Triste, Muito Triste 2

Triste constatar o fato dos membros da igreja adventista receberem ensinamentos falsos daqueles que deveriam ter um comprometimento com a verdade. Vejam a seguir ensinamentos encontrados na nossa lição da Escola Sabatina, Vida, morte e eternidade, 4º trim. 2022, lição 12 A cosmovisão bíblica, que certamente poderá levar muitos a perdição eterna.

Lição do professor página 137 a lição menciona duas coisas que pessoas guiadas por Satanás estão distorcendo: A natureza e a obra do Espírito Santo.

Enquanto alguns negam Sua personalidade, outros elevam os dons do Espírito acima de Seu poder transformador”. Lição E. S. Vida, morte e eternidade, 4º trim. 2022, p. 137.

Uma simples pergunta! Quem está guiando aqueles que estão omitindo o quão realmente o Senhor Espírito Santo pode nos santificar? Pois é exatamente isso que estão fazendo alguns líderes da igreja Adventista do Sétimo Dia. Vemos a comprovação desse fato nesse artigo.

 Vejam essa afirmação: Como seres caídos, nunca seremos iguais à representação de Jesus descrita acima”. Lição E. S. Vida, morte e eternidade, 4º trim. 2022, p. 134

Vemos aí de uma forma sutil apresentar como sendo uma desculpa para não seguirmos de forma plena o exemplo de Cristo o fato de sermos seres caídos. Essas pessoas deveriam saber que não existe nenhuma desculpa para que não sejamos plenamente transformados e sigamos o exemplo de Cristo em pureza e santidade!

Declara-se que a lei de Deus é perfeita, santa, justa e boa. Ela também é denominada espiritual. Nossa fraca natureza carnal é incapaz de obedecer a uma norma tão santa. Mas o evangelho traz boas novas. Deus enviou Seu Filho em carne humana para que pusesse em prática os princípios da lei de Seu Pai num ambiente totalmente humano. A fraqueza da carne humana não pode mais servir de desculpa. É provida uma justiça que está à altura da lei. A humanidade não é mais compelida a confiar em seus próprios e insignificantes recursos e forças para viver em harmonia com a lei real. Os princípios da santa lei de Deus têm sido escritos em nosso coração e mente”. Lição da Escola Sabatina 3° Trim. 1984, p. 118.

“Cristo […] não transgrediu a lei de Deus em nenhum detalhe. Mais que isso, Ele eliminou qualquer desculpa do homem caído que pudesse alegar alguma razão para não guardar a lei de Deus. Cristo estava cercado das fraquezas da humanidade, era afligido com as mais ferozes tentações, tentado em todas as coisas, à nossa semelhança, e mesmo assim desenvolveu um caráter reto. Nenhuma mancha de pecado foi encontrada sobre Ele”. Ellen White e a Humanidade de Cristo, p.173.

Não precisamos classificar a obediência de Cristo, por si mesma, como alguma coisa para a qual Ele Se achava particularmente adaptado, por Sua especial natureza divina, pois Ele Se encontrava diante de Deus como o representante do homem e foi tentado como substituto e fiador do homem. Se Cristo possuísse um poder especial que o homem não tem o privilégio de possuir, Satanás ter-se-ia aproveitado desse fato. A obra de Cristo era tirar das reivindicações de Satanás o seu domínio sobre o homem, e só podia fazê-lo da maneira como Ele veio – como homem, tentado como homem e prestando a obediência de um homem”. Mensagens Escolhidas, vol. 3, p. 139

“A influência do tentador não deve ser considerada desculpa para qualquer má ação. Satanás rejubila quando ouve os professos seguidores de Cristo apresentarem desculpas quanto à sua deformidade de caráter. São essas escusas que levam ao pecado. Não há desculpas para pecar. Uma santa disposição, uma vida cristã, são acessíveis a todo filho de Deus, arrependido e crente”. O Desejado de Todas as Nações, p. 311

“Se permanecerem nEle, dEle poderão extrair vitalidade e nutrição, ser imbuídos de Seu Espírito, andar assim como Ele andou, vencer assim como Ele venceu e ser exaltados à Sua destra”. MM 1977 Maranata O Senhor Vem, p. 51

“O Filho de Deus era irrepreensível. “Precisamos ter como alvo essa perfeição, e vencer como Ele venceu, caso queiramos ter um lugar à Sua direita”. Testimonies, vol. 3, pág. 336. Filhos e Filhas de Deus p. 154

“Foram tomadas amplas providências para que o homem finito e decaído possa estar tão ligado com Deus que, por meio da mesma Fonte pela qual Cristo venceu em Sua natureza humana, ele consiga resistir firmemente a todas as tentações como Cristo o fez. Ellen White e a Humanidade de Cristo, p.166.

“Veio ao nosso mundo para manter um caráter puro e sem pecado, e para refutar a mentira de Satanás de que não era possível aos seres humanos guardar a lei de Deus. Cristo veio viver a lei em Seu caráter humano exatamente na maneira pela qual todos podem viver a lei na natureza humana se procederem como Cristo procedeu”. Ellen White e a Humanidade de Cristo, p. 166.

A vida que Cristo viveu neste mundo podem também viver os homens e mulheres, por meio do Seu poder e sob Suas instruções. Em seu conflito com Satanás podem eles receber todo auxílio que Cristo tinha”. MM 1974, Maravilhosa Graça, p. 245

“Tende em mente que a vitória e a obediência de Cristo são as de um verdadeiro ser humano. Em nossas conclusões, cometemos muitos erros devido a nossas ideias errôneas acerca da natureza humana de nosso Senhor. Quando atribuímos a Sua natureza humana um poder que não é possível que o homem tenha em seus conflitos com Satanás, destruímos a inteireza de Sua humanidade. Ele concede Sua graça e poder imputados a todos os que O aceitam pela fé. A obediência de Cristo a Seu Pai era a mesma obediência que é requerida do homem”. Mensagens Escolhidas vol. 3, p. 139-140

Vejam mais essa afirmação encontrada nessa lição!

A restauração é um processo de toda uma vida, que só será COMPLETADO na segunda vinda de Cristo, quando o corruptível se revestir do incorruptível”. Lição E. S. Vida, morte e eternidade, 4º trim. 2022, p. 135

Já publiquei muita coisa nesse blog a respeito do fato de que na volta de Jesus será tarde demais para aqueles que ainda permanecerem em pecado, com ainda algum defeito de caráter. Vejamos a seguir alguns textos do Espírito de profecia.

Antes do Fechamento da Porta da Graça

Nossa plena purificação deve ocorrer antes do fechamento da porta da graça.

Quando Cristo vier, será então demasiado tarde para que os erros sejam corrigidos, demasiado tarde para que o caráter seja mudado, demasiado tarde para obter um caráter santo. Agora é o tempo da preparação; agora é o tempo em que podemos ter nossos defeitos removidos; agora é o tempo em que nossos pecados devem ser submetidos, de antemão ao juízo, ser confessados e pelo arrependimento obter perdão para nossos nomes. Que Deus ajude aqueles que ensinam a verdade aserem modelos de piedade, repletos de mansidão e de bons frutos. Carta 60, 1886. 26 de dezembro,Olhando Para o Alto, p. 367

“Todos os que se esforçam por desculpar ou esconder seus pecados, permitindo que permaneçam nos livros do Céu sem serem confessados e perdoados, serão vencidos por Satanás. Quanto mais exaltada for sua profissão de fé, e mais honrada a posição que ocupam, mais ofensiva é sua conduta à vista de Deus, e mais certa é a vitória de seu grande adversário. Os que se retardam no preparo para o dia de Deus não poderão obtê-lo no tempo de angústia, ou em qualquer ocasião subsequente. O caso de todos esses é sem esperanças”. EGW, MM 2022, ACIMA DE TODO NOME, p. 51.

Jesus não altera o caráter em Sua vinda. A obra de transformação tem que ser efetuada agora”. Eventos Finais, p. 295

“Os pretensos crentes, que chegam despreparados ao tempo de angústia, confessarão, em seu desespero, seus pecados perante o mundo em palavras de angústia, enquanto que os ímpios exultam sobre seu desespero. O caso de todos eles é sem esperança. Os que adiaram a preparação para o dia de Deus não podem fazer essa preparação no tempo de angústia nem em qualquer período futuro”. – Signsof the Times, 27 de novembro de 1879; O Batismo do Espírito Santo, p. 112.

Entre nós, há os que, como Acã, farão confissões quando for demasiado tarde para se salvarem. Eles não estão em harmonia com o que é correto. Desprezam o testemunho positivo que atinge o coração, e gostariam que fossem silenciados todos os que fazem repreensões. Testimonies, vol. 3, pág. 272”. Eventos Finais, p. 176

“Quando Cristo vier, nosso corpo vil deverá ser transformado, e feito segundo Seu corpo glorioso, mas o caráter vil não se tornará santo então. A transformação do caráter precisa ocorrer antes de Sua vinda. Nossa natureza precisa ser pura e santa; importa possuir a mente de Cristo, de modo que Ele veja com prazer Sua imagem refletida em nossa vida. […] Review and Herald, 1º de setembro de 1885” Nossa Alta Vocação p. 276

“Quando nos lembramos que ninguém sabe quando seu tempo de graça findará, como ousamos viver despreparados, desprevenidos para encontrar com nosso Senhor? Como ousamos continuar pecadores e maculados? Por que não temos medo? Por que não estamos perturbados? Por que não percebemos nosso perigo? […] O Senhor operaria poderosamente por Seu povo, se este abandonasse as obras das trevas e se revestisse de Sua justiça. […]”– Manuscrito 13, 8 de junho de 1902, “O Povo de Deus Deve Ser Portador de Luz”. MM, 1983, Olhando Para o Alto, p. 167.

Não nos devemos sentar, esperando que nos sobrevenha, por maneira miraculosa, uma mudança de caráter quando Jesus aparecer nas nuvens do céu com poder e grande glória. Não, meus jovens amigos, somos destinados ao juízo, e a graça nos é assegurada aqui nesta vida, a fim de formarmos caracteres para a vida futura, imortal. The Youth’s Instructor, 24 de agosto de 1893.” Filhos e Filhas de Deus, pág. 9

“Cremos sem dúvida alguma que Cristo está para vir em breve. Isso ‘não é uma fábula para nós, é uma realidade. […] Quando Ele vier, não nos purificará de nossos pecados, para remover de nós os defeitos de caráter, nem para nos curar das fraquezas do nosso temperamento e disposição. Se acaso essa obra tiver de ser efetuada em nós, será realizada totalmente antes daquela ocasião. Quando o Senhor vier, os que são santos serão santos ainda. Os que tiverem conservado o corpo e o espírito em santidade, em santificação e honra, receberão então o toque final da imortalidade. Mas os que são injustos, não santificados e sujos, assim permanecerão para sempre. Nenhuma obra se fará então por eles para remover os defeitos e lhes dar um caráter santo. Naquela ocasião, o Refinador não Se ocupará com o processo de purificação para remover-lhes os pecados e a corrupção. Tudo isso deve ser realizado durante o tempo da graça. É agora que essa obra deve ocorrer em nós”. EGW, MM 2022, ACIMA DE TODO NOME, p. 326

“É perfeita a ordem no Céu, assim como a obediência, a paz e a harmonia. Os que não têm tido nenhum respeito pela ordem e a disciplina nesta vida, não respeitarão a ordem observada no Céu. Não poderão ser ali admitidos; pois todos quantos houverem de ter entrada no Céu amarão a ordem e respeitarão a disciplina. O caráter formado nesta vida determinará o destino futuro. Quando Cristo vier, não mudará o caráter de ninguém. O precioso tempo da graça é concedido a fim de ser aproveitado em lavar nossas vestes de caráter e branqueá-las no sangue do Cordeiro”. Conselhos Sobre Educação, p. 43.

“Se quereis ser santos no Céu precisais ser primeiro santos na Terra. Os traços de caráter que acalentais na vida não serão modificados pela morte ou pela ressurreição. Saireis da sepultura com a mesma disposição que manifestastes em vosso lar e na sociedade. Jesus não altera o caráter em Sua vinda. A obra de transformação tem de ser efetuada agora. Nossa vida diária está determinando o nosso destino. Precisamos arrepender-nos dos defeitos de caráter, vencê-los pela graça de Cristo e formar um caráter simétrico neste período de prova, a fim de que sejamos habilitados para as mansões lá do alto”. Manuscript Releases, vol. 13, p. 82. (Eventos Finais p. 295; Visões do Céu p.54)

“Muitos têm em grande medida deixado de receber a chuva temporã. Não têm obtido todos os benefícios que Deus assim para eles tem provido. Esperam que as falhas sejam supridas pela chuva serôdia. Quando a maior abundância da graça estiver para ser outorgada, esperam poder abrir o coração para recebê-la. Estão cometendo um erro terrível. Testemunhos Para Ministros, p. 507. (O Batismo do Espírito Santo, p. 16)

Muitos estão enganando a si mesmos por pensar que o caráter será transformado na vinda de Cristo, mas não haverá conversão de coração em Seu aparecimento. Temos que nos arrepender de nossos defeitos de caráter aqui, e pela graça de Cristo precisamos vencê-los enquanto dura a graça. Este é o lugar para nos prepararmos para a família do Alto. Signs of the Times, 14 de novembro de 1892”. Lar Adventista, p. 319.

Os que estiverem esperando a glorificação para serem plenamente transformados, precisam entender, que a única transformação que sofrerão aqueles que ainda estiverem no pecado depois do fechamento da porta da graça, será a transformação, de ser vivo, para cinza.

“Os que estiverem vivendo sobre a Terra quando a intercessão de Cristo cessar no santuário celestial, deverão, sem mediador, estar em pé na presença do Deus santo. Suas vestes devem estar imaculadas, o caráter liberto de pecado, pelo sangue da aspersão. Mediante a graça de Deus e seu próprio esforço diligente, devem eles ser vencedores na batalha contra o mal”. O Grande Conflito, p. 425.

“Os acontecimentos ligados ao final do tempo da graça e obra de preparo para o período de angústia, acham-se claramente apresentados. Multidões, porém, não possuem maior compreensão destas importantes verdades do que teriam se nunca houvessem sido reveladas”. Eventos Finais, p. 11

“Homens e mulheres estão nas últimas horas da graça, e no entanto, são descuidados e ignorantes, e os pastores não tem poder para despertá-los; eles próprios dormem. Pregadores sonolentos pregando a um povo adormecido! Testemunhos Para a Igreja, vol. 2, p. 338

“Quem é injusto, seja injusto ainda; e quem é sujo, seja sujo ainda; e quem é justo, seja justificado ainda; e quem é santo, seja santificado ainda”. Apocalipse 22:11

Muitos me dirão naquele dia: Senhor, Senhor, não profetizamos nós em teu nome? e em teu nome não expulsamos demônios? E em teu nome não fizemos muitas maravilhas? E então lhes direi abertamente: Nunca vos conheci; apartai-vos de mim, vós que praticais a iniquidade”. Mateus 7:22,23

“Cheguemos, pois, com confiança ao trono da graça, para que possamos alcançar misericórdia e achar graça, a fim de sermos ajudados em tempo oportuno”. Hebreus 4:16

Buscai ao Senhor enquanto se pode achar, invocai-o enquanto está perto”. Isaías 55:6

Preparação Para o Tempo de Angústia

A preparação para o tempo de angústia que tem sido omitida pelos nossos pastores poderá levar a muitos a estarem despreparados para enfrentarem esse momento, despreparados e perdidos para sempre, logicamente os responsáveis responderão por isso!

“É o propósito integral de Deus em dar Seu Filho pelos pecados do mundo, que o homem seja salvo, não na transgressão e injustiça, mas abandonando o pecado, lavando as vestiduras do caráter e tornando-as brancas no sangue do Cordeiro. Deseja remover do homem, o pecado que aborrece; mas o homem precisa cooperar com Deus nesta obra. O pecado deve ser abandonado e odiado, e a justiça de Cristo aceita pela fé. Assim o divino coopera com o humano”. Testimonies, vol. 5, p. 631 e 632

“Semelhantemente, no tempo de angústia, se o povo de Deus tivesse pecados não confessados que surgissem diante deles enquanto torturados pelo temor e angústia, seriam vencidos; o desespero suprimir-lhes-ia a fé, e não poderiam ter confiança para suplicar de Deus o livramento. Mas, ao mesmo tempo em que têm uma profunda intuição de sua indignidade, não possuem falta oculta para revelar. Seus pecados foram examinados e extinguidos no juízo; não os podem trazer à lembrança”. O Grande Conflito, p. 625. (Justificação Pela Fé, IAE, 1988, p. 77-78)

“Quando Cristo cessar a Sua obra como mediador em prol do homem, então começará este tempo de angústia. Ter-se-á então decidido o caso de toda alma, e não haverá sangue expiatório para purificar do pecado. Ao deixar Jesus Sua posição como intercessor do homem junto a Deus, faz-se o solene anúncio: “Quem é injusto, faça injustiça ainda; e quem está sujo, suje-se ainda; e quem é justo, faça justiça ainda; e quem é santo, seja santificado ainda.” Apoc. 22:11. Então o Espírito repressor de Deus é retirado da Terra”. Patriarcas e Profetas, p. 201.

Os pretensos crentes, que chegam despreparados ao tempo de angústia, confessarão, em seu desespero, seus pecados perante o mundo em palavras de angústia, enquanto que os ímpios exultam sobre seu desespero. O caso de todos eles é sem esperança. Os que adiaram a preparação para o dia de Deus não podem fazer essa preparação no tempo de angústia nem em qualquer período futuro”. – Signsof the Times, 27 de novembro de 1879; O Batismo do Espírito Santo, p. 112.

Aqueles que adiam seu preparo não poderão obtê-lo no tempo de angústia, ou em qualquer momento posterior. O caso de todos esses não têm solução”. Edição condensada 2013, O Grande Conflito, p. 265

No tempo de angústia, precisamente antes da vinda de Cristo, os justos serão preservados pelo ministério de anjos celestiais; não haverá segurança para o transgressor da lei de Deus. Os anjos não poderão proteger, então, aqueles que estão a desrespeitar um dos preceitos divinos”. Patriarcas e Profetas p. 256.

“O tempo de angústia – angústia qual nunca houve, desde que houve nação (Dan. 12:1) – está precisamente sobre nós, e somos semelhantes às virgens adormecidas. Devemos acordar e pedir que o Senhor Jesus ponha debaixo de nós os Seus braços eternos e nos conduza durante o tempo de provação à nossa frente. Manuscript Releases, vol. 3, p. 305. (Eventos Finais, p. 10)

“Os acontecimentos ligados ao final do tempo da graça e obra de preparo para o período de angústia, acham-se claramente apresentados. Multidões, porém, não possuem maior compreensão destas importantes verdades do que teriam se nunca houvessem sido reveladas”. Eventos Finais, p. 11

Cheguemos, pois, com confiança ao trono da graça, para que possamos alcançar misericórdia e achar graça, a fim de sermos ajudados em ocasião oportuna”. Hebreus 4:16

A justiça de Cristo como uma capa.

Como ensinar as pessoas sendo salvas mesmo ainda estando permanecendo em pecado? Simples, ensinem essas pessoas a usarem a justiça de Cristo como uma capa para cobrir mesmos aqueles pecados ainda não confessados e não abandonados. É exatamente isso que fazem os líderes da nossa igreja! Vejam a comprovação desse fato no texto a seguir também encontrado nessa mesma lição.

“Nós sempre teremos natureza pecaminosa até que Jesus volte. Mas, se estamos em Cristo, estamos totalmente cobertos por Sua justiça. Embora ainda não sejamos perfeitos, já somos considerados perfeitos nEle (Fp. 3:12-15)”. Lição E. S. Vida, morte e eternidade, 4º trim. 2022, p. 137

Natureza caída como desculpa para o pecado! Transformação completada na volta de Jesus! Agora a justiça de Cristo usada como uma capa para pecados, sendo que muitos poderão pensar como sendo capa mesmo para pecados não confessados e não abandonados.  Vejam a seguir que a justiça de Cristo não pode ser usada dessa forma.

“Não é genuíno nenhum arrependimento que não opere a reforma. A justiça de Cristo não é uma capa para encobrir pecados não confessados e não abandonados; é um princípio de vida que transforma o caráter e rege a conduta. Santidade é integridade para com Deus; é a inteira entregada alma e da vida para habitação dos princípios do Céu”. O Desejado De Todas As Nações, p. 555

“A única esperança de todo homem está em Jesus Cristo, que trouxe a veste de Sua justiça para pôr sobre o pecador que despisse as suas vestes de imundícia. … Todos quantos entrarem [pelas portas da cidade] trajarão as vestes da justiça de Cristo. […] Não haverá nenhuma cobertura de pecados e faltas para ocultar a deformidade do caráter; veste alguma será meio lavada; mas todas serão puras e imaculadas”. The Youth’s Instructor, 18 de agosto de 1886. (MM 1956, Filhos e Filhas de Deus, p. 66)

“Toda impureza de pensamento, toda paixão concupiscente, separa a alma de Deus; pois Cristo jamais pode pôr Sua veste de justiça sobre um pecador, para ocultar-lhe a deformidade”. MM 1962, Nossa Alta Vocação, p. 212

Que tal algo também para que as pessoas pensem não precisarem se preocuparem com o necessário preparo para enfrentar o tempo de angústia!

Essa lição tem algo nesse sentido também. Vejam a seguir.

“Viva a vida de fé a cada dia. Não se torne ansioso e preocupado acerca do tempo de angústia, tendo assim um tempo de angustia antecipado”. Ellen G. White. Lição E. S. Vida, morte e eternidade, 4º trim. 2022, p. 139

Muito provavelmente a preocupação que a serva do Senhor menciona que não precisamos ter acerca do tempo de angústia é a preocupação com as tribulações e sofrimentos que os salvos terão que enfrentar nessa ocasião e não a preocupação com a santidade necessária para subsistir nesse tempo.

Quanto a santidade e o necessário preparo para o tempo de angústia nós devemos estar preocupados sim! Vejam o texto a seguir.

“Quando nos lembramos que ninguém sabe quando seu tempo de graça findará, como ousamos viver despreparados, desprevenidos para encontrar com nosso Senhor? Como ousamos continuar pecadores e maculados? Por que não temos medo? Por que não estamos perturbados? Por que não percebemos nosso perigo? […] O Senhor operaria poderosamente por Seu povo, se este abandonasse as obras das trevas e se revestisse de Sua justiça. […]”Manuscrito 13, 8 de junho de 1902, “O Povo de Deus Deve Ser Portador de Luz”. MM, 1983, Olhando Para o Alto, p. 167.

Triste ver tantas pessoas não receberem informações importantíssimas sobre a salvação. Informação como a contida no texto a seguir que revela claramente a condição necessária para subsistir no tempo de angústia.

“Agora, enquanto nosso grande Sumo Sacerdote está a fazer expiação por nós, devemos procurar tornar-nos perfeitos em Cristo. Nem mesmo por um pensamento poderia nosso Salvador ser levado a ceder ao poder da tentação. Satanás encontra nos corações humanos algum ponto em que pode obter apoio; algum desejo pecaminoso é acariciado, por meio do qual suas tentações asseguram a sua força. Mas Cristo declarou de Si mesmo: “Aproxima-se o príncipe deste mundo, e nada tem em Mim.” João 14:30. Satanás nada pôde achar no Filho de Deus que o habilitasse a alcançar a vitória. Tinha guardado os mandamentos de Seu Pai, e não havia nEle pecado que Satanás pudesse usar para a sua vantagem. Esta é a condição em que devem encontrar-se os que subsistirão no tempo de angústia”. O Grande Conflito, p. 623.

Vendo ensinamentos como esses encontrados nessa lição da escola sabatina entendemos melhor o texto a seguir.

Vemos aí que a igreja – o santuário do Senhor – foi a primeira a sentir o golpe da ira de Deus. Os anciãos, aqueles a quem Deus dera grande luz, e que haviam ocupado o lugar de depositários dos interesses espirituais do povo, haviam traído o seu depósito. Colocaram-se no ponto de vista de que não precisamos esperar milagres e as assinaladas manifestações do poder de Deus, como nos dias da antiguidade. Os tempos mudaram. Estas palavras fortaleceram-lhes a incredulidade, e dizem: O Senhor não fará bem nem mal. É demasiado misericordioso para visitar Seu povo em juízos. Assim, paz e segurança é o grito de homens que nunca mais erguerão a voz como trombeta para mostrar ao povo de Deus suas transgressões, e à casa de Jacó os seus pecados. Esses cães mudos, que não querem ladrar, são aqueles que sentirão a justa vingança de um Deus ofendido. Homens, virgens e crianças, todos perecerão juntos”. Testemunhos Seletos, vol. 2, p. 65-66

Triste, muito triste saber que poucos verão esse artigo, já muitos, milhares de adventistas serão alimentados com as mentiras contidas nessa lição. Sou estudante da nossa lição da Escola Sabatina desde 1991, também sou colecionador dessas lições, sinceramente confesso nunca ter visto uma lição tão inspirada por Satanás como essa que será estudada na lição 12 do 4º trim. de 2022! Que o Senhor tenha misericórdia de nós!

“Há esperança para cada um de nós, mas de uma só maneira – apegando-nos a Cristo e empregando toda energia para obter a perfeição de Seu caráter. Essa religião piegas que faz pouco do pecado, e só realça o amor de Deus pelo pecador, encoraja os pecadores a crer que Deus os salvará enquanto continuarem no pecado, sabendo que é pecado. É isso que estão fazendo muitos que professam crer na verdade presente”. MM 2002, Cristo Triunfante, p. 80

Desperta professo povo de Deus!!!

UMA GRANDE IRONIA

Ironicamente encontramos um importante texto do Espírito de profecia no final do estudo da 13º lição! Digo ironicamente porque esse texto levanta questionamento que joga por terra, contradiz todas as mentiras encontradas na 12º lição. Vejamos a comprovação desse fato a seguir.

“Se nos apegarmos ao eu, recusando entregar a Deus nossa vontade, estamos preferindo a morte. Para o pecado, seja onde for que ele se encontre, Deus é um fogo consumidor. Se preferirmos o pecado, e nos recusarmos a abandoná-lo, a presença divina, que consome o pecado, terá de nos consumir”. (Ellen G. White, O Maior Discurso de Cristo, p. 45) Lição E. S. Vida, morte e eternidade, 4º trim. 2022, p. 150

As pessoas que preferirem permanecerem NO pecado a presença divina que consome o pecado irá consumi-los também.  

Questionamento: Quantos preceitos divinos desrespeitados ou quantos pecados são necessários ou para que uma pessoa seja consumida pela presença de Deus?

Resposta. UM pecado ou UM preceito transgredido!

No tempo de angústia, precisamente antes da vinda de Cristo, os justos serão preservados pelo ministério de anjos celestiais; não haverá segurança para o transgressor da lei de Deus. Os anjos não poderão proteger, então, aqueles que estão a desrespeitar um dos preceitos divinos”. Patriarcas e Profetas p. 256.

O estudo da 12º lição induz as pessoas a acreditarem que sua santificação será COMPLETADA no momento em que Jesus estiver voltando!

Lição E. S. Vida, morte e eternidade, 4º trim. 2022, p. 135

Vejam que essa lição está levando pessoas ao encontro de Jesus ainda EM pecado. Pensando que mesmo assim serão salvas, sendo que na verdade serão consumidas por ainda estarem identificadas com o pecado. Os responsáveis, um dia responderão por isso!

Que Deus tenha misericórdia de nós!

“Meu coração se enche de angústia quando penso nas mensagens desinteressantes pregada por alguns de nossos pastores, quando têm para pregar uma mensagem de vida e morte.Os pastores estão dormentes; da mesma forma que os membros da igreja; enquanto o mundo perece em pecado”. Testemunhos Seletos, vol. 3, p. 220.

“Homens e mulheres estão nas últimas horas da graça, e no entanto, são descuidados e ignorantes, e os pastores não tem poder para despertá-los; eles próprios dormem. Pregadores sonolentos pregando a um povo adormecido”. Testemunho Para a Igreja, vol.2, p. 338

“Quem não tem suficiente fé em Cristo para crer que Ele pode livrá-lo de pecar, não tem a fé que lhe dará entrada no reino de Deus”. Manuscrito 161, 1897. Mensagens Escolhidas, vol. 3, p. 360

É requerida obediência exata, e os que dizem não ser possível levar uma vida perfeita, lançam sobre Deus a acusação de injustiça e falsidade”. – Reimpressões De Review and Herald, vol. 6 p. 519. (Lição da Escola Sabatina, 2° trim. 1989, “Triunfo no Presente e Glória no Futuro” p. 48)

Uma Simples Reinvindicação!

Meu nome Anísio Ferreira Martins. Fui batizado na igreja adventista quando criança e rebatizado em 1991. Membro sempre atuante na igreja, pregador, professor da Escola Sabatina por muitos anos, fui ordenado como ancião, já ocupei diversos cargos na igreja. Sempre estive com satisfação pronto para ajudar no desenvolvimento e cumprimento da missão que Deus confiou a igreja.

Hoje não ocupo nenhum cargo na igreja, não sou mais chamado para pregar. Na verdade, existe uma proibição de que eu seja chamado para pregar ou até mesmo para fazer uma oração.  Proibição que os líderes da igreja obedecem sem questionamento! Ao que parece para eles não é importante saber se essa proibição é justa ou não! Bom, não sou chamado nem mesmo para compor plataforma, ou alguma atividade que um membro em condições normais desempenha na igreja. Claro meu nome não pode nem mesmo ser citado em uma comissão anual onde membros são votados e escolhidos para cargos na igreja. Tudo isso porque administro esse blog. www.euquerocristo.com

Existe vários personagens nessa “amorosa” história por parte da liderança da igreja Adventista do Sétimo Dia para com a minha pessoa. Vou citar alguns.

Pr. Luiz Claudio Leite na época, departamental da AMS, que me visitou duas vezes. A primeira na minha casa, cerca de três horas. A segunda na frente da igreja que eu frequentava, igreja do Jardim Glória Lavras MG.

A primeira disse que veio para nos ouvir, achei isso desnecessário porque tudo que precisavam saber estava no referido blog. Mas tudo bem, disse que voltaria e que então traria uma resposta sobre nosso material publicado. Reprovação se encontrasse algo reprovável, ou aprovação. Iria nessa volta nos procurar, conversaríamos e então iríamos apresentar para a igreja o resultado dessa conversa. Nada disso foi cumprido! Depois de uns dois anos, apareceu de surpresa, isso mesmo sem avisar e ainda mais, apareceu para uma conversa na frente da igreja, sem me dar nenhuma oportunidade de avaliar antes dessa conversa o material que estavam trazendo. Nesses dois encontros com esse departamental esteve presente o distrital na época e hoje departamental da AMS Pr. Nelson.

A conversa na frente da igreja foi maravilhosa, pelo menos para mim.  Foi em um sábado, escola sabatina bem rápida e não teve culto, durou mais ou menos umas 8 horas. No final uma pessoa revoltada com o resultado desse encontro, saiu protestando do fundo da igreja em direção do Pr. Luiz Claudio Leite dizendo o seguinte. “Isso não está certo, o senhor (Pr. Luiz C.L.), precisa mostrar que ele (Anísio) está errado!

 No outro dia, a diretora da escola sabatina, irmã Valdeia, se sentiu livre e autorizada para pregar exatamente o que acredito!

Apresentei para o presidente da AMS, Associação Mineira Sul, Pr. Eduardo Acêncio os artigos que resultaram da minha conversa com o Pr Rogério Sathier. A princípio ele disse que iria ler esses artigos, depois mudou de ideia e passou para o responsável no Brasil pelos escritos de Ellen G. White, Pr Renato Stencel esse também disse que iria avaliar esses artigos, estou aguardando, sinceramente sem expectativa de que ele avalie realmente esses artigos.

Tudo bem então? Não! Mesmo esse departamental não provando que estou errado, fui aos poucos sendo retirado das funções da igreja, aos poucos, proibido de diversas coisas na igreja. Sem passar por comissão, várias calúnias sendo propagadas pelos professos irmãos, inimigos declarados da mensagem que defendo. Vários distritais passaram por aqui, TODOS coniventes com essa situação. Poderia escrever muita coisa sobre o que já aconteceu comigo. Recentemente fui visitado por um distrital, Pr. Rogério Sathier. Escrevi dois artigos que contém os argumentos desse distrital e a minha refutação desses argumentos, os artigos estão publicados nesse blog com esses títulos, Querem Acreditar em Salvação NO Pecado e Possuir Natureza Pecaminosa é Pecado? Mais uma vez uma visita em que um pastor não provou que estou errado. Se quiserem podem avaliar os argumentos que esse pastor me apresentou e minhas refutações nesses referidos artigos. Esse pastor foi mais um que se calou, e manteve de uma forma covarde e injusta a minha atual situação. Se recusou a manter nossa conversa.

Enquanto isso continuo sendo proibido de fazer qualquer coisa na igreja, sem comissão, sem seguir as orientações do nosso manual sobre disciplina, tudo de uma forma bem covarde, simplesmente por mencionar e defender a frase proibida de ser mencionada na igreja Adventista do Sétimo Dia! “É POSSÍVEL VIVER SEM PECAR!

Simplesmente por administrar esse blog, que não teve até o presente momento NENHUM artigo refutado por um teólogo adventista!

Esse blog tem uma média de 50 visualização por dia, ao que tudo indica não são apoiadores das mensagens nele contidas, não apoiam, não comentam, salvo raríssimas exceções. Blog cercado de inimigos que não refutam!

É uma grande ironia o fato de ser a igreja que defende que a lei de Deus não foi mudada, ser também a mesma igreja onde a grande maioria dos líderes e membros defendem que está lei não pode ser plenamente obedecida!

 “Temos muito mais a temer de dentro do que de fora. Os obstáculos à força e ao êxito são muito maiores da parte da própria igreja do que do mundo. Os incrédulos têm direito de esperar que os que professam observar os mandamentos de Deus e ter a fé de Jesus, façam muito mais que qualquer outra classe para promover e honrar mediante sua vida coerente, seu exemplo piedoso, sua influência ativa, a causa que representam. Mas quantas vezes se têm os professos defensores verdade demonstrado o maior entrave ao seu progresso! A incredulidade com que se contemporiza, as dúvidas expressas, as sombras acariciadas, animam a presença dos anjos maus, e abrem o caminho para a execução dos ardis de Satanás”. Mensagens Escolhidas, vol. 1, p. 122. (Eventos Finais, p.16)    

Pedi a um ancião da igreja que frequento, ancião Rodrigo, que comunicasse ao pastor que está atualmente no distrito que frequento, Pr. Rogério Sathier, o meu desejo de que a igreja siga as orientações que está no nosso manual da igreja para me disciplinar. Depois fiz o mesmo pedido ao ancião Márcio,

Comuniquei também através do WhatsApp o presidente da Associação Mineira Sum, Pr. Eduardo Acêncio, o meu desejo que a igreja siga as orientações do nosso manual para me disciplinar. Não respondeu! Sinceramente tenho muita curiosidade de saber o que é prioridade para os líderes da nossa igreja!

Já estou disciplinado! Só que de uma forma injusta e covarde! Estou simplesmente reivindicando um direito meu. Simplesmente que sigam as orientações do nosso manual para disciplina de um membro. Será que é pedir muito do professo povo de Deus, pedir que eles procedam de uma forma justa?

Ao ler o manual da igreja adventista fica muito evidente que no meu caso não estão seguindo as orientações do mesmo. Vejam a seguir.

“A igreja reconhece a necessidade de exercer grande cuidado para proteger os mais elevados interesses espirituais de seus membros, assegurar um tratamento justo e salvaguardar o nome da igreja”. Manual da Igreja Adventista 2010, p. 63

“Aos irmãos compete encaminhá-la pela vereda da justiça, tratá-la como desejariam ser tratados em seu lugar, olhando por si mesmos para que não sejam do mesmo modo tentados”. Manual da Igreja Adventista 2010, p. 63

“Conquanto seja direito da igreja administrar a disciplina, isso não anula os direitos dos membros de buscar tratamento justo”. Manual da Igreja Adventista 2010, p. 69

Sei que a disciplina tem um tempo mínimo e um tempo máximo de duração. No final do tempo máximo de disciplina, pode ocorrer a exclusão, para isso tem que haver uma reunião administrativa, onde eu teria o direito de apresentar minha defesa diante da igreja nessa reunião administrativa. No final sei que posso ser até mesmo excluído, mas se isso acontecer que a igreja tenha sido justa e seguido simplesmente as orientações do nosso manual para disciplina e exclusão.

Preciso de apoio para essa minha reivindicação. Quem achar justa essa minha reivindicação poderá me ajudar se comunicando com o presidente da Associação Mineira Sul, Pr. Eduardo Acêncio, apoiando minha reivindicação.

Lembrem-se de que um dia todos prestarão contas a Deus que tem conhecimento de todas as coisas.

Meu WhatsApp 35 991663507

I Coríntios 9:27 e Romanos 7:14-19

“Antes, subjugo o meu corpo e o reduzo à servidão, para que, pregando aos outros, eu mesmo não venha de alguma maneira a ficar reprovado”. 1 Coríntios 9:27 ARC

Mas esmurro o meu corpo e o reduzo à escravidão, para que, tendo pregado a outros, não venha eu mesmo a ser desqualificado”. 1 Coríntios 9:27  ARA

“Porque bem sabemos que a lei é espiritual. Eu, porém, sou carnal, vendido à escravidão do pecado”. Romanos 7:14

Porque eu sei que em mim, isto é, na minha carne, não habita bem nenhum, pois o querer o bem está em mim, mas não o realizá-lo. Porque não faço o bem que eu quero, mas o mal que não quero, esse faço”. Romanos 7:18,19 NAA

Em uma mensagem sobre santificação vi um teólogo adventista, Pr. Renato Stencel, fazer o seguinte comentário: Paulo diz eu me esmurro, ele tentava fazer o que era certo e não conseguia fazer. Miserável homem que sou”.

Vou deixar a seguir o tempo em que ele faz esse comentário e o link da mensagem.

Tempo 58 min 30 s, https://www.youtube.com/watch?v=Kiqlv9rAmoY

Mensagem no YOUTUBE sobre Santificação do Pr, Renato Stencel com participação do Pr. Fábio Darius.

O texto bíblico onde Paulo diz que esmurrava seu corpo é 1 Coríntios 9:27!

Já o texto bíblico onde Paulo diz “Miserável homem que sou” está em Romanos 7:24.

Não é raro ver pessoas fazer um link entre esses dois textos, mas é triste ver um teólogo fazer isso. Digo que é triste porque, não existe uma narrativa de fracasso em 1 Coríntios 9:27! Como que isso passa desapercebido mesmo para um teólogo!

Acho que na mente dessas pessoas ocorre o seguinte. Imaginam Paulo esmurrando seu corpo como sendo uma atitude de tristeza, frustação, por não conseguir obedecer a Deus. Por imaginar que Paulo estava se esmurrando por não conseguir obedecer a Deus, levam essa imaginação para o capítulo 7 de Romanos, onde Paulo afirma não conseguir fazer o que é certo, verso 19,  e  diz, “miserável homem que sou”, verso 24!

Ao ler todo capítulo 9 de 1º Coríntios pude constatar que este texto não me faz acreditar ser impossível ficar livre da escravidão do pecado. Muito pelo contrário, esse texto passou a ser mais um estímulo para que eu acredite nessa possibilidade. Mas eu não me detive apenas no fato de Paulo esmurrar seu corpo. Orei ao Senhor Espírito Santo pedindo esclarecimento. Analisei todo o capítulo e procurei não esquecer da importância de não dar uma interpretação a este texto que estivesse em contradição com outras afirmações de Paulo em outros capítulos ou em outros livros.

Nos versos 1 a 14, Paulo argumenta o fato de ser correto àqueles que pregam o evangelho viverem do evangelho.

Dos versos 15 ao 23, Paulo comenta seu estilo de vida na pregação do evangelho, como se identificava com as pessoas procurando alcançá-las de todas as formas.

Nos versos 24 e 25, Paulo fala de vitória, a busca de um prêmio, nos lembra que em uma competição apenas um alcança o prêmio, mesmo assim lutam e se abstêm de tudo que pode prejudicá-los, mesmo estando lutando por um prêmio corruptível. Então Paulo nos exorta a lutar de forma que alcancemos o prêmio nos lembrando que nosso prêmio é incorruptível.

No verso 26, Paulo tem a convicção de ter um objetivo bem definido, de estar combatendo um propósito certo.

No verso 27 Paulo esmurra seu corpo, subjuga seu corpo e o reduz a servidão para que ensinando a outros ele mesmo não venha a ser repreendido. É importante destacar o fato de que Paulo alcança seu objetivo, ele luta, esmurra ou subjuga seu corpo e o “reduz à servidão”. É verdade que existe uma luta descrita neste verso, mas Paulo alcança a vitória, alcança seu objetivo. Ele reduz seu corpo à servidão.

Paulo nos ensina em Efésios 6, quais as armas que devem ser usadas por aqueles que também querem alcançar a vitória: a verdade, o evangelho da paz, a couraça da justiça, o escudo da fé, a espada do espírito – a Palavra de Deus, com oração e súplicas, vigiando a todo o tempo. Se Paulo estava vencendo é certo que estava fazendo uso de tais armas.

Outro fato muito importante neste verso, é que Paulo não queria que ensinando os outros, ele mesmo viesse a ser repreendido. Então Paulo, pelo poder de Deus está no controle, reduz o seu corpo à servidão, para não ser repreendido naquilo que ele mesmo ensinava a outros.

Paulo reduz o seu corpo à servidão, qualquer interpretação que dermos a este fato tem que estar em harmonia com o que Paulo ensinava, pois é exatamente este o seu desejo. Ele não queria viver de forma contrária aos seus próprios ensinamentos.

Vamos lembrar alguns dos ensinamentos de Paulo, lembrando que ele era um instrumento nas mãos de Deus:

  1. Em Romanos 6:6, Paulo nos ensina a possibilidade de uma nova vida, a morte do velho homem, para não vivermos mais como escravos do pecado;
  2. Em Romanos 6:12, nesta nova vida o pecado não mais reina, obrigando este novo homem obedecer as paixões desse corpo mortal;
  3. Romanos 6:14, o pecado não mais tem domínio, pois este homem não está mais debaixo da Lei, condenado pela Lei, mas sim debaixo da graça;
  4. Romanos 6:10, o pecado não mais reina, não mais domina porque este novo homem morreu para o pecado e está vivendo para Deus;
  5. Romanos 8:8, Paulo também ensinava que os que estão vivendo segundo a carne não podem agradar a Deus

Paulo vivia em harmonia com o que ensinava e se identificava com aqueles que não estavam andando mais segundo a carne, mas segundo o Espírito. Romanos 8:4

Como entender então a afirmação de Paulo esmurrar ou subjugar o corpo e reduzi-lo a servidão?

Em Romanos 8:13, temos claramente revelado o que significa esmurrar ou subjugar o corpo:

“Porque, se viverdes segundo a carne, caminhais para a morte; mas, sepelo Espíritomortificardes os feitos do corpo, certamente, vivereis”.

Pelo poder do Senhor Espírito Santo, Paulo está subjugando ou mortificando os feitos do corpo como resultado de não estar mais vivendo segundo a carne, mas segundo o Espírito.

Paulo esmurra ou subjuga seu corpo e o reduz a servidão, que servidão é esta? Temos a resposta de uma forma muito clara em Romanos 6:16 e 18:

“Não sabeis que daquele a quem ofereceis como servos para a obediência, desse mesmo a quem obedeceis sois servos, seja do pecado para a morte ou para a obediência para a justiça? (…) E, uma vez libertados do pecado, fostes feitos servos da justiça”. Romanos 6:16 e 18

Vemos em Romanos 6:16 que nós decidimos do que nós seremos servos do pecado para a morte ou da obediência para a justiça. Romanos 6:18, aquele que se libertou da escravidão do pecado se torna servo da justiça.

Então podemos concluir que Paulo esmurra ou subjuga o seu corpo e assim, pelo poder do Espírito Santo, mortifica os feitos do corpo, é libertado da escravidão do pecado, reduz o seu corpo à servidão, ou seja, se torna um servo de Deus. Não podemos imaginar que Paulo estava esmurrando ou subjugando seu corpo para ser servo do pecado! Isso ele já era por natureza!

Seu objetivo era ser servo de Deus, pelo poder de Deus ele alcançou seu objetivo! 1 Coríntios é um relato de vitória sobre o pecado, é um texto que descreve uma situação completamente diferente daquela descrita em Romanos 7:14-24.

A última geração, a geração que contemplará nosso Senhor vindo nas nuvens do céu. Terá também, pelo poder do Senhor Espírito Santo, mortificados os feitos deste corpo carnal e então libertados da escravidão do pecado, se tornaram servos da justiça, servos de Deus então ouvirão as seguintes palavras:

“Disse o Senhor: muito bem, servo bom e fiel; foste fiel no pouco, sobre o muito te colocarei; entra no gozo do seu Senhor” Mateus 25:21

Após o pastor fazer a tal citação de Paulo se esmurrando e não conseguindo fazer o bem e falando de sua “miserável condição”, ele também menciona Gálatas 2:20 onde Paulo afirma, “Já não sou eu quem vive, mas Cristo vive em mim”.

Acredito então ser necessário esclarecer algo muito importante que também parece passar desapercebido mesmo para teólogos adventistas! O fato da justiça de Cristo não poder ser usada como uma capa para encobrir pecados, NÃO CONFESSADOS E NÃO ABANDONADOS! Não sei se essa era a intenção do Pr. Renato Stencel, mas é importante deixar bem claro essa questão! Infelizmente já vi teólogos adventistas usando a justiça de Cristo para cobrir pecados não confessados e não abandonados, então repito, precisamos entender que isso não acontecerá, “pois Deus não cobrirá o mal com as vestes de Sua justiça”.  Constataremos essa verdade nos textos do Espírito de Profecia a seguir

“Unicamente por fiel arrependimento serão perdoados os seus pecados; pois Deus não cobrirá o mal com as vestes de Sua justiça”. MM 1956, Filhos e Filhas de Deus, p. 13

“A única esperança de todo homem está em Jesus Cristo, que trouxe a veste de Sua justiça para pôr sobre o pecador que despisse as suas vestes de imundícia. … Todos quantos entrarem [pelas portas da cidade] trajarão as vestes da justiça de Cristo. […] Não haverá nenhuma cobertura de pecados e faltas para ocultar a deformidade do caráter; veste alguma será meio lavada; mas todas serão puras e imaculadas”. The Youth’s Instructor, 18 de agosto de 1886. (MM 1956, Filhos e Filhas de Deus, p. 66)

 “Toda impureza de pensamento, toda paixão concupiscente, separa a alma de Deus; pois Cristo jamais pode pôr Sua veste de justiça sobre um pecador, para ocultar-lhe a deformidade”. MM 1962, Nossa Alta Vocação, p. 212

“Todos estes esperam ser salvos pela morte de Cristo, ao passo que recusam viver Sua vida de abnegação. Exaltam as riquezas da livre graça, e procuram cobrir-se com a aparência de justiça, esperando assim ocultar os defeitos de caráter, mas seus esforços serão vãos no dia de Deus. A justiça de Cristo não encobrirá pecado algum acariciado”. Parábolas de Jesus p.316

“Não é genuíno nenhum arrependimento que não opere a reforma. A justiça de Cristo não é uma capa para encobrir pecados não confessados e não abandonados; é um princípio de vida que transforma o caráter e rege a conduta. Santidade é integridade para com Deus; é a inteira entregada alma e da vida para habitação dos princípios do Céu”. O Desejado De Todas As Nações, p. 555

Isso é muito claro, não? “A justiça de Cristo não é uma capa para encobrir pecados não confessados e não abandonados”.

Vejam como o texto a seguir pode também ser usado como uma capa para encobrir pecados não confessados e não abandonados!

Quando então o Senhor nos contemplar, verá não o vestido de folhas de figueira, não a nudez e deformidade do pecado, mas Suas próprias vestes de justiça que são a obediência perfeita à lei de Jeová”, Parábolas de Jesus, p. 312

Agora vejam como o simples contexto imediato desse texto esclarece em que circunstância somos cobertos pela justiça de Cristo.

“Por Sua obediência perfeita tornou possível a todo homem obedecer aos mandamentos de Deus. Ao nos sujeitarmos a Cristo, nosso coração se une ao Seu, nossa vontade imerge em Sua vontade, nosso espírito torna-se um com Seu espírito, nossos pensamentos serão levados cativos a Ele; vivemos Sua vida. Isso é o que significa estar trajado com as vestes de Sua justiça. Quando então o Senhor nos contemplar, verá não o vestido de folhas de figueira, não a nudez e deformidade do pecado, mas Suas próprias vestes de justiça que são a obediência perfeita à lei de Jeová”.  Parábolas de Jesus, p. 312

Mesmo diante de mensagens tão claras vou mostrar a seguir uma citação de George R. Knight, que é uma referência para pastores adventistas, onde ele de certa forma usa a justiça de Cristo como uma capa para cobrir pecados não confessados e não abandonados!

“Justificação, no uso que Paulo faz da palavra, não significa tornar justo, mas declarar justo […]”

“Em nenhuma das 41 vezes que o verbo justificar é usado no Antigo Testamento Hebraico Deus declara justo a alguém que não o é. Por exemplo, Êxodo 23:7 diz o seguinte: ‘Da falsa acusação teafastarás; não matarás o inocente e o justo, porque não justificarei o ímpio’. O ponto é que o Senhor nunca declara justo àquele que não se tornou justo pela relação do concerto com Ele. Essa relaçãoabrange a presença de Deus na vida. Ele declara justos àqueles que são justos em virtude de Sua presença na vida deles”. Lição da Escola Sabatina 2º Trim. 1990, CRISTO O ÚNICO CAMINHO, P. 46

O perdão de Deus não é meramente um ato judicial pelo qual Ele nos livra da condenação. É não somente perdão pelo pecado, mas livramento do pecado. É o transbordamento de amor redentor que transforma o coração. Davi tinha a verdadeira concepção do perdão ao orar: ‘Cria em mim, ó Deus, um coração puro e renova em mim um espírito reto.’ Sal. 51:10”. O Maior Discurso de Cristo, p. 91

Desperta professo povo de Deus!

O Homem de Romanos 7

Não é difícil vermos pessoas que não acreditam na possibilidade de plena libertação do pecado, usarem Romanos 7:14-19, como argumento para defenderem essa descrença. Argumentam que essa descrição, é a descrição de como vivia o apóstolo Paulo. “Libertação plena do pecado? Impossível Vejam como vivia mesmo o apóstolo Paulo”, E então, citam Romanos 7:14-19. Nesse trabalho veremos que é preciso ignorar muita coisa para usar Romanos 7:14-19 como prova de que é impossível a plena libertação do pecado.  

“Porque bem sabemos que a lei é espiritual. Eu, porém, sou carnal, vendido à escravidão do pecado”. Romanos 7:14

“Sabemos que a lei é divina; mas eu sou humano e fraco e fui vendido ao pecado para ser seu escravo. Eu não entendo o que faço, pois não faço o que gostaria de fazer. Pelo contrário, faço justamente aquilo que odeio”. Romanos 7:14-15, BLH

Porque eu sei que em mim, isto é, na minha carne, não habita bem nenhum, pois o querer o bem está em mim, mas não o realizá-lo. Porque não faço o bem que eu quero, mas o mal que não quero, esse faço”. Romanos 7:18,19 NAA

E eu sei que em mim, isto é, em minha natureza humana, não há nada de bom, pois quero fazer o que é certo, mas não consigo. Quero fazer o bem, mas não o faço. Não quero fazer o que é errado, mas, ainda assim, o faço”. Romanos 7:18,19  NVT

Sinal Vermelho

É bastante comum dispositivos indicando algo de errado, algum perigo com uma luz ou um sinal vermelho. No trânsito o sinal vermelho indica, perigo, pare! Aqueles que usam Romanos 7:14-19 como prova de que é impossível a plena libertação do pecado deveriam imaginar também uma luz vermelha, indicando que algo está errado, muito errado, indicando perigo.  Compreenderemos melhor essa questão na sequência desse estudo!

As pessoas que acreditam que a vida como carnal, “vendido à escravidão do pecado”, como sendo a vida de Paulo, deveriam com sinceridade pensar, analisar o seguinte: Vivendo assim como Paulo poderia ter escrito mensagens como as que veremos a seguir?     

  1. “Sejam meus imitadores, como também eu sou imitador de Cristo”. 1 Coríntios 11:1

Como ele poderia estar imitando a Cristo sendo carnal e vivendo como escravo do pecado? Se Paulo vivia assim temos duas opções: ele estava propositalmente mentindo ou ele tinha uma ideia muito errada do que seja estar realmente imitando a Cristo

2- “Segui a paz com todos e a santificação, sem a qual ninguém verá o Senhor”. Hebreus 12:14

Como ele poderia falar em santificação estando ele mesmo vivendo como escravo do pecado ?

3 “Fazei, pois, morrer a vossa natureza terrena: prostituição, impureza, paixão lasciva, desejo maligno e a avareza, que é idolatria”. Colossenses 3:5

Como ele poderia falar para outros fazer morrer a natureza terrena estando ele mesmo vivendo dominado por ela?

4- “Pois nós também, outrora, éramos néscios, desobedientes, desgarrados, escravos de toda sorte de paixões e prazeres, vivendo em malícia e inveja, odiosos e odiando-nos uns aos outros. Quando, porém, se manifestou a benignidade de Deus, nosso Salvador, e o seu amor para com todos, não por obras de justiça praticadas por nós, mas segundo sua misericórdia, ele nos salvou mediante o lavar regenerador e renovador do Espírito Santo”. Tito 3:3-5

Como Paulo poderia ter se incluído entre os que tinham sidos salvos “mediante o lavar regenerador e renovador do Espírito Santo”, ainda estando vivendo como carnal e escravo do pecado? Vivendo assim o presente de Paulo não seria nem um pouco diferente do seu tempo de “outrora”!

5 “E disse-me: A minha graça te basta, porque o meu poder se aperfeiçoa na fraqueza. De boa vontade, pois, me gloriarei nas minhas fraquezas, para que em mim habite o poder de Cristo. Pelo que sinto prazer nas fraquezas, nas injúrias, nas necessidades, nas perseguições, nas angústias, por amor de Cristo. Porque, quando estou fraco, então, sou forte”. 2 Coríntios 12:9,10

E disse-me: A minha graça te basta, porque o meu poder se aperfeiçoa na fraqueza. […] para que em mim habite o poder de Cristo. Porque, quando estou fraco, então, sou forte”.

Em I Cor. 12:9-10 Paulo exalta o poder de Deus que se aperfeiçoa na sua fraqueza, pela graça o poder de Cristo passa habitar nele, então ele pode fazer essa maravilhosa afirmação! “Porque, quando estou fraco, então, sou forte”.

Como conciliar essas afirmações de Paulo em II Cor. 12:9-10, “para que em mim habite o poder de Cristo”,quando estou fraco, então, sou forte”, com Romanos 7:14-19 onde Paulo é fraco e derrotado pela carne, vive como escravo do pecado?

Mesmo uma pessoa em que habita o poder de Cristo, que devido a isso é forte, vive sem conseguir fazer o bem, faz o mal que não quer fazer e vive como escrava do pecado?

Preocupação de Paulo

“Antes, subjugo o meu corpo e o reduzo à servidão, para que, pregando aos outros, eu mesmo não venha de alguma maneira a ficar reprovado”. 1 Coríntios 9:27

Se Paulo tinha a preocupação de ao ensinar aos outros ele mesmo não fosse reprovado naquilo que ensinava, como conciliar esses ensinamentos de Paulo que veremos a seguir com suas afirmações em Romanos 7:14, 18-19?

 Vou fazer novamente alguns questionamentos após os ensinamentos de Paulo para revelar ainda mais, o quanto não é coerente tentar defender que essa parte de Romanos 7 representa a vida de uma pessoa convertida.

  1. “Porque bem sabemos que a lei é espiritual. Eu, porém, sou carnal, vendido à escravidão do pecado”. Romanos 7:14
  2. E eu sei que em mim, isto é, em minha natureza humana, não há nada de bom, pois quero fazer o que é certo, mas não consigo. Quero fazer o bem, mas não o faço. Não quero fazer o que é errado, mas, ainda assim, o faço”. Romanos 7:18,19  NVT

Alguns ensinamentos de Paulo

  1. “Sabendo isto: que a nossa velha natureza foi crucificada com ele, para que o corpo do pecado seja destruído, e não sejamos mais escravos do pecado”. Romanos 6:6

Paulo afirmou que sua velha natureza havia sido crucificada com Cristo para que não continuasse como escravo do pecado. Essa era uma falsa afirmação? Paulo mentiu e sempre viveu como escravo do pecado?

2- “Não reine, portanto, o pecado em vosso corpo mortal, para lhe obedecerdes em suas concupiscências”. Romanos 6:12

Paulo estava aconselhando não permitir que o pecado reinasse enquanto ele mesmo continuava vivendo como escravo do pecado?

3- “Porque o pecado não terá domínio sobre vocês, pois vocês não estão debaixo da lei, e sim da graça”. Romanos 6:14

Quando Paulo afirmou que o pecado não teria domínio sobre os que estavam debaixo da graça ele estava mentindo? Sua vida dominada pelo pecado era uma prova que essa firmação dele era mentira?

4- a) “Portanto, os que estão na carne não podem agradar a Deus”. Romanos 8:8

b)“Rogo-vos, pois, irmãos, pela compaixão de Deus, que apresenteis o vosso corpo em sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional”. Romanos 12:1

Paulo “sendo carnal vendido a escravidão do pecado”, estava em uma condição que não agrada a Deus pois segundo ele mesmo os que estão na carne não podem agradar a Deus”. Mesmo assim ele aconselhou aos demais a se apresentarem como sacrifício agradável a Deus? Ou seja, ele aconselhou aos outros a fazerem algo que ele mesmo não estava fazendo?

5- “Porque, se viverdes segundo a carne, morrereis; mas, se pelo Espírito mortificardes as obras do corpo, vivereis”. Romanos 8:13

Paulo adverte aos demais quanto ao fato de que se viverem segundo a carne iriam morrer estando ele mesmo, ignorando seu próprio conselho, e   vivendo como “carnal, vendido à escravidão do pecado”?

6- a)logo, já não sou eu quem vive, mas Cristo vive em mim. E esse viver que agora tenho na carne, vivo pela fé no Filho de Deus, que me amou e se entregou por mim”. Gálatas 2:20

b) “Assim que, se alguém está em Cristo, nova criatura é: as coisas velhas já passaram; eis que tudo se fez novo”. 2 Coríntios 5:17

Paulo estava em Cristo quando afirmou “já não sou eu quem vive, mas Cristo vive em mim”. Ele também afirmou, “se alguém está em Cristo, nova criatura é: as coisas velhas já passaram; eis que tudo se fez novo”.

Essas afirmações também não eram verdadeiras na vida de Paulo? Mesmo ele vivendo em Cristo, na prática, nada havia mudado, nada havia de novo, e ele continuava vivendo comocarnal, vendido à escravidão do pecado”?

7- Não veio sobre vós tentação, senão humana; mas fiel é Deus, que vos não deixará tentar acima do que podeis; antes, com a tentação dará também o escape, para que a possais suportar”.1 Coríntios 10:13

Paulo afirmou em Romanos 7:14 ser carnal e escravo do pecado, no verso 19 afirmou não conseguia fazer o bem e fazia o mal que não queria, ou seja, vivia completamente dominado pelo pecado. Vivendo assim ele poderia afirmar Deus não “vos não deixará tentar acima do que podeis; antes, com a tentação dará também o escape, para que a possais suportar”. Paulo poderia fazer essa afirmação se a forma como vivia é aquela descrita em Romanos 7:14-19, sempre vencido pelas tentações, vivendo como escravo do pecado? Que autoridade ele teria para escrever 1 Coríntios 10:13 vivendo assim?

8- “Digo, porém: andai no Espírito e jamais satisfareis à concupiscência da carne”. Gálatas 5:16

Se o que Paulo afirma em Gálatas 5:16 for verdadeiro então a descrição de vida de Romanos 7:14-19 é de uma pessoa que não está andando no Espírito! Ou então, aquela descrição pode ser de alguém que está andando no Espírito, e o que está em Gálatas 5:16 não é verdade, ou seja, Romanos 7:14-19 contradiz Gálatas 5:16 e prova que, quem está no Espírito pode sim satisfazer ou sucumbir aos desejos da carne.

Tempo Verbal

É bem possível que alguém ignore a esses argumentos e se apegue ao fato de Paulo ao escrever Romanos 7:14 usa o tempo verbal no presente, “eu sou”, estando, portanto, descrevendo sua condição no presente! Esteja atento para esse detalhe, tempo verbal!

 “Entre eles também nós todos andamos no passado, segundo as inclinações da nossa carne, fazendo a vontade da carne e dos pensamentos; e éramos por natureza filhos da ira, como também os demais”. Efésios 2:3 NAA

Em Efésios 2:3 andares segundo as inclinações da carne é coisa do passado!

Alguém ainda pode dizer, é outra epístola outro momento de Paulo. Então vamos para o livro de Romanos.

“Porque, quando estávamos na carne, as paixões dos pecados, que são pela lei, operavam em nossos membros para darem fruto para a morte”. Romanos 7:5

Romanos 7:5 estar na carne coisa do passado também, vejam Romanos 7, o mesmo capítulo do verso 14.

Romanos 7, verso 5 estar na carne coisa do passado, verso 14 estar na carne no presente!

“Para que a justiça da lei se cumprisse em nós, que não andamos segundo a carne, mas segundo o Espírito”. Romanos 8:4

Romanos 8:4 Paulo afirma estar no PRESENTE entre os que não andam segundo a carne!

Diante de tudo isso acredito que o mais coerente é entender que em Romanos 7:14 Paulo começou a descrever uma situação onde a pessoa está convencida da vontade de Deus, convencida da necessidade da obediência de Sua lei, mas por ainda não conhecer Jesus, não consegue obedecer. Paulo se coloca como personagem dessa situação, dessa alegoria, porque, muito provavelmente, essa era sua realidade antes de conhecer Jesus.

Não se trata de discutir se Paulo já estava convertido, conhecia Jesus, ao escrever Romanos 7, claro que sim, estava convertido, conhecia Jesus!

O que precisa ser compreendido é que em Romanos 7:14-23 Paulo se coloca como personagem de uma alegoria descrevendo a condição de vida de uma pessoa convencida, mas ainda não convertida. Por não estar convertida ainda não tinha experimentado o poder da graça de Deus para transformar e tornar possível a plena obediência!  

Antes de prosseguirmos é interessante que voltemos em Efésios 2:3.

“Entre eles também nós todos andamos no passado, segundo as inclinações da nossa carne, fazendo a vontade da carne e dos pensamentos; e éramos por natureza filhos da ira, como também os demais”. Efésios 2:3 NAA

Segundo Efésios 2:3 andar segundo a carne fazendo a vontade da carne é estar vivendo como um filho da ira. Não é exatamente isso que está fazendo o personagem de Romanos 7:14-23? Esse personagem segundo Efésios 2:3 está sim vivendo como um filho da ira! As pessoas que defendem que aquela descrição de Romanos 7:14-23 é a descrição de como vivia Paulo já convertido, sendo, portanto, a descrição de como vive uma pessoa convertida. Será que essas compreendem que pensando assim elas estão também defendendo que uma pessoa convertida vive como filho da ira!

Um simples estudo bíblico nos leva a concluir que uma pessoa convertida vive como filho de Deus e não filho da ira.

“Para que vos torneis irrepreensíveis e sinceros, filhos de Deus inculpáveis no meio de uma geração pervertida e corrupta, na qual resplandeceis como luzeiros no mundo”. Filipenses 2:15

Final da alegoria

Miserável homem que sou! Quem me livrará do corpo desta morte?
Graças a Deus por Jesus Cristo, nosso Senhor! De maneira que eu, de mim mesmo, com a mente, sou escravo da lei de Deus, mas, segundo a carne, sou escravo da lei do pecado
”. Romanos 7:24,25

Em Romanos 7:24-25 Paulo descreve o momento em que a pessoa convencida, mas ainda não convertida reconhece sua “miserável” condição e encontra em Jesus a solução para o livramento dessa condição.

Miserável homem que sou! Quem me livrará do corpo desta morte?
Graças a Deus por Jesus Cristo, nosso Senhor!”

Começo de uma nova realidade!

“Portanto, agora, nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus, que não andam segundo a carne, mas segundo o Espírito.” Rom. 8:1, ARC

Na Bíblia Almeida Revista e Corrigida vemos em Romanos 8:1, claramente, a transição da experiência descrita em Romanos 7:14-19 para uma nova experiência, de não mais andar segundo a carne, mas segundo o Espírito!

Vejam “nenhuma condenação” “para os que estão em Cristo Jesus, que não andam segundo a carne, mas segundo o Espírito.

Transição de uma condição de condenação, vivendo segundo a carne como escrava do pecado, para uma condição de libertação da condenação e da escravidão do pecado, por estar em Cristo, não mais andando segundo a carne, mas segundo o Espírito. Pena que Romanos 8:1 não está assim em todas as Bíblias, porquê dessa forma vemos com muita clareza essa transição.

Eu não entendo também o porquê de Romanos 8:1 não estar também dessa forma na nossa Bíblia de Estudo Andrews, a Bíblia de estudo adventista! A serva do Senhor usou Romanos 8:1 dessa forma em diversas obras. Vou mostrar a seguir dois exemplos.

Romanos 8:1 no Espírito de profecia

“Podemos ir a Jesus e ser purificados, permanecendo diante da lei sem opróbrio e remorsos. “Nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus, que não andam segundo a carne, mas segundo o Espírito.” Rom. 8:1”.  O Grande Conflito, p.477

“É nosso privilégio ir a Jesus e sermos purificados, e apresentar-nos perante a lei sem pejo nem remorso. “Portanto, agora, nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus, que não andam segundo a carne, mas segundo o Espírito.” Rom. 8:1”. Caminho a Cristo, p. 51

Romanos 8:1 em nossas lições da Escola Sabatina

E possível encontrar também em nossas lições da Escola Sabatina Romanos 8:1 como está na Bíblia Almeida Revista e Corrigida.

“Não importa se somos judeus ou gentios, quando confrontados com nossa pecaminosidade, podemos achar refúgio na justiça de Cristo oferecida pela fé, ‘independentemente das obras da lei’ (Rom. 3:28). Podemos reclamar a promessa de que ‘agora, nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus, que não andam segundo a carne, mas segundo o Espírito’ (Rom. 8:1 ARC). Lição da Escola Sabatina, 2º Trim. 2-16, O Evangelho de Mateus, p. 87, lição do professor.

Vejam esse maravilhoso comentário sobre Romanos 7 encontrado no livro Nisto Cremos!

Todos os esforços para se alcançar uma vida de justiça pelos próprios méritos, são condenados. Cristo declarou que todos aqueles que pecaram são ‘escravos do pecado’. Somente o poder divino pode nos emancipar dessa escravidão. Entretanto, Cristo nos assegura: ‘Se o Filho vos libertar, verdadeiramente sereis livres’ (Jo. 8:36). Ele disse que somente seremos capazes de produzir a justiça se permanecemos Nele, porque ‘sem Mim nada podeis fazer’ (Jo. 15:4 e 5). ‘Cada ato de transgressão, cada negligência ou rejeição da graça de Cristo recai sobre vós mesmos; endurece o coração, deprava a vontade, entorpece o entendimento, tornando-vos não só menos inclinados a ceder à terna súplica do Santo Espírito de Deus, como também menos capazes de o fazer’. Até mesmo o apóstolo Paulo fracassou na tentativa de desenvolver vida justa por seus esforços. Ele conhecia o perfeito padrão da lei de Deus, mas não se sentia habilitado a preenchê-lo. Ao recapitular os esforços que havia empreendido, declarou: ‘Porque nem mesmo compreendo o meu próprio modo de agir, pois não faço no que prefiro, e sim o que detesto’. ‘Porque não faço o bem que prefiro, mas o mal que não quero, esse faço’. Depois salientou o impacto do pecado sobre sua vida. ‘Mas, se eu faço o que não quero, já não sou eu quem o faz, e sim o pecado que habita em mim’. A despeito de seus fracassos, ele admirava o perfeito padrão de Deus, dizendo: ‘Porque, no tocante ao homem interior, tenho prazer na lei de Deus; mas vejo nos meus membros, outra lei que, guerreando contra lei de minha mente, me faz prisioneiro da lei do pecado que está nos meus membros. Desventurado homem que sou! Quem me livrará do corpo desta morte”? (Romanos 7:15, 19, 20, 22-24).

Paulo finalmente compreendeu que era necessário o poder divino para torná-lo vitorioso. Por intermédio de Cristo, deixou de lado a vida segundo a carne e começou uma nova vida de acordo com o Espírito (Rom. 7:25; 8:1). Essa nova vida segundo o Espírito é o transformador dom de Deus. Pela graça divina, nós que estamos ‘mortos’ ‘nos delitos e pecados’, nos tornamos vitoriosos (Ef. 2:1, 3, 8-19). O novo nascimento espiritual transforma de tal modo a vida (Jo. 1:13; 3:5) que podemos até mesmo falar de uma nova criação – as ‘coisas antigas já passaram; eis que se fizeram novas’ (2Cor. 5:17). A vida renovada, contudo, não exclui a possibilidade de se cometer pecado (1Jo. 2:1)”. Nisto Cremos, p. 115 – 116

É muito triste constatar que a grande maioria dos adventistas que estudam nossas lições da Escola Sabatina parece não levar em consideração o que nos é ensinado nelas. Fazem com nossas lições o mesmo que fazem com a Bíblia e o Espirito de profecia! Aceitam apenas aquilo que lhes convém! Vejam a seguir dois textos da última lição de Romanos que estudamos em 2010.

O primeiro ” “Romanos 8 é a resposta de Paulo a Romanos 7”. O segundo descreve com precisão as pessoas se escondendo atrás de Romanos 7 para justificar uma vida na permanência da escravidão do pecado. O terceiro revelando claramente que a experiência de Romanos 7 é a de uma pessoa antes de se render a Cristo.

Romanos 8 é a resposta de Paulo a Romanos 7. Em Romanos 7, Paulo fala de frustração, fracasso e condenação. Em Romanos 8, a condenação está anulada, substituída pela liberdade e vitória provida por Jesus Cristo. Em Romanos 7, Paulo disse que se você se recusar a aceitar Jesus Cristo, terá a experiência infeliz ali descrita. Você será escravo do pecado, impossibilitado de fazer o que preferir. Em Romanos 8, ele diz que Cristo Jesus lhe oferece a libertação do pecado e liberdade para fazer o bem que desejar fazer, mas que sua natureza pecaminosa não permite.”. Lição E. S. A Redenção Em Romanos, 3º Trim. 2010, p. 106.

 “Infelizmente, deixando de renovar diariamente sua dedicação a Cristo, muitos cristãos, na realidade, estão servindo ao pecado, por mais que abominem admitir isso. Racionalizam que estão passando pela experiência normal de santificação e que simplesmente têm um longo caminho a percorrer. Assim, em vez de levar os pecados conhecidos a Cristo e pedir a vitória sobre eles, escondem-se atrás de Romanos 7, que lhes diz, pensam eles, que é impossível fazer o que é certo. Na realidade, esse capítulo está dizendo que é impossível fazer o certo quando a pessoa está escravizada ao pecado, mas a vitória é possível em Jesus Cristo”. Lição Escola Sabatina, A Redenção Em Romanos, 3º Trim. 2010, p. 98.

“‘Em Cristo Jesus’ está em contraste com ‘a carne’. Também está em contraste com a experiência detalhada no capítulo 7, em que Paulo em descreve como sendo carnal a pessoa que está sob condenação antes de se render a Cristo, significando que é escrava do pecado. A pessoa está sob a condenação da morte (v. 11, 13 e 24). Serve à ‘lei do pecado’ (v. 23, 25). Essa pessoa está em uma terrível condição de desgraça (v. 24). Lição Escola Sabatina, A Redenção Em Romanos, 3º Trim. 2010, p. 107

Diante de tudo que vimos, só nos resta clamar!

Desperta professo povo de Deus!!!

O Que Nos Revela o Evangelho

Tenho visto pastores adventistas usarem Eclesiastes 7:20 como sendo uma prova de que é impossível a perfeição cristã, perfeição no sentido de ser plenamente libertado do pecado.

 Vou mencionar nomes porque não quero fazer como esses pastores fazem. Fazem afirmações como, “pessoas afirmando que serão tão santas que não precisarão mais de Jesus”!

Fazem acusações como essa e não dão referências provando que tais pessoas com tais pensamentos existam fora da mente deles.

Bom, primeiro vamos mencionar um nome e dar referência provando que existem pastores adventistas fazendo acusações absurdas como essa que mencionei! Pr.Amin A. Rodor, MM  2014, Encontros Com Deus, p. 160

“Perfeccionistas, que por causa de sua compreensão superficial de pecado, facilmente se sentem ‘triunfantes e vitoriosos’. Cometem o engano de se julgarem espiritualmente superiores, vítimas da síndrome do ‘já alcancei’. Concluem que, em algum momento, alcançarão um estágio de impecaminosidade absoluta e serão tão santos que não mais precisarão de Cristo”.

Sobre usar Eclesiastes como argumento para tentar provar ser impossível uma vida plenamente livre do pecado, são muitos, converse com o pastor do seu distrito sobre esse assunto e ele muito provavelmente fará isso.

Vou então mencionar um nome e dar referência. O pastor Eleazar Domini, em uma de suas mensagens sobre esse tema, Eclesiastes 7:20 é o seu primeiro argumento. Vou a seguir deixar o link dessa mensagem para aqueles que quiserem conferir.

É nosso privilégio crer que Seu sangue pode nos purificar de toda mancha e mácula de pecado. Não devemos limitar o poder do Santo de Israel”. MM 2013, Perto do Céu, p. 370

Todos argumentos apresentados por esse pastor podem ser facilmente refutados. Como prova disso vamos refutar o primeiro argumento que ele apresenta. Gostaria que ele refutasse argumentos apresentados nesse blog! Triste constatar que muitos se contentam aceitando “um assim diz o pastor” sem investigar o que realmente diz o Senhor!

“Assim diz o Senhor: Maldito o homem que confia no homem, e faz da carne o seu braço, e aparta o seu coração do Senhor!” Jeremias 17:5

Será mesmo que Eclesiastes 7:20 é uma prova de que, antes da volta de Jesus, NUNCA existirá algum homem libertado plenamente do pecado?

“Na verdade que não há homem justo sobre a terra, que faça o bem, e nunca peque. Eclesiastes 7:20

Se eu faço essa aplicação de nunca haver existência de alguém que não nunca peca, devo fazer o mesmo com as outras duas afirmações nesse verso.

Nunca vai existir alguém que não peca.

Nunca vai existir alguém justo.

Nunca vai existir alguém que faça o bem.

Essas afirmações somente são verdadeiras quando vemos a situação da humanidade SEM Deus!

SEM Deus! Nunca vai existir alguém que não peca.

SEM Deus! Nunca vai existir alguém justo.

SEM Deus! Nunca vai existir alguém que faça o bem.

Essa é a forma correta de interpretação desse verso. A descrição da condição da humanidade SEM Deus.

Fazendo a aplicação que o pastor Eleazar Domini faz em relação ao pecado (nunca vai ter alguém que não peca), ele tem que fazer também em relação a ser justo e fazer o bem.

Nunca vai ter alguém que não peca.

Nunca vai ter alguém que seja justo. Que possa ser chamado de justo!

Nuca vai ter alguém que faça o bem.

Isso é complicado porque no verso 15 do mesmo capítulo vemos uma prova de que existem homens justos sim! Justos SALVOS. Ímpios PERDIDOS.

Tudo isto vi nos dias da minha vaidade: há justo que perece na sua justiça, e há ímpio que prolonga os seus dias na sua maldade”. Eclesiastes 7:15

Da mesma forma que existe os homens tornados justos pela graça de Deus também pode existir homens libertados do pecado pela graça de Deus!

Vamos ver o que nossa lição da Escola Sabatina nos ensinou sobre Eclesiastes 7:20.

 “Talvez mais surpreendentes sejam as palavras de Eclesiastes 7:20, que se parecem muito com o que Paulo disse em Romanos 3:10 (‘Não há justo, nem um se quer’) ou João em I João 1:10 (‘Se dissermos que não temos cometido pecado, fazemo-Lo mentiroso, e a Sua palavra não está em nós’). Embora os cristãos sejam frequentemente ridicularizados por sua ‘visão pessimista’ e ‘negativa’ da humanidade, tudo que se tem é olhar para o mundo, tanto para a História como para sua presente condição, a fim de obter a confirmação de seus ensinos sobre a situação pecaminosa da humanidade. Você pode precisar de ter fé para crer em muito do que o cristianismo ensina, mas não sobre a natureza caída da humanidade”. Lição  da Escola Sabatina 1º  Trim. 2007, Eclesiastes, p. 99

Estejam atentos para esse detalhe,as palavras de Eclesiastes 7:20, que se parecem muito com o que Paulo disse em Romanos 3:10 (‘Não há justo, nem um se quer’)”.

Vejam o que nossa lição da Escola Sabatina nos ensinou sobre Romanos 3:10!

“Ao descrever que todos “estão debaixo do pecado” e que “não há justo, nem um sequer” (Rom. 3:9-10), Paulo referia-se a todos que estão separados ou longe de Cristo. Todos aqueles que não experimentaram, pela fé, o poder salvífico de Jesus Cristo, São injustos e necessitam de justificação”.  Lição da Escola Sabatina, 4° trim. 1990, “A Carta Aos Romanos” lição do aluno, pág. 21, lição prof. p. 33.

Se Romanos 3:10 ser refere à a todos que estão separados ou longe de Cristo. Todos aqueles que não experimentaram, pela fé, o poder salvífico de Jesus Cristo”.  Podemos pensar diferente sobre Eclesiastes 7:20?

Será que nossa lição da Escola Sabatina daria a Eclesiastes 7:20 uma interpretação diferente da que deu para Romanos 3:10? A coerência nos leva a um expressivo NÃO para essa pergunta!

Seria bastante interessante que esses pastores levassem em conta o que é ensinado em nossas lições da Escola Sabatina!

Seria interessante também que esses pastores vissem que Eclesiastes 7:20, Romanos  3:10, I João  1:8 e  I João 1:10 são simplesmente uma descrição da condição da humanidade sem Deus.

I João 1:8 e  I João 1:10 um diagnóstico, e I João 1:7 e I João 1:9 a solução para esse diagnóstico.

Diagnóstico

“Se dissermos que não temos pecado, enganamo-nos a nós mesmos, e não há verdade em nós”. 1 João 1:8

“Se dissermos que não pecamos, fazemo-lo mentiroso, e a sua palavra não está em nós”. 1 João 1:10

“Como podemos fazer com que Deus seja visto como mentiroso?” 1° João 1:10

“Note como esse verso aparece na versão de Fhillips:

“Se assumimos atitude de afirmar: ‘Não tenho pecado’, simplesmente negamos o diagnóstico de Deus quanto à nossa condição e nos isolamos de ouvir o que Ele tem a nos dizer” Lição da Escola Sabatina, Deus é Amor, 2° trim. de 1997, lição 2, pág. 6

Seria maravilhoso que pastores adventistas vissem no evangelho algo mais que a revelação da nossa condição! Sim, o evangelho não revela somente nossa condição, ele revela também a solução para a mudança dessa condição!

SOLUÇÃO!

“Mas, se andarmos na luz, como ele na luz está, temos comunhão uns com os outros, e o sangue de Jesus Cristo, seu Filho, nos purifica de todo o pecado”. 1 João 1:7

“O sangue de Jesus”

“Se confessarmos os nossos pecados, Ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados, e nos purificar de toda a injustiça”. 1 João 1:9

“Ele (Jesus) é fiel e justo para nos perdoar os pecados, e nos purificar de toda a injustiça.

Como seria maravilhoso se os pastores adventistas parassem de ficar defendendo o pecado e compreendessem realmente a mensagem de Deus para nós nos versos que mostrarei a seguir e em muitos outros!

Assim que, se alguém está em Cristo, nova criatura é; as coisas velhas já passaram; eis que tudo se fez novo”. 2 Coríntios 5:17

“Já estou crucificado com Cristo; e vivo, não mais eu, mas Cristo vive em mim; e a vida que agora vivo na carne, vivo-a pela fé do Filho de Deus, o qual me amou, e Se entregou a Si mesmo por mim”.  Gálatas 2:20

“E qualquer que nele tem esta esperança purifica-se a si mesmo, como também Ele é puro”. 1 João 3:3

“E não vos conformeis com este século, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente, para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus”. Romanos 12:2

“Digo, porém: Andai em Espírito, e não cumprireis a concupiscência da carne”. Gálatas 5:16

E os que são de Cristo crucificaram a carne com as suas paixões e concupiscências”. Gálatas 5:24

“Porei dentro de vós o meu Espírito e farei que andeis nos meus estatutos, guardeis os meus juízos e os observeis”. Ezequiel 36:27

Sabeis também que Ele se manifestou para tirar os pecados, e nEle não existe pecado”. 1° João 3:5

Porque a graça salvadora de Deus se há manifestado a todos os homens, Ensinando-nos que, renunciando à impiedade e às concupiscências mundanas, vivamos neste presente século sóbria, e justa, e piamente, Aguardando a bem-aventurada esperança e o aparecimento da glória do grande Deus e nosso Senhor Jesus Cristo; O qual se deu a si mesmo por nós para nos remir de toda a iniquidade, e purificar para si um povo seu especial, zeloso de boas obras”. Tito 2:11-14

O Deus do Impossível

Aquele que acham ser impossível ser libertados da escravidão do pecado deveriam saber que aquilo que é impossível para os homens é possível para Deus!

 “Jesus, porém, olhando para eles, disse: Para os homens é impossível, mas não para Deus, porque para Deus todas as coisas são possíveis”. Marcos 10:27

“Mas ele respondeu: As coisas que são impossíveis aos homens são possíveis a Deus”. Lucas 18:27

Porque para Deus nada é impossível”. Lucas 1:37

Cremos em um Deus capaz de fazer coisas impossíveis. Nos libertar plenamente do pecado é uma exceção? Um milagre que Deus não pode operar em nós?

Pastores adventistas ajudando Satanás alcançar seu objetivo!

Intenção De Satanás

“O grande conflito entre Cristo e Satanás, que tem prosseguido durante quase seis mil anos, logo deve terminar; e o maligno redobra seus esforços para frustrar a obra de Cristo em prol do homem, e prender as almas em suas ciladas. Reter o povo em trevas e impenitência, até que termine a mediação do Salvador e não mais haja sacrifício pelo pecado, é o objetivo que ele procura realizar”. O Grande Conflito, p. 518.

Na verdade, podemos afirmar que a grande maioria dos pastores adventistas por não estarem alertando nosso povo para a maravilhosa obra que Deus deseja realizar nos que serão salvos e fazendo a maioria acreditar que somente na volta de Jesus eles serão plenamente libertados do pecado. Esses pastores adventistas, estão, portanto, ajudando Satanás alcançar seu objetivo que é: “Reter o povo em trevas e impenitência, até que termine a mediação do Salvador e não mais haja sacrifício pelo pecado”. Esse é “o objetivo que ele (Satanás) procura realizar”.

“Meu coração se enche de angústia quando penso nas mensagens desinteressantes pregada por alguns de nossos pastores, quando têm para pregar uma mensagem de vida e morte.Os pastores estão dormentes; da mesma forma que os membros da igreja; enquanto o mundo perece em pecado”. Testemunhos Seletos, vol. 3, p. 220.

“Homens e mulheres estão nas últimas horas da graça, e no entanto são descuidados e ignorantes, e os pastores não tem poder para despertá-los; eles próprios dormem. Pregadores sonolentos pregando a um povo adormecido”. Testemunho Para a Igreja, vol.2, p. 338

Vemos aí que a igreja – o santuário do Senhor – foi a primeira a sentir o golpe da ira de Deus. Os anciãos, aqueles a quem Deus dera grande luz, e que haviam ocupado o lugar de depositários dos interesses espirituais do povo, haviam traído o seu depósito. Colocaram-se no ponto de vista de que não precisamos esperar milagres e as assinaladas manifestações do poder de Deus, como nos dias da antiguidade. Os tempos mudaram. Estas palavras fortaleceram-lhes a incredulidade, e dizem: O Senhor não fará bem nem mal. É demasiado misericordioso para visitar Seu povo em juízos. Assim, paz e segurança é o grito de homens que nunca mais erguerão a voz como trombeta para mostrar ao povo de Deus suas transgressões, e à casa de Jacó os seus pecados. Esses cães mudos, que não querem ladrar, são aqueles que sentirão a justa vingança de um Deus ofendido. Homens, virgens e crianças, todos perecerão juntos”. Testemunhos Seletos, vol. 2, p. 65-66

Desperta professo povo de Deus!!!

Apenas no Aspecto Físico?

Muitos teólogos adventistas, a grande maioria deles, têm afirmado que Jesus veio ao nosso mundo com a natureza de Adão depois da queda, mas isso apenas no aspecto físico, já no aspecto espiritual Ele tinha a natureza de Adão antes da queda, antes do pecado. A seguir um texto do livro, Ellen White e a Humanidade de Cristo onde o autor Woodrow W. Whidden defende esse pensamento.

“Ellen White foi clara ao mencionar que Ele tomou a ‘nossa natureza pecaminosa’ (SDABC, vol. 7, p. 453), mas somente no sentido de uma capacidade diminuída resultante do princípio da hereditariedade física”. Ellen White e a Humanidade de Cristo, p. 93

Textos importantes dos livros Ellen White e a Humanidade de Cristo e Nisto Cremos.

“É bem claro que Ellen White abeverou-se de um dos sermões de Melvill, intitulado ‘A Humilhação do Homem Cristo Jesus’, ao preparar um artigo cujo título era ‘Cristo, o exemplo do Homem’ (RH, 05/07/ 1887). Não causa surpresa que esse sermão discuta a humanidade de Cristo. Eric Webster nos dá um sumário final muito útil da utilização de Melvill: ‘Para Melvill, existem duas consequências primárias da queda: (1) ‘fraquezas inocentes’ e ‘propensões pecaminosas’. ‘Antes da transgressão, a humanidade de Adão estava livre de ambas, e com ambas ela foi dotada depois da transgressão’ (Melvil, p. 47). Por ‘fraquezas inocentes, Melvill entende características tais como fome, dor, fraqueza, tristeza e morte. ‘Existem consequências pela culpa que são perfeitamente inculpáveis. O pecado introduziu a dor, mas a própria dor não é pecado’ (ibidem). Por ‘propensões pecaminosas’ Melvill se refere a tendência, ou inclinação, para pecar. ‘No seu resumo da discussão, Melvill deixa claro que, em sua visão, Adão não tinha nem ‘fraquezas inocentes’ nem ‘ propensões pecaminosas’; nós nascemos com ambas, e Cristo levou a primeira, mas não a segunda’ (p. 127 e 128). Melvill diz claramente que Cristo teve uma humanidade que ‘não era inclinada a transgredir’ (citado em Wbster, p. 128). Tim Poirier sugeriu que embora Ellen White não tenha citado as palavras [de Melvill] (tais como ‘fraquezas inocentes’, ‘propensões pecaminosas’ ‘inclinada a ofensas’), os sentimentos de Melvill poderiam muito bem refletir as próprias convicções de Ellen White’ (ibidem; ver Poirier). ‘É sugerido que o aparente conflito encontrado nas declarações de Ellen White sobre a humanidade de Cristo pode ser resolvido no contexto da discussão de Melvill. Poderia ser que, quando Ellen White declara que Cristo tomou sobre Si ‘a natureza caída e pecaminosa’ do homem, ela estivesse pensando naquelas ‘fraquezas inocentes’ que trouxeram Cristo ao nível do homem, e que quando ela fala de impecabilidade da humanidade de Cristo ela estivesse pensando no fato de que Cristo não possuía ‘propensões pecaminosas’?” (Webster, p. 128 e 129)”, Woodrow W. Whidden, Ellen White e a Humanidade de Cristo, p. 62 e 63

Como vimos uma forma de afirmar que Cristo tenha assumido uma natureza caída apenas no aspecto físico é afirmar que Ellen White “abeverou-se de um dos sermões de Melvill”. (Henry Melvill). Segundo Woodrow W. Whidden e pessoas citadas por ele nesse texto, quando Ellen White mencionava natureza caída e pecaminosa ela estava se referindo a uma natureza afetada apenas em aspectos físicos tais como, “fome, dor, fraqueza, tristeza e morte” “Fraquezas inocentes”.

Interessante esse tipo de afirmação, “‘fraquezas inocentes’ que trouxeram Cristo ao nível do homem”. Será mesmo que Cristo assumindo uma natureza afetada apenas por “fraquezas inocentes”, tais como “fome, dor, fraqueza, tristeza e morte” O traria até o nosso nível? A resposta é um expressivo NÃO! É bem claro, veremos nesse estudo, que Cristo assumiu nossa natureza enfraquecida em todos os aspectos, embora Ele não tenha sido afetado por essas fraquezas, porque sempre foi fortalecido pelo Pai para não ser corrompido ou contaminado pelo pecado.

Vamos agora para um outro texto, agora no livro Nisto Cremos.

“Portanto, ‘a humanidade de Cristo não foi a humanidade de Adão, ou seja, a humanidade do pai da raça antes da queda; tampouco foi a humanidade decaída, isto é, em todos os aspectos a humanidade de Adão após a queda. Não era a humanidade adâmica em virtude de possuir as inocentes fraquezas dos caídos. Não era a natureza caída porque Ele jamais caiu em impureza moral. Sua natureza era, portanto, mais apropriadamente a nossa humanidade, porém sem pecado”. 15 Nisto Cremos, p. 61

15- Henry Melvill, em Sermons by Henry Melvill, B. D., EDIÇÃO DE C. P. Mcllvaine (Nova York: Stanford and Swords, 1844), p. 47. Com a expressão ‘inocentes fraquezas’ ele quer se referir à fome, dor, tristeza, etc. Ele identificou essa forma de ver a natureza pré e pós- queda (aplicada a Cristo) como ‘a doutrina ortodoxa’ (ibid.)”. Nisto Cremos, p. 75

“Tim Poirier ‘sugeriu que embora […]”, “os sentimentos de Melvill poderiam muito bem refletir as próprias convicções de Ellen White’ […]”, “‘Ésugerido que o aparente conflito encontrado nas declarações de Ellen White […], Poderia ser que, quando Ellen White declara que Cristo tomou sobre Si ‘a natureza caída e pecaminosa’ […]. Ellen White e a Humanidade de Cristo, p. 62 e 63

Essas partes do texto do livro Ellen White e a Humanidade de Cristo deixam claro que o citado sermão de Melvill é uma possibilidade, uma hipótese, de como entender o aparente conflito nas declarações de Ellen White sobre a humanidade de Cristo.

Já no livro Nisto Cremos parte do sermão do Melvill foi colocado não como uma possível explicação ou uma hipótese, mas sim como uma confirmada explicação da questão, humanidade de Cristo.

Triste ver no livro Nisto Cremos parte do Sermão de Melvill, como sendo fato consumado, parte desse sermão ser uma revelação sobre a humanidade de Cristo. A maioria vai ler a citação da página 61 sem se dar conta, que se trata de uma explicação de um ministro anglicano, Henry Melvill. Por essa e por outras, acredito que o mais correto seria que o livro Nisto Cremos deveria ter como título, “O Que a Maioria Acredita”. Iremos nesse trabalho analisar questões importantíssimas sobre essa crença de Cristo ter assumido uma natureza afetada apenas no aspecto físico.

Características de Adão Antes do Pecado

“O homem deveria ter a imagem de Deus, tanto na aparência exterior como no caráter. Cristo somente é a “expressa imagem” do Pai (Heb. 1:3); mas o homem foi formado à semelhança de Deus. Sua natureza estava em harmonia com a vontade de Deus. A mente era capaz de compreender as coisas divinas. As afeições eram puras; os apetites e paixões estavam sob o domínio da razão. Ele era santo e feliz, tendo a imagem de Deus, e estando em perfeita obediência à Sua vontade” P. P. p.45

“Em que consistia a força do assalto que resultou na queda de Adão? Não foi o pecado residente; pois Deus fez o homem conforme o Seu próprio caráter, puro e correto. Não havia nenhum princípio corrupto no primeiro Adão, nenhuma propensão corrupta ou tendência para o mal. Adão era tão perfeito como os anjos diante do trono de Deus.”. SDABC, vol. 1, p. 1083 (carta 191, 1899); Ellen White e a Humanidade de Cristo p.138

“Deus fez o homem reto; deu-lhe nobres traços de caráter, sem nenhum pendor para o mal. Dotou o de altas capacidades intelectuais, e apresentou-lhe os mais fortes incentivos possíveis para que fosse fiel a seu dever. A obediência, perfeita e perpétua, era a condição para a felicidade eterna. Sob esta condição teria ele acesso à árvore da vida”. P.P. p.49

“O Senhor, no princípio, fez o homem reto. Foi criado com a mente perfeitamente equilibrada, sendo o tamanho e a força de todos os órgãos perfeitamente desenvolvidos. Adão era um tipo perfeito de homem”. Testimonies, vol. 3, p. 72 (M. C. P. vol. 2 p.415)

“Adão deveria ter em grande estima o fato de que ele fora criado à imagem de Deus, a fim de ser semelhante a Ele em justiça e santidade. Sua mente possuía a capacidade de cultivo contínuo, expansão, refinamento e nobreza pois Deus era seu professor, e os anjos seus companheiros”. Deserto da Tentação p. 14

“O homem foi originariamente dotado de nobres faculdades e de um espírito bem equilibrado. Era um ser perfeito, e estava em harmonia com Deus. Seus pensamentos eram puros, santos os seus intentos”. Caminho a Cristo. p. 17

“No princípio, o homem foi criado à imagem de Deus. Estava em perfeita harmonia com a natureza e com a lei de Deus; os princípios da justiça lhe estavam escritos no coração”. G. C. p.467

“No princípio Deus fez o homem reto. Ele foi criado com perfeito equilíbrio mental, sendo plena e harmoniosamente desenvolvidos o tamanho e a força de todos os seus órgãos”. Conselhos sobre Regime Alimentar, p.147

“Era possível a Adão, antes da queda, formar um caráter justo pela obediência à lei de Deus”. Caminho a Cristo. p.62

“Quando Adão saiu das mãos do Criador, trazia ele em sua natureza física, intelectual e espiritual, a semelhança de seu Criador. “E criou Deus o homem à Sua imagem” (Gên. 1:27), e era Seu intento que quanto mais o homem vivesse tanto mais plenamente revelasse esta imagem, refletindo mais completamente a glória do Criador.”. Educação, p. 15

“Criados para serem a “imagem e glória de Deus” (I Cor. 11:7), Adão e Eva tinham obtido prerrogativas que os faziam bem dignos de seu alto destino. Dotados de formas graciosas e simétricas, de aspecto regular e belo, o rosto resplandecendo com o rubor da saúde e a luz da alegria e esperança, apresentavam eles em sua aparência exterior a semelhança dAquele que os criara. Esta semelhança não se manifestava apenas na natureza física. Todas as faculdades do espírito e da alma refletiam a glória do Criador”. Educação, p. 20

“Adão e Eva saíram das mãos do Criador na completa perfeição do dote físico, mental e espiritual”. Deserto da Tentação, p.13

“Quando este (Adão) fora vencido pelo tentador, entretanto, não tinha sobre si nenhum dos efeitos do pecado. Encontrava-se na pujança da perfeita varonilidade, possuindo o pleno vigor da mente e do corpo”. O Desejado de Todas as Nações, p.117

“[…] Adão e Eva, recém-saídos das mãos do Criador, eles eram seres perfeitos, tinham sido criados assim, sem propensão para o pecado, com capacidade de obedecer. Eles se deleitavam na obediência. Obedecer era para eles tão fácil como para você é respirar. Não precisavam se esforçar para isso. Tinham uma natureza perfeita”. Pr. Alejandro Bullón, Conhecer Jesus é Tudo, p. 40

Realmente Apenas no Aspecto Físico?

Será que realmente Cristo veio ao nosso mundo com a natureza de Adão antes do pecado como afirmam muitos teólogos adventistas?

Esse questionamento é muito importante porque vimos que para Adão antes do pecado obedecer era algo natural, segundo Pr. Alejandro Bullón, tão fácil quanto para nós é respirar. Será que podemos falar o mesmo para Jesus?

Esse é um questionamento do qual não podemos fugir. Se afirmarmos que no aspecto espiritual Jesus veio ao nosso mundo com as mesmas condições de Adão antes da queda, e se sabemos que para Adão antes da queda a obediência era algo fácil, implica em afirmar também que Jesus teve a mesma facilidade para obedecer no aspecto espiritual tida por Adão. Essa possibilidade é anulada quando vemos que Cristo “familiarizou-se com todas as dificuldades que assolam a humanidade”, também foi tentado centenas de vezes mais severa “e sob circunstâncias, em todos os aspectos, mais probantes”. E “em tudo o primeiro Adão teve situações mais favoráveis do que Cristo. Para Jesus era “necessário estar sempre em guarda, a fim de conservar Sua pureza”. Porque Ele veio ao nosso mundo para ser tentado em“todos os aspectos que o homem é tentado”.

Tudo isso não teria acontecido se Jesus tivesse tomado nossa natureza apenas no aspecto físico!

Mas em tudo o primeiro Adão teve situações mais favoráveis do que Cristo. […]” Ellen White e a Humanidade de Cristo p. 183

“Em Sua humanidade, Ele familiarizou-se com todas as dificuldades que assolam a humanidade”. –RH, 28/04/1891; Ellen White e a Humanidade de Cristo, p.160

“Cristo foi tentado por Satanás de maneira centenas de vezes mais severa do que Adão o fora, e sob circunstâncias, em todos os aspectos, mais probantes”. Ellen White e a Humanidade de Cristo p. 183-

“Jesus era isento de todo pecado e erro; não havia nenhum traço de imperfeição em Sua vida ou caráter, Ele manteve pureza imaculada sob as mais probantes circunstâncias”. Ellen White e a Humanidade de Cristo, p. 194

“A vida de Jesus estava em harmonia com Deus. Enquanto criança, pensava e falava como criança; mas nenhum traço de pecado desfigurava nEle a imagem divina. Não ficou, no entanto, isento de tentação […] Era-Lhe necessário estar sempre em guarda, a fim de conservar Sua pureza”. O Desejado de Todas as Nações, p. 71

“Porque o Filho de Deus vinculou-se à fraqueza da humanidade para que fosse tentado em todos os aspectos que o homem é tentado, Satanás tripudiou sobre Ele e O insultou”. RH, 01/04/ 1875; Ellen White e a Humanidade de Cristo, p. 147

Vejam, se Jesus viesse com a natureza de Adão antes do pecado Ele estaria qualificado como exemplo para Adão porque Jesus provou ser possível a plena obediência aos mandamentos de Deus mesmo não tendo no aspecto físico as mesmas condições de Adão e também as condições do meio em que Jesus viveu ser bem diferente das condições da Terra antes do pecado. Mas o que dizer de nós que além de ter o meio em que vivemos e o aspecto físico bem diferente de Adão antes da queda também temos uma natureza espiritual marcada por uma grande degeneração e enfraquecimento em todos os aspectos? Nesse estudo defendemos que Cristo veio ao nosso mundo com a natureza de Adão nos aspectos físico e espiritual igual ao dos descendentes de Adão depois do pecado. No que diz respeito a condições, Jesus não teve nenhuma vantagem ou nenhuma facilidade que não esteja também ao nosso alcance.

Apenas no Aspecto Físico Jesus Seria Exemplo Para Nós?

1º) “Satanás, o anjo caído, declarara que nenhum homem podia guardar a lei de Deus depois da desobediência de Adão. Ele alegava que toda a humanidade estava sob o seu domínio”. Mensagens Escolhidas.vol.3, p. 136

2º “Satanás apresenta a divina lei de amor como uma lei de egoísmo. Declara que nos é impossível obedecer-lhe aos preceitos. A queda de nossos primeiros pais, com toda a miséria resultante, ele atribui ao Criador, levando os homens a olharem a Deus como autor do pecado, do sofrimento e da morte. Jesus devia patentear esse engano. Como um de nós, cumpria-Lhe dar exemplo de obediência. Para isso tomou sobre Si a nossa natureza, e passou por nossas provas. “Convinha que, em tudo, fosse semelhante aos irmãos.” Heb. 2:17. Se tivéssemos de sofrer qualquer coisa que Cristo não houvesse suportado, Satanás havia de apresentar o poder de Deus como nos sendo insuficiente. Portanto, Jesus “como nós, em tudo foi tentado”. Heb. 4:15. Sofreu toda provação a que estamos sujeitos. E não exerceu em Seu próprio proveito poder algum que nos não seja abundantemente facultado. Como homem, enfrentou a tentação, e venceu-a no poder que Lhe foi dado por Deus. Diz Ele: “Deleito-me em fazer a Tua vontade, ó Deus meu; sim, a Tua lei está dentro do meu coração.” Sal. 40:8. Enquanto andava fazendo o bem e curando a todos os aflitos do diabo, patenteava aos homens o caráter da lei de Deus, e a natureza de Seu serviço. Sua vida testifica ser possível obedecermos também à lei de Deus”. MM 1992, EXALTAI-O, p. 82.

Vimos no primeiro texto que acusação de Satanás é de que “depois da desobediência de Adão era impossível para a humanidade guardar a lei de Deus. No segundo texto vimos que um dos objetivos de Cristo era provar ser falsa essa acusação de Satanás. Agora Pergunto: Cristo teria provado ser possível para a humanidade depois do pecado, ser possível obedecer plenamente a lei de Deus se Ele viesse com natureza diferente da natureza humana depois do pecado? Vou tentar ser mais objetivo. Cristo tendo a nossa natureza humana apenas no aspecto físico Ele estaria habilitado para ser nosso exemplo? A resposta é um sonoro, não!

Não precisamos classificar a obediência de Cristo, por si mesma, como alguma coisa para a qual Ele Se achava particularmente adaptado, por Sua especial natureza divina, pois Ele Se encontrava diante de Deus como o representante do homem e foi tentado como substituto e fiador do homem. Se Cristo possuísse um poder especial que o homem não tem o privilégio de possuir, Satanás ter-se-ia aproveitado desse fato. A obra de Cristo era tirar das reivindicações de Satanás o seu domínio sobre o homem, e só podia fazê-lo da maneira como Ele veio – como homem, tentado como homem e prestando a obediência de um homem. […]” Mensagens Escolhidas vol. 3, p. 139

Mesmo diante de tão claras afirmações, vejam o que segundo a serva do Senhor estão fazendo.

Muitos dizem, porém, que Jesus não era como nós, que Ele não era como nós somos no mundo, que era divino, e que não podemos vencer como Ele venceu”. Mensagens Escolhidas, vol. 3, p. 197.

Mas o que diz para nós a mensagem inspirada?

“Cristo venceu como Homem sem pecado, não caído, perfeito. Como Messias Ele obteve vitória sobre as tentações do inimigo, tornando-nos possível vencer como Ele venceu”. MM 1983, Olhando Para o Alto, 11.

“O homem deve agir com sua força, ajudado pelo poder de Cristo, de modo a resistir e vencer seja qual for o custo para si. Em suma, o homem deve vencer como Cristo venceu”. MM 1956, Filhos e Filhas de Deus, p. 156.

Fraquezas Que Jesus Assumiu

As pessoas que defendem que Jesus assumiu a natureza caída apenas no aspecto físico tem que afirmar, acreditar então, que as fraquezas que Jesus assumiu eram apenas fraquezas no aspecto físico. Veremos a seguir que não é coerente afirmar que as fraquezas que Jesus assumiu se referiam apenas ao aspecto físico!

NATUREZA HUMANA ANTES DO PECADO

“No princípio, o homem foi criado à imagem de Deus. Estava em perfeita harmonia com a natureza e com a lei de Deus; os princípios da justiça lhe estavam escritos no coração”. O Grande Conflito, p.467

“Quando este (Adão) fora vencido pelo tentador, entretanto, não tinha sobre si nenhum dos efeitos do pecado. Encontrava-se na pujança da perfeita varonilidade, possuindo o pleno vigor da mente e do corpo”. O Desejado de Todas as Nações, p.117

“Declarou-se lhes, porém, que sua natureza ficara depravada pelo pecado; haviam diminuído sua força para resistir ao mal, e aberto o caminho para Satanás ganhar mais fácil acesso a eles. Em sua inocência tinham cedido à tentação; e agora, em estado de culpa consciente, tinham menos poder para manter sua integridade”. Patriarcas e Profetas, p. 61

Adão antes do pecado, “criado à imagem de Deus”, “os princípios da justiça lhe estavam escritos no coração”, “possuindo o pleno vigor da mente e do corpo”. Vejam que antes do pecado não havia fraquezas no homem em nenhum aspecto. Mas Cristo assumiu natureza enfraquecida!

Cristo assumindo natureza enfraquecida

Descendentes de Adão, por causa do pecado, “sua natureza ficara depravada”, “haviam diminuído sua força para resistir ao mal”, agora “tinham menos poder para manter sua integridade”.

“Vi que Jesus conhecia nossas fraquezas, e que Ele mesmo passara por vossas experiências em tudo, exceto no pecado”. – RH, 20/01/1863; Ellen White e a Humanidade de Cristo p. 139

“Assumiu a natureza humana e arcou com as fraquezas e degenerescência da raça. Ele, que não conhecia pecado, tornou-Se pecado por nós”. Ellen White e a Humanidade de Cristo p. 145

“Pode experimentar em Si mesmo a força da tentação de Satanás e as fraquezas e sofrimentos humanos, Ele saberia como socorrer aqueles que se esforçam para ajudar a si mesmos”. – RH, 18/03/1875; Ellen White e a Humanidade de Cristo p. 146

“Porque o Filho de Deus vinculou-se à fraqueza da humanidade para que fosse tentado em todos os aspectos que o homem é tentado, Satanás tripudiou sobre Ele e O insultou”. RH, 01/04/ 1875; Ellen White e a Humanidade de Cristo p. 147

“Ele assumiu a natureza humana, com suas fraquezas, suas desvantagens e suas tentações”. Manuscrito 58, 1890; Ellen White e a Humanidade de Cristo p. 160

“Jesus também lhes disse […] Que Ele tomaria a natureza decaída do homem, e Sua força não seria nem mesmo igual a deles”. –SG, vol. 1, p. 25; Ellen White e a Humanidade de Cristo, p. 139

Bom, para aqueles que acreditam que Cristo tomou a natureza caída apenas no aspecto físico, faço a seguinte pergunta: Será que as “fraquezas” mencionadas nesses textos se refere a fraquezas no aspecto físico? A resposta coerente para essa pergunta é um sonoro não! Isso é facilmente comprovado quando vemos os motivos de Cristo buscar ser fortalecido pelo Pai. A seguir um exemplo: “[…] força para resistir ao tentador e vencê-lo”.

“Mas nosso Salvador recorria a Seu Pai celestial em busca de sabedoria e força para resistir ao tentador e vencê-lo”. The Youth’sInstructor, fevereiro de 1873; ME, vol. 3, p. 133 e 134.

Fica comprovado que Cristo tomou nossa natureza enfraquecida em todos os aspectos por isso buscado no Pai força “para resistir ao tentador e vencê-lo”.

 Definitivamente essas “fraquezas” é uma forte evidência que Cristo tomou nossa natureza caída não apenas no aspecto físico. Para eliminar definitivamente essa possível hipótese e que essas fraquezas que Jesus assumiu se referiam apenas ao aspecto físico veremos a seguir um texto que deixa ainda mais claro que fisicamente Jesus não era fraco.

Sua estrutura física não era maculada por qualquer defeito; o corpo era robusto e sadio. E, durante toda a vida, viveu em conformidade com as leis da natureza. Física assim como espiritualmente, Jesus foi um exemplo do que Deus designava que fosse toda a humanidade, mediante a obediência a Suas leis”.

O Desejado de Todas as Nações, p. 50 – 51

Robusto adjetivo.

De constituição física muito forte, resistente; potente, vigoroso.

Já no aspecto da natureza, a força da natureza caída que Jesus tomou não era nem mesmo igual aos demais homens de natureza caída”

“Jesus também lhes disse […] Que Ele tomaria a natureza decaída do homem, e Sua força não seria nem mesmo igual a deles”. –SG, vol. 1, p. 25; Ellen White e a Humanidade de Cristo, p. 139

Importante lembrar que Cristo tomou nossa natureza caída e enfraquecida, mas não foi fraco em momento algum de Sua vida.

“Ele havia guardado os mandamentos de Seu Pai; e não havia pecado nEle sobre o qual Satanás pudesse triunfar, nenhuma fraqueza ou defeito que pudesse usar em sua vantagem”. RH, 27/05/1884; Ellen White e a Humanidade de Cristo, p. 151.

Tomando nossa natureza enfraquecido e não sendo contaminado pelo pecado Jesus provou que mesmo com a natureza caída podemos viver livre do pecado como Ele viveu.

“O Salvador tomou sobre Si as enfermidades humanas, e viveu uma vida sem pecado, a fim de os homens não terem nenhum temor de que, devido à fraqueza da natureza humana, eles não pudessem vencer. Cristo veio para nos tornar “participantes da natureza divina” (II Ped. 1:4), e Sua vida declara que a humanidade, unida à divindade, não comete pecado. O Salvador venceu para mostrar ao homem como ele pode vencer. Todas as tentações de Satanás, Cristo enfrentava com a Palavra de Deus. Confiando nas promessas divinas, recebia poder para obedecer aos mandamentos de Deus, e o tentador não podia alcançar vantagem. A toda tentação, Sua resposta era: “Está escrito.” Assim Deus nos tem dado Sua Palavra para com ela resistirmos ao mal. Pertencem-nos grandíssimas e preciosas promessas, a fim de que por elas fiquemos “participantes da natureza divina, havendo escapado da corrupção, que, pela concupiscência, há no mundo”. II Ped. 1:4”. Ciência do Bom Viver, p. 180

A seguir veremos como Cristo era fortalecido. Cristo nos mostrou como nossa natureza caída pode ser fortalecida.

Jesus Buscando Ser Fortalecido Forte Evidência

“Jesus mesmo, enquanto andava entre os homens, muitas vezes Se entregava à oração. Nosso Salvador identificou-Se com nossas necessidades e fraquezas, tornando-Se um suplicante, um solicitador junto de Seu Pai, para buscar dEle novos suprimentos de força, a fim de que pudesse sair revigorado para os deveres e provações.”. Caminho a Cristo p. 94

“Mas nosso Salvador recorria a Seu Pai celestial em busca de sabedoria e força para resistir ao tentador e vencê-lo”. The Youth’sInstructor, fevereiro de 1873; ME, vol. 3, p. 133 e 134.

“Nosso Salvador identifica-Se com nossas necessidades e fraquezas no fato de haver-Se tornado um suplicante, um solicitante de todas as noites, buscando do Pai novas provisões de força a fim de sair revigorado, fortalecido para o dever e a provação. Ele é nosso exemplo em tudo”. Ellen White e a Humanidade de Cristo, p. 141

“Sua humanidade se constituía em tentação para Ele. Somente confiando no Pai é que Ele poderia resistir as tentações. Ele andou pela fé assim como nós devemos andar pela fé”. – RH, 09/03/1896; Ellen White e a Humanidade de Cristo, p. 153

“Satanás estava nos Seus caminhos a todo instante. A força de Cristo estava na oração. Ele tomou a humanidade, carregou nossas fraquezas e tornou-Se pecado por nós”. Mensagens Escolhidas, vol. 3, p. 134.

Vimos que Cristo era “um solicitante de todas as noites, buscando do Pai novas provisões de força a fim de sair revigorado, fortalecido para o dever e a provação”, Cristo, “recorria a Seu Pai celestial em busca de sabedoria e força para resistir ao tentador e vencê-lo”.

O Que deixa evidente Jesus sendo fortalecido elo Pai?

“Quando este (Adão) fora vencido pelo tentador, entretanto, não tinha sobre si nenhum dos efeitos do pecado. Encontrava-se na pujança da perfeita varonilidade, possuindo o pleno vigor da mente e do corpo”. O Desejado de Todas as Nações. p.117

“Declarou-se lhes, porém, que sua natureza ficara depravada pelo pecado; haviam diminuído sua força para resistir ao mal, e aberto o caminho para Satanás ganhar mais fácil acesso a eles. Em suainocência tinham cedido à tentação; e agora, em estado de culpa consciente, tinham menos poder para manter sua integridade”. Patriarcas e Profetas, p. 61

O fato de Cristo estar sempre “buscando do Pai novas provisões de força é uma evidência de que Cristo assumiu a natureza de Adão antes do pecado que possuía “pleno vigor da mente e do corpo” ou a natureza dos descendentes de Adão que “tinham menos poder para manter sua integridade”, e “haviam diminuído sua força para resistir ao mal”?

A resposta coerente para essa pergunta é: Uma evidência que Cristo tomou a nossa natureza caída, a natureza dos descendentes de Adão que, “tinham menos poder para manter sua integridade”, e “haviam diminuído sua força para resistir ao mal”.

Caso tenham ainda alguma dificuldade para aceitar essa resposta, acredito que o texto a seguir vai ajudar ainda mais concluir que Cristo assumiu a natureza dos descendentes de Adão.

“Cristo tomou sobre Si os pecados e as fraquezas da raça humana tais quais existiam quando desceu à Terra para ajudar o homem. Em favor do gênero humano, tendo sobre Si as fraquezas do homem caído, deveria resistir às tentações de Satanás em todos os pontos em que o homem seria assediado. […] Assumiu a natureza humana, e suportou as fraquezas e degeneração da raça. Aquele que não conheceu pecado tornou-se pecado por nós. Humilhou-se às maiores profundezas da miséria humana, a fim de estar qualificado para alcançar o homem, e levá-lo da degradação na qual o pecado o havia mergulhado”. Review and Herald, 28 de Julho de 1874 (Questões Sobre Doutrina p. 462 e 463)

“[…] Desde a queda, o gênero humano estivera a decrescer em tamanho e força física, baixando mais e mais na escala do valor moral, até ao período do advento de Cristo à Terra. E para elevar o homem caído, Cristo precisava alcançá-lo onde se achava. Assumiu a natureza humana e arcou com as fraquezas e degenerescência da raça”. – ST, 04/01/1877. Ellen White e a Humanidade de Cristo, p. 148.

Esse último texto é muito esclarecedor, vejam que a serva do Senhor menciona separadamente como o pecado afetou tanto a parte física como também a parte moral.

 Parte física: “Desde a queda” a humanidade “estivera a decrescer em tamanho e força física”.

Parte moral:baixando mais e mais na escala do valor moral”.

 E Jesus “arcou com as fraquezas e degenerescência da raça”.

“Havia poder em Sua petição, pois não tinha as paixões da nossa natureza humana, caída, embora possuísse idênticas fraquezas, tendo sido, como nós outros, tentado em tudo. Jesus suportou uma agonia que requereu ajuda e apoio de Seu Pai. Cristo é nosso exemplo”. –RH, 17/08/1886, Ellen White e a Humanidade de Cristo, p. 153.

Como precisamos entender, aceitar, a diferença entre o que Jesus tomou sobre Si e o que Ele era. Entendendo isso, consequentemente entenderemos também o que Ele pode e deseja fazer em nós.

Há uma grande diferença entre o que Jesus assumiu ou tomou sobre Si e o que Ele era”.

“Natureza pecaminosa não pode ser equiparada com deficiência moral ou pecado pessoal. Há uma grande diferença entre o que Jesus assumiu ou tomou sobre Si e o que Ele era. Ele reteve o caráter de Deus – a incorporação da verdade, pureza e amor – enquanto foi sobrecarregado com a natureza ou constituição pecaminosa. Com relação a moral e caráter, Ele permaneceu sendo aquele ‘ente santo’ (S. Luc. 1:35) o qual era por concepção e nascimento. Embora Ele viera ‘em forma de servo’ (Fil. 2:7), a servidão do pecado não O conquistou como fez conosco; porém, através do Espírito que habitava no Seu íntimo Ele venceu o mal. Nenhuma vez escolheu Ele ir contra a vontade de Seu Pai. Através de Sua constante vitória sobre as dificuldades – sobre o pecado – condenou o pecado na carne (Rom. 8:3). Mas não poderia haver condenado com justiça o pecado na minha carne se a Sua carne fosse intrinsicamente diferente da minha”. Lição da Escola Sabatina, Jesus Nosso Mediador, 4º Trim. 1984, p. 70 -71

Uma coisa que não pode passar desapercebido é o fato de que quando a serva do Senhor descreve as características da natureza humana ela descreve no plural e não no singular.  Por exemplo “suas fraquezas” e não fraqueza;“suas desvantagens” e não desvantagem. Isso é mais uma comprovação que a natureza humana que Cristo tomou sobre Si abrangia todos os aspectos e não apenas o aspecto físico.

“Ele assumiu a natureza humana, com suas fraquezas, suas desvantagens e suas tentações”. – Manuscrito 58, 1890. Ellen White e a Humanidade de Cristo, p. 160.

Fortalecidos Pela Graça Vencer Como Cristo Venceu.

 “Cristo foi submetido à mais rigorosa prova, que requereu a força de todas as Suas faculdades para resistir à inclinação de, quando em dificuldade, usar o Seu poder para livrar-Se do perigo e triunfar sobre o poder do príncipe das trevas. Satanás mostrou seu conhecimento dos pontos fracos do coração humano, colocando seu máximo poder para obter vantagem sobre a debilidade da humanidade que Cristo assumira para poder vencer Suas tentações no lugar do homem”. RH, 01/04/1875; Ellen White e a Humanidade de Cristo p.147

“Cristo venceu as tentações de Satanás como homem. Toda pessoa pode vencer como Cristo venceu. […] Remiu o ignominioso fracasso e queda de Adão, e foi vitorioso, demonstrando assim a todosos mundos não caídos, e à humanidade decaída que o homem podia guardar os mandamentos de Deuspelo poder divino que lhe é concedido pelo céu. Jesus… suportou a tentação por nós, venceu em nosso favor para mostrar-nos como podemos ser vitoriosos. […]” Manuscrito 1, 1892; Ellen White e aHumanidade de Cristo, p.162

“Ele iniciou Sua vida terrena como os seres humanos iniciam a sua, vindo a este mundo como um bebê desamparado. E enquanto aqui esteve, viveu a vida que todo ser humano pode viver, aqueles que receberão o grande dom que o Senhor fez ao nosso mundo ao enviar Seu Filho para executar o plano de salvação”. MM 1983, Olhando Para O Alto, p. 190.

Vimos que Cristo não usou Seu poder como Deus para vencer as tentações de Satanás, para Ele ser vitorioso em todas as tentações Ele era fortalecido pelo Pai. Cristo venceu como homem, toda pessoa que buscar forças em Deus, também pode vencer como Cristo venceu.

Em Todos os Aspectos Mais Probantes!

“Cristo é chamado o segundo Adão. Em pureza e santidade, unido com Deus e amado por Deus, Ele começou onde o primeiro Adão começou”. MM Minha Consagração Hoje p. 323

“Cristo é chamado o segundo Adão. Em pureza e santidade, ligado a Deus e amado por Deus, começou Ele onde o primeiro Adão começou. Mas o primeiro Adão estava em todos os sentidos mais favoravelmente situado que Cristo”. MM 2002, Cristo Triunfante, p. 20

Acredito sim que Cristo começou onde o primeiro Adão começou, tão puro e sem propensões pecaminosas quanto Adão, mas não por ter tido a natureza de Adão antes do pecado, e sim, por ter sido fortalecido e protegido pela graça de Deus. Ter vencido Satanás e não ter se corrompido com o pecado mesmo tendo assumido nossa natureza pecaminosa, provando assim que nossa natureza caída não é desculpa para o pecado.

Vamos repetir textos que revelam que Cristo não assumiu a natureza de Adão antes do pecado embora fosse tão puro quanto ele.

Vejam a seguir que embora Cristo tenha vindo tão puro quanto Adão antes do pecado, Ele foi tentado “centenas de vezes mais severa” e “e sob circunstâncias, em todos os aspectos, mais probantes”.

Irmãos, não podemos ignorar o que representa Cristo ter sido tentado “sob circunstâncias, em todos os aspectos, mais probantes”.

Enquanto Cristo foi tentado, “sob circunstâncias, em todos os aspectos, mais probantes”, Adão “em tudo” teve situações mais favoráveis do que Cristo”.

Mas em tudo o primeiro Adão teve situações mais favoráveis do que Cristo. […]” Ellen White e a Humanidade de Cristo p. 183

“Cristo é chamado o segundo Adão. Em pureza e santidade, ligado a Deus e amado por Deus, começou Ele onde o primeiro Adão começou. Mas o primeiro Adão estava em todos os sentidos mais favoravelmente situado que Cristo”. MM 2002, Cristo Triunfante, p. 20

“Cristo foi tentado por Satanás de maneira centenas de vezes mais severa do que Adão o fora, e sob circunstâncias, em todos os aspectos, mais probantes”. Ellen White e a Humanidade de Cristo p. 183-

“O primeiro Adão caiu; o segundo (Cristo) Se apegou a Deus e Sua Palavra sob as mais difíceis circunstâncias, e Sua fé na bondade, misericórdia e amor de Seu Pai não vacilou por um só momento. “Está escrito”, era Sua arma de resistência, e é a espada do Espírito que todo ser humano deve usar”. SDA Bible Commentary, vol. 5, p. 1.129. Questões Sobre Doutrina, p. 463 e 464.

Circunstâncias é sinônimo de: particularidades, situações, conjunturas, contextos, fundamentos, razões.

Jesus mais provado que Adão sob particularidades, situações, contextos, fundamentos, “em todos os aspectos” mais probantes.

O contraste entre a situação enfrentada por Cristo e o primeiro Adão é gritante:

Cristo provado “em todos os aspectos, mais probantes”.

Isso seria verdade se Cristo tivesse tomado nossa natureza caída apenas no aspecto físico?

Adão antes do pecado estava em todos os sentidos mais favoravelmente situado que Cristo”.

Vemos nestes textos do Espírito de profecia a revelação clara de que Jesus assumiu nossa natureza enfraquecida em TODOS os aspectos e não apenas no aspecto físico:

“Jesus cobriu a divindade com a humanidade para que pudesse ter uma experiência em tudo que é pertinente à vida humana”. Ellen White e a Humanidade de Cristo p. 158

Jesus enfrentou todas as desvantagens que também temos que enfrentar, mas no que diz respeito ao pecado Jesus nunca foi contaminado, sempre foi santo e imaculado, porque nasceu do Espírito e sempre viveu na plenitude do Espírito.

“Todos são responsáveis por seus atos enquanto há graça no mundo. Todos têm poder para controlar suas ações. Se são fracos em virtude e pureza de pensamento e atos, podem obter auxilio do Amigo dos desamparados. Jesus está familiarizado com todas as fragilidades da natureza humana e, caso peça, dará forças para vencer até mesmo as tentações mais poderosas. Todos podem receber essa força se a buscarem com humildade”. MM 2022, ACIMA DE TODO NOME, p. 108

O fato de Jesus nunca ter sido contaminado pelo pecado por ter nascido e vivido na plenitude do Espírito não O desqualifica como exemplo para nós que herdamos uma natureza enfraquecida e também no aspecto espiritual porque esse nascimento e vida na plenitude do Espírito, também pode ser uma realidade em nossa vida.

Jesus enfrentou as mesmas condições adversas que temos que enfrentar, mas Jesus não veio como nós somos, mas sim, como nós podemos ser. Compreender esse detalhe é fundamental, repito, Cristo não veio como nós somos, MAS SIM COMO PODEMOS SER.

“Um evangelista como Cristo, não houve jamais. Ele era a Majestade do Céu,humilhou-Se para tomar nossa natureza mas, a fim de chegar até ao homem na condição em que se achava”. MM 1992, EXALTAI-O, p. 93

“Aquele que era um com o Pai desceu do glorioso trono no céu, […] e cobriu Sua divindade com humanidade, descendo, assim, até o nível das debilitadas faculdades do homem… A maior dádiva que o céu poderia derramar foi dada em resgate pela humanidade caída”. -RH, 11/12/1888. Ellen White e a Humanidade de Cristo p. 156

“Eu vos apresento o grande exemplo. …Ele realmente enfrentou e resistiu as tentações de Satanás como qualquer filho da humanidade. Somente assim poderia Ele ser um exemplo perfeito para o homem. Ele sujeitou-Se à humanidade para Se familiarizar com todas as tentações com as quais o homem é assediado. Ele levou sobre Si as fraquezas e carregou as dores dos filhos de Adão. “Carta 17, 1878; Ellen White e a Humanidade de Cristo, p. 148.

“O Redentor do mundo veio não somente para ser um sacrifício pelo pecado, mas também para ser um exemplo ao homem em todas as coisas, um santo caráter humano. […] O Filho unigênito do Deus infinito deixou-nos, por Suas palavras e por Seu exemplo prático, um claro modelo que devemos imitar […]”. Ellen White e a Humanidade de Cristo, p. 162

“Deus pretende que os Seus seguidores sejam o que Jesus foi quando revestido da natureza humana. Cumpre-nos, em Sua força, viver a vida pura e nobre que o Salvador viveu”. A Ciência do Bom Viver, p. 426.

“Cristo viveu uma vida de perfeita obediência à Lei de Deus, deixando nisto um exemplo perfeito a toda criatura humana. A vida que Ele viveu neste mundo, devemos nós viver, mediante Seu poder, e sob as Suas instruções”. A Ciência Do Bom Viver, p. 180

É exatamente isso que Jesus veio provar. Provou que nossa natureza caída e enfraquecida em todos os aspectos não é desculpa para continuarmos vivendo na lama do pecado.

Acusação de Satanás

“Satanás, o anjo caído, declarara que nenhum homem podia guardar a lei de Deus depois da desobediência de Adão. Ele alegava que toda a humanidade estava sob o seu domínio”. Mensagens Escolhidas, vol.3 p. 136

Detalhe muito importante, nesse texto fica claro que a acusação de Satanás era de que os homens “depois da desobediência de Adão” não podiam guardar a lei de Deus, mas Jesus veio provar que ele estava errado. Jesus só poderia fazer isso vindo aqui e vivendo nas mesmas condições dos homens depois do surgimento do pecado, sem levar nenhuma vantagem, ou seja, não usando nenhum recurso que não estivesse também ao alcance dos demais homens. Devemos, portanto, ter como objetivo um novo nascimento, nascer do Espírito e então viver na plenitude dEle. Assim seremos também plenamente libertados do pecado e viveremos como Jesus viveu para honra e glória de Deus.

“Orai pelo novo nascimento. Se experimentardes este novo nascimento deleitar-vos-eis, não nos tortuosos caminhos de vossos próprios desejos, mas no Senhor. Desejareis estar sob Sua autoridade. Estareis de contínuo procurando alcançar norma mais alta. Sede não apenas leitores da Bíblia, mas ferventes estudiosos dela, para que possais saber o que Deus requer de vós. Necessitais do conhecimento experimental de como fazer a Sua vontade. Cristo é nosso Professor”. CONSELHOS SOBRE EDUCAÇÃO, p. 147

O novo nascimento consiste em ter novos intuitos, novos gostos, novas tendências. Os que, pelo Espírito Santo, são gerados para uma nova vida, tornaram-se participantes da natureza divina, e em todos os seus hábitos e práticas evidenciarão sua relação com Cristo”. MM, 1977, Maranata, O Senhor vem, p. 235

“Satanás apresenta a divina lei de amor como uma lei de egoísmo. Declara que nos é impossível obedecer-lhe aos preceitos. A queda de nossos primeiros pais, com toda a miséria resultante, ele atribui ao Criador, levando os homens a olharem a Deus como autor do pecado, do sofrimento e da morte. Jesus devia patentear esse engano. Como um de nós, cumpria-Lhe dar exemplo de obediência. Para isso tomou sobre Si a nossa natureza, e passou por nossas provas. “Convinha que em tudo fosse semelhante aos irmãos.” Heb. 2:17. Se tivéssemos de sofrer qualquer coisa que Cristo não houvesse suportado, Satanás havia de apresentar o poder de Deus como nos sendo insuficiente. Portanto, Jesus “como nós, em tudo foi tentado”. Heb. 4:15. Sofreu toda provação a que estamos sujeitos. E não exerceu em Seu próprio proveito poder algum que nos não seja abundantemente facultado”. O Desejado de Todas as Nações, p. 24

Também Podemos Ter a Plenitude do Espírito!

“Em Cristo habitava corporalmente a plenitude da Divindade. É por isso que, embora tal como nós, fosse tentado, Ele ergueu-Se perante o mundo desde a primeira vez que nele entrou, sem mancha de corrupção, apesar de estar rodeado por ela. Não devemos também tornar-nos co-participantes dessa plenitude? Não é tão-somente desta maneira que podemos ser vitoriosos, assim como Ele foi vitorioso”? Ellen White e a Humanidade de Cristo, p. 160

“Cristo é a fonte de nossa força. Estudemos Seus ensinos. Dando Seu Filho unigênito para viver em nosso mundo e estar exposto à tentação para que pudesse ensinar-nos como vencer, o Pai fez ampla provisão para que não fôssemos levados cativos pelo inimigo. Enfrentando o adversário caído, Cristo venceu para o bem da humanidade. Ele foi tentado em todos os pontos como nós o somos, mas resistiu na força da divindade, a fim de que pudesse socorrer-nos quando somos tentados. Tornando-nos participantes de Sua natureza divina, devemos aprender a discernir as tentações de Satanás, e, na força de Sua graça, vencer as corrupções que pela concupiscência há no mundo. Aquele que era outrora um ser humano pecaminoso pode ser refinado e purificado pelos méritos conferidos por Cristo e colocar-se diante de seus semelhantes como cooperador de Deus. Ao que busca a Deus com diligência, certamente será comunicada a natureza divina, e outorgada a compaixão de Cristo. […] ”Este Dia Com Deus, p. 149

Muitos dizem, todavia, que Jesus não real como nós outros, que Ele não esteve no mundo da mesma forma que nós, que Ele era divino e que nós não podemos ser vencedores como Ele foi vencedor. Mas Paulo escreve”: Porque, na verdade, Ele não tomou a natureza dos anjos; mas tomou a descendência de Abraão. Pelo que convinha que em tudo fosse semelhante aos irmãos. ”-RH, o1/04/1892; Ellen White e a Humanidade de Cristo, p. 161.

“Cristo não só morreu como nosso sacrifício, mas viveu como nosso exemplo. Em Sua natureza humana, Ele Se apresenta completo, perfeito, imaculado. Ser um cristão é ser como Cristo. Todo o nosso ser, nossa alma, o corpo, o espírito, devem ser purificados, enobrecidos, santificados, até que reflitamos a Sua imagem e imitemos o Seu exemplo”. RH, 28/01/1882; Ellen White e a Humanidade de Cristo, p. 150

 “É pela fé no Filho de Deus que se efetua a transformação do caráter, e o filho da ira torna-se filho de Deus, torna-se espiritual e discerne as coisas espirituais. A sabedoria de Deus lhe ilumina a mente e ele em Sua lei contempla coisas maravilhosas. Quando o homem se converte a verdade, processa-se nele a obra de transformação de caráter. Recebe uma aumentada medida de entendimento. Ao tornar-se um homem de obediência a Deus, tem ele a mente de Cristo, e a vontade de Deus torna-se a sua vontade”. Mensagens Escolhidas vol. 1, p. 338

“Digo, porém: andai no Espírito e jamais satisfareis à concupiscência da carne”. Gálatas 5:16

“Pois nós também, outrora, éramos néscios, desobedientes, escravos de toda sorte de paixões e prazeres, vivendo em malícia e inveja, odiosos e odiando-nos uns aos outros. Quando, porém, se manifestou a benignidade de Deus, nosso salvador, e o Seu amor para com todos, não por obras de justiça praticada por nós, mas segundo Sua misericórdia, Ele nos salvou mediante o lavar regenerador e renovador do Espírito Santo, que Ele derramou sobre nós ricamente, por meio de Jesus Cristo, nosso Salvador, a fim de que, justificados por graça, nos tornemos seus herdeiros, segundo a esperança da vida eterna”. Tito 3:3-7

“Mas o fruto do Espírito é; amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fidelidade, mansidão, domínio próprio. Contra estas coisas não há lei. E os que são de Cristo crucificaram a carne, com as suas paixões e concupiscências. Se vivemos no Espírito, andemos também no Espírito”. Gál. 5:22-25

“Ora, pois, já que Cristo padeceu por nós na carne, armai-vos também vós com este pensamento, que aquele que padeceu na carne já cessou do pecado; Para que, no tempo que vos resta na carne, não vivais mais segundo as concupiscências dos homens, mas segundo a vontade de Deus”. 1 Pedro 4:1-2

Detalhe importantíssimo que devemos deixar bem claro. Quando afirmamos que Jesus assumiu a natureza dos descendentes de Adão, não estamos afirmando que Jesus possuía algum tipo de depravação ou corrupção. Jesus conseguir pelo poder de Deus ser plenamente puro mesmo assumindo nossa natureza caída, provando assim que nossa natureza não é desculpa para continuarmos como escravos do pecado. Cristo provou mesmo para nós que possuímos natureza caída que não existe desculpa para o pecado, e o que veremos no próximo capítulo.

Para Quem Jesus Provou Ser Possível Obedecer à lei?

“Cristo veio à Terra, tomando sobre Si a humanidade e constituindo-Se representante do homem, para mostrar no conflito com Satanás, que o homem, tal como Deus o criou, unido ao Pai e ao Filho, poderia obedecer a todo reclamo divino”. Mensagens Escolhidas vol. 1 p. 253

Alguns usam esse texto do Espírito de profecia que afirma que Jesus veio provar que o homem “tal como Deus o criou” poderia obedecer a Deus. Sendo assim Cristo teria vindo como Adão antes do pecado para provar que ele poderia sim ter obedecido a Deus e não ter caído.

Mas o que dizer dos textos a seguir onde vemos claramente que Cristo veio provar que Satanás estava errado ao afirmar que os homens, depois da desobediência não podia mais obedecer a Deus? O que dizer desses textos em que Cristo provou quais são as possibilidades de santificação para nós que possuímos natureza caída? Será que eu posso me apoiar em um texto para defender certo pensamento e ignorar vários outros?

“Satanás, o anjo caído, declarara que nenhum homem podia guardar a lei de Deus depois da desobediência de Adão. Ele alegava que toda a humanidade estava sob o seu domínio”. Mensagens Escolhidas, vol.3 p. 136

Satanás declarara que era impossível ao homem obedecer aos mandamentos de Deus; e é verdade que por nossa própria força não lhes podemos obedecer. Cristo, porém, veio na forma humana, e por Sua perfeita obediência provou que a humanidade e a divindade combinadas podem obedecer a todos os preceitos de Deus”. Parábolas de Jesus, p. 314

“Cristo tomou a humanidade e suportou o ódio do mundo para que pudesse revelar a homens e mulheres que estes poderiam viver sem pecado, que suas palavras, atos, seu espírito, poderiam ser santificados para Deus. Podemos ser cristãos perfeitos se manifestarmos esse poder em nossa vida. Quando a luz do Céu repousar sobre nós continuamente, representaremos a Cristo. Foi a justiça revelada em Sua vida que O distinguiu do mundo e despertou seu ódio. […] As palavras de Cristo são ditas para Seu povo em todas as épocas – para nós sobre quem o fim dos séculos é chegado. Manuscrito 97, 1909”. Olhando Para o Alto, 1983, p. 297.

“Cristo […] não transgrediu a lei de Deus em nenhum detalhe. Mais que isso, Ele eliminou qualquer desculpa do homem caído que pudesse alegar alguma razão para não guardar a lei de Deus. Cristo estava cercado das fraquezas da humanidade, era afligido com as mais ferozes tentações, tentado em todas as coisas, à nossa semelhança, e mesmo assim desenvolveu um caráter reto. Nenhuma mancha de pecado foi encontrada sobre Ele”. Ellen White e a Humanidade de Cristo, p.173.

“Cristo assumiu a natureza humana para demonstrar para o mundo caído, para Satanás e sua sinagoga, para o universo do Céu e para os mundos não caídos que a natureza humana unida à Sua natureza divina, podia tornar-se totalmente obediente a lei de Deus […]”. Ellen White e a Humanidade de Cristo, p.178.

“Nenhum ser humano já possuiu natureza tão sensível como o Santo de Deus, sem pecado, o qual Se manifestou como cabeça e representante daquilo que a humanidade pode tornar-se mediante a comunicação da natureza divina. Aos que creem em Cristo como seu Salvador pessoal, Ele atribui Seus méritos e comunica Seu poder”. YI, 16/08/1894; Ellen White e a Humanidade de Cristo, p. 167.

“Foram tomadas amplas providências para que o homem finito e decaído possa estar tão ligado com Deus que, por meio da mesma Fonte pela qual Cristo venceu em Sua natureza humana, ele consiga resistir firmemente a todas as tentações como Cristo o fez”. Ellen White e a Humanidade de Cristo, p.166.

“Cristo não somente deu regras explícitas mostrando como podemos tornar-nos filhos obedientes, mas também nos mostrou em Sua própria vida e caráter como fazer exatamente aquilo que é correto e aceitável para Deus, de modo que não haja desculpa para não realizarmos as coisas que são agradáveis à Sua vista”. Ellen White e a Humanidade de Cristo, p.162.

“Veio ao nosso mundo para manter um caráter puro e sem pecado, e para refutar a mentira deSatanás de que não era possível aos seres humanos guardar a lei de Deus. Cristo veio viver a lei em Seu caráter humano exatamente na maneira pela qual todos podem viver a lei na natureza humana se procederem como Cristo procedeu. […]”. Elle. White, e a Humanidade de Cristo, p. 166

O Senhor Jesus veio ao nosso mundo, não para revelar o que Deus podia fazer, e, sim, o que o homem podia realizar, mediante a fé no poder de Deus para ajudar em toda emergência. O homem deve, pela fé, ser participante da natureza divina e vencer toda tentação com que é assaltado. O Senhor requer agora que todo filho e filha de Adão, pela fé em Jesus Cristo, O sirva na natureza humana que temos atualmente”. Mensagens Escolhidas, vol. 3, p. 140.

“Cristo, por Seu exemplo, tornou evidente que o homem pode permanecer íntegro. É possível aos homens ter poder para resistir ao mal – poder que nem a Terra nem a morte nem o inferno conseguem dominar; poder que os colocará onde alcancem vencer, como Cristo venceu. Neles pode combinar-se a divindade e a humanidade”. Mensagens Escolhidas, vol. 1, p.409.

“Cristo revestiu Sua divindade com a humanidade, e veio a este mundo para viver uma vida livre da contaminação do pecado, para que os seres humanos, lançando mão da divindade, possam tornar-se participantes da natureza divina, escapando assim da corrupção que há no mundo mediante a sensualidade”. Olhando Para o Alto p. 297

“Tomando assim a natureza humana, Ele honrou a humanidade. Tendo assumido nossa natureza decaída, Ele demonstrou o que ela poderia tornar-se pela aceitação da ampla provisão que fizera para ela e tornando-se participante da natureza divina”. Carta 81, 1896. Mensagens Escolhidas, vol. 3, p. 134

“Em Sua vida e caráter Ele não só revela o caráter de Deus, mas a possibilidade do homem. Ele era o representante de Deus e o exemplo da humanidade”. Mensagens Escolhidas, vol. 1, p. 349

“Cristo venceu as tentações de Satanás como homem. Toda pessoa pode vencer como Cristo venceu. […] Remiu o ignominioso fracasso e que de Adão, e foi vitorioso, demostrando assim a todos os mundos não caídos, e à humanidade decaida, que o homem podia guardar os mandamentos de Deus pelo poder divino lhe é concedido pelo Céu. Jesus […] suportou a tentação por nós, venceu em nosso favor para mostra-nos como podemos ser vitoriosos”. Ellen White e a Humanidade de Cristo, p.162.

“A vida de obediência do Salvador manteve as reivindicações da lei; provou que a lei pode ser observada pela humanidade, e mostrou a excelência de caráter que a obediência havia de desenvolver”. O Desejado De Todas As Nações, p. 309

“Depois da queda do homem, Satanás declarou que os seres humanos tinham-se provado incapazes de guardar a lei de Deus, e procurou arrastar consigo o Universo, nessa crença. As palavras de Satanás pareciam verdadeiras, e Cristo veio para desmascarar o enganador. A Majestade do Céu empreendeu a causa do homem e, com os mesmos recursos que o homem pode alcançar, resistiu às tentações de Satanás, como o homem tem de a elas resistir”. Mensagens Escolhidas, vol. 1, p. 252

“Por Sua obediência perfeita tornou possível a todo homem obedecer aos mandamentos de Deus. Ao nos sujeitarmos a Cristo, nosso coração se une ao Seu, nossa vontade imerge em Sua vontade, nosso espírito torna-se um com Seu espírito, nossos pensamentos serão levados cativos a Ele; vivemos Sua vida. Isto é o que significa estar trajado com as vestes de Sua justiça. Quando então o Senhor nos contemplar, verá não o vestido de folhas de figueira, não a nudez e deformidade do pecado, mas Suas próprias vestes de justiça que são a obediência perfeita à lei de Jeová”. Parábolas de Jesus, p.312.

“Alguém honrado por todo o Céu veio a este mundo para, revestido da natureza humana, postar-Se à cabeceira da humanidade, testificando aos anjos caídos e aos habitantes dos mundos não caídos que, pelo auxílio divino que foi provido, todos podem andar na vereda da obediência aos mandamentos de Deus”. Mensagens Escolhidas, vol. 1, p. 309

“O Salvador tomou sobre Si as enfermidades humanas, e viveu uma vida sem pecado, a fim de os homens não terem nenhum temor de que, devido à fraqueza da natureza humana, eles não pudessem vencer. Cristo veio para nos tornar “participantes da natureza divina” (II Ped. 1:4), e Sua vida declara que a humanidade, unida à divindade, não comete pecado. O Salvador venceu para mostrar ao homem como ele pode vencer. Todas as tentações de Satanás, Cristo enfrentava com a Palavra de Deus. Confiando nas promessas divinas, recebia poder para obedecer aos mandamentos de Deus, e o tentador não podia alcançar vantagem. A toda tentação, Sua resposta era: “Está escrito.” Assim Deus nos tem dado Sua Palavra para com ela resistirmos ao mal. Pertencem-nos grandíssimas e preciosas promessas, a fim de que por elas fiquemos “participantes da natureza divina, havendo escapado da corrupção, que, pela concupiscência, há no mundo”. II Ped. 1:4”. Ciência do Bom Viver, p. 180

“’Sede vós pois perfeitos, como é perfeito o vosso Pai que está nos Céus.’ Mat. 5:48. Este mandamento é uma promessa. O plano da redenção visa ao nosso completo libertamento do poder deSatanás. Cristo separa sempre do pecado a alma contrita. Veio para destruir as obras do diabo, e tomou providências para que o Espírito Santo fosse comunicado a toda alma arrependida, para guardá-la de pecar”. O Desejado de Todas as Nações, p. 311

 Forma e Natureza do Homem Caído

Nesse capítulo voltaremos a analisar a possibilidade de Cristo ter assumido nossa natureza caída, apenas no aspecto físico. Veremos que a afirmação de que Cristo assumiu a natureza caída apenas no aspecto físico realmente não está de acordo com um, assim diz o Senhor! Como entender Forma e Natureza?

“Foi por ordem de Deus que Cristo levou sobre Si a forma e a natureza do homem caído”. SG, vol. 4ª, p. 115. Ellen White e a Humanidade de Cristo, p. 139

“Foi por ordem de Deus que Cristo levou sobre Si a forma e a natureza do homem caído, a fim de que Ele pudesse ser aperfeiçoado através do sofrimento. Ele mesmo suportou as tentações de Satanás para que pudesse entender como socorrer os que são tentados”. – RH, 31/12/1872. Ellen White e a Humanidade de Cristo, p.142

“Foi por ordem de Deus que Cristo levou sobre Si a forma e a natureza do homem caído, a fim de que Ele pudesse ser aperfeiçoado através do sofrimento. Ele mesmo suportou as tentações de Satanás para que pudesse entender como socorrer os que são tentados”. SP, vol. 2, p. 39. Ellen White e a Humanidade de Cristo, p. 147

O que a serva do Senhor através dessas mensagens?Não seria “forma” o aspecto físico da humanidade caída e a “natureza” a natureza caída da humanidade. Vejam que em Mensagens Escolhidas ela usa a palavra “forma” quando fala sobre a aparência física de Jesus. A seguir dois textos de Ellen White no próprio livro Ellen White e a Humanidade de Cristo onde vemos a serva do Senhor usar o termo “forma” para descrever o aspecto físico de Jesus.

Forma Se Referindo ao Aspecto Físico

Textos do Espírito de profecia onde a mensageira do Senhor usou o termo, forma, para se referir ao aspecto físico de Jesus.

“[…] Sua altura era apenas era apenas maior do que a dos homens, em geral. Sua aparência pessoal não continha marcas especiais do Seu caráter divino, o que, por si só, inspiraria a fé. Mesmo assim Sua forma perfeita, seu porte digno, Seu semblante, que expressava benevolência, amor e santidade, não eram igualados por nenhum ser humano que vivesse, então, sobre a Terra”. –SG, vol. 4ª, p. 119, EllenWhite e a Humanidade de Cristo, p. 140

“Quando Jesus tomou a natureza humana e assumiu a forma de homem, Ele possuía todo organismo humano. Suas necessidades eram as necessidades de um homem. Ele tinha necessidades físicas a serem supridas, cansaço físico a ser aliviado”. – Carta 32, 1899; Ellen White e a Humanidade de Cristo, p. 188.

“[…] Mas ao começar o Seu ministério, Ele era apenas um pouco mais alto do que a média dos homens que viviam na Terra. Tivesse Ele vindo habitar entre os homens em Sua forma nobre e celestial, Sua aparência exterior teria atraído as mentes das pessoas para Si mesmo, e Ele seria recebido sem o exercício da fé”. Ellen White e a Humanidade de Cristo, p. 147

“Não podemos compreender como Cristo Se tornou um pequeno e indefeso bebê. Ele poderia ter vindo à Terra com tal beleza que teria sido diferente dos filhos dos homens. Sua face poderia ter sido resplandecente de luz, e Sua forma poderia ter sido alta e bela”. Mensagens Escolhidas, vol. 3, p. 127

O Quão Abrangente Cristo Tomou Nossa Natureza

Bom, acredito que o mais provável é que, ao mencionar “forma” e “natureza”, a serva do Senhor desejava revelar o quão abrangente Cristo assumiu a natureza caída. Se for esse o caso, está aí mais uma comprovação de que Cristo não assumiu a natureza caída apenas no aspecto físico.

“Aquele que era um com o Pai desceu do glorioso trono no céu, […] e cobriu Sua divindade com humanidade, descendo, assim, até o nível das debilitadas faculdades do homem […] A maior dádiva que o céu poderia derramar foi dada em resgate pela humanidade caída”. -RH, 11/12/1888; Ellen White e a Humanidade de Cristo, p.156

“Ele tomou sobre Si mesmo a natureza caída e sofredora, degradada e maculada pelo pecado. […] Ele resistiu a todas as tentações que assolam o homem”. YI, 20/12/1900; Ellen White e a Humanidade de Cristo, p.140

“Que contraste o segundo Adão apresentava quando Ele entrou no sombrio deserto para sozinho enfrentar a Satanás! Desde a queda, a raça humana havia diminuídoem estatura e força física e decaído cada vez mais na escala do valor moral, até ao período do primeiro advento de Cristo à Terra. A fim de elevar o homem caído, Cristo deveria alcançá-lo onde ele estava. Tomou a natureza humana e carregou as enfermidades e degenerescências da raça humana. Aquele que não conheceu pecado tornou-Se pecado por nós. Humilhou-Se a Si mesmo até às profundezas mais baixas da miséria humana, a fim de que pudesse qualificar-Se para alcançar o homem e tirá-lo da degradação na qual o pecado o mergulhara”. No Deserto da Tentação, 10 Cristo Como Segundo Adão

Ele não apenas foi feito carne, mas foi feito à semelhança da carne pecaminosa”. – Carta 106, 1896; Ellen White e a Humanidade de Cristo, p. 173.

Existe um grande preconceito na igreja adventista sobre o tema, humanidade de Cri8sto. Como consequência percebemos falta de conhecimento dos membros sobre essa tão importante questão. Isso tem um motivo. O inimigo das almas não pretende permitir que compreendamos o que Cristo fez POR nós, simplesmente para que não compreendamos também o que Cristo pode fazer EM nós! É muito estranho o que acontece em nossa igreja, igreja adventista do sétimo dia. Fui visitado novamente por um pastor que apresentou argumentos que facilmente podem ser refutados. Mas não adianta argumentos, não adianta! Se você não estiver falando o que agrada a maioria, você e suas mensagens encontrará rejeição e grande oposição.   

Gostaria muito que as pessoas que rejeitam a verdade presente sobre libertação plena do pecado, avaliassem esse trabalho. Vejam a seguir alguns questionamentos importantíssimos sobre a Escada vista por Jacó.

Escada Vista Por Jacó

Cristo era a escada vista por Jacó. Cristo é o elo que une a Terra ao Céu e conecta o homem finito com o Deus infinito. Esta escada vai da mais baixa degradação da Terra e da humanidade até os mais altos Céus”. Ellen White e a Humanidade de Cristo, p. 157

“Cristo humilhou-Se ao tornar-Se humano. Tomou sobre Si a nossa natureza para que […] pudesse tornar-Se um degrau para o homem caído, de modo que este pudesse subir por sobre Seus méritos, e através de Sua excelência e virtude receber de Deus aceitação dos esforços para guardar Sua lei”. Ellen White e a Humanidade de Cristo, p. 141

“Cristo é a escada que Jacó viu, tendo a base na Terra, e o topo chegando à porta do Céu, ao próprio limiar da glória. Se aquela escada houvesse deixado de chegar à Terra, por um único degrau que fosse, teríamos ficado perdidos. Mas Cristo vem ter conosco onde nos achamos. Tomou nossa natureza e venceu, para que, revestindo-nos de Sua natureza, nós pudéssemos vencer. Feito “em semelhança da carne do pecado” (Rom. 8:3), viveu uma vida isenta de pecado. Agora, por Sua divindade, firma-Se ao trono do Céu, ao passo que, pela Sua humanidade, Se liga a nós. Manda-nos que, pela fé n Ele, atinjamos à glória do caráter de Deus. Portanto, devemos ser perfeitos, assim como “é perfeito vosso Pai que está nos Céus”. Mat. 5:48. O Desejado De Todas As Nações, p. 311 – 312

E para elevar o homem caído, precisava Cristo alcança-lo onde se achava.  Assumiu a natureza humana e arcou com as fraquezas e degenerescência da raça.  Ele, que não conhecia pecado, tornou-Se pecado por nós. Humilhou-Se até às mais baixas profundezas da miséria humana, a fim que pudesse estar habilitado a alcançar o homem e tira-lo da degradação na qual o pecado o lançara”. Ellen White e a Humanidade de Cristo, p. 145

“A humanidade de Cristo alcançou as profundezas da miséria humana, e identificou-se com as fraquezas e necessidades do homem caído, enquanto Sua natureza divina alcançava o Eterno”. –RH, 04/08/1874, Ellen White e a Humanidade de Cristo, p. 145

A corrente que desce do trono de Deus é bastante longa para alcançar as mais baixas profundezas do pecado. Erguei diante dos perdidos e desolados o Salvador que perdoa os pecados, pois fez divina intercessão em favor deles. Ele é capaz de erguê-los do abismo do pecado, para que sejam reconhecidos como filhos de Deus, herdeiros com Cristo de uma herança imortal. Eles podem ter a vida que se mede com a vida de Deus”. Review and Herald, 11 de abril de 1912. ( Ellen G. White, Testemunhos Para a Igreja, vol. 7. P. 229)

“”[…] A Majestade do Céu, o Rei da glória, desceu a vereda da humilhação passo a passo, até alcançar o ponto mais baixo da experiência humana; e por que? Para que pudesse chegar até o mais baixo da humanidade, afundando nas profundezas da degradação, para então poder elevar os seres humanos até as alturas dos Céus. RH, 09/07/1895, Ellen White e a Humanidade de Cristo, p. 170.

“Aquele que era um com o Pai desceu do glorioso trono no Céu, […] e cobriu Sua divindade com humanidade, descendo, assim até o nível das debilitadas faculdades do homem”. – RH, 11/12/1888; Ellen White e a Humanidade de Cristo, p. 156.

“A grande obra da redenção só poderia ser realizada ao tomar o Redentor o lugar de Adão caído […] O Rei da glória propôs humilhar-Se até o nível da humanidade caída”! –RH, 24/02/1874, Ellen White e a Humanidade de Cristo, p. 144

Ele tomara sobre Si mesmo a forma da humanidade com todos os seus males peculiares”.  – ST, 04/01/1877, Ellen White e a Humanidade de Cristo, p. 148.

Ele levou a nossa natureza sobre Si para que pudesse conhecer nossas provações e tristezas; e. conhecendo toda mossa experiência, Ele se apresenta como Mediador e Intercessor perante o Pai”. ST, 24/11/1887. Ellen White e a Humanidade de Cristo, p. 155

“Em Sua humanidade, Ele familiarizou-se com todas as dificuldades que assolam a humanidade”. – RH, 28/04/1891, Ellen White e a Humanidade de Cristo, p. 160.

Sinceramente, após vermos esses textos onde a serva do Senhor afirma que “Cristo era a escada vista por Jacó”. Vermos também que:

 “Esta escada vai da mais baixa degradação da Terra e da humanidade até os mais altos Céus”.

Vermos que, “Se aquela escada houvesse deixado de chegar à Terra, por um único degrau que fosse, teríamos ficado perdidos”.

Vermos que “para elevar o homem caído, precisava Cristo alcança-lo onde se achava.

Assumiu a natureza humana e arcou com as fraquezas e degenerescência da raça.

Ele, que não conhecia pecado, tornou-Se pecado por nós. Humilhou-Se até às mais baixas profundezas da miséria humana, a fim que pudesse estar habilitado alcançar o homem e tira-lo da degradação na qual o pecado o lançara”.

Então para salvar a humanidade “Cristo alcançou as profundezas da miséria humana, e identificou-se com as fraquezas e necessidades do homem caído”.

“O Rei da glória propôs humilhar-Se até o nível da humanidade caída”!

Cristo “desceu a vereda da humilhação passo a passo, até alcançar o ponto mais baixo da experiência humana”.

Vermos que Cristo, “familiarizou-se com todas as dificuldades que assolam a humanidade”.

Vermos que Ele tomou “sobre Si mesmo a forma da humanidade com todos os seus males peculiares”.

Vermos que “Ele levou a nossa natureza sobre Si para que pudesse conhecer nossas provações e tristezas”.

Vermos que Cristo, “desceu a vereda da humilhação passo a passo, até alcançar o ponto mais baixo da experiência humana”.

Após vermos tudo isso, temos que refletir e responder com sinceridade a esse importante questionamento!

Tudo isso teria acontecido, seria verdade, se Cristo tivesse tomado nossa natureza caída apenas no aspecto físico?

Após vermos todas essas citações, ainda é possível acreditar que Cristo tenha assumido nossa natureza apenas no aspecto físico?

Essa questão é tão importante que vou repetir esses questionamentos novamente!

Cristo, a “escada” teria alcançado “às mais baixas profundezas da miséria humana”, e o o ponto mais baixo da experiência humana”?

Cristo teria tomado sobre Si a forma da humanidade com todos os seus males peculiares”?

Teria Se familiarizado com “todas as dificuldades que assolam a humanidade”?

Cristo teria Se humilhado “até o nível da humanidade caída?

Cristo teria alcançado “as profundezas da miséria humana? E Se identificado “com as fraquezas e necessidades do homem caído”?

Poderíamos dizer que Cristo a “escada vai da mais baixa degradação da Terra e da humanidade até os mais altos Céus”.

Todas essas afirmações seriam verdadeiras se Cristo tivesse assumido a nossa natureza caída apenas no aspecto físico?

 Lógico que a resposta é NÃO! Por que então nossos teólogos insistem em afirmar que Cristo assumiu nossa natureza caída apenas no aspecto físico?

Outra Forma de Fazer esse Questionamento

“Por quatro mil anos estivera a raça a decrescer em forças físicas, vigor mental e moral; e Cristo tomou sobre Si as fraquezas da humanidade degenerada. Unicamente assim podia salvar o homem das profundezas de sua degradação”. O Desejado de Todas as Nações, p.117

“A humanidade de Cristo alcançou as profundezas da miséria humana, e identificou-se com as fraquezas e necessidades do homem caído, enquanto Sua natureza divina alcançava o Eterno”. –RH, 04/08/1874, Ellen White e a Humanidade de Cristo, p. 145

“”[…] A Majestade do Céu, o Rei da glória, desceu a vereda da humilhação passo a passo, até alcançar o ponto mais baixo da experiência humana; e por que? Para que pudesse chegar até o mais baixo da humanidade, afundando nas profundezas da degradação, para então poder elevar os seres humanos até as alturas dos Céus. RH, 09/07/1895, Ellen White e a Humanidade de Cristo, p. 170.

“Aquele que era um com o Pai desceu do glorioso trono no Céu, […] e cobriu Sua divindade com humanidade, descendo, assim até o nível das debilitadas faculdades do homem”. – RH, 11/12/1888; Ellen White e a Humanidade de Cristo, p. 156.

“Por quatro mil anos estivera a raça a decrescer em forças físicas, vigor mental e moral Sabendo-se que a degeneração da humanidade abrange os aspectos físico, mental e moral, e que Cristo “alcançou as profundezas da miséria humana”, “desceu a vereda da humilhação passo a passo, até alcançar o ponto mais baixo da experiência humana”, e que Cristo “cobriu Sua divindade com humanidade, descendo, assim até o nível das debilitadas faculdades do homem”. Como acreditar que Cristo fez tudo isso e tenha tomado sobre Si “as fraquezas da humanidade degenerada”, tendo assumido a natureza humana caída apenas no aspecto físico?

Novamente repetimos que para que a afirmação de Cristo ter descido “até o nível das debilitadas faculdades do homem”, e as demais afirmações sobre a experiência de Cristo ao assumir a natureza caída serem verdadeiras temos que aceitar que Ele assumiu a natureza humana caída em TODOS OS ASPECTOS, e não apenas no aspecto físico! Mas sempre é bom lembrar que Cristo veio nos salvar e, “humilhou-Se até às mais baixas profundezas da miséria humana”, mas não foi de forma alguma contaminado pelo pecado, sempre foi puro e imaculado. Nunca possuiu propensões, tendências ou inclinações pecaminosas. Provando assim que nossa natureza não é desculpa para o pecado.

“O grande Mestre veio ao nosso mundo não somente para fazer expiação pelo pecado, mas também para ser um mestre tanto por preceito como pelo exemplo. Veio mostrar ao homem como guardar a lei na humanidade, de nodo que ele não tivesse nenhuma desculpa para seguir seu próprio critério imperfeito. Vemos a obediência de Cristo. Sua vida era sem pecado. A obediência durante toda a Sua vida é uma censura à humanidade desobediente. A obediência de Cristo não deve ser posta de lado como se fosse completamente diferente da obediência que Ele requer de nós individualmente. Cristo nos mostrou que é possível para toda a humanidade obedecer às leis de Deus”. Mensagens Escolhidas, vol. 3, p. 135 e 136.

“Cristo tomou a humanidade e suportou o ódio do mundo para que pudesse revelar a homens e mulheres que estes poderiam viver sem pecado, que suas palavras, atos, seu espírito, poderiam sersantificados para Deus. Podemos ser cristãos perfeitos se manifestarmos esse poder em nossa vida.Quando a luz do Céu repousar sobre nós continuamente, representaremos a Cristo. Foi a justiça revelada em Sua vida que O distinguiu do mundo e despertou seu ódio. […] As palavras de Cristo são ditas para Seu povo em todas as épocas – para nós sobre quem o fim dos séculos é chegado. Manuscrito 97, 1909”. Olhando Para o Alto, 1983, p. 297.

“‘Se aproxima o príncipe deste mundo’, disse Jesus; ‘e nada tem em Mim.’ João 14:30. Nada havia nEle que correspondesse aos enganos de Satanás. Ele não consentia com o pecado. Nem por um pensamento cedia à tentação. O mesmo se pode dar conosco. A humanidade de Cristo estava unida à divindade; estava habilitado para o conflito, mediante a presença interior do Espírito Santo. E veio para nos tornar participantes da natureza divina. Enquanto a Ele estivermos ligados pela fé, o pecado não mais terá domínio sobre nós. Deus nos toma a mão da fé, e a leva a apoderar-se firmemente da divindade de Cristo, a fim de atingirmos a perfeição de caráter”. O Desejado de Todas as Nações, p.123

“O homem caiu. A imagem de Deus nele se acha deformada. Por causa da desobediência ele se tornou depravado em suas inclinações e debilitado em suas faculdades, aparentemente incapaz de esperar qualquer outra coisa além de tribulação e castigo. Mas Deus, por intermédio de Cristo, planejou um escape, e diz a todos: ‘Portanto, sede vós perfeitos.’ Mat. 5:48. O Seu propósito é que o homem seja correto e digno diante dEle, e assim o Seu plano não será frustrado. Ele enviou o Seu Filho a este mundo a fim de pagar a penalidade do pecado, e mostrar ao homem como viver uma vida sem pecado”. Signs of the Times, 30 de março de 1904. Cuidado de Deus, MM 1995, pág. 320

Novamente repito! Não entender o QUE Cristo fez por nós, está impedindo o entendimento de muitos sobre o que Cristo pode fazer EM nós!

Desperta professo povo de Deus!

24 – Apenas no aspecto físico?

Muitos teólogos adventistas, a grande maioria deles, têm afirmado que Jesus veio ao nosso mundo com a natureza de Adão depois da queda, mas isso apenas no aspecto físico, já no aspecto espiritual Ele tinha a natureza de Adão antes da queda, antes do pecado. A seguir um texto do livro, Ellen White e a Humanidade de Cristo onde o autor Woodrow W. Whidden defende esse pensamento.

“Ellen White foi clara ao mencionar que Ele tomou a ‘nossa natureza pecaminosa’ (SDABC, vol. 7, p. 453), mas somente no sentido de uma capacidade diminuída resultante do princípio da hereditariedade física”. Ellen White e a Humanidade de Cristo, p. 93

Textos importantes dos livros Ellen White e a Humanidade de Cristo e Nisto Cremos.

“É bem claro que Ellen White abeverou-se de um dos sermões de Melvill, intitulado ‘A Humilhação do Homem Cristo Jesus’, ao preparar um artigo cujo título era ‘Cristo, o exemplo do Homem’ (RH, 05/07/ 1887). Não causa surpresa que esse sermão discuta a humanidade de Cristo. Eric Webster nos dá um sumário final muito útil da utilização de Melvill: ‘Para Melvill, existem duas consequências primárias da queda: (1) ‘fraquezas inocentes’ e ‘propensões pecaminosas’. ‘Antes da transgressão, a humanidade de Adão estava livre de ambas, e com ambas ela foi dotada depois da transgressão’ (Melvil, p. 47). Por ‘fraquezas inocentes, Melvill entende características tais como fome, dor, fraqueza, tristeza e morte. ‘Existem consequências pela culpa que são perfeitamente inculpáveis. O pecado introduziu a dor, mas a própria dor não é pecado’ (ibidem). Por ‘propensões pecaminosas’ Melvill se refere a tendência, ou inclinação, para pecar. ‘No seu resumo da discussão, Melvill deixa claro que, em sua visão, Adão não tinha nem ‘fraquezas inocentes’ nem ‘ propensões pecaminosas’; nós nascemos com ambas, e Cristo levou a primeira, mas não a segunda’ (p. 127 e 128). Melvill diz claramente que Cristo teve uma humanidade que ‘não era inclinada a transgredir’ (citado em Wbster, p. 128). Tim Poirier sugeriu que embora Ellen White não tenha citado as palavras [de Melvill] (tais como ‘fraquezas inocentes’, ‘propensões pecaminosas’ ‘inclinada a ofensas’), os sentimentos de Melvill poderiam muito bem refletir as próprias convicções de Ellen White’ (ibidem; ver Poirier). ‘É sugerido que o aparente conflito encontrado nas declarações de Ellen White sobre a humanidade de Cristo pode ser resolvido no contexto da discussão de Melvill. Poderia ser que, quando Ellen White declara que Cristo tomou sobre Si ‘a natureza caída e pecaminosa’ do homem, ela estivesse pensando naquelas ‘fraquezas inocentes’ que trouxeram Cristo ao nível do homem, e que quando ela fala de impecabilidade da humanidade de Cristo ela estivesse pensando no fato de que Cristo não possuía ‘propensões pecaminosas’?” (Webster, p. 128 e 129)”, Woodrow W. Whidden, Ellen White e a Humanidade de Cristo, p. 62 e 63

Como vimos uma forma de afirmar que Cristo tenha assumido uma natureza caída apenas no aspecto físico é afirmar que Ellen White “abeverou-se de um dos sermões de Melvill”. (Henry Melvill). Segundo Woodrow W. Whidden e pessoas citadas por ele nesse texto, quando Ellen White mencionava natureza caída e pecaminosa ela estava se referindo a uma natureza afetada apenas em aspectos físicos tais como, “fome, dor, fraqueza, tristeza e morte” “Fraquezas inocentes”.

Interessante esse tipo de afirmação, “‘fraquezas inocentes’ que trouxeram Cristo ao nível do homem”. Será mesmo que Cristo assumindo uma natureza afetada apenas por “fraquezas inocentes”, tais como “fome, dor, fraqueza, tristeza e morte” O traria até o nosso nível? A resposta é um expressivo NÃO! É bem claro, veremos nesse estudo, que Cristo assumiu nossa natureza enfraquecida em todos os aspectos, embora Ele não tenha sido afetado por essas fraquezas, porque sempre foi fortalecido pelo Pai para não ser corrompido ou contaminado pelo pecado.

Vamos agora para um outro texto, agora no livro Nisto Cremos.

“Portanto, ‘a humanidade de Cristo não foi a humanidade de Adão, ou seja, a humanidade do pai da raça antes da queda; tampouco foi a humanidade decaída, isto é, em todos os aspectos a humanidade de Adão após a queda. Não era a humanidade adâmica em virtude de possuir as inocentes fraquezas dos caídos. Não era a natureza caída porque Ele jamais caiu em impureza moral. Sua natureza era, portanto, mais apropriadamente a nossa humanidade, porém sem pecado”. 15 Nisto Cremos, p. 61

15- Henry Melvill, em Sermons by Henry Melvill, B. D., EDIÇÃO DE C. P. Mcllvaine (Nova York: Stanford and Swords, 1844), p. 47. Com a expressão ‘inocentes fraquezas’ ele quer se referir à fome, dor, tristeza, etc. Ele identificou essa forma de ver a natureza pré e pós- queda (aplicada a Cristo) como ‘a doutrina ortodoxa’ (ibid.)”. Nisto Cremos, p. 75

“Tim Poirier ‘sugeriu que embora […]”, “os sentimentos de Melvill poderiam muito bem refletir as próprias convicções de Ellen White’ […]”, “‘Ésugerido que o aparente conflito encontrado nas declarações de Ellen White […], Poderia ser que, quando Ellen White declara que Cristo tomou sobre Si ‘a natureza caída e pecaminosa’ […]. Ellen White e a Humanidade de Cristo, p. 62 e 63

Essas partes do texto do livro Ellen White e a Humanidade de Cristo deixam claro que o citado sermão de Melvill é uma possibilidade, uma hipótese, de como entender o aparente conflito nas declarações de Ellen White sobre a humanidade de Cristo.

Já no livro Nisto Cremos parte do sermão do Melvill foi colocado não como uma possível explicação ou uma hipótese, mas sim como uma confirmada explicação da questão, humanidade de Cristo.

Triste ver no livro Nisto Cremos parte do Sermão de Melvill, como sendo fato consumado, parte desse sermão ser uma revelação sobre a humanidade de Cristo. A maioria vai ler a citação da página 61 sem se dar conta, que se trata de uma explicação de um ministro anglicano, Henry Melvill. Por essa e por outras, acredito que o mais correto seria que o livro Nisto Cremos deveria ter como título, “O Que a Maioria Acredita”. Iremos nesse trabalho analisar questões importantíssimas sobre essa crença de Cristo ter assumido uma natureza afetada apenas no aspecto físico.

Características de Adão Antes do Pecado

“O homem deveria ter a imagem de Deus, tanto na aparência exterior como no caráter. Cristo somente é a “expressa imagem” do Pai (Heb. 1:3); mas o homem foi formado à semelhança de Deus. Sua natureza estava em harmonia com a vontade de Deus. A mente era capaz de compreender as coisas divinas. As afeições eram puras; os apetites e paixões estavam sob o domínio da razão. Ele era santo e feliz, tendo a imagem de Deus, e estando em perfeita obediência à Sua vontade” P. P. p.45

“Em que consistia a força do assalto que resultou na queda de Adão? Não foi o pecado residente; pois Deus fez o homem conforme o Seu próprio caráter, puro e correto. Não havia nenhum princípio corrupto no primeiro Adão, nenhuma propensão corrupta ou tendência para o mal. Adão era tão perfeito como os anjos diante do trono de Deus.”. SDABC, vol. 1, p. 1083 (carta 191, 1899); Ellen White e a Humanidade de Cristo p.138

“Deus fez o homem reto; deu-lhe nobres traços de caráter, sem nenhum pendor para o mal. Dotou o de altas capacidades intelectuais, e apresentou-lhe os mais fortes incentivos possíveis para que fosse fiel a seu dever. A obediência, perfeita e perpétua, era a condição para a felicidade eterna. Sob esta condição teria ele acesso à árvore da vida”. P.P. p.49

“O Senhor, no princípio, fez o homem reto. Foi criado com a mente perfeitamente equilibrada, sendo o tamanho e a força de todos os órgãos perfeitamente desenvolvidos. Adão era um tipo perfeito de homem”. Testimonies, vol. 3, p. 72 (M. C. P. vol. 2 p.415)

“Adão deveria ter em grande estima o fato de que ele fora criado à imagem de Deus, a fim de ser semelhante a Ele em justiça e santidade. Sua mente possuía a capacidade de cultivo contínuo, expansão, refinamento e nobreza pois Deus era seu professor, e os anjos seus companheiros”. Deserto da Tentação p. 14

“O homem foi originariamente dotado de nobres faculdades e de um espírito bem equilibrado. Era um ser perfeito, e estava em harmonia com Deus. Seus pensamentos eram puros, santos os seus intentos”. Caminho a Cristo. p. 17

“No princípio, o homem foi criado à imagem de Deus. Estava em perfeita harmonia com a natureza e com a lei de Deus; os princípios da justiça lhe estavam escritos no coração”. G. C. p.467

“No princípio Deus fez o homem reto. Ele foi criado com perfeito equilíbrio mental, sendo plena e harmoniosamente desenvolvidos o tamanho e a força de todos os seus órgãos”. Conselhos sobre Regime Alimentar, p.147

“Era possível a Adão, antes da queda, formar um caráter justo pela obediência à lei de Deus”. Caminho a Cristo. p.62

“Quando Adão saiu das mãos do Criador, trazia ele em sua natureza física, intelectual e espiritual, a semelhança de seu Criador. “E criou Deus o homem à Sua imagem” (Gên. 1:27), e era Seu intento que quanto mais o homem vivesse tanto mais plenamente revelasse esta imagem, refletindo mais completamente a glória do Criador.”. Educação, p. 15

“Criados para serem a “imagem e glória de Deus” (I Cor. 11:7), Adão e Eva tinham obtido prerrogativas que os faziam bem dignos de seu alto destino. Dotados de formas graciosas e simétricas, de aspecto regular e belo, o rosto resplandecendo com o rubor da saúde e a luz da alegria e esperança, apresentavam eles em sua aparência exterior a semelhança dAquele que os criara. Esta semelhança não se manifestava apenas na natureza física. Todas as faculdades do espírito e da alma refletiam a glória do Criador”. Educação, p. 20

“Adão e Eva saíram das mãos do Criador na completa perfeição do dote físico, mental e espiritual”. Deserto da Tentação, p.13

“Quando este (Adão) fora vencido pelo tentador, entretanto, não tinha sobre si nenhum dos efeitos do pecado. Encontrava-se na pujança da perfeita varonilidade, possuindo o pleno vigor da mente e do corpo”. O Desejado de Todas as Nações, p.117

“[…] Adão e Eva, recém-saídos das mãos do Criador, eles eram seres perfeitos, tinham sido criados assim, sem propensão para o pecado, com capacidade de obedecer. Eles se deleitavam na obediência. Obedecer era para eles tão fácil como para você é respirar. Não precisavam se esforçar para isso. Tinham uma natureza perfeita”. Pr. Alejandro Bullón, Conhecer Jesus é Tudo, p. 40

Realmente Apenas no Aspecto Físico?

Será que realmente Cristo veio ao nosso mundo com a natureza de Adão antes do pecado como afirmam muitos teólogos adventistas?

Esse questionamento é muito importante porque vimos que para Adão antes do pecado obedecer era algo natural, segundo Pr. Alejandro Bullón, tão fácil quanto para nós é respirar. Será que podemos falar o mesmo para Jesus?

Esse é um questionamento do qual não podemos fugir. Se afirmarmos que no aspecto espiritual Jesus veio ao nosso mundo com as mesmas condições de Adão antes da queda, e se sabemos que para Adão antes da queda a obediência era algo fácil, implica em afirmar também que Jesus teve a mesma facilidade para obedecer no aspecto espiritual tida por Adão. Essa possibilidade é anulada quando vemos que Cristo “familiarizou-se com todas as dificuldades que assolam a humanidade”, também foi tentado centenas de vezes mais severa “e sob circunstâncias, em todos os aspectos, mais probantes”. E “em tudo o primeiro Adão teve situações mais favoráveis do que Cristo. Para Jesus era necessário estar sempre em guarda, a fim de conservar Sua pureza”. Porque Ele veio ao nosso mundo para ser tentado em“todos os aspectos que o homem é tentado”.

Tudo isso não teria acontecido de Jesus tivesse tomado nossa natureza apenas no aspecto físico!

“Mas em tudo o primeiro Adão teve situações mais favoráveis do que Cristo. […]” Ellen White e a Humanidade de Cristo p. 183

“Em Sua humanidade, Ele familiarizou-se com todas as dificuldades que assolam a humanidade”. –RH, 28/04/1891; Ellen White e a Humanidade de Cristo, p.160

“Cristo foi tentado por Satanás de maneira centenas de vezes mais severa do que Adão o fora, e sob circunstâncias, em todos os aspectos, mais probantes”. Ellen White e a Humanidade de Cristo p. 183-

“Jesus era isento de todo pecado e erro; não havia nenhum traço de imperfeição em Sua vida ou caráter, Ele manteve pureza imaculada sob as mais probantes circunstâncias”. Ellen White e a Humanidade de Cristo, p. 194

“A vida de Jesus estava em harmonia com Deus. Enquanto criança, pensava e falava como criança; mas nenhum traço de pecado desfigurava nEle a imagem divina. Não ficou, no entanto, isento de tentação […] Era-Lhe necessário estar sempre em guarda, a fim de conservar Sua pureza”. O Desejado de Todas as Nações, p. 71

“Porque o Filho de Deus vinculou-se à fraqueza da humanidade para que fosse tentado em todos os aspectos que o homem é tentado, Satanás tripudiou sobre Ele e O insultou”. RH, 01/04/ 1875; Ellen White e a Humanidade de Cristo, p. 147

Vejam, se Jesus viesse com a natureza de Adão antes do pecado Ele estaria qualificado como exemplo para Adão porque Jesus provou ser possível a plena obediência aos mandamentos de Deus mesmo não tendo no aspecto físico as mesmas condições de Adão e também as condições do meio em que Jesus viveu ser bem diferente das condições da Terra antes do pecado. Mas o que dizer de nós que além de ter o meio em que vivemos e o aspecto físico bem diferente de Adão antes da queda também temos uma natureza espiritual marcada por uma grande degeneração e enfraquecimento em todos os aspectos? Nesse estudo defendemos que Cristo veio ao nosso mundo com a natureza de Adão nos aspectos físico e espiritual igual ao dos descendentes de Adão depois do pecado. No que diz respeito a condições, Jesus não teve nenhuma vantagem ou nenhuma facilidade que não esteja também ao nosso alcance.

Apenas no Aspecto Físico Jesus Seria Exemplo Para Nós?

1º) “Satanás, o anjo caído, declarara que nenhum homem podia guardar a lei de Deus depois da desobediência de Adão. Ele alegava que toda a humanidade estava sob o seu domínio”. Mensagens Escolhidas.vol.3, p. 136

2º “Satanás apresenta a divina lei de amor como uma lei de egoísmo. Declara que nos é impossível obedecer-lhe aos preceitos. A queda de nossos primeiros pais, com toda a miséria resultante, ele atribui ao Criador, levando os homens a olharem a Deus como autor do pecado, do sofrimento e da morte. Jesus devia patentear esse engano. Como um de nós, cumpria-Lhe dar exemplo de obediência. Para isso tomou sobre Si a nossa natureza, e passou por nossas provas. “Convinha que, em tudo, fosse semelhante aos irmãos.” Heb. 2:17. Se tivéssemos de sofrer qualquer coisa que Cristo não houvesse suportado, Satanás havia de apresentar o poder de Deus como nos sendo insuficiente. Portanto, Jesus “como nós, em tudo foi tentado”. Heb. 4:15. Sofreu toda provação a que estamos sujeitos. E não exerceu em Seu próprio proveito poder algum que nos não seja abundantemente facultado. Como homem, enfrentou a tentação, e venceu-a no poder que Lhe foi dado por Deus. Diz Ele: “Deleito-me em fazer a Tua vontade, ó Deus meu; sim, a Tua lei está dentro do meu coração.” Sal. 40:8. Enquanto andava fazendo o bem e curando a todos os aflitos do diabo, patenteava aos homens o caráter da lei de Deus, e a natureza de Seu serviço. Sua vida testifica ser possível obedecermos também à lei de Deus”. MM 1992, EXALTAI-O, p. 82.

Vimos no primeiro texto que acusação de Satanás é de que “depois da desobediência de Adão era impossível para a humanidade guardar a lei de Deus. No segundo texto vimos que um dos objetivos de Cristo era provar ser falsa essa acusação de Satanás. Agora Pergunto: Cristo teria provado ser possível para a humanidade depois do pecado, ser possível obedecer plenamente a lei de Deus se Ele viesse com natureza diferente da natureza humana depois do pecado? Vou tentar ser mais objetivo. Cristo tendo a nossa natureza humana apenas no aspecto físico Ele estaria habilitado para ser nosso exemplo? A resposta é um sonoro, não!

Não precisamos classificar a obediência de Cristo, por si mesma, como alguma coisa para a qual Ele Se achava particularmente adaptado, por Sua especial natureza divina, pois Ele Se encontrava diante de Deus como o representante do homem e foi tentado como substituto e fiador do homem. Se Cristo possuísse um poder especial que o homem não tem o privilégio de possuir, Satanás ter-se-ia aproveitado desse fato. A obra de Cristo era tirar das reivindicações de Satanás o seu domínio sobre o homem, e só podia fazê-lo da maneira como Ele veio – como homem, tentado como homem e prestando a obediência de um homem. […]” Mensagens Escolhidas vol. 3, p. 139

Mesmo diante de tão claras afirmações, vejam o que segundo a serva do Senhor estão fazendo.

Muitos dizem, porém, que Jesus não era como nós, que Ele não era como nós somos no mundo, que era divino, e que não podemos vencer como Ele venceu”. Mensagens Escolhidas, vol. 3, p. 197.

Mas o que diz para nós a mensagem inspirada?

“Cristo venceu como Homem sem pecado, não caído, perfeito. Como Messias Ele obteve vitória sobre as tentações do inimigo, tornando-nos possível vencer como Ele venceu”. MM 1983, Olhando Para o Alto, 11.

“O homem deve agir com sua força, ajudado pelo poder de Cristo, de modo a resistir e vencer seja qual for o custo para si. Em suma, o homem deve vencer como Cristo venceu”. MM 1956, Filhos e Filhas de Deus, p. 156.

Fraquezas Que Jesus Assumiu

As pessoas que defendem que Jesus assumiu a natureza caída apenas no aspecto físico tem que afirmar, acreditar então, que as fraquezas que Jesus assumiu eram apenas fraquezas no aspecto físico. Veremos a seguir que não é coerente afirmar que as fraquezas que Jesus assumiu se referiam apenas ao aspecto físico!

NATUREZA HUMANA ANTES DO PECADO

“No princípio, o homem foi criado à imagem de Deus. Estava em perfeita harmonia com a natureza e com a lei de Deus; os princípios da justiça lhe estavam escritos no coração”. O Grande Conflito, p.467

“Quando este (Adão) fora vencido pelo tentador, entretanto, não tinha sobre si nenhum dos efeitos do pecado. Encontrava-se na pujança da perfeita varonilidade, possuindo o pleno vigor da mente e do corpo”. O Desejado de Todas as Nações, p.117

“Declarou-se lhes, porém, que sua natureza ficara depravada pelo pecado; haviam diminuído sua força para resistir ao mal, e aberto o caminho para Satanás ganhar mais fácil acesso a eles. Em sua inocência tinham cedido à tentação; e agora, em estado de culpa consciente, tinham menos poder para manter sua integridade”. Patriarcas e Profetas, p. 61

Adão antes do pecado, “criado à imagem de Deus”, “os princípios da justiça lhe estavam escritos no coração”, “possuindo o pleno vigor da mente e do corpo”. Vejam que antes do pecado não havia fraquezas no homem em nenhum aspecto. Mas Cristo assumiu natureza enfraquecida!

Cristo assumindo natureza enfraquecida

Descendentes de Adão, por causa do pecado, “sua natureza ficara depravada”, “haviam diminuído sua força para resistir ao mal”, agora “tinham menos poder para manter sua integridade”.

“Vi que Jesus conhecia nossas fraquezas, e que Ele mesmo passara por vossas experiências em tudo, exceto no pecado”. – RH, 20/01/1863; Ellen White e a Humanidade de Cristo p. 139

“Assumiu a natureza humana e arcou com as fraquezas e degenerescência da raça. Ele, que não conhecia pecado, tornou-Se pecado por nós”. Ellen White e a Humanidade de Cristo p. 145

“Pode experimentar em Si mesmo a força da tentação de Satanás e as fraquezas e sofrimentos humanos, Ele saberia como socorrer aqueles que se esforçam para ajudar a si mesmos”. – RH, 18/03/1875; Ellen White e a Humanidade de Cristo p. 146

“Porque o Filho de Deus vinculou-se à fraqueza da humanidade para que fosse tentado em todos os aspectos que o homem é tentado, Satanás tripudiou sobre Ele e O insultou”. RH, 01/04/ 1875; Ellen White e a Humanidade de Cristo p. 147

“Ele assumiu a natureza humana, com suas fraquezas, suas desvantagens e suas tentações”. Manuscrito 58, 1890; Ellen White e a Humanidade de Cristo p. 160

“Jesus também lhes disse […] Que Ele tomaria a natureza decaída do homem, e Sua força não seria nem mesmo igual a deles”. –SG, vol. 1, p. 25; Ellen White e a Humanidade de Cristo, p. 139

Bom, para aqueles que acreditam que Cristo tomou a natureza caída apenas no aspecto físico, faço a seguinte pergunta: Será que as “fraquezas” mencionadas nesses textos se refere a fraquezas no aspecto físico? A resposta coerente para essa pergunta é um sonoro não! Isso é facilmente comprovado quando vemos os motivos de Cristo buscar ser fortalecido pelo Pai. A seguir um exemplo: “[…] força para resistir ao tentador e vencê-lo”.

“Mas nosso Salvador recorria a Seu Pai celestial em busca de sabedoria e força para resistir ao tentador e vencê-lo”. The Youth’sInstructor, fevereiro de 1873; ME, vol. 3, p. 133 e 134.

Fica comprovado que Cristo tomou nossa natureza enfraquecida em todos os aspectos por isso buscado no Pai força “para resistir ao tentador e vencê-lo”.

 Definitivamente essas “fraquezas” é uma forte evidência que Cristo tomou nossa natureza caída não apenas no aspecto físico. Para eliminar definitivamente essa possível hipótese e que essas fraquezas que Jesus assumiu se referiam apenas ao aspecto físico veremos a seguir um texto que deixa ainda mais claro que fisicamente Jesus não era fraco.

Sua estrutura física não era maculada por qualquer defeito; o corpo era robusto e sadio. E, durante toda a vida, viveu em conformidade com as leis da natureza. Física assim como espiritualmente, Jesus foi um exemplo do que Deus designava que fosse toda a humanidade, mediante a obediência a Suas leis”.

O Desejado de Todas as Nações, p. 50 – 51

Robusto adjetivo.

De constituição física muito forte, resistente; potente, vigoroso.

Já no aspecto da natureza, a força da natureza caída que Jesus tomou não era nem mesmo igual aos demais homens de natureza caída”

“Jesus também lhes disse […] Que Ele tomaria a natureza decaída do homem, e Sua força não seria nem mesmo igual a deles”. –SG, vol. 1, p. 25; Ellen White e a Humanidade de Cristo, p. 139

Importante lembrar que Cristo tomou nossa natureza caída e enfraquecida, mas não foi fraco em momento algum de Sua vida.

“Ele havia guardado os mandamentos de Seu Pai; e não havia pecado nEle sobre o qual Satanás pudesse triunfar, nenhuma fraqueza ou defeito que pudesse usar em sua vantagem”. RH, 27/05/1884; Ellen White e a Humanidade de Cristo, p. 151.

Tomando nossa natureza enfraquecido e não sendo contaminado pelo pecado Jesus provou que mesmo com a natureza caída podemos viver livre do pecado como Ele viveu.

“O Salvador tomou sobre Si as enfermidades humanas, e viveu uma vida sem pecado, a fim de os homens não terem nenhum temor de que, devido à fraqueza da natureza humana, eles não pudessem vencer. Cristo veio para nos tornar “participantes da natureza divina” (II Ped. 1:4), e Sua vida declara que a humanidade, unida à divindade, não comete pecado. O Salvador venceu para mostrar ao homem como ele pode vencer. Todas as tentações de Satanás, Cristo enfrentava com a Palavra de Deus. Confiando nas promessas divinas, recebia poder para obedecer aos mandamentos de Deus, e o tentador não podia alcançar vantagem. A toda tentação, Sua resposta era: “Está escrito.” Assim Deus nos tem dado Sua Palavra para com ela resistirmos ao mal. Pertencem-nos grandíssimas e preciosas promessas, a fim de que por elas fiquemos “participantes da natureza divina, havendo escapado da corrupção, que, pela concupiscência, há no mundo”. II Ped. 1:4”. Ciência do Bom Viver, p. 180

A seguir veremos como Cristo era fortalecido. Cristo nos mostrou como nossa natureza caída pode ser fortalecida.

Jesus Buscando Ser Fortalecido Forte Evidência

“Jesus mesmo, enquanto andava entre os homens, muitas vezes Se entregava à oração. Nosso Salvador identificou-Se com nossas necessidades e fraquezas, tornando-Se um suplicante, um solicitador junto de Seu Pai, para buscar dEle novos suprimentos de força, a fim de que pudesse sair revigorado para os deveres e provações.”. Caminho a Cristo p. 94

“Mas nosso Salvador recorria a Seu Pai celestial em busca de sabedoria e força para resistir ao tentador e vencê-lo”. The Youth’sInstructor, fevereiro de 1873; ME, vol. 3, p. 133 e 134.

“Nosso Salvador identifica-Se com nossas necessidades e fraquezas no fato de haver-Se tornado um suplicante, um solicitante de todas as noites, buscando do Pai novas provisões de força a fim de sair revigorado, fortalecido para o dever e a provação. Ele é nosso exemplo em tudo”. Ellen White e a Humanidade de Cristo, p. 141

“Sua humanidade se constituía em tentação para Ele. Somente confiando no Pai é que Ele poderia resistir as tentações. Ele andou pela fé assim como nós devemos andar pela fé”. – RH, 09/03/1896; Ellen White e a Humanidade de Cristo, p. 153

“Satanás estava nos Seus caminhos a todo instante. A força de Cristo estava na oração. Ele tomou a humanidade, carregou nossas fraquezas e tornou-Se pecado por nós”. Mensagens Escolhidas, vol. 3, p. 134.

Vimos que Cristo era “um solicitante de todas as noites, buscando do Pai novas provisões de força a fim de sair revigorado, fortalecido para o dever e a provação”, Cristo, “recorria a Seu Pai celestial em busca de sabedoria e força para resistir ao tentador e vencê-lo”.

O Que deixa evidente Jesus sendo fortalecido elo Pai?

“Quando este (Adão) fora vencido pelo tentador, entretanto, não tinha sobre si nenhum dos efeitos do pecado. Encontrava-se na pujança da perfeita varonilidade, possuindo o pleno vigor da mente e do corpo”. O Desejado de Todas as Nações. p.117

“Declarou-se lhes, porém, que sua natureza ficara depravada pelo pecado; haviam diminuído sua força para resistir ao mal, e aberto o caminho para Satanás ganhar mais fácil acesso a eles. Em suainocência tinham cedido à tentação; e agora, em estado de culpa consciente, tinham menos poder para manter sua integridade”. Patriarcas e Profetas, p. 61

O fato de Cristo estar sempre “buscando do Pai novas provisões de força é uma evidência de que Cristo assumiu a natureza de Adão antes do pecado que possuía “pleno vigor da mente e do corpo” ou a natureza dos descendentes de Adão que “tinham menos poder para manter sua integridade”, e “haviam diminuído sua força para resistir ao mal”?

A resposta coerente para essa pergunta é: Uma evidência que Cristo tomou a nossa natureza caída, a natureza dos descendentes de Adão que, “tinham menos poder para manter sua integridade”, e “haviam diminuído sua força para resistir ao mal”.

Caso tenham ainda alguma dificuldade para aceitar essa resposta, acredito que o texto a seguir vai ajudar ainda mais concluir que Cristo assumiu a natureza dos descendentes de Adão.

“Cristo tomou sobre Si os pecados e as fraquezas da raça humana tais quais existiam quando desceu à Terra para ajudar o homem. Em favor do gênero humano, tendo sobre Si as fraquezas do homem caído, deveria resistir às tentações de Satanás em todos os pontos em que o homem seria assediado. […] Assumiu a natureza humana, e suportou as fraquezas e degeneração da raça. Aquele que não conheceu pecado tornou-se pecado por nós. Humilhou-se às maiores profundezas da miséria humana, a fim de estar qualificado para alcançar o homem, e levá-lo da degradação na qual o pecado o havia mergulhado”. Review and Herald, 28 de Julho de 1874 (Questões Sobre Doutrina p. 462 e 463)

“[…] Desde a queda, o gênero humano estivera a decrescer em tamanho e força física, baixando mais e mais na escala do valor moral, até ao período do advento de Cristo à Terra. E para elevar o homem caído, Cristo precisava alcançá-lo onde se achava. Assumiu a natureza humana e arcou com as fraquezas e degenerescência da raça”. – ST, 04/01/1877. Ellen White e a Humanidade de Cristo, p. 148.

Esse último texto é muito esclarecedor, vejam que a serva do Senhor menciona separadamente como o pecado afetou tanto a parte física como também a parte moral.

 Parte física: “Desde a queda” a humanidade “estivera a decrescer em tamanho e força física”.

Parte moral:baixando mais e mais na escala do valor moral”.

 E Jesus “arcou com as fraquezas e degenerescência da raça”.

“Havia poder em Sua petição, pois não tinha as paixões da nossa natureza humana, caída, embora possuísse idênticas fraquezas, tendo sido, como nós outros, tentado em tudo. Jesus suportou uma agonia que requereu ajuda e apoio de Seu Pai. Cristo é nosso exemplo”. –RH, 17/08/1886, Ellen White e a Humanidade de Cristo, p. 153.

Como precisamos entender, aceitar, a diferença entre o que Jesus tomou sobre Si e o que Ele era. Entendendo isso, consequentemente entenderemos também o que Ele pode e deseja fazer em nós.

Há uma grande diferença entre o que Jesus assumiu ou tomou sobre Si e o que Ele era”.

“Natureza pecaminosa não pode ser equiparada com deficiência moral ou pecado pessoal. Há uma grande diferença entre o que Jesus assumiu ou tomou sobre Si e o que Ele era. Ele reteve o caráter de Deus – a incorporação da verdade, pureza e amor – enquanto foi sobrecarregado com a natureza ou constituição pecaminosa. Com relação a moral e caráter, Ele permaneceu sendo aquele ‘ente santo’ (S. Luc. 1:35) o qual era por concepção e nascimento. Embora Ele viera ‘em forma de servo’ (Fil. 2:7), a servidão do pecado não O conquistou como fez conosco; porém, através do Espírito que habitava no Seu íntimo Ele venceu o mal. Nenhuma vez escolheu Ele ir contra a vontade de Seu Pai. Através de Sua constante vitória sobre as dificuldades – sobre o pecado – condenou o pecado na carne (Rom. 8:3). Mas não poderia haver condenado com justiça o pecado na minha carne se a Sua carne fosse intrinsicamente diferente da minha”. Lição da Escola Sabatina, Jesus Nosso Mediador, 4º Trim. 1984, p. 70 -71

Uma coisa que não pode passar desapercebido é o fato de que quando a serva do Senhor descreve as características da natureza humana ela descreve no plural e não no singular.  Por exemplo “suas fraquezas” e não fraqueza;“suas desvantagens” e não desvantagem. Isso é mais uma comprovação que a natureza humana que Cristo tomou sobre Si abrangia todos os aspectos e não apenas o aspecto físico.

“Ele assumiu a natureza humana, com suas fraquezas, suas desvantagens e suas tentações”. – Manuscrito 58, 1890. Ellen White e a Humanidade de Cristo, p. 160.

Fortalecidos Pela Graça Vencer Como Cristo Venceu.

 “Cristo foi submetido à mais rigorosa prova, que requereu a força de todas as Suas faculdades para resistir à inclinação de, quando em dificuldade, usar o Seu poder para livrar-Se do perigo e triunfar sobre o poder do príncipe das trevas. Satanás mostrou seu conhecimento dos pontos fracos do coração humano, colocando seu máximo poder para obter vantagem sobre a debilidade da humanidade que Cristo assumira para poder vencer Suas tentações no lugar do homem”. RH, 01/04/1875; Ellen White e a Humanidade de Cristo p.147

“Cristo venceu as tentações de Satanás como homem. Toda pessoa pode vencer como Cristo venceu. […] Remiu o ignominioso fracasso e queda de Adão, e foi vitorioso, demonstrando assim a todosos mundos não caídos, e à humanidade decaída que o homem podia guardar os mandamentos de Deuspelo poder divino que lhe é concedido pelo céu. Jesus… suportou a tentação por nós, venceu em nosso favor para mostrar-nos como podemos ser vitoriosos. […]” Manuscrito 1, 1892; Ellen White e aHumanidade de Cristo, p.162

“Ele iniciou Sua vida terrena como os seres humanos iniciam a sua, vindo a este mundo como um bebê desamparado. E enquanto aqui esteve, viveu a vida que todo ser humano pode viver, aqueles que receberão o grande dom que o Senhor fez ao nosso mundo ao enviar Seu Filho para executar o plano de salvação”. MM 1983, Olhando Para O Alto, p. 190.

Vimos que Cristo não usou Seu poder como Deus para vencer as tentações de Satanás, para Ele ser vitorioso em todas as tentações Ele era fortalecido pelo Pai. Cristo venceu como homem, toda pessoa que buscar forças em Deus, também pode vencer como Cristo venceu.

Em Todos os Aspectos Mais Probantes!

“Cristo é chamado o segundo Adão. Em pureza e santidade, unido com Deus e amado por Deus, Ele começou onde o primeiro Adão começou”. MM Minha Consagração Hoje p. 323

“Cristo é chamado o segundo Adão. Em pureza e santidade, ligado a Deus e amado por Deus, começou Ele onde o primeiro Adão começou. Mas o primeiro Adão estava em todos os sentidos mais favoravelmente situado que Cristo”. MM 2002, Cristo Triunfante, p. 20

Acredito sim que Cristo começou onde o primeiro Adão começou, tão puro e sem propensões pecaminosas quanto Adão, mas não por ter tido a natureza de Adão antes do pecado, e sim, por ter sido fortalecido e protegido pela graça de Deus. Ter vencido Satanás e não ter se corrompido com o pecado mesmo tendo assumido nossa natureza pecaminosa, provando assim que nossa natureza caída não é desculpa para o pecado.

Vamos repetir textos que revelam que Cristo não assumiu a natureza de Adão antes do pecado embora fosse tão puro quanto ele.

Vejam a seguir que embora Cristo tenha vindo tão puro quanto Adão antes do pecado, Ele foi tentado “centenas de vezes mais severa” e “e sob circunstâncias, em todos os aspectos, mais probantes”.

Irmãos, não podemos ignorar o que representa Cristo ter sido tentado “sob circunstâncias, em todos os aspectos, mais probantes”.

Enquanto Cristo foi tentado, “sob circunstâncias, em todos os aspectos, mais probantes”, Adão “em tudo” teve situações mais favoráveis do que Cristo”.

Mas em tudo o primeiro Adão teve situações mais favoráveis do que Cristo. […]” Ellen White e a Humanidade de Cristo p. 183

“Cristo é chamado o segundo Adão. Em pureza e santidade, ligado a Deus e amado por Deus, começou Ele onde o primeiro Adão começou. Mas o primeiro Adão estava em todos os sentidos mais favoravelmente situado que Cristo”. MM 2002, Cristo Triunfante, p. 20

“Cristo foi tentado por Satanás de maneira centenas de vezes mais severa do que Adão o fora, e sob circunstâncias, em todos os aspectos, mais probantes”. Ellen White e a Humanidade de Cristo p. 183-

“O primeiro Adão caiu; o segundo (Cristo) Se apegou a Deus e Sua Palavra sob as mais difíceis circunstâncias, e Sua fé na bondade, misericórdia e amor de Seu Pai não vacilou por um só momento. “Está escrito”, era Sua arma de resistência, e é a espada do Espírito que todo ser humano deve usar”. SDA Bible Commentary, vol. 5, p. 1.129. Questões Sobre Doutrina, p. 463 e 464.

Circunstâncias é sinônimo de: particularidades, situações, conjunturas, contextos, fundamentos, razões.

Jesus mais provado que Adão sob particularidades, situações, contextos, fundamentos, “em todos os aspectos” mais probantes.

O contraste entre a situação enfrentada por Cristo e o primeiro Adão é gritante:

Cristo provado “em todos os aspectos, mais probantes”.

Isso seria verdade se Cristo tivesse tomado nossa natureza caída apenas no aspecto físico?

Adão antes do pecado estava em todos os sentidos mais favoravelmente situado que Cristo”.

Vemos nestes textos do Espírito de profecia a revelação clara de que Jesus assumiu nossa natureza enfraquecida em TODOS os aspectos e não apenas no aspecto físico:

“Jesus cobriu a divindade com a humanidade para que pudesse ter uma experiência em tudo que é pertinente à vida humana”. Ellen White e a Humanidade de Cristo p. 158

Jesus enfrentou todas as desvantagens que também temos que enfrentar, mas no que diz respeito ao pecado Jesus nunca foi contaminado, sempre foi santo e imaculado, porque nasceu do Espírito e sempre viveu na plenitude do Espírito.

“Todos são responsáveis por seus atos enquanto há graça no mundo. Todos têm poder para controlar suas ações. Se são fracos em virtude e pureza de pensamento e atos, podem obter auxilio do Amigo dos desamparados. Jesus está familiarizado com todas as fragilidades da natureza humana e, caso peça, dará forças para vencer até mesmo as tentações mais poderosas. Todos podem receber essa força se a buscarem com humildade”. MM 2022, ACIMA DE TODO NOME, p. 108

O fato de Jesus nunca ter sido contaminado pelo pecado por ter nascido e vivido na plenitude do Espírito não O desqualifica como exemplo para nós que herdamos uma natureza enfraquecida e também no aspecto espiritual porque esse nascimento e vida na plenitude do Espírito, também pode ser uma realidade em nossa vida.

Jesus enfrentou as mesmas condições adversas que temos que enfrentar, mas Jesus não veio como nós somos, mas sim, como nós podemos ser. Compreender esse detalhe é fundamental, repito, Cristo não veio como nós somos, MAS SIM COMO PODEMOS SER.

“Um evangelista como Cristo, não houve jamais. Ele era a Majestade do Céu,humilhou-Se para tomar nossa natureza mas, a fim de chegar até ao homem na condição em que se achava”. MM 1992, EXALTAI-O, p. 93

“Aquele que era um com o Pai desceu do glorioso trono no céu, […] e cobriu Sua divindade com humanidade, descendo, assim, até o nível das debilitadas faculdades do homem… A maior dádiva que o céu poderia derramar foi dada em resgate pela humanidade caída”. -RH, 11/12/1888. Ellen White e a Humanidade de Cristo p. 156

“Eu vos apresento o grande exemplo. …Ele realmente enfrentou e resistiu as tentações de Satanás como qualquer filho da humanidade. Somente assim poderia Ele ser um exemplo perfeito para o homem. Ele sujeitou-Se à humanidade para Se familiarizar com todas as tentações com as quais o homem é assediado. Ele levou sobre Si as fraquezas e carregou as dores dos filhos de Adão. “Carta 17, 1878; Ellen White e a Humanidade de Cristo, p. 148.

“O Redentor do mundo veio não somente para ser um sacrifício pelo pecado, mas também para ser um exemplo ao homem em todas as coisas, um santo caráter humano. […] O Filho unigênito do Deus infinito deixou-nos, por Suas palavras e por Seu exemplo prático, um claro modelo que devemos imitar […]”. Ellen White e a Humanidade de Cristo, p. 162

“Deus pretende que os Seus seguidores sejam o que Jesus foi quando revestido da natureza humana. Cumpre-nos, em Sua força, viver a vida pura e nobre que o Salvador viveu”. A Ciência do Bom Viver, p. 426.

“Cristo viveu uma vida de perfeita obediência à Lei de Deus, deixando nisto um exemplo perfeito a toda criatura humana. A vida que Ele viveu neste mundo, devemos nós viver, mediante Seu poder, e sob as Suas instruções”. A Ciência Do Bom Viver, p. 180

É exatamente isso que Jesus veio provar. Provou que nossa natureza caída e enfraquecida em todos os aspectos não é desculpa para continuarmos vivendo na lama do pecado.

Acusação de Satanás

“Satanás, o anjo caído, declarara que nenhum homem podia guardar a lei de Deus depois da desobediência de Adão. Ele alegava que toda a humanidade estava sob o seu domínio”. Mensagens Escolhidas, vol.3 p. 136

Detalhe muito importante, nesse texto fica claro que a acusação de Satanás era de que os homens “depois da desobediência de Adão” não podiam guardar a lei de Deus, mas Jesus veio provar que ele estava errado. Jesus só poderia fazer isso vindo aqui e vivendo nas mesmas condições dos homens depois do surgimento do pecado, sem levar nenhuma vantagem, ou seja, não usando nenhum recurso que não estivesse também ao alcance dos demais homens. Devemos, portanto, ter como objetivo um novo nascimento, nascer do Espírito e então viver na plenitude dEle. Assim seremos também plenamente libertados do pecado e viveremos como Jesus viveu para honra e glória de Deus.

“Orai pelo novo nascimento. Se experimentardes este novo nascimento deleitar-vos-eis, não nos tortuosos caminhos de vossos próprios desejos, mas no Senhor. Desejareis estar sob Sua autoridade. Estareis de contínuo procurando alcançar norma mais alta. Sede não apenas leitores da Bíblia, mas ferventes estudiosos dela, para que possais saber o que Deus requer de vós. Necessitais do conhecimento experimental de como fazer a Sua vontade. Cristo é nosso Professor”. CONSELHOS SOBRE EDUCAÇÃO, p. 147

O novo nascimento consiste em ter novos intuitos, novos gostos, novas tendências. Os que, pelo Espírito Santo, são gerados para uma nova vida, tornaram-se participantes da natureza divina, e em todos os seus hábitos e práticas evidenciarão sua relação com Cristo”. MM, 1977, Maranata, O Senhor vem, p. 235

“Satanás apresenta a divina lei de amor como uma lei de egoísmo. Declara que nos é impossível obedecer-lhe aos preceitos. A queda de nossos primeiros pais, com toda a miséria resultante, ele atribui ao Criador, levando os homens a olharem a Deus como autor do pecado, do sofrimento e da morte. Jesus devia patentear esse engano. Como um de nós, cumpria-Lhe dar exemplo de obediência. Para isso tomou sobre Si a nossa natureza, e passou por nossas provas. “Convinha que em tudo fosse semelhante aos irmãos.” Heb. 2:17. Se tivéssemos de sofrer qualquer coisa que Cristo não houvesse suportado, Satanás havia de apresentar o poder de Deus como nos sendo insuficiente. Portanto, Jesus “como nós, em tudo foi tentado”. Heb. 4:15. Sofreu toda provação a que estamos sujeitos. E não exerceu em Seu próprio proveito poder algum que nos não seja abundantemente facultado”. O Desejado de Todas as Nações, p. 24

Também Podemos Ter a Plenitude do Espírito!

“Em Cristo habitava corporalmente a plenitude da Divindade. É por isso que, embora tal como nós, fosse tentado, Ele ergueu-Se perante o mundo desde a primeira vez que nele entrou, sem mancha de corrupção, apesar de estar rodeado por ela. Não devemos também tornar-nos co-participantes dessa plenitude? Não é tão-somente desta maneira que podemos ser vitoriosos, assim como Ele foi vitorioso”? Ellen White e a Humanidade de Cristo, p. 160

“Cristo é a fonte de nossa força. Estudemos Seus ensinos. Dando Seu Filho unigênito para viver em nosso mundo e estar exposto à tentação para que pudesse ensinar-nos como vencer, o Pai fez ampla provisão para que não fôssemos levados cativos pelo inimigo. Enfrentando o adversário caído, Cristo venceu para o bem da humanidade. Ele foi tentado em todos os pontos como nós o somos, mas resistiu na força da divindade, a fim de que pudesse socorrer-nos quando somos tentados. Tornando-nos participantes de Sua natureza divina, devemos aprender a discernir as tentações de Satanás, e, na força de Sua graça, vencer as corrupções que pela concupiscência há no mundo. Aquele que era outrora um ser humano pecaminoso pode ser refinado e purificado pelos méritos conferidos por Cristo e colocar-se diante de seus semelhantes como cooperador de Deus. Ao que busca a Deus com diligência, certamente será comunicada a natureza divina, e outorgada a compaixão de Cristo. […] ”Este Dia Com Deus, p. 149

Muitos dizem, todavia, que Jesus não real como nós outros, que Ele não esteve no mundo da mesma forma que nós, que Ele era divino e que nós não podemos ser vencedores como Ele foi vencedor. Mas Paulo escreve”: Porque, na verdade, Ele não tomou a natureza dos anjos; mas tomou a descendência de Abraão. Pelo que convinha que em tudo fosse semelhante aos irmãos. ”-RH, o1/04/1892; Ellen White e a Humanidade de Cristo, p. 161.

“Cristo não só morreu como nosso sacrifício, mas viveu como nosso exemplo. Em Sua natureza humana, Ele Se apresenta completo, perfeito, imaculado. Ser um cristão é ser como Cristo. Todo o nosso ser, nossa alma, o corpo, o espírito, devem ser purificados, enobrecidos, santificados, até que reflitamos a Sua imagem e imitemos o Seu exemplo”. RH, 28/01/1882; Ellen White e a Humanidade de Cristo, p. 150

 “É pela fé no Filho de Deus que se efetua a transformação do caráter, e o filho da ira torna-se filho de Deus, torna-se espiritual e discerne as coisas espirituais. A sabedoria de Deus lhe ilumina a mente e ele em Sua lei contempla coisas maravilhosas. Quando o homem se converte a verdade, processa-se nele a obra de transformação de caráter. Recebe uma aumentada medida de entendimento. Ao tornar-se um homem de obediência a Deus, tem ele a mente de Cristo, e a vontade de Deus torna-se a sua vontade”. Mensagens Escolhidas vol. 1, p. 338

“Digo, porém: andai no Espírito e jamais satisfareis à concupiscência da carne”. Gálatas 5:16

“Pois nós também, outrora, éramos néscios, desobedientes, escravos de toda sorte de paixões e prazeres, vivendo em malícia e inveja, odiosos e odiando-nos uns aos outros. Quando, porém, se manifestou a benignidade de Deus, nosso salvador, e o Seu amor para com todos, não por obras de justiça praticada por nós, mas segundo Sua misericórdia, Ele nos salvou mediante o lavar regenerador e renovador do Espírito Santo, que Ele derramou sobre nós ricamente, por meio de Jesus Cristo, nosso Salvador, a fim de que, justificados por graça, nos tornemos seus herdeiros, segundo a esperança da vida eterna”. Tito 3:3-7

“Mas o fruto do Espírito é; amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fidelidade, mansidão, domínio próprio. Contra estas coisas não há lei. E os que são de Cristo crucificaram a carne, com as suas paixões e concupiscências. Se vivemos no Espírito, andemos também no Espírito”. Gál. 5:22-25

“Ora, pois, já que Cristo padeceu por nós na carne, armai-vos também vós com este pensamento, que aquele que padeceu na carne já cessou do pecado; Para que, no tempo que vos resta na carne, não vivais mais segundo as concupiscências dos homens, mas segundo a vontade de Deus”. 1 Pedro 4:1-2

Detalhe importantíssimo que devemos deixar bem claro. Quando afirmamos que Jesus assumiu a natureza dos descendentes de Adão, não estamos afirmando que Jesus possuía algum tipo de depravação ou corrupção. Jesus conseguir pelo poder de Deus ser plenamente puro mesmo assumindo nossa natureza caída, provando assim que nossa natureza não é desculpa para continuarmos como escravos do pecado. Cristo provou mesmo para nós que possuímos natureza caída que não existe desculpa para o pecado, e o que veremos no próximo capítulo.

Para Quem Jesus Provou Ser Possível Obedecer à lei?

“Cristo veio à Terra, tomando sobre Si a humanidade e constituindo-Se representante do homem, para mostrar no conflito com Satanás, que o homem, tal como Deus o criou, unido ao Pai e ao Filho, poderia obedecer a todo reclamo divino”. Mensagens Escolhidas vol. 1 p. 253

Alguns usam esse texto do Espírito de profecia que afirma que Jesus veio provar que o homem “tal como Deus o criou” poderia obedecer a Deus. Sendo assim Cristo teria vindo como Adão antes do pecado para provar que ele poderia sim ter obedecido a Deus e não ter caído.

Mas o que dizer dos textos a seguir onde vemos claramente que Cristo veio provar que Satanás estava errado ao afirmar que os homens, depois da desobediência não podia mais obedecer a Deus? O que dizer desses textos em que Cristo provou quais são as possibilidades de santificação para nós que possuímos natureza caída? Será que eu posso me apoiar em um texto para defender certo pensamento e ignorar vários outros?

“Satanás, o anjo caído, declarara que nenhum homem podia guardar a lei de Deus depois da desobediência de Adão. Ele alegava que toda a humanidade estava sob o seu domínio”. Mensagens Escolhidas, vol.3 p. 136

Satanás declarara que era impossível ao homem obedecer aos mandamentos de Deus; e é verdade que por nossa própria força não lhes podemos obedecer. Cristo, porém, veio na forma humana, e por Sua perfeita obediência provou que a humanidade e a divindade combinadas podem obedecer a todos os preceitos de Deus”. Parábolas de Jesus, p. 314

“Cristo tomou a humanidade e suportou o ódio do mundo para que pudesse revelar a homens e mulheres que estes poderiam viver sem pecado, que suas palavras, atos, seu espírito, poderiam ser santificados para Deus. Podemos ser cristãos perfeitos se manifestarmos esse poder em nossa vida. Quando a luz do Céu repousar sobre nós continuamente, representaremos a Cristo. Foi a justiça revelada em Sua vida que O distinguiu do mundo e despertou seu ódio. […] As palavras de Cristo são ditas para Seu povo em todas as épocas – para nós sobre quem o fim dos séculos é chegado. Manuscrito 97, 1909”. Olhando Para o Alto, 1983, p. 297.

“Cristo […] não transgrediu a lei de Deus em nenhum detalhe. Mais que isso, Ele eliminou qualquer desculpa do homem caído que pudesse alegar alguma razão para não guardar a lei de Deus. Cristo estava cercado das fraquezas da humanidade, era afligido com as mais ferozes tentações, tentado em todas as coisas, à nossa semelhança, e mesmo assim desenvolveu um caráter reto. Nenhuma mancha de pecado foi encontrada sobre Ele”. Ellen White e a Humanidade de Cristo, p.173.

“Cristo assumiu a natureza humana para demonstrar para o mundo caído, para Satanás e sua sinagoga, para o universo do Céu e para os mundos não caídos que a natureza humana unida à Sua natureza divina, podia tornar-se totalmente obediente a lei de Deus […]”. Ellen White e a Humanidade de Cristo, p.178.

“Nenhum ser humano já possuiu natureza tão sensível como o Santo de Deus, sem pecado, o qual Se manifestou como cabeça e representante daquilo que a humanidade pode tornar-se mediante a comunicação da natureza divina. Aos que creem em Cristo como seu Salvador pessoal, Ele atribui Seus méritos e comunica Seu poder”. YI, 16/08/1894; Ellen White e a Humanidade de Cristo, p. 167.

“Foram tomadas amplas providências para que o homem finito e decaído possa estar tão ligado com Deus que, por meio da mesma Fonte pela qual Cristo venceu em Sua natureza humana, ele consiga resistir firmemente a todas as tentações como Cristo o fez”. Ellen White e a Humanidade de Cristo, p.166.

“Cristo não somente deu regras explícitas mostrando como podemos tornar-nos filhos obedientes, mas também nos mostrou em Sua própria vida e caráter como fazer exatamente aquilo que é correto e aceitável para Deus, de modo que não haja desculpa para não realizarmos as coisas que são agradáveis à Sua vista”. Ellen White e a Humanidade de Cristo, p.162.

“Veio ao nosso mundo para manter um caráter puro e sem pecado, e para refutar a mentira deSatanás de que não era possível aos seres humanos guardar a lei de Deus. Cristo veio viver a lei em Seu caráter humano exatamente na maneira pela qual todos podem viver a lei na natureza humana se procederem como Cristo procedeu. […]”. Elle. White, e a Humanidade de Cristo, p. 166

O Senhor Jesus veio ao nosso mundo, não para revelar o que Deus podia fazer, e, sim, o que o homem podia realizar, mediante a fé no poder de Deus para ajudar em toda emergência. O homem deve, pela fé, ser participante da natureza divina e vencer toda tentação com que é assaltado. O Senhor requer agora que todo filho e filha de Adão, pela fé em Jesus Cristo, O sirva na natureza humana que temos atualmente”. Mensagens Escolhidas, vol. 3, p. 140.

“Cristo, por Seu exemplo, tornou evidente que o homem pode permanecer íntegro. É possível aos homens ter poder para resistir ao mal – poder que nem a Terra nem a morte nem o inferno conseguem dominar; poder que os colocará onde alcancem vencer, como Cristo venceu. Neles pode combinar-se a divindade e a humanidade”. Mensagens Escolhidas, vol. 1, p.409.

“Cristo revestiu Sua divindade com a humanidade, e veio a este mundo para viver uma vida livre da contaminação do pecado, para que os seres humanos, lançando mão da divindade, possam tornar-se participantes da natureza divina, escapando assim da corrupção que há no mundo mediante a sensualidade”. Olhando Para o Alto p. 297

“Tomando assim a natureza humana, Ele honrou a humanidade. Tendo assumido nossa natureza decaída, Ele demonstrou o que ela poderia tornar-se pela aceitação da ampla provisão que fizera para ela e tornando-se participante da natureza divina”. Carta 81, 1896. Mensagens Escolhidas, vol. 3, p. 134

“Em Sua vida e caráter Ele não só revela o caráter de Deus, mas a possibilidade do homem. Ele era o representante de Deus e o exemplo da humanidade”. Mensagens Escolhidas, vol. 1, p. 349

“Cristo venceu as tentações de Satanás como homem. Toda pessoa pode vencer como Cristo venceu. […] Remiu o ignominioso fracasso e que de Adão, e foi vitorioso, demostrando assim a todos os mundos não caídos, e à humanidade decaida, que o homem podia guardar os mandamentos de Deus pelo poder divino lhe é concedido pelo Céu. Jesus […] suportou a tentação por nós, venceu em nosso favor para mostra-nos como podemos ser vitoriosos”. Ellen White e a Humanidade de Cristo, p.162.

“A vida de obediência do Salvador manteve as reivindicações da lei; provou que a lei pode ser observada pela humanidade, e mostrou a excelência de caráter que a obediência havia de desenvolver”. O Desejado De Todas As Nações, p. 309

“Depois da queda do homem, Satanás declarou que os seres humanos tinham-se provado incapazes de guardar a lei de Deus, e procurou arrastar consigo o Universo, nessa crença. As palavras de Satanás pareciam verdadeiras, e Cristo veio para desmascarar o enganador. A Majestade do Céu empreendeu a causa do homem e, com os mesmos recursos que o homem pode alcançar, resistiu às tentações de Satanás, como o homem tem de a elas resistir”. Mensagens Escolhidas, vol. 1, p. 252

“Por Sua obediência perfeita tornou possível a todo homem obedecer aos mandamentos de Deus. Ao nos sujeitarmos a Cristo, nosso coração se une ao Seu, nossa vontade imerge em Sua vontade, nosso espírito torna-se um com Seu espírito, nossos pensamentos serão levados cativos a Ele; vivemos Sua vida. Isto é o que significa estar trajado com as vestes de Sua justiça. Quando então o Senhor nos contemplar, verá não o vestido de folhas de figueira, não a nudez e deformidade do pecado, mas Suas próprias vestes de justiça que são a obediência perfeita à lei de Jeová”. Parábolas de Jesus, p.312.

“Alguém honrado por todo o Céu veio a este mundo para, revestido da natureza humana, postar-Se à cabeceira da humanidade, testificando aos anjos caídos e aos habitantes dos mundos não caídos que, pelo auxílio divino que foi provido, todos podem andar na vereda da obediência aos mandamentos de Deus”. Mensagens Escolhidas, vol. 1, p. 309

“O Salvador tomou sobre Si as enfermidades humanas, e viveu uma vida sem pecado, a fim de os homens não terem nenhum temor de que, devido à fraqueza da natureza humana, eles não pudessem vencer. Cristo veio para nos tornar “participantes da natureza divina” (II Ped. 1:4), e Sua vida declara que a humanidade, unida à divindade, não comete pecado. O Salvador venceu para mostrar ao homem como ele pode vencer. Todas as tentações de Satanás, Cristo enfrentava com a Palavra de Deus. Confiando nas promessas divinas, recebia poder para obedecer aos mandamentos de Deus, e o tentador não podia alcançar vantagem. A toda tentação, Sua resposta era: “Está escrito.” Assim Deus nos tem dado Sua Palavra para com ela resistirmos ao mal. Pertencem-nos grandíssimas e preciosas promessas, a fim de que por elas fiquemos “participantes da natureza divina, havendo escapado da corrupção, que, pela concupiscência, há no mundo”. II Ped. 1:4”. Ciência do Bom Viver, p. 180

“’Sede vós pois perfeitos, como é perfeito o vosso Pai que está nos Céus.’ Mat. 5:48. Este mandamento é uma promessa. O plano da redenção visa ao nosso completo libertamento do poder deSatanás. Cristo separa sempre do pecado a alma contrita. Veio para destruir as obras do diabo, e tomou providências para que o Espírito Santo fosse comunicado a toda alma arrependida, para guardá-la de pecar”. O Desejado de Todas as Nações, p. 311

 Forma e Natureza do Homem Caído

Nesse capítulo voltaremos a analisar a possibilidade de Cristo ter assumido nossa natureza caída, apenas no aspecto físico. Veremos que a afirmação de que Cristo assumiu a natureza caída apenas no aspecto físico realmente não está de acordo com um, assim diz o Senhor! Como entender Forma e Natureza?

“Foi por ordem de Deus que Cristo levou sobre Si a forma e a natureza do homem caído”. SG, vol. 4ª, p. 115. Ellen White e a Humanidade de Cristo, p. 139

“Foi por ordem de Deus que Cristo levou sobre Si a forma e a natureza do homem caído, a fim de que Ele pudesse ser aperfeiçoado através do sofrimento. Ele mesmo suportou as tentações de Satanás para que pudesse entender como socorrer os que são tentados”. – RH, 31/12/1872. Ellen White e a Humanidade de Cristo, p.142

“Foi por ordem de Deus que Cristo levou sobre Si a forma e a natureza do homem caído, a fim de que Ele pudesse ser aperfeiçoado através do sofrimento. Ele mesmo suportou as tentações de Satanás para que pudesse entender como socorrer os que são tentados”. SP, vol. 2, p. 39. Ellen White e a Humanidade de Cristo, p. 147

O que a serva do Senhor através dessas mensagens?Não seria “forma” o aspecto físico da humanidade caída e a “natureza” a natureza caída da humanidade. Vejam que em Mensagens Escolhidas ela usa a palavra “forma” quando fala sobre a aparência física de Jesus. A seguir dois textos de Ellen White no próprio livro Ellen White e a Humanidade de Cristo onde vemos a serva do Senhor usar o termo “forma” para descrever o aspecto físico de Jesus.

Forma Se Referindo ao Aspecto Físico

Textos do Espírito de profecia onde a mensageira do Senhor usou o termo, forma, para se referir ao aspecto físico de Jesus.

“[…] Sua altura era apenas era apenas maior do que a dos homens, em geral. Sua aparência pessoal não continha marcas especiais do Seu caráter divino, o que, por si só, inspiraria a fé. Mesmo assim Sua forma perfeita, seu porte digno, Seu semblante, que expressava benevolência, amor e santidade, não eram igualados por nenhum ser humano que vivesse, então, sobre a Terra”. –SG, vol. 4ª, p. 119, EllenWhite e a Humanidade de Cristo, p. 140

“Quando Jesus tomou a natureza humana e assumiu a forma de homem, Ele possuía todo organismo humano. Suas necessidades eram as necessidades de um homem. Ele tinha necessidades físicas a serem supridas, cansaço físico a ser aliviado”. – Carta 32, 1899; Ellen White e a Humanidade de Cristo, p. 188.

“[…] Mas ao começar o Seu ministério, Ele era apenas um pouco mais alto do que a média dos homens que viviam na Terra. Tivesse Ele vindo habitar entre os homens em Sua forma nobre e celestial, Sua aparência exterior teria atraído as mentes das pessoas para Si mesmo, e Ele seria recebido sem o exercício da fé”. Ellen White e a Humanidade de Cristo, p. 147

“Não podemos compreender como Cristo Se tornou um pequeno e indefeso bebê. Ele poderia ter vindo à Terra com tal beleza que teria sido diferente dos filhos dos homens. Sua face poderia ter sido resplandecente de luz, e Sua forma poderia ter sido alta e bela”. Mensagens Escolhidas, vol. 3, p. 127

O Quão Abrangente Cristo Tomou Nossa Natureza

Bom, acredito que o mais provável é que, ao mencionar “forma” e “natureza”, a serva do Senhor desejava revelar o quão abrangente Cristo assumiu a natureza caída. Se for esse o caso, está aí mais uma comprovação de que Cristo não assumiu a natureza caída apenas no aspecto físico.

“Aquele que era um com o Pai desceu do glorioso trono no céu, […] e cobriu Sua divindade com humanidade, descendo, assim, até o nível das debilitadas faculdades do homem […] A maior dádiva que o céu poderia derramar foi dada em resgate pela humanidade caída”. -RH, 11/12/1888; Ellen White e a Humanidade de Cristo, p.156

“Ele tomou sobre Si mesmo a natureza caída e sofredora, degradada e maculada pelo pecado. […] Ele resistiu a todas as tentações que assolam o homem”. YI, 20/12/1900; Ellen White e a Humanidade de Cristo, p.140

“Que contraste o segundo Adão apresentava quando Ele entrou no sombrio deserto para sozinho enfrentar a Satanás! Desde a queda, a raça humana havia diminuídoem estatura e força física e decaído cada vez mais na escala do valor moral, até ao período do primeiro advento de Cristo à Terra. A fim de elevar o homem caído, Cristo deveria alcançá-lo onde ele estava. Tomou a natureza humana e carregou as enfermidades e degenerescências da raça humana. Aquele que não conheceu pecado tornou-Se pecado por nós. Humilhou-Se a Si mesmo até às profundezas mais baixas da miséria humana, a fim de que pudesse qualificar-Se para alcançar o homem e tirá-lo da degradação na qual o pecado o mergulhara”. No Deserto da Tentação, 10 Cristo Como Segundo Adão

Ele não apenas foi feito carne, mas foi feito à semelhança da carne pecaminosa”. – Carta 106, 1896; Ellen White e a Humanidade de Cristo, p. 173.

Existe um grande preconceito na igreja adventista sobre o tema, humanidade de Cri8sto. Como consequência percebemos falta de conhecimento dos membros sobre essa tão importante questão. Isso tem um motivo. O inimigo das almas não pretende permitir que compreendamos o que Cristo fez POR nós, simplesmente para que não compreendamos também o que Cristo pode fazer EM nós! É muito estranho o que acontece em nossa igreja, igreja adventista do sétimo dia. Fui visitado novamente por um pastor que apresentou argumentos que facilmente podem ser refutados. Mas não adianta argumentos, não adianta! Se você não estiver falando o que agrada a maioria, você e suas mensagens encontrará rejeição e grande oposição.   

Gostaria muito que as pessoas que rejeitam a verdade presente sobre libertação plena do pecado, avaliassem esse trabalho. Vejam a seguir alguns questionamentos importantíssimos sobre a Escada vista por Jacó.

Escada Vista Por Jacó

Cristo era a escada vista por Jacó. Cristo é o elo que une a Terra ao Céu e conecta o homem finito com o Deus infinito. Esta escada vai da mais baixa degradação da Terra e da humanidade até os mais altos Céus”. Ellen White e a Humanidade de Cristo, p. 157

“Cristo humilhou-Se ao tornar-Se humano. Tomou sobre Si a nossa natureza para que […] pudesse tornar-Se um degrau para o homem caído, de modo que este pudesse subir por sobre Seus méritos, e através de Sua excelência e virtude receber de Deus aceitação dos esforços para guardar Sua lei”. Ellen White e a Humanidade de Cristo, p. 141

“Cristo é a escada que Jacó viu, tendo a base na Terra, e o topo chegando à porta do Céu, ao próprio limiar da glória. Se aquela escada houvesse deixado de chegar à Terra, por um único degrau que fosse, teríamos ficado perdidos. Mas Cristo vem ter conosco onde nos achamos. Tomou nossa natureza e venceu, para que, revestindo-nos de Sua natureza, nós pudéssemos vencer. Feito “em semelhança da carne do pecado” (Rom. 8:3), viveu uma vida isenta de pecado. Agora, por Sua divindade, firma-Se ao trono do Céu, ao passo que, pela Sua humanidade, Se liga a nós. Manda-nos que, pela fé n Ele, atinjamos à glória do caráter de Deus. Portanto, devemos ser perfeitos, assim como “é perfeito vosso Pai que está nos Céus”. Mat. 5:48. O Desejado De Todas As Nações, p. 311 – 312

“E para elevar o homem caído, precisava Cristo alcança-lo onde se achava.  Assumiu a natureza humana e arcou com as fraquezas e degenerescência da raça.  Ele, que não conhecia pecado, tornou-Se pecado por nós. Humilhou-Se até às mais baixas profundezas da miséria humana, a fim que pudesse estar habilitado a alcançar o homem e tira-lo da degradação na qual o pecado o lançara”. Ellen White e a Humanidade de Cristo, p. 145

“A humanidade de Cristo alcançou as profundezas da miséria humana, e identificou-se com as fraquezas e necessidades do homem caído, enquanto Sua natureza divina alcançava o Eterno”. –RH, 04/08/1874, Ellen White e a Humanidade de Cristo, p. 145

A corrente que desce do trono de Deus é bastante longa para alcançar as mais baixas profundezas do pecado. Erguei diante dos perdidos e desolados o Salvador que perdoa os pecados, pois fez divina intercessão em favor deles. Ele é capaz de erguê-los do abismo do pecado, para que sejam reconhecidos como filhos de Deus, herdeiros com Cristo de uma herança imortal. Eles podem ter a vida que se mede com a vida de Deus”. Review and Herald, 11 de abril de 1912. ( Ellen G. White, Testemunhos Para a Igreja, vol. 7. P. 229)

“”[…] A Majestade do Céu, o Rei da glória, desceu a vereda da humilhação passo a passo, até alcançar o ponto mais baixo da experiência humana; e por que? Para que pudesse chegar até o mais baixo da humanidade, afundando nas profundezas da degradação, para então poder elevar os seres humanos até as alturas dos Céus. RH, 09/07/1895, Ellen White e a Humanidade de Cristo, p. 170.

“Aquele que era um com o Pai desceu do glorioso trono no Céu, […] e cobriu Sua divindade com humanidade, descendo, assim até o nível das debilitadas faculdades do homem”. – RH, 11/12/1888; Ellen White e a Humanidade de Cristo, p. 156.

“A grande obra da redenção só poderia ser realizada ao tomar o Redentor o lugar de Adão caído […] O Rei da glória propôs humilhar-Se até o nível da humanidade caída”! –RH, 24/02/1874, Ellen White e a Humanidade de Cristo, p. 144

Ele tomara sobre Si mesmo a forma da humanidade com todos os seus males peculiares”.  – ST, 04/01/1877, Ellen White e a Humanidade de Cristo, p. 148.

Ele levou a nossa natureza sobre Si para que pudesse conhecer nossas provações e tristezas; e. conhecendo toda mossa experiência, Ele se apresenta como Mediador e Intercessor perante o Pai”. ST, 24/11/1887. Ellen White e a Humanidade de Cristo, p. 155

“Em Sua humanidade, Ele familiarizou-se com todas as dificuldades que assolam a humanidade”. – RH, 28/04/1891, Ellen White e a Humanidade de Cristo, p. 160.

Sinceramente, após vermos esses textos onde a serva do Senhor afirma que “Cristo era a escada vista por Jacó”. Vermos também que:

 “Esta escada vai da mais baixa degradação da Terra e da humanidade até os mais altos Céus”.

Vermos que, “Se aquela escada houvesse deixado de chegar à Terra, por um único degrau que fosse, teríamos ficado perdidos”.

Vermos que “para elevar o homem caído, precisava Cristo alcança-lo onde se achava.

Assumiu a natureza humana e arcou com as fraquezas e degenerescência da raça.

Ele, que não conhecia pecado, tornou-Se pecado por nós. Humilhou-Se até às mais baixas profundezas da miséria humana, a fim que pudesse estar habilitado alcançar o homem e tira-lo da degradação na qual o pecado o lançara”.

Então para salvar a humanidade “Cristo alcançou as profundezas da miséria humana, e identificou-se com as fraquezas e necessidades do homem caído”.

“O Rei da glória propôs humilhar-Se até o nível da humanidade caída”!

Cristo “desceu a vereda da humilhação passo a passo, até alcançar o ponto mais baixo da experiência humana”.

Vermos que Cristo, “familiarizou-se com todas as dificuldades que assolam a humanidade”.

Vermos que Ele tomou “sobre Si mesmo a forma da humanidade com todos os seus males peculiares”.

Vermos que “Ele levou a nossa natureza sobre Si para que pudesse conhecer nossas provações e tristezas”.

Vermos que Cristo, “desceu a vereda da humilhação passo a passo, até alcançar o ponto mais baixo da experiência humana”.

Após vermos tudo isso, temos que refletir e responder com sinceridade a esse importante questionamento!

Tudo isso teria acontecido, seria verdade, se Cristo tivesse tomado nossa natureza caída apenas no aspecto físico?

Após vermos todas essas citações, ainda é possível acreditar que Cristo tenha assumido nossa natureza apenas no aspecto físico?

Essa questão é tão importante que vou repetir esses questionamentos novamente!

Cristo, a “escada” teria alcançado “às mais baixas profundezas da miséria humana”, e o o ponto mais baixo da experiência humana”?

Cristo teria tomado sobre Si a forma da humanidade com todos os seus males peculiares”?

Teria Se familiarizado com “todas as dificuldades que assolam a humanidade”?

Cristo teria Se humilhado “até o nível da humanidade caída?

Cristo teria alcançado “as profundezas da miséria humana? E Se identificado “com as fraquezas e necessidades do homem caído”?

Poderíamos dizer que Cristo a “escada vai da mais baixa degradação da Terra e da humanidade até os mais altos Céus”.

Todas essas afirmações seriam verdadeiras se Cristo tivesse assumido a nossa natureza caída apenas no aspecto físico?

 Lógico que a resposta é NÃO! Por que então nossos teólogos insistem em afirmar que Cristo assumiu nossa natureza caída apenas no aspecto físico?

Outra Forma de Fazer esse Questionamento

“Por quatro mil anos estivera a raça a decrescer em forças físicas, vigor mental e moral; e Cristo tomou sobre Si as fraquezas da humanidade degenerada. Unicamente assim podia salvar o homem das profundezas de sua degradação”. O Desejado de Todas as Nações, p.117

“A humanidade de Cristo alcançou as profundezas da miséria humana, e identificou-se com as fraquezas e necessidades do homem caído, enquanto Sua natureza divina alcançava o Eterno”. –RH, 04/08/1874, Ellen White e a Humanidade de Cristo, p. 145

“”[…] A Majestade do Céu, o Rei da glória, desceu a vereda da humilhação passo a passo, até alcançar o ponto mais baixo da experiência humana; e por que? Para que pudesse chegar até o mais baixo da humanidade, afundando nas profundezas da degradação, para então poder elevar os seres humanos até as alturas dos Céus. RH, 09/07/1895, Ellen White e a Humanidade de Cristo, p. 170.

“Aquele que era um com o Pai desceu do glorioso trono no Céu, […] e cobriu Sua divindade com humanidade, descendo, assim até o nível das debilitadas faculdades do homem”. – RH, 11/12/1888; Ellen White e a Humanidade de Cristo, p. 156.

“Por quatro mil anos estivera a raça a decrescer em forças físicas, vigor mental e moral Sabendo-se que a degeneração da humanidade abrange os aspectos físico, mental e moral, e que Cristo “alcançou as profundezas da miséria humana”, “desceu a vereda da humilhação passo a passo, até alcançar o ponto mais baixo da experiência humana”, e que Cristo “cobriu Sua divindade com humanidade, descendo, assim até o nível das debilitadas faculdades do homem”. Como acreditar que Cristo fez tudo isso e tenha tomado sobre Si “as fraquezas da humanidade degenerada”, tendo assumido a natureza humana caída apenas no aspecto físico?

Novamente repetimos que para que a afirmação de Cristo ter descido “até o nível das debilitadas faculdades do homem”, e as demais afirmações sobre a experiência de Cristo ao assumir a natureza caída serem verdadeiras temos que aceitar que Ele assumiu a natureza humana caída em TODOS OS ASPECTOS, e não apenas no aspecto físico! Mas sempre é bom lembrar que Cristo veio nos salvar e, “humilhou-Se até às mais baixas profundezas da miséria humana”, mas não foi de forma alguma contaminado pelo pecado, sempre foi puro e imaculado. Nunca possuiu propensões, tendências ou inclinações pecaminosas. Provando assim que nossa natureza não é desculpa para o pecado.

“O grande Mestre veio ao nosso mundo não somente para fazer expiação pelo pecado, mas também para ser um mestre tanto por preceito como pelo exemplo. Veio mostrar ao homem como guardar a lei na humanidade, de nodo que ele não tivesse nenhuma desculpa para seguir seu próprio critério imperfeito. Vemos a obediência de Cristo. Sua vida era sem pecado. A obediência durante toda a Sua vida é uma censura à humanidade desobediente. A obediência de Cristo não deve ser posta de lado como se fosse completamente diferente da obediência que Ele requer de nós individualmente. Cristo nos mostrou que é possível para toda a humanidade obedecer às leis de Deus”. Mensagens Escolhidas, vol. 3, p. 135 e 136.

“Cristo tomou a humanidade e suportou o ódio do mundo para que pudesse revelar a homens e mulheres que estes poderiam viver sem pecado, que suas palavras, atos, seu espírito, poderiam sersantificados para Deus. Podemos ser cristãos perfeitos se manifestarmos esse poder em nossa vida.Quando a luz do Céu repousar sobre nós continuamente, representaremos a Cristo. Foi a justiça revelada em Sua vida que O distinguiu do mundo e despertou seu ódio. […] As palavras de Cristo são ditas para Seu povo em todas as épocas – para nós sobre quem o fim dos séculos é chegado. Manuscrito 97, 1909”. Olhando Para o Alto, 1983, p. 297.

“‘Se aproxima o príncipe deste mundo’, disse Jesus; ‘e nada tem em Mim.’ João 14:30. Nada havia nEle que correspondesse aos enganos de Satanás. Ele não consentia com o pecado. Nem por um pensamento cedia à tentação. O mesmo se pode dar conosco. A humanidade de Cristo estava unida à divindade; estava habilitado para o conflito, mediante a presença interior do Espírito Santo. E veio para nos tornar participantes da natureza divina. Enquanto a Ele estivermos ligados pela fé, o pecado não mais terá domínio sobre nós. Deus nos toma a mão da fé, e a leva a apoderar-se firmemente da divindade de Cristo, a fim de atingirmos a perfeição de caráter”. O Desejado de Todas as Nações, p.123

“O homem caiu. A imagem de Deus nele se acha deformada. Por causa da desobediência ele se tornou depravado em suas inclinações e debilitado em suas faculdades, aparentemente incapaz de esperar qualquer outra coisa além de tribulação e castigo. Mas Deus, por intermédio de Cristo, planejou um escape, e diz a todos: ‘Portanto, sede vós perfeitos.’ Mat. 5:48. O Seu propósito é que o homem seja correto e digno diante dEle, e assim o Seu plano não será frustrado. Ele enviou o Seu Filho a este mundo a fim de pagar a penalidade do pecado, e mostrar ao homem como viver uma vida sem pecado”. Signs of the Times, 30 de março de 1904. Cuidado de Deus, MM 1995, pág. 320

Novamente repito! Não entender o QUE Cristo fez por nós, está impedindo o entendimento de muitos sobre o que Cristo pode fazer EM nós!

Desperta professo povo de Deus!