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O Fim da Graça

porta fechandoO capítulo 59 do livro História da Redenção de Ellen G. White, a serva do Senhor, tem como título Fim da Graça.

Convidamos os irmãos a lerem este capítulo com muita oração, poder do Espírito Santo e procurassem as respostas para as seguintes questões:

  • Qual acontecimento resultará no fechamento da porta da graça?
  • No momento em que a porta da graça for fechada, como estarão vivendo aqueles que serão salvos?
  • Após o fechamento da porta da graça os salvos ficarão sem intercessor?

Segue o referido texto ou mensagem divina:

O Fim da Graça

“Foi-me indicado o tempo em que a mensagem do terceiro anjo estava para ser concluída. O poder de Deus havia repousado sobre Seu povo; tinham cumprido a sua obra, e encontravam-se preparados para a hora de prova a sua frente. Tinham recebido a chuva serôdia, ou o refrigério pela presença do Senhor, e se reanimara o vívido testemunho. A última grande advertência tinha soado por toda parte e havia instigado e enraivecido os habitantes da Terra que não quiseram receber a mensagem.

Vi anjos indo rapidamente de um lado para o outro no Céu. Um anjo com um tinteiro de escrivão ao lado voltou da Terra, e informou a Jesus que sua obra estava feita, e os santos estavam numerados e selados. Então vi Jesus, que estivera ministrando diante da arca, a qual contém os Dez Mandamentos, lançar o incensário. Levantou as mãos e com grande voz disse: “Está feito.” Apoc. 16:17. “Está consumado.” João 19:30. E todo o exército dos anjos tirou suas coroas quando Jesus fez a solene declaração: “Quem é injusto, faça injustiça ainda; e quem está sujo, suje-se ainda; e quem é justo, faça justiça ainda; e quem é santo, seja santificado ainda.” Apoc. 22:11.

Cada caso fora decidido para a vida ou para a morte. Enquanto Jesus estivera ministrando no santuário, o juízo estivera em andamento pelos justos mortos, e a seguir pelos justos vivos. Cristo recebera Seu reino, tendo feito expiação pelo Seu povo, e apagado os seus pecados. Os súditos do reino estavam completos. As bodas do Cordeiro estavam consumadas. E o reino e a grandeza do reino sob todo o Céu foram dados a Jesus e aos herdeiros da salvação, e Jesus deveria reinar como Rei dos reis e Senhor dos senhores.

Retirando-Se Jesus do lugar santíssimo, ouvi o tilintar das campainhas sobre Suas vestes; e, ao sair Ele, uma nuvem de trevas cobriu os habitantes da Terra. Não havia então mediador entre o homem culpado e Deus, que fora ofendido. Enquanto Jesus permanecera entre Deus e o homem culposo, achava-se o povo sob repressão; quando, porém, Ele saiu de entre o homem e o Pai, essa restrição foi removida, e Satanás teve completo domínio sobre os que afinal não se arrependeram.

Enquanto Jesus oficiava no santuário, era impossível serem derramadas as pragas; mas, terminando ali a Sua obra, e encerrando-se a Sua intercessão, nada havia para deter a ira de Deus, e ela irrompeu com fúria sobre a cabeça desabrigada do pecador culpado, que desdenhou a salvação e odiou a correção. Naquele tempo terrível, depois de finalizada a mediação de Jesus, os santos passaram a viver à vista de um Deus santo, sem intercessor. Cada caso estava decidido, cada jóia contada. Jesus demorou um momento no compartimento exterior do santuário celestial, e os pecados que tinham sido confessados enquanto Ele esteve no lugar santíssimo, foram colocados sobre Satanás, o originador do pecado, que deve sofrer o castigo deles.

Tarde Demais! Tarde Demais!

Vi então Jesus depor Suas vestes sacerdotais e envergar Seus mais régios trajes. Sobre Sua cabeça havia muitas coroas, uma coroa encaixada dentro da outra. Cercado pelo exército dos anjos, deixou o Céu. As pragas estavam caindo sobre os habitantes da Terra. Alguns acusavam a Deus e O amaldiçoavam. Outros precipitavam-se para o povo de Deus e pediam que lhes ensinassem como escapar dos Seus juízos. Mas os santos nada tinham para eles. A última lágrima pelos pecadores fora derramada; a última oração aflita fora oferecida; enfrentado o último peso de cuidados pelos pecadores, e dada a última advertência. A doce voz de misericórdia não mais os haveria de convidar. Quando os santos e o Céu todo estiveram interessados em sua salvação, não tiveram eles o menor interesse por si. A vida e a morte foram postas diante deles. Muitos desejavam a vida, mas não fizeram esforços por obtê-la. Não optaram pela vida, e agora não havia sangue expiatório que purificasse o culpado, nenhum Salvador compassivo que pleiteasse a favor deles e clamasse: “Poupa, poupa o pecador por mais algum tempo.” O Céu todo se uniu a Jesus, quando ouviram as terríveis palavras: “Está feito. Está consumado.” O plano da salvação se cumprira, mas poucos tinham escolhido aceitá-lo. E, silenciando-se a doce voz de misericórdia, o medo e horror apoderou-se dos ímpios. Com terrível clareza ouviram as palavras: “Tarde demais! Tarde demais!”

Os que não tinham prezado a Palavra de Deus, iam apressadamente de um lado para outro, vagueando de mar a mar, e do Norte ao Oriente, em busca da Palavra do Senhor. Disse o anjo: “Eles não a acharão. Há uma fome na Terra; não fome de pão, nem sede de água, mas de ouvir as palavras do Senhor. O que não dariam eles por uma palavra de aprovação da parte de Deus! mas não: devem continuar a ter fome e sede. Dia após dia, desprezaram a salvação, dando maior apreço às riquezas e prazeres terrestres do que a qualquer tesouro ou estímulo celestial. Rejeitaram a Jesus e desprezaram Seus santos. Os sujos devem permanecer sujos para sempre.”

Muitos dos ímpios ficaram grandemente enraivecidos por sofrer os efeitos das pragas. Foi uma cena de terrível aflição. Pais repreendiam amargamente seus filhos, e filhos a seus pais, irmãos a suas irmãs, e irmãs a seus irmãos. Altos clamores de pranto eram ouvidos de todos os lados: “Foste tu que me impediste de receber a verdade que me haveria salvo desta hora terrível!” O povo voltava-se contra seus pastores com ódio atroz e os acusava, dizendo: “Não nos advertistes. Disseste-nos que o mundo inteiro deveria converter-se e clamastes: Paz, Paz, para acalmardes todo o temor que se despertava. Não nos falastes a respeito desta hora; e aqueles que nos avisaram a tal respeito declarastes serem fanáticos e homens maus, os quais causariam a nossa ruína.” Mas vi que os pastores não escaparam da ira de Deus. Seu sofrimento foi dez vezes maior do que o de seu povo.”  História Da Redenção,pág.  402-405

Respostas às questões:

  • Qual acontecimento resultará no fechamento da porta da graça?

O acontecimento que resultará no fechamento da porta da graça é o momento em que Cristo retira-Se do lugar santíssimo do santuário celestial.

“Retirando-Se Jesus do lugar santíssimo, ouvi o tilintar das campainhas sobre Suas vestes; e, ao sair Ele, uma nuvem de trevas cobriu os habitantes da Terra. Não havia então mediador entre o homem culpado e Deus, que fora ofendido.”

  • No momento em que a porta da graça for fechada como estarão vivendo aqueles que serão salvos?

Os salvos estarão completos. ”Cristo recebera Seu reino, tendo feito expiação pelo Seu povo, e apagado os seus pecados. Os súditos do reino estavam completos.”

Para um melhor entendimento do que significa para os salvos estarem completos, também gostaria que os irmãos lessem o trabalho, “Completos” deste blog.

  • Após o fechamento da porta da graça os salvos ficarão sem intercessor?

Sim, após o fechamento da porta da graça os salvos ficarão sem intercessor. Cristo estará com Seu povo para protegê-lo e fortalecê-lo, mas naquele momento não estará mais atuando como intercessor do Seu povo.

“Naquele tempo terrível, depois de finalizada a mediação de Jesus, os santos passaram a viver à vista de um Deus santo, sem intercessor.”

Objetivo de Satanás: 

 “O grande conflito entre Cristo e Satanás logo será concluído, e o maligno tem duplicado seus esforços para anular o que Cristo realiza pelos seres humanos”. O objetivo dele é manter as pessoas em trevas e sem arrependimento, até que termine a intercessão o Salvador. Quando a indiferença prevalece entre os cristãos, Satanás não se preocupa.” Grande Esperança, pág. 26     

Misericórdia Senhor!

Que o nosso Deus nos ajude a entender e aceitar as questões que acabamos de analisar. Foi-nos revelado que Satanás tem como objetivo manter os homens “em trevas e sem arrependimento, até que termine a intercessão o Salvador.”

Satanás é um inimigo derrotado que está furioso sabendo que o seu fim está próximo. Ele está lutando para que o maior número possível de homens seja levado para destruição juntamente com ele. Satanás sabe que aqueles que forem mantidos no pecado até que termine a intercessão de Cristo no santuário celestial estarão perdidos para sempre.

Vamos orar e estudar mais para não sermos enganados pelo inimigo.

“Que diremos, pois, à vista destas coisas? Se Deus é por nós, quem será contra nós?” Romanos 8:31

“Jesus vem! Mas não para escutar as mágoas da humanidade, nem para ouvir o pecador culpado confessar os seus pecados, e para declarar-lhe perdão; pois ocaso de cada pessoa estará então decidido para a vida ou para a morte. Os que viveram em pecado continuarão sendo pecadores para sempre. Os que confessaram os seus pecados a Jesus, no santuário, fizeram dEle o seu Amigo e amaram Sua vinda terão o perdão aposto a todos os seus pecados, e eles, havendo purificado o coração “pela obediência à verdade”, permanecerão puros e santos para sempre.” Exalta-o, MM 1992, pág. 380

Deus seja para sempre louvado!

Propensões para pecar eliminadas antes do fechamento da porta da graça

2Já tratamos neste blog a respeito da diferença entre tentação e propensão para pecar (Tentação e Propensão). Voltamos agora na questão tempo em que, devemos ser achados sem pecado e sem propensões sabendo que a transformação de caráter começa agora e devemos permitir que o poder do Senhor Espírito Santo faça esta obra desde já. 

As propensões para pecar serão erradicadas da vida daqueles que serão salvos antes do fechamento da porta da graça.

“Ser perdoado de maneira que Cristo perdoa, é não somente ser perdoado, mas renovado no espírito do nosso entendimento. O Senhor diz:  ‘Dar-vos-ei coração novo’. A imagem de Cristo deve ser gravada na própria mente coração e alma. O apostolo declara: ‘Nos temos a mente de Cristo’. Sem o processo transformador que só pode ocorrer pelo poder divino, as propensões originais para pecar permanecem no coração em toda a sua intensidade, para forjar novas algemas, para impor uma escravidão que nunca poderá ser rompida pelo poder humano. Mas os homens não poderão entrar no céu com os velhos gostos, inclinações, ídolos, ideias e teorias. Ellen G. White, Review and Herald, 19 de agosto de 1890”.  Lição da Escola Sabatina 2° Trim. 1990, pág. 43.

“Porque os que se inclinam para a carne cogitam para das coisas da carne; mas os que se inclinam para o Espírito, das coisas do Espírito. Porque o pendor da carne dá para a morte, mas o do Espírito, para a vida e paz. Por isso, o pendor da carne é inimizade contra Deus, pois não está sujeito à lei de Deus, nem mesmo pode estar. Portanto, os que estão na carne não podem agradar a Deus. Vós, porém, não estais na carne, mas no Espírito, se, de fato, o Espírito de Deus habita em vós. E, se alguém não tem o Espírito de Cristo, esse tal não é dele.” Romanos 8:5-9

Existem para o homem duas possibilidades:

  • 1ª: Estar na “carne” e ter inclinações ou propensões para o pecado, “coisas da carne”
  • 2ª: Estar no Espírito e ter as inclinações ou propensões para as “coisas do Espírito.”

Sendo assim não é possível que os selados cheios do Senhor Espírito Santo ainda retenham alguma propensão ou inclinação para o pecado. Os selados são susceptíveis as propensões para pecar. Eles estarão susceptíveis a terem propensões para o mal devido o fato de ainda possuírem uma natureza pecaminosa, mas uma coisa é ser susceptível a ter propensões pecaminosas a outra é ter estas propensões se manifestando na vida.

Pecar é cometer atos que não estão de acordo com os preceitos do Senhor, mas devemos lembrar que pecar é também sentir o desejo de cometer tais atos.

Aqueles que ainda possuem as propensões pecaminosas não estão sendo guiados pelo Espírito e sim pela carne. Romanos 8:4-5

Permitir que estas propensões pecaminosas ou inclinações para pecar continuem existindo na vida é pecado. É um indicativo que ainda há na vida uma rejeição do poder libertador do Senhor Espírito Santo.

É propósito do Senhor que o homem passe a viver exatamente como Cristo viveu, sem pecado e sem propensões para pecar.

Jesus nunca teve propensões para pecar:

“Seja cuidadoso, exageradamente cuidadoso, ao tratar da natureza humana de Cristo. Não O apresente diante das pessoas como um homem com propensões para o pecado.” Carta 8 1895  (Carta de Baker em Ellen White e a Humanidade de Cristo, pág. 171- 173)

“Nunca, de maneira alguma, deixe a mais leve impressão sobre as mentes humanas de que havia uma mancha ou inclinação para a corrupção sobre Cristo, ou que, de alguma maneira, Ele cedeu à corrupção.” Carta 8 1895  (Carta de Baker em Ellen White e a Humanidade de Cristo, pág. 171- 173)

Vejamos como é o estilo de vida que o Senhor deseja para todos os homens:

“Não precisamos classificar a obediência de Cristo, por si mesma, como alguma coisa para a qual Ele Se achava particularmente adaptado, por Sua especial natureza divina, pois Ele Se encontrava diante de Deus como o representante do homem e foi tentado como substituto e fiador do homem. Se Cristo possuísse um poder especial que o homem não tem o privilégio de possuir, Satanás ter-se-ia aproveitado desse fato. A obra de Cristo era tirar das reivindicações de Satanás o seu domínio sobre o homem, e só podia fazê-lo da maneira como Ele veio – como homem, tentado como homem e prestando a obediência de um homem. […]” Mensagens Escolhidas vol. 3, pág. 139.

“Tende em mente que a vitória e a obediência de Cristo são as de um verdadeiro ser humano. Em nossas conclusões, cometemos muitos erros devido a nossas idéias errôneas acerca da natureza humana de nosso Senhor. Quando atribuímos a Sua natureza humana um poder que não é possível que o homem tenha em seus conflitos com Satanás, destruímos a inteireza de Sua humanidade. Ele concede Sua graça e poder imputados a todos os que O aceitam pela fé. A obediência de Cristo a Seu Pai era a mesma obediência que é requerida do homem.” Mensagens Escolhidas vol. 3, pág. 139.

“A obediência de Cristo a Seu Pai era a mesma obediência que é requerida do homem. O homem não pode vencer as tentações de Satanás sem combinar o poder divino com o seu auxílio. Assim foi com Jesus Cristo: Ele podia lançar mão do poder divino. Ele não veio ao nosso mundo para prestar a obediência de um Deus inferior a um superior, mas como homem, para obedecer à Santa Lei de Deus, e desta maneira Ele é nosso exemplo. O Senhor Jesus veio ao nosso mundo, não para revelar o que Deus podia fazer, e, sim, o que o homem podia realizar, mediante a fé no poder de Deus para ajudar em toda emergência. O homem deve, pela fé, ser participante da natureza divina e vencer toda tentação com que é assaltado. Nossa Alta Vocação, pág. 46.

Os selados terão subjugados pelo poder do Senhor Espírito Santo toda propensão pecaminosa antes do fechamento da porta da graça. Os selados estarão prestando a Deus a verdadeira obediência, aquela que vem do coração. O pecado será para eles algo aborrecível, como Jesus eles amarão a justiça e odiarão a iniquidade. Heb. 1:9

“Toda a verdadeira obediência vem do coração. Deste procedia também a de Cristo. E se consentirmos, Ele por tal forma Se identificará com os nossos pensamentos e ideais, dirigirá nosso coração e espírito em tanta conformidade com o Seu querer, que, obedecendo-Lhe, não estaremos senão seguindo nossos próprios impulsos. A vontade, refinada, santificada, encontrará seu mais elevado deleite em fazer o Seu serviço. Quando conhecermos a Deus como nos é dado o privilégio de O conhecer, nossa vida será de contínua obediência. Mediante o apreço do caráter de Cristo, por meio da comunhão com Deus, o pecado se nos tornará aborrecível.” D.T.N. pág. 668.

Durante o tempo de angústia os selados não manifestarão arrogância dizendo ou sentindo que foram completamente libertados do pecado. Mas podemos afirmar que eles no tempo de angústia já não mais terão propensões para pecar devido o fato da serva do Senhor afirmar que neste tempo os salvos, os selados não terrão “falta oculta para revelar” como mostram os textos a seguir:

“Embora o povo de Deus esteja rodeado de inimigos que se esforçam por destruí-lo, a angústia que sofrem não é, todavia, o medo da perseguição por causa da verdade; receiam não se terem arrependido de todo pecado, e que, devido a alguma falta, não se cumpra a promessa do Salvador: “Eu te guardarei da hora da tentação que há de vir sobre todo o mundo.” Apoc. 3:10.” Grande Conflito pág. 619.

“Mas, ao mesmo tempo em que têm uma profunda intuição de sua indignidade, não possuem falta oculta para revelar. Seus pecados foram examinados e extinguidos no juízo; não os podem trazer à lembrança.” Grande Conflito, pág. 620.

O próximo texto é bastante esclarecedor e comprova que durante o tempo de angústia os salvos pelo poder de Deus deverão estar vivendo completamente livres da presença do pecado:

“Agora, enquanto nosso grande Sumo Sacerdote está a fazer expiação por nós, devemos procurar tornar-nos perfeitos em Cristo. Nem mesmo por um pensamento poderia nosso Salvador ser levado a ceder ao poder da tentação. Satanás encontra nos corações humanos algum ponto em que pode obter apoio; algum desejo pecaminoso é acariciado, por meio do qual suas tentações asseguram a sua força. Mas Cristo declarou de Si mesmo: “Aproxima-se o príncipe deste mundo, e nada tem em Mim.” João 14:30. Satanás nada pôde achar no Filho de Deus que o habilitasse a alcançar a vitória. Tinha guardado os mandamentos de Seu Pai, e não havia nEle pecado que Satanás pudesse usar para a sua vantagem. Esta é a condição em que devem encontrar-se os que subsistirão no tempo de angústia.” Grande Conflito pág. 623

“Agora, enquanto nosso grande Sumo Sacerdote está a fazer expiação por nós, devemos procurar tornar-nos perfeitos em Cristo. Nem mesmo por um pensamento poderia nosso Salvador ser levado a ceder ao poder da tentação. Satanás encontra nos corações humanos algum ponto em que pode obter apoio; algum desejo pecaminoso é acariciado, por meio do qual suas tentações asseguram a sua força. Mas Cristo declarou de Si mesmo: “Aproxima-se o príncipe deste mundo, e nada tem em Mim.” João 14:30. Satanás nada pôde achar no Filho de Deus que o habilitasse a alcançar a vitória. Tinha guardado os mandamentos de Seu Pai, e não havia nEle pecado que Satanás pudesse usar para a sua vantagem. Esta é a condição em que devem encontrar-se os que subsistirão no tempo de angústia. O Grande Conflito, pág. 623. (Eventos Finais pág. 267)

Na glorificação a mudança na vida dos salvos não será a erradicação das propensões pecaminosas, isso já terá acontecido antes do fechamento da porta da graça, a mudança que ocorrerá na glorificação na vida dos salvos é que eles não mais serão susceptíveis a terem propensões para pecar porque neste momento será erradicada a natureza pecaminosa. Que Deus seja louvado!

Nosso Deus é maravilhoso. Ele proporcionou meios para que a nossa natureza pudesse ser transformada. Podemos ser co-participantes da natureza divina, passando a viver pelo poder do nosso Senhor Espírito Santo sem pecar e sem propensões para pecar. É fantástico o Senhor está disposto a nos livrar do pecado e das propensões pecaminosas. Não precisaremos, portanto, reter nenhuma propensão pecaminosa.

Devemos vencer no poder do Senhor o pecado e propensões para pecar, antes que seja demasiado tarde.

Tempo Sem Intercessor

Tempo

“E me farão um santuário, para que Eu possa habitar no meio deles.” Êxodo 25:8

O santuário que Moisés construiu com seus rituais era símbolo ou “sombra” do verdadeiro santuário que está nos Céus construído pelo Senhor. Vemos em Êxodo 25:9 que o santuário terrestre foi construído segundo um modelo que foi mostrado para Moisés:

“Segundo tudo o que Eu te mostrar para modelo do tabernáculo e para modelo de todos os seus móveis, assim mesmo o fareis.” Êxodo 25:9

“Ora, o essencial das coisas que temos dito é que possuímos tal sumo sacerdote, que assentou à destra do trono da Majestade nos céus, como ministro do santuário e do verdadeiro tabernáculo que o Senhor erigiu, não o homem.” Hebreus 8:1-2

Todo ritual do santuário e as “leis referentes ao santuário” foram escritos por Moisés em um livro e colocado ao lado da arca da Aliança do Senhor – Deuteronômio 31:24-26. Em Hebreus 10:1 afirma que todo esse ritual era uma representação ou sombra do que Cristo faria por nós como cordeiro que foi sacrificado e de Sua atuação para nos salvar no santuário celestial:

“Porque, tendo a lei a sombra dos bens futuros, e não a imagem exata das coisas, nunca, pelos mesmos sacrifícios que continuamente se oferecem cada ano, pode aperfeiçoar os que a eles se chegam.” Hebreus 10:1

Para um melhor conhecimento do santuário celestial é nescessário lermos Hebreus 8,9 e 10, Apocalipse 11:19. Estes textos bíblicos e outros comprovam a existência de um santuário celestial onde Cristo está intercedendo por nós.

Para um estudo mais detalhado sobre o santuário e seus rituais recomendamos o estudo dos livros: “O Ritual do Santuário” do Pr. M.L. Andreasen e “Cristo Em Seu Santuário” de Ellen G. White. Com a ajuda do Senhor Espírito Santo, ao estudarmos o santuário terrestre com seus rituais, compreenderemos melhor os acontecimentos no santuário celestial e, consequentemente, o plano da salvação.

“A intercessão de Cristo no santuário celestial, em prol do homem, é tão essencial ao plano da redenção, como o foi Sua morte sobre a cruz. Pela Sua morte iniciou essa obra, para cuja terminação ascendeu ao Céu, depois de ressurgir. Pela fé devemos penetrar até o interior do véu, onde nosso Precursor entrou por nós (Heb. 6:20). Ali se reflete a luz da cruz do Calvário. Ali podemos obter intuição mais clara dos mistérios da redenção.” Cristo Em Seu Santuário, pág.118

“O assunto do santuário e do juízo de investigação, deve ser claramente compreendido pelo povo de Deus.” Cristo Em Seu Santuário, pág.117

Neste artigo, queremos apresentar de forma resumida apenas a atuação final de Cristo no santuário celestial para nos salvar.

Como Adventistas do 7° Dia acreditamos que a partir de 1844, Jesus passou do lugar santo para o santíssimo no santuário celestial, dando início então, ao juízo investigativo.

O dia de Expiação no santuário terrestre representava o último período de Cristo no santuário celestial. O dia da Expiação representa o tempo do juízo investigativo, o tempo em que Cristo atua como nosso Sumo Sacerdote intercedendo por nós.

Aqui faz-se necessário um entendimento sobre o que acontecia no santuário neste dia da Expiação:

O dia da expiação era um dia importantíssimo para a nação de Israel. Era um sábado, dia santo para nação, dia de purificação, dia para serem purificados de todos os seus pecados. Levítico 15: 31-32

Todos deveriam estar com as atenções voltadas para o santuário. Era aquele um momento solene para todos, tempo de reflexão e oração.

O ano todos os pecados de todos que tomavam parte nos rituais eram trazidos para o santuário e ali depositados de uma forma simbólica. Durante o ano aquele que pecava tinha a oportunidade de confessar seus pecados cumprir um determinado ritual e então obter o perdão.

O dia da expiação era o único dia em que o sumo sacerdote entrava no segundo compartimento do santuário, chamado santíssimo. Neste dia era feito purificação do santuário. Aquele que não tomasse parte nos rituais do santuário, especialmente no dia da expiação seria expulso de Israel. Levítico 23:29.

É sempre bom lembrar que todo o ritual era apenas uma representação do que Cristo faria e está fazendo por nós. Sempre foi através do que Jesus fez por nós que o homem pode ser perdoado e restaurado.

O dia da expiação representava a última etapa do tempo no qual o pecador tem a oportunidade de confessar seus pecados e obter o perdão e restauração.

Hoje, no santuário celestial, Jesus está cumprindo esta etapa final do ritual. Estamos vivendo o dia da expiação, tempo do juízo investigativo em que Jesus atua como nosso intercessor oferecendo o Seu próprio sacrifício para que possamos, após termos confessado com verdadeiro arrependimento, obter o perdão e a purificação. Hebreus 9:11-12.

Quando terminar o juízo investigativo, Cristo não estará mais atuando como intercessor. Tendo findado a intercessão,  a porta da graça se fecha e inicia-se o tempo de angústia. Neste momento, os salvos serão aqueles que terão alcançado pela graça de Deus a libertação da escravidão do pecado, vivendo em plena harmonia com os princípios do Senhor. Pela graça de Deus, durante o tempo de angústia, os salvos permanecerão vivendo sem pecar, diante de um Deus santo, mesmo sem intercessor.

Durante o tempo de angústia Cristo não estará atuando como intercessor pelos homens. Mas naquele momento terrível de lutas, Cristo estará presente na vida dos salvos porque um dia Ele prometeu: “[…] E eis que estou convosco todos os dias até à consumação do século.” Mateus 28:20.

Esta citação de Mateus 28:20 não configura intercessão, mas presença. Cristo não estará atuando como intercessor pelos salvos, mas estará capacitando-os a viverem de forma irrepreensível, sem mácula diante de Deus, somente através da graça maravilhosa de Jesus. Os salvos simplesmente estarão vivendo a vida santificada que escolheram viver antes do fechamento da porta da graça. Passarão o tempo de angústia porque acreditaram e viveram segundo as palavras de Jesus: “Eu sou a videira, vós, os ramos. Quem permanece em mim, e eu, nele, esse dá muito fruto; porque sem mim nada podeis fazer.” João 15:5

Ao passo que os salvos serão aqueles que estarão vivendo de forma irrepreensível quando fechar a porta da graça os perdidos serão aqueles que, ainda estarão vivendo como escravos do pecado, ainda terão pecados não confessados e não abandonados. Ao fechar a porta da graça será tarde demais para eles obterem o perdão, tarde demais para serem salvos. Eles negligenciaram o tempo oportuno para obterem a salvação. 

A seguir relacionamos alguns textos de Ellen G. White, a serva do Senhor, sobre tempo em que os salvos terão que viver sem um intercessor, fechamento da porta da graça, como os salvos deverão estar vivendo quando a porta da graça fechar, como eles viverão durante o tempo de angústia:

  • Tempo Sem Intercessor

“Estes são os que seguem o Cordeiro para onde quer que vai.” Apoc. 14:1-5. “Estes, tendo sido trasladados da Terra, dentre os vivos, são tidos como as primícias para Deus e para o Cordeiro.” Apoc. 15:3. “Estes são os que vieram de grande tribulação” (Apoc. 7:14); passaram pelo tempo de angústia tal como nunca houve desde que houve nação; suportaram a aflição do tempo da angústia de Jacó; permaneceram sem intercessor durante o derramamento final dos juízos de Deus. O Grande Conflito, págs. 648 e 649.” Eventos Finais, pág. 268

“Deixando Ele o santuário, as trevas cobrem os habitantes da Terra. Naquele tempo terrível os justos devem viver à vista de um Deus santo, sem intercessor. Removeu-se a restrição que estivera sobre os ímpios, e Satanás tem domínio completo sobre os que finalmente se encontram impenitentes. Terminou a longanimidade de Deus: O mundo rejeitou a Sua misericórdia, desprezou-Lhe o amor, pisando Sua lei. Os ímpios passaram os limites de seu tempo de graça; o Espírito de Deus, persistentemente resistido, foi, por fim, retirado. Desabrigados da graça divina, não têm proteção contra o maligno. Satanás mergulhará então os habitantes da Terra em uma grande angústia final.” Grande Conflito, pág. 614

“Enquanto Jesus oficiava no santuário, era impossível serem derramadas as pragas; mas, terminando ali a Sua obra, e encerrando-se a Sua intercessão, nada havia para deter a ira de Deus, e ela irrompeu com fúria sobre a cabeça desabrigada do pecador culpado, que desdenhou a salvação e odiou a correção. Naquele tempo terrível, depois de finalizada a mediação de Jesus, os santos passaram a viver à vista de um Deus santo, sem intercessor. Cada caso estava decidido, cada jóia contada. Jesus demorou um momento no compartimento exterior do santuário celestial, e os pecados que tinham sido confessados enquanto Ele esteve no lugar santíssimo, foram colocados sobre Satanás, o originador do pecado, que deve sofrer o castigo deles.” História Da Redenção, pág. 403

“Retirando-Se Jesus do lugar santíssimo, ouvi o tilintar das campainhas sobre Suas vestes; e, ao sair Ele, uma nuvem de trevas cobriu os habitantes da Terra. Não havia então mediador entre o homem culpado e Deus, que fora ofendido. Enquanto Jesus permanecera entre Deus e o homem culposo, achava-se o povo sob repressão; quando, porém, Ele saiu de entre o homem e o Pai, essa restrição foi removida, e Satanás teve completo domínio sobre os que afinal não se arrependeram. Enquanto Jesus oficiava no santuário, era impossível serem derramadas as pragas; mas, terminando ali a Sua obra, e encerrando-se a Sua intercessão, nada havia para deter a ira de Deus, e ela irrompeu com fúria sobre a cabeça desabrigada do pecador culpado, que desdenhou a salvação e odiou a correção. Naquele tempo terrível, depois de finalizada a mediação de Jesus, os santos passaram a viver à vista de um Deus santo, sem intercessor. Cada caso estava decidido, cada jóia contada. Jesus demorou um momento no compartimento exterior do santuário celestial, e os pecados que tinham sido confessados enquanto Ele esteve no lugar santíssimo, foram colocados sobre Satanás, o originador do pecado, que deve sofrer o castigo deles.” Primeiros Escritos, pág. 280

  •  Tempo Sem Um Mediador 

“Vi que muitos negligenciavam a preparação tão necessária, esperando que o tempo do “refrigério” e da “chuva serôdia” os habilitasse para estar em pé no dia do Senhor, e viver à Sua vista. Oh, quantos vi eu no tempo de angústia sem abrigo! Haviam negligenciado a necessária preparação, e portanto não podiam receber o refrigério que todos precisam ter para os habilitar a viver à vista de um Deus santo. Os que … deixam de purificar o espírito na obediência da verdade, … chegarão ao tempo em que as pragas cairão, e verão que necessitam ser esculpidos e preparados para a edificação. Não haverá, porém, tempo para o fazer, e nem Mediador para pleitear sua causa perante o Pai. Antes desse tempo sairá a declaração terrivelmente solene de que: “Quem é injusto faça injustiça ainda; e quem está sujo suje-se ainda; e quem é justo faça justiça ainda; e quem é santo seja santificado ainda.” Apoc. 22:11.”  Testemunhos Seletos, vol. 2, pág. 60 (Cuidado de Deus, pág. 353)

“Os que estiverem vivendo sobre a Terra quando a intercessão de Cristo cessar no santuário celestial, deverão, sem mediador, estar em pé na presença do Deus santo. Suas vestes devem estar imaculadas, o caráter liberto de pecado, pelo sangue da aspersão. Mediante a graça de Deus e seu próprio esforço diligente, devem eles ser vencedores na batalha contra o mal. Enquanto o juízo investigativo prosseguir no Céu, enquanto os pecados dos crentes arrependidos estão sendo removidos do santuário, deve haver uma obra especial de purificação, ou de afastamento de pecado, entre o povo de Deus na Terra. Esta obra é mais claramente apresentada nas mensagens do capítulo 14 de Apocalipse.[…]” Cristo Em Seu Santuário, pág. 99

“Vi também que muitos não compreendem o que devem ser a fim de viverem a vista do Senhor sem um sumo sacerdote no santuário, durante o tempo de angústia. Os que ao de receber o selo do Deus vivo, e ser protegidos, no tempo de angústia, devem refletir completamente a imagem de Jesus” P.E., pág. 71; Vida e Ensinos, pág. 112

  • Fechamento da Porta da Graça

“Quem vos descreverá as lamentações que se levantarão, quando, na linha divisória que separa tempo e eternidade, o justo Juiz erguer a voz e declarar: “É tarde demais!” Por muito tempo estiveram abertos os amplos portais do Céu, e os mensageiros celestes convidaram e rogaram: “Quem quiser, receba de graça da água da vida.” Apoc. 22:17. “Hoje, se ouvirdes a Sua voz, não endureçais o vosso coração.” Heb. 3:15. Mas afinal sai o decreto: “Continue o injusto fazendo injustiça, continue o imundo ainda sendo imundo; o justo continue na prática da justiça, e o santo continue a santificar-se.” Apoc. 22:11.” Cristo Triunfante, pág. 78

“Os cristãos professos que chegarem ao tempo de angústia sem estarem preparados, confessarão em seu desespero os seus pecados perante o mundo com palavras de angústia consumidora, ao passo que os ímpios exultam de sua agonia. O caso de todos estes é sem esperança. Quando Cristo Se levantar e deixar o Lugar Santíssimo, começará o tempo de angústia, estará decidido o caso de cada pessoa, e não haverá sangue expiatório para purificar do pecado e corrupção. Quando sai do Santíssimo, Jesus fala em tom decisivo e autoridade real: “Continue o injusto fazendo injustiça, continue o imundo ainda sendo imundo; o justo continue na prática da justiça, e o santo continue a santificar-se. E eis que venho sem demora, e comigo está o galardão que tenho para retribuir a cada um segundo as suas obras.” Apoc. 22:11 e 12. Signs of the Times, 27 de novembro de 1879.” Recebereis Poder, pág. 343

“Quando Jesus Se erguer, no Lugar Santíssimo, depuser Suas vestes intercessoras, e vestir Seus trajes de vingança, sairá a ordem: “Continue o injusto fazendo injustiça… o justo continue na prática da justiça, e o santo continue a santificar-se. E eis que venho sem demora, e comigo está o galardão”. Apoc. 22:11 e 12. Testimonies, vol. 8, págs. 313-315.” Refletindo a Cristo, pág. 304

“Os sinais da vinda de Cristo estão-se cumprindo rapidamente. Satanás vê que não lhe resta senão pouco tempo para operar, e tem posto seus agentes a trabalhar no sentido de revoltar as pessoas do mundo, para que os homens sejam enganados, iludidos, e se conservem ocupados e absorvidos até que termine o tempo da graça, e para sempre se feche a porta da misericórdia.” Conselhos Aos Pais, Professores e Estudantes, pág. 414

“Quando a obra de investigação se encerrar, examinados e decididos os casos dos que em todos os séculos professaram ser seguidores de Cristo, então, e somente então, se encerrará o tempo da graça, fechando-se a porta da misericórdia. Assim, esta breve sentença – “As que estavam preparadas entraram com Ele para as bodas, e fechou-se a porta” – nos conduz através do ministério final do Salvador, ao tempo em que se completará a grande obra para salvação do homem.” Cristo Em Seu Santuário, pág. 101

“A mesma figura do casamento é apresentada na parábola do capítulo 22 de Mateus, onde claramente se representa o juízo de investigação como ocorrendo antes das bodas. Previamente às bodas vem o rei para ver os convidados (Mat. 22:11), a fim de verificar se todos têm trajes nupciais, vestes imaculadas do caráter lavadas e embranquecidas no sangue do Cordeiro (Apoc. 7:14). O que é encontrado em falta, é lançado fora, mas todos os que, sendo examinados, se verificar terem vestes nupciais, são aceitos por Deus e considerados dignos de participar de Seu reino e assentar-se em Seu trono. Esta obra de exame do caráter, para determinar quem está preparado para o reino de Deus, é a do juízo de investigação, obra final do santuário do Céu. Quando a obra de investigação se encerrar, examinados e decididos os casos dos que em todos os séculos professaram ser seguidores de Cristo, então, e somente então, se encerrará o tempo da graça, fechando-se a porta da misericórdia. Assim, esta breve sentença – “As que estavam preparadas entraram com Ele para as bodas, e fechou-se a porta” – nos conduz através do ministério final do Salvador, ao tempo em que se completará a grande obra para salvação do homem.” Cristo Em Seu Santuário, pág. 101

“Quando se encerrar a obra do juízo de investigação, o destino de todos terá sido decidido, ou para a vida, ou para a morte. O tempo da graça finaliza pouco antes do aparecimento do Senhor nas nuvens do céu. Cristo, no Apocalipse, prevendo aquele tempo, declara: “Quem é injusto, faça injustiça ainda; quem está sujo suje-se ainda; e quem é justo, faça justiça ainda; e quem é santo seja santificado ainda. E, eis que cedo venho, e o Meu galardão está comigo, para dar a cada um segundo a sua obra.” Apoc. 22:11 e 12. 

Os justos e os ímpios estarão ainda a viver sobre a Terra em seu estado mortal: estarão os homens a plantar e a construir, comendo e bebendo, todos inconscientes de que a decisão final, irrevogável, foi pronunciada no santuário celestial. Antes do dilúvio, depois que Noé entrou na arca, Deus o encerrou ali, e excluiu os ímpios; mas, durante sete dias, o povo, não sabendo que seu destino se achava determinado, continuou em sua vida de descuido e de amor aos prazeres, zombando das advertências sobre o juízo iminente. “Assim”, diz o Salvador, “será também a vinda do Filho do homem.” Mat. 24:39. Silenciosamente, despercebida como o ladrão à meia-noite, virá a hora decisiva que determina o destino de cada homem, sendo retraída para sempre a oferta de misericórdia ao homem culpado.

“Vigiai, pois, … para que, vindo de improviso, não vos ache dormindo.” Mar. 13:35 e 36. Perigosa é a condição dos que, cansando-se de vigiar, volvem às atrações do mundo. Enquanto o homem de negócios está absorto em busca de lucros, enquanto o amante dos prazeres procura satisfazer aos mesmos, enquanto a escrava da moda está a arranjar os seus adornos – pode ser que naquela hora o Juiz de toda a Terra pronuncie a sentença: “Pesado foste na balança, e foste achado em falta.” Dan. 5:27. O Grande Conflito, págs. 479-491.” Cristo Em Seu Santuário, pág. 119-120

  • Como os salvos estarão vivendo durante o fechamento da porta da graça e o  tempo de angústia.

“Agora, enquanto nosso grande Sumo Sacerdote está a fazer expiação por nós, devemos procurar tornar-nos perfeitos em Cristo.Nem mesmo por um pensamento poderia nosso Salvador ser levado a ceder ao poder da tentação. Satanás encontra nos corações humanos algum ponto em que pode obter apoio; algum desejo pecaminoso é acariciado, por meio do qual suas tentações asseguram a sua força. Mas Cristo declarou de Si mesmo: “Aproxima-se o príncipe deste mundo, e nada tem em Mim.” João 14:30. Satanás nada pôde achar no Filho de Deus que o habilitasse a alcançar a vitória. Tinha guardado os mandamentos de Seu Pai, e não havia nEle pecado que Satanás pudesse usar para a sua vantagem. Esta é a condição em que devem encontrar-se os que subsistirão no tempo de angústia.Grande Conflito, pág. 623

“Vi também que muitos não compreendem o que devem ser a fim de viverem a vista do Senhor sem um sumo sacerdote no santuário, durante o tempo de angústia. Os que ao de receber o selo do Deus vivo, e ser protegidos, no tempo de angústia, devem refletir completamente a imagem de Jesus” P. E. pág. 71; Vida e Ensinos, pág. 112

  • Satanás quer prender os homens no pecado até que seja tarde de mais.

“O grande conflito entre Cristo e Satanás, que tem prosseguido durante quase seis mil anos, logo deve terminar; e o maligno redobra seus esforços para frustrar a obra de Cristo em prol do homem, e prender as almas em suas ciladas. Reter o povo em trevas e impenitência, até que termine a mediação do Salvador e não mais haja sacrifício pelo pecado, é o objetivo que ele procura realizar. Não se fazendo um esforço especial para resistir ao seu poder, prevalecendo a indiferença na igreja e no mundo, Satanás não se preocupa; pois que não se acha em perigo de perder os que está levando em cativeiro, à sua vontade. Mas ao ser chamada a atenção para as coisas eternas, e almas indagarem: “Que é necessário que eu faça para me salvar?” ele está a postos, procurando opor seu poder ao de Cristo, e neutralizar a influência do Espírito Santo.” Grande Conflito, pág. 518

“O grande conflito entre Cristo e Satanás logo será concluído, e o maligno tem duplicado seus esforços para anular o que Cristo realiza pelos seres humanos. O objetivo dele é manter as pessoas em trevas e sem arrependimento, até que termine a intercessão do Salvador. Quando a indiferença prevalece entre os cristãos, Satanás não se preocupa. Mas quando as pessoas indagam: “O que é necessário fazer para ser salvo?”, ele procura opor seu poder ao de Cristo e neutralizar a influência do Espírito Santo.” A Grande Esperança, pág. 26

É triste constatar que mesmo entre aqueles que deveriam estar alertando nosso povo contra as ciladas do inimigo encontramos pessoas pregando que não há necessidade nem mesmo possibilidade do homem se livrar completamente da presença do pecado antes da glorificação, agindo assim sem ter consciência, tais pregadores na verdade estão ajudando Satanás “manter as pessoas em trevas e sem arrependimento, até que termine a intercessão do Salvador.” Estão ajudando Satanás a manter os  homens  em pecado até que seja demasiado tarde para se buscar a salvação. Misericórdia Senhor!

“Os sinais da vinda de Cristo estão-se cumprindo rapidamente. Satanás vê que não lhe resta senão pouco tempo para operar, e tem posto seus agentes a trabalhar no sentido de revoltar as pessoas do mundo, para que os homens sejam enganados, iludidos, e se conservem ocupados e absorvidos até que termine o tempo da graça, e para sempre se feche a porta da misericórdia.” Conselhos Aos Pais, Professores e Estudantes, pág. 414

  • Um alerta para cada um de nós.

“Quando nos lembramos  que ninguém sabe quando seu tempo de graça findará, como ousamos viver despreparados, desprevenidos para encontrar com nosso Senhor? Como ousamos continuar pecadores e maculados? Por que não temos medo? Por que não estamos perturbados? Por que não percebemos nosso perigo? […] O Senhor operaria poderosamente por Seu povo, se este abandonasse as obras das trevas e se revestisse de Sua justiça. […]”– Manuscrito 13, 8 de junho de 1902, “O Povo de Deus Deve Ser Portador de Luz”. Olhando Para O Alto MM, pág. 167

“Quando Cristo vier, será então demasiado tarde para que os erros sejam corrigidos, demasiado tarde para que o caráter seja mudado, demasiado tarde para obter um caráter santo. Agora é o tempo da preparação; agora é o tempo em que podemos ter nossos defeitos removidos; agora é o tempo em que nossos pecados devem ser submetidos, de antemão ao juízo, ser confessados e pelo arrependimento obter perdão para nossos nomes. Que Deus ajude aqueles que ensinam a verdade a serem modelos de piedade, repletos de mansidão e de bons frutos. Carta 60, 1886. 26 de dezembro, Olhando Para o Alto pág. 367

 “Entre nós, há os que, como Acã, farão confissões quando for demasiado tarde para se salvarem. […] Eles não estão em harmonia com o que é correto. Desprezam o testemunho positivo que atinge o coração, e gostariam que fossem silenciados todos os que fazem repreensões.” Testimonies, vol. 3, pág. 272. Eventos Finais, pág. 175-176

“Os pretensos crentes, que chegam despreparados ao tempo de angústia, confessarão, em seu desespero, seus pecados perante o mundo em palavras de angústia, enquanto que os ímpios exultam sobre seu desespero. O caso de todos eles é sem esperança.  Os que adiaram a preparação para o dia de Deus não podem fazer essa preparação no tempo de angústia nem em qualquer período futuro.” – Signs of the Times, 27 de novembro de 1879. O Batismo do Espírito Santo, pág. 112

É interessante percebermos o quanto de conhecimento que temos disponível sobre os assuntos abordados. Infelizmente nossas prioridades mundanas nos cegam ou tapam nossos ouvidos para não atendermos às verdades do Senhor. Muitas vezes, pela nossa falta de tempo, deixamos de atender o clamor do céu e preferimos ouvir pessoas que consideramos “doutores no assunto”, creditando neles nossa salvação.

Estejam atentos e preparados filhos de Deus: “Crede no SENHOR vosso Deus, e estareis seguros; crede nos seus profetas, e prosperareis…” 2 Crônicas 20:20.

Deus seja louvado no nosso viver!