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O Homem de Romanos 7

Não é difícil vermos pessoas que não acreditam na possibilidade de plena libertação do pecado, usarem Romanos 7:14-19, como argumento para defenderem essa descrença. Argumentam que essa descrição, é a descrição de como vivia o apóstolo Paulo. “Libertação plena do pecado? Impossível Vejam como vivia mesmo o apóstolo Paulo”, E então, citam Romanos 7:14-19. Nesse trabalho veremos que é preciso ignorar muita coisa para usar Romanos 7:14-19 como prova de que é impossível a plena libertação do pecado.  

“Porque bem sabemos que a lei é espiritual. Eu, porém, sou carnal, vendido à escravidão do pecado”. Romanos 7:14

“Sabemos que a lei é divina; mas eu sou humano e fraco e fui vendido ao pecado para ser seu escravo. Eu não entendo o que faço, pois não faço o que gostaria de fazer. Pelo contrário, faço justamente aquilo que odeio”. Romanos 7:14-15, BLH

Porque eu sei que em mim, isto é, na minha carne, não habita bem nenhum, pois o querer o bem está em mim, mas não o realizá-lo. Porque não faço o bem que eu quero, mas o mal que não quero, esse faço”. Romanos 7:18,19 NAA

E eu sei que em mim, isto é, em minha natureza humana, não há nada de bom, pois quero fazer o que é certo, mas não consigo. Quero fazer o bem, mas não o faço. Não quero fazer o que é errado, mas, ainda assim, o faço”. Romanos 7:18,19  NVT

Sinal Vermelho

É bastante comum dispositivos indicando algo de errado, algum perigo com uma luz ou um sinal vermelho. No trânsito o sinal vermelho indica, perigo, pare! Aqueles que usam Romanos 7:14-19 como prova de que é impossível a plena libertação do pecado deveriam imaginar também uma luz vermelha, indicando que algo está errado, muito errado, indicando perigo.  Compreenderemos melhor essa questão na sequência desse estudo!

As pessoas que acreditam que a vida como carnal, “vendido à escravidão do pecado”, como sendo a vida de Paulo, deveriam com sinceridade pensar, analisar o seguinte: Vivendo assim como Paulo poderia ter escrito mensagens como as que veremos a seguir?     

Sejam meus imitadores, como também eu sou imitador de Cristo”. 1 Coríntios 11:1

Como ele poderia estar imitando a Cristo sendo carnal e vivendo como escravo do pecado? Se Paulo vivia assim temos duas opções: ele estava propositalmente mentindo ou ele tinha uma ideia muito errada do que seja estar realmente imitando a Cristo

Segui a paz com todos e a santificação, sem a qual ninguém verá o Senhor”. Hebreus 12:14

Como ele poderia falar em santificação vivendo assim?

Fazei, pois, morrer a vossa natureza terrena: prostituição, impureza, paixão lasciva, desejo maligno e a avareza, que é idolatria”. Colossenses 3:5

Como ele poderia falar para outros fazer morrer a natureza terrena estando ele mesmo vivendo dominado por ela?

“Pois nós também, outrora, éramos néscios, desobedientes, desgarrados, escravos de toda sorte de paixões e prazeres, vivendo em malícia e inveja, odiosos e odiando-nos uns aos outros. Quando, porém, se manifestou a benignidade de Deus, nosso Salvador, e o seu amor para com todos, não por obras de justiça praticadas por nós, mas segundo sua misericórdia, ele nos salvou mediante o lavar regenerador e renovador do Espírito Santo”. Tito 3:3-5

Como Paulo poderia ter se incluído entre os que tinham sidos salvos “mediante o lavar regenerador e renovador do Espírito Santo”, ainda estando vivendo como carnal e escravo do pecado? Vivendo assim o presente de Paulo não seria nem um pouco diferente do seu tempo de “outrora”!

Preocupação de Paulo

“Antes, subjugo o meu corpo e o reduzo à servidão, para que, pregando aos outros, eu mesmo não venha de alguma maneira a ficar reprovado”. 1 Coríntios 9:27

Se Paulo tinha a preocupação de ao ensinar aos outros ele mesmo não fosse reprovado naquilo que ensinava, como conciliar esses ensinamentos de Paulo que veremos a seguir com suas afirmações em Romanos 7:14, 18-19?

 Vou fazer novamente alguns questionamentos após os ensinamentos de Paulo para revelar ainda mais, o quanto não é coerente tentar defender que essa parte de Romanos 7 representa a vida de uma pessoa convertida.

  1. “Porque bem sabemos que a lei é espiritual. Eu, porém, sou carnal, vendido à escravidão do pecado”. Romanos 7:14
  2. E eu sei que em mim, isto é, em minha natureza humana, não há nada de bom, pois quero fazer o que é certo, mas não consigo. Quero fazer o bem, mas não o faço. Não quero fazer o que é errado, mas, ainda assim, o faço”. Romanos 7:18,19  NVT

Alguns ensinamentos de Paulo

  1. “Sabendo isto: que a nossa velha natureza foi crucificada com ele, para que o corpo do pecado seja destruído, e não sejamos mais escravos do pecado”. Romanos 6:6

Paulo afirmou que sua velha natureza havia sido crucificada com Cristo para que não continuasse como escravo do pecado. Essa era uma falsa afirmação? Paulo mentiu e sempre viveu como escravo do pecado?

  • Não reine, portanto, o pecado em vosso corpo mortal, para lhe obedecerdes em suas concupiscências”. Romanos 6:12

Paulo estava aconselhando não permitir que o pecado reinasse enquanto ele mesmo continuava vivendo como escravo do pecado?

  • Porque o pecado não terá domínio sobre vocês, pois vocês não estão debaixo da lei, e sim da graça”. Romanos 6:14

Quando Paulo afirmou que o pecado não teria domínio sobre os que estavam debaixo da graça ele estava mentindo? Sua vida dominada pelo pecado era uma prova que essa firmação dele era mentira?

  • a) “Portanto, os que estão na carne não podem agradar a Deus”. Romanos 8:8
  • “Rogo-vos, pois, irmãos, pela compaixão de Deus, que apresenteis o vosso corpo em sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional”. Romanos 12:1

Paulo “sendo carnal vendido a escravidão do pecado”, estava em uma condição que não agrada a Deus pois segundo ele mesmo “os que estão na carne não podem agradar a Deus”. Mesmo assim ele aconselhou aos demais a se apresentarem como sacrifício agradável a Deus? Ou seja, ele aconselhou aos outros a fazerem algo que ele mesmo não estava fazendo?

  • Porque, se viverdes segundo a carne, morrereis; mas, se pelo Espírito mortificardes as obras do corpo, vivereis”. Romanos 8:13

Paulo adverte aos demais quanto ao fato de que se viverem segundo a carne iriam morrer estando ele mesmo, ignorando seu próprio conselho, e   vivendo como “carnal, vendido à escravidão do pecado”?

  • a)“logo, já não sou eu quem vive, mas Cristo vive em mim. E esse viver que agora tenho na carne, vivo pela fé no Filho de Deus, que me amou e se entregou por mim”. Gálatas 2:20

b) “Assim que, se alguém está em Cristo, nova criatura é: as coisas velhas já passaram; eis que tudo se fez novo”. 2 Coríntios 5:17

Paulo estava em Cristo quando afirmou “já não sou eu quem vive, mas Cristo vive em mim”. Ele também afirmou, “se alguém está em Cristo, nova criatura é: as coisas velhas já passaram; eis que tudo se fez novo”.

 Essas afirmações também não eram verdadeiras na vida de Paulo? Ou mesmo ele vivendo em Cristo, na prática, nada havia mudado, nada havia de novo, e ele continuava vivendo comocarnal, vendido à escravidão do pecado”?

  • Não veio sobre vós tentação, senão humana; mas fiel é Deus, que vos não deixará tentar acima do que podeis; antes, com a tentação dará também o escape, para que a possais suportar”.1 Coríntios 10:13

Paulo afirmou em Romanos 7:14 ser carnal e escravo do pecado, no verso 19 afirmou não conseguia fazer o bem e fazia o mal que não queria, ou seja, vivia completamente dominado pelo pecado. Vivendo assim ele poderia afirmar Deus não “vos não deixará tentar acima do que podeis; antes, com a tentação dará também o escape, para que a possais suportar”. Paulo poderia fazer essa afirmação se a forma como vivia é aquela descrita em Romanos 7:14-19, sempre vencido pelas tentações, vivendo como escravo do pecado? Que autoridade ele teria para escrever 1 Coríntios 10:13 vivendo assim?

  • Digo, porém: andai no Espírito e jamais satisfareis à concupiscência da carne”. Gálatas 5:16

Se o que Paulo afirma em Gálatas 5:16 for verdadeiro então a descrição de vida de Romanos 7:14-19 é de uma pessoa que não está andando no Espírito! Ou então, aquela descrição pode ser de alguém que está andando no Espírito, e o que está em Gálatas 5:16 não é verdade.

Tempo Verbal

É bem possível que alguém ignore a esses argumentos e se apegue ao fato de Paulo ao escrever Romanos 7:14 usa o tempo verbal no presente, “eu sou”, estando, portanto, descrevendo sua condição no presente! Esteja atento para esse detalhe, tempo verbal!

 “Entre eles também nós todos andamos no passado, segundo as inclinações da nossa carne, fazendo a vontade da carne e dos pensamentos; e éramos por natureza filhos da ira, como também os demais”. Efésios 2:3 NAA

Em Efésios 2:3 andares segundo as inclinações da carne é coisa do passado!

Alguém ainda pode dizer, é outra epístola outro momento de Paulo. Então vamos para o livro de Romanos.

“Porque, quando estávamos na carne, as paixões dos pecados, que são pela lei, operavam em nossos membros para darem fruto para a morte”. Romanos 7:5

Romanos 7:5 estar na carne coisa do passado, vejam Romanos 7, o mesmo capítulo do verso 14.

Romanos 7, verso 5 estar na carne coisa do passado, verso 14 no presente!

“Para que a justiça da lei se cumprisse em nós, que não andamos segundo a carne, mas segundo o Espírito”. Romanos 8:4

Romanos 8:4 Paulo afirma estar no PRESENTE entre os que não andam segundo a carne!

Diante de tudo isso acredito que o mais coerente é entender que em Romanos 7:14 Paulo começou a descrever uma situação onde a pessoa está convencida da vontade de Deus, convencida da necessidade da obediência de Sua lei, mas por ainda não conhecer Jesus, não consegue obedecer. Paulo se coloca como personagem dessa situação porque, muito provavelmente, essa era sua realidade antes de conhecer Jesus.

Não se trata de discutir se Paulo já estava convertido, conhecia Jesus, ao escrever Romanos 7, claro que sim, estava convertido, conhecia Jesus!

O que precisa ser compreendido é que em Romanos 7:14-23 Paulo se coloca como personagem de uma alegoria descrevendo a condição de vida de uma pessoa convencida, mas ainda não convertida. Por não estar convertida ainda não tinha experimentado o poder da graça de Deus para transformar e tornar possível a plena obediência!  

Antes de prosseguirmos é interessante que voltemos em Efésios 2:3.

“Entre eles também nós todos andamos no passado, segundo as inclinações da nossa carne, fazendo a vontade da carne e dos pensamentos; e éramos por natureza filhos da ira, como também os demais”. Efésios 2:3 NAA

Segundo Efésios 2:3 andar segundo a carne fazendo a vontade da carne é estar vivendo como um filho da ira. Não é exatamente isso que está fazendo o personagem de Romanos 7:14-23? Esse personagem segundo Efésios 2:3 está sim vivendo como um filho da ira! As pessoas que defendem que aquela descrição de Romanos 7:14-23 é a descrição de como vivia Paulo já convertido, sendo, portanto, a descrição de como vive uma pessoa convertida. Será que essas compreendem que pensando assim elas estão também defendendo que uma pessoa convertida vive como filho da ira!

Um simples estudo bíblico nos leva a concluir que uma pessoa convertida vive como filho de Deus e não filho da ira.

“Para que vos torneis irrepreensíveis e sinceros, filhos de Deus inculpáveis no meio de uma geração pervertida e corrupta, na qual resplandeceis como luzeiros no mundo”. Filipenses 2:15

Final da alegoria

Miserável homem que sou! Quem me livrará do corpo desta morte?
Graças a Deus por Jesus Cristo, nosso Senhor! De maneira que eu, de mim mesmo, com a mente, sou escravo da lei de Deus, mas, segundo a carne, sou escravo da lei do pecado
”. Romanos 7:24,25

Em Romanos 7:24-25 Paulo descreve o momento em que a pessoa convencida, mas ainda não convertida reconhece sua “miserável” condição e encontra em Jesus a solução para o livramento dessa condição.

Miserável homem que sou! Quem me livrará do corpo desta morte?
Graças a Deus por Jesus Cristo, nosso Senhor!”

Começo de uma nova realidade!

“Portanto, agora, nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus, que não andam segundo a carne, mas segundo o Espírito.” Rom. 8:1, ARC

Na Bíblia Almeida Revista e Corrigida vemos em Romanos 8:1, claramente, a transição da experiência descrita em Romanos 7:14-19 para uma nova experiência, de não mais andar segundo a carne, mas segundo o Espírito!

Vejam “nenhuma condenação” “para os que estão em Cristo Jesus, que não andam segundo a carne, mas segundo o Espírito.”

Transição de uma condição de condenação, vivendo segundo a carne como escrava do pecado, para uma condição de libertação da condenação e da escravidão do pecado, por estar em Cristo, não mais andando segundo a carne, mas segundo o Espírito. Pena que Romanos 8:1 não está assim em todas as Bíblias, porquê dessa forma vemos com muita clareza essa transição.

Eu não entendo também o porquê de Romanos 8:1 não estar também dessa forma na nossa Bíblia de Estudo Andrews, a Bíblia de estudo adventista! A serva do Senhor usou Romanos 8:1 dessa forma em diversas obras. Vou mostrar a seguir dois exemplos.

Romanos 8:1 no Espírito de profecia

“Podemos ir a Jesus e ser purificados, permanecendo diante da lei sem opróbrio e remorsos. “Nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus, que não andam segundo a carne, mas segundo o Espírito.” Rom. 8:1”.  O Grande Conflito, p.477

“É nosso privilégio ir a Jesus e sermos purificados, e apresentar-nos perante a lei sem pejo nem remorso. “Portanto, agora, nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus, que não andam segundo a carne, mas segundo o Espírito.” Rom. 8:1”. Caminho a Cristo, p. 51

Romanos 8:1 em nossas lições da Escola Sabatina

E possível encontrar também em nossas lições da Escola Sabatina Romanos 8:1 como está na Bíblia Almeida Revista e Corrigida.

“Não importa se somos judeus ou gentios, quando confrontados com nossa pecaminosidade, podemos achar refúgio na justiça de Cristo oferecida pela fé, ‘independentemente das obras da lei’ (Rom. 3:28). Podemos reclamar a promessa de que ‘agora, nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus, que não andam segundo a carne, mas segundo o Espírito’ (Rom. 8:1 ARC). Lição da Escola Sabatina, 2º Trim. 2-16, O Evangelho de Mateus, p. 87, lição do professor.

É muito triste constatar que a grande maioria dos adventistas que estudam nossas lições da Escola Sabatina parece não levar em consideração o que nos é ensinado nelas. Fazem com nossas lições o mesmo que fazem com a Bíblia e o Espirito de profecia! Aceitam apenas aquilo que lhes convém! Vejam a seguir dois textos da última lição de Romanos que estudamos em 2010.

O primeiro descreve com precisão as pessoas se escondendo atrás de Romanos 7 para justificar uma vida na permanência da escravidão do pecado. O segundo revelando claramente que a experiência de Romanos 7 é a de uma pessoa antes de se render a Cristo.

 “Infelizmente, deixando de renovar diariamente sua dedicação a Cristo, muitos cristãos, na realidade, estão servindo ao pecado, por mais que abominem admitir isso. Racionalizam que estão passando pela experiência normal de santificação e que simplesmente têm um longo caminho a percorrer. Assim, em vez de levar os pecados conhecidos a Cristo e pedir a vitória sobre eles, escondem-se atrás de Romanos 7, que lhes diz, pensam eles, que é impossível fazer o que é certo. Na realidade, esse capítulo está dizendo que é impossível fazer o certo quando a pessoa está escravizada ao pecado, mas a vitória é possível em Jesus Cristo”. Lição Escola Sabatina, A Redenção Em Romanos, 3º Trim. 2010, p. 98.

“‘Em Cristo Jesus’ está em contraste com ‘a carne’. Também está em contraste com a experiência detalhada no capítulo 7, em que Paulo em descreve como sendo carnal a pessoa que está sob condenação antes de se render a Cristo, significando que é escrava do pecado. A pessoa está sob a condenação da morte (v. 11, 13 e 24). Serve à ‘lei do pecado’ (v. 23, 25). Essa pessoa está em uma terrível condição de desgraça (v. 24). Lição Escola Sabatina, A Redenção Em Romanos, 3º Trim. 2010, p. 107

Diante de tudo que vimos, só nos resta clamar!

Desperta professo povo de Deus!!!

O Que Nos Revela o Evangelho

Tenho visto pastores adventistas usarem Eclesiastes 7:20 como sendo uma prova de que é impossível a perfeição cristã, perfeição no sentido de ser plenamente libertado do pecado.

 Vou mencionar nomes porque não quero fazer como esses pastores fazem. Fazem afirmações como, “pessoas afirmando que serão tão santas que não precisarão mais de Jesus”!

Fazem acusações como essa e não dão referências provando que tais pessoas com tais pensamentos existam fora da mente deles.

Bom, primeiro vamos mencionar um nome e dar referência provando que existem pastores adventistas fazendo acusações absurdas como essa que mencionei! Pr.Amin A. Rodor, MM  2014, Encontros Com Deus, p. 160

“Perfeccionistas, que por causa de sua compreensão superficial de pecado, facilmente se sentem ‘triunfantes e vitoriosos’. Cometem o engano de se julgarem espiritualmente superiores, vítimas da síndrome do ‘já alcancei’. Concluem que, em algum momento, alcançarão um estágio de impecaminosidade absoluta e serão tão santos que não mais precisarão de Cristo”.

Sobre usar Eclesiastes como argumento para tentar provar ser impossível uma vida plenamente livre do pecado, são muitos, converse com o pastor do seu distrito sobre esse assunto e ele muito provavelmente fará isso.

Vou então mencionar um nome e dar referência. O pastor Eleazar Domini, em uma de suas mensagens sobre esse tema, Eclesiastes 7:20 é o seu primeiro argumento. Vou a seguir deixar o link dessa mensagem para aqueles que quiserem conferir.

É nosso privilégio crer que Seu sangue pode nos purificar de toda mancha e mácula de pecado. Não devemos limitar o poder do Santo de Israel”. MM 2013, Perto do Céu, p. 370

Todos argumentos apresentados por esse pastor podem ser facilmente refutados. Como prova disso vamos refutar o primeiro argumento que ele apresenta. Gostaria que ele refutasse argumentos apresentados nesse blog! Triste constatar que muitos se contentam aceitando “um assim diz o pastor” sem investigar o que realmente diz o Senhor!

“Assim diz o Senhor: Maldito o homem que confia no homem, e faz da carne o seu braço, e aparta o seu coração do Senhor!” Jeremias 17:5

Será mesmo que Eclesiastes 7:20 é uma prova de que, antes da volta de Jesus, NUNCA existirá algum homem libertado plenamente do pecado?

“Na verdade que não há homem justo sobre a terra, que faça o bem, e nunca peque. Eclesiastes 7:20

Se eu faço essa aplicação de nunca haver existência de alguém que não nunca peca, devo fazer o mesmo com as outras duas afirmações nesse verso.

Nunca vai existir alguém que não peca.

Nunca vai existir alguém justo.

Nunca vai existir alguém que faça o bem.

Essas afirmações somente são verdadeiras quando vemos a situação da humanidade SEM Deus!

SEM Deus! Nunca vai existir alguém que não peca.

SEM Deus! Nunca vai existir alguém justo.

SEM Deus! Nunca vai existir alguém que faça o bem.

Essa é a forma correta de interpretação desse verso. A descrição da condição da humanidade SEM Deus.

Fazendo a aplicação que o pastor Eleazar Domini faz em relação ao pecado (nunca vai ter alguém que não peca), ele tem que fazer também em relação a ser justo e fazer o bem.

Nunca vai ter alguém que não peca.

Nunca vai ter alguém que seja justo. Que possa ser chamado de justo!

Nuca vai ter alguém que faça o bem.

Isso é complicado porque no verso 15 do mesmo capítulo vemos uma prova de que existem homens justos sim! Justos SALVOS. Ímpios PERDIDOS.

Tudo isto vi nos dias da minha vaidade: há justo que perece na sua justiça, e há ímpio que prolonga os seus dias na sua maldade”. Eclesiastes 7:15

Da mesma forma que existe os homens tornados justos pela graça de Deus também pode existir homens libertados do pecado pela graça de Deus!

Vamos ver o que nossa lição da Escola Sabatina nos ensinou sobre Eclesiastes 7:20.

 “Talvez mais surpreendentes sejam as palavras de Eclesiastes 7:20, que se parecem muito com o que Paulo disse em Romanos 3:10 (‘Não há justo, nem um se quer’) ou João em I João 1:10 (‘Se dissermos que não temos cometido pecado, fazemo-Lo mentiroso, e a Sua palavra não está em nós’). Embora os cristãos sejam frequentemente ridicularizados por sua ‘visão pessimista’ e ‘negativa’ da humanidade, tudo que se tem é olhar para o mundo, tanto para a História como para sua presente condição, a fim de obter a confirmação de seus ensinos sobre a situação pecaminosa da humanidade. Você pode precisar de ter fé para crer em muito do que o cristianismo ensina, mas não sobre a natureza caída da humanidade”. Lição  da Escola Sabatina 1º  Trim. 2007, Eclesiastes, p. 99

Estejam atentos para esse detalhe,as palavras de Eclesiastes 7:20, que se parecem muito com o que Paulo disse em Romanos 3:10 (‘Não há justo, nem um se quer’)”.

Vejam o que nossa lição da Escola Sabatina nos ensinou sobre Romanos 3:10!

“Ao descrever que todos “estão debaixo do pecado” e que “não há justo, nem um sequer” (Rom. 3:9-10), Paulo referia-se a todos que estão separados ou longe de Cristo. Todos aqueles que não experimentaram, pela fé, o poder salvífico de Jesus Cristo, São injustos e necessitam de justificação”.  Lição da Escola Sabatina, 4° trim. 1990, “A Carta Aos Romanos” lição do aluno, pág. 21, lição prof. p. 33.

Se Romanos 3:10 ser refere à a todos que estão separados ou longe de Cristo. Todos aqueles que não experimentaram, pela fé, o poder salvífico de Jesus Cristo”.  Podemos pensar diferente sobre Eclesiastes 7:20?

Será que nossa lição da Escola Sabatina daria a Eclesiastes 7:20 uma interpretação diferente da que deu para Romanos 3:10? A coerência nos leva a um expressivo NÃO para essa pergunta!

Seria bastante interessante que esses pastores levassem em conta o que é ensinado em nossas lições da Escola Sabatina!

Seria interessante também que esses pastores vissem que Eclesiastes 7:20, Romanos  3:10, I João  1:8 e  I João 1:10 são simplesmente uma descrição da condição da humanidade sem Deus.

I João 1:8 e  I João 1:10 um diagnóstico, e I João 1:7 e I João 1:9 a solução para esse diagnóstico.

Diagnóstico

“Se dissermos que não temos pecado, enganamo-nos a nós mesmos, e não há verdade em nós”. 1 João 1:8

“Se dissermos que não pecamos, fazemo-lo mentiroso, e a sua palavra não está em nós”. 1 João 1:10

“Como podemos fazer com que Deus seja visto como mentiroso?” 1° João 1:10

“Note como esse verso aparece na versão de Fhillips:

“Se assumimos atitude de afirmar: ‘Não tenho pecado’, simplesmente negamos o diagnóstico de Deus quanto à nossa condição e nos isolamos de ouvir o que Ele tem a nos dizer” Lição da Escola Sabatina, Deus é Amor, 2° trim. de 1997, lição 2, pág. 6

Seria maravilhoso que pastores adventistas vissem no evangelho algo mais que a revelação da nossa condição! Sim, o evangelho não revela somente nossa condição, ele revela também a solução para a mudança dessa condição!

SOLUÇÃO!

“Mas, se andarmos na luz, como ele na luz está, temos comunhão uns com os outros, e o sangue de Jesus Cristo, seu Filho, nos purifica de todo o pecado”. 1 João 1:7

“O sangue de Jesus”

“Se confessarmos os nossos pecados, Ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados, e nos purificar de toda a injustiça”. 1 João 1:9

“Ele (Jesus) é fiel e justo para nos perdoar os pecados, e nos purificar de toda a injustiça.

Como seria maravilhoso se os pastores adventistas parassem de ficar defendendo o pecado e compreendessem realmente a mensagem de Deus para nós nos versos que mostrarei a seguir e em muitos outros!

Assim que, se alguém está em Cristo, nova criatura é; as coisas velhas já passaram; eis que tudo se fez novo”. 2 Coríntios 5:17

“Já estou crucificado com Cristo; e vivo, não mais eu, mas Cristo vive em mim; e a vida que agora vivo na carne, vivo-a pela fé do Filho de Deus, o qual me amou, e Se entregou a Si mesmo por mim”.  Gálatas 2:20

“E qualquer que nele tem esta esperança purifica-se a si mesmo, como também Ele é puro”. 1 João 3:3

“E não vos conformeis com este século, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente, para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus”. Romanos 12:2

“Digo, porém: Andai em Espírito, e não cumprireis a concupiscência da carne”. Gálatas 5:16

E os que são de Cristo crucificaram a carne com as suas paixões e concupiscências”. Gálatas 5:24

“Porei dentro de vós o meu Espírito e farei que andeis nos meus estatutos, guardeis os meus juízos e os observeis”. Ezequiel 36:27

Sabeis também que Ele se manifestou para tirar os pecados, e nEle não existe pecado”. 1° João 3:5

Porque a graça salvadora de Deus se há manifestado a todos os homens, Ensinando-nos que, renunciando à impiedade e às concupiscências mundanas, vivamos neste presente século sóbria, e justa, e piamente, Aguardando a bem-aventurada esperança e o aparecimento da glória do grande Deus e nosso Senhor Jesus Cristo; O qual se deu a si mesmo por nós para nos remir de toda a iniquidade, e purificar para si um povo seu especial, zeloso de boas obras”. Tito 2:11-14

O Deus do Impossível

Aquele que acham ser impossível ser libertados da escravidão do pecado deveriam saber que aquilo que é impossível para os homens é possível para Deus!

 “Jesus, porém, olhando para eles, disse: Para os homens é impossível, mas não para Deus, porque para Deus todas as coisas são possíveis”. Marcos 10:27

“Mas ele respondeu: As coisas que são impossíveis aos homens são possíveis a Deus”. Lucas 18:27

Porque para Deus nada é impossível”. Lucas 1:37

Cremos em um Deus capaz de fazer coisas impossíveis. Nos libertar plenamente do pecado é uma exceção? Um milagre que Deus não pode operar em nós?

Pastores adventistas ajudando Satanás alcançar seu objetivo!

Intenção De Satanás

“O grande conflito entre Cristo e Satanás, que tem prosseguido durante quase seis mil anos, logo deve terminar; e o maligno redobra seus esforços para frustrar a obra de Cristo em prol do homem, e prender as almas em suas ciladas. Reter o povo em trevas e impenitência, até que termine a mediação do Salvador e não mais haja sacrifício pelo pecado, é o objetivo que ele procura realizar”. O Grande Conflito, p. 518.

Na verdade, podemos afirmar que a grande maioria dos pastores adventistas por não estarem alertando nosso povo para a maravilhosa obra que Deus deseja realizar nos que serão salvos e fazendo a maioria acreditar que somente na volta de Jesus eles serão plenamente libertados do pecado. Esses pastores adventistas, estão, portanto, ajudando Satanás alcançar seu objetivo que é: “Reter o povo em trevas e impenitência, até que termine a mediação do Salvador e não mais haja sacrifício pelo pecado”. Esse é “o objetivo que ele (Satanás) procura realizar”.

“Meu coração se enche de angústia quando penso nas mensagens desinteressantes pregada por alguns de nossos pastores, quando têm para pregar uma mensagem de vida e morte.Os pastores estão dormentes; da mesma forma que os membros da igreja; enquanto o mundo perece em pecado”. Testemunhos Seletos, vol. 3, p. 220.

“Homens e mulheres estão nas últimas horas da graça, e no entanto são descuidados e ignorantes, e os pastores não tem poder para despertá-los; eles próprios dormem. Pregadores sonolentos pregando a um povo adormecido”. Testemunho Para a Igreja, vol.2, p. 338

Vemos aí que a igreja – o santuário do Senhor – foi a primeira a sentir o golpe da ira de Deus. Os anciãos, aqueles a quem Deus dera grande luz, e que haviam ocupado o lugar de depositários dos interesses espirituais do povo, haviam traído o seu depósito. Colocaram-se no ponto de vista de que não precisamos esperar milagres e as assinaladas manifestações do poder de Deus, como nos dias da antiguidade. Os tempos mudaram. Estas palavras fortaleceram-lhes a incredulidade, e dizem: O Senhor não fará bem nem mal. É demasiado misericordioso para visitar Seu povo em juízos. Assim, paz e segurança é o grito de homens que nunca mais erguerão a voz como trombeta para mostrar ao povo de Deus suas transgressões, e à casa de Jacó os seus pecados. Esses cães mudos, que não querem ladrar, são aqueles que sentirão a justa vingança de um Deus ofendido. Homens, virgens e crianças, todos perecerão juntos”. Testemunhos Seletos, vol. 2, p. 65-66

Desperta professo povo de Deus!!!

Apenas no Aspecto Físico?

Muitos teólogos adventistas, a grande maioria deles, têm afirmado que Jesus veio ao nosso mundo com a natureza de Adão depois da queda, mas isso apenas no aspecto físico, já no aspecto espiritual Ele tinha a natureza de Adão antes da queda, antes do pecado. A seguir um texto do livro, Ellen White e a Humanidade de Cristo onde o autor Woodrow W. Whidden defende esse pensamento.

“Ellen White foi clara ao mencionar que Ele tomou a ‘nossa natureza pecaminosa’ (SDABC, vol. 7, p. 453), mas somente no sentido de uma capacidade diminuída resultante do princípio da hereditariedade física”. Ellen White e a Humanidade de Cristo, p. 93

Textos importantes dos livros Ellen White e a Humanidade de Cristo e Nisto Cremos.

“É bem claro que Ellen White abeverou-se de um dos sermões de Melvill, intitulado ‘A Humilhação do Homem Cristo Jesus’, ao preparar um artigo cujo título era ‘Cristo, o exemplo do Homem’ (RH, 05/07/ 1887). Não causa surpresa que esse sermão discuta a humanidade de Cristo. Eric Webster nos dá um sumário final muito útil da utilização de Melvill: ‘Para Melvill, existem duas consequências primárias da queda: (1) ‘fraquezas inocentes’ e ‘propensões pecaminosas’. ‘Antes da transgressão, a humanidade de Adão estava livre de ambas, e com ambas ela foi dotada depois da transgressão’ (Melvil, p. 47). Por ‘fraquezas inocentes, Melvill entende características tais como fome, dor, fraqueza, tristeza e morte. ‘Existem consequências pela culpa que são perfeitamente inculpáveis. O pecado introduziu a dor, mas a própria dor não é pecado’ (ibidem). Por ‘propensões pecaminosas’ Melvill se refere a tendência, ou inclinação, para pecar. ‘No seu resumo da discussão, Melvill deixa claro que, em sua visão, Adão não tinha nem ‘fraquezas inocentes’ nem ‘ propensões pecaminosas’; nós nascemos com ambas, e Cristo levou a primeira, mas não a segunda’ (p. 127 e 128). Melvill diz claramente que Cristo teve uma humanidade que ‘não era inclinada a transgredir’ (citado em Wbster, p. 128). Tim Poirier sugeriu que embora Ellen White não tenha citado as palavras [de Melvill] (tais como ‘fraquezas inocentes’, ‘propensões pecaminosas’ ‘inclinada a ofensas’), os sentimentos de Melvill poderiam muito bem refletir as próprias convicções de Ellen White’ (ibidem; ver Poirier). ‘É sugerido que o aparente conflito encontrado nas declarações de Ellen White sobre a humanidade de Cristo pode ser resolvido no contexto da discussão de Melvill. Poderia ser que, quando Ellen White declara que Cristo tomou sobre Si ‘a natureza caída e pecaminosa’ do homem, ela estivesse pensando naquelas ‘fraquezas inocentes’ que trouxeram Cristo ao nível do homem, e que quando ela fala de impecabilidade da humanidade de Cristo ela estivesse pensando no fato de que Cristo não possuía ‘propensões pecaminosas’?” (Webster, p. 128 e 129)”, Woodrow W. Whidden, Ellen White e a Humanidade de Cristo, p. 62 e 63

Como vimos uma forma de afirmar que Cristo tenha assumido uma natureza caída apenas no aspecto físico é afirmar que Ellen White “abeverou-se de um dos sermões de Melvill”. (Henry Melvill). Segundo Woodrow W. Whidden e pessoas citadas por ele nesse texto, quando Ellen White mencionava natureza caída e pecaminosa ela estava se referindo a uma natureza afetada apenas em aspectos físicos tais como, “fome, dor, fraqueza, tristeza e morte” “Fraquezas inocentes”.

Interessante esse tipo de afirmação, “‘fraquezas inocentes’ que trouxeram Cristo ao nível do homem”. Será mesmo que Cristo assumindo uma natureza afetada apenas por “fraquezas inocentes”, tais como “fome, dor, fraqueza, tristeza e morte” O traria até o nosso nível? A resposta é um expressivo NÃO! É bem claro, veremos nesse estudo, que Cristo assumiu nossa natureza enfraquecida em todos os aspectos, embora Ele não tenha sido afetado por essas fraquezas, porque sempre foi fortalecido pelo Pai para não ser corrompido ou contaminado pelo pecado.

Vamos agora para um outro texto, agora no livro Nisto Cremos.

“Portanto, ‘a humanidade de Cristo não foi a humanidade de Adão, ou seja, a humanidade do pai da raça antes da queda; tampouco foi a humanidade decaída, isto é, em todos os aspectos a humanidade de Adão após a queda. Não era a humanidade adâmica em virtude de possuir as inocentes fraquezas dos caídos. Não era a natureza caída porque Ele jamais caiu em impureza moral. Sua natureza era, portanto, mais apropriadamente a nossa humanidade, porém sem pecado”. 15 Nisto Cremos, p. 61

15- Henry Melvill, em Sermons by Henry Melvill, B. D., EDIÇÃO DE C. P. Mcllvaine (Nova York: Stanford and Swords, 1844), p. 47. Com a expressão ‘inocentes fraquezas’ ele quer se referir à fome, dor, tristeza, etc. Ele identificou essa forma de ver a natureza pré e pós- queda (aplicada a Cristo) como ‘a doutrina ortodoxa’ (ibid.)”. Nisto Cremos, p. 75

“Tim Poirier ‘sugeriu que embora […]”, “os sentimentos de Melvill poderiam muito bem refletir as próprias convicções de Ellen White’ […]”, “‘Ésugerido que o aparente conflito encontrado nas declarações de Ellen White […], Poderia ser que, quando Ellen White declara que Cristo tomou sobre Si ‘a natureza caída e pecaminosa’ […]. Ellen White e a Humanidade de Cristo, p. 62 e 63

Essas partes do texto do livro Ellen White e a Humanidade de Cristo deixam claro que o citado sermão de Melvill é uma possibilidade, uma hipótese, de como entender o aparente conflito nas declarações de Ellen White sobre a humanidade de Cristo.

Já no livro Nisto Cremos parte do sermão do Melvill foi colocado não como uma possível explicação ou uma hipótese, mas sim como uma confirmada explicação da questão, humanidade de Cristo.

Triste ver no livro Nisto Cremos parte do Sermão de Melvill, como sendo fato consumado, parte desse sermão ser uma revelação sobre a humanidade de Cristo. A maioria vai ler a citação da página 61 sem se dar conta, que se trata de uma explicação de um ministro anglicano, Henry Melvill. Por essa e por outras, acredito que o mais correto seria que o livro Nisto Cremos deveria ter como título, “O Que a Maioria Acredita”. Iremos nesse trabalho analisar questões importantíssimas sobre essa crença de Cristo ter assumido uma natureza afetada apenas no aspecto físico.

Características de Adão Antes do Pecado

“O homem deveria ter a imagem de Deus, tanto na aparência exterior como no caráter. Cristo somente é a “expressa imagem” do Pai (Heb. 1:3); mas o homem foi formado à semelhança de Deus. Sua natureza estava em harmonia com a vontade de Deus. A mente era capaz de compreender as coisas divinas. As afeições eram puras; os apetites e paixões estavam sob o domínio da razão. Ele era santo e feliz, tendo a imagem de Deus, e estando em perfeita obediência à Sua vontade” P. P. p.45

“Em que consistia a força do assalto que resultou na queda de Adão? Não foi o pecado residente; pois Deus fez o homem conforme o Seu próprio caráter, puro e correto. Não havia nenhum princípio corrupto no primeiro Adão, nenhuma propensão corrupta ou tendência para o mal. Adão era tão perfeito como os anjos diante do trono de Deus.”. SDABC, vol. 1, p. 1083 (carta 191, 1899); Ellen White e a Humanidade de Cristo p.138

“Deus fez o homem reto; deu-lhe nobres traços de caráter, sem nenhum pendor para o mal. Dotou o de altas capacidades intelectuais, e apresentou-lhe os mais fortes incentivos possíveis para que fosse fiel a seu dever. A obediência, perfeita e perpétua, era a condição para a felicidade eterna. Sob esta condição teria ele acesso à árvore da vida”. P.P. p.49

“O Senhor, no princípio, fez o homem reto. Foi criado com a mente perfeitamente equilibrada, sendo o tamanho e a força de todos os órgãos perfeitamente desenvolvidos. Adão era um tipo perfeito de homem”. Testimonies, vol. 3, p. 72 (M. C. P. vol. 2 p.415)

“Adão deveria ter em grande estima o fato de que ele fora criado à imagem de Deus, a fim de ser semelhante a Ele em justiça e santidade. Sua mente possuía a capacidade de cultivo contínuo, expansão, refinamento e nobreza pois Deus era seu professor, e os anjos seus companheiros”. Deserto da Tentação p. 14

“O homem foi originariamente dotado de nobres faculdades e de um espírito bem equilibrado. Era um ser perfeito, e estava em harmonia com Deus. Seus pensamentos eram puros, santos os seus intentos”. Caminho a Cristo. p. 17

“No princípio, o homem foi criado à imagem de Deus. Estava em perfeita harmonia com a natureza e com a lei de Deus; os princípios da justiça lhe estavam escritos no coração”. G. C. p.467

“No princípio Deus fez o homem reto. Ele foi criado com perfeito equilíbrio mental, sendo plena e harmoniosamente desenvolvidos o tamanho e a força de todos os seus órgãos”. Conselhos sobre Regime Alimentar, p.147

“Era possível a Adão, antes da queda, formar um caráter justo pela obediência à lei de Deus”. Caminho a Cristo. p.62

“Quando Adão saiu das mãos do Criador, trazia ele em sua natureza física, intelectual e espiritual, a semelhança de seu Criador. “E criou Deus o homem à Sua imagem” (Gên. 1:27), e era Seu intento que quanto mais o homem vivesse tanto mais plenamente revelasse esta imagem, refletindo mais completamente a glória do Criador.”. Educação, p. 15

“Criados para serem a “imagem e glória de Deus” (I Cor. 11:7), Adão e Eva tinham obtido prerrogativas que os faziam bem dignos de seu alto destino. Dotados de formas graciosas e simétricas, de aspecto regular e belo, o rosto resplandecendo com o rubor da saúde e a luz da alegria e esperança, apresentavam eles em sua aparência exterior a semelhança dAquele que os criara. Esta semelhança não se manifestava apenas na natureza física. Todas as faculdades do espírito e da alma refletiam a glória do Criador”. Educação, p. 20

“Adão e Eva saíram das mãos do Criador na completa perfeição do dote físico, mental e espiritual”. Deserto da Tentação, p.13

“Quando este (Adão) fora vencido pelo tentador, entretanto, não tinha sobre si nenhum dos efeitos do pecado. Encontrava-se na pujança da perfeita varonilidade, possuindo o pleno vigor da mente e do corpo”. O Desejado de Todas as Nações, p.117

“[…] Adão e Eva, recém-saídos das mãos do Criador, eles eram seres perfeitos, tinham sido criados assim, sem propensão para o pecado, com capacidade de obedecer. Eles se deleitavam na obediência. Obedecer era para eles tão fácil como para você é respirar. Não precisavam se esforçar para isso. Tinham uma natureza perfeita”. Pr. Alejandro Bullón, Conhecer Jesus é Tudo, p. 40

Realmente Apenas no Aspecto Físico?

Será que realmente Cristo veio ao nosso mundo com a natureza de Adão antes do pecado como afirmam muitos teólogos adventistas?

Esse questionamento é muito importante porque vimos que para Adão antes do pecado obedecer era algo natural, segundo Pr. Alejandro Bullón, tão fácil quanto para nós é respirar. Será que podemos falar o mesmo para Jesus?

Esse é um questionamento do qual não podemos fugir. Se afirmarmos que no aspecto espiritual Jesus veio ao nosso mundo com as mesmas condições de Adão antes da queda, e se sabemos que para Adão antes da queda a obediência era algo fácil, implica em afirmar também que Jesus teve a mesma facilidade para obedecer no aspecto espiritual tida por Adão. Essa possibilidade é anulada quando vemos que Cristo “familiarizou-se com todas as dificuldades que assolam a humanidade”, também foi tentado centenas de vezes mais severa “e sob circunstâncias, em todos os aspectos, mais probantes”. E “em tudo o primeiro Adão teve situações mais favoráveis do que Cristo. Para Jesus era “necessário estar sempre em guarda, a fim de conservar Sua pureza”. Porque Ele veio ao nosso mundo para ser tentado em“todos os aspectos que o homem é tentado”.

Tudo isso não teria acontecido se Jesus tivesse tomado nossa natureza apenas no aspecto físico!

Mas em tudo o primeiro Adão teve situações mais favoráveis do que Cristo. […]” Ellen White e a Humanidade de Cristo p. 183

“Em Sua humanidade, Ele familiarizou-se com todas as dificuldades que assolam a humanidade”. –RH, 28/04/1891; Ellen White e a Humanidade de Cristo, p.160

“Cristo foi tentado por Satanás de maneira centenas de vezes mais severa do que Adão o fora, e sob circunstâncias, em todos os aspectos, mais probantes”. Ellen White e a Humanidade de Cristo p. 183-

“Jesus era isento de todo pecado e erro; não havia nenhum traço de imperfeição em Sua vida ou caráter, Ele manteve pureza imaculada sob as mais probantes circunstâncias”. Ellen White e a Humanidade de Cristo, p. 194

“A vida de Jesus estava em harmonia com Deus. Enquanto criança, pensava e falava como criança; mas nenhum traço de pecado desfigurava nEle a imagem divina. Não ficou, no entanto, isento de tentação […] Era-Lhe necessário estar sempre em guarda, a fim de conservar Sua pureza”. O Desejado de Todas as Nações, p. 71

“Porque o Filho de Deus vinculou-se à fraqueza da humanidade para que fosse tentado em todos os aspectos que o homem é tentado, Satanás tripudiou sobre Ele e O insultou”. RH, 01/04/ 1875; Ellen White e a Humanidade de Cristo, p. 147

Vejam, se Jesus viesse com a natureza de Adão antes do pecado Ele estaria qualificado como exemplo para Adão porque Jesus provou ser possível a plena obediência aos mandamentos de Deus mesmo não tendo no aspecto físico as mesmas condições de Adão e também as condições do meio em que Jesus viveu ser bem diferente das condições da Terra antes do pecado. Mas o que dizer de nós que além de ter o meio em que vivemos e o aspecto físico bem diferente de Adão antes da queda também temos uma natureza espiritual marcada por uma grande degeneração e enfraquecimento em todos os aspectos? Nesse estudo defendemos que Cristo veio ao nosso mundo com a natureza de Adão nos aspectos físico e espiritual igual ao dos descendentes de Adão depois do pecado. No que diz respeito a condições, Jesus não teve nenhuma vantagem ou nenhuma facilidade que não esteja também ao nosso alcance.

Apenas no Aspecto Físico Jesus Seria Exemplo Para Nós?

1º) “Satanás, o anjo caído, declarara que nenhum homem podia guardar a lei de Deus depois da desobediência de Adão. Ele alegava que toda a humanidade estava sob o seu domínio”. Mensagens Escolhidas.vol.3, p. 136

2º “Satanás apresenta a divina lei de amor como uma lei de egoísmo. Declara que nos é impossível obedecer-lhe aos preceitos. A queda de nossos primeiros pais, com toda a miséria resultante, ele atribui ao Criador, levando os homens a olharem a Deus como autor do pecado, do sofrimento e da morte. Jesus devia patentear esse engano. Como um de nós, cumpria-Lhe dar exemplo de obediência. Para isso tomou sobre Si a nossa natureza, e passou por nossas provas. “Convinha que, em tudo, fosse semelhante aos irmãos.” Heb. 2:17. Se tivéssemos de sofrer qualquer coisa que Cristo não houvesse suportado, Satanás havia de apresentar o poder de Deus como nos sendo insuficiente. Portanto, Jesus “como nós, em tudo foi tentado”. Heb. 4:15. Sofreu toda provação a que estamos sujeitos. E não exerceu em Seu próprio proveito poder algum que nos não seja abundantemente facultado. Como homem, enfrentou a tentação, e venceu-a no poder que Lhe foi dado por Deus. Diz Ele: “Deleito-me em fazer a Tua vontade, ó Deus meu; sim, a Tua lei está dentro do meu coração.” Sal. 40:8. Enquanto andava fazendo o bem e curando a todos os aflitos do diabo, patenteava aos homens o caráter da lei de Deus, e a natureza de Seu serviço. Sua vida testifica ser possível obedecermos também à lei de Deus”. MM 1992, EXALTAI-O, p. 82.

Vimos no primeiro texto que acusação de Satanás é de que “depois da desobediência de Adão era impossível para a humanidade guardar a lei de Deus. No segundo texto vimos que um dos objetivos de Cristo era provar ser falsa essa acusação de Satanás. Agora Pergunto: Cristo teria provado ser possível para a humanidade depois do pecado, ser possível obedecer plenamente a lei de Deus se Ele viesse com natureza diferente da natureza humana depois do pecado? Vou tentar ser mais objetivo. Cristo tendo a nossa natureza humana apenas no aspecto físico Ele estaria habilitado para ser nosso exemplo? A resposta é um sonoro, não!

Não precisamos classificar a obediência de Cristo, por si mesma, como alguma coisa para a qual Ele Se achava particularmente adaptado, por Sua especial natureza divina, pois Ele Se encontrava diante de Deus como o representante do homem e foi tentado como substituto e fiador do homem. Se Cristo possuísse um poder especial que o homem não tem o privilégio de possuir, Satanás ter-se-ia aproveitado desse fato. A obra de Cristo era tirar das reivindicações de Satanás o seu domínio sobre o homem, e só podia fazê-lo da maneira como Ele veio – como homem, tentado como homem e prestando a obediência de um homem. […]” Mensagens Escolhidas vol. 3, p. 139

Mesmo diante de tão claras afirmações, vejam o que segundo a serva do Senhor estão fazendo.

Muitos dizem, porém, que Jesus não era como nós, que Ele não era como nós somos no mundo, que era divino, e que não podemos vencer como Ele venceu”. Mensagens Escolhidas, vol. 3, p. 197.

Mas o que diz para nós a mensagem inspirada?

“Cristo venceu como Homem sem pecado, não caído, perfeito. Como Messias Ele obteve vitória sobre as tentações do inimigo, tornando-nos possível vencer como Ele venceu”. MM 1983, Olhando Para o Alto, 11.

“O homem deve agir com sua força, ajudado pelo poder de Cristo, de modo a resistir e vencer seja qual for o custo para si. Em suma, o homem deve vencer como Cristo venceu”. MM 1956, Filhos e Filhas de Deus, p. 156.

Fraquezas Que Jesus Assumiu

As pessoas que defendem que Jesus assumiu a natureza caída apenas no aspecto físico tem que afirmar, acreditar então, que as fraquezas que Jesus assumiu eram apenas fraquezas no aspecto físico. Veremos a seguir que não é coerente afirmar que as fraquezas que Jesus assumiu se referiam apenas ao aspecto físico!

NATUREZA HUMANA ANTES DO PECADO

“No princípio, o homem foi criado à imagem de Deus. Estava em perfeita harmonia com a natureza e com a lei de Deus; os princípios da justiça lhe estavam escritos no coração”. O Grande Conflito, p.467

“Quando este (Adão) fora vencido pelo tentador, entretanto, não tinha sobre si nenhum dos efeitos do pecado. Encontrava-se na pujança da perfeita varonilidade, possuindo o pleno vigor da mente e do corpo”. O Desejado de Todas as Nações, p.117

“Declarou-se lhes, porém, que sua natureza ficara depravada pelo pecado; haviam diminuído sua força para resistir ao mal, e aberto o caminho para Satanás ganhar mais fácil acesso a eles. Em sua inocência tinham cedido à tentação; e agora, em estado de culpa consciente, tinham menos poder para manter sua integridade”. Patriarcas e Profetas, p. 61

Adão antes do pecado, “criado à imagem de Deus”, “os princípios da justiça lhe estavam escritos no coração”, “possuindo o pleno vigor da mente e do corpo”. Vejam que antes do pecado não havia fraquezas no homem em nenhum aspecto. Mas Cristo assumiu natureza enfraquecida!

Cristo assumindo natureza enfraquecida

Descendentes de Adão, por causa do pecado, “sua natureza ficara depravada”, “haviam diminuído sua força para resistir ao mal”, agora “tinham menos poder para manter sua integridade”.

“Vi que Jesus conhecia nossas fraquezas, e que Ele mesmo passara por vossas experiências em tudo, exceto no pecado”. – RH, 20/01/1863; Ellen White e a Humanidade de Cristo p. 139

“Assumiu a natureza humana e arcou com as fraquezas e degenerescência da raça. Ele, que não conhecia pecado, tornou-Se pecado por nós”. Ellen White e a Humanidade de Cristo p. 145

“Pode experimentar em Si mesmo a força da tentação de Satanás e as fraquezas e sofrimentos humanos, Ele saberia como socorrer aqueles que se esforçam para ajudar a si mesmos”. – RH, 18/03/1875; Ellen White e a Humanidade de Cristo p. 146

“Porque o Filho de Deus vinculou-se à fraqueza da humanidade para que fosse tentado em todos os aspectos que o homem é tentado, Satanás tripudiou sobre Ele e O insultou”. RH, 01/04/ 1875; Ellen White e a Humanidade de Cristo p. 147

“Ele assumiu a natureza humana, com suas fraquezas, suas desvantagens e suas tentações”. Manuscrito 58, 1890; Ellen White e a Humanidade de Cristo p. 160

“Jesus também lhes disse […] Que Ele tomaria a natureza decaída do homem, e Sua força não seria nem mesmo igual a deles”. –SG, vol. 1, p. 25; Ellen White e a Humanidade de Cristo, p. 139

Bom, para aqueles que acreditam que Cristo tomou a natureza caída apenas no aspecto físico, faço a seguinte pergunta: Será que as “fraquezas” mencionadas nesses textos se refere a fraquezas no aspecto físico? A resposta coerente para essa pergunta é um sonoro não! Isso é facilmente comprovado quando vemos os motivos de Cristo buscar ser fortalecido pelo Pai. A seguir um exemplo: “[…] força para resistir ao tentador e vencê-lo”.

“Mas nosso Salvador recorria a Seu Pai celestial em busca de sabedoria e força para resistir ao tentador e vencê-lo”. The Youth’sInstructor, fevereiro de 1873; ME, vol. 3, p. 133 e 134.

Fica comprovado que Cristo tomou nossa natureza enfraquecida em todos os aspectos por isso buscado no Pai força “para resistir ao tentador e vencê-lo”.

 Definitivamente essas “fraquezas” é uma forte evidência que Cristo tomou nossa natureza caída não apenas no aspecto físico. Para eliminar definitivamente essa possível hipótese e que essas fraquezas que Jesus assumiu se referiam apenas ao aspecto físico veremos a seguir um texto que deixa ainda mais claro que fisicamente Jesus não era fraco.

Sua estrutura física não era maculada por qualquer defeito; o corpo era robusto e sadio. E, durante toda a vida, viveu em conformidade com as leis da natureza. Física assim como espiritualmente, Jesus foi um exemplo do que Deus designava que fosse toda a humanidade, mediante a obediência a Suas leis”.

O Desejado de Todas as Nações, p. 50 – 51

Robusto adjetivo.

De constituição física muito forte, resistente; potente, vigoroso.

Já no aspecto da natureza, a força da natureza caída que Jesus tomou não era nem mesmo igual aos demais homens de natureza caída”

“Jesus também lhes disse […] Que Ele tomaria a natureza decaída do homem, e Sua força não seria nem mesmo igual a deles”. –SG, vol. 1, p. 25; Ellen White e a Humanidade de Cristo, p. 139

Importante lembrar que Cristo tomou nossa natureza caída e enfraquecida, mas não foi fraco em momento algum de Sua vida.

“Ele havia guardado os mandamentos de Seu Pai; e não havia pecado nEle sobre o qual Satanás pudesse triunfar, nenhuma fraqueza ou defeito que pudesse usar em sua vantagem”. RH, 27/05/1884; Ellen White e a Humanidade de Cristo, p. 151.

Tomando nossa natureza enfraquecido e não sendo contaminado pelo pecado Jesus provou que mesmo com a natureza caída podemos viver livre do pecado como Ele viveu.

“O Salvador tomou sobre Si as enfermidades humanas, e viveu uma vida sem pecado, a fim de os homens não terem nenhum temor de que, devido à fraqueza da natureza humana, eles não pudessem vencer. Cristo veio para nos tornar “participantes da natureza divina” (II Ped. 1:4), e Sua vida declara que a humanidade, unida à divindade, não comete pecado. O Salvador venceu para mostrar ao homem como ele pode vencer. Todas as tentações de Satanás, Cristo enfrentava com a Palavra de Deus. Confiando nas promessas divinas, recebia poder para obedecer aos mandamentos de Deus, e o tentador não podia alcançar vantagem. A toda tentação, Sua resposta era: “Está escrito.” Assim Deus nos tem dado Sua Palavra para com ela resistirmos ao mal. Pertencem-nos grandíssimas e preciosas promessas, a fim de que por elas fiquemos “participantes da natureza divina, havendo escapado da corrupção, que, pela concupiscência, há no mundo”. II Ped. 1:4”. Ciência do Bom Viver, p. 180

A seguir veremos como Cristo era fortalecido. Cristo nos mostrou como nossa natureza caída pode ser fortalecida.

Jesus Buscando Ser Fortalecido Forte Evidência

“Jesus mesmo, enquanto andava entre os homens, muitas vezes Se entregava à oração. Nosso Salvador identificou-Se com nossas necessidades e fraquezas, tornando-Se um suplicante, um solicitador junto de Seu Pai, para buscar dEle novos suprimentos de força, a fim de que pudesse sair revigorado para os deveres e provações.”. Caminho a Cristo p. 94

“Mas nosso Salvador recorria a Seu Pai celestial em busca de sabedoria e força para resistir ao tentador e vencê-lo”. The Youth’sInstructor, fevereiro de 1873; ME, vol. 3, p. 133 e 134.

“Nosso Salvador identifica-Se com nossas necessidades e fraquezas no fato de haver-Se tornado um suplicante, um solicitante de todas as noites, buscando do Pai novas provisões de força a fim de sair revigorado, fortalecido para o dever e a provação. Ele é nosso exemplo em tudo”. Ellen White e a Humanidade de Cristo, p. 141

“Sua humanidade se constituía em tentação para Ele. Somente confiando no Pai é que Ele poderia resistir as tentações. Ele andou pela fé assim como nós devemos andar pela fé”. – RH, 09/03/1896; Ellen White e a Humanidade de Cristo, p. 153

“Satanás estava nos Seus caminhos a todo instante. A força de Cristo estava na oração. Ele tomou a humanidade, carregou nossas fraquezas e tornou-Se pecado por nós”. Mensagens Escolhidas, vol. 3, p. 134.

Vimos que Cristo era “um solicitante de todas as noites, buscando do Pai novas provisões de força a fim de sair revigorado, fortalecido para o dever e a provação”, Cristo, “recorria a Seu Pai celestial em busca de sabedoria e força para resistir ao tentador e vencê-lo”.

O Que deixa evidente Jesus sendo fortalecido elo Pai?

“Quando este (Adão) fora vencido pelo tentador, entretanto, não tinha sobre si nenhum dos efeitos do pecado. Encontrava-se na pujança da perfeita varonilidade, possuindo o pleno vigor da mente e do corpo”. O Desejado de Todas as Nações. p.117

“Declarou-se lhes, porém, que sua natureza ficara depravada pelo pecado; haviam diminuído sua força para resistir ao mal, e aberto o caminho para Satanás ganhar mais fácil acesso a eles. Em suainocência tinham cedido à tentação; e agora, em estado de culpa consciente, tinham menos poder para manter sua integridade”. Patriarcas e Profetas, p. 61

O fato de Cristo estar sempre “buscando do Pai novas provisões de força é uma evidência de que Cristo assumiu a natureza de Adão antes do pecado que possuía “pleno vigor da mente e do corpo” ou a natureza dos descendentes de Adão que “tinham menos poder para manter sua integridade”, e “haviam diminuído sua força para resistir ao mal”?

A resposta coerente para essa pergunta é: Uma evidência que Cristo tomou a nossa natureza caída, a natureza dos descendentes de Adão que, “tinham menos poder para manter sua integridade”, e “haviam diminuído sua força para resistir ao mal”.

Caso tenham ainda alguma dificuldade para aceitar essa resposta, acredito que o texto a seguir vai ajudar ainda mais concluir que Cristo assumiu a natureza dos descendentes de Adão.

“Cristo tomou sobre Si os pecados e as fraquezas da raça humana tais quais existiam quando desceu à Terra para ajudar o homem. Em favor do gênero humano, tendo sobre Si as fraquezas do homem caído, deveria resistir às tentações de Satanás em todos os pontos em que o homem seria assediado. […] Assumiu a natureza humana, e suportou as fraquezas e degeneração da raça. Aquele que não conheceu pecado tornou-se pecado por nós. Humilhou-se às maiores profundezas da miséria humana, a fim de estar qualificado para alcançar o homem, e levá-lo da degradação na qual o pecado o havia mergulhado”. Review and Herald, 28 de Julho de 1874 (Questões Sobre Doutrina p. 462 e 463)

“[…] Desde a queda, o gênero humano estivera a decrescer em tamanho e força física, baixando mais e mais na escala do valor moral, até ao período do advento de Cristo à Terra. E para elevar o homem caído, Cristo precisava alcançá-lo onde se achava. Assumiu a natureza humana e arcou com as fraquezas e degenerescência da raça”. – ST, 04/01/1877. Ellen White e a Humanidade de Cristo, p. 148.

Esse último texto é muito esclarecedor, vejam que a serva do Senhor menciona separadamente como o pecado afetou tanto a parte física como também a parte moral.

 Parte física: “Desde a queda” a humanidade “estivera a decrescer em tamanho e força física”.

Parte moral:baixando mais e mais na escala do valor moral”.

 E Jesus “arcou com as fraquezas e degenerescência da raça”.

“Havia poder em Sua petição, pois não tinha as paixões da nossa natureza humana, caída, embora possuísse idênticas fraquezas, tendo sido, como nós outros, tentado em tudo. Jesus suportou uma agonia que requereu ajuda e apoio de Seu Pai. Cristo é nosso exemplo”. –RH, 17/08/1886, Ellen White e a Humanidade de Cristo, p. 153.

Como precisamos entender, aceitar, a diferença entre o que Jesus tomou sobre Si e o que Ele era. Entendendo isso, consequentemente entenderemos também o que Ele pode e deseja fazer em nós.

Há uma grande diferença entre o que Jesus assumiu ou tomou sobre Si e o que Ele era”.

“Natureza pecaminosa não pode ser equiparada com deficiência moral ou pecado pessoal. Há uma grande diferença entre o que Jesus assumiu ou tomou sobre Si e o que Ele era. Ele reteve o caráter de Deus – a incorporação da verdade, pureza e amor – enquanto foi sobrecarregado com a natureza ou constituição pecaminosa. Com relação a moral e caráter, Ele permaneceu sendo aquele ‘ente santo’ (S. Luc. 1:35) o qual era por concepção e nascimento. Embora Ele viera ‘em forma de servo’ (Fil. 2:7), a servidão do pecado não O conquistou como fez conosco; porém, através do Espírito que habitava no Seu íntimo Ele venceu o mal. Nenhuma vez escolheu Ele ir contra a vontade de Seu Pai. Através de Sua constante vitória sobre as dificuldades – sobre o pecado – condenou o pecado na carne (Rom. 8:3). Mas não poderia haver condenado com justiça o pecado na minha carne se a Sua carne fosse intrinsicamente diferente da minha”. Lição da Escola Sabatina, Jesus Nosso Mediador, 4º Trim. 1984, p. 70 -71

Uma coisa que não pode passar desapercebido é o fato de que quando a serva do Senhor descreve as características da natureza humana ela descreve no plural e não no singular.  Por exemplo “suas fraquezas” e não fraqueza;“suas desvantagens” e não desvantagem. Isso é mais uma comprovação que a natureza humana que Cristo tomou sobre Si abrangia todos os aspectos e não apenas o aspecto físico.

“Ele assumiu a natureza humana, com suas fraquezas, suas desvantagens e suas tentações”. – Manuscrito 58, 1890. Ellen White e a Humanidade de Cristo, p. 160.

Fortalecidos Pela Graça Vencer Como Cristo Venceu.

 “Cristo foi submetido à mais rigorosa prova, que requereu a força de todas as Suas faculdades para resistir à inclinação de, quando em dificuldade, usar o Seu poder para livrar-Se do perigo e triunfar sobre o poder do príncipe das trevas. Satanás mostrou seu conhecimento dos pontos fracos do coração humano, colocando seu máximo poder para obter vantagem sobre a debilidade da humanidade que Cristo assumira para poder vencer Suas tentações no lugar do homem”. RH, 01/04/1875; Ellen White e a Humanidade de Cristo p.147

“Cristo venceu as tentações de Satanás como homem. Toda pessoa pode vencer como Cristo venceu. […] Remiu o ignominioso fracasso e queda de Adão, e foi vitorioso, demonstrando assim a todosos mundos não caídos, e à humanidade decaída que o homem podia guardar os mandamentos de Deuspelo poder divino que lhe é concedido pelo céu. Jesus… suportou a tentação por nós, venceu em nosso favor para mostrar-nos como podemos ser vitoriosos. […]” Manuscrito 1, 1892; Ellen White e aHumanidade de Cristo, p.162

“Ele iniciou Sua vida terrena como os seres humanos iniciam a sua, vindo a este mundo como um bebê desamparado. E enquanto aqui esteve, viveu a vida que todo ser humano pode viver, aqueles que receberão o grande dom que o Senhor fez ao nosso mundo ao enviar Seu Filho para executar o plano de salvação”. MM 1983, Olhando Para O Alto, p. 190.

Vimos que Cristo não usou Seu poder como Deus para vencer as tentações de Satanás, para Ele ser vitorioso em todas as tentações Ele era fortalecido pelo Pai. Cristo venceu como homem, toda pessoa que buscar forças em Deus, também pode vencer como Cristo venceu.

Em Todos os Aspectos Mais Probantes!

“Cristo é chamado o segundo Adão. Em pureza e santidade, unido com Deus e amado por Deus, Ele começou onde o primeiro Adão começou”. MM Minha Consagração Hoje p. 323

“Cristo é chamado o segundo Adão. Em pureza e santidade, ligado a Deus e amado por Deus, começou Ele onde o primeiro Adão começou. Mas o primeiro Adão estava em todos os sentidos mais favoravelmente situado que Cristo”. MM 2002, Cristo Triunfante, p. 20

Acredito sim que Cristo começou onde o primeiro Adão começou, tão puro e sem propensões pecaminosas quanto Adão, mas não por ter tido a natureza de Adão antes do pecado, e sim, por ter sido fortalecido e protegido pela graça de Deus. Ter vencido Satanás e não ter se corrompido com o pecado mesmo tendo assumido nossa natureza pecaminosa, provando assim que nossa natureza caída não é desculpa para o pecado.

Vamos repetir textos que revelam que Cristo não assumiu a natureza de Adão antes do pecado embora fosse tão puro quanto ele.

Vejam a seguir que embora Cristo tenha vindo tão puro quanto Adão antes do pecado, Ele foi tentado “centenas de vezes mais severa” e “e sob circunstâncias, em todos os aspectos, mais probantes”.

Irmãos, não podemos ignorar o que representa Cristo ter sido tentado “sob circunstâncias, em todos os aspectos, mais probantes”.

Enquanto Cristo foi tentado, “sob circunstâncias, em todos os aspectos, mais probantes”, Adão “em tudo” teve situações mais favoráveis do que Cristo”.

Mas em tudo o primeiro Adão teve situações mais favoráveis do que Cristo. […]” Ellen White e a Humanidade de Cristo p. 183

“Cristo é chamado o segundo Adão. Em pureza e santidade, ligado a Deus e amado por Deus, começou Ele onde o primeiro Adão começou. Mas o primeiro Adão estava em todos os sentidos mais favoravelmente situado que Cristo”. MM 2002, Cristo Triunfante, p. 20

“Cristo foi tentado por Satanás de maneira centenas de vezes mais severa do que Adão o fora, e sob circunstâncias, em todos os aspectos, mais probantes”. Ellen White e a Humanidade de Cristo p. 183-

“O primeiro Adão caiu; o segundo (Cristo) Se apegou a Deus e Sua Palavra sob as mais difíceis circunstâncias, e Sua fé na bondade, misericórdia e amor de Seu Pai não vacilou por um só momento. “Está escrito”, era Sua arma de resistência, e é a espada do Espírito que todo ser humano deve usar”. SDA Bible Commentary, vol. 5, p. 1.129. Questões Sobre Doutrina, p. 463 e 464.

Circunstâncias é sinônimo de: particularidades, situações, conjunturas, contextos, fundamentos, razões.

Jesus mais provado que Adão sob particularidades, situações, contextos, fundamentos, “em todos os aspectos” mais probantes.

O contraste entre a situação enfrentada por Cristo e o primeiro Adão é gritante:

Cristo provado “em todos os aspectos, mais probantes”.

Isso seria verdade se Cristo tivesse tomado nossa natureza caída apenas no aspecto físico?

Adão antes do pecado estava em todos os sentidos mais favoravelmente situado que Cristo”.

Vemos nestes textos do Espírito de profecia a revelação clara de que Jesus assumiu nossa natureza enfraquecida em TODOS os aspectos e não apenas no aspecto físico:

“Jesus cobriu a divindade com a humanidade para que pudesse ter uma experiência em tudo que é pertinente à vida humana”. Ellen White e a Humanidade de Cristo p. 158

Jesus enfrentou todas as desvantagens que também temos que enfrentar, mas no que diz respeito ao pecado Jesus nunca foi contaminado, sempre foi santo e imaculado, porque nasceu do Espírito e sempre viveu na plenitude do Espírito.

“Todos são responsáveis por seus atos enquanto há graça no mundo. Todos têm poder para controlar suas ações. Se são fracos em virtude e pureza de pensamento e atos, podem obter auxilio do Amigo dos desamparados. Jesus está familiarizado com todas as fragilidades da natureza humana e, caso peça, dará forças para vencer até mesmo as tentações mais poderosas. Todos podem receber essa força se a buscarem com humildade”. MM 2022, ACIMA DE TODO NOME, p. 108

O fato de Jesus nunca ter sido contaminado pelo pecado por ter nascido e vivido na plenitude do Espírito não O desqualifica como exemplo para nós que herdamos uma natureza enfraquecida e também no aspecto espiritual porque esse nascimento e vida na plenitude do Espírito, também pode ser uma realidade em nossa vida.

Jesus enfrentou as mesmas condições adversas que temos que enfrentar, mas Jesus não veio como nós somos, mas sim, como nós podemos ser. Compreender esse detalhe é fundamental, repito, Cristo não veio como nós somos, MAS SIM COMO PODEMOS SER.

“Um evangelista como Cristo, não houve jamais. Ele era a Majestade do Céu,humilhou-Se para tomar nossa natureza mas, a fim de chegar até ao homem na condição em que se achava”. MM 1992, EXALTAI-O, p. 93

“Aquele que era um com o Pai desceu do glorioso trono no céu, […] e cobriu Sua divindade com humanidade, descendo, assim, até o nível das debilitadas faculdades do homem… A maior dádiva que o céu poderia derramar foi dada em resgate pela humanidade caída”. -RH, 11/12/1888. Ellen White e a Humanidade de Cristo p. 156

“Eu vos apresento o grande exemplo. …Ele realmente enfrentou e resistiu as tentações de Satanás como qualquer filho da humanidade. Somente assim poderia Ele ser um exemplo perfeito para o homem. Ele sujeitou-Se à humanidade para Se familiarizar com todas as tentações com as quais o homem é assediado. Ele levou sobre Si as fraquezas e carregou as dores dos filhos de Adão. “Carta 17, 1878; Ellen White e a Humanidade de Cristo, p. 148.

“O Redentor do mundo veio não somente para ser um sacrifício pelo pecado, mas também para ser um exemplo ao homem em todas as coisas, um santo caráter humano. […] O Filho unigênito do Deus infinito deixou-nos, por Suas palavras e por Seu exemplo prático, um claro modelo que devemos imitar […]”. Ellen White e a Humanidade de Cristo, p. 162

“Deus pretende que os Seus seguidores sejam o que Jesus foi quando revestido da natureza humana. Cumpre-nos, em Sua força, viver a vida pura e nobre que o Salvador viveu”. A Ciência do Bom Viver, p. 426.

“Cristo viveu uma vida de perfeita obediência à Lei de Deus, deixando nisto um exemplo perfeito a toda criatura humana. A vida que Ele viveu neste mundo, devemos nós viver, mediante Seu poder, e sob as Suas instruções”. A Ciência Do Bom Viver, p. 180

É exatamente isso que Jesus veio provar. Provou que nossa natureza caída e enfraquecida em todos os aspectos não é desculpa para continuarmos vivendo na lama do pecado.

Acusação de Satanás

“Satanás, o anjo caído, declarara que nenhum homem podia guardar a lei de Deus depois da desobediência de Adão. Ele alegava que toda a humanidade estava sob o seu domínio”. Mensagens Escolhidas, vol.3 p. 136

Detalhe muito importante, nesse texto fica claro que a acusação de Satanás era de que os homens “depois da desobediência de Adão” não podiam guardar a lei de Deus, mas Jesus veio provar que ele estava errado. Jesus só poderia fazer isso vindo aqui e vivendo nas mesmas condições dos homens depois do surgimento do pecado, sem levar nenhuma vantagem, ou seja, não usando nenhum recurso que não estivesse também ao alcance dos demais homens. Devemos, portanto, ter como objetivo um novo nascimento, nascer do Espírito e então viver na plenitude dEle. Assim seremos também plenamente libertados do pecado e viveremos como Jesus viveu para honra e glória de Deus.

“Orai pelo novo nascimento. Se experimentardes este novo nascimento deleitar-vos-eis, não nos tortuosos caminhos de vossos próprios desejos, mas no Senhor. Desejareis estar sob Sua autoridade. Estareis de contínuo procurando alcançar norma mais alta. Sede não apenas leitores da Bíblia, mas ferventes estudiosos dela, para que possais saber o que Deus requer de vós. Necessitais do conhecimento experimental de como fazer a Sua vontade. Cristo é nosso Professor”. CONSELHOS SOBRE EDUCAÇÃO, p. 147

O novo nascimento consiste em ter novos intuitos, novos gostos, novas tendências. Os que, pelo Espírito Santo, são gerados para uma nova vida, tornaram-se participantes da natureza divina, e em todos os seus hábitos e práticas evidenciarão sua relação com Cristo”. MM, 1977, Maranata, O Senhor vem, p. 235

“Satanás apresenta a divina lei de amor como uma lei de egoísmo. Declara que nos é impossível obedecer-lhe aos preceitos. A queda de nossos primeiros pais, com toda a miséria resultante, ele atribui ao Criador, levando os homens a olharem a Deus como autor do pecado, do sofrimento e da morte. Jesus devia patentear esse engano. Como um de nós, cumpria-Lhe dar exemplo de obediência. Para isso tomou sobre Si a nossa natureza, e passou por nossas provas. “Convinha que em tudo fosse semelhante aos irmãos.” Heb. 2:17. Se tivéssemos de sofrer qualquer coisa que Cristo não houvesse suportado, Satanás havia de apresentar o poder de Deus como nos sendo insuficiente. Portanto, Jesus “como nós, em tudo foi tentado”. Heb. 4:15. Sofreu toda provação a que estamos sujeitos. E não exerceu em Seu próprio proveito poder algum que nos não seja abundantemente facultado”. O Desejado de Todas as Nações, p. 24

Também Podemos Ter a Plenitude do Espírito!

“Em Cristo habitava corporalmente a plenitude da Divindade. É por isso que, embora tal como nós, fosse tentado, Ele ergueu-Se perante o mundo desde a primeira vez que nele entrou, sem mancha de corrupção, apesar de estar rodeado por ela. Não devemos também tornar-nos co-participantes dessa plenitude? Não é tão-somente desta maneira que podemos ser vitoriosos, assim como Ele foi vitorioso”? Ellen White e a Humanidade de Cristo, p. 160

“Cristo é a fonte de nossa força. Estudemos Seus ensinos. Dando Seu Filho unigênito para viver em nosso mundo e estar exposto à tentação para que pudesse ensinar-nos como vencer, o Pai fez ampla provisão para que não fôssemos levados cativos pelo inimigo. Enfrentando o adversário caído, Cristo venceu para o bem da humanidade. Ele foi tentado em todos os pontos como nós o somos, mas resistiu na força da divindade, a fim de que pudesse socorrer-nos quando somos tentados. Tornando-nos participantes de Sua natureza divina, devemos aprender a discernir as tentações de Satanás, e, na força de Sua graça, vencer as corrupções que pela concupiscência há no mundo. Aquele que era outrora um ser humano pecaminoso pode ser refinado e purificado pelos méritos conferidos por Cristo e colocar-se diante de seus semelhantes como cooperador de Deus. Ao que busca a Deus com diligência, certamente será comunicada a natureza divina, e outorgada a compaixão de Cristo. […] ”Este Dia Com Deus, p. 149

Muitos dizem, todavia, que Jesus não real como nós outros, que Ele não esteve no mundo da mesma forma que nós, que Ele era divino e que nós não podemos ser vencedores como Ele foi vencedor. Mas Paulo escreve”: Porque, na verdade, Ele não tomou a natureza dos anjos; mas tomou a descendência de Abraão. Pelo que convinha que em tudo fosse semelhante aos irmãos. ”-RH, o1/04/1892; Ellen White e a Humanidade de Cristo, p. 161.

“Cristo não só morreu como nosso sacrifício, mas viveu como nosso exemplo. Em Sua natureza humana, Ele Se apresenta completo, perfeito, imaculado. Ser um cristão é ser como Cristo. Todo o nosso ser, nossa alma, o corpo, o espírito, devem ser purificados, enobrecidos, santificados, até que reflitamos a Sua imagem e imitemos o Seu exemplo”. RH, 28/01/1882; Ellen White e a Humanidade de Cristo, p. 150

 “É pela fé no Filho de Deus que se efetua a transformação do caráter, e o filho da ira torna-se filho de Deus, torna-se espiritual e discerne as coisas espirituais. A sabedoria de Deus lhe ilumina a mente e ele em Sua lei contempla coisas maravilhosas. Quando o homem se converte a verdade, processa-se nele a obra de transformação de caráter. Recebe uma aumentada medida de entendimento. Ao tornar-se um homem de obediência a Deus, tem ele a mente de Cristo, e a vontade de Deus torna-se a sua vontade”. Mensagens Escolhidas vol. 1, p. 338

“Digo, porém: andai no Espírito e jamais satisfareis à concupiscência da carne”. Gálatas 5:16

“Pois nós também, outrora, éramos néscios, desobedientes, escravos de toda sorte de paixões e prazeres, vivendo em malícia e inveja, odiosos e odiando-nos uns aos outros. Quando, porém, se manifestou a benignidade de Deus, nosso salvador, e o Seu amor para com todos, não por obras de justiça praticada por nós, mas segundo Sua misericórdia, Ele nos salvou mediante o lavar regenerador e renovador do Espírito Santo, que Ele derramou sobre nós ricamente, por meio de Jesus Cristo, nosso Salvador, a fim de que, justificados por graça, nos tornemos seus herdeiros, segundo a esperança da vida eterna”. Tito 3:3-7

“Mas o fruto do Espírito é; amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fidelidade, mansidão, domínio próprio. Contra estas coisas não há lei. E os que são de Cristo crucificaram a carne, com as suas paixões e concupiscências. Se vivemos no Espírito, andemos também no Espírito”. Gál. 5:22-25

“Ora, pois, já que Cristo padeceu por nós na carne, armai-vos também vós com este pensamento, que aquele que padeceu na carne já cessou do pecado; Para que, no tempo que vos resta na carne, não vivais mais segundo as concupiscências dos homens, mas segundo a vontade de Deus”. 1 Pedro 4:1-2

Detalhe importantíssimo que devemos deixar bem claro. Quando afirmamos que Jesus assumiu a natureza dos descendentes de Adão, não estamos afirmando que Jesus possuía algum tipo de depravação ou corrupção. Jesus conseguir pelo poder de Deus ser plenamente puro mesmo assumindo nossa natureza caída, provando assim que nossa natureza não é desculpa para continuarmos como escravos do pecado. Cristo provou mesmo para nós que possuímos natureza caída que não existe desculpa para o pecado, e o que veremos no próximo capítulo.

Para Quem Jesus Provou Ser Possível Obedecer à lei?

“Cristo veio à Terra, tomando sobre Si a humanidade e constituindo-Se representante do homem, para mostrar no conflito com Satanás, que o homem, tal como Deus o criou, unido ao Pai e ao Filho, poderia obedecer a todo reclamo divino”. Mensagens Escolhidas vol. 1 p. 253

Alguns usam esse texto do Espírito de profecia que afirma que Jesus veio provar que o homem “tal como Deus o criou” poderia obedecer a Deus. Sendo assim Cristo teria vindo como Adão antes do pecado para provar que ele poderia sim ter obedecido a Deus e não ter caído.

Mas o que dizer dos textos a seguir onde vemos claramente que Cristo veio provar que Satanás estava errado ao afirmar que os homens, depois da desobediência não podia mais obedecer a Deus? O que dizer desses textos em que Cristo provou quais são as possibilidades de santificação para nós que possuímos natureza caída? Será que eu posso me apoiar em um texto para defender certo pensamento e ignorar vários outros?

“Satanás, o anjo caído, declarara que nenhum homem podia guardar a lei de Deus depois da desobediência de Adão. Ele alegava que toda a humanidade estava sob o seu domínio”. Mensagens Escolhidas, vol.3 p. 136

Satanás declarara que era impossível ao homem obedecer aos mandamentos de Deus; e é verdade que por nossa própria força não lhes podemos obedecer. Cristo, porém, veio na forma humana, e por Sua perfeita obediência provou que a humanidade e a divindade combinadas podem obedecer a todos os preceitos de Deus”. Parábolas de Jesus, p. 314

“Cristo tomou a humanidade e suportou o ódio do mundo para que pudesse revelar a homens e mulheres que estes poderiam viver sem pecado, que suas palavras, atos, seu espírito, poderiam ser santificados para Deus. Podemos ser cristãos perfeitos se manifestarmos esse poder em nossa vida. Quando a luz do Céu repousar sobre nós continuamente, representaremos a Cristo. Foi a justiça revelada em Sua vida que O distinguiu do mundo e despertou seu ódio. […] As palavras de Cristo são ditas para Seu povo em todas as épocas – para nós sobre quem o fim dos séculos é chegado. Manuscrito 97, 1909”. Olhando Para o Alto, 1983, p. 297.

“Cristo […] não transgrediu a lei de Deus em nenhum detalhe. Mais que isso, Ele eliminou qualquer desculpa do homem caído que pudesse alegar alguma razão para não guardar a lei de Deus. Cristo estava cercado das fraquezas da humanidade, era afligido com as mais ferozes tentações, tentado em todas as coisas, à nossa semelhança, e mesmo assim desenvolveu um caráter reto. Nenhuma mancha de pecado foi encontrada sobre Ele”. Ellen White e a Humanidade de Cristo, p.173.

“Cristo assumiu a natureza humana para demonstrar para o mundo caído, para Satanás e sua sinagoga, para o universo do Céu e para os mundos não caídos que a natureza humana unida à Sua natureza divina, podia tornar-se totalmente obediente a lei de Deus […]”. Ellen White e a Humanidade de Cristo, p.178.

“Nenhum ser humano já possuiu natureza tão sensível como o Santo de Deus, sem pecado, o qual Se manifestou como cabeça e representante daquilo que a humanidade pode tornar-se mediante a comunicação da natureza divina. Aos que creem em Cristo como seu Salvador pessoal, Ele atribui Seus méritos e comunica Seu poder”. YI, 16/08/1894; Ellen White e a Humanidade de Cristo, p. 167.

“Foram tomadas amplas providências para que o homem finito e decaído possa estar tão ligado com Deus que, por meio da mesma Fonte pela qual Cristo venceu em Sua natureza humana, ele consiga resistir firmemente a todas as tentações como Cristo o fez”. Ellen White e a Humanidade de Cristo, p.166.

“Cristo não somente deu regras explícitas mostrando como podemos tornar-nos filhos obedientes, mas também nos mostrou em Sua própria vida e caráter como fazer exatamente aquilo que é correto e aceitável para Deus, de modo que não haja desculpa para não realizarmos as coisas que são agradáveis à Sua vista”. Ellen White e a Humanidade de Cristo, p.162.

“Veio ao nosso mundo para manter um caráter puro e sem pecado, e para refutar a mentira deSatanás de que não era possível aos seres humanos guardar a lei de Deus. Cristo veio viver a lei em Seu caráter humano exatamente na maneira pela qual todos podem viver a lei na natureza humana se procederem como Cristo procedeu. […]”. Elle. White, e a Humanidade de Cristo, p. 166

O Senhor Jesus veio ao nosso mundo, não para revelar o que Deus podia fazer, e, sim, o que o homem podia realizar, mediante a fé no poder de Deus para ajudar em toda emergência. O homem deve, pela fé, ser participante da natureza divina e vencer toda tentação com que é assaltado. O Senhor requer agora que todo filho e filha de Adão, pela fé em Jesus Cristo, O sirva na natureza humana que temos atualmente”. Mensagens Escolhidas, vol. 3, p. 140.

“Cristo, por Seu exemplo, tornou evidente que o homem pode permanecer íntegro. É possível aos homens ter poder para resistir ao mal – poder que nem a Terra nem a morte nem o inferno conseguem dominar; poder que os colocará onde alcancem vencer, como Cristo venceu. Neles pode combinar-se a divindade e a humanidade”. Mensagens Escolhidas, vol. 1, p.409.

“Cristo revestiu Sua divindade com a humanidade, e veio a este mundo para viver uma vida livre da contaminação do pecado, para que os seres humanos, lançando mão da divindade, possam tornar-se participantes da natureza divina, escapando assim da corrupção que há no mundo mediante a sensualidade”. Olhando Para o Alto p. 297

“Tomando assim a natureza humana, Ele honrou a humanidade. Tendo assumido nossa natureza decaída, Ele demonstrou o que ela poderia tornar-se pela aceitação da ampla provisão que fizera para ela e tornando-se participante da natureza divina”. Carta 81, 1896. Mensagens Escolhidas, vol. 3, p. 134

“Em Sua vida e caráter Ele não só revela o caráter de Deus, mas a possibilidade do homem. Ele era o representante de Deus e o exemplo da humanidade”. Mensagens Escolhidas, vol. 1, p. 349

“Cristo venceu as tentações de Satanás como homem. Toda pessoa pode vencer como Cristo venceu. […] Remiu o ignominioso fracasso e que de Adão, e foi vitorioso, demostrando assim a todos os mundos não caídos, e à humanidade decaida, que o homem podia guardar os mandamentos de Deus pelo poder divino lhe é concedido pelo Céu. Jesus […] suportou a tentação por nós, venceu em nosso favor para mostra-nos como podemos ser vitoriosos”. Ellen White e a Humanidade de Cristo, p.162.

“A vida de obediência do Salvador manteve as reivindicações da lei; provou que a lei pode ser observada pela humanidade, e mostrou a excelência de caráter que a obediência havia de desenvolver”. O Desejado De Todas As Nações, p. 309

“Depois da queda do homem, Satanás declarou que os seres humanos tinham-se provado incapazes de guardar a lei de Deus, e procurou arrastar consigo o Universo, nessa crença. As palavras de Satanás pareciam verdadeiras, e Cristo veio para desmascarar o enganador. A Majestade do Céu empreendeu a causa do homem e, com os mesmos recursos que o homem pode alcançar, resistiu às tentações de Satanás, como o homem tem de a elas resistir”. Mensagens Escolhidas, vol. 1, p. 252

“Por Sua obediência perfeita tornou possível a todo homem obedecer aos mandamentos de Deus. Ao nos sujeitarmos a Cristo, nosso coração se une ao Seu, nossa vontade imerge em Sua vontade, nosso espírito torna-se um com Seu espírito, nossos pensamentos serão levados cativos a Ele; vivemos Sua vida. Isto é o que significa estar trajado com as vestes de Sua justiça. Quando então o Senhor nos contemplar, verá não o vestido de folhas de figueira, não a nudez e deformidade do pecado, mas Suas próprias vestes de justiça que são a obediência perfeita à lei de Jeová”. Parábolas de Jesus, p.312.

“Alguém honrado por todo o Céu veio a este mundo para, revestido da natureza humana, postar-Se à cabeceira da humanidade, testificando aos anjos caídos e aos habitantes dos mundos não caídos que, pelo auxílio divino que foi provido, todos podem andar na vereda da obediência aos mandamentos de Deus”. Mensagens Escolhidas, vol. 1, p. 309

“O Salvador tomou sobre Si as enfermidades humanas, e viveu uma vida sem pecado, a fim de os homens não terem nenhum temor de que, devido à fraqueza da natureza humana, eles não pudessem vencer. Cristo veio para nos tornar “participantes da natureza divina” (II Ped. 1:4), e Sua vida declara que a humanidade, unida à divindade, não comete pecado. O Salvador venceu para mostrar ao homem como ele pode vencer. Todas as tentações de Satanás, Cristo enfrentava com a Palavra de Deus. Confiando nas promessas divinas, recebia poder para obedecer aos mandamentos de Deus, e o tentador não podia alcançar vantagem. A toda tentação, Sua resposta era: “Está escrito.” Assim Deus nos tem dado Sua Palavra para com ela resistirmos ao mal. Pertencem-nos grandíssimas e preciosas promessas, a fim de que por elas fiquemos “participantes da natureza divina, havendo escapado da corrupção, que, pela concupiscência, há no mundo”. II Ped. 1:4”. Ciência do Bom Viver, p. 180

“’Sede vós pois perfeitos, como é perfeito o vosso Pai que está nos Céus.’ Mat. 5:48. Este mandamento é uma promessa. O plano da redenção visa ao nosso completo libertamento do poder deSatanás. Cristo separa sempre do pecado a alma contrita. Veio para destruir as obras do diabo, e tomou providências para que o Espírito Santo fosse comunicado a toda alma arrependida, para guardá-la de pecar”. O Desejado de Todas as Nações, p. 311

 Forma e Natureza do Homem Caído

Nesse capítulo voltaremos a analisar a possibilidade de Cristo ter assumido nossa natureza caída, apenas no aspecto físico. Veremos que a afirmação de que Cristo assumiu a natureza caída apenas no aspecto físico realmente não está de acordo com um, assim diz o Senhor! Como entender Forma e Natureza?

“Foi por ordem de Deus que Cristo levou sobre Si a forma e a natureza do homem caído”. SG, vol. 4ª, p. 115. Ellen White e a Humanidade de Cristo, p. 139

“Foi por ordem de Deus que Cristo levou sobre Si a forma e a natureza do homem caído, a fim de que Ele pudesse ser aperfeiçoado através do sofrimento. Ele mesmo suportou as tentações de Satanás para que pudesse entender como socorrer os que são tentados”. – RH, 31/12/1872. Ellen White e a Humanidade de Cristo, p.142

“Foi por ordem de Deus que Cristo levou sobre Si a forma e a natureza do homem caído, a fim de que Ele pudesse ser aperfeiçoado através do sofrimento. Ele mesmo suportou as tentações de Satanás para que pudesse entender como socorrer os que são tentados”. SP, vol. 2, p. 39. Ellen White e a Humanidade de Cristo, p. 147

O que a serva do Senhor através dessas mensagens?Não seria “forma” o aspecto físico da humanidade caída e a “natureza” a natureza caída da humanidade. Vejam que em Mensagens Escolhidas ela usa a palavra “forma” quando fala sobre a aparência física de Jesus. A seguir dois textos de Ellen White no próprio livro Ellen White e a Humanidade de Cristo onde vemos a serva do Senhor usar o termo “forma” para descrever o aspecto físico de Jesus.

Forma Se Referindo ao Aspecto Físico

Textos do Espírito de profecia onde a mensageira do Senhor usou o termo, forma, para se referir ao aspecto físico de Jesus.

“[…] Sua altura era apenas era apenas maior do que a dos homens, em geral. Sua aparência pessoal não continha marcas especiais do Seu caráter divino, o que, por si só, inspiraria a fé. Mesmo assim Sua forma perfeita, seu porte digno, Seu semblante, que expressava benevolência, amor e santidade, não eram igualados por nenhum ser humano que vivesse, então, sobre a Terra”. –SG, vol. 4ª, p. 119, EllenWhite e a Humanidade de Cristo, p. 140

“Quando Jesus tomou a natureza humana e assumiu a forma de homem, Ele possuía todo organismo humano. Suas necessidades eram as necessidades de um homem. Ele tinha necessidades físicas a serem supridas, cansaço físico a ser aliviado”. – Carta 32, 1899; Ellen White e a Humanidade de Cristo, p. 188.

“[…] Mas ao começar o Seu ministério, Ele era apenas um pouco mais alto do que a média dos homens que viviam na Terra. Tivesse Ele vindo habitar entre os homens em Sua forma nobre e celestial, Sua aparência exterior teria atraído as mentes das pessoas para Si mesmo, e Ele seria recebido sem o exercício da fé”. Ellen White e a Humanidade de Cristo, p. 147

“Não podemos compreender como Cristo Se tornou um pequeno e indefeso bebê. Ele poderia ter vindo à Terra com tal beleza que teria sido diferente dos filhos dos homens. Sua face poderia ter sido resplandecente de luz, e Sua forma poderia ter sido alta e bela”. Mensagens Escolhidas, vol. 3, p. 127

O Quão Abrangente Cristo Tomou Nossa Natureza

Bom, acredito que o mais provável é que, ao mencionar “forma” e “natureza”, a serva do Senhor desejava revelar o quão abrangente Cristo assumiu a natureza caída. Se for esse o caso, está aí mais uma comprovação de que Cristo não assumiu a natureza caída apenas no aspecto físico.

“Aquele que era um com o Pai desceu do glorioso trono no céu, […] e cobriu Sua divindade com humanidade, descendo, assim, até o nível das debilitadas faculdades do homem […] A maior dádiva que o céu poderia derramar foi dada em resgate pela humanidade caída”. -RH, 11/12/1888; Ellen White e a Humanidade de Cristo, p.156

“Ele tomou sobre Si mesmo a natureza caída e sofredora, degradada e maculada pelo pecado. […] Ele resistiu a todas as tentações que assolam o homem”. YI, 20/12/1900; Ellen White e a Humanidade de Cristo, p.140

“Que contraste o segundo Adão apresentava quando Ele entrou no sombrio deserto para sozinho enfrentar a Satanás! Desde a queda, a raça humana havia diminuídoem estatura e força física e decaído cada vez mais na escala do valor moral, até ao período do primeiro advento de Cristo à Terra. A fim de elevar o homem caído, Cristo deveria alcançá-lo onde ele estava. Tomou a natureza humana e carregou as enfermidades e degenerescências da raça humana. Aquele que não conheceu pecado tornou-Se pecado por nós. Humilhou-Se a Si mesmo até às profundezas mais baixas da miséria humana, a fim de que pudesse qualificar-Se para alcançar o homem e tirá-lo da degradação na qual o pecado o mergulhara”. No Deserto da Tentação, 10 Cristo Como Segundo Adão

Ele não apenas foi feito carne, mas foi feito à semelhança da carne pecaminosa”. – Carta 106, 1896; Ellen White e a Humanidade de Cristo, p. 173.

Existe um grande preconceito na igreja adventista sobre o tema, humanidade de Cri8sto. Como consequência percebemos falta de conhecimento dos membros sobre essa tão importante questão. Isso tem um motivo. O inimigo das almas não pretende permitir que compreendamos o que Cristo fez POR nós, simplesmente para que não compreendamos também o que Cristo pode fazer EM nós! É muito estranho o que acontece em nossa igreja, igreja adventista do sétimo dia. Fui visitado novamente por um pastor que apresentou argumentos que facilmente podem ser refutados. Mas não adianta argumentos, não adianta! Se você não estiver falando o que agrada a maioria, você e suas mensagens encontrará rejeição e grande oposição.   

Gostaria muito que as pessoas que rejeitam a verdade presente sobre libertação plena do pecado, avaliassem esse trabalho. Vejam a seguir alguns questionamentos importantíssimos sobre a Escada vista por Jacó.

Escada Vista Por Jacó

Cristo era a escada vista por Jacó. Cristo é o elo que une a Terra ao Céu e conecta o homem finito com o Deus infinito. Esta escada vai da mais baixa degradação da Terra e da humanidade até os mais altos Céus”. Ellen White e a Humanidade de Cristo, p. 157

“Cristo humilhou-Se ao tornar-Se humano. Tomou sobre Si a nossa natureza para que […] pudesse tornar-Se um degrau para o homem caído, de modo que este pudesse subir por sobre Seus méritos, e através de Sua excelência e virtude receber de Deus aceitação dos esforços para guardar Sua lei”. Ellen White e a Humanidade de Cristo, p. 141

“Cristo é a escada que Jacó viu, tendo a base na Terra, e o topo chegando à porta do Céu, ao próprio limiar da glória. Se aquela escada houvesse deixado de chegar à Terra, por um único degrau que fosse, teríamos ficado perdidos. Mas Cristo vem ter conosco onde nos achamos. Tomou nossa natureza e venceu, para que, revestindo-nos de Sua natureza, nós pudéssemos vencer. Feito “em semelhança da carne do pecado” (Rom. 8:3), viveu uma vida isenta de pecado. Agora, por Sua divindade, firma-Se ao trono do Céu, ao passo que, pela Sua humanidade, Se liga a nós. Manda-nos que, pela fé n Ele, atinjamos à glória do caráter de Deus. Portanto, devemos ser perfeitos, assim como “é perfeito vosso Pai que está nos Céus”. Mat. 5:48. O Desejado De Todas As Nações, p. 311 – 312

E para elevar o homem caído, precisava Cristo alcança-lo onde se achava.  Assumiu a natureza humana e arcou com as fraquezas e degenerescência da raça.  Ele, que não conhecia pecado, tornou-Se pecado por nós. Humilhou-Se até às mais baixas profundezas da miséria humana, a fim que pudesse estar habilitado a alcançar o homem e tira-lo da degradação na qual o pecado o lançara”. Ellen White e a Humanidade de Cristo, p. 145

“A humanidade de Cristo alcançou as profundezas da miséria humana, e identificou-se com as fraquezas e necessidades do homem caído, enquanto Sua natureza divina alcançava o Eterno”. –RH, 04/08/1874, Ellen White e a Humanidade de Cristo, p. 145

A corrente que desce do trono de Deus é bastante longa para alcançar as mais baixas profundezas do pecado. Erguei diante dos perdidos e desolados o Salvador que perdoa os pecados, pois fez divina intercessão em favor deles. Ele é capaz de erguê-los do abismo do pecado, para que sejam reconhecidos como filhos de Deus, herdeiros com Cristo de uma herança imortal. Eles podem ter a vida que se mede com a vida de Deus”. Review and Herald, 11 de abril de 1912. ( Ellen G. White, Testemunhos Para a Igreja, vol. 7. P. 229)

“”[…] A Majestade do Céu, o Rei da glória, desceu a vereda da humilhação passo a passo, até alcançar o ponto mais baixo da experiência humana; e por que? Para que pudesse chegar até o mais baixo da humanidade, afundando nas profundezas da degradação, para então poder elevar os seres humanos até as alturas dos Céus. RH, 09/07/1895, Ellen White e a Humanidade de Cristo, p. 170.

“Aquele que era um com o Pai desceu do glorioso trono no Céu, […] e cobriu Sua divindade com humanidade, descendo, assim até o nível das debilitadas faculdades do homem”. – RH, 11/12/1888; Ellen White e a Humanidade de Cristo, p. 156.

“A grande obra da redenção só poderia ser realizada ao tomar o Redentor o lugar de Adão caído […] O Rei da glória propôs humilhar-Se até o nível da humanidade caída”! –RH, 24/02/1874, Ellen White e a Humanidade de Cristo, p. 144

Ele tomara sobre Si mesmo a forma da humanidade com todos os seus males peculiares”.  – ST, 04/01/1877, Ellen White e a Humanidade de Cristo, p. 148.

Ele levou a nossa natureza sobre Si para que pudesse conhecer nossas provações e tristezas; e. conhecendo toda mossa experiência, Ele se apresenta como Mediador e Intercessor perante o Pai”. ST, 24/11/1887. Ellen White e a Humanidade de Cristo, p. 155

“Em Sua humanidade, Ele familiarizou-se com todas as dificuldades que assolam a humanidade”. – RH, 28/04/1891, Ellen White e a Humanidade de Cristo, p. 160.

Sinceramente, após vermos esses textos onde a serva do Senhor afirma que “Cristo era a escada vista por Jacó”. Vermos também que:

 “Esta escada vai da mais baixa degradação da Terra e da humanidade até os mais altos Céus”.

Vermos que, “Se aquela escada houvesse deixado de chegar à Terra, por um único degrau que fosse, teríamos ficado perdidos”.

Vermos que “para elevar o homem caído, precisava Cristo alcança-lo onde se achava.

Assumiu a natureza humana e arcou com as fraquezas e degenerescência da raça.

Ele, que não conhecia pecado, tornou-Se pecado por nós. Humilhou-Se até às mais baixas profundezas da miséria humana, a fim que pudesse estar habilitado alcançar o homem e tira-lo da degradação na qual o pecado o lançara”.

Então para salvar a humanidade “Cristo alcançou as profundezas da miséria humana, e identificou-se com as fraquezas e necessidades do homem caído”.

“O Rei da glória propôs humilhar-Se até o nível da humanidade caída”!

Cristo “desceu a vereda da humilhação passo a passo, até alcançar o ponto mais baixo da experiência humana”.

Vermos que Cristo, “familiarizou-se com todas as dificuldades que assolam a humanidade”.

Vermos que Ele tomou “sobre Si mesmo a forma da humanidade com todos os seus males peculiares”.

Vermos que “Ele levou a nossa natureza sobre Si para que pudesse conhecer nossas provações e tristezas”.

Vermos que Cristo, “desceu a vereda da humilhação passo a passo, até alcançar o ponto mais baixo da experiência humana”.

Após vermos tudo isso, temos que refletir e responder com sinceridade a esse importante questionamento!

Tudo isso teria acontecido, seria verdade, se Cristo tivesse tomado nossa natureza caída apenas no aspecto físico?

Após vermos todas essas citações, ainda é possível acreditar que Cristo tenha assumido nossa natureza apenas no aspecto físico?

Essa questão é tão importante que vou repetir esses questionamentos novamente!

Cristo, a “escada” teria alcançado “às mais baixas profundezas da miséria humana”, e o o ponto mais baixo da experiência humana”?

Cristo teria tomado sobre Si a forma da humanidade com todos os seus males peculiares”?

Teria Se familiarizado com “todas as dificuldades que assolam a humanidade”?

Cristo teria Se humilhado “até o nível da humanidade caída?

Cristo teria alcançado “as profundezas da miséria humana? E Se identificado “com as fraquezas e necessidades do homem caído”?

Poderíamos dizer que Cristo a “escada vai da mais baixa degradação da Terra e da humanidade até os mais altos Céus”.

Todas essas afirmações seriam verdadeiras se Cristo tivesse assumido a nossa natureza caída apenas no aspecto físico?

 Lógico que a resposta é NÃO! Por que então nossos teólogos insistem em afirmar que Cristo assumiu nossa natureza caída apenas no aspecto físico?

Outra Forma de Fazer esse Questionamento

“Por quatro mil anos estivera a raça a decrescer em forças físicas, vigor mental e moral; e Cristo tomou sobre Si as fraquezas da humanidade degenerada. Unicamente assim podia salvar o homem das profundezas de sua degradação”. O Desejado de Todas as Nações, p.117

“A humanidade de Cristo alcançou as profundezas da miséria humana, e identificou-se com as fraquezas e necessidades do homem caído, enquanto Sua natureza divina alcançava o Eterno”. –RH, 04/08/1874, Ellen White e a Humanidade de Cristo, p. 145

“”[…] A Majestade do Céu, o Rei da glória, desceu a vereda da humilhação passo a passo, até alcançar o ponto mais baixo da experiência humana; e por que? Para que pudesse chegar até o mais baixo da humanidade, afundando nas profundezas da degradação, para então poder elevar os seres humanos até as alturas dos Céus. RH, 09/07/1895, Ellen White e a Humanidade de Cristo, p. 170.

“Aquele que era um com o Pai desceu do glorioso trono no Céu, […] e cobriu Sua divindade com humanidade, descendo, assim até o nível das debilitadas faculdades do homem”. – RH, 11/12/1888; Ellen White e a Humanidade de Cristo, p. 156.

“Por quatro mil anos estivera a raça a decrescer em forças físicas, vigor mental e moral Sabendo-se que a degeneração da humanidade abrange os aspectos físico, mental e moral, e que Cristo “alcançou as profundezas da miséria humana”, “desceu a vereda da humilhação passo a passo, até alcançar o ponto mais baixo da experiência humana”, e que Cristo “cobriu Sua divindade com humanidade, descendo, assim até o nível das debilitadas faculdades do homem”. Como acreditar que Cristo fez tudo isso e tenha tomado sobre Si “as fraquezas da humanidade degenerada”, tendo assumido a natureza humana caída apenas no aspecto físico?

Novamente repetimos que para que a afirmação de Cristo ter descido “até o nível das debilitadas faculdades do homem”, e as demais afirmações sobre a experiência de Cristo ao assumir a natureza caída serem verdadeiras temos que aceitar que Ele assumiu a natureza humana caída em TODOS OS ASPECTOS, e não apenas no aspecto físico! Mas sempre é bom lembrar que Cristo veio nos salvar e, “humilhou-Se até às mais baixas profundezas da miséria humana”, mas não foi de forma alguma contaminado pelo pecado, sempre foi puro e imaculado. Nunca possuiu propensões, tendências ou inclinações pecaminosas. Provando assim que nossa natureza não é desculpa para o pecado.

“O grande Mestre veio ao nosso mundo não somente para fazer expiação pelo pecado, mas também para ser um mestre tanto por preceito como pelo exemplo. Veio mostrar ao homem como guardar a lei na humanidade, de nodo que ele não tivesse nenhuma desculpa para seguir seu próprio critério imperfeito. Vemos a obediência de Cristo. Sua vida era sem pecado. A obediência durante toda a Sua vida é uma censura à humanidade desobediente. A obediência de Cristo não deve ser posta de lado como se fosse completamente diferente da obediência que Ele requer de nós individualmente. Cristo nos mostrou que é possível para toda a humanidade obedecer às leis de Deus”. Mensagens Escolhidas, vol. 3, p. 135 e 136.

“Cristo tomou a humanidade e suportou o ódio do mundo para que pudesse revelar a homens e mulheres que estes poderiam viver sem pecado, que suas palavras, atos, seu espírito, poderiam sersantificados para Deus. Podemos ser cristãos perfeitos se manifestarmos esse poder em nossa vida.Quando a luz do Céu repousar sobre nós continuamente, representaremos a Cristo. Foi a justiça revelada em Sua vida que O distinguiu do mundo e despertou seu ódio. […] As palavras de Cristo são ditas para Seu povo em todas as épocas – para nós sobre quem o fim dos séculos é chegado. Manuscrito 97, 1909”. Olhando Para o Alto, 1983, p. 297.

“‘Se aproxima o príncipe deste mundo’, disse Jesus; ‘e nada tem em Mim.’ João 14:30. Nada havia nEle que correspondesse aos enganos de Satanás. Ele não consentia com o pecado. Nem por um pensamento cedia à tentação. O mesmo se pode dar conosco. A humanidade de Cristo estava unida à divindade; estava habilitado para o conflito, mediante a presença interior do Espírito Santo. E veio para nos tornar participantes da natureza divina. Enquanto a Ele estivermos ligados pela fé, o pecado não mais terá domínio sobre nós. Deus nos toma a mão da fé, e a leva a apoderar-se firmemente da divindade de Cristo, a fim de atingirmos a perfeição de caráter”. O Desejado de Todas as Nações, p.123

“O homem caiu. A imagem de Deus nele se acha deformada. Por causa da desobediência ele se tornou depravado em suas inclinações e debilitado em suas faculdades, aparentemente incapaz de esperar qualquer outra coisa além de tribulação e castigo. Mas Deus, por intermédio de Cristo, planejou um escape, e diz a todos: ‘Portanto, sede vós perfeitos.’ Mat. 5:48. O Seu propósito é que o homem seja correto e digno diante dEle, e assim o Seu plano não será frustrado. Ele enviou o Seu Filho a este mundo a fim de pagar a penalidade do pecado, e mostrar ao homem como viver uma vida sem pecado”. Signs of the Times, 30 de março de 1904. Cuidado de Deus, MM 1995, pág. 320

Novamente repito! Não entender o QUE Cristo fez por nós, está impedindo o entendimento de muitos sobre o que Cristo pode fazer EM nós!

Desperta professo povo de Deus!

24 – Apenas no aspecto físico?

Muitos teólogos adventistas, a grande maioria deles, têm afirmado que Jesus veio ao nosso mundo com a natureza de Adão depois da queda, mas isso apenas no aspecto físico, já no aspecto espiritual Ele tinha a natureza de Adão antes da queda, antes do pecado. A seguir um texto do livro, Ellen White e a Humanidade de Cristo onde o autor Woodrow W. Whidden defende esse pensamento.

“Ellen White foi clara ao mencionar que Ele tomou a ‘nossa natureza pecaminosa’ (SDABC, vol. 7, p. 453), mas somente no sentido de uma capacidade diminuída resultante do princípio da hereditariedade física”. Ellen White e a Humanidade de Cristo, p. 93

Textos importantes dos livros Ellen White e a Humanidade de Cristo e Nisto Cremos.

“É bem claro que Ellen White abeverou-se de um dos sermões de Melvill, intitulado ‘A Humilhação do Homem Cristo Jesus’, ao preparar um artigo cujo título era ‘Cristo, o exemplo do Homem’ (RH, 05/07/ 1887). Não causa surpresa que esse sermão discuta a humanidade de Cristo. Eric Webster nos dá um sumário final muito útil da utilização de Melvill: ‘Para Melvill, existem duas consequências primárias da queda: (1) ‘fraquezas inocentes’ e ‘propensões pecaminosas’. ‘Antes da transgressão, a humanidade de Adão estava livre de ambas, e com ambas ela foi dotada depois da transgressão’ (Melvil, p. 47). Por ‘fraquezas inocentes, Melvill entende características tais como fome, dor, fraqueza, tristeza e morte. ‘Existem consequências pela culpa que são perfeitamente inculpáveis. O pecado introduziu a dor, mas a própria dor não é pecado’ (ibidem). Por ‘propensões pecaminosas’ Melvill se refere a tendência, ou inclinação, para pecar. ‘No seu resumo da discussão, Melvill deixa claro que, em sua visão, Adão não tinha nem ‘fraquezas inocentes’ nem ‘ propensões pecaminosas’; nós nascemos com ambas, e Cristo levou a primeira, mas não a segunda’ (p. 127 e 128). Melvill diz claramente que Cristo teve uma humanidade que ‘não era inclinada a transgredir’ (citado em Wbster, p. 128). Tim Poirier sugeriu que embora Ellen White não tenha citado as palavras [de Melvill] (tais como ‘fraquezas inocentes’, ‘propensões pecaminosas’ ‘inclinada a ofensas’), os sentimentos de Melvill poderiam muito bem refletir as próprias convicções de Ellen White’ (ibidem; ver Poirier). ‘É sugerido que o aparente conflito encontrado nas declarações de Ellen White sobre a humanidade de Cristo pode ser resolvido no contexto da discussão de Melvill. Poderia ser que, quando Ellen White declara que Cristo tomou sobre Si ‘a natureza caída e pecaminosa’ do homem, ela estivesse pensando naquelas ‘fraquezas inocentes’ que trouxeram Cristo ao nível do homem, e que quando ela fala de impecabilidade da humanidade de Cristo ela estivesse pensando no fato de que Cristo não possuía ‘propensões pecaminosas’?” (Webster, p. 128 e 129)”, Woodrow W. Whidden, Ellen White e a Humanidade de Cristo, p. 62 e 63

Como vimos uma forma de afirmar que Cristo tenha assumido uma natureza caída apenas no aspecto físico é afirmar que Ellen White “abeverou-se de um dos sermões de Melvill”. (Henry Melvill). Segundo Woodrow W. Whidden e pessoas citadas por ele nesse texto, quando Ellen White mencionava natureza caída e pecaminosa ela estava se referindo a uma natureza afetada apenas em aspectos físicos tais como, “fome, dor, fraqueza, tristeza e morte” “Fraquezas inocentes”.

Interessante esse tipo de afirmação, “‘fraquezas inocentes’ que trouxeram Cristo ao nível do homem”. Será mesmo que Cristo assumindo uma natureza afetada apenas por “fraquezas inocentes”, tais como “fome, dor, fraqueza, tristeza e morte” O traria até o nosso nível? A resposta é um expressivo NÃO! É bem claro, veremos nesse estudo, que Cristo assumiu nossa natureza enfraquecida em todos os aspectos, embora Ele não tenha sido afetado por essas fraquezas, porque sempre foi fortalecido pelo Pai para não ser corrompido ou contaminado pelo pecado.

Vamos agora para um outro texto, agora no livro Nisto Cremos.

“Portanto, ‘a humanidade de Cristo não foi a humanidade de Adão, ou seja, a humanidade do pai da raça antes da queda; tampouco foi a humanidade decaída, isto é, em todos os aspectos a humanidade de Adão após a queda. Não era a humanidade adâmica em virtude de possuir as inocentes fraquezas dos caídos. Não era a natureza caída porque Ele jamais caiu em impureza moral. Sua natureza era, portanto, mais apropriadamente a nossa humanidade, porém sem pecado”. 15 Nisto Cremos, p. 61

15- Henry Melvill, em Sermons by Henry Melvill, B. D., EDIÇÃO DE C. P. Mcllvaine (Nova York: Stanford and Swords, 1844), p. 47. Com a expressão ‘inocentes fraquezas’ ele quer se referir à fome, dor, tristeza, etc. Ele identificou essa forma de ver a natureza pré e pós- queda (aplicada a Cristo) como ‘a doutrina ortodoxa’ (ibid.)”. Nisto Cremos, p. 75

“Tim Poirier ‘sugeriu que embora […]”, “os sentimentos de Melvill poderiam muito bem refletir as próprias convicções de Ellen White’ […]”, “‘Ésugerido que o aparente conflito encontrado nas declarações de Ellen White […], Poderia ser que, quando Ellen White declara que Cristo tomou sobre Si ‘a natureza caída e pecaminosa’ […]. Ellen White e a Humanidade de Cristo, p. 62 e 63

Essas partes do texto do livro Ellen White e a Humanidade de Cristo deixam claro que o citado sermão de Melvill é uma possibilidade, uma hipótese, de como entender o aparente conflito nas declarações de Ellen White sobre a humanidade de Cristo.

Já no livro Nisto Cremos parte do sermão do Melvill foi colocado não como uma possível explicação ou uma hipótese, mas sim como uma confirmada explicação da questão, humanidade de Cristo.

Triste ver no livro Nisto Cremos parte do Sermão de Melvill, como sendo fato consumado, parte desse sermão ser uma revelação sobre a humanidade de Cristo. A maioria vai ler a citação da página 61 sem se dar conta, que se trata de uma explicação de um ministro anglicano, Henry Melvill. Por essa e por outras, acredito que o mais correto seria que o livro Nisto Cremos deveria ter como título, “O Que a Maioria Acredita”. Iremos nesse trabalho analisar questões importantíssimas sobre essa crença de Cristo ter assumido uma natureza afetada apenas no aspecto físico.

Características de Adão Antes do Pecado

“O homem deveria ter a imagem de Deus, tanto na aparência exterior como no caráter. Cristo somente é a “expressa imagem” do Pai (Heb. 1:3); mas o homem foi formado à semelhança de Deus. Sua natureza estava em harmonia com a vontade de Deus. A mente era capaz de compreender as coisas divinas. As afeições eram puras; os apetites e paixões estavam sob o domínio da razão. Ele era santo e feliz, tendo a imagem de Deus, e estando em perfeita obediência à Sua vontade” P. P. p.45

“Em que consistia a força do assalto que resultou na queda de Adão? Não foi o pecado residente; pois Deus fez o homem conforme o Seu próprio caráter, puro e correto. Não havia nenhum princípio corrupto no primeiro Adão, nenhuma propensão corrupta ou tendência para o mal. Adão era tão perfeito como os anjos diante do trono de Deus.”. SDABC, vol. 1, p. 1083 (carta 191, 1899); Ellen White e a Humanidade de Cristo p.138

“Deus fez o homem reto; deu-lhe nobres traços de caráter, sem nenhum pendor para o mal. Dotou o de altas capacidades intelectuais, e apresentou-lhe os mais fortes incentivos possíveis para que fosse fiel a seu dever. A obediência, perfeita e perpétua, era a condição para a felicidade eterna. Sob esta condição teria ele acesso à árvore da vida”. P.P. p.49

“O Senhor, no princípio, fez o homem reto. Foi criado com a mente perfeitamente equilibrada, sendo o tamanho e a força de todos os órgãos perfeitamente desenvolvidos. Adão era um tipo perfeito de homem”. Testimonies, vol. 3, p. 72 (M. C. P. vol. 2 p.415)

“Adão deveria ter em grande estima o fato de que ele fora criado à imagem de Deus, a fim de ser semelhante a Ele em justiça e santidade. Sua mente possuía a capacidade de cultivo contínuo, expansão, refinamento e nobreza pois Deus era seu professor, e os anjos seus companheiros”. Deserto da Tentação p. 14

“O homem foi originariamente dotado de nobres faculdades e de um espírito bem equilibrado. Era um ser perfeito, e estava em harmonia com Deus. Seus pensamentos eram puros, santos os seus intentos”. Caminho a Cristo. p. 17

“No princípio, o homem foi criado à imagem de Deus. Estava em perfeita harmonia com a natureza e com a lei de Deus; os princípios da justiça lhe estavam escritos no coração”. G. C. p.467

“No princípio Deus fez o homem reto. Ele foi criado com perfeito equilíbrio mental, sendo plena e harmoniosamente desenvolvidos o tamanho e a força de todos os seus órgãos”. Conselhos sobre Regime Alimentar, p.147

“Era possível a Adão, antes da queda, formar um caráter justo pela obediência à lei de Deus”. Caminho a Cristo. p.62

“Quando Adão saiu das mãos do Criador, trazia ele em sua natureza física, intelectual e espiritual, a semelhança de seu Criador. “E criou Deus o homem à Sua imagem” (Gên. 1:27), e era Seu intento que quanto mais o homem vivesse tanto mais plenamente revelasse esta imagem, refletindo mais completamente a glória do Criador.”. Educação, p. 15

“Criados para serem a “imagem e glória de Deus” (I Cor. 11:7), Adão e Eva tinham obtido prerrogativas que os faziam bem dignos de seu alto destino. Dotados de formas graciosas e simétricas, de aspecto regular e belo, o rosto resplandecendo com o rubor da saúde e a luz da alegria e esperança, apresentavam eles em sua aparência exterior a semelhança dAquele que os criara. Esta semelhança não se manifestava apenas na natureza física. Todas as faculdades do espírito e da alma refletiam a glória do Criador”. Educação, p. 20

“Adão e Eva saíram das mãos do Criador na completa perfeição do dote físico, mental e espiritual”. Deserto da Tentação, p.13

“Quando este (Adão) fora vencido pelo tentador, entretanto, não tinha sobre si nenhum dos efeitos do pecado. Encontrava-se na pujança da perfeita varonilidade, possuindo o pleno vigor da mente e do corpo”. O Desejado de Todas as Nações, p.117

“[…] Adão e Eva, recém-saídos das mãos do Criador, eles eram seres perfeitos, tinham sido criados assim, sem propensão para o pecado, com capacidade de obedecer. Eles se deleitavam na obediência. Obedecer era para eles tão fácil como para você é respirar. Não precisavam se esforçar para isso. Tinham uma natureza perfeita”. Pr. Alejandro Bullón, Conhecer Jesus é Tudo, p. 40

Realmente Apenas no Aspecto Físico?

Será que realmente Cristo veio ao nosso mundo com a natureza de Adão antes do pecado como afirmam muitos teólogos adventistas?

Esse questionamento é muito importante porque vimos que para Adão antes do pecado obedecer era algo natural, segundo Pr. Alejandro Bullón, tão fácil quanto para nós é respirar. Será que podemos falar o mesmo para Jesus?

Esse é um questionamento do qual não podemos fugir. Se afirmarmos que no aspecto espiritual Jesus veio ao nosso mundo com as mesmas condições de Adão antes da queda, e se sabemos que para Adão antes da queda a obediência era algo fácil, implica em afirmar também que Jesus teve a mesma facilidade para obedecer no aspecto espiritual tida por Adão. Essa possibilidade é anulada quando vemos que Cristo “familiarizou-se com todas as dificuldades que assolam a humanidade”, também foi tentado centenas de vezes mais severa “e sob circunstâncias, em todos os aspectos, mais probantes”. E “em tudo o primeiro Adão teve situações mais favoráveis do que Cristo. Para Jesus era necessário estar sempre em guarda, a fim de conservar Sua pureza”. Porque Ele veio ao nosso mundo para ser tentado em“todos os aspectos que o homem é tentado”.

Tudo isso não teria acontecido de Jesus tivesse tomado nossa natureza apenas no aspecto físico!

“Mas em tudo o primeiro Adão teve situações mais favoráveis do que Cristo. […]” Ellen White e a Humanidade de Cristo p. 183

“Em Sua humanidade, Ele familiarizou-se com todas as dificuldades que assolam a humanidade”. –RH, 28/04/1891; Ellen White e a Humanidade de Cristo, p.160

“Cristo foi tentado por Satanás de maneira centenas de vezes mais severa do que Adão o fora, e sob circunstâncias, em todos os aspectos, mais probantes”. Ellen White e a Humanidade de Cristo p. 183-

“Jesus era isento de todo pecado e erro; não havia nenhum traço de imperfeição em Sua vida ou caráter, Ele manteve pureza imaculada sob as mais probantes circunstâncias”. Ellen White e a Humanidade de Cristo, p. 194

“A vida de Jesus estava em harmonia com Deus. Enquanto criança, pensava e falava como criança; mas nenhum traço de pecado desfigurava nEle a imagem divina. Não ficou, no entanto, isento de tentação […] Era-Lhe necessário estar sempre em guarda, a fim de conservar Sua pureza”. O Desejado de Todas as Nações, p. 71

“Porque o Filho de Deus vinculou-se à fraqueza da humanidade para que fosse tentado em todos os aspectos que o homem é tentado, Satanás tripudiou sobre Ele e O insultou”. RH, 01/04/ 1875; Ellen White e a Humanidade de Cristo, p. 147

Vejam, se Jesus viesse com a natureza de Adão antes do pecado Ele estaria qualificado como exemplo para Adão porque Jesus provou ser possível a plena obediência aos mandamentos de Deus mesmo não tendo no aspecto físico as mesmas condições de Adão e também as condições do meio em que Jesus viveu ser bem diferente das condições da Terra antes do pecado. Mas o que dizer de nós que além de ter o meio em que vivemos e o aspecto físico bem diferente de Adão antes da queda também temos uma natureza espiritual marcada por uma grande degeneração e enfraquecimento em todos os aspectos? Nesse estudo defendemos que Cristo veio ao nosso mundo com a natureza de Adão nos aspectos físico e espiritual igual ao dos descendentes de Adão depois do pecado. No que diz respeito a condições, Jesus não teve nenhuma vantagem ou nenhuma facilidade que não esteja também ao nosso alcance.

Apenas no Aspecto Físico Jesus Seria Exemplo Para Nós?

1º) “Satanás, o anjo caído, declarara que nenhum homem podia guardar a lei de Deus depois da desobediência de Adão. Ele alegava que toda a humanidade estava sob o seu domínio”. Mensagens Escolhidas.vol.3, p. 136

2º “Satanás apresenta a divina lei de amor como uma lei de egoísmo. Declara que nos é impossível obedecer-lhe aos preceitos. A queda de nossos primeiros pais, com toda a miséria resultante, ele atribui ao Criador, levando os homens a olharem a Deus como autor do pecado, do sofrimento e da morte. Jesus devia patentear esse engano. Como um de nós, cumpria-Lhe dar exemplo de obediência. Para isso tomou sobre Si a nossa natureza, e passou por nossas provas. “Convinha que, em tudo, fosse semelhante aos irmãos.” Heb. 2:17. Se tivéssemos de sofrer qualquer coisa que Cristo não houvesse suportado, Satanás havia de apresentar o poder de Deus como nos sendo insuficiente. Portanto, Jesus “como nós, em tudo foi tentado”. Heb. 4:15. Sofreu toda provação a que estamos sujeitos. E não exerceu em Seu próprio proveito poder algum que nos não seja abundantemente facultado. Como homem, enfrentou a tentação, e venceu-a no poder que Lhe foi dado por Deus. Diz Ele: “Deleito-me em fazer a Tua vontade, ó Deus meu; sim, a Tua lei está dentro do meu coração.” Sal. 40:8. Enquanto andava fazendo o bem e curando a todos os aflitos do diabo, patenteava aos homens o caráter da lei de Deus, e a natureza de Seu serviço. Sua vida testifica ser possível obedecermos também à lei de Deus”. MM 1992, EXALTAI-O, p. 82.

Vimos no primeiro texto que acusação de Satanás é de que “depois da desobediência de Adão era impossível para a humanidade guardar a lei de Deus. No segundo texto vimos que um dos objetivos de Cristo era provar ser falsa essa acusação de Satanás. Agora Pergunto: Cristo teria provado ser possível para a humanidade depois do pecado, ser possível obedecer plenamente a lei de Deus se Ele viesse com natureza diferente da natureza humana depois do pecado? Vou tentar ser mais objetivo. Cristo tendo a nossa natureza humana apenas no aspecto físico Ele estaria habilitado para ser nosso exemplo? A resposta é um sonoro, não!

Não precisamos classificar a obediência de Cristo, por si mesma, como alguma coisa para a qual Ele Se achava particularmente adaptado, por Sua especial natureza divina, pois Ele Se encontrava diante de Deus como o representante do homem e foi tentado como substituto e fiador do homem. Se Cristo possuísse um poder especial que o homem não tem o privilégio de possuir, Satanás ter-se-ia aproveitado desse fato. A obra de Cristo era tirar das reivindicações de Satanás o seu domínio sobre o homem, e só podia fazê-lo da maneira como Ele veio – como homem, tentado como homem e prestando a obediência de um homem. […]” Mensagens Escolhidas vol. 3, p. 139

Mesmo diante de tão claras afirmações, vejam o que segundo a serva do Senhor estão fazendo.

Muitos dizem, porém, que Jesus não era como nós, que Ele não era como nós somos no mundo, que era divino, e que não podemos vencer como Ele venceu”. Mensagens Escolhidas, vol. 3, p. 197.

Mas o que diz para nós a mensagem inspirada?

“Cristo venceu como Homem sem pecado, não caído, perfeito. Como Messias Ele obteve vitória sobre as tentações do inimigo, tornando-nos possível vencer como Ele venceu”. MM 1983, Olhando Para o Alto, 11.

“O homem deve agir com sua força, ajudado pelo poder de Cristo, de modo a resistir e vencer seja qual for o custo para si. Em suma, o homem deve vencer como Cristo venceu”. MM 1956, Filhos e Filhas de Deus, p. 156.

Fraquezas Que Jesus Assumiu

As pessoas que defendem que Jesus assumiu a natureza caída apenas no aspecto físico tem que afirmar, acreditar então, que as fraquezas que Jesus assumiu eram apenas fraquezas no aspecto físico. Veremos a seguir que não é coerente afirmar que as fraquezas que Jesus assumiu se referiam apenas ao aspecto físico!

NATUREZA HUMANA ANTES DO PECADO

“No princípio, o homem foi criado à imagem de Deus. Estava em perfeita harmonia com a natureza e com a lei de Deus; os princípios da justiça lhe estavam escritos no coração”. O Grande Conflito, p.467

“Quando este (Adão) fora vencido pelo tentador, entretanto, não tinha sobre si nenhum dos efeitos do pecado. Encontrava-se na pujança da perfeita varonilidade, possuindo o pleno vigor da mente e do corpo”. O Desejado de Todas as Nações, p.117

“Declarou-se lhes, porém, que sua natureza ficara depravada pelo pecado; haviam diminuído sua força para resistir ao mal, e aberto o caminho para Satanás ganhar mais fácil acesso a eles. Em sua inocência tinham cedido à tentação; e agora, em estado de culpa consciente, tinham menos poder para manter sua integridade”. Patriarcas e Profetas, p. 61

Adão antes do pecado, “criado à imagem de Deus”, “os princípios da justiça lhe estavam escritos no coração”, “possuindo o pleno vigor da mente e do corpo”. Vejam que antes do pecado não havia fraquezas no homem em nenhum aspecto. Mas Cristo assumiu natureza enfraquecida!

Cristo assumindo natureza enfraquecida

Descendentes de Adão, por causa do pecado, “sua natureza ficara depravada”, “haviam diminuído sua força para resistir ao mal”, agora “tinham menos poder para manter sua integridade”.

“Vi que Jesus conhecia nossas fraquezas, e que Ele mesmo passara por vossas experiências em tudo, exceto no pecado”. – RH, 20/01/1863; Ellen White e a Humanidade de Cristo p. 139

“Assumiu a natureza humana e arcou com as fraquezas e degenerescência da raça. Ele, que não conhecia pecado, tornou-Se pecado por nós”. Ellen White e a Humanidade de Cristo p. 145

“Pode experimentar em Si mesmo a força da tentação de Satanás e as fraquezas e sofrimentos humanos, Ele saberia como socorrer aqueles que se esforçam para ajudar a si mesmos”. – RH, 18/03/1875; Ellen White e a Humanidade de Cristo p. 146

“Porque o Filho de Deus vinculou-se à fraqueza da humanidade para que fosse tentado em todos os aspectos que o homem é tentado, Satanás tripudiou sobre Ele e O insultou”. RH, 01/04/ 1875; Ellen White e a Humanidade de Cristo p. 147

“Ele assumiu a natureza humana, com suas fraquezas, suas desvantagens e suas tentações”. Manuscrito 58, 1890; Ellen White e a Humanidade de Cristo p. 160

“Jesus também lhes disse […] Que Ele tomaria a natureza decaída do homem, e Sua força não seria nem mesmo igual a deles”. –SG, vol. 1, p. 25; Ellen White e a Humanidade de Cristo, p. 139

Bom, para aqueles que acreditam que Cristo tomou a natureza caída apenas no aspecto físico, faço a seguinte pergunta: Será que as “fraquezas” mencionadas nesses textos se refere a fraquezas no aspecto físico? A resposta coerente para essa pergunta é um sonoro não! Isso é facilmente comprovado quando vemos os motivos de Cristo buscar ser fortalecido pelo Pai. A seguir um exemplo: “[…] força para resistir ao tentador e vencê-lo”.

“Mas nosso Salvador recorria a Seu Pai celestial em busca de sabedoria e força para resistir ao tentador e vencê-lo”. The Youth’sInstructor, fevereiro de 1873; ME, vol. 3, p. 133 e 134.

Fica comprovado que Cristo tomou nossa natureza enfraquecida em todos os aspectos por isso buscado no Pai força “para resistir ao tentador e vencê-lo”.

 Definitivamente essas “fraquezas” é uma forte evidência que Cristo tomou nossa natureza caída não apenas no aspecto físico. Para eliminar definitivamente essa possível hipótese e que essas fraquezas que Jesus assumiu se referiam apenas ao aspecto físico veremos a seguir um texto que deixa ainda mais claro que fisicamente Jesus não era fraco.

Sua estrutura física não era maculada por qualquer defeito; o corpo era robusto e sadio. E, durante toda a vida, viveu em conformidade com as leis da natureza. Física assim como espiritualmente, Jesus foi um exemplo do que Deus designava que fosse toda a humanidade, mediante a obediência a Suas leis”.

O Desejado de Todas as Nações, p. 50 – 51

Robusto adjetivo.

De constituição física muito forte, resistente; potente, vigoroso.

Já no aspecto da natureza, a força da natureza caída que Jesus tomou não era nem mesmo igual aos demais homens de natureza caída”

“Jesus também lhes disse […] Que Ele tomaria a natureza decaída do homem, e Sua força não seria nem mesmo igual a deles”. –SG, vol. 1, p. 25; Ellen White e a Humanidade de Cristo, p. 139

Importante lembrar que Cristo tomou nossa natureza caída e enfraquecida, mas não foi fraco em momento algum de Sua vida.

“Ele havia guardado os mandamentos de Seu Pai; e não havia pecado nEle sobre o qual Satanás pudesse triunfar, nenhuma fraqueza ou defeito que pudesse usar em sua vantagem”. RH, 27/05/1884; Ellen White e a Humanidade de Cristo, p. 151.

Tomando nossa natureza enfraquecido e não sendo contaminado pelo pecado Jesus provou que mesmo com a natureza caída podemos viver livre do pecado como Ele viveu.

“O Salvador tomou sobre Si as enfermidades humanas, e viveu uma vida sem pecado, a fim de os homens não terem nenhum temor de que, devido à fraqueza da natureza humana, eles não pudessem vencer. Cristo veio para nos tornar “participantes da natureza divina” (II Ped. 1:4), e Sua vida declara que a humanidade, unida à divindade, não comete pecado. O Salvador venceu para mostrar ao homem como ele pode vencer. Todas as tentações de Satanás, Cristo enfrentava com a Palavra de Deus. Confiando nas promessas divinas, recebia poder para obedecer aos mandamentos de Deus, e o tentador não podia alcançar vantagem. A toda tentação, Sua resposta era: “Está escrito.” Assim Deus nos tem dado Sua Palavra para com ela resistirmos ao mal. Pertencem-nos grandíssimas e preciosas promessas, a fim de que por elas fiquemos “participantes da natureza divina, havendo escapado da corrupção, que, pela concupiscência, há no mundo”. II Ped. 1:4”. Ciência do Bom Viver, p. 180

A seguir veremos como Cristo era fortalecido. Cristo nos mostrou como nossa natureza caída pode ser fortalecida.

Jesus Buscando Ser Fortalecido Forte Evidência

“Jesus mesmo, enquanto andava entre os homens, muitas vezes Se entregava à oração. Nosso Salvador identificou-Se com nossas necessidades e fraquezas, tornando-Se um suplicante, um solicitador junto de Seu Pai, para buscar dEle novos suprimentos de força, a fim de que pudesse sair revigorado para os deveres e provações.”. Caminho a Cristo p. 94

“Mas nosso Salvador recorria a Seu Pai celestial em busca de sabedoria e força para resistir ao tentador e vencê-lo”. The Youth’sInstructor, fevereiro de 1873; ME, vol. 3, p. 133 e 134.

“Nosso Salvador identifica-Se com nossas necessidades e fraquezas no fato de haver-Se tornado um suplicante, um solicitante de todas as noites, buscando do Pai novas provisões de força a fim de sair revigorado, fortalecido para o dever e a provação. Ele é nosso exemplo em tudo”. Ellen White e a Humanidade de Cristo, p. 141

“Sua humanidade se constituía em tentação para Ele. Somente confiando no Pai é que Ele poderia resistir as tentações. Ele andou pela fé assim como nós devemos andar pela fé”. – RH, 09/03/1896; Ellen White e a Humanidade de Cristo, p. 153

“Satanás estava nos Seus caminhos a todo instante. A força de Cristo estava na oração. Ele tomou a humanidade, carregou nossas fraquezas e tornou-Se pecado por nós”. Mensagens Escolhidas, vol. 3, p. 134.

Vimos que Cristo era “um solicitante de todas as noites, buscando do Pai novas provisões de força a fim de sair revigorado, fortalecido para o dever e a provação”, Cristo, “recorria a Seu Pai celestial em busca de sabedoria e força para resistir ao tentador e vencê-lo”.

O Que deixa evidente Jesus sendo fortalecido elo Pai?

“Quando este (Adão) fora vencido pelo tentador, entretanto, não tinha sobre si nenhum dos efeitos do pecado. Encontrava-se na pujança da perfeita varonilidade, possuindo o pleno vigor da mente e do corpo”. O Desejado de Todas as Nações. p.117

“Declarou-se lhes, porém, que sua natureza ficara depravada pelo pecado; haviam diminuído sua força para resistir ao mal, e aberto o caminho para Satanás ganhar mais fácil acesso a eles. Em suainocência tinham cedido à tentação; e agora, em estado de culpa consciente, tinham menos poder para manter sua integridade”. Patriarcas e Profetas, p. 61

O fato de Cristo estar sempre “buscando do Pai novas provisões de força é uma evidência de que Cristo assumiu a natureza de Adão antes do pecado que possuía “pleno vigor da mente e do corpo” ou a natureza dos descendentes de Adão que “tinham menos poder para manter sua integridade”, e “haviam diminuído sua força para resistir ao mal”?

A resposta coerente para essa pergunta é: Uma evidência que Cristo tomou a nossa natureza caída, a natureza dos descendentes de Adão que, “tinham menos poder para manter sua integridade”, e “haviam diminuído sua força para resistir ao mal”.

Caso tenham ainda alguma dificuldade para aceitar essa resposta, acredito que o texto a seguir vai ajudar ainda mais concluir que Cristo assumiu a natureza dos descendentes de Adão.

“Cristo tomou sobre Si os pecados e as fraquezas da raça humana tais quais existiam quando desceu à Terra para ajudar o homem. Em favor do gênero humano, tendo sobre Si as fraquezas do homem caído, deveria resistir às tentações de Satanás em todos os pontos em que o homem seria assediado. […] Assumiu a natureza humana, e suportou as fraquezas e degeneração da raça. Aquele que não conheceu pecado tornou-se pecado por nós. Humilhou-se às maiores profundezas da miséria humana, a fim de estar qualificado para alcançar o homem, e levá-lo da degradação na qual o pecado o havia mergulhado”. Review and Herald, 28 de Julho de 1874 (Questões Sobre Doutrina p. 462 e 463)

“[…] Desde a queda, o gênero humano estivera a decrescer em tamanho e força física, baixando mais e mais na escala do valor moral, até ao período do advento de Cristo à Terra. E para elevar o homem caído, Cristo precisava alcançá-lo onde se achava. Assumiu a natureza humana e arcou com as fraquezas e degenerescência da raça”. – ST, 04/01/1877. Ellen White e a Humanidade de Cristo, p. 148.

Esse último texto é muito esclarecedor, vejam que a serva do Senhor menciona separadamente como o pecado afetou tanto a parte física como também a parte moral.

 Parte física: “Desde a queda” a humanidade “estivera a decrescer em tamanho e força física”.

Parte moral:baixando mais e mais na escala do valor moral”.

 E Jesus “arcou com as fraquezas e degenerescência da raça”.

“Havia poder em Sua petição, pois não tinha as paixões da nossa natureza humana, caída, embora possuísse idênticas fraquezas, tendo sido, como nós outros, tentado em tudo. Jesus suportou uma agonia que requereu ajuda e apoio de Seu Pai. Cristo é nosso exemplo”. –RH, 17/08/1886, Ellen White e a Humanidade de Cristo, p. 153.

Como precisamos entender, aceitar, a diferença entre o que Jesus tomou sobre Si e o que Ele era. Entendendo isso, consequentemente entenderemos também o que Ele pode e deseja fazer em nós.

Há uma grande diferença entre o que Jesus assumiu ou tomou sobre Si e o que Ele era”.

“Natureza pecaminosa não pode ser equiparada com deficiência moral ou pecado pessoal. Há uma grande diferença entre o que Jesus assumiu ou tomou sobre Si e o que Ele era. Ele reteve o caráter de Deus – a incorporação da verdade, pureza e amor – enquanto foi sobrecarregado com a natureza ou constituição pecaminosa. Com relação a moral e caráter, Ele permaneceu sendo aquele ‘ente santo’ (S. Luc. 1:35) o qual era por concepção e nascimento. Embora Ele viera ‘em forma de servo’ (Fil. 2:7), a servidão do pecado não O conquistou como fez conosco; porém, através do Espírito que habitava no Seu íntimo Ele venceu o mal. Nenhuma vez escolheu Ele ir contra a vontade de Seu Pai. Através de Sua constante vitória sobre as dificuldades – sobre o pecado – condenou o pecado na carne (Rom. 8:3). Mas não poderia haver condenado com justiça o pecado na minha carne se a Sua carne fosse intrinsicamente diferente da minha”. Lição da Escola Sabatina, Jesus Nosso Mediador, 4º Trim. 1984, p. 70 -71

Uma coisa que não pode passar desapercebido é o fato de que quando a serva do Senhor descreve as características da natureza humana ela descreve no plural e não no singular.  Por exemplo “suas fraquezas” e não fraqueza;“suas desvantagens” e não desvantagem. Isso é mais uma comprovação que a natureza humana que Cristo tomou sobre Si abrangia todos os aspectos e não apenas o aspecto físico.

“Ele assumiu a natureza humana, com suas fraquezas, suas desvantagens e suas tentações”. – Manuscrito 58, 1890. Ellen White e a Humanidade de Cristo, p. 160.

Fortalecidos Pela Graça Vencer Como Cristo Venceu.

 “Cristo foi submetido à mais rigorosa prova, que requereu a força de todas as Suas faculdades para resistir à inclinação de, quando em dificuldade, usar o Seu poder para livrar-Se do perigo e triunfar sobre o poder do príncipe das trevas. Satanás mostrou seu conhecimento dos pontos fracos do coração humano, colocando seu máximo poder para obter vantagem sobre a debilidade da humanidade que Cristo assumira para poder vencer Suas tentações no lugar do homem”. RH, 01/04/1875; Ellen White e a Humanidade de Cristo p.147

“Cristo venceu as tentações de Satanás como homem. Toda pessoa pode vencer como Cristo venceu. […] Remiu o ignominioso fracasso e queda de Adão, e foi vitorioso, demonstrando assim a todosos mundos não caídos, e à humanidade decaída que o homem podia guardar os mandamentos de Deuspelo poder divino que lhe é concedido pelo céu. Jesus… suportou a tentação por nós, venceu em nosso favor para mostrar-nos como podemos ser vitoriosos. […]” Manuscrito 1, 1892; Ellen White e aHumanidade de Cristo, p.162

“Ele iniciou Sua vida terrena como os seres humanos iniciam a sua, vindo a este mundo como um bebê desamparado. E enquanto aqui esteve, viveu a vida que todo ser humano pode viver, aqueles que receberão o grande dom que o Senhor fez ao nosso mundo ao enviar Seu Filho para executar o plano de salvação”. MM 1983, Olhando Para O Alto, p. 190.

Vimos que Cristo não usou Seu poder como Deus para vencer as tentações de Satanás, para Ele ser vitorioso em todas as tentações Ele era fortalecido pelo Pai. Cristo venceu como homem, toda pessoa que buscar forças em Deus, também pode vencer como Cristo venceu.

Em Todos os Aspectos Mais Probantes!

“Cristo é chamado o segundo Adão. Em pureza e santidade, unido com Deus e amado por Deus, Ele começou onde o primeiro Adão começou”. MM Minha Consagração Hoje p. 323

“Cristo é chamado o segundo Adão. Em pureza e santidade, ligado a Deus e amado por Deus, começou Ele onde o primeiro Adão começou. Mas o primeiro Adão estava em todos os sentidos mais favoravelmente situado que Cristo”. MM 2002, Cristo Triunfante, p. 20

Acredito sim que Cristo começou onde o primeiro Adão começou, tão puro e sem propensões pecaminosas quanto Adão, mas não por ter tido a natureza de Adão antes do pecado, e sim, por ter sido fortalecido e protegido pela graça de Deus. Ter vencido Satanás e não ter se corrompido com o pecado mesmo tendo assumido nossa natureza pecaminosa, provando assim que nossa natureza caída não é desculpa para o pecado.

Vamos repetir textos que revelam que Cristo não assumiu a natureza de Adão antes do pecado embora fosse tão puro quanto ele.

Vejam a seguir que embora Cristo tenha vindo tão puro quanto Adão antes do pecado, Ele foi tentado “centenas de vezes mais severa” e “e sob circunstâncias, em todos os aspectos, mais probantes”.

Irmãos, não podemos ignorar o que representa Cristo ter sido tentado “sob circunstâncias, em todos os aspectos, mais probantes”.

Enquanto Cristo foi tentado, “sob circunstâncias, em todos os aspectos, mais probantes”, Adão “em tudo” teve situações mais favoráveis do que Cristo”.

Mas em tudo o primeiro Adão teve situações mais favoráveis do que Cristo. […]” Ellen White e a Humanidade de Cristo p. 183

“Cristo é chamado o segundo Adão. Em pureza e santidade, ligado a Deus e amado por Deus, começou Ele onde o primeiro Adão começou. Mas o primeiro Adão estava em todos os sentidos mais favoravelmente situado que Cristo”. MM 2002, Cristo Triunfante, p. 20

“Cristo foi tentado por Satanás de maneira centenas de vezes mais severa do que Adão o fora, e sob circunstâncias, em todos os aspectos, mais probantes”. Ellen White e a Humanidade de Cristo p. 183-

“O primeiro Adão caiu; o segundo (Cristo) Se apegou a Deus e Sua Palavra sob as mais difíceis circunstâncias, e Sua fé na bondade, misericórdia e amor de Seu Pai não vacilou por um só momento. “Está escrito”, era Sua arma de resistência, e é a espada do Espírito que todo ser humano deve usar”. SDA Bible Commentary, vol. 5, p. 1.129. Questões Sobre Doutrina, p. 463 e 464.

Circunstâncias é sinônimo de: particularidades, situações, conjunturas, contextos, fundamentos, razões.

Jesus mais provado que Adão sob particularidades, situações, contextos, fundamentos, “em todos os aspectos” mais probantes.

O contraste entre a situação enfrentada por Cristo e o primeiro Adão é gritante:

Cristo provado “em todos os aspectos, mais probantes”.

Isso seria verdade se Cristo tivesse tomado nossa natureza caída apenas no aspecto físico?

Adão antes do pecado estava em todos os sentidos mais favoravelmente situado que Cristo”.

Vemos nestes textos do Espírito de profecia a revelação clara de que Jesus assumiu nossa natureza enfraquecida em TODOS os aspectos e não apenas no aspecto físico:

“Jesus cobriu a divindade com a humanidade para que pudesse ter uma experiência em tudo que é pertinente à vida humana”. Ellen White e a Humanidade de Cristo p. 158

Jesus enfrentou todas as desvantagens que também temos que enfrentar, mas no que diz respeito ao pecado Jesus nunca foi contaminado, sempre foi santo e imaculado, porque nasceu do Espírito e sempre viveu na plenitude do Espírito.

“Todos são responsáveis por seus atos enquanto há graça no mundo. Todos têm poder para controlar suas ações. Se são fracos em virtude e pureza de pensamento e atos, podem obter auxilio do Amigo dos desamparados. Jesus está familiarizado com todas as fragilidades da natureza humana e, caso peça, dará forças para vencer até mesmo as tentações mais poderosas. Todos podem receber essa força se a buscarem com humildade”. MM 2022, ACIMA DE TODO NOME, p. 108

O fato de Jesus nunca ter sido contaminado pelo pecado por ter nascido e vivido na plenitude do Espírito não O desqualifica como exemplo para nós que herdamos uma natureza enfraquecida e também no aspecto espiritual porque esse nascimento e vida na plenitude do Espírito, também pode ser uma realidade em nossa vida.

Jesus enfrentou as mesmas condições adversas que temos que enfrentar, mas Jesus não veio como nós somos, mas sim, como nós podemos ser. Compreender esse detalhe é fundamental, repito, Cristo não veio como nós somos, MAS SIM COMO PODEMOS SER.

“Um evangelista como Cristo, não houve jamais. Ele era a Majestade do Céu,humilhou-Se para tomar nossa natureza mas, a fim de chegar até ao homem na condição em que se achava”. MM 1992, EXALTAI-O, p. 93

“Aquele que era um com o Pai desceu do glorioso trono no céu, […] e cobriu Sua divindade com humanidade, descendo, assim, até o nível das debilitadas faculdades do homem… A maior dádiva que o céu poderia derramar foi dada em resgate pela humanidade caída”. -RH, 11/12/1888. Ellen White e a Humanidade de Cristo p. 156

“Eu vos apresento o grande exemplo. …Ele realmente enfrentou e resistiu as tentações de Satanás como qualquer filho da humanidade. Somente assim poderia Ele ser um exemplo perfeito para o homem. Ele sujeitou-Se à humanidade para Se familiarizar com todas as tentações com as quais o homem é assediado. Ele levou sobre Si as fraquezas e carregou as dores dos filhos de Adão. “Carta 17, 1878; Ellen White e a Humanidade de Cristo, p. 148.

“O Redentor do mundo veio não somente para ser um sacrifício pelo pecado, mas também para ser um exemplo ao homem em todas as coisas, um santo caráter humano. […] O Filho unigênito do Deus infinito deixou-nos, por Suas palavras e por Seu exemplo prático, um claro modelo que devemos imitar […]”. Ellen White e a Humanidade de Cristo, p. 162

“Deus pretende que os Seus seguidores sejam o que Jesus foi quando revestido da natureza humana. Cumpre-nos, em Sua força, viver a vida pura e nobre que o Salvador viveu”. A Ciência do Bom Viver, p. 426.

“Cristo viveu uma vida de perfeita obediência à Lei de Deus, deixando nisto um exemplo perfeito a toda criatura humana. A vida que Ele viveu neste mundo, devemos nós viver, mediante Seu poder, e sob as Suas instruções”. A Ciência Do Bom Viver, p. 180

É exatamente isso que Jesus veio provar. Provou que nossa natureza caída e enfraquecida em todos os aspectos não é desculpa para continuarmos vivendo na lama do pecado.

Acusação de Satanás

“Satanás, o anjo caído, declarara que nenhum homem podia guardar a lei de Deus depois da desobediência de Adão. Ele alegava que toda a humanidade estava sob o seu domínio”. Mensagens Escolhidas, vol.3 p. 136

Detalhe muito importante, nesse texto fica claro que a acusação de Satanás era de que os homens “depois da desobediência de Adão” não podiam guardar a lei de Deus, mas Jesus veio provar que ele estava errado. Jesus só poderia fazer isso vindo aqui e vivendo nas mesmas condições dos homens depois do surgimento do pecado, sem levar nenhuma vantagem, ou seja, não usando nenhum recurso que não estivesse também ao alcance dos demais homens. Devemos, portanto, ter como objetivo um novo nascimento, nascer do Espírito e então viver na plenitude dEle. Assim seremos também plenamente libertados do pecado e viveremos como Jesus viveu para honra e glória de Deus.

“Orai pelo novo nascimento. Se experimentardes este novo nascimento deleitar-vos-eis, não nos tortuosos caminhos de vossos próprios desejos, mas no Senhor. Desejareis estar sob Sua autoridade. Estareis de contínuo procurando alcançar norma mais alta. Sede não apenas leitores da Bíblia, mas ferventes estudiosos dela, para que possais saber o que Deus requer de vós. Necessitais do conhecimento experimental de como fazer a Sua vontade. Cristo é nosso Professor”. CONSELHOS SOBRE EDUCAÇÃO, p. 147

O novo nascimento consiste em ter novos intuitos, novos gostos, novas tendências. Os que, pelo Espírito Santo, são gerados para uma nova vida, tornaram-se participantes da natureza divina, e em todos os seus hábitos e práticas evidenciarão sua relação com Cristo”. MM, 1977, Maranata, O Senhor vem, p. 235

“Satanás apresenta a divina lei de amor como uma lei de egoísmo. Declara que nos é impossível obedecer-lhe aos preceitos. A queda de nossos primeiros pais, com toda a miséria resultante, ele atribui ao Criador, levando os homens a olharem a Deus como autor do pecado, do sofrimento e da morte. Jesus devia patentear esse engano. Como um de nós, cumpria-Lhe dar exemplo de obediência. Para isso tomou sobre Si a nossa natureza, e passou por nossas provas. “Convinha que em tudo fosse semelhante aos irmãos.” Heb. 2:17. Se tivéssemos de sofrer qualquer coisa que Cristo não houvesse suportado, Satanás havia de apresentar o poder de Deus como nos sendo insuficiente. Portanto, Jesus “como nós, em tudo foi tentado”. Heb. 4:15. Sofreu toda provação a que estamos sujeitos. E não exerceu em Seu próprio proveito poder algum que nos não seja abundantemente facultado”. O Desejado de Todas as Nações, p. 24

Também Podemos Ter a Plenitude do Espírito!

“Em Cristo habitava corporalmente a plenitude da Divindade. É por isso que, embora tal como nós, fosse tentado, Ele ergueu-Se perante o mundo desde a primeira vez que nele entrou, sem mancha de corrupção, apesar de estar rodeado por ela. Não devemos também tornar-nos co-participantes dessa plenitude? Não é tão-somente desta maneira que podemos ser vitoriosos, assim como Ele foi vitorioso”? Ellen White e a Humanidade de Cristo, p. 160

“Cristo é a fonte de nossa força. Estudemos Seus ensinos. Dando Seu Filho unigênito para viver em nosso mundo e estar exposto à tentação para que pudesse ensinar-nos como vencer, o Pai fez ampla provisão para que não fôssemos levados cativos pelo inimigo. Enfrentando o adversário caído, Cristo venceu para o bem da humanidade. Ele foi tentado em todos os pontos como nós o somos, mas resistiu na força da divindade, a fim de que pudesse socorrer-nos quando somos tentados. Tornando-nos participantes de Sua natureza divina, devemos aprender a discernir as tentações de Satanás, e, na força de Sua graça, vencer as corrupções que pela concupiscência há no mundo. Aquele que era outrora um ser humano pecaminoso pode ser refinado e purificado pelos méritos conferidos por Cristo e colocar-se diante de seus semelhantes como cooperador de Deus. Ao que busca a Deus com diligência, certamente será comunicada a natureza divina, e outorgada a compaixão de Cristo. […] ”Este Dia Com Deus, p. 149

Muitos dizem, todavia, que Jesus não real como nós outros, que Ele não esteve no mundo da mesma forma que nós, que Ele era divino e que nós não podemos ser vencedores como Ele foi vencedor. Mas Paulo escreve”: Porque, na verdade, Ele não tomou a natureza dos anjos; mas tomou a descendência de Abraão. Pelo que convinha que em tudo fosse semelhante aos irmãos. ”-RH, o1/04/1892; Ellen White e a Humanidade de Cristo, p. 161.

“Cristo não só morreu como nosso sacrifício, mas viveu como nosso exemplo. Em Sua natureza humana, Ele Se apresenta completo, perfeito, imaculado. Ser um cristão é ser como Cristo. Todo o nosso ser, nossa alma, o corpo, o espírito, devem ser purificados, enobrecidos, santificados, até que reflitamos a Sua imagem e imitemos o Seu exemplo”. RH, 28/01/1882; Ellen White e a Humanidade de Cristo, p. 150

 “É pela fé no Filho de Deus que se efetua a transformação do caráter, e o filho da ira torna-se filho de Deus, torna-se espiritual e discerne as coisas espirituais. A sabedoria de Deus lhe ilumina a mente e ele em Sua lei contempla coisas maravilhosas. Quando o homem se converte a verdade, processa-se nele a obra de transformação de caráter. Recebe uma aumentada medida de entendimento. Ao tornar-se um homem de obediência a Deus, tem ele a mente de Cristo, e a vontade de Deus torna-se a sua vontade”. Mensagens Escolhidas vol. 1, p. 338

“Digo, porém: andai no Espírito e jamais satisfareis à concupiscência da carne”. Gálatas 5:16

“Pois nós também, outrora, éramos néscios, desobedientes, escravos de toda sorte de paixões e prazeres, vivendo em malícia e inveja, odiosos e odiando-nos uns aos outros. Quando, porém, se manifestou a benignidade de Deus, nosso salvador, e o Seu amor para com todos, não por obras de justiça praticada por nós, mas segundo Sua misericórdia, Ele nos salvou mediante o lavar regenerador e renovador do Espírito Santo, que Ele derramou sobre nós ricamente, por meio de Jesus Cristo, nosso Salvador, a fim de que, justificados por graça, nos tornemos seus herdeiros, segundo a esperança da vida eterna”. Tito 3:3-7

“Mas o fruto do Espírito é; amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fidelidade, mansidão, domínio próprio. Contra estas coisas não há lei. E os que são de Cristo crucificaram a carne, com as suas paixões e concupiscências. Se vivemos no Espírito, andemos também no Espírito”. Gál. 5:22-25

“Ora, pois, já que Cristo padeceu por nós na carne, armai-vos também vós com este pensamento, que aquele que padeceu na carne já cessou do pecado; Para que, no tempo que vos resta na carne, não vivais mais segundo as concupiscências dos homens, mas segundo a vontade de Deus”. 1 Pedro 4:1-2

Detalhe importantíssimo que devemos deixar bem claro. Quando afirmamos que Jesus assumiu a natureza dos descendentes de Adão, não estamos afirmando que Jesus possuía algum tipo de depravação ou corrupção. Jesus conseguir pelo poder de Deus ser plenamente puro mesmo assumindo nossa natureza caída, provando assim que nossa natureza não é desculpa para continuarmos como escravos do pecado. Cristo provou mesmo para nós que possuímos natureza caída que não existe desculpa para o pecado, e o que veremos no próximo capítulo.

Para Quem Jesus Provou Ser Possível Obedecer à lei?

“Cristo veio à Terra, tomando sobre Si a humanidade e constituindo-Se representante do homem, para mostrar no conflito com Satanás, que o homem, tal como Deus o criou, unido ao Pai e ao Filho, poderia obedecer a todo reclamo divino”. Mensagens Escolhidas vol. 1 p. 253

Alguns usam esse texto do Espírito de profecia que afirma que Jesus veio provar que o homem “tal como Deus o criou” poderia obedecer a Deus. Sendo assim Cristo teria vindo como Adão antes do pecado para provar que ele poderia sim ter obedecido a Deus e não ter caído.

Mas o que dizer dos textos a seguir onde vemos claramente que Cristo veio provar que Satanás estava errado ao afirmar que os homens, depois da desobediência não podia mais obedecer a Deus? O que dizer desses textos em que Cristo provou quais são as possibilidades de santificação para nós que possuímos natureza caída? Será que eu posso me apoiar em um texto para defender certo pensamento e ignorar vários outros?

“Satanás, o anjo caído, declarara que nenhum homem podia guardar a lei de Deus depois da desobediência de Adão. Ele alegava que toda a humanidade estava sob o seu domínio”. Mensagens Escolhidas, vol.3 p. 136

Satanás declarara que era impossível ao homem obedecer aos mandamentos de Deus; e é verdade que por nossa própria força não lhes podemos obedecer. Cristo, porém, veio na forma humana, e por Sua perfeita obediência provou que a humanidade e a divindade combinadas podem obedecer a todos os preceitos de Deus”. Parábolas de Jesus, p. 314

“Cristo tomou a humanidade e suportou o ódio do mundo para que pudesse revelar a homens e mulheres que estes poderiam viver sem pecado, que suas palavras, atos, seu espírito, poderiam ser santificados para Deus. Podemos ser cristãos perfeitos se manifestarmos esse poder em nossa vida. Quando a luz do Céu repousar sobre nós continuamente, representaremos a Cristo. Foi a justiça revelada em Sua vida que O distinguiu do mundo e despertou seu ódio. […] As palavras de Cristo são ditas para Seu povo em todas as épocas – para nós sobre quem o fim dos séculos é chegado. Manuscrito 97, 1909”. Olhando Para o Alto, 1983, p. 297.

“Cristo […] não transgrediu a lei de Deus em nenhum detalhe. Mais que isso, Ele eliminou qualquer desculpa do homem caído que pudesse alegar alguma razão para não guardar a lei de Deus. Cristo estava cercado das fraquezas da humanidade, era afligido com as mais ferozes tentações, tentado em todas as coisas, à nossa semelhança, e mesmo assim desenvolveu um caráter reto. Nenhuma mancha de pecado foi encontrada sobre Ele”. Ellen White e a Humanidade de Cristo, p.173.

“Cristo assumiu a natureza humana para demonstrar para o mundo caído, para Satanás e sua sinagoga, para o universo do Céu e para os mundos não caídos que a natureza humana unida à Sua natureza divina, podia tornar-se totalmente obediente a lei de Deus […]”. Ellen White e a Humanidade de Cristo, p.178.

“Nenhum ser humano já possuiu natureza tão sensível como o Santo de Deus, sem pecado, o qual Se manifestou como cabeça e representante daquilo que a humanidade pode tornar-se mediante a comunicação da natureza divina. Aos que creem em Cristo como seu Salvador pessoal, Ele atribui Seus méritos e comunica Seu poder”. YI, 16/08/1894; Ellen White e a Humanidade de Cristo, p. 167.

“Foram tomadas amplas providências para que o homem finito e decaído possa estar tão ligado com Deus que, por meio da mesma Fonte pela qual Cristo venceu em Sua natureza humana, ele consiga resistir firmemente a todas as tentações como Cristo o fez”. Ellen White e a Humanidade de Cristo, p.166.

“Cristo não somente deu regras explícitas mostrando como podemos tornar-nos filhos obedientes, mas também nos mostrou em Sua própria vida e caráter como fazer exatamente aquilo que é correto e aceitável para Deus, de modo que não haja desculpa para não realizarmos as coisas que são agradáveis à Sua vista”. Ellen White e a Humanidade de Cristo, p.162.

“Veio ao nosso mundo para manter um caráter puro e sem pecado, e para refutar a mentira deSatanás de que não era possível aos seres humanos guardar a lei de Deus. Cristo veio viver a lei em Seu caráter humano exatamente na maneira pela qual todos podem viver a lei na natureza humana se procederem como Cristo procedeu. […]”. Elle. White, e a Humanidade de Cristo, p. 166

O Senhor Jesus veio ao nosso mundo, não para revelar o que Deus podia fazer, e, sim, o que o homem podia realizar, mediante a fé no poder de Deus para ajudar em toda emergência. O homem deve, pela fé, ser participante da natureza divina e vencer toda tentação com que é assaltado. O Senhor requer agora que todo filho e filha de Adão, pela fé em Jesus Cristo, O sirva na natureza humana que temos atualmente”. Mensagens Escolhidas, vol. 3, p. 140.

“Cristo, por Seu exemplo, tornou evidente que o homem pode permanecer íntegro. É possível aos homens ter poder para resistir ao mal – poder que nem a Terra nem a morte nem o inferno conseguem dominar; poder que os colocará onde alcancem vencer, como Cristo venceu. Neles pode combinar-se a divindade e a humanidade”. Mensagens Escolhidas, vol. 1, p.409.

“Cristo revestiu Sua divindade com a humanidade, e veio a este mundo para viver uma vida livre da contaminação do pecado, para que os seres humanos, lançando mão da divindade, possam tornar-se participantes da natureza divina, escapando assim da corrupção que há no mundo mediante a sensualidade”. Olhando Para o Alto p. 297

“Tomando assim a natureza humana, Ele honrou a humanidade. Tendo assumido nossa natureza decaída, Ele demonstrou o que ela poderia tornar-se pela aceitação da ampla provisão que fizera para ela e tornando-se participante da natureza divina”. Carta 81, 1896. Mensagens Escolhidas, vol. 3, p. 134

“Em Sua vida e caráter Ele não só revela o caráter de Deus, mas a possibilidade do homem. Ele era o representante de Deus e o exemplo da humanidade”. Mensagens Escolhidas, vol. 1, p. 349

“Cristo venceu as tentações de Satanás como homem. Toda pessoa pode vencer como Cristo venceu. […] Remiu o ignominioso fracasso e que de Adão, e foi vitorioso, demostrando assim a todos os mundos não caídos, e à humanidade decaida, que o homem podia guardar os mandamentos de Deus pelo poder divino lhe é concedido pelo Céu. Jesus […] suportou a tentação por nós, venceu em nosso favor para mostra-nos como podemos ser vitoriosos”. Ellen White e a Humanidade de Cristo, p.162.

“A vida de obediência do Salvador manteve as reivindicações da lei; provou que a lei pode ser observada pela humanidade, e mostrou a excelência de caráter que a obediência havia de desenvolver”. O Desejado De Todas As Nações, p. 309

“Depois da queda do homem, Satanás declarou que os seres humanos tinham-se provado incapazes de guardar a lei de Deus, e procurou arrastar consigo o Universo, nessa crença. As palavras de Satanás pareciam verdadeiras, e Cristo veio para desmascarar o enganador. A Majestade do Céu empreendeu a causa do homem e, com os mesmos recursos que o homem pode alcançar, resistiu às tentações de Satanás, como o homem tem de a elas resistir”. Mensagens Escolhidas, vol. 1, p. 252

“Por Sua obediência perfeita tornou possível a todo homem obedecer aos mandamentos de Deus. Ao nos sujeitarmos a Cristo, nosso coração se une ao Seu, nossa vontade imerge em Sua vontade, nosso espírito torna-se um com Seu espírito, nossos pensamentos serão levados cativos a Ele; vivemos Sua vida. Isto é o que significa estar trajado com as vestes de Sua justiça. Quando então o Senhor nos contemplar, verá não o vestido de folhas de figueira, não a nudez e deformidade do pecado, mas Suas próprias vestes de justiça que são a obediência perfeita à lei de Jeová”. Parábolas de Jesus, p.312.

“Alguém honrado por todo o Céu veio a este mundo para, revestido da natureza humana, postar-Se à cabeceira da humanidade, testificando aos anjos caídos e aos habitantes dos mundos não caídos que, pelo auxílio divino que foi provido, todos podem andar na vereda da obediência aos mandamentos de Deus”. Mensagens Escolhidas, vol. 1, p. 309

“O Salvador tomou sobre Si as enfermidades humanas, e viveu uma vida sem pecado, a fim de os homens não terem nenhum temor de que, devido à fraqueza da natureza humana, eles não pudessem vencer. Cristo veio para nos tornar “participantes da natureza divina” (II Ped. 1:4), e Sua vida declara que a humanidade, unida à divindade, não comete pecado. O Salvador venceu para mostrar ao homem como ele pode vencer. Todas as tentações de Satanás, Cristo enfrentava com a Palavra de Deus. Confiando nas promessas divinas, recebia poder para obedecer aos mandamentos de Deus, e o tentador não podia alcançar vantagem. A toda tentação, Sua resposta era: “Está escrito.” Assim Deus nos tem dado Sua Palavra para com ela resistirmos ao mal. Pertencem-nos grandíssimas e preciosas promessas, a fim de que por elas fiquemos “participantes da natureza divina, havendo escapado da corrupção, que, pela concupiscência, há no mundo”. II Ped. 1:4”. Ciência do Bom Viver, p. 180

“’Sede vós pois perfeitos, como é perfeito o vosso Pai que está nos Céus.’ Mat. 5:48. Este mandamento é uma promessa. O plano da redenção visa ao nosso completo libertamento do poder deSatanás. Cristo separa sempre do pecado a alma contrita. Veio para destruir as obras do diabo, e tomou providências para que o Espírito Santo fosse comunicado a toda alma arrependida, para guardá-la de pecar”. O Desejado de Todas as Nações, p. 311

 Forma e Natureza do Homem Caído

Nesse capítulo voltaremos a analisar a possibilidade de Cristo ter assumido nossa natureza caída, apenas no aspecto físico. Veremos que a afirmação de que Cristo assumiu a natureza caída apenas no aspecto físico realmente não está de acordo com um, assim diz o Senhor! Como entender Forma e Natureza?

“Foi por ordem de Deus que Cristo levou sobre Si a forma e a natureza do homem caído”. SG, vol. 4ª, p. 115. Ellen White e a Humanidade de Cristo, p. 139

“Foi por ordem de Deus que Cristo levou sobre Si a forma e a natureza do homem caído, a fim de que Ele pudesse ser aperfeiçoado através do sofrimento. Ele mesmo suportou as tentações de Satanás para que pudesse entender como socorrer os que são tentados”. – RH, 31/12/1872. Ellen White e a Humanidade de Cristo, p.142

“Foi por ordem de Deus que Cristo levou sobre Si a forma e a natureza do homem caído, a fim de que Ele pudesse ser aperfeiçoado através do sofrimento. Ele mesmo suportou as tentações de Satanás para que pudesse entender como socorrer os que são tentados”. SP, vol. 2, p. 39. Ellen White e a Humanidade de Cristo, p. 147

O que a serva do Senhor através dessas mensagens?Não seria “forma” o aspecto físico da humanidade caída e a “natureza” a natureza caída da humanidade. Vejam que em Mensagens Escolhidas ela usa a palavra “forma” quando fala sobre a aparência física de Jesus. A seguir dois textos de Ellen White no próprio livro Ellen White e a Humanidade de Cristo onde vemos a serva do Senhor usar o termo “forma” para descrever o aspecto físico de Jesus.

Forma Se Referindo ao Aspecto Físico

Textos do Espírito de profecia onde a mensageira do Senhor usou o termo, forma, para se referir ao aspecto físico de Jesus.

“[…] Sua altura era apenas era apenas maior do que a dos homens, em geral. Sua aparência pessoal não continha marcas especiais do Seu caráter divino, o que, por si só, inspiraria a fé. Mesmo assim Sua forma perfeita, seu porte digno, Seu semblante, que expressava benevolência, amor e santidade, não eram igualados por nenhum ser humano que vivesse, então, sobre a Terra”. –SG, vol. 4ª, p. 119, EllenWhite e a Humanidade de Cristo, p. 140

“Quando Jesus tomou a natureza humana e assumiu a forma de homem, Ele possuía todo organismo humano. Suas necessidades eram as necessidades de um homem. Ele tinha necessidades físicas a serem supridas, cansaço físico a ser aliviado”. – Carta 32, 1899; Ellen White e a Humanidade de Cristo, p. 188.

“[…] Mas ao começar o Seu ministério, Ele era apenas um pouco mais alto do que a média dos homens que viviam na Terra. Tivesse Ele vindo habitar entre os homens em Sua forma nobre e celestial, Sua aparência exterior teria atraído as mentes das pessoas para Si mesmo, e Ele seria recebido sem o exercício da fé”. Ellen White e a Humanidade de Cristo, p. 147

“Não podemos compreender como Cristo Se tornou um pequeno e indefeso bebê. Ele poderia ter vindo à Terra com tal beleza que teria sido diferente dos filhos dos homens. Sua face poderia ter sido resplandecente de luz, e Sua forma poderia ter sido alta e bela”. Mensagens Escolhidas, vol. 3, p. 127

O Quão Abrangente Cristo Tomou Nossa Natureza

Bom, acredito que o mais provável é que, ao mencionar “forma” e “natureza”, a serva do Senhor desejava revelar o quão abrangente Cristo assumiu a natureza caída. Se for esse o caso, está aí mais uma comprovação de que Cristo não assumiu a natureza caída apenas no aspecto físico.

“Aquele que era um com o Pai desceu do glorioso trono no céu, […] e cobriu Sua divindade com humanidade, descendo, assim, até o nível das debilitadas faculdades do homem […] A maior dádiva que o céu poderia derramar foi dada em resgate pela humanidade caída”. -RH, 11/12/1888; Ellen White e a Humanidade de Cristo, p.156

“Ele tomou sobre Si mesmo a natureza caída e sofredora, degradada e maculada pelo pecado. […] Ele resistiu a todas as tentações que assolam o homem”. YI, 20/12/1900; Ellen White e a Humanidade de Cristo, p.140

“Que contraste o segundo Adão apresentava quando Ele entrou no sombrio deserto para sozinho enfrentar a Satanás! Desde a queda, a raça humana havia diminuídoem estatura e força física e decaído cada vez mais na escala do valor moral, até ao período do primeiro advento de Cristo à Terra. A fim de elevar o homem caído, Cristo deveria alcançá-lo onde ele estava. Tomou a natureza humana e carregou as enfermidades e degenerescências da raça humana. Aquele que não conheceu pecado tornou-Se pecado por nós. Humilhou-Se a Si mesmo até às profundezas mais baixas da miséria humana, a fim de que pudesse qualificar-Se para alcançar o homem e tirá-lo da degradação na qual o pecado o mergulhara”. No Deserto da Tentação, 10 Cristo Como Segundo Adão

Ele não apenas foi feito carne, mas foi feito à semelhança da carne pecaminosa”. – Carta 106, 1896; Ellen White e a Humanidade de Cristo, p. 173.

Existe um grande preconceito na igreja adventista sobre o tema, humanidade de Cri8sto. Como consequência percebemos falta de conhecimento dos membros sobre essa tão importante questão. Isso tem um motivo. O inimigo das almas não pretende permitir que compreendamos o que Cristo fez POR nós, simplesmente para que não compreendamos também o que Cristo pode fazer EM nós! É muito estranho o que acontece em nossa igreja, igreja adventista do sétimo dia. Fui visitado novamente por um pastor que apresentou argumentos que facilmente podem ser refutados. Mas não adianta argumentos, não adianta! Se você não estiver falando o que agrada a maioria, você e suas mensagens encontrará rejeição e grande oposição.   

Gostaria muito que as pessoas que rejeitam a verdade presente sobre libertação plena do pecado, avaliassem esse trabalho. Vejam a seguir alguns questionamentos importantíssimos sobre a Escada vista por Jacó.

Escada Vista Por Jacó

Cristo era a escada vista por Jacó. Cristo é o elo que une a Terra ao Céu e conecta o homem finito com o Deus infinito. Esta escada vai da mais baixa degradação da Terra e da humanidade até os mais altos Céus”. Ellen White e a Humanidade de Cristo, p. 157

“Cristo humilhou-Se ao tornar-Se humano. Tomou sobre Si a nossa natureza para que […] pudesse tornar-Se um degrau para o homem caído, de modo que este pudesse subir por sobre Seus méritos, e através de Sua excelência e virtude receber de Deus aceitação dos esforços para guardar Sua lei”. Ellen White e a Humanidade de Cristo, p. 141

“Cristo é a escada que Jacó viu, tendo a base na Terra, e o topo chegando à porta do Céu, ao próprio limiar da glória. Se aquela escada houvesse deixado de chegar à Terra, por um único degrau que fosse, teríamos ficado perdidos. Mas Cristo vem ter conosco onde nos achamos. Tomou nossa natureza e venceu, para que, revestindo-nos de Sua natureza, nós pudéssemos vencer. Feito “em semelhança da carne do pecado” (Rom. 8:3), viveu uma vida isenta de pecado. Agora, por Sua divindade, firma-Se ao trono do Céu, ao passo que, pela Sua humanidade, Se liga a nós. Manda-nos que, pela fé n Ele, atinjamos à glória do caráter de Deus. Portanto, devemos ser perfeitos, assim como “é perfeito vosso Pai que está nos Céus”. Mat. 5:48. O Desejado De Todas As Nações, p. 311 – 312

“E para elevar o homem caído, precisava Cristo alcança-lo onde se achava.  Assumiu a natureza humana e arcou com as fraquezas e degenerescência da raça.  Ele, que não conhecia pecado, tornou-Se pecado por nós. Humilhou-Se até às mais baixas profundezas da miséria humana, a fim que pudesse estar habilitado a alcançar o homem e tira-lo da degradação na qual o pecado o lançara”. Ellen White e a Humanidade de Cristo, p. 145

“A humanidade de Cristo alcançou as profundezas da miséria humana, e identificou-se com as fraquezas e necessidades do homem caído, enquanto Sua natureza divina alcançava o Eterno”. –RH, 04/08/1874, Ellen White e a Humanidade de Cristo, p. 145

A corrente que desce do trono de Deus é bastante longa para alcançar as mais baixas profundezas do pecado. Erguei diante dos perdidos e desolados o Salvador que perdoa os pecados, pois fez divina intercessão em favor deles. Ele é capaz de erguê-los do abismo do pecado, para que sejam reconhecidos como filhos de Deus, herdeiros com Cristo de uma herança imortal. Eles podem ter a vida que se mede com a vida de Deus”. Review and Herald, 11 de abril de 1912. ( Ellen G. White, Testemunhos Para a Igreja, vol. 7. P. 229)

“”[…] A Majestade do Céu, o Rei da glória, desceu a vereda da humilhação passo a passo, até alcançar o ponto mais baixo da experiência humana; e por que? Para que pudesse chegar até o mais baixo da humanidade, afundando nas profundezas da degradação, para então poder elevar os seres humanos até as alturas dos Céus. RH, 09/07/1895, Ellen White e a Humanidade de Cristo, p. 170.

“Aquele que era um com o Pai desceu do glorioso trono no Céu, […] e cobriu Sua divindade com humanidade, descendo, assim até o nível das debilitadas faculdades do homem”. – RH, 11/12/1888; Ellen White e a Humanidade de Cristo, p. 156.

“A grande obra da redenção só poderia ser realizada ao tomar o Redentor o lugar de Adão caído […] O Rei da glória propôs humilhar-Se até o nível da humanidade caída”! –RH, 24/02/1874, Ellen White e a Humanidade de Cristo, p. 144

Ele tomara sobre Si mesmo a forma da humanidade com todos os seus males peculiares”.  – ST, 04/01/1877, Ellen White e a Humanidade de Cristo, p. 148.

Ele levou a nossa natureza sobre Si para que pudesse conhecer nossas provações e tristezas; e. conhecendo toda mossa experiência, Ele se apresenta como Mediador e Intercessor perante o Pai”. ST, 24/11/1887. Ellen White e a Humanidade de Cristo, p. 155

“Em Sua humanidade, Ele familiarizou-se com todas as dificuldades que assolam a humanidade”. – RH, 28/04/1891, Ellen White e a Humanidade de Cristo, p. 160.

Sinceramente, após vermos esses textos onde a serva do Senhor afirma que “Cristo era a escada vista por Jacó”. Vermos também que:

 “Esta escada vai da mais baixa degradação da Terra e da humanidade até os mais altos Céus”.

Vermos que, “Se aquela escada houvesse deixado de chegar à Terra, por um único degrau que fosse, teríamos ficado perdidos”.

Vermos que “para elevar o homem caído, precisava Cristo alcança-lo onde se achava.

Assumiu a natureza humana e arcou com as fraquezas e degenerescência da raça.

Ele, que não conhecia pecado, tornou-Se pecado por nós. Humilhou-Se até às mais baixas profundezas da miséria humana, a fim que pudesse estar habilitado alcançar o homem e tira-lo da degradação na qual o pecado o lançara”.

Então para salvar a humanidade “Cristo alcançou as profundezas da miséria humana, e identificou-se com as fraquezas e necessidades do homem caído”.

“O Rei da glória propôs humilhar-Se até o nível da humanidade caída”!

Cristo “desceu a vereda da humilhação passo a passo, até alcançar o ponto mais baixo da experiência humana”.

Vermos que Cristo, “familiarizou-se com todas as dificuldades que assolam a humanidade”.

Vermos que Ele tomou “sobre Si mesmo a forma da humanidade com todos os seus males peculiares”.

Vermos que “Ele levou a nossa natureza sobre Si para que pudesse conhecer nossas provações e tristezas”.

Vermos que Cristo, “desceu a vereda da humilhação passo a passo, até alcançar o ponto mais baixo da experiência humana”.

Após vermos tudo isso, temos que refletir e responder com sinceridade a esse importante questionamento!

Tudo isso teria acontecido, seria verdade, se Cristo tivesse tomado nossa natureza caída apenas no aspecto físico?

Após vermos todas essas citações, ainda é possível acreditar que Cristo tenha assumido nossa natureza apenas no aspecto físico?

Essa questão é tão importante que vou repetir esses questionamentos novamente!

Cristo, a “escada” teria alcançado “às mais baixas profundezas da miséria humana”, e o o ponto mais baixo da experiência humana”?

Cristo teria tomado sobre Si a forma da humanidade com todos os seus males peculiares”?

Teria Se familiarizado com “todas as dificuldades que assolam a humanidade”?

Cristo teria Se humilhado “até o nível da humanidade caída?

Cristo teria alcançado “as profundezas da miséria humana? E Se identificado “com as fraquezas e necessidades do homem caído”?

Poderíamos dizer que Cristo a “escada vai da mais baixa degradação da Terra e da humanidade até os mais altos Céus”.

Todas essas afirmações seriam verdadeiras se Cristo tivesse assumido a nossa natureza caída apenas no aspecto físico?

 Lógico que a resposta é NÃO! Por que então nossos teólogos insistem em afirmar que Cristo assumiu nossa natureza caída apenas no aspecto físico?

Outra Forma de Fazer esse Questionamento

“Por quatro mil anos estivera a raça a decrescer em forças físicas, vigor mental e moral; e Cristo tomou sobre Si as fraquezas da humanidade degenerada. Unicamente assim podia salvar o homem das profundezas de sua degradação”. O Desejado de Todas as Nações, p.117

“A humanidade de Cristo alcançou as profundezas da miséria humana, e identificou-se com as fraquezas e necessidades do homem caído, enquanto Sua natureza divina alcançava o Eterno”. –RH, 04/08/1874, Ellen White e a Humanidade de Cristo, p. 145

“”[…] A Majestade do Céu, o Rei da glória, desceu a vereda da humilhação passo a passo, até alcançar o ponto mais baixo da experiência humana; e por que? Para que pudesse chegar até o mais baixo da humanidade, afundando nas profundezas da degradação, para então poder elevar os seres humanos até as alturas dos Céus. RH, 09/07/1895, Ellen White e a Humanidade de Cristo, p. 170.

“Aquele que era um com o Pai desceu do glorioso trono no Céu, […] e cobriu Sua divindade com humanidade, descendo, assim até o nível das debilitadas faculdades do homem”. – RH, 11/12/1888; Ellen White e a Humanidade de Cristo, p. 156.

“Por quatro mil anos estivera a raça a decrescer em forças físicas, vigor mental e moral Sabendo-se que a degeneração da humanidade abrange os aspectos físico, mental e moral, e que Cristo “alcançou as profundezas da miséria humana”, “desceu a vereda da humilhação passo a passo, até alcançar o ponto mais baixo da experiência humana”, e que Cristo “cobriu Sua divindade com humanidade, descendo, assim até o nível das debilitadas faculdades do homem”. Como acreditar que Cristo fez tudo isso e tenha tomado sobre Si “as fraquezas da humanidade degenerada”, tendo assumido a natureza humana caída apenas no aspecto físico?

Novamente repetimos que para que a afirmação de Cristo ter descido “até o nível das debilitadas faculdades do homem”, e as demais afirmações sobre a experiência de Cristo ao assumir a natureza caída serem verdadeiras temos que aceitar que Ele assumiu a natureza humana caída em TODOS OS ASPECTOS, e não apenas no aspecto físico! Mas sempre é bom lembrar que Cristo veio nos salvar e, “humilhou-Se até às mais baixas profundezas da miséria humana”, mas não foi de forma alguma contaminado pelo pecado, sempre foi puro e imaculado. Nunca possuiu propensões, tendências ou inclinações pecaminosas. Provando assim que nossa natureza não é desculpa para o pecado.

“O grande Mestre veio ao nosso mundo não somente para fazer expiação pelo pecado, mas também para ser um mestre tanto por preceito como pelo exemplo. Veio mostrar ao homem como guardar a lei na humanidade, de nodo que ele não tivesse nenhuma desculpa para seguir seu próprio critério imperfeito. Vemos a obediência de Cristo. Sua vida era sem pecado. A obediência durante toda a Sua vida é uma censura à humanidade desobediente. A obediência de Cristo não deve ser posta de lado como se fosse completamente diferente da obediência que Ele requer de nós individualmente. Cristo nos mostrou que é possível para toda a humanidade obedecer às leis de Deus”. Mensagens Escolhidas, vol. 3, p. 135 e 136.

“Cristo tomou a humanidade e suportou o ódio do mundo para que pudesse revelar a homens e mulheres que estes poderiam viver sem pecado, que suas palavras, atos, seu espírito, poderiam sersantificados para Deus. Podemos ser cristãos perfeitos se manifestarmos esse poder em nossa vida.Quando a luz do Céu repousar sobre nós continuamente, representaremos a Cristo. Foi a justiça revelada em Sua vida que O distinguiu do mundo e despertou seu ódio. […] As palavras de Cristo são ditas para Seu povo em todas as épocas – para nós sobre quem o fim dos séculos é chegado. Manuscrito 97, 1909”. Olhando Para o Alto, 1983, p. 297.

“‘Se aproxima o príncipe deste mundo’, disse Jesus; ‘e nada tem em Mim.’ João 14:30. Nada havia nEle que correspondesse aos enganos de Satanás. Ele não consentia com o pecado. Nem por um pensamento cedia à tentação. O mesmo se pode dar conosco. A humanidade de Cristo estava unida à divindade; estava habilitado para o conflito, mediante a presença interior do Espírito Santo. E veio para nos tornar participantes da natureza divina. Enquanto a Ele estivermos ligados pela fé, o pecado não mais terá domínio sobre nós. Deus nos toma a mão da fé, e a leva a apoderar-se firmemente da divindade de Cristo, a fim de atingirmos a perfeição de caráter”. O Desejado de Todas as Nações, p.123

“O homem caiu. A imagem de Deus nele se acha deformada. Por causa da desobediência ele se tornou depravado em suas inclinações e debilitado em suas faculdades, aparentemente incapaz de esperar qualquer outra coisa além de tribulação e castigo. Mas Deus, por intermédio de Cristo, planejou um escape, e diz a todos: ‘Portanto, sede vós perfeitos.’ Mat. 5:48. O Seu propósito é que o homem seja correto e digno diante dEle, e assim o Seu plano não será frustrado. Ele enviou o Seu Filho a este mundo a fim de pagar a penalidade do pecado, e mostrar ao homem como viver uma vida sem pecado”. Signs of the Times, 30 de março de 1904. Cuidado de Deus, MM 1995, pág. 320

Novamente repito! Não entender o QUE Cristo fez por nós, está impedindo o entendimento de muitos sobre o que Cristo pode fazer EM nós!

Desperta professo povo de Deus!

Pastores Adventistas Ajudando Satanás a Alcançar Seu Objetivo!

24º Crença Fundamental da igreja adventista.

24 – O Ministério de Cristo no Santuário Celestial

“Há um santuário no Céu, o verdadeiro tabernáculo que o Senhor erigiu, não o homem. Nele Cristo ministra em nosso favor, tornando acessíveis aos crentes os benefícios do Seu sacrifício expiatório oferecido uma vez por todas, na cruz. Ele foi empossado como nosso grande Sumo Sacerdote e começou Seu ministério intercessor por ocasião de Sua ascensão. Em 1844, no fim do período profético dos 2300 dias, Ele iniciou a segunda e última etapa de Seu ministério expiatório. É uma obra de juízo investigativo, a qual faz parte da eliminação final de todo pecado, prefigurada pela purificação do antigo santuário hebraico, no Dia da Expiação. Nesse serviço típico, o santuário era purificado com o sangue de sacrifícios de animais, mas as coisas celestiais são purificadas com o perfeito sacrifício do sangue de Jesus. O juízo investigativo revela aos seres celestiais quem dentre os mortos dormem em Cristo, sendo, portanto, nEle, considerado digno de ter parte na primeira ressurreição. Também torna manifesto quem, dentre os vivos, permanece em Cristo, guardando os mandamentos de Deus e a fé de Jesus, estando, portanto, nEle, preparado para a trasladação ao Seu reino eterno. Este julgamento vindica a justiça de Deus em salvar os que creem em Jesus. Declara que os que permanecem leais a Deus receberão o reino. A terminação desse ministério de Cristo assinalará o fim do tempo da graça para os seres humanos, antes do segundo advento. (Hb. 8:1-5; 4:14-16; 9:11-28; 10:19-22; 1:3; 2:16, 17; Dn. 7:9-27; 8:13, 14; 9:24-27; Nm. 14:34; Ez. 4:6; Lv. 16; Ap. 14:6,7; 20:12; 14:12; 22:12.)

Quando Cristo voltar já estará decidido quem foi salvo perla graça de Deus. É o que vemos claramente na 24º doutrina fundamental da igreja adventista.

Na palavra de Deus vemos claramente que quando Cristo voltar o julgamento já foi realizado, Ele vem para “dar a cada um segundo a sua obra

O juízo investigativo revela aos seres celestiais quem dentre os mortos dormem em Cristo, sendo, portanto, nEle, considerado digno de ter parte na primeira ressurreição. Também torna manifesto quem, dentre os vivos, permanece em Cristo, guardando os mandamentos de Deus e a fé de Jesus, estando, portanto, nEle, preparado para a trasladação ao Seu reino eterno.

“Quem é injusto, seja injusto ainda; e quem é sujo, seja sujo ainda; e quem é justo, seja justificado ainda; e quem é santo, seja santificado ainda. E, eis que cedo venho, e o meu galardão está comigo, para dar a cada um segundo a sua obra”. Apocalipse 22:11,12.

Vejam a afirmação a seguir de George R. Knight, uma referência para os pastores adventistas:

Deus ainda tem um toque da perfeição a conceder aos santos por ocasião da segunda vinda, quando Ele ressuscitar os mortos e transladar os vivos (1Co 15:42-56). George R. Knight Pecado e Salvação p. 221

Se quando Cristo vem já está definido quem foi salvo e quem está perdido, e se aqueles que foram salvos precisam ainda de um “toque de perfeição” na volta de Jesus. Podemos então concluir que aqueles que foram salvos FORAM SALVOS AINDA EM PECADO, AINDA NO PECADO. Esse detalhe parece não ser percebido por aqueles que defendem a crença de que somente na volta de Jesus os salvos serão plenamente libertados do pecado.

Cristo salva DO pecado

Uma verdade ignorada por muitos adventistas é que Cristo veio nossa salvar DOS nossos Pecados e não NOS nossos pecados.

Ela dará à luz um filho e lhe porás o nome de Jesus, porque ele salvará o seu povo dos pecados deles”. Mateus 1:21

“Mas orar em nome de Cristo significa muito. Quer dizer que havemos de aceitar-Lhe o caráter, manifestar-Lhe o espírito e fazer Suas obras. A promessa do Salvador é dada sob condição. ‘Se Me amardes’, diz, ‘guardareis os Meus mandamentos’. João 14:15. Ele salva os homens, não EM pecado, mas DO pecado; e os que O amam manifestarão seu amor pela obediência”. O Desejado de Todas as Nações, p. 668.

Um Dia Será Tarde Demais

Quando Cristo vier, será então demasiado tarde para que os erros sejam corrigidos, demasiado tarde para que o caráter seja mudado, demasiado tarde para obter um caráter santo. Agora é o tempo da preparação; agora é o tempo em que podemos ter nossos defeitos removidos; agora é o tempo em que nossos pecados devem ser submetidos, de antemão ao juízo, ser confessados e pelo arrependimento obter perdão para nossos nomes. Carta 60, 1886”. MM Olhando Para o Alto p. 367

“Cremos sem dúvida alguma que Cristo está para vir em breve. Isso ‘não é uma fábula para nós, é uma realidade. […] Quando Ele vier, não nos purificará de nossos pecados, para remover de nós os defeitos de caráter, nem para nos curar das fraquezas do nosso temperamento e disposição. Se acaso essa obra tiver de ser efetuada em nós, será realizada totalmente antes daquela ocasião. Quando o Senhor vier, os que são santos serão santos ainda. Os que tiverem conservado o corpo e o espírito em santidade, em santificação e honra, receberão então o toque final da imortalidade. Mas os que são injustos, não santificados e sujos, assim permanecerão para sempre. Nenhuma obra se fará então por eles para remover os defeitos e lhes dar um caráter santo. Naquela ocasião, o Refinador não Se ocupará com o processo de purificação para remover-lhes os pecados e a corrupção. Tudo isso deve ser realizado durante o tempo da graça. É agora que essa obra deve ocorrer em nós”. EGW, MM 2022, ACIMA DE TODO NOME, p. 326,

O que percebemos é que a grande maioria ignora o que acabamos de ver. Ignoram que Cristo salva DO pecado e não NO pecado, e também ignoram que na volta de Jesus será tarde demais para perdão e purificação de pecados.

Intenção De Satanás

“O grande conflito entre Cristo e Satanás, que tem prosseguido durante quase seis mil anos, logo deve terminar; e o maligno redobra seus esforços para frustrar a obra de Cristo em prol do homem, e prender as almas em suas ciladas. Reter o povo em trevas e impenitência, até que termine a mediação do Salvador e não mais haja sacrifício pelo pecado, é o objetivo que ele procura realizar”. O Grande Conflito, p. 518.

O objetivo de Satanás “Reter o povo em trevas e impenitência, até que termine a mediação do Salvador e não mais haja sacrifício pelo pecado”.

É muito triste constatar que muitos, a grande maioria de  pastores adventistas estão ajudando a Satanás a alcançar seu objetivo! Sim, por mais assustador que isso possa parecer, é exatamente isso que está acontecendo. Fui visitado recentemente pelo pastor do distrito que eu faço parte, Pr. Rogério Sathier, nessa visita esse pastor deixou claro sua posição, não acredita na possibilidade e necessidade de plena libertação do pecado antes da volta de Jesus. Por mais que eu tentasse argumentar ele não aceitava, e no final da nossa conversa ficou claro que ele não abriria mão de sua descrença. Gravei nossa conversa, tenho toda nossa conversa documentada. A realidade desse pastor é na verdade a realidade da grande maioria, quase totalidade dos pastores adventistas. O porque eles fazem isso só Deus pode julgar, mas que fazem É UM FATO. Se você não acredita, faça você mesmo uma pesquisa e constate essa lamentável situação.

A grande maioria dos pastores adventistas defendem a mentira de que somente na volta de Jesus os salvos serão plenamente libertados DO pecado. Fazendo isso, eles levam as pessoas a acreditarem que somente na volta de Jesus haverá, plena purificação de pecado, transformação de caráter.

 Essas pessoas estão sendo conduzidas ainda em pecado, ainda no pecado, para um tempo em que será tarde demais para perdão e purificação. Exatamente o que Satanás deseja. Conscientes ou não desse fato, esses pastores adventistas estão ajudando Satanás alcançar seu objetivo. Reter o povo em trevas e impenitência, até que termine a mediação do Salvador e não mais haja sacrifício pelo pecado”.

Se esses professos pastores não mudarem de atitude, estarão entre aqueles em que se cumprirão o texto a seguir do Espírito de profecia. “Esses cães mudos, que não querem ladrar, são aqueles que sentirão a justa vingança de um Deus ofendido”.

Vemos aí que a igreja – o santuário do Senhor – foi a primeira a sentir o golpe da ira de Deus. Os anciãos, aqueles a quem Deus dera grande luz, e que haviam ocupado o lugar de depositários dos interesses espirituais do povo, haviam traído o seu depósito. Colocaram-se no ponto de vista de que não precisamos esperar milagres e as assinaladas manifestações do poder de Deus, como nos dias da antiguidade. Os tempos mudaram. Estas palavras fortaleceram-lhes a incredulidade, e dizem: O Senhor não fará bem nem mal. É demasiado misericordioso para visitar Seu povo em juízos. Assim, paz e segurança é o grito de homens que nunca mais erguerão a voz como trombeta para mostrar ao povo de Deus suas transgressões, e à casa de Jacó os seus pecados. Esses cães mudos, que não querem ladrar, são aqueles que sentirão a justa vingança de um Deus ofendido. Homens, virgens e crianças, todos perecerão juntos”. Testemunhos Seletos, vol. 2, p. 65-66

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Desperta professo povo de Deus!

Estamos Cometendo o Mesmo Erro!

Lição da Escola Sabatina mostrando a rejeição por parte da nação de Israel das profecias de Jeremias e Ezequiel.

“Jeremias trabalhou entre os habitantes de Judá enquanto a nação ainda retinha a independência. Como, porém, defendesse a submissão a Babilônia, foi considerado traidor e réu de morte (Jer. 38:1 a 4). Por outro lado, o trabalho de Ezequiel devia ser entre os cativos judeus, muitos dos quais eram idólatras, rebeldes e obstinados, mas esperavam ser libertados a qualquer momento”.

“10 – Quer se arrependessem, quer não, o que ficariam sabendo aqueles que ouvissem as mensagens de Ezequiel? Ez. 2:5; 33:33”.

“O profeta seria ferido emocionalmente pelas atitudes indelicadas dos exilados endurecidos pelo pecado. Ele seria dilacerado e afligido por espinhos e escorpiões verbais (Ezeq. 2:6). O tempo demonstraria, porém, que lhes havia falado como verdadeiro profeta de Deus”. Lição da Escola Sabatina 2º Trim. de 1991, Ezequiel, p. 22.

Agora veremos que na sequência a lição da Escola Sabatina nos alertando para que, a rejeição por parte da nação de Israel das profecias de Jeremias e Ezequiel, não se repita no Israel moderno, IASD, rejeitando agora em nossos dias, as profecias da serva do Senhor, Ellen G. White. Vejam na continuação agora mencionarem a igreja Adventista e a profetisa Ellen G. White.

 “Aos adventistas do sétimo dia foi concedido o grande privilégio do dom profético na pessoa de Ellen G. White.

Cremos nas mensagens de Deus? ‘Meus irmãos, acautelai-vos contra o mau coração de incredulidade. A palavra de Deus é clara e exata em suas restrições; ela se opõe a vossa condescendência egoísta, por isso não obedeceis a ela. Os testemunhos de Seu Espírito chamam vossa atenção para as Escrituras, indicam os vossos defeitos de caráter e censuram os vossos pecados; por isso não fazei caso deles. E, para justificar o vosso procedimento carnal e comodista, começais a duvidar de que os testemunhos são de Deus. Se obedecêsseis aos Seus ensinos teríeis certeza de sua origem divina. Lembrai-vos de que a vossa incredulidade não afeta a sua autenticidade. Se eles são de Deus, permanecerão. Aqueles que procuram diminuir a fé do povo de Deus nesses testemunhos […] estão batalhando contra Deus. Não é ao instrumento que estais menosprezando e insultando, mas a Deus, que vos falou nessas advertências e repreensões. Testimonies, vol. 5, p. 235 – 235”.  Lição da Escola Sabatina 2º Trim. de 1991, Ezequiel, p. 22 – 23.

Agora veremos na nossa lição da Escola Sabatina descrever de forma muito precisa o que está acontecendo na prática em nossos dias. A maioria dos nossos líderes religiosos, eu estou me referindo a liderança da igreja Adventista do Sétimo Dia!

“Nossa lição começa com o profeta Ezequiel contemplando em visão uma reunião de 25 dirigentes do povo. Estes eram provavelmente um conselho deliberativo em Jerusalém, sob a autoridade delegado do rei. Ezequiel e Deus são os observadores invisíveis. Esses dirigentes cívicos eram muito religiosos exteriormente, mas profanos no coração. Estavam elaborando leis e planos sem levar em consideração a vontade de Deus. Os dirigentes e o povo certamente se haviam empenhado num amplo programa de reconstrução após a funesta invasão de Nabucodonosor em 597 a. C. Sentiam-se seguros atrás dos sólidos muros de Jerusalém. Eles não deram atenção aos constantes apelos do profeta Jeremias, mas atenderam aos conselhos de falsos profetas, que profetizavam coisas agradáveis. Eram vítimas de suas pressuposições. Esses dirigentes ignoravam voluntariamente a verdade de origem divina, COMO É O CASO DE MUITOS DIRIGENTES cívicos e RELIGIOSOS EM NOSSO TEMPO.

O que estamos considerando é uma curiosa ‘anatomia de cegueira’. Tais pessoas haviam-se ocupado em reconstruir casas e muros, E TRATADO DE PROBLEMAS SUPERFICIAIS, MAS NÃO SE PREOCUPAVAM COM AS CAUSAS FUNDAMENTAIS. Consegue ver exemplos da mesma espécie de cegueira na sociedade e na igreja, hoje em dia? É tão fácil empreender extensos programas de construções, E ESQUECER DE TRATAR DO PROBLEMA DO PECADO – NOSSO VERDADEIRO PROBLEMA”. Lição da Escola Sabatina 2º Trim. De 1991, Ezequiel, p. 54.

É exatamente isso que vemos em nossos dias, nossa liderança se ocupa em muitos projetos, e em relação aos problemas da igreja tratam de “DE PROBLEMAS SUPERFICIAIS, MAS NÃO SE PREOCUPAVAM COM AS CAUSAS FUNDAMENTAIS”. A lição afirma que é fácil “empreender extensos programas de construções, E ESQUECER DE TRATAR DO PROBLEMA DO PECADO – NOSSO VERDADEIRO PROBLEMA”.

Eu não acho que é uma questão de “ESQUECIMENTO”. O fato que tratar do problema do pecado não é “politicamente correto”, a grande maioria da liderança da nossa igreja e de nossos pastores estão mais preocupados em falar o que agrada aos corações carnais do que falar aquilo que todos precisam realmente ouvir. O texto a seguir o que acontecerá com a igreja e com esses “cães mudos, que não querem ladrar”.

“Vemos aí que a igreja – o santuário do Senhor – foi a primeira a sentir o golpe da ira de Deus. Os anciãos, aqueles a quem Deus dera grande luz, e que haviam ocupado o lugar de depositários dos interesses espirituais do povo, haviam traído o seu depósito. Colocaram-se no ponto de vista de que não precisamos esperar milagres e as assinaladas manifestações do poder de Deus, como nos dias da antiguidade. Os tempos mudaram. Estas palavras fortaleceram-lhes a incredulidade, e dizem: O Senhor não fará bem nem mal. É demasiado misericordioso para visitar Seu povo em juízos. Assim, paz e segurança é o grito de homens que nunca mais erguerão a voz como trombeta para mostrar ao povo de Deus suas transgressões, e à casa de Jacó os seus pecados. Esses cães mudos, que não querem ladrar, são aqueles que sentirão a justa vingança de um Deus ofendido. Homens, virgens e crianças, todos perecerão juntos”. Testemunhos Seletos, vol. 2, p. 65-6

Sou proibido de pregar e de ter cargos na igreja adventista, fui visitado pelo pastor atual do meu distrito, Pr. Rogério Sathier, AMS, esse pastor deixou claro que vai manter a proibição de eu pregue e de tenha cargos na igreja.. A realidade é que os pastores adventistas além de não pregarem verdades fundamentais para aqueles que serão salvos, eles também atuam como instrumentos de repressão. Usam a autoridade que possuem para não deixar que mensagens como as que estão nesse blog, sejam pregadas nos púlpitos das nossas igrejas. Isso nos ajuda entender a revelação da serva do Senhor afirmando que o maior obstáculo a verdade ESTA DENTRO DA IGREJA E NÃO FORA DELA.. Tenho testemunhado o cumprimento com exatidão do texto a seguir do Espírito de profecia.

Vejam, é muito claro, “Temos muito mais a temer de dentro do que de fora”, “[…] quantas vezes se têm os professos defensores verdade demonstrado o maior entrave ao seu progresso”!

“Temos muito mais a temer de dentro do que de fora. Os obstáculos à força e ao êxito são muito maiores da parte da própria igreja do que do mundo. Os incrédulos têm direito de esperar que os que professam observar os mandamentos de Deus e ter a fé de Jesus, façam muito mais que qualquer outra classe para promover e honrar mediante sua vida coerente, seu exemplo piedoso, sua influência ativa, a causa que representam. Mas quantas vezes se têm os professos defensores verdade demonstrado o maior entrave ao seu progresso! A incredulidade com que se contemporiza, as dúvidas expressas, as sombras acariciadas, animam a presença dos anjos maus, e abrem o caminho para a execução dos ardis de Satanás”. Mensagens Escolhidas, vol. 1, p. 122.

Desperta professo povo de Deus antes que seja tarde demais!

“Acheguemo-nos, portanto, confiadamente, junto ao trono da graça, a fim de recebermos misericórdia e acharmos graça para socorro em ocasião oportuna”. Hebreus 4:16

Querem Acreditar em Salvação NO Pecado

“Os cultos, as orações, o louvor, a penitente confissão do pecado, sobem dos crentes fiéis, qual incenso ao santuário celestial, mas passando através dos corruptos canais da humanidade, ficam tão maculados que, a menos que sejam purificados por sangue, jamais podem ser de valor perante Deus. Não ascendem em imaculada pureza, e a menos que o Intercessor, que está à mão direita de Deus, apresente e purifique tudo por Sua justiça, não será aceitável a Deus. ‘Todo o incenso dos tabernáculos terrestres têm de umedecer-se com as purificadoras gotas do sangue de Cristo. Ele segura perante o Pai o incensário de Seus próprios méritos, nos quais não há mancha de corrupção terrestre. Nesse incensário reúne Ele as orações, o louvor e as confissões de Seu povo, juntando-lhes Sua própria justiça imaculada. Então, perfumado com os méritos da propiciação de Cristo, o incenso ascende perante Deus completa e inteiramente aceitável. Voltam então graciosas respostas”. Mensagens Escolhidas, vol. 1, p. 344.

Fui visitado por um pastor do meu distrito, AMS, Pr. Rogério Sathier que leu para mim esse texto do Espírito de profecia, ele leva esse texto no meio de sua Bíblia. Como ele não acredita na plena libertação do pecado pela graça de Deus, antes do fechamento da porta da graça, muito provavelmente ele estava usando esse texto para tentar provar que sempre seremos CORROMPIDOS. Segundo ele continuaremos CORROMPIDOS pelo pecado até a volta de Jesus. Vejam que mesmo dos CRENTES FIEIS, “Os cultos, as orações, o louvor, a penitente confissão do pecado”, “passando através dos corruptos canais da humanidade”, precisam ser purificados pelo sangue de Jesus. Vamos analisar esse texto juntamente com uma outras afirmações da serva do Senhor que veremos a seguir.

“Não é genuíno nenhum arrependimento que não opere a reforma. A justiça de Cristo não é uma capa para encobrir pecados não confessados e não abandonados; é um princípio de vida que transforma o caráter e rege a conduta. Santidade é integridade para com Deus; é a inteira entrega da alma e da vida para habitação dos princípios do Céu”. O Desejado de Todas as Nações, p. 555.

“Unicamente por fiel arrependimento serão perdoados os seus pecados; pois Deus não cobrirá o mal com as vestes de Sua justiça”. MM 1956, Filhos e Filhas de Deus, p. 13

“A única esperança de todo homem está em Jesus Cristo, que trouxe a veste de Sua justiça para pôr sobre o pecador que despisse as suas vestes de imundícia. … Todos quantos entrarem [pelas portas da cidade] trajarão as vestes da justiça de Cristo. […] Não haverá nenhuma cobertura de pecados e faltas para ocultar a deformidade do caráter; veste alguma será meio lavada; mas todas serão puras e imaculadas”. The Youth’s Instructor, 18 de agosto de 1886. (MM 1956, Filhos e Filhas de Deus, p. 66)

“Toda impureza de pensamento, toda paixão concupiscente, separa a alma de Deus; pois Cristo jamais pode pôr Sua veste de justiça sobre um pecador, para ocultar-lhe a deformidade”. MM 1962, Nossa Alta Vocação, p. 212

“Nossa intenção tem sido chamada muitas vezes para a seguinte declaração: ‘Se está no coração obedecer a Deus, se são feitos esforços nesse sentido, Jesus aceita a disposição e esforço como o melhor serviço do homem, e supre a deficiência, com Seu próprio mérito divino’. Mensagens Escolhidas Vol. 1 p.382. Precisamos, porém, balancear esta declaração com o restante do parágrafo que raramente é citado. ‘Ele não aceitará os que alegam ter fé nEle e no entanto são desleais ao mandamento de Seu Pai. Muito ouvimos acerca de fé, mas precisamos ouvir muito mais acerca de obras. Muitos estão a enganar a própria alma, vivendo uma religião fácil, acomodatícia, sem cruz. Mas diz Jesus: ‘Se alguém quiser vir após Mim, renuncie-se a si mesmo, tome sobre si a sua cruz, e siga-Me’ Mensagens Escolhidas, vol. 1 p, 382”. Lição da Escola Sabatina, 4º Tri. 1984, Jesus Nosso Mediador, p. 127.

Então pergunto ao pastor Rogério Sathier e também aos que pensam como ele, segundo o que lemos nesses textos do Espírito de profecia será que nós podemos deduzir que aqueles crentes fieis citados no Mensagens Escolhidas, pelos quais Cristo está intercedendo, são pessoas ainda com pecados não confessados e não abandonados, crentes ainda com “deformidade de caráter”, crentes “desleais ao mandamento de Seu Pai”, mas que mesmo assim estão sendo cobertos pela justiça de Cristo?

Outra importante pergunta para o pastor Rogério Sathier e os demais irmãos que pensam como ele. Será que não devemos saber, lembrar que um dia Cristo não estará mais atuando como nosso intercessor? O texto do Espírito de profecia a seguir é muito revelador sobre a realidade de MUITOS entre o professo povo de Deus.

“Vi que muitos negligenciavam a preparação tão necessária, esperando que o tempo do “refrigério” e da “chuva serôdia” os habilitasse para estar em pé no dia do Senhor, e viver à Sua vista. Oh, quantos vi eu no tempo de angústia sem abrigo! Haviam negligenciado a necessária preparação, e portanto não podiam receber o refrigério que todos precisam ter para os habilitar a viver à vista de um Deus santo. Os que … deixam de purificar o espírito na obediência da verdade, … chegarão ao tempo em que as pragas cairão, e verão que necessitam ser esculpidos e preparados para a edificação. Não haverá, porém, tempo para o fazer, e nem Mediador para pleitear sua causa perante o Pai. Antes desse tempo sairá a declaração terrivelmente solene de que: ‘Quem é injusto faça injustiça ainda; e quem está sujo suje-se ainda; e quem é justo faça justiça ainda; e quem é santo seja santificado ainda’. Apoc. 22:11”. MM 1995, Cuidado de Deus, p. 353

Quando Jesus sair do santuário, os que são santos e justos serão santos e justos ainda; pois todos os seus pecados estarão apagados, e eles selados com o selo do Deus vivo. Mas aqueles que forem injustos e sujos, serão injustos e sujos ainda; pois não haverá então sacerdote no santuário para apresentar seus sacrifícios, confissões e orações perante o trono do Pai. Portanto, o que se há de fazer para livrar as almas da tormenta vindoura da ira, deve ser feito antes que Jesus saia do lugar santíssimo do santuário celestial”. Primeiros Escritos, p. 48

Quando Cristo Se levantar e deixar o Lugar Santíssimo, começará o tempo de angústia, estará decidido o caso de cada pessoa, e não haverá sangue expiatório para purificar do pecado e corrupção. Quando sai do Santíssimo, Jesus fala em tom decisivo e autoridade real: “Continue o injusto fazendo injustiça, continue o imundo ainda sendo imundo; o justo continue na prática da justiça, e o santo continue a santificar-se. E eis que venho sem demora, e comigo está o galardão que tenho para retribuir a cada um segundo as suas obras Apoc. 22:11 e 12”. EGW, MM 1999, Recebereis Poder, p. 343

Tempo de angústia. “[…] não haverá então sacerdote no santuário para apresentar seus sacrifícios, confissões e orações perante o trono do Pai […]” e “[…] e não haverá sangue expiatório para purificar do pecado e corrupção […]”.

Lembrei o pastor Rogério Sathier que devemos estar atentos ao fato que esse texto revela o tempo em que ainda Cristo está atuando como intercessor, sendo assim, esse texto não deve ser usado quanto nós estamos falando de um tempo em que Cristo não estará mais atuando como nosso Intercessor. Então o pastor fez o seguinte comentário, “A intercessão de Cristo atua pelo nosso passado presente e também futuro”. Ao que tudo indica ele estava tentando defender que a intercessão de Cristo cobre pecados no futuro por ser Ele onisciente. Pensando assim mesmo que Cristo não esteja mais atuando como intercessor durante o tempo de angústia Sua justiça ainda estaria cobrindo pecados dos salvos durante esse tempo de angústia. O pastor tinha criado uma possibilidade de que os salvos não precisariam estar vivendo sem pecados durante o tempo de angústia em que Cristo não estará mais atuando como nosso intercessor, porque Sua intercessão do passado ainda estaria cobrindo seus pecados.

Fiz então novamente uma importante pergunta para o pastor Rogério Sathier. Se Deus sendo onisciente, sabendo que no futuro determinada pessoa continuaria tendo pecado não confessado e não abandonado mesmo assim essa pessoa teria seus pecados cobertos, perdoados pela justiça de Cristo? A resposta foi um silêncio, porque ele deve ter percebido que seu malabarismo teológico tentando criar uma maneira de defender salvação NO pecado havia sido refutada por essa pergunta que fiz para ele.

Corruptíveis Não Corrompidos

Temos mais argumentos, em 1 Cor. 15:50 Temos a seguinte afirmação: “Isto afirmo, irmãos, que a carne e o sangue não podem herdar o reino de Deus, nem a corrupção herdar a INCORRUPÇÃO”. 1 Coríntios 15:50. Vejam a CORRUPÇÃO não pode herdar a INCORRUPÇÃO! Isso é o mesmo que dizer que os que ainda estiverem CORROMPIDOS após o fechamento da porta da graça não herdarão a incorruptibilidade.

Perguntei ao PR. Rogério Sathier quem herdaria a incorruptibilidade, os corrompidos ou os corruptíveis, ele disse que eu estava fazendo um jogo de palavras. Antes eu havia perguntado a ele a diferença de QUEBRÁVEL para QUEBRADO e a diferença de RASGÁVEL para RASGADO. Logicamente ele sabia. Isso é simples não? Então porque ignorar o fato da palavra de Deus afirmar que os que herdarão a INCORRUPTIBLIDADE serão os CORRUPTÍVEIS e não os ainda CORROMPIDOS? Certamente ele deve saber também a diferença entre CORRUPTÍVEL para CORROMPIDO. Mesmo assim ele e a maioria ainda lê 1 Cor.15:53 como se fosse os CORROMPIDOS e não os CORRUPTÍVEIS que herdarão a incorruptibilidade!

“Porque é necessário que este corpo corruptível [CORRUPTÍVEL não CORROMPIDO] se revista da incorruptibilidade, e que o corpo mortal se revista da imortalidade”. 1 Coríntios 15:53

Vejam esse interessante comentário de uma lição da Nossa Escola Sabatina que nos ajudará entender essa questão.

Os filhos de Deus justos terão vitória sobre o pecado enquanto estiverem sobre a Terra. Mas continuarão falíveis, com possibilidade de pecar. Pense nas diferenças entre ser: (1) Falível, tentado e cometer pecado; (2) Falível, tentado e não cometer pecado. Como podemos ser pecadores e não ter um comportamento pecaminoso? Lição da Escola Sabatina 3º Trim. 1995, lição 12, p. 4A.

Mesmo mostrando meu argumento de 1 Cor. 15:50 de que a CORRUPÇAO não pode herdar a INCORRUPÇÃO, não adiantou, o pastor Rogério Sathier manteve sua crença que esse será o momento em que finalmente os salvos serão plenamente libertados do pecado. Seria bom que esse pastor fosse uma exceção, mas na verdade ele revelou o que pensa a grande maioria dos pastores adventistas.    

Acredito que sobre 1 Cor. 15:53, só faltam afirmar também que SERÃO os MORTOS que herdarão a IMORTALIDADE!

No Meio de Uma Geração Corrompida

“Para que sejais irrepreensíveis e sinceros, filhos de Deus inculpáveis no meio duma geração corrompida e perversa, entre a qual resplandeceis como astros no mundo”. Filipenses 2:15

Vejam que a exortação de Deus para nós é que busquemos pela graça de Deus sermos “irrepreensíveis e sinceros, filhos de Deus inculpáveis”, “no meio duma geração corrompida”, no meio, mas não fazendo parte dela!

Corrompido Perdido

Vejamos alguns textos bíblicos em que fica evidente que “estar corrompido” desagrada a Deus e é um estado de despreparo para a salvação:

“Viu Deus a terra, e eis que estava corrompida, porque todo ser vivente havia corrompido o seu caminho na terra”. Gên. 6:12

“Então, disse o Senhor a Moisés: Vai, desce; porque o teu povo, que fizeste sair do Egito, se corrompeu”. Êx. 32:7

“Porquanto verdadeiros e justos são os seus juízos, pois julgou a grande meretriz que corrompia a terra com a sua prostituição e das mãos dela vingou o sangue dos seus servos”. Ap. 19:2

“Mas receio que, assim como a serpente enganou a Eva com a sua astúcia, assim também corrompida a vossa mente e se aparte da simplicidade e pureza devidas a Cristo”. 2 Cor. 11:3

“ No sentido que, quanto ao trato passado, vos despojeis do velho homem, que se corrompe segundo as concupiscências do engano”. Efé. 4:22

“Sabe, porém, isto: nos últimos dias, sobrevirão tempos difíceis, pois os homens serão egoístas, avarentos, jactanciosos, arrogantes, blasfemadores, desobedientes aos pais, ingratos, irreverentes, desafeiçoados, implacáveis, caluniadores, sem domínio de si, cruéis, inimigos do bem, traidores, atrevidos, enfatuados, mais amigos dos prazeres que amigos de Deus, tendo forma de piedade, negando-lhe, entretanto, o poder. Foge também destes. Pois entre estes se encontram os que penetram sorrateiramente nas casas e conseguem cativar mulherinhas sobrecarregadas de pecados, conduzidas de várias paixões, que aprendem sempre e jamais podem chegar ao conhecimento da verdade. E, do modo por que Janes e Jambres resistiram a Moisés, também estes resistem à verdade. São homens de todo corrompidos na mente, réprobos quanto à fé”.  2Tim. 3:1-8

Neste verso citado de 2 Tim. 3:1-8 vemos várias características do homem corrompido. Será que temos que ter todas estas características para sermos corrompidos?

Ellen G. White assim descreve sobre o pecado na vida do ser humano:

Se um pecado é nutrido na alma, ou uma prática errônea conservada na vida, todo ser é contaminado. O homem torna-se instrumento de injustiça”. O Desejado de Todas as Nações, p.313

Acho que não é agressão nenhuma a esse texto trocar a palavra CONTAMINADO por CORROMPIDO!

Nosso Objetivo

Nosso objetivo deve ser buscar pela graça de Deus nos tornar “coparticipantes da natureza divina”, para que assim sejamos libertadosda corrupção das paixões que há no mundo”, para que possamos mser apresentados diante de Deus, “com exultação, imaculados”, “achados por Ele em paz, sem mácula e irrepreensíveis”.

“Pelas quais nos têm sido doadas as suas preciosas e mui grandes promessas, para que por elas vos torneis coparticipantes da natureza divina, livrando-vos da corrupção das paixões que há no mundo”. 2 Pedro 1:4

“Não hesitamos em dizer-vos que a fim de obter a herança imortal e a natureza eterna, deveis ser vencedores nesta vida probatória. Tudo que macula e mancha a alma precisa ser removido, precisa ser purificado do coração. Temos de saber o que significa ser participante da natureza divina, havendo escapado das corrupções que pela concupiscência há no mundo”. MM 1980, Este Dia Com Deus, p. 173.

Analogia Poço de Lama

Quando estava conversando com o Pr. Rogério Sathier, em um determinado momento ele usou uma analogia para ilustrar como ocorre a salvação. Estamos em um poço de lama, pecado, e a graça de Deus atua nos tirando desse poço de lama. Eu disse que gostei muito dessa analogia, e tentei usar ela para revelar o que ocorre em 1 Cor. 15:53. Eu disse que naquele momento, o salvo foi retirado do poço de lama, retirado do pecado, mas ainda pode cair nesse poço, ainda pode cair em pecado, ainda é corruptível. Então eu disse que o que ocorre em 1Cor. 15:53 é Deus retirar aquele poço, no qual o homem ainda pode cair. Retirando aquele poço o salvo se torna incorruptível pela graça de Deus. Nesse momento o pastor Rogério Sathier disse que o homem que foi retirado do poço de lama, nele ainda havia um pouco de lama, ainda tinha algo corrompido nele. Esse pastor insistia na crença de que, na glorificação, os salvos ainda terão um pouco de lama, um pouco de pecado que precisa ser retirado (a). Ficou mais uma vez muito, mas muito evidente a insistência do pastor Rogério Sathier em defender a crença da permanência do pecado até o momento da glorificação. Negando então o fato de ser necessário a plena libertação do pecado antes do fechamento da porta da graça. Infelizmente esse é o pensamento da grande maioria dos membros e pastores da IASD. Como esse artigo questionando um texto de Ellen G. White que o pastor Rogério Sathier leva em sua Bíblia que ele usa para defender a crença que mesmo os salvos somente serão plenamente libertados do pecado na glorificação, vou colocar a seguir vários textos do Espírito de profecia que esse pastor e os que pensam como ele ignoram, não aceitam, recusam.

Um Dia Será Tarde Demais

Uma verdade ignorada por muitos é que Cristo veio nossa salvar DOS nossos Pecados e não NOS nossos pecados.

Ela dará à luz um filho e lhe porás o nome de Jesus, porque ele salvará o seu povo dos pecados deles”. Mateus 1:21

“Mas orar em nome de Cristo significa muito. Quer dizer que havemos de aceitar-Lhe o caráter, manifestar-Lhe o espírito e fazer Suas obras. A promessa do Salvador é dada sob condição. ‘Se Me amardes’, diz, ‘guardareis os Meus mandamentos’. João 14:15. Ele salva os homens, não em pecado, mas do pecado; e os que O amam manifestarão seu amor pela obediência”. O Desejado de Todas as Nações, p. 668.

Um Dia Será Tarde Demais!

Ignoram também que na volta de Jesus será tarde demais para purificação de caráter, Essa é uma verdade que precisamos aceitar antes que seja tarde demais.

  1. “Quando Cristo vier, nosso corpo vil deverá ser transformado, e feito segundo Seu corpo glorioso, mas o caráter vil não se tornará santo então. A transformação do caráter precisa ocorrer antes de Sua vinda. Nossa natureza precisa ser pura e santa; importa possuir a mente de Cristo, de modo que Ele veja com prazer Sua imagem refletida em nossa vida. […] Review and Herald, 1º de setembro de 1885” Nossa Alta Vocação p. 276
  2. Todos os que se esforçam por desculpar ou esconder seus pecados, permitindo que permaneçam nos livros do Céu sem serem confessados e perdoados, serão vencidos por Satanás. Quanto mais exaltada for sua profissão de fé, e mais honrada a posição que ocupam, mais ofensiva é sua conduta à vista de Deus, e mais certa é a vitória de seu grande adversário. Os que se retardam no preparo para o dia de Deus não poderão obtê-lo no tempo de angústia, ou em qualquer ocasião subsequente. O caso de todos esses é sem esperanças”. EGW, MM 2022, ACIMA DE TODO NOME, p. 51.
  3. “Entre nós, há os que, como Acã, farão confissões quando for demasiado tarde para se salvarem. […] Eles não estão em harmonia com o que é correto. Desprezam o testemunho positivo que atinge o coração, e gostariam que fossem silenciados todos os que fazem repreensões”. Testimonies, vol. 3, pág. 272. Eventos Finais pág.175-176
  4. Muitos têm em grande medida deixado de receber a chuva temporã. Não têm obtido todos os benefícios que Deus assim para eles tem provido. Esperam que as falhas sejam supridas pela chuva serôdia. Quando a maior abundância da graça estiver para ser outorgada, esperam poder abrir o coração para recebê-la. Estão cometendo um erro terrível”. Testemunhos Para Ministros, p. 507. (O Batismo do Espírito Santo, p. 16)
  5. “É perfeita a ordem no Céu, assim como a obediência, a paz e a harmonia. Os que não têm tido nenhum respeito pela ordem e a disciplina nesta vida, não respeitarão a ordem observada no Céu. Não poderão ser ali admitidos; pois todos quantos houverem de ter entrada no Céu amarão a ordem e respeitarão a disciplina. O caráter formado nesta vida determinará o destino futuro. Quando Cristo vier, não mudará o caráter de ninguém. O precioso tempo da graça é concedido a fim de ser aproveitado em lavar nossas vestes de caráter e branqueá-las no sangue do Cordeiro”. Conselhos Sobre Educação, p. 43.
  6. “Quando nos lembramos que ninguém sabe quando seu tempo de graça findará, como ousamos viver despreparados, desprevenidos para encontrar com nosso Senhor? Como ousamos continuar pecadores e maculados? Por que não temos medo? Por que não estamos perturbados? Por que não percebemos nosso perigo? […] O Senhor operaria poderosamente por Seu povo, se este abandonasse as obras das trevas e se revestisse de Sua justiça. […]”– Manuscrito 13, 8 de junho de 1902, “O Povo de Deus Deve Ser Portador de Luz”. MM, 1983, Olhando Para o Alto, p. 167.
  7. “Não nos devemos sentar, esperando que nos sobrevenha, por maneira miraculosa, uma mudança de caráter quando Jesus aparecer nas nuvens do céu com poder e grande glória. Não, meus jovens amigos, somos destinados ao juízo, e a graça nos é assegurada aqui nesta vida, a fim de formarmos caracteres para a vida futura, imortal. The Youth’s Instructor, 24 de agosto de 1893.” MM 1956, Filhos e Filhas de Deus, p. 9
  8. “Quando Cristo vier, será então demasiado tarde para que os erros sejam corrigidos, demasiado tarde para que o caráter seja mudado, demasiado tarde para obter um caráter santo. Agora é o tempo da preparação; agora é o tempo em que podemos ter nossos defeitos removidos; agora é o tempo em que nossos pecados devem ser submetidos, de antemão ao juízo, ser confessados e pelo arrependimento obter perdão para nossos nomes. Carta 60, 1886”. MM Olhando Para o Alto p. 367
  9. “Cremos sem dúvida alguma que Cristo está para vir em breve. Isso ‘não é uma fábula para nós, é uma realidade. […] Quando Ele vier, não nos purificará de nossos pecados, para remover de nós os defeitos de caráter, nem para nos curar das fraquezas do nosso temperamento e disposição. Se acaso essa obra tiver de ser efetuada em nós, será realizada totalmente antes daquela ocasião. Quando o Senhor vier, os que são santos serão santos ainda. Os que tiverem conservado o corpo e o espírito em santidade, em santificação e honra, receberão então o toque final da imortalidade. Mas os que são injustos, não santificados e sujos, assim permanecerão para sempre. Nenhuma obra se fará então por eles para remover os defeitos e lhes dar um caráter santo. Naquela ocasião, o Refinador não Se ocupará com o processo de purificação para remover-lhes os pecados e a corrupção. Tudo isso deve ser realizado durante o tempo da graça. É agora que essa obra deve ocorrer em nós”. EGW, MM 2022, ACIMA DE TODO NOME, p. 326,
  10. “Quando Cristo concluir Sua obra como mediador em favor do ser humano, então começará esse tempo de angústia. O destino de cada pessoa terá sido decidido, e não haverá sangue expiatório para purificar do pecado. Quando Jesus deixar Sua posição como intercessor do ser humano junto a Deus, será feito o solene anúncio: ‘Continue o injusto a fazer injustiça, e continue o imundo a ser imundo. O justo continue na prática da justiça, e o santo continue a santificar-se’ (Apoc. 22:11). Então o Espírito de Deus que reprime o mal, será retirado da Terra”. Patriarcas e Profetas, p. 162. MM 2022, ACIMA DE TODO NOME, p. 137
  11. “Se quereis ser santos no Céu precisais ser primeiro santos na Terra. Os traços de caráter que acalentais na vida não serão modificados pela morte ou pela ressurreição. Saireis da sepultura com a mesma disposição que manifestastes em vosso lar e na sociedade. Jesus não altera o caráter em Sua vinda. A obra de transformação tem de ser efetuada agora. Nossa vida diária está determinando o nosso destino. Precisamos arrepender-nos dos defeitos de caráter, vencê-los pela graça de Cristo e formar um caráter simétrico neste período de prova, a fim de que sejamos habilitados para as mansões lá do alto”. Manuscript Releases, vol. 13, p. 82. (Eventos Finais p. 295; Visões do Céu p.54)
  12. Muitos estão enganando a si mesmos por pensar que o caráter será transformado na vinda de Cristo, mas não haverá conversão de coração em Seu aparecimento. Temos que nos arrepender de nossos defeitos de caráter aqui, e pela graça de Cristo precisamos vencê-los enquanto dura a graça. Este é o lugar para nos prepararmos para a família do Alto. Signs of the Times, 14 de novembro de 1892”. Lar Adventista, p. 319.

Tempo de angústia tarde demais para purificação

“Vi também que muitos não compreendem o que devem ser a fim de viverem a vista do Senhor sem um sumo sacerdote no santuário, durante o tempo de angústia. Os que ao de receber o selo do Deus vivo, e ser protegidos, no tempo de angústia, devem refletir completamente a imagem de JesusP. E. pág. 71; V. E. pág. 112

Quando Cristo Se levantar e deixar o Lugar Santíssimo, começará o tempo de angústia, estará decidido o caso de cada pessoa,e não haverá sangue expiatório para purificar do pecado e corrupção. Quando sai do Santíssimo, Jesus fala em tom decisivo e autoridade real: “Continue o injusto fazendo injustiça, continue o imundo ainda sendo imundo; o justo continue na prática da justiça, e o santo continue a santificar-se. E eis que venho sem demora, e comigo está o galardão que tenho para retribuir a cada um segundo as suas obras”. Apoc. 22:11 e 12. Signs of the Times, 27 de novembro de 1879”. Recebereis Poder, p. 343

“No tempo de angústia, precisamente antes da vinda de Cristo, os justos serão preservados pelo ministério de anjos celestiais; não haverá segurança para o transgressor da lei de Deus. Os anjos não poderão proteger, então, aqueles que estão a desrespeitar um dos preceitos divinos”. Patriarcas e Profetas p. 256

“Os pretensos crentes, que chegam despreparados ao tempo de angústia, confessarão, em seu desespero, seus pecados perante o mundo em palavras de angústia, enquanto que os ímpios exultam sobre seu desespero. Ocaso de todos eles é sem esperança. […] Os que adiaram a preparação para o dia de Deus não podem fazer esta preparação no tempo de angústia nem em qualquer período futuro”. Signs of the Times, 27 de novembro de 1879; (O Batismo do Espírito Santo pág. 112)

PARTRE BÍBLICA TARDE DEMAIS

É interessante nesse trabalho destacar que o fato de que um dia será tarde demais para se buscar a salvação não é algo que só podemos comprovar pelo Espírito de profecia. Precisamos entender que quando vemos algo sendo afirmado pelo Espirito de profecia é porque essa afirmação pode ser confirmada pelas escrituras, pela Bíblia. Vamos novamente frisar, o Espírito de profecia não faz nenhuma afirmação que não pode ser confirmada pelas escrituras, pela Bíblia, e isso não é diferente quanto ao fato de um dia ser tarde demais para se buscar a salvação. Veremos a seguir textos bíblicos confirmando os muitos textos que vimos sobre a necessidade de buscarmos a salvação em ocasião oportuna, buscar a salvação antes que seja tarde demais para isso.

Naquele Dia

Muitos me dirão naquele dia: Senhor, Senhor, não profetizamos nós em teu nome? e em teu nome não expulsamos demônios? e em teu nome não fizemos muitas maravilhas?E então lhes direi abertamente: Nunca vos conheci; apartai-vos de mim, vós que praticais a iniquidade”. Mateus 7:22,23.

 Em Mateus 7:22 e 23 vemos claramente que haverá um dia em que muitos irão dizer ao Senhor ter feito muitas obras em Seu nome, no entanto Ele lhes dirá: “Nunca vos conheci; apartai-vos de mim, vós que praticais a iniquidade”.

As Virgens Imprudentes

Então o reino dos céus será semelhante a dez virgens que, tomando as suas lâmpadas, saíram ao encontro do esposo. E cinco delas eram prudentes, e cinco loucas. As loucas, tomando as suas lâmpadas, não levaram azeite consigo. Mas as prudentes levaram azeite em suas vasilhas, com as suas lâmpadas. E, tardando o esposo, tosquenejaram todas, e adormeceram. Mas à meia-noite ouviu-se um clamor: Aí vem o esposo, saí-lhe ao encontro. Então todas aquelas virgens se levantaram, e prepararam as suas lâmpadas. E as loucas disseram às prudentes: Dai-nos do vosso azeite, porque as nossas lâmpadas se apagam. Mas as prudentes responderam, dizendo: Não seja caso que nos falte a nós e a vós, ide antes aos que o vendem, e comprai-o para vós. E, tendo elas ido comprá-lo, chegou o esposo, e as que estavam preparadas entraram com ele para as bodas, e fechou-se a porta. E depois chegaram também as outras virgens, dizendo: Senhor, Senhor, abre-nos. E ele, respondendo, disse: Em verdade vos digo que vos não conheço. Vigiai, pois, porque não sabeis o dia nem a hora em que o Filho do homem há de vir”. Mateus 25:1-13.

Vejam também que a parábola das virgens que quando o noivo chega, isso representa a volta de Jesus, o Senhor fala para as virgens imprudentes, que não estavam preparadas para aquele momento, “Em verdade vos digo que vos não conheço”. Vejam, é muito claro as escrituras, já não existia mais tempo para buscar o prepara necessário! Sendo assim o Senhor nos aconselha: “Vigiai, pois, porque não sabeis o dia nem a hora em que o Filho do homem há de vir”.

As Vestes Necessárias

“E o rei, entrando para ver os convidados, viu ali um homem que não estava trajado com veste de núpcias. E disse-lhe: Amigo, como entraste aqui, não tendo veste nupcial? E ele emudeceu. Disse, então, o rei aos servos: Amarrai-o de pés e mãos, levai-o, e lançai-o nas trevas exteriores; ali haverá pranto e ranger de dentes”. Mateus 22:11-13.

Vejam também na palavra das bodas que quando alguém é encontrado sem as vestes apropriadas foi expulso, não foi dado a ele a oportunidade de buscar ter as vestes necessárias, era tarde demais para isso e ele então foi condenado a perdição eterna. Seria interessante o professo povo de Deus estudasse o que representa essas vestes necessárias para estar preparado para a vinda do Rei que representa a vinda de Jesus!

Doutrina fundamental da Igreja Adventista Do Sétimo Dia

24 – O Ministério de Cristo no Santuário Celestial

“Há um santuário no Céu, o verdadeiro tabernáculo que o Senhor erigiu, não o homem. Nele Cristo ministra em nosso favor, tornando acessíveis aos crentes os benefícios do Seu sacrifício expiatório oferecido uma vez por todas, na cruz. Ele foi empossado como nosso grande Sumo Sacerdote e começou Seu ministério intercessor por ocasião de Sua ascensão. Em 1844, no fim do período profético dos 2300 dias, Ele iniciou a segunda e última etapa de Seu ministério expiatório. É uma obra de juízo investigativo, a qual faz parte da eliminação final de todo pecado, prefigurada pela purificação do antigo santuário hebraico, no Dia da Expiação. Nesse serviço típico, o santuário era purificado com o sangue de sacrifícios de animais, mas as coisas celestiais são purificadas com o perfeito sacrifício do sangue de Jesus. O juízo investigativo revela aos seres celestiais quem dentre os mortos dormem em Cristo, sendo, portanto, nEle, considerado digno de ter parte na primeira ressurreição. Também torna manifesto quem, dentre os vivos, permanece em Cristo, guardando os mandamentos de Deus e a fé de Jesus, estando, portanto, nEle, preparado para a trasladação ao Seu reino eterno. Este julgamento vindica a justiça de Deus em salvar os que creem em Jesus. Declara que os que permanecem leais a Deus receberão o reino. A terminação desse ministério de Cristo assinalará o fim do tempo da graça para os seres humanos, antes do segundo advento. (Hb. 8:1-5; 4:14-16; 9:11-28; 10:19-22; 1:3; 2:16, 17; Dn. 7:9-27; 8:13, 14; 9:24-27; Nm. 14:34; Ez. 4:6; Lv. 16; Ap. 14:6,7; 20:12; 14:12; 22:12.)

Vejam também que a 24º doutrina fundamental da nossa igreja, revela que com a terminação do ministério de Cristo no Santuário celestial “assinalará o fim do tempo da graça para os seres humanos, antes do segundo advento”. A partir desse momento não existe mais oportunidade para se buscar a salvação.

Quando é fechada a porta da graça, Deus já determinou quem dentre os mortos e dentre os vivos receberão a salvação. “O juízo investigativo revela aos seres celestiais quem dentre os mortos dormem em Cristo, sendo, portanto, nEle, considerado digno de ter parte na primeira ressurreição. Também torna manifesto quem, dentre os vivos, permanece em Cristo, guardando os mandamentos de Deus e a fé de Jesus, estando, portanto, nEle, preparado para a trasladação ao Seu reino eterno. Este julgamento vindica a justiça de Deus em salvar os que creem em Jesus. Declara que os que permanecem leais a Deus receberão o reino”.

Destaquei Apoc 22:12 dos textos fundamentais sobre nossa 24º crença fundamental porque esse texto revela que quando Cristo vem no verso 12 fica claro que Deus já fez Seu julgamento para “para dar a cada um segundo a sua obra”.  No verso 11, “Quem é injusto, seja injusto ainda; e quem é sujo, seja sujo ainda; e quem é justo, seja justificado ainda; e quem é santo, seja santificado ainda”.

 Bom também frisar que “quem é santo, seja santificado ainda”, não é uma santificação de abandono do pecado, mas sim a santificação que os salvos terão por toda a eternidade tendo como padrão a santidade infinita de Deus.  Não podemos esquecer que os que foram encontrados despreparados “naquele dia”, estavam despreparados porque ainda estavam praticando INIQUIDADE, que é transgressão das lei, ou seja ainda estavam vivendo em pecado.

“Quem é injusto, seja injusto ainda; e quem é sujo, seja sujo ainda; e quem é justo, seja justificado ainda; e quem é santo, seja santificado ainda. E, eis que cedo venho, e o meu galardão está comigo, para dar a cada um segundo a sua obra”. Apocalipse 22:11,12.

Vimos na 24º Doutrina fundamental da Igreja Adventista do Sétimo Dia que quando Cristo volta, o julgamento já foi realizado, esse julgamento terminou no fechamento da porta da graça, quando Jesus deixa o Santíssimo do Santuário celestial. Então Pr.  Rogério Sathier MAS,  e todos que pensam como ele, precisam saber: Acreditar que mesmo os salvos continuam com algum tipo de pecado até a volta de Jesus, e se nesse momento Deus definiu anteriormente, antes do fechamento da porta da graça, quem já foi salvo ou perdido, SIGNIFICA QUE AQUELES QUE FORAM SALVOS, FORAM SALVOS NO PECADO!

A palavra de Deus é muito clara, quando é fechada a porta da graça Deus já fez o julgamento pois quando Ele vir, vem “para dar a cada um segundo a sua obra”.

Vejam irmãos. Mateus 25:31.

“E quando o Filho do homem vier em sua glória, e todos os santos anjos com ele, então se assentará no trono da sua glória […]”.  “ […] E irão estes para o tormento eterno, mas os justos para a vida eterna”.  Mateus 25:31 e 46

“Cheguemos, pois, com confiança ao trono da graça, para que possamos alcançar misericórdia e achar graça, a fim de sermos ajudados em tempo oportuno”. Hebreus 4:16

O Ladrão na Cruz e a Prostituta

Na tentativa de defender a possibilidade de salvação no pecado o pastor Rogério Sathier me fez a seguinte pergunta: Quando Cristo afirmou para a mulher que estava prestes a ser apedrejada “Eu também não te condeno”, e quando Ele disse para o ladrão na cruz, ‘Estarás comigo no paraíso”, quando Jesus fez essas afirmações para essas pessoas, elas estavam sem pecado?

Pois bem, eu acredito que quando Jesus fez essas afirmações aquelas pessoas além de terem sido perdoadas também tinham sido naquele momento TRANSFORMADAS, PURIFICADAS pela graça de Deus.

Agora faço novamente uma importante pergunta, para esse pastor e também para os que pensam como ele.

O que aconteceria com aquelas afirmações de Jesus se aquela mulher ao sair da presença de Jesus voltasse a pecar e se o ladrão tivesse a oportunidade de descer da cruz e fazer o mesmo, voltasse a sua vida de pecado?

A resposta para essa pergunta pode ser facilmente encontrada nos versos bíblicos que veremos a seguir!

“Quando eu disser ao justo que, certamente, viverá, e ele, confiando na sua justiça, praticar iniquidade, não me virão à memória todas as suas justiças, mas na sua iniquidade, que pratica, ele morrerá”. Ezequiel 33:13

Desviando-se o justo da sua justiça e praticando iniquidade, morrerá nela”. Ezequiel 33:18

Mas, desviando-se o justo da sua justiça e cometendo iniquidade, fazendo segundo todas as abominações que faz o perverso, acaso, viverá? De todos os atos de justiça que tiver praticado não se fará memória; na sua transgressão com que transgrediu e no seu pecado que cometeu, neles morrerá. No entanto, dizeis: O caminho do Senhor não é direito. Ouvi, agora, ó casa de Israel: Não é o meu caminho direito? Não são os vossos caminhos tortuosos? Desviando-se o justo da sua justiça e cometendo iniquidade, morrerá por causa dela; na iniquidade que cometeu, morrerá”. Ezequiel 18:24-26

É triste, muito triste, constatar que na tentativa de defender SALVAÇÃO NO PECADO, até mesmo pastores adventistas ignoram também aquilo que nos é ensinado em nossas lições da Escola Sabatina!

“Por que começar com ‘nenhuma condenação’? (Rom. 8:1) O ponto de partida na caminha cristã é a justificação. Isto abrange total perdão dos pecados cometidos no passado e a experiência do novo nascimento. Paulo tornou isso bem claro em Gálatas 2 e 3 e em Romanos 3 a 6. Ele reafirma esse princípio ao dizer que ‘agora não há condenação’.

A pessoa justificada TEM SANTIDADE NO TEMPO PRESENTE. (Ver Col. 2:10; I Corin. 1:30; 6:11). Santidade é santificação. O verbo santificar também significa ‘TORNAR SANTO’. No momento em que creu, o ladrão agonizante obteve justificação e SANTIFICAÇÃO. O ato justificador da parte de Cristo produz santidade. A Bíblia ensina que no Céu não entrará nenhuma pessoa que não esteja santificada (Heb. 12:14). Mas Jesus prometeu ao ladrão arrependido que ele estaria no Céu. (S. Luc. 23:43). Quando esse homem confiou em Jesus, Ele foi justificado e santificado em Cristo. A pessoa justificada está plenamente habilitada para o Céu, pois possui a Cristo. Não está mais sob a condenação, E O PECADO NÃO REINA MAIS EM SEU CORAÇÃO”. Lição da Escola Sabatina, 2º Trim. 1990, Gálatas, Cristo o Único Caminho, p. 147.

Pergunta Importantíssima

Se até aqui você que está lendo esse artigo ainda não aceita a verdade sobre a necessidade de plena libertação do pecado antes do fechamento da porta da graça, se você ainda pensa como a maioria que até a volta de Jesus mesmo os salvos ainda terão até esse momento algum tipo de corrupção. Eu vou fazer uma pergunta e mostrar o texto onde vemos a resposta para essa pergunta, eliminando assim qualquer dúvida a esse respeito. Confirmando definitivamente a possibilidade e necessidade de plena libertação DO pecado antes do fechamento da porta da graça.

A pergunta é: Em Jesus havia qualquer tipo de corrupção? Acredito que a resposta de todos a essa pergunta é um sonoro NÃO!!! Então meus amados irmãos, essa condição de Jesus sem pecado, sem nenhum tipo de corrupção, essa é a CONDIÇÃO NECESSÁRIA para os que serão salvos subsistirem no tempo de angústia. É o que veremos no texto a seguir que é sem dúvida alguma o texto mais negligenciado do Espírito de profecia

“Agora, enquanto nosso grande Sumo Sacerdote está a fazer expiação por nós, devemos procurar tornar-nos perfeitos em Cristo. Nem mesmo por um pensamento poderia nosso Salvador ser levado a ceder ao poder da tentação. Satanás encontra nos corações humanos algum ponto em que pode obter apoio; algum desejo pecaminoso é acariciado, por meio do qual suas tentações asseguram a sua força. Mas Cristo declarou de Si mesmo: “Aproxima-se o príncipe deste mundo, e nada tem em Mim.” João 14:30. Satanás nada pôde achar no Filho de Deus que o habilitasse a alcançar a vitória. Tinha guardado os mandamentos de Seu Pai, e não havia nEle pecado que Satanás pudesse usar para a sua vantagem. Esta é a condição em que devem encontrar-se os que subsistirão no tempo de angústia”. O Grande Conflito, p. 623. (Eventos Finais, p. 267).

Caso encerrado? Não! O pastor afirmou que eu não estou sabendo interpretar esse texto. Perguntei a ele se ele poderia então dar a sua interpretação desse texto na igreja e se permitiria que eu filmasse. Ele disse que ele mesmo filmaria e mandaria para mim. Depois mudou de ideia e disse que não filmaria mais, ele disse que eu poderia editar o que ele disse. Eu disse que não cortaria nada do que ele diria sobre esse texto, mas que iria publicar a interpretação que ele dá a esse texto juntamente com a minha interpretação para que as pessoas pudessem avaliar quem realmente estava interpretando de forma errada esse texto. Não ouve acordo, ele realmente não quis mais filmar e me mandar como disse que faria e também não iria pregar na igreja sobre esse texto e permitir que eu filmasse. Estou citando fatos, nome de um pastor não para denegrir ele, mas simplesmente para que os poucos que irão ler esse artigo saibam o que está acontecendo. A rejeição de uma mensagem que por não agradar a MAIORIA, não é divulgada e é fortemente rejeitada. Infelizmente a maioria dos membros da IASD está mais disposta a aceitar o ASSIM DIZ O PASTOR do que buscar o ASSIM DIZ O SENHOR. E os pastores parecem estar dispostos a falar somente o QUE AGRADA A MAIORIA. Certamente existe as exceções, Deus tem aqueles que para honra e glória de Deus, entenderão, aceitarão e o mais importante permitirão que a graça de Deus os transforme e os purifiquem completamente para que possam pregar o evangelho não apenas com argumentos, doutrinas, mas sim com o testemunho do que a graça de Deus pode fazer na vida daqueles que aceitam realmente ao Senhor como Salvador em todos os sentidos!

Que o Senhor nos ajude a escapar dos enganos do inimigo e buscar a salvação plena DO pecado antes que seja tarde demais

“Nossa intenção tem sido chamada muitas vezes para a seguinte declaração: ‘Se está no coração obedecer a Deus, se são feitos esforços nesse sentido, Jesus aceita a disposição e esforço como o melhor serviço do homem, e supre a deficiência, com Seu próprio mérito divino’. Mensagens Escolhidas Vol. 1 p.382. Precisamos, porém, balancear esta declaração com o restante do parágrafo que raramente é citado. ‘Ele não aceitará os que alegam ter fé nEle e no entanto são desleais ao mandamento de Seu Pai. Muito ouvimos acerca de fé, mas precisamos ouvir muito mais acerca de obras. Muitos estão a enganar a própria alma, vivendo uma religião fácil, acomodatícia, sem cruz. Mas diz Jesus: ‘Se alguém quiser vir após Mim, renuncie-se a si mesmo, tome sobre si a sua cruz, e siga-Me’ Mensagens Escolhidas, vol. 1 p, 382”.

“Cristo tomou a humanidade e suportou o ódio do mundo para que pudesse revelar a homens e mulheres que estes poderiam viver sem pecado, que suas palavras, atos, seu espírito, poderiam ser santificados para Deus. Podemos ser cristãos perfeitos se manifestarmos esse poder em nossa vida. Quando a luz do Céu repousar sobre nós continuamente, representaremos a Cristo. Foi a justiça revelada em Sua vida que O distinguiu do mundo e despertou seu ódio. [ …] As palavras de Cristo são ditas para Seu povo em todas as épocas – para nós sobre quem o fim dos séculos é chegado”.  Manuscrito 97, 1909; Olhando Para O Alto, p. 297.

“O homem caiu. A imagem de Deus nele se acha deformada. Por causa da desobediência ele se tornou depravado em suas inclinações e debilitado em suas faculdades, aparentemente incapaz de esperar qualquer outra coisa além de tribulação e castigo. Mas Deus, por intermédio de Cristo, planejou um escape, e diz a todos: “Portanto, sede vós perfeitos.” Mat. 5:48. O Seu propósito é que o homem seja correto e digno diante dEle, e assim o Seu plano não será frustrado. Ele enviou o Seu Filho a este mundo a fim de pagar a penalidade do pecado, e mostrar ao homem como viver uma vida sem pecado”. MM 1995, Cuidado De Deus, p. 320

Um detalhe, o pastor Rogério Sathier leva em sua Bíblia o primeiro texto do Espírito de profecia mostrado nesse artigo, mas quando conversamos perguntei se ele sabia o que Ellen White havia escrito sobre Mateus 5:48. Ele disse que não precisava saber o que ela escreveu sobre isso, ele disse que preferia ir “a fonte primária”, ir direto na Bíblia. Interessante atitude desse pastor. Um texto de Ellen White que ele julga poder ser usado para defender o que pensa, ele aceita e leva na sua Bíblia, já sobre textos que claramente provam que ele está defendendo não é verdade ele ignora e se recusa a avaliar, pelo menos se recusou avaliar na nossa conversa. Isso é mais uma prova de que existe aqueles que aceitam do Espírito de profecia apenas aquilo que LHES CONVÉM!

“Temos muito mais a temer de dentro do que de fora. Os obstáculos à força e ao êxito são muito maiores da parte da própria igreja do que do mundo. Os incrédulos têm direito de esperar que os que professam observar os mandamentos de Deus e ter a fé de Jesus, façam muito mais que qualquer outra classe para promover e honrar mediante sua vida coerente, seu exemplo piedoso, sua influência ativa, a causa que representam. Mas quantas vezes se têm os professos defensores verdade demonstrado o maior entrave ao seu progresso! A incredulidade com que se contemporiza, as dúvidas expressas, as sombras acariciadas, animam a presença dos anjos maus, e abrem o caminho para a execução dos ardis de Satanás”. Mensagens Escolhidas, vol. 1, p. 122.

Uma triste  realidade mencionada pela serva do Senhor.

Vejam, é muito claro, “Temos muito mais a temer de dentro do que de fora”, “[…] quantas vezes se têm os professos defensores verdade demonstrado o maior entrave ao seu progresso”!

Isso está se cumprindo, encontramos dentro da igreja, IASD, o maior obstáculo a divulgação e aceitação de importantes verdades. O pastor mencionado nesse artigo, Pr. Rogério Sathier AMS, disse que a continuação da minha situação como não tendo oportunidade de pregar e de ter cargos na igreja continuaria, ele afirmou que tem a responsabilidade de cuidar dos interesses da igreja, ele deixou claro que tem que proteger a igreja DE MIM. É uma grande ironia, quem professa ser responsável por proteger a igreja e cuidar de seus interesses, FAZ O QUE PODE PARA MANTER OS MEMBROS DA IGREJA NA IGNORÂNCIA E MENTIRAS QUE LEVARÁ A MUITOS PARA PERDIÇÃO ETERNA. Um dia “esses cães mudos que não querem ladrar” prestarão contas de tudo que estão fazendo e deixando de fazer.

Vemos aí que a igreja – o santuário do Senhor – foi a primeira a sentir o golpe da ira de Deus. Os anciãos, aqueles a quem Deus dera grande luz, e que haviam ocupado o lugar de depositários dos interesses espirituais do povo, haviam traído o seu depósito. Colocaram-se no ponto de vista de que não precisamos esperar milagres e as assinaladas manifestações do poder de Deus, como nos dias da antiguidade. Os tempos mudaram. Estas palavras fortaleceram-lhes a incredulidade, e dizem: O Senhor não fará bem nem mal. É demasiado misericordioso para visitar Seu povo em juízos. Assim, paz e segurança é o grito de homens que nunca mais erguerão a voz como trombeta para mostrar ao povo de Deus suas transgressões, e à casa de Jacó os seus pecados. Esses cães mudos, que não querem ladrar, são aqueles que sentirão a justa vingança de um Deus ofendido. Homens, virgens e crianças, todos perecerão juntos”. Testemunhos Seletos, vol. 2, p. 65-66

DESPERTA PROFESSO POVO DE  DEUS!

“Ora, àquele que é poderoso para vos guardar de tropeços e para vos apresentar com exultação, imaculados diante da sua glória”. Judas 1:24

“Por essa razão, pois, amados, esperando estas coisas, empenhai-vos por serdes achados por ele em paz, sem mácula e irrepreensíveis”. 2 Pedro 3:14.

“Cheguemos, pois, com confiança ao trono da graça, para que possamos alcançar misericórdia e achar graça, a fim de sermos ajudados em tempo oportuno”. Hebreus 4:16