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O “Caminho” para a libertação

andar como Jesus andou

Temos visto pessoas usando 1° João 1:8 e 1° João 1:10  para justificar a existência e principalmente a permanência do pecado na vida dos homens, sendo portanto segundo essas pessoas impossível que o pecado seja eliminado completamente na vida do homem. Será que essas pessoas estão certas ao chegarem a essa conclusão se baseando nesses dois versos? Que seja o desejo de cada um de nós recebermos do Senhor sabedoria para estudarmos Sua palavra! Que o Senhor Espírito Santo nos ilumine!

“Se dissermos que não temos pecado nenhum, a nós mesmos nos enganamos, e a verdade não está em nós.” 1° João 1:8

“Se dissermos que não pecamos, fazemo-lo mentiroso, e a sua palavra não está em nós.”  1 João 1:10

1° João 1:8 e 1° João 1:10 é a declaração de uma condição que todos os homens devem reconhecer, somos todos pecadores e necessitamos da graça de Deus.

Quando acontece o diagnóstico de uma grave doença passa existir a necessidade que, o portador desta doença, aceite o diagnóstico e consequentemente sinta a necessidade também de ser tratado e também aceite o tratamento. 1° João 1:8 é o diagnóstico da doença chamada pecado. Os portadores desta doença são todos os homens. Tratamento: o sangue de Jesus.

“Todo aquele que é nascido de Deus não vive na prática do pecado; pois o que permanece nele é a divina semente; ora, esse não pode viver pecando, porque é nascido de Deus.” 1° João 3:9

Aparentemente existe contradição entre 1° João 1:8, 1° João 1:10 e 1 João 3:9. Mas não existe. Estes versos realmente não se contradizem, mas se completam.

1° João 1:8 e 1° João 1:10  descrevem uma condição que devemos reconhecer como sendo uma realidade na vida de todos os homens para então nos achegarmos a Deus, buscando cura, restauração e libertação.

1° João 3:9 descreve a condição de vida que alcançará todo aquele que realmente estiver vivendo ao lado de Jesus: uma vida livre da escravidão do pecado.                                      

  • O Caminho da libertação

Agora uma mudança da nossa vida como pecadores declarada em 1° João 1:8 para uma vida livre do pecado declarada em 1° João 3:9 existe um Caminho que podemos encontrar nas santas escrituras:

  • “Se dissermos que não temos pecado nenhum, a nós mesmos nos enganamos, e a verdade não está em nós.” 1 João 1:8
  • “Se confessarmos os nossos pecados, Ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça.” 1 João 1:9
  • “Se dissermos que não temos cometidos pecado, fazemo-lo mentiroso, e a sua palavra não está em nós.” 1 João 1:10

Vemos que entre dois versos que nos fala da nossa condição como pecadores está um verso nos mostra o Caminho para a libertação. Nesse verso encontramos o perdão que o Senhor quer nos oferecer (Justiça Imputada) e também a purificação que o Senhor quer operar em nossa vida, (Justiça Comunicada).

“O perdão de Deus não é meramente um ato judicial pelo qual Ele nos livra da condenação. É não somente perdão pelo pecado, mas livramento do pecado. É o transbordamento de amor redentor que transforma o coração.” O Maior Discurso de Cristo, pág. 114

“A religião de Cristo significa mais que o perdão dos pecados; significa remover nossos pecados e encher o vácuo com as graças do Espírito Santo. Significa iluminação divina e regozijo em Deus. Significa um coração despojado do próprio eu e abençoado pela presença de Cristo. Quando Cristo reina na alma há pureza e libertação do pecado. A glória, a plenitude, a perfeição do plano do evangelho são cumpridas na vida. A aceitação do Salvador traz paz perfeita, perfeito amor, segurança perfeita. A beleza e fragrância do caráter de Cristo manifestadas na vida, testificam de que em verdade Deus enviou Seu Filho ao mundo para o salvar.” Parábolas de Jesus, pág. 419-420

“Como o perdão de Deus é identificado com a justificação, os mesmos dois aspectos que se encontram no perdão precisam ser incluídos na definição bíblica da justificação: a)  O ato legal pelo qual Deus declara extinta a culpa do pecador (Rom.8:1)e lhe atribui a justiça de Cristo; e b) a transformação do coração do pecador na experiência do novo nascimento.” Lição da Escola Sabatina, 2° trim. 1990,  Cristo o Único Caminho, pág. 43

Vejamos no texto a seguir  que 1 João 1:9  pode e deve ser aplicado destacando também a purificação que o Senhor deseja realizar em nossa vida e não somente de perdão:

“Quando pedimos bênçãos terrestres, a resposta a nossa oração talvez seja retardada, ou Deus nos dê outra coisa que não aquilo que pedimos; não assim, porém, quando pedimos livramento do pecado. É Sua vontade limpar-nos dele, tornar-nos Seus filhos, e habilitar-nos a viver uma vida santa. Cristo “Se deu a Si mesmo por nossos pecados, para nos livrar do presente século mau, segundo a vontade de Deus nosso Pai” Gál. 1:4. E “esta é a confiança que temos nEle, que, se pedirmos alguma coisa, segundo a Sua vontade, Ele nos ouve. E, se sabemos que nos ouve em tudo o que pedimos, sabemos que alcançamos as petições que Lhe fizemos”. I João 5:14 e 15. “Se confessarmos os nossos pecados, Ele é fiel e justo, para nos perdoar os pecados, e nos purificar de toda a injustiça.” I João 1:9.” DTN, pág. 266

  • Purificação através do sangue de Jesus 

“Se, porém, andarmos na luz, como Ele está na luz, mantemos comunhão uns com os outros, e o sangue de Jesus, Seu Filho, nos purifica de todo pecado.” 1 J oão 1:7 

“A religião de Jesus Cristo significa algo mais do que conversa. A justiça de Cristo consiste em ações corretas e boas obras provenientes de motivos puros e altruístas. Justiça exterior, enquanto faltar o adorno interior, de nada valerá. “Ora, a mensagem que, da parte dEle, temos ouvido e vos anunciamos é esta: que Deus é luz, e não há nEle treva nenhuma. Se dissermos que mantemos comunhão com Ele e andarmos nas trevas, mentimos e não praticamos a verdade. Se, porém, andarmos na luz, como Ele está na luz, mantemos comunhão uns com os outros, e o sangue de Jesus, Seu Filho, nos purifica de todo pecado.” I João 1:5-7. Se não temos a luz e o amor de Deus, não somos Seus filhos. Se não ajuntamos com Cristo, espalhamos. Todos temos influência, e essa influência repercute sobre o destino dos outros, para seu bem presente e futuro, ou para sua perda eterna.”  Este Dia Com Deus, pág. 180

“As Escrituras nos ensinam a buscar santificar corpo, alma e espírito a Deus. Nesta obra, devemos ser coobreiros de Deus. Muito se pode fazer para restaurar a imagem moral de Deus no homem, para melhorar as faculdades físicas, mentais e morais. Grandes mudanças se podem operar no organismo físico mediante obediência às leis de Deus e não introduzindo no corpo coisa alguma que contamine. E se bem que não possamos pretender a perfeição da carne, podemos possuir perfeição cristã da alma. Mediante o sacrifício feito em nosso favor, os pecados podem ser perfeitamente perdoados. Nossa confiança não está no que o homem pode fazer; sim, naquilo que Deus pode fazer pelo homem por meio de Cristo. Quando nos entregamos inteiramente a Deus, e cremos plenamente, o sangue de Cristo purifica de todo pecado. A consciência pode ser libertada da condenação. Pela fé em Seu sangue, todos podem ser aperfeiçoados em Cristo Jesus. Graças a Deus por não estarmos lidando com impossibilidades. Podemos pretender santificação.” ME, vol. 2 pág.32

  • Andar como Jesus andou 

“Aquele que diz que está nEle também deve andar como Ele andou.” I João 2:6.

Vejamos um texto maravilhoso da serva do Senhor onde ela menciona 1° João 2:6: 

“Jesus – Nosso Modelo Perfeito”

“Aquele que diz que está nEle também deve andar como Ele andou.” I João 2:6.

Temos diante de nós o exemplo mais elevado e mais santo. Jesus não pecou quer por pensamento, palavra ou ato. Tudo quanto fez, caracterizou-se pela perfeição. Ele nos mostra o caminho por onde andou, dizendo: “Se alguém quiser vir após Mim, renuncie-se a si mesmo, tome sobre si a sua cruz e siga-Me.” Mat. 16:24. Review and Herald, 26 de abril de 1906. Cristo reúne em Sua pessoa a plenitude e perfeição da Divindade, e a da humanidade sem pecado. Ele enfrentou todas as tentações que assaltaram a Adão, e as venceu porque em Sua humanidade confiava no poder divino. Este assunto precisa decididamente ser mais estudado do que o é. Os cristãos não se aprofundam. Contentam-se com uma experiência espiritual de superfície, e por isso só têm os bruxoleios da luz, quando podiam ter muito mais amplo conhecimento, e discernirem com mais clareza a maravilhosa perfeição da humanidade de Cristo, que sobreleva muito acima de toda a grandeza humana e de todo humano poder. A vida de Cristo é uma revelação de como seres humanos se podem tornar por meio da união e comunhão com a natureza divina. … Homens e mulheres inventam desculpas para a sua inclinação para o pecado. O pecado é apresentado como uma necessidade, um mal que não pode ser vencido. O pecado, no entanto, não é uma necessidade. Cristo viveu neste mundo, desde a infância à idade adulta, e no decorrer desse tempo enfrentou e resistiu todas as tentações que assediam os homens. Ele é um modelo perfeito de infância, de juventude e de maturidade. Manuscrito 31, 1911. A vida de Cristo mostrou o que a humanidade pode fazer se participar da natureza divina. Tudo quanto Cristo recebeu de Deus, podemos nós possuir também. Portanto, pedi e recebei. … Que vossa mente seja possuída pelas gloriosas concepções de Deus. Una-se vossa vida, por elos ocultos, à vida de Jesus. Parábolas de Jesus, pág. 149.” Fé Pela Qual Eu Vivo, MM, pág. 219

Agora um texto maravilhoso ressaltando 1 João 3:3:                

“Ser puro como Ele é puro” 

“E a si mesmo se purifica todo o que nele tem esta esperança, assim como ele é puro.” 1 João 3:3

Tenhamos como único objetivo a glória de Deus. Não permitamos que coisa alguma se interponha entre nós e Ele. Se prosseguirmos “em conhecer ao Senhor” saberemos que “a Sua saída será como a alva; e Ele descerá sobre nós como a chuva, como chuva serôdia que rega a Terra”. Se somos participantes da natureza divina, refletiremos na vida e no caráter a imagem de nosso Senhor divino. Não podemos ser indolentes em procurar obter essa perfeição de caráter. Não podemos submeter-nos passivamente às nossas circunstâncias, pensando que outros farão a obra para nós. “E a si mesmo se purifica todo o que nEle tem esta esperança, assim como Ele é puro.”  Exaltai-o, pág. 334

Outra preciosidade, agora para 1 João 3:7:

 Justo como Ele é justo”

“Filhinhos, não vos deixeis enganar por ninguém; aquele que pratica a justiça é justo, assim como Ele é justo.” 1 João 3:7

“Os filhos de Deus não serão como os mundanos, pois a verdade recebida no coração será o meio de purificar o coração e transformar o caráter, e fazer com que o seu recebedor adquira uma mente semelhante à de Deus. A menos que o homem se torne mentalmente semelhante a Deus, ele continuará em sua depravação natural. Se Cristo habitar no coração, Ele será sentido no lar, no escritório, na feira, na igreja. O poder da verdade será manifestado na elevação e enobrecimento da mente, e no abrandamento e submissão do coração, levando o homem todo a ter harmonia com Deus. Aquele que é transformado pela verdade difundirá luz sobre o mundo. Aquele que possui a esperança de Cristo no íntimo purificará a si mesmo assim como Ele é puro. A esperança do aparecimento de Cristo é uma grande esperança, uma esperança de vasto alcance. E a esperança de ver o Rei em Sua formosura, e de ser semelhante a Ele. […] Aquele que espera em Cristo é aperfeiçoado no amor de Deus, e seus propósitos, pensamentos, palavras e ações estão em harmonia com a vontade de Deus expressa nos mandamentos da Sua lei. No coração do homem que espera em Cristo não há nada que guerreie contra algum preceito da lei de Deus. Se o Espírito de Cristo está no coração, o caráter de Cristo será revelado, e haverá mansidão sob provocação, e paciência sob provação. “Filhinhos, não vos deixeis enganar por ninguém; aquele que pratica a justiça é justo, assim como Ele é justo.” I João 3:7. A justiça pode ser definida unicamente pela grande norma moral de Deus, os Dez Mandamentos. Não há outra regra pela qual medir o caráter. Signs of the Times, 20 de junho de 1895.”  Refletindo A Cristo, pág. 51

Nos textos que a seguir veremos que a serva do Senhor, ao comentar a primeira epístola de João, revela com muita clareza que é a vontade do Senhor que seus filhos tenham uma vida completamente livre da presença do pecado: 

“Vencer o Mundo Pela Fé”

“Porque todo o que é nascido de Deus vence o mundo; e esta é a vitória que vence o mundo: a nossa fé.” I João 5:4.

Satanás apresenta hoje em dia as mesmas tentações que apresentava a Cristo, oferecendo-nos os reinos deste mundo em troca de nossa submissão. Mas sobre os que olham a Jesus como autor e consumador de sua fé, as tentações de Satanás não têm poder. Ele não pode fazer pecar aquele que, pela fé, aceita as virtudes dAquele que foi tentado em todos os pontos em que nós o somos, mas sem pecado.

Deus amou o mundo de tal maneira que deu o Seu Filho unigênito, para que todo aquele que nEle crê não pereça, mas tenha a vida eterna.” João 3:16. Aquele que se arrepende de seu pecado e aceita o dom da vida do Filho de Deus, não pode ser vencido. Lançando, pela fé, mão da natureza divina, torna-se filho de Deus. Ele ora, crê. Quando tentado e provado, suplica o poder que Cristo deu ao morrer, e vence pela Sua graça. Isso todo pecador necessita compreender. Ele precisa arrepender-se de seu pecado, precisa crer no poder de Cristo, e aceitar esse poder de salvar e guardá-lo do pecado. Review and Herald, 28 de janeiro de 1909.

O cristão não deve manter seus hábitos pecaminosos e nutrir seus defeitos de caráter; mas ser renovado no espírito de sua mente segundo a semelhança divina. Seja qual for a natureza de vossos defeitos, o Espírito do Senhor vos habilitará a discerni-los, e ser-vos-á dada graça por meio da qual eles sejam vencidos. Pelos méritos do sangue de Cristo podeis ser um vencedor, sim, mais que vencedor. …

A verdade precisa ser recebida no coração, e realizará a santificação do caráter. Ela refinará e elevará a vida, habilitando-vos para a entrada nas mansões que Jesus foi preparar para os que O amam. O Céu vale tudo para nós, e se o perdermos, tudo perderemos.” Manuscrito 51. Filhos e Filhas de Deus, pág. 349 

“Somos Guardados de Pecar”

“Qualquer que permanece nEle não peca.” I João 3:6.

A mera profissão de piedade é destituída de valor. O que permanece em Cristo, esse é cristão. Pois “qualquer que nEle tem esta esperança purifica-se a si mesmo, como também Ele é puro”. I João 3:3. Em todos os lugares, em todas as nações, nossa juventude deve cooperar com Deus. A única maneira por que uma pessoa pode ser pura, é tornar-se semelhante a Deus no espírito. Como podemos conhecer a Deus? – Estudando Sua Palavra. [ …] É pela fé em Jesus Cristo que a verdade é aceita no coração e o instrumento humano é limpo e purificado. Jesus foi “ferido pelas nossas transgressões e moído pelas nossas iniqüidades; o castigo que nos traz a paz estava sobre Ele, e, pelas Suas pisaduras, fomos sarados”. Isa. 53:5. É possível ser sarado enquanto se está conscientemente cometendo pecado? – Não; é a fé genuína que diz: “Sei que tenho cometido pecado, mas que Jesus me perdoou; e daqui em diante resistirei à tentação em Sua força e por Sua força.” “Qualquer que nEle tem esta esperança [permanente nele] purifica-se a si mesmo, como também Ele é puro. I João 3:3. Tem em sua vida um princípio permanente, que o habilita a vencer a tentação. “Qualquer que permanece nEle não peca.” I João 3:6. Deus tem poder para a pessoa que está em Cristo, quando essa se acha sob tentação. “Qualquer que peca não O viu nem O conheceu.” I João 3:6. Isto é, todo aquele que é um crente genuíno, é santificado pela verdade, na vida e no caráter. “Filhinhos, ninguém vos engane. Quem pratica [não professa praticar] a justiça é justo, assim como Ele é justo.” I João 3:7. “Qualquer que é nascido de Deus não comete pecado; … porque é nascido de Deus. Nisto são manifestos os filhos de Deus e os filhos do diabo.” Ora notai onde está a distinção: “Qualquer que não pratica a justiça e não ama a seu irmão não é de Deus.” I João 3:9 e 10. “Meus filhinhos, não amemos de palavra, nem de língua, mas por obra e em verdade.” I João 3:18. The Youth’s Instructor, 15 de fevereiro de 1894.    Filhos e Filhas de Deus, pág. 297

“Mas notai aqui que a obediência não é mera aquiescência externa, mas sim o serviço de amor. A lei de Deus é uma expressão de Sua própria natureza; é uma corporificação do grande princípio do amor, sendo, daí o fundamento de Seu governo no Céu e na Terra. Se nosso coração é renovado à semelhança de Deus, se o amor divino é implantado na alma, não será então praticado na vida a lei de Deus? Implantado no coração o princípio do amor, renovado o homem segundo a imagem dAquele que o criou, cumpre-se a promessa do novo concerto: “Porei as Minhas leis em seu coração e as escreverei em seus entendimentos.” Heb. 10:16. E se a lei está escrita no coração, não moldará ela a vida? A obediência – nosso serviço e aliança de amor – é o verdadeiro sinal de discipulado. Assim diz a Escritura: “Porque esta é a caridade [ou amor] de Deus: que guardemos os Seus mandamentos.” I João 5:3. “Aquele que diz: Eu conheço-O e não guarda os Seus mandamentos é mentiroso, e nele não está a verdade.” I João 2:4. É a fé, e ela só, que, em vez de dispensar-nos da obediência, nos torna participantes da graça de Cristo, a qual nos habilita a prestar obediência. Não ganhamos a salvação por nossa obediência; pois a salvação é dom gratuito de Deus, e que obtemos pela fé. Mas a obediência é fruto da fé. “Bem sabeis que Ele Se manifestou para tirar os nossos pecados; e nEle não há pecado. Qualquer que permanece nEle não peca: qualquer que peca não O viu nem O conheceu”. I João 3:5 e 6. Aí é que está a verdadeira prova. Se habitamos em Cristo, se o amor de Deus habita em nós, nossos sentimentos, nossos pensamentos, nossas ações estão em harmonia com a vontade de Deus tal como se expressa nos preceitos de Sua santa lei. “Filhinhos, ninguém vos engane. Quem pratica justiça é justo, assim como Ele é justo.” I João 3:7. A justiça está definida no padrão da santa lei de Deus, expressa nos dez preceitos dados no Sinai. A chamada fé em Cristo que professa desobrigar os homens da obediência a Deus, não é fé, mas presunção. “Pela graça sois salvos, por meio da fé.” Efés. 2:8. Mas “a fé, se não tiver as obras, é morta em si mesma”. Tia. 2:17. Jesus disse de Si mesmo, antes de descer à Terra: “Deleito-Me em fazer a Tua vontade, ó Deus Meu; sim, a Tua lei está dentro do Meu coração.” Sal. 40:8. E justamente antes de ascender para o Céu, declarou: “Tenho guardado os mandamentos de Meu Pai e permaneço no Seu amor.” João 15:10. Diz a Escritura: “Nisto sabemos que O conhecemos: se guardarmos os Seus mandamentos. Aquele que diz que está nEle também deve andar como Ele andou.” I João 2:3 e 6. “Pois também Cristo padeceu por nós, deixando-nos o exemplo, para que sigais as Suas pisadas.” I Ped. 2:21. A condição de vida eterna é hoje justamente a mesma que sempre foi – exatamente a mesma que foi no paraíso, antes da queda de nossos primeiros pais – perfeita obediência à lei de Deus, perfeita justiça. Se a vida eterna fosse concedida sob qualquer condição inferior a essa, correria perigo a felicidade do Universo todo. Estaria aberto o caminho para que o pecado, com todo o seu cortejo de infortúnios e misérias, se imortalizasse.” Caminho a Cristo pág. 61-62

“Há os que professam possuir santidade, que se declaram santos do Senhor, que reclamam como um direito a promessa de Deus, ao mesmo tempo que recusam obediência aos mandamentos de Deus. Esses transgressores da lei reclamam tudo quanto é prometido aos filhos de Deus; mas isto é presunção da parte deles, pois João nos diz que o verdadeiro amor a Deus se revelará na obediência a todos os Seus mandamentos. Não basta crer na teoria da verdade, fazer uma profissão de fé em Cristo, crer que Jesus não é um impostor, e que a religião da Bíblia não é uma fábula artificialmente composta. “Aquele que diz: Eu conheço-O”, escreveu João, “e não guarda os Seus mandamentos, é mentiroso, e nele não está a verdade. Mas qualquer que guarda a Sua palavra, o amor de Deus está nele verdadeiramente aperfeiçoado: nisto conhecemos que estamos nEle.” I João 2:4 e 5. “Aquele que guarda os Seus mandamentos nEle está, e Ele nele.” I João 3:24.

João não ensinou que a salvação devia ser adquirida pela obediência, mas que a obediência é fruto da fé e do amor. “E bem sabeis que Ele Se manifestou para tirar os nossos pecados”, disse, “e nEle não há pecado. Qualquer que permanece nEle não peca; qualquer que peca não O viu nem O conheceu.” I João 3:5 e 6. Se estivermos em Cristo, se o amor de Deus estiver no coração, nossos sentimentos, pensamentos e ações estarão em harmonia com a vontade de Deus. O coração santificado está em harmonia com os preceitos da lei de Deus.” Atos dos Apóstolos, pág. 562-563 

O Caminho para alcançarmos uma vida livre da escravidão do pecado é Jesus. Não existe nada em nossa vida que não possa ser mudado por esta graça maravilhosa. Devemos parar de justificar o pecado e aceitarmos de fato, em espírito e em verdade, a Jesus. Clamemos poder ao Senhor Espírito Santo para que possa nos transformar e nos libertar completamente da presença e poder do pecado. Que o Senhor seja louvado!!!

A Lição da Escola Sabatina, 4° trim. 1990, A Carta aos Romanos, pág.74, diz assim:

 “O pecado permanece na vida, se não reina mais nela?” Rom. 6:12-14

“Nossa natureza humana decaída certamente continua tendo propensões para o mal. Mas esse “eu” decaído é subjugado diariamente pelo poder de Cristo em nosso íntimo. (Ver Gál. 2:20.) Em Rom. 6:12, Paulo está falando sobre o perigo de ceder aos impulsos de nossa natureza humana decaída. Quando fazemos isso, o pecado reina em nosso corpo. Quando Cristo reina na vida, o pecado não poderá fazê-lo.

João enfatizou a mesma verdade. (Ver 1 S. João3:8-9.) Ele não ensinou que, embora o pecado habitual seja do diabo, o pecado ocasional é permissível. Todo pecado é do diabo, e se Cristo vive na vida pelo Espírito Santo, o pecado não poderá existir ali.”

“Cristo tomou a humanidade e suportou o ódio do mundo para que pudesse revelar a homens e mulheres que estes poderiam viver sem pecado, que suas palavras, atos, seu espírito, poderiam ser santificados para Deus. Podemos ser cristãos perfeitos se manifestarmos esse poder em nossa vida. Quando a luz do céu repousar sobre nós continuamente, representaremos a Cristo. Foi a justiça revelada em Sua vida que O distinguiu do mundo e despertou seu ódio. […] As palavras de Cristo são ditas para Seu povo em todas as épocas- para nós sobre quem o fim dos séculos é chegado.”- Manuscrito 97, 16 de outubro de 1909, “ Eu Sou a Videira Verdadeira”, sermão pregado em San José, Califórnia. Olhando Para O Alto MM, pág. 297.

Iª João e a vitória sobre o pecado

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“Se dissermos que não temos pecado nenhum, a nós mesmos nos enganamos, e a verdade não está em nós.” 1° João 1:8

“As ideias de perfeição e viver sem pecado foram tão combatidas que o próprio termo “combatidas” já deveria nos alertar quanto a atos e palavras que nada têm de cristãos. João não está negando a obra de Deus, que acabou de afirmar. A questão, no verso 8, tem a ver com a nossa afirmativa de que não temos pecado. Essa é uma mentira arrogante, baseada na autoconfiança de que tenhamos alcançado um estado no qual vivamos sem pecado, por nós mesmos. Isso transforma numa brincadeira o dom de Deus em Jesus Cristo.” Lição da Escola Sabatina, Deus é Amor, 2° trim. de 1997, lição 2, pág. 4

O texto acima citado deixa claro que as ideias de perfeição e viver sem pecado foram muito “combatidas.” Nada mudou desde 1997 quando este texto foi escrito e cada vez mais têm sido combatidas.

A lição da escola sabatina faz aplicação de 1ª João 1:8, quando pessoas tomadas de arrogância e baseadas em sua alto confiança, alegam ter alcançado um estado no qual estão vivendo sem pecado por suas próprias forças. É certo que esse tipo de atitude deve ser “combatido,” embora com base na experiência de Jesus Cristo em lidar com as pessoas, o termo mais apropriado aqui seria orientado com amor e não combatido.

Aqui, faz-se necessário alguns questionamentos:

  • O que dizer das pessoas que acreditam na perfeição de caráter e na possibilidade de viver sem pecar não por suas próprias forças, mas como o resultado da graça do Senhor que transforma e purifica? 
  • que dizer de pessoas que reconhecem que mesmo tendo obtido a perfeição de caráter e de estarem vivendo sem pecar, jamais pronunciarão de forma arrogante que são perfeitas e que já não estão pecando mais, porque elas mesmas não terão consciência de já terem obtido essa condição?
  • O que dizer  de pessoas que mesmo acreditando que é possível para o homem passar a viver sem pecar, reconhecem que os que alcançarem essa graça maravilhosa e sempre como o salmista, estarão fazendo a seguinte oração: Sonda-me, ó Deus, e conhece o meu coração; prova-me, e conhece os meus pensamentos. E vê se há em mim algum caminho mau, e guia-me pelo caminho eterno. Salmos 139:23-24?
  • O que dizer das pessoas que acreditam na possibilidade do homem passar a viver sem pecar pela graça de Deus, mas que também reconhecem que a possibilidade de pecar continuará existindo e que essa condição de estar vivendo sem pecar só será mantida enquanto o homem estiver mantendo um relacionamento íntimo e constante com Cristo?
  • Será que essas pessoas também precisam ser combatidas? Será que elas merecem serem chamadas de fanáticas, extremistas, perfeccionistas, hereges e outras coisas mais?

“Se dissermos que não temos cometido pecado, fazemo-lo mentiroso, e a sua palavra não está em nós.” 1° João 1:10

“Como podemos fazer com que Deus seja visto como mentiroso?” 1° João 1:10

“Note como esse verso aparece na versão de Fhillips: “Se assumimos atitude de afirmar: ‘Não tenho pecado’, simplesmente negamos o diagnóstico de Deus quanto à nossa condição e nos isolamos de ouvir o que Ele tem a nos dizer”

“Mais do que isso, assumimos a mentira do diabo, que garantiu a Eva que ela não morreria como resultado do seu pecado, mas que se tornaria como Deus. O diabo sempre tentou representar Deus de acordo com uma natureza pecaminosa.” Lição da Escola Sabatina, Deus é Amor, 2° trim. de 1997, lição 2, pág. 6

Comentando este verso, a lição da escola sabatina destaca o fato de que quando afirmamos não termos cometidos pecados fazemos com que Deus seja visto como mentiroso. E isso é uma grande verdade, quando negamos que temos cometido pecados, fazemos com que o Senhor seja visto como mentiroso porque segundo a palavra de Deus todos os homens são pecadores. Rom. 5:12

O homem deve reconhecer e aceitar o “diagnóstico” de Deus, aceitar que é pecador, escravo do pecado para que possa então aceitar ao Senhor como seu libertador.

Agora gostaria que os irmãos analisassem com muito carinho o seguinte argumento:

Uma vez que segundo a palavra de Deus o Senhor é capaz de libertar e curar o homem plenamente, prova disso são os textos seguintes,

  • “O Espírito do Senhor está sobre mim, porque o Senhor me ungiu para pregar boas novas aos quebrantados de coração e proclamar libertação aos cativos e a pôr em liberdade os algemados.” Isaías 61:1
  • “E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará.” João 8:32
  • “Então, romperá a tua luz como a alva, e a tua cura apressadamente brotará, e a tua justiça irá adiante de tua face, e a glória do Senhor será a tua retaguarda.” Isa. 58:8.

Negar o fato de que o Senhor pode libertar o homem da escravidão do pecado, lhe dando condições para que ele passe a viver sem pecar, esta também não é uma forma de afirmar que o Senhor é mentiroso?

“Quem subsistirá no tempo de angústia? Agora, enquanto nosso grande Sumo Sacerdote está a fazer expiação por nós, devemos procurar tornar-nos perfeitos em Cristo. Nem mesmo por um pensamento poderia nosso Salvador ser levado a ceder ao poder da tentação […] Satanás nada pôde achar no Filho de Deus que o habilitasse a alcançar a vitória. Tinha guardado os mandamentos de Seu Pai, e não havia nEle pecado que Satanás pudesse usar para a sua vantagem. Esta é a condição em que devem encontrar-se os que subsistirão no tempo de angústia.” O Grande Conflito, pág. 623.

“É requerida obediência exata, e os que dizem não ser possível levar uma vida perfeita, lançam sobre Deus a acusação de injustiça e falsidade.” Reimpressões de Review and Herald, vol. 6, pág. 519; ver também Review and Herald, 7 de fevereiro de 1957, pág. 30.

Agora veremos três versos importantíssimos de Iª João:

  • “Todo aquele que permanece nele não vive pecando; todo aquele que vive pecando não o viu, nem o conheceu.” 1° João 3:6;
  • “Todo aquele que é nascido de Deus não vive na prática do pecado; pois o que permanece nele é a divina semente; ora, esse não pode viver pecando, porque é nascido de Deus.”1° João 3:9;
  • “Sabemos que todo aquele que é nascido de Deus não vive em pecado; antes, Aquele que nasceu de Deus o guarda, e o maligno não lhe toca.” 1° João 5:18.

Não existem contradições entre Iª João 1:8 e 10 Iª João 3:6, 3:9, 5:18. Estes versos não se contradizem, mas se completam:

  • Iª João 1:8 e 10 representam a condição que o homem deve reconhecer para que possa aceitar ao Senhor como seu salvador;
  • Iª João 3:6, 3:9, 5:18, retratam a condição de vida sem o pecado que o homem terá enquanto Jesus Cristo estiver reinando no seu coração.

“Qual o resultado da salvação?”

“Todo aquele que permanece nele não vive pecando; todo aquele que vive pecando não o viu, nem o conheceu.” 1° João 3:6

“Não é necessário questionar se João está falando de determinado pecado ou do pecado em geral. Todo pecado  procede do diabo (1° João 4:8). Enquanto permitirmos que o Espírito Santo atue em nossa mente, Ele nos livrará de pecar. ‘É possível ser sarado enquanto se está conscientemente cometendo pecado? Não; é a fé genuína que diz: Sei que tenho cometido pecado, mas que Jesus me perdoou; e daqui em diante resistirei à tentação em Sua força e por Sua força.’ ‘Qualquer que nEle tem esta esperança [permanece nEle] purifica-se a si mesmo, como também Ele é puro.’ Tem em sua alma um princípio permanente, que o abilita a vencer a tentação. Qualquer que permanece nEle não peca.’ Deus tem poder para a alma que está em Cristo, quando essa alma se acha sob tentação.’” Ellen G. White, Filhos e Filhas de Deus, MM 1956, pág. 297.

“Você não pode sucumbir aos desejos da natureza pecaminosa e ainda dizer que permanece unido a Jesus. Jesus não está dizendo que o cristão jamais peca,  mas que o pecado sempre será considerado pelo cristão como separação de Deus.  O compromisso não é de não pecar mais; “se, todavia, alguém pecar” (1° João 2:1), pode contar com Cristo como seu advogado celestial.” Lição da Escola Sabatina, Deus é Amor, 2° trim. de 1997, lição 6, pág. 4

Este texto é fantástico! Está claro que: “Enquanto permitirmos que o Espírito Santo atue em nossa mente, Ele nos livrará de pecar.”

Uma observação importantíssima sobre a última frase deste texto da lição da escola sabatina:

O compromisso não é de não pecar mais; “se, todavia, alguém pecar” (1° João 2:1), pode contar com Cristo como seu advogado celestial.”

O homem não pode deixar de firmar um compromisso ou sentir o desejo de, no poder de Deus não pecar mais, simplesmente porque ele tem a Jesus como seu advogado. Isso seria o homem sentir-se livre para pecar devido o fato de ter um advogado. O correto seria:  O compromisso é de não pecar mais; “se, todavia, alguém pecar” ( 1° João 2:1), pode contar com Cristo como seu advogado celestial.”

O próprio texto da lição da escola sabatina deixa claro que, aquele que tem a fé genuína, firma o compromisso de no poder de Deus não pecar mais:

“É possível ser sarado enquanto se está conscientemente cometendo pecado? Não; é a fé genuína que diz: Sei que tenho cometido pecado, mas que Jesus me perdoou; e daqui em diante resistirei à tentação em Sua força e por Sua força.”

“Todo aquele que é nascido de Deus não vive na prática do pecado; pois o que permanece nele é a divina semente; ora, esse não pode viver pecando, porque é nascido de Deus.” 1° João 3:9

“Havendo mostrado o sublime privilégio dos cristãos, o apóstolo volve-se rapidamente para a consequência de sermos filhos de Deus. “Todo aquele que permanece nEle não vive pecando” (1° João 3:6). Integridade moral e espiritual não é uma simples opção na vida cristã. Um estilo de vida santificado é a indicação de que a pessoa é filho de Deus. Do contrário, não faz sentido afirmar que Jesus “Se manifestou para tirar os pecados, e nEle não existe pecado” (verso 5).

O apóstolo nos provê uma teologia do pecado em apenas em alguns versos. O pecado é algo muito grave. Ele nos diz o que é pecado: “a transgressão da lei” (1° João 3:4); “ilegalidade” (RSV). Ele nos diz como se originou o pecado: “o diabo vive pecando desde o princípio” (verso 8). Ele nos diz como o pecado é desfeito: Jesus “Se manifestou para tirar os pecados” (verso 5). Ele diz que devemos estar conscientes dos perigos do pecado: “Filhinhos, não vos deixeis enganar por ninguém” (verso 7). Ele nos diz que pecar é negar a Jesus (verso 6) e tornar-se “filho do diabo” (verso 10).

O que nossa lição ensina é como o pecado e a justiça, como ser filhos das trevas e filhos de Deus são questões diametralmente opostas. O ponto debatido tem que ver com fé e estilo de vida. Em quem devemos crer? De acordo com quem ser moldado a vida? A resposta cristã é clara: o Filho de Deus, que apareceu “para destruir as obras do diabo” (1° João 3:8). E o dever dos cristãos também é claro: “Aqueles que têm essa esperança em Cristo”, aguardando Sua volta, “purificam-se a si mesmos, assim como Cristo é puro” (verso 3, BLH).

Pureza envolve libertação do pecado. “Todo aquele que é nascido de Deus não comete pecado; pois a natureza de Deus permanece nele, e ele não pode pecar porque é nascido de Deus.” (verso 9, RSV). João não estava ensinando que é impossível que os crentes nascidos de novo escolham pecar (ver 1° João 2:1). O que o apóstolo estava ensinando era que enquanto o Espírito Santo reina na mente e no coração, o pecado não pode penetrar ali. O Espírito concede libertação do cativeiro do pecado, de modo que ninguém possa alegar que é cristão e continuar pecando. A direção é mudada:do pecado para justiça, das trevas para luz, deste mundo para o mundo por vir, de filhos do diabo para filhos de Deus. A suprema evidência de que se é filho de Deus consiste em ser semelhante a Ele.” Lição da Escola Sabatina, Deus é Amor, 2° trim. de 1997, lição 6, pág. 4A

 “Sabemos que todo aquele que é nascido de Deus não vive em pecado; antes, Aquele que nasceu de Deus o guarda, e o maligno não lhe toca.” 1° João 5:18

“A realidade da vitória sobre o pecado. A certeza cristã tem que ver com a libertação do poder do pecado: “Sabemos que todo aquele que é nascido de Deus não vive em pecado” (1° João 5:18). Aqui  não é insinuado que o crente não pode cair ou fracassar. Essa questão já foi resolvida em 1° João 2:1. O que é dito aí é que os crentes, enquanto forem dominados pelo Espírito Santo, não irão pecar. Jesus, “Aquele que nasceu de Deus”, livra-os de cair. Ele efetua isso pelo poder do Seu Santo Espírito. Eles não serão escravos do pecado, não viverão sem ajuda sob o poder do pecado, não amarão o pecado e terão vitória pelo poder da habitação do Espírito Santo em seu íntimo. Os cristãos que nasceram de novo escaparam da escravidão do pecado (Rom. 6:14; 8:1 e 2). Eles são agora “escravos da justiça” (Rom. 6:18). O poder de Cristo guarda-os de continuarem no pecado. Jesus é nossa vitória. E não temos substituto; daí a advertência final: “Guardai-vos dos ídolos” (1° João 5:21)” Lição da Escola Sabatina, Deus é Amor, 2° trim. de 1997, lição 11, pág. 4A

Na primeira epístola de João encontramos uma mensagem poderosa de vitória sobre o pecado mediante o poder de Deus. Precisamos aceitar a dura realidade de que somos escravos do pecado, mas também precisamos aceitar que Cristo pode nos libertar dessa escravidão para que possamos viver como verdadeiros filhos de Deus.

“Aquele que pratica o pecado procede do diabo, porque o diabo vive pecando desde o princípio, Para isto, se manifestou o Filho de Deus: para destruir as obras do diabo.” 1° João 3:8

“Sabeis também que Ele se manifestou para tirar os pecados, e nEle não existe pecado.” 1° João 3:5

No poder de Deus somos chamados:

  • Para sermos puros como Jesus é puro – “Todo aquele que nEle tem essa esperança torna-se puro, como Ele é puro” 1° João 3:3
  • Vivermos como Jesus viveu – “Aquele que afirma permanecer nEle deve também viver como Ele viveu.” 1° João 2:6
  • Sermos justos como Jesus é justo – “Filhinhos, não vos deixeis enganar por ninguém; aquele que pratica a justiça é justo, assim como Ele é justo.” 1° João 3:7

“Se habitamos em Cristo, se o amor de Deus habita em nós, nossos sentimentos, nossos pensamentos, nossas ações estão em harmonia com a vontade de Deus tal como se expressa nos preceitos de Sua santa lei. “Filhinhos, ninguém vos engane. Quem pratica justiça é justo, assim como Ele é justo.” I João 3:7. A justiça está definida no padrão da santa lei de Deus, expressa nos dez preceitos dados no Sinai.” Ellen G. White, Caminho a Cristo, pág. 61

“Sabemos que todo aquele que é nascido de Deus não vive em pecado; antes, Aquele que nasceu de Deus o guarda, e o maligno não lhe toca.” 1° João 5:18

Que o nosso maravilhoso Deus seja eternamente louvado!