre vivida pelo Salvador. Testimonies, vol. 8, págs. 286 e 289. Filhos e Filhas de Deus, p. 21

Objetivo!

“Para que sejais irrepreensíveis e sinceros, filhos de Deus inculpáveis, no meio de uma geração corrompida e perversa, entre a qual resplandeceis como astros no mundo” Filipenses 2:15

Promessa maravilhosa do Senhor para nós no texto a seguir.

“Quando os que estão buscando a salvação se recusarem a fracassar ou se desanimar, encontrarão paz e descanso no Senhor. Cristo os vestirá com Sua justiça. Ele lhes proverá um coração puro e espírito novo”. Mensagens Escolhidas vol. 1 p. 400

Apenas os revestidos da justiça de Cristo poderão “suportar a glória de Sua presença”. Por que? Muito simples, quando Cristo voltar,a presença de Deus, que consome o pecado, tem de consumir-vos. Consumirá aqueles que continuam no pecado.

 “Unicamente os que se acham revestidos de Sua justiça poderão suportar a glória de Sua presença, quando Ele aparecer com ‘poder e grande glória’”. – Review and Herald, 9 de julho de 1908. (Cristo Nossa Justiça, p. 113)

Se vos apegais ao eu, recusando entregar a Deus a vossa vontade, estais preferindo a morte. Para o pecado, seja onde for que ele se encontre, Deus é um fogo consumidor. Se preferis o pecado, e vos recusais a abandoná-lo, a presença de Deus, que consome o pecado, tem de consumir-vos”. O Maior Discurso de Cristo, p. 62.

Até mesmo se “um pecado é nutrido na alma”, “O homem torna-se instrumento de injustiça”.

“Se um pecado é nutrido na alma, ou uma prática errônea conservada na vida, todo o ser é contaminado. O homem torna-se instrumento de injustiça”. O Desejado de Todas as Nações, p. 313

“Há muitos, muitos professos cristãos que estão aguardando a vinda do Senhor despreocupadamente. Não usam as vestes de Sua justiça. Podem professar ser filhos de Deus, mas não se purificaram do pecado. São egoístas e presunçosos. Sua vida é destituída de Cristo. Nem amam a Deus supremamente, nem ao próximo como a si mesmo. Não têm a ideia exata quanto ao que quer dizer santidade. Não enxergam os defeitos em si mesmos. Tão cegos estão eles, que não são capazes de perceber a sutil atuação o orgulho e da iniquidade. Vestem-se com os trapos da justiça própria, atacados de cegueira espiritual. Satanás lançou sua sombra entre eles e Cristo, e não têm desejo de estudar o puro, santo caráter do Salvador”. Ellen G. White, Review and Heral, 26 de fevereiro de 1901. (Cristo Nossa Justiça, p. 134 – 135).

Se mesmo lendo esse artigo você ainda não se convenceu que na prática a Justificação Pela Fé continua sendo rejeitada, eu convido você para divulgar mensagens como essas que mostrarei a seguir.

“’Vem o príncipe do mundo’, disse Jesus; ‘ele nada tem em Mim.’ João 14:30. Nada havia nEle que correspondesse aos sofismas de Satanás. Ele não consentia com o pecado. Nem por um pensamento cedia à tentação. O mesmo se pode dar conosco. A humanidade de Cristo estava unida à divindade; estava habilitado para o conflito, mediante a presença interior do Espírito Santo. E veio para nos tornar participantes da natureza divina. Enquanto a Ele estivermos ligados pela fé, o pecado não mais terá domínio sobre nós. Deus nos toma a mão da fé, e a leva a apoderar-se firmemente da divindade de Cristo, a fim de atingirmos a perfeição de caráter” O Desejado de Todas as Nações, p. 123.

“Cristo tomou a humanidade e suportou o ódio do mundo para que pudesse revelar a homens e mulheres que estes poderiam viver sem pecado, que suas palavras, atos, seu espírito, poderiam ser santificados para Deus. Podemos ser cristãos perfeitos se manifestarmos esse poder em nossa vida. Quando a luz do Céu repousar sobre nós continuamente, representaremos a Cristo. Foi a justiça revelada em Sua vida que O distinguiu do mundo e despertou seu ódio. […] As palavras de Cristo são ditas para Seu povo em todas as épocas – para nós sobre quem o fim dos séculos é chegado. Manuscrito 97, 1909. (MM 1983, Olhando Para o Alto, p. 297).

“Agora, enquanto nosso grande Sumo Sacerdote está a fazer expiação por nós, devemos procurar tornar-nos perfeitos em Cristo. Nem mesmo por um pensamento poderia nosso Salvador ser levado a ceder ao poder da tentação. Satanás encontra nos corações humanos algum ponto em que pode obter apoio; algum desejo pecaminoso é acariciado, por meio do qual suas tentações asseguram a sua força. Mas Cristo declarou de Si mesmo: “Aproxima-se o príncipe deste mundo, e nada tem em Mim.” João 14:30. Satanás nada pôde achar no Filho de Deus que o habilitasse a alcançar a vitória. Tinha guardado os mandamentos de Seu Pai, e não havia nEle pecado que Satanás pudesse usar para a sua vantagem. Esta é a condição em que devem encontrar-se os que subsistirão no tempo de angústia”. O Grande Conflito, p. 623. (Eventos Finais, p. 267).

Talvez você mesmo não aceite essa clara mensagem, se for o caso, você faz parte da maioria que está rejeitando na prática a Justificação Pela Fé. Se você leu e aceitou a mensagem, experimente divulgá-la na igreja. Você será chamado de perfeccionista, fanático, herege, e outras coisas mais. Será proibido de pregar e perderá seus cargos na igreja, caso os tenha. Será tratado de forma injusta pelos irmãos e pastores adventistas. Se não acreditar é só tentar. Eu sou testemunha viva do que estou afirmando, essas coisas aconteceram e continuam acontecendo comigo. Mesmo não tendo até hoje sido provado que eu estivesse ensinando algo que pudesse ser provado pela bíblia e Espírito de profecia que estava errado. Um pastor chegou a dizer que eu não poderia nem mesmo ser chamado para fazer uma oração. Logicamente deve haver exceções, pastores e membros que aceitam a verdade sobre Justificação Pela Fé, mas é fato, na prática, a grande maioria rejeita.  

Vamos mostrar um pouco daquilo que teólogos que são referência para nossos pastores publicam.

Vejam as críticas do Pr Almin Rodor sem dar referência provando que pessoas com tais crenças e expectativas existam fora da mente dele.

Perfeccionistas, por causa de sua compreensão superficial de pecado, facilmente se sentem ‘triunfante e vitoriosos’. Cometem o engano de se julgarem espiritualmente superiores, vítimas da síndrome do ‘já alcancei’. Concluem que, em algum momento, alcançarão um estágio de impecaminosidade absoluta e serão tão santos que não mais precisarão de Cristo”. Pr Almin Rodor, MM 2014, Encontros com Deus, p. 160

Vejam agora um pouco de George R. Knight 

 “Mas, conforme prova a ressurreição final dos que viveram em todas as eras, o Senhor pode, sim, levar para o Céu, sem qualquer risco, os que ainda cometem erros e pecados de ignorância e de omissão, problemas ainda enraizados no ‘pendor’ e nas limitações da carne pecaminosa, sem colocar todo o Céu em risco”. George R. Knight Pecado e Salvação p. 215

“[…] para Ellen White uma pessoa pode ser ao mesmo tempo impecável e ainda pecadora”. George R. Knight Pecado e Salvação p. 183

“Deus ainda tem um toque da perfeição a conceder aos santos por ocasião da segunda vinda, quando Ele ressuscitar os mortos e transladar os vivos (1 Co 15:42-56). George R. Knight Pecado e Salvação p. 221

George R. Knight  apresentando desculpa para o pecado.

“A redenção de Deus é completa e inclui a redenção do corpo. O problema com o nosso ‘corpo natural’ (ver 1 Cor 15:44) – o corpo com que nascemos – é sua tendência para o mal. Não bastasse isso, por ser corruptível, esse corpo abriga um cérebro imperfeito. Assim nossos processos mentais são limitados e distorcidos. Essas limitações por sua vez, restringem nossa capacidade de agir e reagir na vida diária. Junto com essas dificuldades, os seres humanos vivem em uma comunidade e em um mundo dominados por princípios anticristãos e princípios bastantes sedutores para as fraquezas do ‘corpo natural’”. George R. Knight, Pecado e Salvação p. 222

Eu poderia dar mais exemplos, mas caso você queira encontrar mais mensagens que na prática revela rejeição do que a Justificação Pela fé pode realizar em nós, você pode ter certeza de que não terá dificuldade de encontrar, pois essas mensagens caluniosas e que depreciam o poder de Deus podem ser encontradas facilmente, em muitas publicações da nossa igreja, igreja Adventista do Sétimo dia. Vejam o artigo. Suposições e Críticas Infundadas.

Até Mesmo na Igreja Adventista – Temos muito mais a temer de dentro do que de fora.Os obstáculos à força e ao êxito são muito maiores da parte da própria igreja do que do mundo. Os incrédulos têm direito de esperar que os que professam observar os mandamentos de Deus e ter a fé de Jesus, façam muito mais que qualquer outra classe para promover e honrar mediante sua vida coerente, seu exemplo piedoso, sua influência ativa, a causa que representamMas quantas vezes se têm os professos defensores verdade demonstrado o maior entrave ao seu progresso! A incredulidade com que se contemporiza, as dúvidas expressas, as sombras acariciadas, animam a presença dos anjos maus, e abrem o caminho para a execução dos ardis de Satanás. Mensagens Escolhidas, vol. 1, pág. 122. (Eventos Finais, p. 97-98)

“Porque a graça de Deus se há manifestado, trazendo salvação a todos os homens, ensinando-nos que, renunciando à impiedade e às concupiscências mundanas, vivamos neste presente século sóbria, e justa, e piamente, aguardando a bem-aventurada esperança e o aparecimento da glória do grande Deus e nosso Salvador Jesus Cristo; o qual se deu a si mesmo por nós para nos remir de toda a iniquidade, e purificar para si um povo seu especial, zeloso de boas obras”. Tito 2:11-14

“E o mesmo Deus de paz vos santifique em tudo; e todo o vosso espírito, e alma, e corpo, sejam plenamente conservados irrepreensíveis para a vinda de nosso Senhor Jesus Cristo”.  1 Tessalonicenses 5:23

“Portanto, amados, enquanto esperam estas coisas, empenhem-se para serem encontrados por ele em paz, imaculados e inculpáveis”. 2 Pedro 3:14, NVI.

Desperta professo povo de Deus!

REJEIÇÃO!

A rejeição é continua, ela é real, é promovida por teólogos adventistas que um dia certamente responderão por isso. Todo o conteúdo desse site é rejeitado mesmo não havendo uma clara refutação.

Promovendo aquela oposição, Satanás teve êxito em afastar do povo, em grande medida, o poder especial do Espírito Santo que Deus anelava comunicar-lhe. O inimigo impediu-o de obter a eficiência que poderia ter tido em levar a verdade ao mundo, como os apóstolos a proclamaram depois do dia de Pentecoste. Houve resistência à luz que deve iluminar toda a Terra com a sua glória, e pela ação de nossos próprios irmãos ela tem, em grande medida, sida conservada afastada do mundo”. EGW, A MENSAGEM DE 1888, CPB, p. 127

Toda essa rejeição por parte de um grande número de adventistas é simplesmente profecia se cumprindo.

Até Mesmo na Igreja Adventista Temos muito mais a temer de dentro do que de fora. Os obstáculos à força e ao êxito são muito maiores da parte da própria igreja do que do mundo. Os incrédulos têm direito de esperar que os que professam observar os mandamentos de Deus e ter a fé de Jesus, façam muito mais que qualquer outra classe para promover e honrar mediante sua vida coerente, seu exemplo piedoso, sua influência ativa, a causa que representam. Mas quantas vezes se têm os professos defensores verdade demonstrado o maior entrave ao seu progresso! A incredulidade com que se contemporiza, as dúvidas expressas, as sombras acariciadas, animam a presença dos anjos maus, e abrem o caminho para a execução dos ardis de Satanás. Mensagens Escolhidas, vol. 1, pág. 122. (Eventos Finais, p. 97-98)

“E naquele tempo, o grupo dos superficiais e conservadores, cuja influência tem constantemente atrasado o progresso da obra, renunciará à fé”. (T5, p. 463) (1885). Eventos Finais, p. 108.

“Alguns não suportarão esse claro testemunho. Reagirão opondo-se a ele, e isso causará uma sacudidura entre os filhos de Deus”. (T1, p. 181) (1857). Eventos Finais, p. 109.

“Não estão em harmonia com o que é correto. Desprezam o claro testemunho que alcança o coração, e se alegrariam de ver silenciados todos aqueles que os reprovam. (T3, p. 297) (1873). Eventos Finais, p. 109

“Muitos Adventistas Tomam Posição Contra a Luz – Nas igrejas [adventistas do sétimo dia] deverá haver admirável manifestação do poder de Deus, mas ela não influirá sobre os que não se têm humilhado diante do Senhor, abrindo a porta do coração pela confissão e arrependimento. Na manifestação desse poder que ilumina a Terra com a glória de Deus, eles só verão alguma coisa que, em sua cegueira, consideram perigosa, alguma coisa que despertará os seus receios, e se disporão a resistir-lhe. Visto que o Senhor não age de acordo com suas idéias e expectativas, eles combaterão a obra. “Por que – dizem eles – não reconheceríamos o Espírito de Deus, se temos estado na obra por tantos anos?” (RH Extra, 23 de dezembro de 1890”). Eventos Finais, p. 209

“Calúnia e opróbrio serão a recompensa daqueles que estão ao lado da verdade tal como é em Jesus. “Todos os que piamente querem viver em Cristo Jesus padecerão perseguições.” II Tim. 3:12. Os que dão claro testemunho contra o pecado serão com certeza tão aborrecidos como o foi o Mestre que lhes deu esta obra a fazer em Seu nome. Como Cristo, serão chamados inimigos da igreja e da religião, e quanto mais sinceros e diligentes forem seus esforços para honrar a Deus, tanto mais cruel será a inimizade dos ímpios e dos hipócritas. Não nos devemos, porém, desanimar quando assim formos tratados.” Mensagens Escolhidas, vol. 1, p. 73

O que fazer diante dessa situação! É o que veremos a seguir.

“Quando a religião de Cristo for mais desprezada, Quando Sua lei for mais esquecida, então nosso zelo deve ser mais fervoroso, e nosso ânimo e firmeza mais inabaláveis. Permanecer em defesa da verdade e da justiça quando a maioria nos abandona, participar das batalhas do Senhor quando são poucos os campeões – essa será nossa prova.  Naquele tempo, devemos tirar calor da frieza dos outros, coragem da covardia e lealdade de sua traição.” (T5, p. 136) (1882) Eventos Finais, p. 111.

Diante de tudo isso, faço das palavras da serva do Senhor, minhas palavras.

Sei que o que digo me colocará em conflito. Esse não é meu desejo; pois o conflito parece ser incessante até o fim dos tempos; mas eu não posso viver covardemente nem morrer covardemente, deixando meu trabalho incompleto. Devo seguir os passos do meu Mestre.” EGW Revista Ministério março – abril 2012 p. 7.

Tempo sem intercessor

Estamos vivendo em um tempo em que decisões devem ser tomadas por aqueles que almejam a salvação. Temos que entender a importância de se buscar a plena libertação do pecado antes do fechamento da porta da graça. Após o momento em que for fechado a porta da graça será demasiado tarde para se buscar libertação do pecado. Nesse tempo os salvos deverão viver um período de tempo sem intercessor. Não estamos nos referindo a um tempo em que os salvos terão que passar sem Cristo, não, não é isso. Estamos nos referindo a um tempo em que Jesus não estará mais atuando como sumo sacerdote no santuário celestial. Cristo estará com os salvos, lhes dando força e poder para manterem uma condição que foi alcançada pela graça de Deus antes do fechamento da porta da graça.

É estarrecedor constatar que mesmo entre os “mestres”, “estudiosos” adventistas esse assunto não é plenamente compreendido e consequentemente não é divulgado como deveria ser. Uma questão que observo entre nosso povo é o fato de encontrarmos muitos “mestres” entre nós, adventistas do sétimo dia, muitos mestres e quase nenhum aluno. Poucos dispostos a aprender, cegos para fatos importantes, mas mesmo assim cheios de disposição para ensinar “seus vastos conhecimentos”.

Um rapaz me apresentou o texto a seguir tentando me provar que ter pensamentos ou sentimentos contrários a vontade de Deus não é pecado se não forem acariciados.

 “Há pensamentos e sentimentos sugeridos e despertados por Satanás, os quais molestam mesmo o melhor dos homens; mas se eles não são acalentados, se são repelidos como odiosos, a mente não se mancha com culpa, e nenhuma outra pessoa é desonrada por sua influência. Oh! que cada um de nós se possa tornar um cheiro de vida para vida aos que nos cercam! Review and Herald, 27 de março de 1888”. Mente Caráter e Personalidade, vol. 2, p. 432

Perguntei a ele então se esses pensamentos ou sentimentos ainda poderiam surgir no salvos depois do fechamento da porta da graça.

Ele me disse: “Me mostre um texto provando que não e eu acreditarei”.

Mostrei então o texto do Grande Conflito p. 623.

“Agora, enquanto nosso grande Sumo Sacerdote está a fazer expiação por nós, devemos procurar tornar-nos perfeitos em Cristo. Nem mesmo por um pensamento poderia nosso Salvador ser levado a ceder ao poder da tentação. […] Mas Cristo declarou de Si mesmo: “Aproxima-se o príncipe deste mundo, e nada tem em Mim.” João 14:30. Satanás nada pôde achar no Filho de Deus que o habilitasse a alcançar a vitória. Tinha guardado os mandamentos de Seu Pai, e não havia nEle pecado que Satanás pudesse usar para a sua vantagem. Esta é a condição em que devem encontrar-se os que subsistirão no tempo de angústia”. O Grande Conflito, p. 623.

Esse rapaz não aceitou e me disse que meu problema com esse texto é a leitura, ou seja, estou cometendo um erro básico ao ler esse texto, não estou então, segundo ele, interpretando corretamente esse texto.

Bom, ao conversar com esse rapaz percebi que o mesmo é inteligente e culto, um dos “mestres” do nosso meio, até mesmo está escrevendo um livro que abordará temas importantes sobre a humanidade de Cristo e justificação pela fé.

“Vi também que muitos não compreendem o que devem ser a fim de viverem à vista do Senhor sem um sumo sacerdote no santuário, durante o tempo de angústia. Os que hão de receber o selo do Deus vivo, e ser protegidos, no tempo de angústia, devem refletir completamente a imagem de Jesus. Vi que muitos negligenciavam a preparação tão necessária, esperando que o tempo do “refrigério” e da “chuva serôdia” os habilitasse para estar em pé no dia do Senhor, e viver à Sua vista. Oh, quantos vi eu no tempo de angústia sem abrigo! Haviam negligenciado a necessária preparação, e portanto não podiam receber o refrigério que todos precisam ter para os habilitar a viver à vista de um Deus santo. Os que recusam ser talhados pelos profetas, e deixam de purificar o espírito na obediência da verdade toda, e se dispõe a crer que seu estado é muito melhor do que realmente é, chegarão ao tempo em que as pragas cairão, e verão que necessitam ser esculpidos e preparados para a edificação. Não haverá, porém, tempo para o fazer, e nem Mediador para pleitear sua causa perante o Pai. Antes desse tempo sairá a declaração terrivelmente solene de que: “Quem é injusto faça injustiça ainda; e quem está sujo suje-se ainda; e quem é justo faça justiça ainda; e quem é santo seja santificado ainda.” Apoc. 22:11. Vi que ninguém poderia participar do “refrigério” a menos que obtivesse a vitória sobre toda tentação, orgulho, egoísmo, amor ao mundo, e sobre toda má palavra e ação. Deveríamos, portanto, estar-nos aproximando mais e mais do Senhor, e achar-nos fervorosamente à procura daquela preparação necessária para nos habilitar a estar em pé na batalha do dia do Senhor. Lembrem todos que Deus é santo, e que unicamente entes santos poderão morar em Sua presença”. Primeiros Escritos, p. 71

“Quem vos descreverá as lamentações que se levantarão, quando, na linha divisória que separa tempo e eternidade, o justo Juiz erguer a voz e declarar: “É tarde demais!” Por muito tempo estiveram abertos os amplos portais do Céu, e os mensageiros celestes convidaram e rogaram: “Quem quiser, receba de graça da água da vida.” Apoc. 22:17. “Hoje, se ouvirdes a Sua voz, não endureçais o vosso coração.” Heb. 3:15. Mas afinal sai o decreto: “Continue o injusto fazendo injustiça, continue o imundo ainda sendo imundo; o justo continue na prática da justiça, e o santo continue a santificar-se.” Apoc. 22:11.” Cristo Triunfante, pág. 78

“Os cristãos professos que chegarem ao tempo de angústia sem estarem preparados, confessarão em seu desespero os seus pecados perante o mundo com palavras de angústia consumidora, ao passo que os ímpios exultam de sua agonia. O caso de todos estes é sem esperança. Quando Cristo Se levantar e deixar o Lugar Santíssimo, começará o tempo de angústia, estará decidido o caso de cada pessoa, e não haverá sangue expiatório para purificar do pecado e corrupção. Quando sai do Santíssimo, Jesus fala em tom decisivo e autoridade real: “Continue o injusto fazendo injustiça, continue o imundo ainda sendo imundo; o justo continue na prática da justiça, e o santo continue a santificar-se. E eis que venho sem demora, e comigo está o galardão que tenho para retribuir a cada um segundo as suas obras.” Apoc. 22:11 e 12. Signs of the Times, 27 de novembro de 1879.” Recebereis Poder, pág. 343

“Quando Jesus Se erguer, no Lugar Santíssimo, depuser Suas vestes intercessoras, e vestir Seus trajes de vingança, sairá a ordem: “Continue o injusto fazendo injustiça… o justo continue na prática da justiça, e o santo continue a santificar-se. E eis que venho sem demora, e comigo está o galardão”. Apoc. 22:11 e 12. Testimonies, vol. 8, págs. 313-315.” Refletindo a Cristo, pág. 304

“Os sinais da vinda de Cristo estão-se cumprindo rapidamente. Satanás vê que não lhe resta senão pouco tempo para operar, e tem posto seus agentes a trabalhar no sentido de revoltar as pessoas do mundo, para que os homens sejam enganados, iludidos, e se conservem ocupados e absorvidos até que termine o tempo da graça, e para sempre se feche a porta da misericórdia.” Conselhos Aos Pais, Professores e Estudantes, pág. 414

“Quando a obra de investigação se encerrar, examinados e decididos os casos dos que em todos os séculos professaram ser seguidores de Cristo, então, e somente então, se encerrará o tempo da graça, fechando-se a porta da misericórdia. Assim, esta breve sentença – “As que estavam preparadas entraram com Ele para as bodas, e fechou-se a porta” – nos conduz através do ministério final do Salvador, ao tempo em que se completará a grande obra para salvação do homem.” Cristo Em Seu Santuário, pág. 101

“A mesma figura do casamento é apresentada na parábola do capítulo 22 de Mateus, onde claramente se representa o juízo de investigação como ocorrendo antes das bodas. Previamente às bodas vem o rei para ver os convidados (Mat. 22:11), a fim de verificar se todos têm trajes nupciais, vestes imaculadas do caráter lavadas e embranquecidas no sangue do Cordeiro (Apoc. 7:14). O que é encontrado em falta, é lançado fora, mas todos os que, sendo examinados, se verificar terem vestes nupciais, são aceitos por Deus e considerados dignos de participar de Seu reino e assentar-se em Seu trono. Esta obra de exame do caráter, para determinar quem está preparado para o reino de Deus, é a do juízo de investigação, obra final do santuário do Céu. Quando a obra de investigação se encerrar, examinados e decididos os casos dos que em todos os séculos professaram ser seguidores de Cristo, então, e somente então, se encerrará o tempo da graça, fechando-se a porta da misericórdia. Assim, esta breve sentença – “As que estavam preparadas entraram com Ele para as bodas, e fechou-se a porta” – nos conduz através do ministério final do Salvador, ao tempo em que se completará a grande obra para salvação do homem.” Cristo Em Seu Santuário, pág. 101

“Quando se encerrar a obra do juízo de investigação, o destino de todos terá sido decidido, ou para a vida, ou para a morte. O tempo da graça finaliza pouco antes do aparecimento do Senhor nas nuvens do céu. Cristo, no Apocalipse, prevendo aquele tempo, declara: “Quem é injusto, faça injustiça ainda; quem está sujo suje-se ainda; e quem é justo, faça justiça ainda; e quem é santo seja santificado ainda. E, eis que cedo venho, e o Meu galardão está comigo, para dar a cada um segundo a sua obra.” Apoc. 22:11 e 12.  Os justos e os ímpios estarão ainda a viver sobre a Terra em seu estado mortal: estarão os homens a plantar e a construir, comendo e bebendo, todos inconscientes de que a decisão final, irrevogável, foi pronunciada no santuário celestial. Antes do dilúvio, depois que Noé entrou na arca, Deus o encerrou ali, e excluiu os ímpios; mas, durante sete dias, o povo, não sabendo que seu destino se achava determinado, continuou em sua vida de descuido e de amor aos prazeres, zombando das advertências sobre o juízo iminente. “Assim”, diz o Salvador, “será também a vinda do Filho do homem.” Mat. 24:39. Silenciosamente, despercebida como o ladrão à meia-noite, virá a hora decisiva que determina o destino de cada homem, sendo retraída para sempre a oferta de misericórdia ao homem culpado. “Vigiai, pois, … para que, vindo de improviso, não vos ache dormindo.” Mar. 13:35 e 36. Perigosa é a condição dos que, cansando-se de vigiar, volvem às atrações do mundo. Enquanto o homem de negócios está absorto em busca de lucros, enquanto o amante dos prazeres procura satisfazer aos mesmos, enquanto a escrava da moda está a arranjar os seus adornos – pode ser que naquela hora o Juiz de toda a Terra pronuncie a sentença: “Pesado foste na balança, e foste achado em falta.” Dan. 5:27. O Grande Conflito, págs. 479-491.” Cristo Em Seu Santuário, pág. 119-120

“Aqueles que adiam seu preparo não poderão obtê-lo no tempo de angústia, ou em qualquer momento posterior. O caso de todos esses não têm solução”.  Edição condensada 2013, O Grande Conflito, p. 265

“Os que estiverem vivendo sobre a Terra quando a intercessão de Cristo cessar no santuário celestial, deverão, sem mediador, estar em pé na presença do Deus santo. Suas vestes devem estar imaculadas, o caráter liberto de pecado, pelo sangue da aspersão. Mediante a graça de Deus e seu próprio esforço diligente, devem eles ser vencedores na batalha contra o mal”. GC, p. 425.

Intenção de Satanás

 “O grande conflito entre Cristo e Satanás, que tem prosseguido durante quase seis mil anos, logo deve terminar; e o maligno redobra seus esforços para frustrar a obra de Cristo em prol do homem, e prender as almas em suas ciladas. Reter o povo em trevas e impenitência, até que termine a mediação do Salvador e não mais haja sacrifício pelo pecado, é o objetivo que ele procura realizar”. Grande Conflito pág. 518”    

Infelizmente aqueles de deveriam estar alertando o povo de Deus estão fazendo exatamente o contrário, estão ajudando o inimigo das almas a alcançar seu objetivo que é, “reter o povo em trevas e impenitência, até que termine a mediação do Salvador e não mais haja sacrifício pelo pecado”.    Reter as pessoas no pecado até que seja tarde demais”.  

                                        

“Os acontecimentos ligados ao final do tempo da graça e obra de preparo para o período de angústia, acham-se claramente apresentados. Multidões, porém, não possuem maior compreensão destas importantes verdades do que teriam se nunca houvessem sido reveladas. Satanás vigia para impedir toda impressão que os faria sábios para a salvação, e o tempo de angústia os encontrará sem o devido preparo.” O Grande Conflito, pág. 594

TRISTE! MUITO TRISTE!

Pecadores sem intercessor?

“O PERÍODO QUE SUCEDERÁ AO TÉRMINIO DA OBRA DE CRISTO NO SANTUÁRIO CELESTIAL SERÁ MUITO DIFÍCIL, MAS NÃO PRECISA GERAR ANGÚSTIA PRÉVIA” ÁNGEM MANUEL RODRIGUES

Ellen White, cofundadora da Igreja Adventista, fez uma série de declarações teológicas importantes sobre o término da mediação de Cristo em favor dos pecadores no santuário celestial, pouco antes de Seu retorno em glória à Terra (Primeiros Escritos, p. 280; O Grande Conflito, p. 425; Patriarcas e profetas, p. 201). Na interpretação de alguns, isso significa que os crentes viverão durante o tempo de angústia sem acesso à graça. Essa interpretação provoca medo e até ansiedade, pois destrói a certeza da salvação. Além disso, coloca a ênfase nas realizações humanas, deixando de lado a justificação pela fé. Porém, um olhar mais detalhado para as declarações sobre o tema feitas pela pioneira adventista indica que, durante o tempo de angústia futuro, o povo de Deus poderá ainda confiar no poder expiatório da cruz de Cristo.

CORREÇÃO DE EQUÍVOCOS

É importante começar destacando que Ellen White não falou sobre o que irá acontecer depois de Cristo concluir Sua obra mediadora no Céu. Primeiro, ela não declarou em nenhum de seus escritos que o povo de Deus não terá mais que lutar contra sua natureza pecaminosa. Ao contrário, ninguém poderá dizer que está sem pecado até ser transformado por ocasião do retorno de Cristo (Mensagens Escolhidas, v. 3, p.355)

Em segundo lugar, ela não disse que, quando Cristo completar Seu trabalho no Céu, o manto de Sua justiça imputada será removido do crente. Terceiro, ela não afirmou que Cristo e o Espírito Santo abandonarão o povo de Deus, nos deixando a sobreviver por conta própria no fim do tempo do fim. Em vez disso, Ellen White escreveu que Deus estenderia ‘uma cobertura sobre Seu povo, a fim de protege-lo no tempo de angústia’, e que cada pessoa que se decidir pela verdade será ‘coberta com a proteção do Todo-poderoso’ (Primeiros Escritos, p. 43). Ou seja, nesse período, Cristo ainda continuará a oferecer aos Seus seguidores fiéis perdão pleno e justificação completa (O Grande Conflito, p.484).

A SALVAÇÃO PESSOAL NÃO É OBRA NOSSA, MAS RESULTADO DO SACRIFÍCIO DE CRISTO

A EXPERIÊNCIA DO POVO DE DEUS

Quando Cristo concluir Sua intercessão no santuário celestial, o Espírito Santo não trabalhará mais pela conversão dos ímpios. Eles serão abandonados nas mãos de Satanás, castigados pelas sete últimas pragas e Satanás tentará exterminar o povo de Deus (Primeiros Escritos, p. 279, 280).

Nesse período futuro, o povo remanescente de Deus passará por um período de angústia. Pelo fato de se sentirem abandonados por Deus, os fiéis estarão preocupados com sua indignidade espiritual e temerão ser exterminados (O Grande Conflito, p.616-619). Contudo, Deus usará essa experiência para refiná-los. Depois de passarem por esse fogo de provação, a imagem de Cristo se refletirá perfeitamente no povo de Deus (p. 621).

Nesse contexto, os filhos de Deus clamarão dia e noite por livramento. Satanás se aproveitará dessa fragilidade para insinuar que eles não têm esperança, pois acumularam muitos pecados. E é isso que eles constatam ao revisar a própria consciência: pouco fizeram de bem e estarão convictos de sua indignidade (p. 618, 619).

No entanto, eles escolhem confiar no sacrifício expiatório de Cristo. Assim como Jacó exercitou confiança no meio do desespero, nada poderemos fazer a não ser confiar ‘nos méritos do Salvador crucificado e ressuscitado. Ninguém jamais perecerá enquanto fizer isso’, garante a profetisa em Patriarcas e Profetas, p. 203.

Preste bastante atenção: Embora ‘os únicos que serão encontrados fiéis’ são ‘os que preferem morrer a praticar um ato errôneo’ (Testemunho Para a Igreja, v. 5, p. 53), não é a perfeição de caráter deles que lhes garantirá a salvação e vitória. Somente a morte substitutiva de Cristo – o evangelho eterno – pode fazer isso por eles.

Os salvos encontrarão refúgio no Cordeiro que foi morto por eles (Ap. 14:1).  O senso de indignidade permanecerá com eles até a segunda vinda de Cristo, quando exclamarão: ‘Quem poderá subsistir?’ Porém Jesus lhes responderá: ‘A minha graça é o que basta para você’ (O Grande Conflito, p. 641). A graça ainda estará disponível para o povo de Deus durante o tempo de angústia, o que significa que o sacrifício expiatório de Cristo por ele continuará válido nesse período.

PERFEIÇÃO CRISTÃ

Nos escritos de Ellen White encontramos também orientação de como nos preparar para o tempo de angústia. Sobre essa questão, ela se refere à perfeição cristã como a obra de ‘afastamento do pecado’, o que para ela era a obra ‘mais claramente apresentada nas mensagens do capítulo 14 de Apocalipses’ 9º Grande Conflito, p. 425).

Ellen White entendia afastamento do pecado como justificação pela fé e obediência aos mandamentos de Deus (Manuscript Releases, v. 12, p. 193). O objetivo de Deus com esse processo é preparar Seu povo e o mundo para a segunda vinda de Cristo (O Grande Conflito, p. 435).

Portanto, nesse contexto, a perfeição cristã consiste na submissão diária da nossa vontade à vontade de Deus, numa atitude de confiança constante na graça divina (1 Jo. 2:1,2). Não é o objetivo da busca pela perfeição cristã capacitar-nos para sermos vitoriosos sem mediação de Cristo no futuro, mas tornar-nos mais semelhante a Jesus, pelo poder do Espírito e mais útil ao próximo hoje. Definitivamente, nossa salvação não é uma obra nossa, mas o resultado do sacrifício substitutivo e suficiente de Cristo”.

Pr. ÁNGEL MANUEL RODRIGUES

Revista Adventista, Junho de 2021, A VOZ QUE CLAMA NO DESERTO, p. 28 e 29

Peguei essa revista hoje, 21/08 de 2021, na igreja que frequento, fiquei bastante triste ao ler esse artigo, farei algumas considerações sobre o mesmo.

A começar pelo título. “Pecadores sem intercessor?”. Notem que existe uma interrogação, será que o autor tem alguma dúvida sobre o fato da existência de um tempo em que os salvos passarão por um tempo em que Cristo não estará mais atuando como intercessor no santuário celestial? Para aqueles que talvez não tenham conhecimento desse fato vou deixar apenas dois textos do Espírito de profecia dentre muitos que confirmam esse fato.

Naquele tempo terrível, depois de finalizada a mediação de Jesus, os santos passaram a viver à vista de um Deus santo, sem intercessor”. Primeiros Escritos, pág. 280

“Estes são os que seguem o Cordeiro para onde quer que vai.” Apoc. 14:1-5. “Estes, tendo sido trasladados da Terra, dentre os vivos, são tidos como as primícias para Deus e para o Cordeiro.” Apoc. 15:3. “Estes são os que vieram de grande tribulação” (Apoc. 7:14); passaram pelo tempo de angústia tal como nunca houve desde que houve nação; suportaram a aflição do tempo da angústia de Jacó; permaneceram sem intercessor durante o derramamento final dos juízos de Deus. O Grande Conflito, págs. 648 e 649.” Eventos Finais, pág. 268

Precisamos destacar que não estamos falando de um tempo em que os salvos viverão SEM Jesus, Jesus estará com eles os fortalecendo e protegendo. Terceiro, ela não afirmou que Cristo e o Espírito Santo abandonarão o povo de Deus, nos deixando a sobreviver por conta própria no fim do tempo do fim”.

Nem ela nem nós afirmamos tal coisa. Nesse tempo Cristo não estará mais atuando como intercessor. Nesse tempo não haverá mais oportunidade para perdão e transformação para aqueles que ainda estiverem vivendo em pecado. Mas Cristo estará com os salvos, os fortalecendo e protegendo durante o tempo de angústia.

Falsa acusação!

Além disso, coloca a ênfase nas realizações humanas, deixando de lado a justificação pela fé”.

“Definitivamente, nossa salvação não é uma obra nossa, mas o resultado do sacrifício substitutivo e suficiente de Cristo”.

Onde estão as pessoas que estão colocando ênfase nas realizações humanas e colocando de lado a justificação pela fé? Onde estão as pessoas que estão defendendo salvação pelas obras? Se procurarem verão que não defendo salvação pelas obras e sim pela graça. Precisamos, porém, entender do que a graça nos salva. Cristo nos salva DO pecado e não NO pecado. Mateus 1:21.

Uma grande mentira!

A graça ainda estará disponível para o povo de Deus durante o tempo de angústia, o que significa que o sacrifício expiatório de Cristo por ele continuará válido nesse período”.

Ou seja, nesse período, Cristo ainda continuará a oferecer aos Seus seguidores fiéis perdão pleno e justificação completa (O Grande Conflito, p.484).

Cristo ainda estará oferendo perdão durante o tempo de angústia?      O que Dizer dos textos a seguir.

“Os cristãos professos que chegarem ao tempo de angústia sem estarem preparados, confessarão em seu desespero os seus pecados perante o mundo com palavras de angústia consumidora, ao passo que os ímpios exultam de sua agonia. O caso de todos estes é sem esperança. Quando Cristo Se levantar e deixar o Lugar Santíssimo, começará o tempo de angústia, estará decidido o caso de cada pessoa, e não haverá sangue expiatório para purificar do pecado e corrupção. Quando sai do Santíssimo, Jesus fala em tom decisivo e autoridade real: “Continue o injusto fazendo injustiça, continue o imundo ainda sendo imundo; o justo continue na prática da justiça, e o santo continue a santificar-se. E eis que venho sem demora, e comigo está o galardão que tenho para retribuir a cada um segundo as suas obras”. Apoc. 22:11 e 12. Signs of the Times, 27 de novembro de 1879.” MM, Recebereis Poder, pág. 343

“Vi também que muitos não compreendem o que devem ser a fim de viverem a vista do Senhor sem um sumo sacerdote no santuário, durante o tempo de angústia. Os que ao de receber o selo do Deus vivo, e ser protegidos, no tempo de angústia, devem refletir completamente a imagem de Jesus” P. E. pág. 71; Vida e Ensinos, pág. 112

“Os pretensos crentes, que chegam despreparados ao tempo de angústia, confessarão, em seu desespero, seus pecados perante o mundo em palavras de angústia, enquanto que os ímpios exultam sobre seu desespero. O caso de todos eles é sem esperança. Os que adiaram a preparação para o dia de Deus não podem fazer essa preparação no tempo de angústia nem em qualquer período futuro.” – Signs of the Times, 27 de novembro de 1879. O Batismo do Espírito Santo, pág. 112

“Os que estiverem vivendo sobre a Terra quando a intercessão de Cristo cessar no santuário celestial, deverão, sem mediador, estar em pé na presença do Deus santo. Suas vestes devem estar imaculadas, o caráter liberto de pecado, pelo sangue da aspersão. Mediante a graça de Deus e seu próprio esforço diligente, devem eles ser vencedores na batalha contra o mal”. GC, p. 425.

“Quando nos lembramos que ninguém sabe quando seu tempo de graça findará, como ousamos viver despreparados, desprevenidos para encontrar com nosso Senhor? Como ousamos continuar pecadores e maculados? Por que não temos medo? Por que não estamos perturbados? Por que não percebemos nosso perigo? […] O Senhor operaria poderosamente por Seu povo, se este abandonasse as obras das trevas e se revestisse de Sua justiça. […]”– Manuscrito 13, 8 de junho de 1902, “O Povo de Deus Deve Ser Portador de Luz”. Olhando Para O Alto MM, pág. 167

Por que o autor não colocou o texto do Grande Conflito, p. 623 que veremos a seguir nesse artigo? Esse texto é sem dúvida alguma o texto mais negligenciado por todos os teólogos “politicamente corretos”, teólogos que ensinam o que a maioria quer ouvir e não o que eles precisam ouvir.

“Agora, enquanto nosso grande Sumo Sacerdote está a fazer expiação por nós, devemos procurar tornar-nos perfeitos em Cristo. Nem mesmo por um pensamento poderia nosso Salvador ser levado a ceder ao poder da tentação. Satanás encontra nos corações humanos algum ponto em que pode obter apoio; algum desejo pecaminoso é acariciado, por meio do qual suas tentações asseguram a sua força. Mas Cristo declarou de Si mesmo: “Aproxima-se o príncipe deste mundo, e nada tem em Mim.” João 14:30. Satanás nada pôde achar no Filho de Deus que o habilitasse a alcançar a vitória. Tinha guardado os mandamentos de Seu Pai, e não havia nEle pecado que Satanás pudesse usar para a sua vantagem. Esta é a condição em que devem encontrar-se os que subsistirão no tempo de angústia.Grande Conflito, p. 623

Satanás quer prender os homens no pecado até que seja tarde demais.

Artigos como esse que foi publicado na revista Adventista ajudará Satanás “prender as almas em suas ciladas”. É objetivo de Satanás: “Reter o povo em trevas e impenitência, até que termine a mediação do Salvador e não mais haja sacrifício pelo pecado”. Ou seja, reter os homens no pecado até que termine o período de graça, “e não mais haja sacrifício pelo pecado”. Reter os homens no pecado até que seja tarde demais.

“O grande conflito entre Cristo e Satanás, que tem prosseguido durante quase seis mil anos, logo deve terminar; e o maligno redobra seus esforços para frustrar a obra de Cristo em prol do homem, e prender as almas em suas ciladas. Reter o povo em trevas e impenitência, até que termine a mediação do Salvador e não mais haja sacrifício pelo pecado, é o objetivo que ele procura realizar. Não se fazendo um esforço especial para resistir ao seu poder, prevalecendo a indiferença na igreja e no mundo, Satanás não se preocupa; pois que não se acha em perigo de perder os que está levando em cativeiro, à sua vontade. Mas ao ser chamada a atenção para as coisas eternas, e almas indagarem: “Que é necessário que eu faça para me salvar?” ele está a postos, procurando opor seu poder ao de Cristo, e neutralizar a influência do Espírito Santo.” Grande Conflito, pág. 518

 “Essa interpretação provoca medo e até ansiedade, pois destrói a certeza da salvação”.

Parece ser uma preocupação fazer com que as pessoas, os adventistas, tenham certeza da salvação, e vivam sem medo ou ansiedade. Será que é válido alcançar esse objetivo ensinando mentiras? Muitos descobrirão um dia, quando já for tarde demais, que foram enganados.

“Aqueles que adiam seu preparo não poderão obtê-lo no tempo de angústia, ou em qualquer momento posterior. O caso de todos esses não têm solução”.  Edição condensada 2013, O Grande Conflito, p. 265

“Entre nós, há os que, como Acã, farão confissões quando for demasiado tarde para se salvarem. […] Eles não estão em harmonia com o que é correto. Desprezam o testemunho positivo que atinge o coração, e gostariam que fossem silenciados todos os que fazem repreensões”. Testimonies, vol. 3, p. 272. Eventos Finais p. 175-176

Purificação durante o tempo de angústia?

O Pr. Ángel Manuel Rodrigues afirma que Deus usará “usará essa experiência” (tempo de angústia) “para refiná-los. Depois de passarem por esse fogo de provação, a imagem de Cristo se refletirá perfeitamente no povo de Deus”.

 “Nesse período futuro, o povo remanescente de Deus passará por um período de angústia. Pelo fato de se sentirem abandonados por Deus, os fiéis estarão preocupados com sua indignidade espiritual e temerão ser exterminados (O Grande Conflito, p.616-619). Contudo, Deus usará essa experiência para refiná-los. Depois de passarem por esse fogo de provação, a imagem de Cristo se refletirá perfeitamente no povo de Deus (p. 621)”.

Será que no tempo de angústia depois do fechamento da porta da graça Deus ainda estará purificando os salvos?

No texto a seguir vemos que a preparação para o dia de Deus não pode ser feita no tempo de angústia.

“Os pretensos crentes, que chegam despreparados ao tempo de angústia, confessarão, em seu desespero, seus pecados perante o mundo em palavras de angústia, enquanto que os ímpios exultam sobre seu desespero. O caso de todos eles é sem esperança. Os que adiaram a preparação para o dia de Deus não podem fazer essa preparação no tempo de angústia nem em qualquer período futuro. – Signs of the Times, 27 de novembro de 1879. O Batismo do Espírito Santo, pág. 112

Com entender então o texto a seguir onde a serva do Senhor afirma que o tempo de angústia é o “cadinho”, (instrumento de purificação do ouro) que “produzirá caracteres à semelhança de Cristo”?

 “O tempo de angústia é o cadinho que produzirá caracteres à semelhança de Cristo. Designa-se a levar o povo de Deus a renunciar a Satanás e suas tentações. O último conflito revelar-lhes-á Satanás em seu verdadeiro caráter, o de um tirano cruel, e fará por eles o que coisa alguma poderia realizar erradicá-lo das afeições deles. Pois amar e nutrir o pecado, é amar e nutrir seu autor, aquele inimigo mortal de Cristo. Quando eles desculpam o pecado e se apegam à perversidade de caráter, dão a Satanás um lugar em suas afeições, e rendem-lhe homenagem”. MM 1962, Nossa Alta Vocação, p. 319

A resposta está no livro Eventos Finas

“Antes do fim do tempo da graça – Na página 33 [de Primeiros escritos] foi dito o seguinte: ‘[…] No início do tempo de angústia, ficamos cheios do Espírito Santo, quando saímos para proclamar o sábado mais amplamente’”.

“Esta visão foi dada em 1847, quando havia apenas poucos dentre os irmãos do advento observando o sábado, e desses somente uns poucos supunham que sua observância era de suficiente importância para constituir uma linha de separação entre o povo de Deus e os incrédulos. Agora o cumprimento desta visão está começando a ser visto.

O “início do tempo de angústia” ali mencionado, não se refere ao tempo em que as pragas começarão a ser derramadas, mas a um breve período, pouco antes, enquanto Cristo está no santuário. Nesse tempo, enquanto a obra de salvação está se encerrando, tribulações virão sobre a Terra, e as nações ficarão iradas, embora contidas para não impedir a obra do terceiro anjo. (P E, p. 85 e 86) (1854). Eventos Finais, p. 90

Esse tempo de angústia que é citado pela serva do Senhor como sendo um meio de Deus purificar Sua igreja não é o tempo de angústia onde estarão caindo as pragas do Apocalipse, quando já estará fechada a porta da graça. Esse tempo de angústia é um breve período de tempo antes de Cristo terminar Sua intercessão por nós no santuário celestial.

O “início do tempo de angústia” ali mencionado, não se refere ao tempo em que as pragas começarão a ser derramadas, mas a um breve período, pouco antes, enquanto Cristo está no santuário”. Eventos Finais, p. 90

“O amor de Deus à Sua igreja é infinito. Incessante é Seu cuidado de Sua herança. Ele não permite que aflição humana alguma sobrevenha à igreja senão unicamente a que é necessária para sua purificação, seu bem presente e eterno. Purificará Sua igreja assim como purificou o templo no princípio e no fim de Seu ministério na Terra. Tudo que Ele traz sobre a igreja em forma de provações e aflições, fá-lo para que Seu povo adquira mais profunda piedade e mais força para levar a todas as partes do mundo as vitórias da cruz”. Testemunhos Seletos, vol. 3, págs. 391 e 392.

“Aflições, cruzes, tentações, adversidades e nossas várias provações, são os agentes divinos para nos purificar, santificar e preparar-nos para o celeiro celeste”. Testemunhos Seletos, vol. 1, pág. 313”. Eventos Finais, p. 96

Ao falarmos sobre o tempo de angústia é bom sabermos que existe um breve tempo de angústia antes do fechamento da porta da graça, esse é o tempo que Deus usará para purificar Sua igreja. Essa purificação não ocorrerá depois do fechamento da porta da graça.

“Aqueles que adiam seu preparo não poderão obtê-lo no tempo de angústia, ou em qualquer momento posterior. O caso de todos esses não têm solução”.  Edição condensada 2013, O Grande Conflito, p. 265

Muitos estão ensinando uma religião “piegas”!

“Há esperança para cada um de nós, mas de uma só maneira – apegando-nos a Cristo e empregando toda energia para obter a perfeição de Seu caráter. Essa religião piegas que faz pouco do pecado, e só realça o amor de Deus pelo pecador, encoraja os pecadores a crer que Deus os salvará enquanto continuarem no pecado, sabendo que é pecado. É isso que estão fazendo muitos que professam crer na verdade presente”. MM 2002, Cristo Triunfante, p. 80

Fico triste por saber que poucos irão ler esse artigo, ao passo que muitos receberão a revista adventista contendo esse artigo com tantas inverdades. Que o Senhor tenha misericórdia de nós e nos livre das ciladas do inimigo!

Desperta professo povo de Deus!

ESTAMOS COMETENDO O MESMO ERRO!

“Antes de Sua crucifixão o Salvador explicou a Seus discípulos que Ele deveria ser morto, e do túmulo ressuscitar; anjos estavam presentes para gravar-lhes Suas palavras na mente e no coração. (Mar. 8:31 e 32; Mar. 9:31; Mar. 10:32-34.) Mas os discípulos aguardavam livramento temporal do jugo romano, e não podiam tolerar a idéia de que Aquele em quem se centralizavam todas as suas esperanças devesse sofrer uma morte ignominiosa. As palavras de que necessitavam lembrar-se, fugiram-lhes do espírito; e, ao chegar o tempo da prova, esta os encontrou desprevenidos. A morte de Cristo destruiu-lhes tão completamente as esperanças, como se Ele não os houvesse advertido previamente.”.

“Assim, nas profecias, o futuro se patenteia diante de nós tão claramente como se revelou aos discípulos pelas palavras de Cristo. Os acontecimentos ligados ao final do tempo da graça e obra de preparo para o período de angústia, acham-se claramente apresentados. Multidões, porém, não possuem maior compreensão destas importantes verdades do que teriam se nunca houvessem sido reveladas”. O Grande Conflito, pág. 594. [Eventos finais, p. 13 e 14]

Segundo o que nos é dito pelo Espírito de profecia, o professo povo de Deus está cometendo o mesmo erro cometido pelos apóstolos. Jesus lhes ensinou tudo que precisavam saber para enfrentarem os momentos difíceis que eles passariam. Mas, as “palavras de que necessitavam lembrar-se, fugiram-lhes do espírito; e, ao chegar o tempo da prova, esta os encontrou desprevenidos”.

Hoje, os “acontecimentos ligados ao final do tempo da graça e obra de preparo para o período de angústia, acham-se claramente apresentados”.

Mas, mesmo o Senhor revelando tudo que precisamos saber para o final do tempo da graça e o preparo para o tempo de angústia. Mesmo assim: Multidões, porém, não possuem maior compreensão destas importantes verdades do que teriam se nunca houvessem sido reveladas”.

Você já viu alguma lição da Escola Sabatina tratando desse tema? Final do tempo da graça e preparo para o tempo de angústia?

 Você já recebeu algum material para semana de oração que abordava esse tema?

 Você já viu algum pastor pregar sobre isso? Algum pastor já apresentou para você o texto a seguir do Grande conflito?

“Nem mesmo por um pensamento poderia nosso Salvador ser levado a ceder ao poder da tentação. […] Mas Cristo declarou de Si mesmo: “Aproxima-se o príncipe deste mundo, e nada tem em Mim.” João 14:30. Satanás nada pôde achar no Filho de Deus que o habilitasse a alcançar a vitória. Tinha guardado os mandamentos de Seu Pai, e não havia nEle pecado que Satanás pudesse usar para a sua vantagem. Esta é a condição em que devem encontrar-se os que subsistirão no tempo de angústia”. O Grande Conflito, p. 623.

Não estou julgando, estou apenas constatando um fato. Nossos pastores, pelo menos a maioria, parece que possuem compromisso com alguma coisa, não sei o que, o que sei e que pode ser constatado, é que eles não possuem compromisso com a verdade.  “São “cães mudos, que não querem ladrar” ensinado uma religião “piegas”! Um dia vão responder por isso!

“Vemos aí que a igreja – o santuário do Senhor – foi a primeira a sentir o golpe da ira de Deus. Os anciãos, aqueles a quem Deus dera grande luz, e que haviam ocupado o lugar de depositários dos interesses espirituais do povo, haviam traído o seu depósito. Colocaram-se no ponto de vista de que não precisamos esperar milagres e as assinaladas manifestações do poder de Deus, como nos dias da antiguidade. Os tempos mudaram. Estas palavras fortaleceram-lhes a incredulidade, e dizem: O Senhor não fará bem nem mal. É demasiado misericordioso para visitar Seu povo em juízos. Assim, paz e segurança é o grito de homens que nunca mais erguerão a voz como trombeta para mostrar ao povo de Deus suas transgressões, e à casa de Jacó os seus pecados. Esses cães mudos, que não querem ladrar, são aqueles que sentirão a justa vingança de um Deus ofendido. Homens, virgens e crianças, todos perecerão juntos”. Testemunhos Seletos, p. 65 2 66

“Há esperança para cada um de nós, mas de uma só maneira – apegando-nos a Cristo e empregando toda energia para obter a perfeição de Seu caráter. Essa religião piegas que faz pouco do pecado, e só realça o amor de Deus pelo pecador, encoraja os pecadores a crer que Deus os salvará enquanto continuarem no pecado, sabendo que é pecado. É isso que estão fazendo muitos que professam crer na verdade presente”. MM 2002, Cristo Triunfante, p. 80

Se não ensinar a verdade já é algo tremendamente triste, mais triste ainda é o fato de que perseguem os que ousam falar a verdade em nossa igreja, digo Igreja Adventista do Sétimo Dia, os que ousam falar a verdade, são proibidos de pregar, perdem seus cargos na igreja, são caluniados e outras coisas mais. Eu sou testemunha desse fato. Sempre fui ativo na igreja. Sempre tive cargos na igreja e sempre pragava. Hoje sou proibido de pregar, e não tenho mais cargos, mesmo não tendo sido me mostrado que eu estivesse ensinando algo errado. Fui visitado pelo departamental Pr. Luiz Claudio Leite que na época era da Mineira Sul. Não me mostrou que estivesse ensinando algo errado, mesmo assim procederam comigo de forma covarde e injusta. Estou relatando esses fatos simplesmente para comprovar a perseguição injusta que sofrem os que ousam falar a verdade, verdade omitida justamente por aqueles que deveriam pregá-la.

Verdades omitidas de nosso povo!

“Os que estiverem vivendo sobre a Terra quando a intercessão de Cristo cessar no santuário celestial, deverão, sem mediador, estar em pé na presença do Deus santo. Suas vestes devem estar imaculadas, o caráter liberto de pecado, pelo sangue da aspersão. Mediante a graça de Deus e seu próprio esforço diligente, devem eles ser vencedores na batalha contra o mal”. GC, p. 425.

UM DIA SERÁ TARDE DEMAIS!

Nossa plena purificação deve ocorrer antes do fechamento da porta da graça.

“Quando Cristo vier, será então demasiado tarde para que os erros sejam corrigidos, demasiado tarde para que o caráter seja mudado, demasiado tarde para obter um caráter santo. Agora é o tempo da preparação; agora é o tempo em que podemos ter nossos defeitos removidos; agora é o tempo em que nossos pecados devem ser submetidos, de antemão ao juízo, ser confessados e pelo arrependimento obter perdão para nossos nomes. Que Deus ajude aqueles que ensinam a verdade a serem modelos de piedade, repletos de mansidão e de bons frutos. Carta 60, 1886. 26 de dezembro, Olhando Para o Alto p. 367.

Jesus não altera o caráter em Sua vinda. A obra de transformação tem que ser efetuada agora”. Eventos Finais, p. 295

“Os pretensos crentes, que chegam despreparados ao tempo de angústia, confessarão, em seu desespero, seus pecados perante o mundo em palavras de angústia, enquanto que os ímpios exultam sobre seu desespero. O caso de todos eles é sem esperança. Os que adiaram a preparação para o dia de Deus não podem fazer essa preparação no tempo de angústia nem em qualquer período futuro”. – Signs of the Times, 27 de novembro de 1879; O Batismo do Espírito Santo, p. 112.

Entre nós, há os que, como Acã, farão confissões quando for demasiado tarde para se salvarem. […] Eles não estão em harmonia com o que é correto. Desprezam o testemunho positivo que atinge o coração, e gostariam que fossem silenciados todos os que fazem repreensões”. Testimonies, vol. 3, p. 272. Eventos Finais p. 175-176

 “Aqueles que adiam seu preparo não poderão obtê-lo no tempo de angústia, ou em qualquer momento posterior. O caso de todos esses não têm solução”.  Edição condensada 2013, O Grande Conflito, p. 265

“[…] O fim está perto, a graça está para terminar. Busquemos a Deus enquanto Se pode achar; invoquemo-Lo enquanto está perto!  Eventos Finais, p. 18

Desperta professo povo de Deus!

Libertação das propensões pecaminosas.

Não precisamos reter propensões pecaminosas

Existe um grande debate na igreja Adventista do Sétimo Dia sobre a humanidade de Cristo, vemos dois extremos sendo defendido, uma parte da igreja defende que Jesus não assumiu a natureza caída porque não tinha propensões ou inclinações para pecar, uma outra parte defende que Jesus assumiu natureza caída e possuía sim inclinações ou propensões para pecar herdadas. Curioso é o fato de não ser levado em consideração a possibilidade de Jesus ter assumido natureza caída e não ter tido propensões ou inclinações para pecar. Ao que parece para a maioria, a natureza só pode ser considerada caída se tiver algum tipo de propensão ou inclinação para pecar se manifestando. Se não existe propensão ou tendência para pecar então não é natureza caída. Repito que não levam em consideração a possibilidade de natureza caída sem propensão ou tendência para pecar se manifestando.

Existe sim a possibilidade da natureza caída ser transformada e as propensões ou tendências para pecar estarem sendo guiadas pelo Espírito e não mais pela carne, (Romanos 8: 4-5). Existe sim a possibilidade das propensões ou inclinações pecaminosas, voltadas para o pecado, serem erradicadas ou eliminadas.

Não digo erradicadas ou eliminadas definitivamente, isso somente ocorrerá na glorificação. Digo eliminadas ou erradicadas, no sentido de subjugadas, propensões ou inclinações antes voltadas para o mal agora voltadas para o bem pelo poder de Deus.

Até a glorificação continuaremos susceptíveis a estarmos sendo guiados pela carne, com propensões ou tendências para o pecado se manifestando, desejos e pensamentos voltados para o pecado, caso não estejamos sendo guiados pelo Senhor o Espírito Santo.

Jesus assumiu nossa natureza e provou que ela não é desculpa para continuarmos vivendo como escravos do pecado.  Ele provou que é possível para aqueles que entregam suas vidas a Ele, serem transformados a tal ponto que estarão vivendo com desejos e pensamentos totalmente voltados para o bem. Essa é a verdadeira norma de santidade que o Senhor tem para aqueles que almejam a salvação, esta é a norma necessária para subsistir no tempo de angústia.

Nem mesmo por um pensamento poderia nosso Salvador ser levado a ceder ao poder da tentação. Satanás encontra nos corações humanos algum ponto em que pode obter apoio; algum desejo pecaminoso é acariciado, por meio do qual suas tentações asseguram a sua força. Mas Cristo declarou de Si mesmo: “Aproxima-se o príncipe deste mundo, e nada tem em Mim.” João 14:30. Satanás nada pôde achar no Filho de Deus que o habilitasse a alcançar a vitória. Tinha guardado os mandamentos de Seu Pai, e não havia nEle pecado que Satanás pudesse usar para a sua vantagem. Esta é a condição em que devem encontrar-se os que subsistirão no tempo de angústia”. O Grande Conflito, p. 623.

Convido então meus irmãos para analisarem a possibilidade que não tem sido levada em consideração.

Natureza caída, transformada, purificada, com propensões ou tendências voltadas para o bem pelo poder de Deus.

POSSIBILIDADE DE LIVRAMENTO DAS PROPENSÕES PECAMINOSAS

CARÁTER PURIFICADO “Precisamos compreender que pela fé em Cristo é nosso privilégio ser participante da natureza divina e livrar-nos da corrupção das paixões que há no mundo. Então somos purificados de todo pecado, de todos os defeitos de caráter. Não precisamos reter nenhuma propensão pecaminosa”. [Citação de Efésios 2:1-6] Comentários de Ellen G. White, SDABC, vol. 7, p. 943; Lição da Escola Sabatina, 2° Trim. 1990, Cristo o Único Caminho p. 149.

Vimos nesse texto e veremos em outros que não precisamos reter nossas inclinações ou propensões pecaminosas.

Imagina que uma pessoa se entregue realmente a Deus, e seja plenamente transformado e purificado pela graça de Deus, a tal ponto que, suas propensões e inclinações antes voltadas para o mal, agora estejam voltadas para o bem. Não mais dominadas pela carne, mas sim pelo Espírito.

          “Porque os que se inclinam para a carne cogitam das coisas da carne; mas os que se inclinam para o Espírito, das coisas do Espírito. Porque o pendor da carne dá para a morte, mas o do Espírito, para a vida e paz”. Romanos 8:5-6

Então agora pergunto. Eu poderia afirmar que essa pessoa, descendente de Adão, por não ter mais suas inclinações ou propensões voltadas para o pecado, não possui mais a natureza caída? A resposta é: NÃO! Essa pessoa continua possuindo natureza caída e por conta disso continua sendo susceptível ao pecado, continua susceptível a ter novamente suas inclinações sou propensões voltadas para o mal, caso se afaste de Deus.

Transformado: Natureza caída, não mais CORROMPIDA, inclinações ou propensões não mais voltadas para o mal, pelo poder de Deus.

As tendências que foram influenciadas numa direção errada, voltam-se para a direção certa. Disposições e sentimentos errados são desarraigados. Santo temperamento e emoções santificadas são agora o fruto produzido na árvore cristã. Ocorreu uma transformação completa. Esta é a obra que deve ser efetuada”. (Elder E. P. Daniels and the Fresno Church, págs. 8 e 9). MM, E RECEBEREIS PODER 1999, P. 50

“No coração renovado pela graça divina, o amor é o princípio da ação. Modifica o caráter, governa os impulsos, domina as paixões, subjuga a inimizade e enobrece as afeições. Este amor, abrigado na alma, ameniza a vida e espalha ao redor uma influência enobrecedora”. Caminho a Cristo, p. 47.

Da mesma forma que não podemos afirmar que esse descendente de Adão por não possuir mais suas propensões voltadas para o mal, não possui mais a natureza caída, não podemos também afirmar que Cristo por não possuir propensões ou inclinações para o pecado não assumiu nossa natureza caída para nos salvar.

Da mesma forma que a pessoa que foi libertada de suas propensões pecaminosas continua sendo susceptível a ter em sua vida novamente todas as propensões voltadas para o mal, Cristo também era SUSCEPTÍVEL, a ter em Sua vida as propensões ou inclinações voltadas para o mal.

“Tive a liberdade e poder para apresentar Jesus, que tomou sobre Si as fraquezas e levou a dor e as tristezas da humanidade, vencendo em nosso favor. Ele foi feito à semelhança de Seus irmãos, com as mesmas susceptibilidades físicas e mentais. Assim como nós, em tudo Ele foi tentado, mas sem pecar; e Ele sabe como socorrer aqueles que são tentados. Estais oprimidos e perplexos? Assim esteve Jesus. Sentis a necessidade de encorajamento? Assim sentia Jesus. Da maneira como vos tenta Satanás, assim tentava ele a majestade do céu”.-RH, 10/02/1885. Ellen White e a Humanidade de Cristo, p. 152.

Cristo assumiu nossa natureza caída e NUNCA teve propensões pecaminosas, nunca foi corrompido ou contaminado pelo pecado, provando assim, que nós, mesmo ainda estado em nossa natureza caída podemos pela graça de Deus, não termos mais nossas propensões ou inclinações voltadas para o mal. Não continuarmos vivendo corrompidos e contaminados pelo pecado.

“A combinação da natureza divina com a humana O fez capaz de ceder às tentações de Satanás. A provação de Cristo aqui foi muito maior do que a de Adão e Eva, pois Cristo tomou a nossa natureza caída, mas não corrompida; e, a menos que Ele desse ouvidos às palavras de Satanás em lugar das palavras de Deus, não seria corrompido”. Manuscrito 57, 1890; Ellen White e a Humanidade de Cristo, p. 158.

“Pelas quais ele nos tem dado grandíssimas e preciosas promessas, para que por elas fiqueis participantes da natureza divina, havendo escapado da corrupção, que pela concupiscência há no mundo”. 2 Pedro 1:4

“Cristo revestiu Sua divindade com a humanidade, e veio a este mundo para viver uma vida livre da contaminação do pecado, para que os seres humanos, lançando mão da divindade, possam tornar-se participantes da natureza divina, escapando assim da corrupção que há no mundo mediante a sensualidade”. Olhando Para o Alto p. 297

“O Senhor Jesus veio ao nosso mundo, não para revelar o que Deus podia fazer, e, sim, o que o homem podia realizar, mediante a fé no poder de Deus para ajudar em toda emergência. O homem deve, pela fé, ser participante da natureza divina e vencer toda tentação com que é assaltado. O Senhor requer agora que todo filho e filha de Adão, pela fé em Jesus Cristo, O sirva na natureza humana que temos atualmente”. Mensagens Escolhidas, vol. 3 Pág. 140

“A história da vida cotidiana de Jesus é o registro exato do cumprimento do propósito de Deus para com o homem. Sua vida e caráter eram o desdobramento ou a representação da perfeição de caráter que o homem consegue por se tornar participante da natureza divina, e vencendo o mundo na luta diária. The Youth’s Instructor, 23 de abril de 1912”. A Fé Pela Qual Eu Vivo, pág.114

Defeito de Caráter é Pecado

Uma coisa precisa ficar muito claro, DEFEITO DE CARÁTER É PECADO, imaginar que Cristo tivesse tido algum tipo de paixão ou propensão pecaminosa como nós é o mesmo que afirmar que Ele tivesse tido defeito de caráter, ou seja, tivesse tido PECADO. Tal pensamento é inadmissível diante de tantas revelações de que nosso Salvador foi o único IMACULADO neste mundo.

Deus somente aceitará os que estão decididos a ter um alvo elevado. Coloca cada agente humano sob a obrigação de fazer o melhor. De todos é requerido perfeição moral. Nunca devemos abaixar a norma de justiça com o fim de acomodar à prática do mal, tendências herdadas ou cultivadas. Precisamos compreender que imperfeição de caráter é pecado. Todos os justos atributos de caráter habitam em Deus como um todo perfeito e harmonioso, e todo aquele que aceita a Cristo como Salvador pessoal, tem o privilégio de possuir estes atributos”. P J, p. 330

Não devemos baixar a norma da justiça a fim de acomodar tendências herdadas ou cultivadas para o mal.

“Deus requer perfeição moral em todos. Os que receberam luz e oportunidades devem, como mordomos de Deus, aspirar à perfeição, e nunca, nunca baixar a norma de justiça a fim de acomodar tendências herdadas e cultivadas para o mal. Cristo tomou sobre Si nossa natureza humana e viveu nossa vida, para mostrar-nos que podemos ser semelhantes a Ele participando da natureza divina. Podemos ser santos, como Cristo foi santo na natureza humana”. MM 1980, Este Dia Com Deus p. 30

SUBTÍTULOS IMPORTANTES

Nossa lição da Escola Sabatina expressa a opinião oficial da nossa igreja e vejam que a lição faz claramente uma relação de propensão para o mal como sendo pecado, “PURIFICAÇÃO DE TODO PECADO” p. 50 Também como sendo defeito de caráter, na p. 149 a lição usa o subtítulo, “CARÁTER PURIFICADO”. Depois desses subtítulos a lição nos mostra o texto da serva do Senhor onde ela escreve “Então somos purificados de todo pecado, de todos os defeitos de caráter. Não precisamos reter nenhuma propensão pecaminosa”.

É muito claro o fato da nossa lição da Escola Sabatina nos ensinar que, propensão para o mal é pecado e também é defeito de caráter.

Lição E. S. PROPENSÃO PECAMINOSA = PECADO

PURIFICAÇÃO DE TODO PECADO “Precisamos compreender que pela fé em Cristo é nosso privilégio ser participante da natureza divina e livrar-nos da corrupção das paixões que há no mundo. Então somos purificados de todo pecado, de todos os defeitos de caráter. Não precisamos reter nenhuma propensão pecaminosa”. [Citação de Efésios 2:1-6] Comentários de Ellen G. White, SDABC, vol. 7, p. 943; Lição da Escola Sabatina, 2° Trim. 1990, Cristo o Único Caminho p. 50

Lição E. S. PROPENSÃO PECAMINOSA = DEFEITO DE CARÁTER

CARÁTER PURIFICADO “Precisamos compreender que pela fé em Cristo é nosso privilégio ser participante da natureza divina e livrar-nos da corrupção das paixões que há no mundo. Então somos purificados de todo pecado, de todos os defeitos de caráter. Não precisamos reter nenhuma propensão pecaminosa”. [Citação de Efésios 2:1-6] Comentários de Ellen G. White, SDABC, vol. 7, p. 943; Lição da Escola Sabatina, 2° Trim. 1990, Cristo o Único Caminho p. 149.

 “Não precisamos reter nem uma propensão pecaminosa. […] Ao participarmos da natureza divina, as tendências hereditárias ou cultivadas para o mal são separadas do caráter, e somos tornados uma força viva para o bem. Aprendendo sempre do divino Mestre, partilhando diariamente de Sua natureza, cooperamos com Deus vencendo as tentações de Satanás”. Para conhece-lo, p. 95

“Cristo veio viver a lei em Seu caráter humano exatamente na maneira pela qual todos podem viver a lei na natureza humana se procederem como Cristo procedeu” Ellen White e a Humanidade de Cristo, p. 166.

   Propensão = Defeito de Caráter

Me lembro certa vez de ter dito que propensão para pecar ser defeito de caráter e uma irmã disse “não, não é”, me lembro de ter feito para a irmã a mesma pergunta que farei aqui para aqueles que porventura também não aceitarem ser propensão para pecar defeito de caráter. A pergunta é: Propensão para pecar se manifestando através de desejos como por exemplo, desejo de roubar, desejo de matar, desejo de adulterar é ou não é defeito de caráter?

   Defeito de Caráter = Pecado

 Se A=B e B=C Isso implica logicamente que A=C

    PROPENSÃO PARA PECAR = DEFEITO DE CARÁTER

      DEFEITO DE CARÁTER = PECADO

                   CONCLUSÃO LÓGICA

      PROPENSÃO PARA PECAR = PECADO

Não precisamos reter nossas propensões para pecar.

Não precisamos reter nossas propensões para pecar, ou seja, não precisamos reter nossos defeitos de caráter, isso revela que não precisamos continuar vivendo em pecado ou com pecado.

Existe a necessidade de que propensões, inclinações ou tendências para pecar sejam pela graça de Deus, completamente subjugadas e eliminadas antes do fechamento da porta da graça. Entende-se que essas manifestações de propensões, Inclinações ou tendências para pecar são na verdade, manifestações de defeito de caráter e com defeito de caráter ninguém herdará o reino dos Céus.

 Nos adventistas do sétimo dia, integrantes de um movimento no Brasil denominado MV, eu percebi a não aceitação de que, propensão, inclinação ou tendência pecaminosa seja, defeito de caráter, sendo também, portanto pecado. Infelizmente esses irmãos insistem em querer colocar em Jesus aquilo que Deus deseja retirar de nós.

Vejam que nos textos a seguir em um livro que é referência para eles, defenderem a possibilidade de Cristo ter tido propensões herdadas e que continuar vivendo com propensões herdadas se manifestando não é pecado.

“Do mesmo modo, Ellen White constantemente fazia a diferença entre a natureza herdada e a natureza pecaminosa cultivada. Por um lado, ela escreveu que Jesus ‘tinha toda a força da paixão da humanidade’; por outro, ela declara que ‘Ele é um irmão em nossas debilidades, mas não em possuir idênticas paixões’, ‘não possuindo as paixões de nossa natureza humana decaída’. É bem possível que ela tivesse em mente a diferença entre tendências herdadas para pecar, pelas quais não somos culpados, e tendências cultivadas, que nos tornam pecadores. Pra Ellen White bem como para seus contemporâneos adventistas, ‘semelhantemente a todo filho de Adão, Ele [Cristo] aceitou os resultados da operação da grande lei da hereditariedade’, mas sem jamais ceder a essas tendências”. Tocado por Nossos Sentimentos p. 113

Para esses irmãos a propensão ou inclinação pecaminosa só é pecado quando ela é cultivada. Se é herdada, não é pecado, sendo assim eles não se importam em acreditar que Jesus possuiu essas propensões ou inclinações pecaminosas herdadas.

“Más propensões são aqueles impulsos para o pecado que foram cultivados e fortalecidos pela indulgência para com o pecado. Propensões naturais são aquelas tendências herdadas. A culpa está contida numas mas não em outras. Isso não é pecaminoso a menos que alguém ceda à propensão”. Tocado por Nossos Sentimentos p. 225

Essa argumentação não é válida ao constatarmos que Deus não faz essa diferença entre propensões herdadas e cultivadas, uma sendo pecado a outra não. O que percebemos é que para Deus, ambas precisam ser “desarraigadas”, “eliminadas” ou “subjugadas. Não podemosbaixar a norma de justiça a fim de acomodar tendências herdadas e cultivadas para o mal”.

“Deus requer perfeição moral em todos. Os que receberam luz e oportunidades devem, como mordomos de Deus, aspirar à perfeição, e nunca, nunca baixar a norma de justiça a fim de acomodar tendências herdadas e cultivadas para o mal. Cristo tomou sobre Si nossa natureza humana e viveu nossa vida, para mostrar-nos que podemos ser semelhantes a Ele participando da natureza divina. Podemos ser santos, como Cristo foi santo na natureza humana”. Este Dia Com Deus p. 30

“Ao participarmos da natureza divina,são eliminadas do caráter as tendências hereditárias e cultivadas para o mal, e tornamo-nos um vivo poder para o bem”.  SDA Bible Commentary, vol. 7, p. 943; Cuidado De Deus, p. 366.

“As inclinações e desejos humanos não santificados devem serdesarraigados da vida como obstáculos ao crescimento cristão”. Carta 13, 1902, Evangelismo p. 347

“Ao participarmos da natureza divina, as tendências hereditárias ou cultivadas para o mal são separadas do caráter, e somos tornados uma força viva para o bem. […] Deus opera, e o homem opera, para que o homem seja um com Cristo assim como Cristo é um com Deus. “- Ellen G. White, Para Conhecê-lo (Meditações Matinais, 1965), pág. 95 (Lição da Escola Sabatina 4° Trim. 1994 pág. 168)

“Uma obra real é operada pelo Espírito Santo no caráter humano, e seus frutos são visíveis; como a árvore boa produz bons frutos, assim a árvore que realmente está plantada no jardim do Senhor produzirá bom fruto para a vida eterna. Pecados habituais são vencidos; na mente não são acolhidos maus pensamentos; maus hábitos são expelidos do templo da alma. As tendências que foram influenciadas numa direção errada, voltam-se para a direção certa. Disposições e sentimentos errados são desarraigados. Santo temperamento e emoções santificadas são agora o fruto produzido na árvore cristã. Ocorreu uma transformação completa. Esta é a obra que deve ser efetuada”. (Elder E. P. Daniels and the Fresno Church, págs. 8 e 9). MM, E RECEBEREIS PODER 1999, P. 50

 “As tendências que controlam o coração natural devem ser subjugadas pela graça de Cristo, antes que o homem caído esteja em condições de entrar no Céu, e partilhar da comunhão com os anjos puros e santos”. Atos Dos Apóstolos p. 273

“Os que fazem isso, andam com Deus, como fez Enoque, e imperceptivelmente para eles, tornam-se um com o Pai e o Filho. Realiza-se dia a dia na mente e no coração uma mudança, e as inclinações naturais e os caminhos naturais são moldados segundo o caminho e o Espírito de Deus”. MM 1956, Filhos e Filhas de Deus, p. 296

“É por meio do Espírito que o coração é purificado. Por Ele torna-se o crente participante da natureza divina. Cristo deu Seu Espírito como um poder divino para vencer toda tendência hereditária e cultivada para o mal, e gravar Seu próprio caráter em Sua igreja”. DTN, p. 671.

“Ninguém será trasladado para o Céu enquanto seu coração estiver cheio do refugo da Terra. Primeiro tem de ser corrigido todo defeito do caráter moral, removida toda mancha pelo sangue purificador de Cristo e vencidos todos os traços de caráter desagradáveis e repulsivos”. Testimonies, vol. 1, p. 704 e 705; Maranata O Senhor Vem, p. 56.

Irmãos, os que retiverem tendências hereditárias para o erro não podem permanecer com Ele”. Lendo essa clara afirmação da serva do senhor, como afirmar que propensão ou inclinação herdada não é pecado?

Cristo morreu a fim de elevá-los e enobrecê-los, e os que retiverem tendências hereditárias para o erro não podem permanecer com Ele. Ele sofreu tudo quanto é possível à carne humana sofrer e resistir, para que passemos triunfantemente por todas as tentações que Satanás invente a fim de destruir-nos a fé”. Filhos e Filhas de Deus, pág. 294

Novo nascimento é um marco entre a morte do velho homem e o nascimento do novo homem. Para que esse novo nascimento realmente tenha ocorrido deverá ser constatado uma mudança radical de condição de vida do velho homem para o novo homem. Velho homem dominado por propensões, inclinações, tendências para pecar, novo homem libertado, pela graça de Deus libertado dessas propensões, inclinações, tendências para pecar, vivendo agora, não segundo a carne mas, segundo o Espírito. O novo homem agora “co-participante da natureza divina” libertado, “da corrupção das paixões que há no mundo”.

 “Não sois capazes, por vós mesmos, de sujeitar vossos desígnios, desejos e inclinações à vontade de Deus; mas se permitires, Deus efetuará a obra por vós, destruindo até “os conselhos e toda altivez que se levanta contra o conhecimento de Deus, e levando cativo todo o entendimento à obediência de Cristo”. II Cor. 10:5. Haveis de então operar “vossa salvação com temor e tremor; porque Deus é o que opera em vós tanto o querer como o efetuar, segundo a Sua boa vontade”. Filip. 2:12 e 13. para cooperar com Deus.” O Maior Discurso De Cristo, p. 141-143.

NECESSIDADE DE GRANDE TRANSFORMAÇÃO

Existe a necessidade de uma grande transformação em nossa natureza caída e corrompida, essa transformação ocorre no novo nascimento, ou seja, quando nascemos do Senhor o Espírito Santo.

Vejam nos textos a seguir a maravilhosa obra que o Senhor deseja realizar em nós.

“O amor de Deus para com os Seus filhos durante o período de sua mais intensa prova, é tão forte e terno como nos dias de sua mais radiante prosperidade; mas é necessário passarem pela fornalha de fogo; sua natureza terrena deve ser consumida para que a imagem de Cristo possa refletir-se perfeitamente”. Grande Conflito, p. 621.

“Cristo […] não transgrediu a lei de Deus em nenhum detalhe. Mais que isso, Ele eliminou qualquer desculpa do homem caído que pudesse alegar alguma razão para não guardar a lei de Deus. Cristo estava cercado das fraquezas da humanidade, era afligido com as mais ferozes tentações, tentado em todas as coisas, à nossa semelhança, e mesmo assim desenvolveu um caráter reto. Nenhuma mancha de pecado foi encontrada sobre Ele”. -ST, 16/01/1896; Ellen White e a Humanidade de Cristo, p. 173.

        “A fim de que o preceito da lei se cumprisse em nós, que não andamos segundo a carne, mas segundo o Espírito” Rom. 8:4

“A menos que sejam corrigidas pelo Santo Espírito de Deus, nossas tendências naturais encerram em si mesmas os germes da morte”. CBV, p. 455.

“Sem o processo transformador que só pode ocorrer pelo poder divino, as propensões originais para pecar permanecem no coração com toda a sua intensidade, para forjar novas correntes, para impor uma escravidão que jamais poderá ser rompida pelo poder humano. Mas os homens nunca poderão entrar no Céu com seus velhos gostos, inclinações, ídolos, ideias e teorias. O Céu não seria um lugar de alegria para eles; pois tudo estaria em conflito com seus gostos, apetites e inclinações, e se oporia dolorosamente a seus traços de caráter naturais e cultivados”. M.E. v 3, p. 191.

“Os pensamentos corruptos devem ser expulsos. Todo o pensamento deve ser levado cativo a Jesus Cristo. Toda propensão animal deve ser sujeita às faculdades mais altas da alma. O amor de Deus deve reinar supremo; Cristo deve ocupar um trono não dividido. Nosso corpo deve ser considerado como havendo sido comprado. Os membros do corpo devem tornar-se instrumentos de justiça”. O Lar Adventista, págs. 127 e 128.; Mente, Caráter e Personalidade, vol. 1, p. 236.

“Vosso amor-próprio será ofendido, a alta opinião que tendes de vós mesmos será decepada pelo martelo e o machado, e a aspereza de vosso caráter será aparada; e quando o eu e as propensões carnais são tirados, então a pedra assume as devidas proporções para o edifício celeste, e começa o processo de polir, refinar, sujeitar, aperfeiçoar, e sereis moldados segundo o modelo do caráter de Cristo”. Filhos e Filhas de Deus, p. 319.

“Se alguém acaricia e cultiva tendências hereditárias para o mal, condescendendo com inclinações, apetites e paixões carnais, não poderá jamais entrar no reino de Deus. Mas a pessoa que se esforça por reprimir as más inclinações, que está disposta a ser governada pelo Espírito de Jesus Cristo, é transformada”.

“Cristo morreu a fim de elevá-los e enobrecê-los, e os que retiverem tendências hereditárias para o erro não podem permanecer com Ele. Ele sofreu tudo quanto é possível à carne humana sofrer e resistir, para que passemos triunfantemente por todas as tentações que Satanás invente a fim de destruir-nos a fé”. Filhos E Filhas de Deus, p. 294.

 “Assim os semeadores têm alguma coisa que fazer, para que a semente não seja sufocada pelos espinhos ou venha a perecer pela pouca profundidade do solo. Logo no início da vida cristã, deve ensinar-se aos crentes seus princípios fundamentais. Deve-se-lhes ensinar que não serão salvos somente pelo sacrifício de Cristo, mas que também devem tornar a vida de Cristo a sua vida e o caráter de Cristo o seu caráter. Ensine-se a todos, que precisam levar fardos e renunciar às inclinações naturais”. P. J. p. 57-58.

“O Espírito de Deus produz uma nova vida na pessoa, levando os pensamentos e os desejos à obediência da vontade de Cristo”. MCP, v. 2, p. 658.

“Os que fazem isso, andam com Deus, como fez Enoque, e imperceptivelmente para eles, tornam-se um com o Pai e o Filho. Realiza-se dia a dia na mente e no coração uma mudança, e as inclinações naturais e os caminhos naturais são moldados segundo o caminho e o Espírito de Deus. Eles crescem em conhecimento espiritual, e vão-se desenvolvendo até à estatura completa de homens e mulheres em Cristo Jesus”. Filhos e Filhas de Deus, p. 296.

“Não sois capazes, por vós mesmos, de sujeitar vossos desígnios, desejos e inclinações à vontade de Deus; mas se permitires, Deus efetuará a obra por vós, destruindo até ‘os conselhos e toda altivez que se levanta contra o conhecimento de Deus, e levando cativo todo o entendimento à obediência de Cristo’”. II Cor. 10:5. O Maior Discurso De Cristo, p. 142

“Os que fazem isso, andam com Deus, como fez Enoque, e imperceptivelmente para eles, tornam-se um com o Pai e o Filho. Realiza-se dia a dia na mente e no coração uma mudança, e as inclinações naturais e os caminhos naturais são moldados segundo o caminho e o Espírito de Deus”. MM 1956, Filhos e Filhas de Deus, p. 296

“Deus comunicou Seus dons ao homem para serem usados, não de acordo com ideias hereditárias ou fantasiosas, não de acordo com impulsos ou inclinações naturais, mas de acordo com Sua vontade“. Este Dia com Deus, p. 29.

 “Ao participarmos da natureza divina, são ELIMINADAS DO CARÁTER as tendências hereditárias e cultivadas para o mal, e tornamo-nos um vivo poder para bem”. Cuidado De Deus, p. 366.

“As inclinações e desejos humanos não santificados devem ser desarraigados da vida como obstáculos ao crescimento cristão. Carta 13, 1902”. Evangelismo, p. 347.

“As coisas velhas, suas paixões naturais e as tendências herdadas ou cultivadas para o mal, dissipam-se e ele é renovado e santificado”. MM 1962, Nossa Alta Vocação, p. 213

“O novo nascimento consiste em ter novos motivos, novos gostos, novas tendências. Os que são gerados para uma nova vida, pelo Espírito Santo, tornam-se participantes da natureza divina, e em todos os seus hábitos e práticas evidenciarão sua ligação com Cristo. […]” MM EXALTAI-O 1992 P. 124

TRANSFORMAÇÃO DA NOSSA NATUREZA

Uma verdade que infelizmente está sendo ignorada é a possibilidade de que nossa natureza seja transformada, natureza caída corrompida para natureza caída, agora não mais corrompida. Essa transformação é operada pela graça de Deus e somente será mantida enquanto o transformado continuar em íntima comunhão com nosso maravilhoso Deus.

“A vida cristã não é uma modificação ou melhoramento da antiga, mas uma transformação da natureza. Tem lugar a morte do eu e do pecado, e uma vida toda nova. Essa mudança só se pode efetuar mediante a eficaz operação do Espírito Santo”.  O Desejado De Todas As Nações, p. 172

“Olhando sempre a Jesus com os olhos da fé, seremos fortalecidos. Deus fará as mais preciosas revelações a Seu povo faminto e sequioso. Verificarão que Cristo é um Salvador pessoal. Ao alimentarem-se de Sua palavra, acharão que ela é espírito e vida. A palavra destrói a natureza carnal, terrena, e comunica nova vida em Cristo Jesus. O Espírito Santo vem ter com a alma como Consolador. Pela transformadora influência de Sua graça, a imagem de Deus se reproduz no discípulo; torna-se uma nova criatura”. O Desejado De Todas As Nações, p. 391

“Quando a alma se rende inteiramente a Cristo, novo poder toma posse do coração. Opera-se uma mudança que o homem não pode absolutamente operar por si mesmo.É uma obra sobrenatural introduzindo um sobrenatural elemento na natureza humana”. O Desejado De Todas As Nações, p. 324

“O poder da escolha deu-o Deus ao homem; a ele compete exercê-lo. Não podeis mudar vosso coração, não podeis por vós mesmos consagrar a Deus as vossas afeições; mas podeis escolher servi-Lo. Podeis dar-Lhe a vossa vontade; Ele então operará em vós o querer e o efetuar, segundo a Sua vontade. Desse modo toda a vossa natureza será levada sob o domínio do Espírito de Cristo; vossas afeições centralizar-se-ão nEle; vossos pensamentos estarão em harmonia com Ele”. Caminho a Cristo, p. 47

“Somos retidos nos laços de Satanás, ‘em cuja vontade’ (II Tim. 2:26) estamos presos. Deus deseja curar-nos, libertar-nos. Mas como isto requer uma completa transformação, uma renovação de nossa natureza toda, é necessário rendermo-nos inteiramente a Ele. A luta contra o próprio eu é a maior batalha que já foi ferida. A renúncia de nosso eu, sujeitando tudo à vontade de Deus, requer luta; mas a alma tem de submeter-se a Deus antes que possa ser renovada em santidade”.  Caminho a Cristo, p. 43

“’As palavras que Eu vos digo, são espírito e vida’. S. João 6:36. ‘A energia criadora que trouxe à existência os mundos, está na Palavra de Deus. Essa Palavra comunica poder, gera vida. Cada mando é uma promessa, aceito voluntariamente, recebido na alma, traz consigo a vida do Ser infinito. Transforma a natureza, cria de novo a alma à imagem de Deus”. Educação p.126.

Impulsos para obediência

“Finalmente, irmãos, tudo que é verdadeiro, tudo que é respeitável, tudo que é justo, tudo que é puro, tudo que é amável, tudo que é de boa fama, se alguma virtude há e se algum louvor existe, seja isso o que ocupe o vosso pensamento”. Filipenses 4:8

“O apóstolo se compara a uma pessoa disputando uma carreira, esforçando cada nervo para alcançar o prêmio. “Pois eu assim corro”, diz ele, “não como a coisa incerta; assim combato, não como batendo no ar. Antes subjugo o meu corpo, e o reduzo à servidão, para que, pregando aos outros, eu mesmo não venha de alguma maneira a ficar reprovado.” I Cor. 9:27. Para que não viesse a correr incertamente ou a esmo na carreira cristã, Paulo se submetia a severo exercício. As palavras “subjugo o meu corpo”, literalmente significam repelir por severa disciplina os desejos, os impulsos e as paixões”. Atos dos Apóstolos, p. 314.

“No coração renovado pela graça divina, o amor é o princípio da ação. Modifica o caráter, governa os impulsos, domina as paixões, subjuga a inimizade e enobrece as afeições. Este amor, abrigado na alma, ameniza a vida e espalha ao redor uma influência enobrecedora”. Caminho a Cristo, p. 47.

Obediência a Deus é liberdade do cativeiro do pecado, livramento das paixões e impulsos humanos. O homem pode ser vencedor de si mesmo, vencedor de suas inclinações, vencedor dos principados e potestades, e dos “príncipes das trevas deste século”, e das “hostes espirituais da maldade, nos lugares celestiais”. Efés. 6:12”. A Ciência do Bom Viver, p.131.

O Espírito de Deus produz uma nova vida na pessoa, levando os pensamentos e os desejos à obediência da vontade de Cristo”. MCP, vol. 2, p. 658

“Uma obra real é operada pelo Espírito Santo no caráter humano, e seus frutos são visíveis; como a árvore boa produz bons frutos, assim a árvore que realmente está plantada no jardim do Senhor produzirá bom fruto para a vida eterna. Pecados habituais são vencidos; na mente não são acolhidos maus pensamentos; maus hábitos são expelidos do templo da alma. As tendências que foram influenciadas numa direção errada, voltam-se para a direção certa. Disposições e sentimentos errados são desarraigados. Santo temperamento e emoções santificadas são agora o fruto produzido na árvore cristã. Ocorreu uma transformação completa. Esta é a obra que deve ser efetuada”. (Elder E. P. Daniels and the Fresno Church, págs. 8 e 9). MM, E RECEBEREIS PODER 1999, P. 50

“Toda a verdadeira obediência vem do coração. Deste procedia também a de Cristo. E se consentirmos, Ele por tal forma Se identificará com os nossos pensamentos e ideais, dirigirá nosso coração e espírito em tanta conformidade com o Seu querer, que, obedecendo-Lhe, não estaremos senão seguindo nossos próprios impulsos”. DTN, p.668.

Cristo nos salva DO pecado e não NO pecado.

Eis aí uma grande verdade ignorada por muitos, Cristo saldo do pecado e não no pecado, ninguém, absolutamente ninguém será salvo nos seus pecados.

“E dará à luz um filho e chamarás o seu nome JESUS; porque ele salvará o seu povo dos seus pecados”. Mateus 1:21

“Mas orar em nome de Cristo significa muito. Quer dizer que havemos de aceitar-Lhe o caráter, manifestar-Lhe o espírito e fazer Suas obras. A promessa do Salvador é dada sob condição. “Se Me amardes”, diz, “guardareis os Meus mandamentos.” João 14:15. Ele salva os homens, não em pecado, mas do pecado; e os que O amam manifestarão seu amor pela obediência”. DTN, p. 668

Se um pecado é nutrido na alma, ou uma prática errônea conservada na vida, todo o ser é contaminado. O homem torna-se instrumento de injustiça”. DTN, p.313

“Alguns há, que parece sempre buscarem a pérola celestial. Não renunciam, porém, completamente a seus maus hábitos. Não morrem para o próprio eu, para que Cristo viva neles. Por este motivo, não acham a pérola valiosa. Não venceram sua ambição profana e seu amor às atrações do mundo. Não tomam a cruz e não seguem a Cristo no caminho da abnegação e sacrifício. Quase cristãos, mas não plenamente, parecem estar perto do reino do Céu, mas não podem ali entrar. Quase, mas não completamente salvos, significa estar não quase, porém completamente perdidos”. Parábolas de Jesus, p. 118

Certa vez ao conversar com alguns irmãos sobre esse tema um irmão me perguntou qual a diferença entre o que eu estava defendendo e a crença “carne santa”. Os defensores da crença carne santa acreditavam que eles poderiam alcançar um nível de santidade onde não haveria mais para eles a possibilidade de pecarem, já no que estou apresentando, a libertação de nossas propensões ou inclinações pecaminosas somente será realidade para aqueles que realmente estiverem vivendo em plena comunhão com nosso Salvador. Até a glorificação continuaremos susceptíveis a termos novamente nossos defeitos de caráter se manifestando caso nos afastemos de Cristo.

Diante de tão importantes mensagens do Senhor fica muito evidente que se almejamos realmente a salvação, devemos entender que precisamos permitir que o Senhor nos liberte der todos, absolutamente todos nossos pecados, de todos nossos defeitos de caráter.

“É requerida obediência exata, e os que dizem não ser possível levar uma vida perfeita, lançam sobre Deus a acusação de injustiça e falsidade”. – Reimpressões De Review and Herald, vol. 6 p. 519. (Lição da Escola Sabatina, 2° trim. 1989, “Triunfo no Presente e Glória no Futuro” p. 48)

JUSTIFICAÇÃO

“Cristo não é ministro do pecado. Somos perfeitos nEle, aceitos no Amado, unicamente se permanecemos nEle”. Fé e Obras, p. 107

“Ele me veste de Sua justiça, que responde a todas as exigências da lei. Sou completo nAquele que introduz a justiça eterna. Ele me apresenta a Deus nas vestes imaculadas das quais nenhum fio foi tecido por qualquer instrumento humano. Tudo é de Cristo, e toda a glória, honra e majestade devem ser dados ao Cordeiro de Deus, que tira os pecados do mundo.” Mensagens Escolhidas vol. 1 p. 396

Infelizmente existem em nosso meio aqueles que por causa de afirmações como essas do Espírito de profecia, “[…] Somos perfeitos nEle”, “Sou completo nAquele que introduz a justiça eterna”. Tendem a pensar na justiça de Cristo como uma capa para encobrir pecados não confessados e não abandonados, mas vejam a afirmação da serva do Senhor no texto a seguir.

NÃO CAPA PARA PECADOS NÃO CONFESSADOS, NÃO ABANDONADOS

“Não é genuíno nenhum arrependimento que não opere a reforma. A justiça de Cristo não é uma capa para encobrir pecados não confessados e não abandonados; é um princípio de vida que transforma o caráter e rege a conduta. Santidade é integridade para com Deus; é a inteira entrega da alma e da vida para habitação dos princípios do Céu”. O Desejado De Todas As Nações, p. 555 – 556

“Todos estes esperam ser salvos pela morte de Cristo, ao passo que recusam viver Sua vida de abnegação. Exaltam as riquezas da livre graça, e procuram cobrir-se com a aparência de justiça, esperando assim ocultar os defeitos de caráter, mas seus esforços serão vãos no dia de Deus. A justiça de Cristo não encobrirá pecado algum acariciado”. Parábolas de Jesus p.316

JUSTIFICAÇÃO, JUSTIÇA IMPUTADA E COMUNICADA

Acho que seja bastante interessante vermos o que nos foi ensinado sobre justificação em uma das nossas lições da Escola Sabatina.

JUSTIÇA IMPUTADA: O perdão de Deus. Justificação como ato legal da parte de Deus. “A lei requer justiça, e esta o pecador deve à lei; mas é ele incapaz de a apresentar. A única maneira em que pode alcançar a justiça é pela fé. Pela fé pode ele apresentar a Deus os méritos de Cristo, e o Senhor lança a obediência de Seu Filho a crédito do pecador. A justiça de Cristo é aceita em lugar do fracasso do homem, e Deus recebe, perdoa, justifica a alma arrependida e crente, trata-a como se fosse justa, a ama-a tal qual ama Seu Filho”. Mensagens Escolhidas, vol. 1, p. 367

JUSTIÇA COMUNICADA, Santificação. Justificação como transformação do coração. “Aproximando-se da cruz erguida o pecador, e prostrando-se ao pé da mesma, atraído pelo poder de Cristo, dá-se uma nova criação. É-lhe dado um novo coração. Torna-se uma nova criatura em Cristo Jesus. A santidade acha que nada mais há para requerer. Deus mesmo é ‘justificador daquele que tem fé em Jesus’. Rom. 3:26”. Parábolas de Jesus, p. 163

“Mas, embora Deus possa ser justo e ao mesmo tempo justificar o pecador, pelos méritos de Cristo, homem algum pode cobrir sua alma com as vestes da justiça de Cristo, enquanto comete pecados conhecidos, ou negligencia conhecidos deveres. Deus requer entrega do coração, antes que possa ter lugar a justificação; e para que o homem conserve essa justificação, tem de haver obediência contínua, mediante ativa e viva fé que opera por amor e purifica a alma”. Mensagens Escolhidas, vol. 1, p. 366; Lição da Escola Sabatina 2º Trim. 1990, CRISTO O ÚNICO CAMINHO, P. 45 – 46

“É imputada a justiça pela qual somos justificados; aquela pela qual somos santificados, é comunicada. A primeira é nosso título para o Céu; a segunda, nossa adaptação para ele”. (Review and Herald, 4 de junho de 1895.) Mensagens Aos Jovens, p. 35

QUANDO DEUS CONSIDERA JUSTO

“Em nenhuma das 41 vezes que o verbo justificar é usado no Antigo Testamento Hebraico Deus declara justo a alguém que não o é. Por exemplo, Êxodo 23:7 diz o seguinte: ‘Da falsa acusação te afastarás; não matarás o inocente e o justo, porque não justificarei o ímpio’. O ponto é que o Senhor nunca declara justo àquele que não se tornou justo pela relação do concerto com Ele. Essa relação abrange a presença de Deus na vida. Ele declara justos àqueles que são justos em virtude de Sua presença na vida deles”. Lição da Escola Sabatina 2º Trim. 1990, CRISTO O ÚNICO CAMINHO, P. 46

“O estudo do verbo imputar no Antigo Testamento revela que Deus nunca considera que alguém é alguma coisa que ele não é. Por exemplo, Finéias foi considerado como justo porque, em virtude de sua união com Deus, ele era justo. (Ver Sal. 106:30 e 31; Núm. 25:13.) Pode-se dizer a mesma coisa de Abrão. A justiça lhe foi imputada porque sua fé envolveu total união com o Deus do concerto eterno. A imputação expressava a realidade de que a justiça de Deus tornara posse da vida de Abraão. Como é salientado pela lição, a imputação da justiça (justificação) é a concessão da justiça de Cristo ao crente pelo Espírito Santo. Esta experiência é a fonte de nosso poder espiritual”. Lição da E. S. 2º Tri. 1990, Cristo O Único Caminho, p. 63

“Não há segurança nem repouso nem justificação na transgressão da lei. Não pode o homem esperar colocar-se inocente diante de Deus em paz colo Ele, mediante os méritos de Cristo, se ao mesmo tempo continua em pecado”. (Ellen G. White, Mensagens Escolhidas, vol. 1, p. 213), Lição da Escola Sabatina 3º Trim. 2010, A Redenção em Romanos, p. 100

A verdadeira obediência

 “Toda a verdadeira obediência vem do coração. Deste procedia também a de Cristo. E se consentirmos, Ele por tal forma Se identificará com os nossos pensamentos e ideais, dirigirá nosso coração e espírito em tanta conformidade com o Seu querer, que, obedecendo-Lhe, não estaremos senão seguindo nossos próprios impulsos. A vontade, refinada, santificada, encontrará seu mais elevado deleite em fazer o Seu serviço. Quando conhecermos a Deus como nos é dado o privilégio de O conhecer, nossa vida será de contínua obediência. Mediante o apreço do caráter de Cristo, por meio da comunhão com Deus, o pecado se nos tornará aborrecível”. DTN, p. 668.

Até quando rejeitaremos a verdadeira norma que o Senhor tem para nós?

Até quando continuaremos neste mundo repleto de pecado e dor?

“Por quarenta anos a incredulidade, a murmuração e a rebelião excluíram o antigo Israel da terra de Canaã. Os mesmos pecados têm retardado a entrada do Israel moderna na Canaã celestial. Em nenhum dos casos houve falta da parte das promessas de Deus. É a incredulidade, o mundanismo, a falta de consagração e a contenda entre o professo povo de Deus que nos têm detido neste mundo de pecado e dor por tantos anos”. Eventos Finais, p. 38