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Cristo veio nos salvar do pecado

Cristo na cruz“Mas orar em nome de Cristo significa muito. Quer dizer que havemos de aceitar-Lhe o caráter, manifestar-Lhe o espírito e fazer Suas obras. A promessa do Salvador é dada sob condição. “Se Me amardes”, diz, “guardareis os Meus mandamentos.” João 14:15. Ele salva os homens, não em pecado, mas do pecado; e os que O amam manifestarão seu amor pela obediência.” DTN, pág. 668

O Senhor veio nos salvar do pecado, não em pecado.

O pecado escraviza, traz sofrimento e tem como consequência final a morte eterna. A presença do pecado na vida do homem é um indicativo de que ele ainda precisa ser salvo, ainda está doente, contaminado precisando ser curado.

A salvação ocorre no presente, quando Cristo vier Ele estará buscando aqueles que foram salvos do pecado e que foram purificados completamente antes do fechamento da porta da graça:

“Quando Cristo vier, será então demasiado tarde para que os erros sejam corrigidos, demasiado tarde para que o caráter seja mudado, demasiado tarde para obter um caráter santo. Agora é o tempo da preparação; agora é o tempo em que podemos ter nossos defeitos removidos; agora é o tempo em que nossos pecados devem ser submetidos, de antemão ao juízo, ser confessados e pelo arrependimento obter perdão para nossos nomes. Que Deus ajude aqueles que ensinam a verdade a serem modelos de piedade, repletos de mansidão e de bons frutos. Carta 60, 1886. 26 de dezembro, Olhando Para o Alto, pág. 367

A grande verdade é que a nossa vida testifica se nós realmente fomos salvos por Jesus. A presença de muitos pecados, poucos pecados ou até mesmo de um pecado, nos indica que Cristo ainda não reina plenamente no nosso coração. O coração dividido ainda com a presença do pecado, pertence ao inimigo e será com ele destruído.

Convido meus queridos irmãos para lerem os próximos textos que nos mostram que aqueles que almejam a salvação não podem aceitar nenhum ensinamento que tolere a presença do pecado:

  • A presença de um pecado não vencido, não abandonado levará o homem à perdição eterna:

“E unicamente os que vivem a vida de Cristo, são coobreiros Seus. Se um pecado é nutrido na alma, ou uma prática errônea conservada na vida, todo o ser é contaminado. O homem torna-se instrumento de injustiça.” DTN, pág. 313

“Qualquer hábito ou prática conducente ao pecado, capaz de trazer desonra sobre Cristo, convém ser posto de lado, seja qual for o sacrifício. Aquilo que desonra a Deus, não pode ser benéfico à alma. A bênção do Céu não pode seguir qualquer homem no violar os eternos princípios do direito. E um pecado alimentado é suficiente para operar a degradação do caráter e desencaminhar a outros. Se o pé ou a mão seriam cortados, ou mesmo arrancado o olho, para salvar o corpo da morte, quanto mais zelosos deveríamos ser em lançar fora o pecado, que traz morte à alma!” DTN, pág. 439 

  • Sem a “purificação de coração e vida” o homem não terá parte no reino de Deus:

“João proclamava a vinda do Messias, e chamava o povo ao arrependimento. Como símbolo da purificação do pecado, batizava-os nas águas do Jordão. Assim, por uma significativa lição prática, declarava que os que pretendiam ser o povo escolhido de Deus estavam contaminados pelo pecado, e sem purificação de coração e vida, não poderiam ter parte no reino do Messias.’’ DTN, pág.104 

“Ele salva os homens, não em pecado, mas do pecado; e os que O amam manifestarão seu amor pela obediência.” DTN, pág. 668

Ellen G. White, a serva do Senhor poderia ter escrito o texto acima da seguinte forma: “Ele salva os homens, não com o pecado, mas do pecado […]”. Também poderia ter escrito: “Ele salva os homens, não com a presença pecado, mas do pecado […]”. Porque “em pecado” tem o mesmo sentido que “com o pecado” e também o mesmo sentido que “com a presença do pecado”.

Portanto sem dúvida alguma “salvar do pecado” é algo que elimina o pecado completamente da vida do homem, porque o homem não será salvo “em pecado”, “com o pecado” ou “com a presença do pecado.”

É bom deixar claro que eliminar a presença do pecado na vida do homem não é o mesmo que eliminar a possibilidade do homem pecar. Enquanto estivermos neste mundo contaminado pelo pecado, existirá a possibilidade que o homem venha pecar, mas a existência dessa possibilidade não lhe dá o direito de viver pecando, nem mesmo ocasionalmente.

Aquele que almeja a salvação tem como objetivo uma vida completamente livre da presença do pecado e devemos louvar nosso maravilhoso Deus, porque Ele proveu meios para isto. Que o Senhor seja louvado!!!

Nos textos a seguir veremos a purificação que o Senhor quer efetuar em nossa vida e como ela acontecerá na vida daqueles que aceitam de fato o plano da salvação: 

“Jesus continuou: “O que é nascido da carne é carne, e o que é nascido do Espírito é espírito”.  João 3:6. O coração, por natureza, é mau, e “quem do imundo tirará o puro? Ninguém”. Jó 14:4. Invenção alguma humana pode encontrar o remédio para a alma pecadora. “A inclinação da carne é inimizade contra Deus; pois não é sujeita à lei de Deus, nem em verdade o pode ser”. Rom. 8:7. “Do coração procedem os maus pensamentos, mortes, adultérios, prostituições, furtos, falsos testemunhos e blasfêmias”. Mat. 15:19. A fonte do coração se deve purificar para que a corrente se possa tornar pura. Aquele que se esforça para alcançar o Céu por suas próprias obras em observar a lei, está tentando o impossível. Não há segurança para uma pessoa que tenha religião meramente legal, uma forma de piedade. A vida cristã não é uma modificação ou melhoramento da antiga, mas uma transformação da natureza. Tem lugar a morte do eu e do pecado, e uma vida toda nova. Essa mudança só se pode efetuar mediante a eficaz operação do Espírito Santo.” DTN, pág. 172

“Quando o Espírito de Deus toma posse do coração, transforma a vida. Os pensamentos pecaminosos são afastados, renunciadas as más ações; o amor, a humildade, a paz tomam o lugar da ira, da inveja e da contenda. A alegria substitui a tristeza, e o semblante reflete a luz do Céu. Ninguém vê a mão que suspende o fardo, nem a luz que desce das cortes celestiais. A bênção vem quando, pela fé, a alma se entrega a Deus. Então, aquele poder que olho algum pode discernir, cria um novo ser à imagem de Deus.”  DTN , pág.173

“Vem o príncipe do mundo”, disse Jesus; “ele nada tem em Mim.” João 14:30. Nada havia nEle que correspondesse aos sofismas de Satanás. Ele não consentia com o pecado. Nem por um pensamento cedia à tentação. O mesmo se pode dar conosco. A humanidade de Cristo estava unida à divindade; estava habilitado para o conflito, mediante a presença interior do Espírito Santo. E veio para nos tornar participantes da natureza divina. Enquanto a Ele estivermos ligados pela fé, o pecado não mais terá domínio sobre nós. Deus nos toma a mão da fé, e a leva a apoderar-se firmemente da divindade de Cristo, a fim de atingirmos a perfeição de caráter.” DTN, pág. 123

Maravilhoso Senhor nos ajude acreditar nesta purificação, a buscá-la, para que possamos testemunhar que servimos a um Deus misericordioso que cura, restaura e liberta. Que o Senhor seja louvado! 

“Quem não possui suficiente fé em Cristo para crer que Ele pode guardá-lo de pecar, não tem a fé necessária para entrar no reino de Deus.” Ellen G. White, Review and Herald, 10 de março de 1904 (Lição da Escola Sabatina 3° Trim. 1995 lição 7 pág.5)

“Visto que todas essas coisas hão de ser assim desfeitas, deveis ser tais como os que vivem em santo procedimento e piedade, esperando e apressando a vinda do dia de Deus, por causa do qual os céus, incendiados, serão desfeitos, e os elementos abrasados se derreterão. Nós, porém, segundo a sua promessa, esperamos novos céus e nova terra, nos quais habita justiça. Por essa razão, pois, amados, empenhai-vos por serdes achados por ele em paz, sem mácula e irrepreensíveis.”  2° Pedro 3:11-14

Uma doença chamada pecado

Jesus Cura“Por perto e por longe encontram-se almas vergadas ao peso de um sentimento de culpa. Não são as penas, as labutas, a pobreza que degradam a humanidade. É a culpa, o mau proceder. Isso traz desassossego e descontentamento. Cristo quer que Seus servos ajudem as almas enfermas de pecado.” DTN, pág. 822

“Como um meio de vencer preconceitos e conseguir acesso às mentes, a obra médico-missionária precisa ser feita, não em um ou dois lugares apenas, mas em muitos lugares onde a verdade ainda não foi proclamada. Cumpre-nos trabalhar como médico-missionários evangélicos para curar as almas enfermas de pecado, dando-lhes a mensagem de salvação. Esta obra derrubará preconceitos como nenhuma outra coisa o pode fazer. Testimonies, vol. 9, pág. 211.; Evangelismo pág. 515 

“Pondo a mão sobre o doente, porém, Jesus não sofreu nenhuma contaminação. Seu contato comunicou poder vitalizante. Foi purificada a lepra. O mesmo se dá quanto à lepra do pecado – profundamente arraigada, mortal e impossível de ser purificada por poder humano. “Toda a cabeça está enferma e todo o coração fraco. Desde a planta do pé até a cabeça não há nele coisa sã, senão feridas, e inchaços, e chagas podres.” Isa. 1:5 e 6. Mas Jesus, vindo habitar na humanidade, não recebe nenhuma contaminação. Sua presença tem virtude que cura o pecador. Quem quer que Lhe caia de joelhos aos pés, dizendo com fé: “Senhor, se quiseres, podes tornar-me limpo”, ouvirá a resposta: “Quero: sê limpo.” Mat. 8:2 e 3” DTN, pág. 266

Nestes textos vemos claramente que estamos com uma terrível doença, nossa enfermidade é o pecado: “Toda a cabeça está enferma e todo o coração fraco. Desde a planta do pé até a cabeça não há nele coisa sã, senão feridas, e inchaços, e chagas podres.” Isa. 1:5.

Vejam que a serva do Senhor compara esta doença com uma lepra que esta profundamente arraigada em nosso ser, uma doença mortal que não pode ser curada mediante o poder humano: “O mesmo se dá quanto à lepra do pecado – profundamente arraigada, mortal e impossível de ser purificada por poder humano.” Basta um pecado para contaminar toda a alma e levar a morte.

“Se um pecado é nutrido na alma, ou uma prática errônea conservada na vida, todo o ser é contaminado. O homem torna-se instrumento de injustiça”DTN, pág. 313.

Qualquer hábito ou prática conducente ao pecado, capaz de trazer desonra sobre Cristo, convém ser posto de lado, seja qual for o sacrifício. Aquilo que desonra a Deus, não pode ser benéfico à alma. A bênção do Céu não pode seguir qualquer homem no violar os eternos princípios do direito. E um pecado alimentado é suficiente para operar a degradação do caráter e desencaminhar a outros. Se o pé ou a mão seriam cortados, ou mesmo arrancado o olho, para salvar o corpo da morte, quanto mais zelosos deveríamos ser em lançar fora o pecado, que traz morte à alma!” DTN, pág. 439

Quando falamos de uma infecção mortal não importamos com a quantidade de bactéria.  Tememos mesmo quando se trata de apenas uma bactéria. Não acredito que alguém brincaria com uma seringa despreocupadamente ao saber que ela tem apenas uma bactéria mortal. Porque não tratamos a doença chamada pecado com a mesma seriedade? Se não ficamos tranquilos por termos apenas algumas bactérias mortais, também não deveríamos nos acomodar com a condição de possuidores de “apenas alguns pecados”? Se o possuidor da bactéria mortal se não procurar o devido tratamento fatalmente irá morrer. O mesmo se dá com a doença chamada pecado: é a cura ou a morte.  As bactérias tem a capacidade de se reproduzirem e o mesmo acontece com o pecado, um pecado leva a outro que finalmente levará a morte. “E um pecado alimentado é suficiente para operar a degradação do caráter e desencaminhar a outros.” DTN, pág. 439

Um pecado conduz ao segundo, e o segundo prepara o caminho para o terceiro, e assim por diante. Como fiéis mensageiros de Deus, precisamos implorar constantemente que sejamos guardados por Seu poder. Se nos desviarmos do dever por um pouquinho que seja, corremos o risco de seguir uma trajetória de pecado que termina em perdição. Há esperança para cada um de nós, mas só de um modo: apegando-nos a Cristo e empregando todas as energias para alcançar a perfeição de Seu caráter.” Mensagens Escolhidas, vol. 3, pág. 154-155

Febre e dor podem ser indicativos de que uma doença infecciosa está se instalando. O procedimento correto seria procurar um médico para que ele através de exames obtivesse um diagnóstico preciso para então tratar dos sintomas e principalmente da causa. É comum acontecer do indivíduo ao sentir tais sintomas, dor, febre, não procurar o médico e começar se tratar por conta própria ao fazer uso de analgésicos e antitérmicos. Isso poderá ser fatal, porque se for o caso de uma infecção que estiver se instalando, quando este indivíduo procurar o médico, a doença já estará avançada e mais difícil de ser tratada e, quem sabe, até mesmo em uma condição  irreversível.

No caso da doença chamada pecado o diagnóstico já foi dado. Toda a humanidade está corrompida e contaminada pelo pecado. “Toda a cabeça está doente, e todo o coração, enfermo. Desde a planta do pé até a cabeça não há nele coisa sã, senão feridas, contusões e chagas inflamadas, umas e outras não espremidas, nem atadas, nem amolecidas com óleo.”  Isa. 1:5 e 6. Temos resistência em aceitar este diagnóstico, mas é a realidade.

Tratar somente dos sintomas não resolve. É necessário um tratamento intensivo para que, eliminado a causa desta doença, os sintomas desapareçam. Temos certa resistência em reconhecer a necessidade de um tratamento sério para eliminação completa do pecado em nossa vida. Demonstramos certa negligência e muitos de nós gostamos da ideia de que “um pouco de pecado é normal.” Lembremos que é melhor um remédio amargo que salva do que um veneno doce que mata.

Tratando somente os sintomas, não vencemos a doença e nos acomodamos com a situação. Passamos a viver com ela aguardando algum acontecimento futuro que nos livre completamente. Vivemos de forma negligente e acomodada porque olhamos ao redor e pensamos: “Está tudo bem. Não está tão mal assim. Afinal tem muita gente mais doente do que eu.”

A negligência no plano espiritual é menos aceitável porque o tratamento é de graça e está ao alcance de todos. Por que então permanecermos doentes? A cura para doença chamada pecado é perfeitamente possível, tanto para aquela cultivada ou adquirida, como para aquela hereditária. Então por que permanecermos doentes?

“É por meio do Espírito que o coração é purificado. Por Ele torna-se o crente participante da natureza divina. Cristo deu Seu Espírito como um poder divino para vencer toda tendência hereditária e cultivada para o mal, e gravar Seu próprio caráter em Sua igreja.” DTN, pág. 671

O que está em jogo é a vida eterna. Aquele que permanecer doente negligenciando o tratamento perderá a vida eterna. Com tratamento de graça, cura perfeitamente possível e a vida eterna em jogo, porque ainda permanecer doente?

Algumas questões sérias e pessoais a repeito da doença pecado:

  • Não entrará coisa alguma que contamine a cidade santa:

“Jesus não menciona essa pureza cerimonial como uma das condições de entrar em Seu reino, mas indica a necessidade da pureza de coração. “A sabedoria que vem do alto é, primeiramente, pura.” Tia. 3:17. Na cidade de Deus não entrará coisa alguma que contamine. Todos quantos houverem de ser seus moradores, hão de se ter tornado aqui puros de coração. A pessoa que está aprendendo de Jesus manifestará crescente desagrado pelas maneiras descuidosas, pela linguagem indecente e pensamentos vulgares. Quando Cristo habita no coração, haverá pureza e refinamento de idéias e maneiras.” O Maior Discurso De Cristo, pág. 24-25

“Todos os que penetrarem na cidade de Deus, hão de fazê-lo pela porta estreita – por angustiante esforço, pois “não entrará nela coisa alguma que contamine“. Apoc. 21:27. Mas ninguém que tenha caído deve se desesperar. Homens encanecidos, uma vez honrados por Deus, podem ter envilecido suas almas, sacrificando a virtude no altar da luxúria; mas se  arrependem, abandonam o pecado e voltam-se para Deus, há ainda esperança para eles. Aquele que declara: “Sê fiel até a morte, e dar-te-ei a coroa da vida” (Apoc. 2:10), faz também o convite: “Deixe o ímpio o seu caminho, e o homem maligno os seus pensamentos, e se converta ao Senhor, que Se compadecerá dele; torne para o nosso Deus, porque grandioso é em perdoar.” Isa. 55:7. Deus odeia o pecado, mas ama o pecador. “Eu sararei sua perversão”, Ele declara, “Eu voluntariamente os amarei.” Osé. 14:4.” Profetas e Reis, pág. 84

“Se quereis ser santos no Céu precisais ser primeiro santos na Terra. Os traços de caráter que acalentais na vida não serão modificados pela morte ou pela ressurreição. Saireis da sepultura com a mesma disposição que manifestastes em vosso lar e na sociedade. Jesus não altera o caráter em Sua vinda. A obra de transformação tem de ser efetuada agora. Nossa vida diária está determinando o nosso destino. Precisamos arrepender-nos dos defeitos de caráter, vencê-los pela graça de Cristo e formar um caráter simétrico neste período de prova, a fim de que sejamos habilitados para as mansões lá do alto.” Manuscript Releases, vol. 13, pág. 82. (Eventos Finais pág. 295; Visões do Céu pág. 54)

Como vimos não entrará coisa alguma que contamine a cidade de Deus, vimos também que a “cura” ou transformação deve ser efetuada antes da volta de Jesus. Devemos então rogar ao Senhor para que sejamos purificados antes que seja demasiado tarde.

“Quando nos lembramos  que ninguém sabe quando seu tempo de graça findará, como ousamos viver despreparados, desprevenidos para encontrar com nosso Senhor? Como ousamos continuar pecadores e maculados? Por que não temos medo? Por que não estamos perturbados? Por que não percebemos nosso perigo? […] O Senhor operaria poderosamente por Seu povo, se este abandonasse as obras das trevas e se revestisse de Sua justiça. […]”– Manuscrito 13, 8 de junho de 1902, “O Povo de Deus Deve Ser Portador de Luz”. Olhando Para O Alto MM, pág. 167

“Quando Cristo vier, será então demasiado tarde para que os erros sejam corrigidos, demasiado tarde para que o caráter seja mudado, demasiado tarde para obter um caráter santo. Agora é o tempo da preparação; agora é o tempo em que podemos ter nossos defeitos removidos; agora é o tempo em que nossos pecados devem ser submetidos, de antemão ao juízo, ser confessados e pelo arrependimento obter perdão para nossos nomes. Que Deus ajude aqueles que ensinam a verdade a serem modelos de piedade, repletos de mansidão e de bons frutos. Carta 60, 1886. 26 de dezembro, Olhando Para o Alto, pág. 367

  • Como ser curado dessa doença chamada pecado: 

“Em Seus esforços para alcançar o ideal de Deus para si, o cristão não deve desesperar de coisa alguma. A perfeição moral e espiritual mediante a graça e o poder de Cristo é prometida a todos. Jesus é a fonte de poder, a origem da vida. Ele nos leva a Sua Palavra, e da árvore da vida nos apresenta as folhas para a saúde de almas enfermas de pecado. Ele nos leva ao trono de Deus, e põe em nossa boca uma oração pela qual somos levados a íntimo contato com Ele próprio. Em nosso benefício põe em operação os instrumentos todo-poderosos do Céu. Em cada passo tocamos Seu vivo poder.” Atos dos Apóstolos, pág. 478

  •  Há cura para almas enfermas de pecado:

“Toda a cabeça está doente, e todo o coração, enfermo. Desde a planta do pé até à cabeça não há nele coisa sã, senão feridas, contusões e chagas inflamadas, umas e outras não espremidas, nem atadas, nem amolecidas com óleo.”  Isa. 1:5 e 6.

“Há remédio para a alma enferma de pecado. Esse remédio está em Jesus. Precioso Salvador! Sua graça é suficiente para o mais fraco dos seres; e o mais forte precisa também possuir Sua graça, do contrário perecerá.

Vi como essa graça poderia ser obtida. Ide ao vosso quarto e, ali a sós, rogai a Deus: “Cria em mim, ó Deus, um coração puro, e renova em mim um espírito reto.” Sal. 51:10. Sede fervorosos, sede sinceros. A oração fervente pode muito. À semelhança de Jacó, lutai em oração. Angustiai-vos. Jesus, no jardim, suou grandes gotas de sangue; deveis fazer um esforço. … Longe de mim que eu cesse de vos admoestar. Jovens amigos, buscai ao Senhor de todo o vosso coração. Ide com zelo, e quando sentirdes sinceramente que sem o auxílio de Deus perecereis, quando anelardes por Ele como o cervo brama pelas correntes das águas, então o Senhor presto vos fortalecerá. Então a vossa paz sobrepujará todo o entendimento. Se esperais salvação, precisais orar. Dedicai tempo. Não sejais apressados nem descuidosos em vossas orações. Rogai a Deus que em vós opere completa reforma, que os frutos do Seu Espírito habitem em vós, e brilheis como luzes no mundo. Não sejais obstáculo nem maldição para a causa de Deus; podeis ser um auxílio, uma bênção. Diz-vos Satanás que não é possível desfrutar plena e abundante salvação? Não acrediteis.

Vi que é privilégio de todo cristão fruir as profundas atuações do Espírito de Deus. Uma doce paz celestial penetrará a mente, e dar-vos-á prazer meditar em Deus e no Céu. Deleitar-vos-eis nas gloriosas promessas de Sua Palavra. … Se os professos cristãos amam mais a Jesus que ao mundo, gostarão de falar nEle, o seu melhor amigo, em quem se concentram suas mais altas afeições. Ele veio em auxílio deles quando sentiram sua condição de perdidos prestes a perecer. Quando cansados e carregados de pecado, volveram-se para Ele. Jesus lhes removeu o fardo da culpa e do pecado, tirou-lhes a dor e o pranto, e mudou toda a direção de suas afeições. As coisas que outrora amavam, agora aborrecem; e as que aborreciam, amam agora. Testemunhos Seletos, vol. 1, págs. 51-53. (Maranata O Senhor Vem, pág. 67)

Podemos pensar na igreja como sendo um hospital em que as pessoas chegam para serem tratadas de uma doença chamada pecado. Neste hospital há recursos suficientes para que esta doença seja curada de forma plena, completa. Chegamos à igreja com defeitos de caráter que não devemos permitir que permaneçam em nossa vida.

Infelizmente enxergamos a igreja somente como um hospital e não queremos sair dele, como se fosse o melhor lugar pra ficarmos… Não! Temos um grande médico capaz de nos curar, Cristo Jesus. Temos um ótimo lugar para viver com Ele que não seja em um hospital. Parece que as pessoas gostam de permanecerem como doentes, não é o desejo do Senhor que fiquemos nesse hospital sempre como doentes nunca alcançando a cura, morrendo “doentes.”

A última geração será composta por pessoas completamente “curadas,” que receberão “alta hospitalar” e serão levadas para “casa”. A pátria dos salvos.

“Mas, agora, aspiram a uma pátria superior, isto é, celestial. Por isso, Deus não se envergonha deles, de ser chamado o Seu Deus, porquanto lhes preparou uma cidade.” Hebreus 11:16

“Pois a nossa pátria está nos céus, de onde também aguardamos o salvador, o Senhor Jesus Cristo.” Filipenses 3:20

  • “Há bálsamo em Gileade” para cura total desta doença chamada pecada:

“Existem pessoas a ser revividas; muitas para receber a alegria da salvação em sua própria alma. Elas erraram e não estiveram edificando um reto caráter, mas Deus alegra-Se em restaurá-las, a alegria de Seu ungido. Isso dará eficiência e felicidade e santificada segurança – um testemunho vivente. Dize aos pobres descoroçoados que se extraviaram dos caminhos retos… dize-lhes que não precisam se desesperar. Há cura, limpeza para toda alma que vier a Cristo. Há bálsamo em Gileade; há um Médico ali. Carta 93, 1896.” Olhando Para O Alto, pág. 281

“O sacrifício expiatório é pleno e suficiente. É o novo concerto, selado com Seu sangue, que foi derramado por muitos para remissão de pecados. Foi o que Cristo declarou na última ceia. Para os que bebem em fé há neste cálice pacificação, eficaz purificação da vida. É o bálsamo de Gileade, que Deus proveu para restaurar saúde e sanidade à humanidade enferma pelo pecado. SDA Bible Commentary, vol. 5, pág. 1.102.” Fé Pela Qual Eu Vivo pág. 301

“Somos trazidos à obra na igreja com defeitos de caráter, mas não devemos conservá-los. Precisamos ser preparados e ajustados para a construção. Devemos ser “cooperadores de Deus”, pois somos “lavoura de Deus”, “edifício de Deus”. Em vista disso, devemos evitar que o templo seja poluído pelo pecado. Devemos ser pedras vivas, não mortas, pedras vivas que reflitam a imagem de Cristo. Devemos ser adoradores em espírito e em verdade. Manuscrito 49, 1886 (Manuscript Releases, vol. 3, págs. 230-232).” Cristo triunfante pág. 155

  •  O Senhor não deseja retardar esta cura: 

“A obra de Cristo em purificar o leproso de sua terrível doença, é uma ilustração de Sua obra em libertar a alma do pecado. O homem que foi ter com Jesus estava cheio de lepra. O mortal veneno da moléstia penetrara-lhe todo o corpo. Os discípulos procuraram impedir o Mestre de o tocar; pois aquele que tocava num leproso, tornava-se por sua vez imundo. Pondo a mão sobre o doente, porém, Jesus não sofreu nenhuma contaminação. Seu contato comunicou poder vitalizante. Foi purificada a lepra. O mesmo se dá quanto à lepra do pecado – profundamente arraigada, mortal e impossível de ser purificada por poder humano. “Toda a cabeça está enferma e todo o coração fraco. Desde a planta do pé até a cabeça não há nele coisa sã, senão feridas, e inchaços, e chagas podres.” Isa. 1:5 e 6. Mas Jesus, vindo habitar na humanidade, não recebe nenhuma contaminação. Sua presença tem virtude que cura o pecador. Quem quer que Lhe caia de joelhos aos pés, dizendo com fé: “Senhor, se quiseres, podes tornar-me limpo”, ouvirá a resposta: “Quero: sê limpo.” Mat. 8:2 e 3. Em alguns casos de cura, Jesus não concedeu imediatamente a bênção buscada. No caso da lepra, todavia, tão depressa foi feito o apelo, seguiu-se a promessa. Quando pedimos bênçãos terrestres, a resposta a nossa oração talvez seja retardada, ou Deus nos dê outra coisa que não aquilo que pedimos; não assim, porém, quando pedimos livramento do pecado. É Sua vontade limpar-nos dele, tornar-nos Seus filhos, e habilitar-nos a viver uma vida santa. Cristo “Se deu a Si mesmo por nossos pecados, para nos livrar do presente século mau, segundo a vontade de Deus nosso Pai” Gál. 1:4. E “esta é a confiança que temos nEle, que, se pedirmos alguma coisa, segundo a Sua vontade, Ele nos ouve. E, se sabemos que nos ouve em tudo o que pedimos, sabemos que alcançamos as petições que Lhe fizemos”. I João 5:14 e 15. “Se confessarmos os nossos pecados, Ele é fiel e justo, para nos perdoar os pecados, e nos purificar de toda a injustiça.” I João 1:9.” DTN, Pág. 266 

“Clara visão espiritual é necessária para discernir entre a palha e o trigo, entre a ciência de Satanás e a da Palavra da verdade. Cristo, o grande Médico, veio ao nosso mundo a fim de dar saúde e paz e perfeição de caráter a todos quantos O receberam.” Nossa Alta Vocação, MM 1962  pág.107

“Cristo tomou a humanidade e suportou o ódio do mundo para que pudesse revelar a homens e mulheres que estes poderiam viver sem pecado, que suas palavras, atos, seu espírito, poderiam ser santificados para Deus. Podemos ser cristãos perfeitos se manifestarmos esse poder em nossa vida. Quando a luz do céu repousar sobre nós continuamente, representaremos a Cristo. Foi a justiça revelada em Sua vida que O distinguiu do mundo e despertou seu ódio. […] As palavras de Cristo são ditas para Seu povo em todas as épocas- para nós sobre quem o fim dos séculos é chegado.”- Manuscrito 97, 16 de outubro de 1909, “ Eu Sou a Videira Verdadeira”, sermão pregado em San José, Califórnia. Olhando Para O Alto MM, pág. 297.

Nosso principal objetivo

1Todos os homens precisam admitir que são pecadores, esta é nossa realidade. Então quando um homem admite ser pecador, porque todos nós somos, seu principal objetivo não deve ser descobrir se é um pecador habitual ou ocasional, se tem ou não o pecado como estilo de vida, se peca muito ou pouco, tentando na verdade se convencer que tem poucos pecados para então se acomodar com o sentimento que poucos pecados é tolerável, se baseando em uma falsa teologia para manter essa tolerância de um estilo de vida com “poucos” pecados. Alguns não somente toleram esse estilo de vida como também se orgulham se sentindo autênticos cristãos, imaginando talvez que uma vida com “poucos” pecados é o máximo que um cristão pode conseguir enquanto estiver neste mundo.

O principal objetivo do homem, ao admitir ser pecador, é descobrir como ficar completamente livre do pecado. Este é o desejo do Senhor para o homem.

“Todo aquele que permanece Nele não vive pecando, todo aquele que vive pecando não o viu, nem o conheceu.” 1 João 3:6

Temos encontrado algumas interpretações estranhas para este texto bíblico. Procuramos de todas as maneiras encontrar desculpas para justificar nossa permanência no pecado. O termo “pecadeiros” tem sido usado constantemente afirmando que, quando o apóstolo João afirma que não podemos permanecer pecando, ele está dizendo que não podemos ser “pecadeiros”, ou seja, não podemos ter o pecado como estilo de vida ou ser pecadores habituais.

Mas será está uma interpretação confiável? O que dizer dos pecados ocasionais? Será que o Senhor os ignora? Não seria estes pecados ocasionais um sinal de que algo dentro de nós ainda precisa ser mudado?

Você já tentou estabelecer uma diferença entre o pecador habitual e o pecador ocasional e analisar a condição destes dois tipos de pecadores? É algo bastante estranho.

Exemplos: Falar mal dos outros todos os dias, pecador habitual. Falar mal dos outros de vez em quando, pecador ocasional. Roubar todas as semanas, pecador habitual. Roubar de vez em quando, pecador ocasional.

Uma grande verdade precisa ser lembrada: pecado é pecado, pecador habitual, pecador ocasional, ambos estão caminhando para a morte.

Cremos que os Adventistas Do Sétimo Dia deveriam ter como princípio a sua opinião baseada e fundamentada na Bíblia e no Espírito de profecia. Vejamos o que a serva do Senhor, Ellen G. White, escreveu sobre 1 João 3:6: 

“Não ganhamos a salvação por nossa obediência; pois a salvação é dom gratuito de Deus, e que obtemos pela fé. Mas a obediência é fruto da fé. “Bem sabeis que Ele Se manifestou para tirar os nossos pecados; e nEle não há pecado. Qualquer que permanece nEle não peca: qualquer que peca não O viu nem O conheceu”. I João 3:5 e 6. Aí é que está a verdadeira prova. Se habitamos em Cristo, se o amor de Deus habita em nós, nossos sentimentos, nossos pensamentos, nossas ações estão em harmonia com a vontade de Deus tal como se expressa nos preceitos de Sua santa lei. “Filhinhos, ninguém vos engane. Quem pratica justiça é justo, assim como Ele é justo.” I João 3:7. A justiça está definida no padrão da santa lei de Deus, expressa nos dez preceitos dados no Sinai. A chamada fé em Cristo que professa desobrigar os homens da obediência a Deus, não é fé, mas presunção. “Pela graça sois salvos, por meio da fé.” Efés. 2:8. Mas “a fé, se não tiver as obras, é morta em si mesma”. Tia. 2:17. Jesus disse de Si mesmo, antes de descer à Terra: “Deleito-Me em fazer a Tua vontade, ó Deus Meu; sim, a Tua lei está dentro do Meu coração.” Sal. 40:8. E justamente antes de ascender para o Céu, declarou: “Tenho guardado os mandamentos de Meu Pai e permaneço no Seu amor.” João 15:10. Diz a Escritura: “Nisto sabemos que O conhecemos: se guardarmos os Seus mandamentos. Aquele que diz que está nEle também deve andar como Ele andou.” I João 2:3 e 6. “Pois também Cristo padeceu por nós, deixando-nos o exemplo, para que sigais as Suas pisadas.” I Ped. 2:21. A condição de vida eterna é hoje justamente a mesma que sempre foi – exatamente a mesma que foi no paraíso, antes da queda de nossos primeiros pais – perfeita obediência à lei de Deus, perfeita justiça. Se a vida eterna fosse concedida sob qualquer condição inferior a essa, correria perigo a felicidade do Universo todo. Estaria aberto o caminho para que o pecado, com todo o seu cortejo de infortúnios e misérias, se imortalizasse.” Caminho a Cristo pág. 61-62.

A serva do Senhor não deixa margem para algum tipo de interpretação que tolere o pecado, habitual ou ocasional, e afirma  que a vida que devemos ter é “exatamente a mesma que foi no paraíso, antes da queda de nossos primeiros pais – perfeita obediência à lei de Deus, perfeita justiça.” Esta continua sendo a condição para nossa salvação e será pelo poder de Deus que os salvos alcançarão este objetivo.

“Não reine, portanto, o pecado em vosso corpo mortal, de maneira que obedeçais às suas paixões; nem ofereçais cada um os membros do seu corpo ao pecado, como instrumentos de iniquidade; mas oferecei-vos a Deus, como ressurretos dentre os mortos, e os vossos membros, a Deus, como instrumentos de justiça. Porque o pecado não terá domínio sobre vós; pois não estais debaixo da lei, e sim da graça.”Rom. 6:12-14

“Todo aquele que é nascido de Deus não vive na prática do pecado; pois o que permanece nele é a divina semente; ora, esse não pode viver pecando, porque é nascido de Deus.” 1 João 3:9

 A Lição da Escola Sabatina do 4° trim. 1990 – A Carta aos Romanos, comentando estes textos bíblicos deixa claro que, no coração em que Cristo reina, não existe espaço para o pecado, seja habitual ou ocasional. “Todo pecado é do diabo, e se Cristo vive na vida pelo Espírito Santo, o pecado não poderá existir ali.”

“O pecado permanece na vida, se não reina mais nela?” Rom. 6:12-14

“Nossa natureza humana decaída certamente continua tendo propensões para o mal. Mas esse “eu” decaído é subjugado diariamente pelo poder de Cristo em nosso íntimo. (Ver Gál. 2:20.) Em Rom. 6:12, Paulo está falando sobre o perigo de ceder aos impulsos de nossa natureza humana decaída. Quando fazemos isso, o pecado reina em nosso corpo. Quando Cristo reina na vida, o pecado não poderá fazê-lo.

João enfatizou a mesma verdade. (Ver 1 S. João3:8-9.) Ele não ensinou que, embora o pecado habitual seja do diabo, o pecado ocasional é permissível. Todo pecado é do diabo, e se Cristo vive na vida pelo Espírito Santo, o pecado não poderá existir ali.

“Vencer como Cristo venceu. Apegar-se-á o homem ao poder divino, resistindo a Satanás com determinação e perseverança, como Cristo lhe deu exemplo em Seu conflito com o inimigo no deserto da tentação?Deus não pode salvar o homem contra a sua vontade do poder dos ardis de Satanás. O homem precisa utilizar seu poder humano, ajudado pelo divino poder de Cristo, para resistir e vencer, custe o que custar. Em suma, o homem precisa vencer como Cristo venceu.” – Testimonies, vol. 4, pág. 32-33” (Lição da Escola Sabatina 4° trim. 1990 A Carta aos Romanos pág. 74)

Vimos que na lição da escola sabatina tanto o pecado habitual como o ocasional não deve ser tolerado e a serva do Senhor afirma que precisamos vencer “como Cristo venceu.” A possibilidade de pecar continuará existindo, continuaremos sendo susceptíveis ao pecado, mas enquanto Cristo estiver realmente reinando no coração, não pecaremos, seja de forma habitual ou ocasional.

Esta é uma verdade que precisamos enfrentar. Este deve ser o nosso propósito, nosso alvo: eliminar da nossa vida completamente o pecado, habitual ou ocasional. A última geração será composta por servos de Deus que foram transformados pelo Senhor Espírito Santo e obtiveram completa vitória sobre o pecado. Que o Senhor nos ajude e nos transforme.

Para esclarecer melhor pensemos nesta estória: uma pessoa que descobre que é portadora do vírus HIV. Imaginemos que sua  primeira pergunta ao médico foi: “Então doutor eu tenho muitos ou poucos vírus?” Então o médico responde: “Bom, a doença está em sua fase inicial.” Seria ridículo se a pessoa doente interpretasse a resposta do médico como sendo uma afirmação de que ela ainda esta com poucos vírus e se acomodasse, não procurando se tratar e eliminar completamente esta doença do seu organismo. O que aconteceria com esta pessoa? A doença aumentaria, a quantidade de vírus se multiplicaria levando essa pessoa a morte. O que torna uma pessoa aidética é o fato de possuir o vírus HIV, não importando a quantidade. Muitos vírus, poucos vírus, até mesmo um vírus será fatal se o seu portador não for tratado.

O mesmo acontece com o pecado. Apenas um pecado contamina toda a alma:

“Se um pecado é nutrido na alma, ou uma prática errônea conservada na vida, todo o ser é contaminado. O homem torna-se instrumento de injustiça.” DTN, pág. 313

“Qualquer hábito ou prática conducente ao pecado, capaz de trazer desonra sobre Cristo, convém ser posto de lado, seja qual for o sacrifício. Aquilo que desonra a Deus, não pode ser benéfico à alma. A bênção do Céu não pode seguir qualquer homem no violar os eternos princípios do direito. E um pecado alimentado é suficiente para operar a degradação do caráter e desencaminhar a outros.” DTN, pág. 439

Vimos que um pecado se não for eliminado é “suficiente para operar a degradação do caráter e desencaminhar a outros.” Então concluímos que assim como uma pessoa que tem AIDS  de lutar pela eliminação do vírus em seu organismo, nós também devemos lutar pela eliminação completa do pecado em nossa vida. Devemos dar graças a Deus porque a eliminação do pecado de forma plena é possível através do sangue de Jesus.

“Se, porem, andarmos na luz, como ele está na luz, mantemos comunhão uns com os outros, e o sangue de Jesus, seu filho, nos purifica de todo pecado.” 1 João 1:7

“Ponde a vontade do lado de Cristo. Desejai servi-Lo e, agindo sobre Sua Palavra, recebereis força. Seja qual for a má prática, a dominante paixão que, devido à longa condescendência, acorrenta alma e corpo, Cristo é capaz de libertar, e anseia fazê-lo. Comunica vida à alma morta em ofensas. Efés. 2:1. Porá em liberdade o cativo preso pela fraqueza, o infortúnio e as cadeias do pecado.” DTN, pág. 203

Certa vez perguntei a um irmão o que ele pensava sobre a possibilidade de perfeição de caráter, passar a viver sem pecar. Este irmão pensou e então respondeu que acreditava ser possível chegar bem perto da perfeição, quase perfeito, uma vida quase sem pecado. Bom este irmão foi sincero e é isso que a maioria pensa. E assim como este irmão, a grande maioria acredita que perfeição de caráter e passar a viver sem pecar é impossível. Algum detalhe, algum pequeno detalhe impediria a plena perfeição.

Vejamos o que a serva do Senhor diz sobre aqueles que não renunciaram “completamente” a seus maus hábitos, cristãos quase perfeitos, uma vida quase sem pecados.

“Alguns há, que parece sempre buscarem a pérola celestial. Não renunciam, porém, completamente a seus maus hábitos. Não morrem para o próprio eu, para que Cristo viva neles. Por este motivo, não acham a pérola valiosa. Não venceram sua ambição profana e seu amor às atrações do mundo. Não tomam a cruz e não seguem a Cristo no caminho da abnegação e sacrifício. Quase cristãos mas não plenamente, parecem estar perto do reino do Céu, mas não podem ali entrar. Quase, mas não completamente salvos, significa estar não quase, porém completamente perdidos.” Parábolas de Jesus pág. 118

Que o Senhor tenha misericórdia de nós e aumente nossa fé. Este é um assunto é essencial e extremamente importante para nossa salvação. Precisamos buscar a plena libertação do pecado para nossa vida e também para que possamos ser mensageiros do Senhor, levando a todos que estão escravizados pelo pecado, esta mensagem maravilhosa, de libertação plena do pecado que o Senhor esta nos oferecendo.

“Quando alguém se volta da imperfeição humana para contemplar a Jesus, dá-se uma divina transformação no caráter. O Espírito de Cristo que opera no coração conforma-o a Sua imagem. Seja pois vosso esforço exaltar a Jesus. Que os olhos do espírito se dirijam ao “Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo”. João 1:29. Empenhando-vos nesta obra, lembrai-vos de que “aquele que fizer converter do erro do seu caminho um pecador salvará da morte uma alma e cobrirá uma multidão de pecados”. Tia. 5:20.” Parábolas de Jesus pág. 250-251

Jesus é o nosso libertador! Falemos a todos que não precisamos mais viver como escravos do pecado.

“O Espírito do Senhor Deus está sobre mim, porque o Senhor me ungiu para pregar as boas novas aos quebrantados aos quebrantados, enviou-me a curar os quebrantados de coração, a proclamar libertação aos cativos e a pôr em liberdade os algemados.” Isaías 61:1

NOSSO GRANDE DEUS É REALMENTE MARAVILHOSO!!!

 QUE O SENHOR SEJA LOUVADO HOJE E SEMPRE!!!

“Cristo não só morreu como nosso sacrifício, mas viveu como nosso exemplo. Em Sua natureza humana, Ele Se apresenta completo, perfeito, imaculado. Ser um cristão é ser como Cristo. Todo o nosso ser, nossa alma, o corpo, o espírito, devem ser purificados, enobrecidos, santificados, até que reflitamos a Sua imagem e imitemos o Seu exemplo.” Ellen White e a Humanidade de Cristo, pág. 150

O senhor pecado

imagesHá muito tempo surgiu um novo personagem no universo. Aqui vamos chama-lo de senhor pecado. O porquê do seu surgimento é um mistério. O Rei do universo sempre soube que a presença deste personagem causaria muitos sofrimentos.

O Rei lhe deu liberdade para que ficasse bem evidente os efeitos devastadores causados pela presença desse terrível senhor. Com o passar do tempo ficou bem claro que o Rei estava certo. A presença do senhor pecado nos trouxe sofrimentos, doenças, morte, infelicidade e mais uma infinidade de coisas ruins.

O senhor pecado se apoderou do nosso planeta, escravizou os seus habitantes, mas o Filho do Rei veio até nós com a missão de julgá-lo, condená-lo e também resgatar todos que haviam sido escravizados por ele. E assim foi feito. O senhor pecado foi vencido, julgado e condenado pelo Filho do Rei. A sentença foi sua completa destruição. Será destruído Lúcifer porque nele se originou o senhor pecado e ele não o repeliu. Também serão destruídos anjos e homens que insistem em manter a presença do referido senhor no coração. O Rei executará esta sentença somente quando for completada a obra de libertação a todos que desejam se livrar do senhor pecado.

Precisamos saber que o Filho do Rei proveu um meio de libertação para todos que desejarem romper com a escravidão que o senhor pecado impõe. O Filho do Rei derramou Seu próprio sangue e este é o único meio de encontrar cura e libertação completa do senhor pecado àqueles que desejarem. É muito importante também, saber que todos que mantiverem algum tipo de ligação com o senhor pecado serão destruídos juntamente com ele. É extremamente necessário que eliminemos todos os laços com esse senhor condenado.

Mesmo sendo necessário para humanidade romper com o senhor pecado para não ser destruída, a grande maioria das pessoas insistem em continuar unidos a ele. Infelizmente aprendemos gostar do senhor pecado. É difícil de entender o fato de mesmo o senhor pecado causando tantos sofrimentos, ainda insistimos em viver unidos a ele, o levamos para todos os lugares.

O senhor pecado se manifesta em nossa vida familiar  no trabalho, no lazer, enfim, onde quer que estejamos quase sempre lá está ele. Até mesmo para a igreja ele vai conosco, não para que seja expulso da vida das pessoas lá, mas gostamos do senhor pecado. Entramos e saímos com ele. E o pior é que, quando alguém fala alguma coisa contra o senhor pecado na igreja, seus amigos ficam furiosos.

Sem muito esforço, o senhor pecado consegue corroer nossos melhores sentimentos, atos  e momentos. Transforma nosso amor em indiferença, nosso respeito em egoísmo, nossa fé em descrença, nossa alimentação em glutonaria ou intemperança, nosso tempo em recreações banais, nosso encontro com Deus em obrigação. Um cristianismo repleto de teorias, somente teorias.

Triste realidade, o senhor pecado se tornou muito popular. De maneira sorrateira e disfarçada ele se aproxima, conquista corações proporcionando prazeres momentâneos, mas o resultado final é sempre o mesmo, dor, sofrimento e morte.

Algumas pessoas por estarem enganadas e conquistadas, defendem o senhor pecado como se fossem seus advogados. Ignoram o fato de ser esta uma causa perdida uma vez que esse senhor já foi julgado e condenado pelo Rei. Mesmo assim insistem em defendê-lo arrumando uma série de argumentos como natureza, circunstâncias e outros para justificarem a permanência deste senhor em suas vidas. Alguns declaram abertamente: “Impossível viver sem ele!” Quanta amizade, quanto apego, quanta lealdade. Seria melhor que esta relação de amizade, apego e lealdade fosse demonstrada ao Filho do Rei e o resultado, com certeza, seria bem diferente, seria vida abundante e não destruição e morte.

Parece incrível, mas o senhor pecado pode surgir mesmo entre homens que falam em nome do Filho do Rei. Quando algumas pessoas falam coisas que ferem os interesses do senhor pecado, ele se manifesta em reuniões na forma de injustiça contra estas pessoas que ousaram combatê-lo. Parece que o senhor pecado tem pessoas para defende-lo em todos os lugares. Misericórdia Senhor!

Em breve o Filho do Rei aparecerá para destruir o senhor pecado com todos os seus amigos. Se você deseja não ser destruído e alcançar a vida eterna, em nome de Jesus Cristo separe-se completamente do senhor pecado. O Filho do Rei deseja e tem poder suficiente para te livrar.

“Sabemos que todo aquele que é nascido de Deus não vive em pecado; antes, Aquele que nasceu de Deus o guarda, e o maligno não lhe toca.” 1° João 5:18

“Sabemos que todo aquele que é nascido de Deus não vive em pecado”, ou seja, com o senhor pecado; “antes, Aquele que nasceu de Deus” o Filho do Rei, “o guarda”, “e o maligno” o senhor pecado, Satanás, “não lhe toca.”

Louvado seja o Senhor Jesus Cristo!

Nota: Este texto é uma alegoria sobre a escravidão que escolhemos estar. É também um desabafo contra as ações que o pecado tem provocado na vida dos filhos de Deus. Não queremos ofender ninguém. Porém queremos de uma forma simples, levar a um questionamento sério sobre a vida que levamos e a vida de liberdade que Deus quer que tenhamos. “E CONHECEREIS A VERDADE, E A VERDADE VOS LIBERTARÁ” Jo 8:32

Graça que Transforma e Purifica

maosdeus“Fiel e a palavra e digna de toda aceitação: que Cristo Jesus veio ao mundo para salvar os pecadores, dos quais eu sou o principal.“ 1° Timóteo 1:15

Diante deste verso temos duas opções;

  1. Pensar que Paulo poderia ter se acomodado e continuado em sua situação de principal pecador crendo que mesmo assim seria salvo pelo Senhor.
  2. Paulo reconhecendo sua condição de principal pecador sabia que o Senhor poderia salvá-lo dos “seus pecados”, o libertando de sua condição de principal pecador e o transformando em um servo de Deus fiel e obediente.

Não podemos de forma alguma aceitar a primeira opção. O próprio apóstolo Paulo escreveu sobre a necessidade de uma transformação operada pelo Senhor na vida do pecador para sua salvação:

“Ele vos deu vida, estando vós mortos nos vossos delitos e pecados, nos quais andastes outrora , segundo o curso deste mundo , segundo o príncipe da potestade do ar, do espírito que agora atua nos filhos da desobediência; entre os quais  também todos nós andamos outrora,segundo as inclinações da nossa carne, fazendo a vontade da carne e dos pensamentos; e éramos , por natureza, filhos da ira, como também os demais. Mas Deus, sendo rico em misericórdia, por causa do grande amor que nos amou,  e estando nós mortos em nossos delitos, nos deu vida juntamente com cristo, pela graça sois salvos, e, juntamente com ele, nos solicitou, e nos fez assentar nos lugares celestiais e que cristo Jesus; para mostrar, nos séculos vindouros, a suprema riqueza de sua graça, em bondade para conosco, em cristo Jesus. Por que pela graça sois salvos, mediante a fé; e isto não vem de vós; é dom de Deus; não de obras, para que ninguém se glorie. Pois somos feitura dele, criadas em cristo Jesus para as boas obras, as quais Deus de antemão preparou para que andássemos nela.” Efésios 2: 1 a 10

“Segue a paz com todos e a santificação, sem a qual ninguém verá o Senhor.” Hebreus 12:14

Chegamos então a conclusão que devemos aceitar sem dúvida alguma a segunda opção como sendo a opção verdadeira. Paulo como homem inspirado por Deus sabia que o Senhor veio a esse mundo para salvar os homens dos “seus pecados” conforme está registrado no evangelho de Mateus:

“Ela dará a luz um filho e lhe porás o nome de Jesus, porque Ele salvará o seu povo dos pecados deles.” Mat. 1:21

Vejamos um texto maravilhoso escrito por Paulo sobre o poder da graça de Deus transformando e purificando a vida de homens pecadores os tornando-os em servos de Deus preparados para a salvação:

“Porquanto a graça de Deus se manifestou salvadora a todos os homens, educando-nos para que, renegadas a impiedade e as paixões mundanas, vivamos, no presente século, sensata, justa e piedosamente, aguardando a bendita esperança e a manifestação da glória do nosso grande Deus e salvador Cristo Jesus, o qual a si mesmo se deu por nós, a fim de remir-nos de toda iniquidade e purificar, para si mesmo, um povo exclusivamente seu, zeloso de boas obras.” Tito 2:11-14

Foi exatamente isso que aconteceu na vida de Paulo:

“Fiel e a palavra e digna de toda aceitação: que Cristo Jesus veio ao mundo para salvar os pecadores, dos quais eu sou o principal. Mas, por esta mesma razão, me foi concedida misericórdia, para que, em mim, o principal, evidenciasse Jesus Cristo sua completa longanimidade, e servisse eu  de modelo a quantos hão de crer Nele para vida eterna. “ 1° Timóteo 1:15 e 16

“Mas, Por esta mesma razão,”, diz a Palavra do Senhor, para que Paulo fosse salvo lhe foi “concedida  misericórdia” do Senhor, para que nele “o principal pecador evidenciasse Jesus Cristo a Sua completa longanimidade” lhe concedendo a graça maravilhosa que restaura e salva. Essa transformação ocorrida na vida de Paulo era necessária para que se tornasse um “modelo” para todos que “hão de crer Nele para vida eterna.”

Paulo um modelo para todos que também desejam alcançar a transformação necessária para  se obter a salvação. Este é o motivo de Paulo ter nos feito um lindo convite:

“Sede meus imitadores, como também eu de Cristo.” I Cor. 11:1.

Paulo não era nosso modelo quando vivia como “principal pecador,”mas sim quando ele afirmou:

“Logo, já não sou eu quem vive, mas Cristo vive em mim; e esse viver que, agora, tenho na carne, vivo pela fé no filho da Deus, que me amou e a si mesmo se entregou por mim.” Gál. 2:20

Que nós também possamos reconhecer nossa condição como principais pecadores. Este é o primeiro passo. O segundo é não nos acomodarmos a esta condição. O Senhor pode e deseja nos transformar hoje como fez na vida do apóstolo Paulo.

Mas o pecado nos prende. Somos escravo do pecado.

“Quanto ao perverso as suas iniquidades o prenderão, e com as cordas do seu pecado será detido.” Provérbio 5: 22

 “Replicou-lhe Jesus: Em verdade, em verdade vos digo: Todo o que comete pecado é escravo do pecado. João 8:34

Como nos livrar dele? Temos a maravilhosa promessa:

“Conhecereis a Verdade e a Verdade vos libertará.” João 8:32

Paulo conheceu e aceitou a Verdade e foi libertado. Não quer você também ser transformado completamente, sendo libertado de uma forma real da escravidão do pecado?

Aceite a Verdade e a Verdade o libertará! A Verdade é Jesus.

“Se, pois, o Filho vos libertar, verdadeiramente sereis livres.” João 8:36

O Senhor deseja nos libertar para nos salvar e também para fazer de nós “modelos,” exemplos de libertação para todos que o Senhor também deseja libertar e salvar.

Que o nosso maravilhoso Senhor seja louvado!

Esmurro o meu corpo e faço dele escravo da justiça

Outro dia perguntei a um irmão se ele achava possível ficar livre da escravidão do pecado, passar a viver sem pecar. Este irmão após fazer alguns rodeios, afirmou não acreditar nessa possibilidade e um de seus argumentos foi que Paulo “esmurrava seu corpo”.

Sinceramente não sei o que esse irmão tinha em mente quanto a este argumento. É importante destacar que esse irmão deu ênfase somente ao fato de Paulo esmurrar seu corpo e não comentou o restante do verso. Essa atitude contribuiu para que esse irmão não acreditasse na possibilidade de ser liberto do pecado. Creio que isso pode estar acontecendo com outras pessoas.

Ao ler todo capítulo 9 de 1º Coríntios pude constatar que este texto não me faz acreditar ser impossível ficar livre da escravidão do pecado. Muito pelo contrário, esse texto passou a ser mais um estímulo para que eu acredite nessa possibilidade. Mas eu não me detive apenas no fato de Paulo esmurrar seu corpo. Orei ao Senhor Espírito Santo pedindo esclarecimento. Analisei todo o capítulo e procurei não esquecer da importância de não dar uma interpretação a este texto que estivesse em contradição com outras afirmações de Paulo em outros capítulos ou em outros livros.

Nos versos 1 a 14, Paulo argumenta o fato de ser correto àqueles que pregam o evangelho viverem do evangelho.

Dos versos 15 ao 23, Paulo comenta seu estilo de vida na pregação do evangelho, como se identificava com as pessoas procurando alcançá-las de todas as formas.

Nos versos 24 e 25, Paulo fala de vitória, a busca de um prêmio, nos lembra que em uma competição apenas um alcança o prêmio, mesmo assim lutam e se abstêm de tudo que pode prejudicá-los, mesmo estando lutando por um prêmio corruptível. Então Paulo nos exorta a lutar de forma que alcancemos o prêmio nos lembrando que nosso prêmio é incorruptível.

No verso 26, Paulo tem a convicção de ter um objetivo bem definido, de estar combatendo um propósito certo.

No verso 27 Paulo esmurra seu corpo, subjuga seu corpo e o reduz a servidão para que ensinando a outros ele mesmo não venha a ser repreendido. É importante o fato de que Paulo alcança seu objetivo, ele luta, esmurra ou subjuga seu corpo e o “reduz à servidão”. É verdade que existe uma luta descrita neste verso, mas Paulo alcança a vitória, alcança seu objetivo. Ele reduz seu corpo à servidão.

Paulo nos ensina em Efésios 6, quais as armas que devem ser usadas por aqueles que também querem alcançar a vitória: a verdade, o evangelho da paz, a couraça da justiça, o escudo da fé, a espada do espírito – a Palavra de Deus, com oração e súplicas, vigiando a todo o tempo. Se Paulo estava vencendo é certo que estava fazendo uso de tais armas.

Outro fato muito importante neste verso, é que Paulo não queria que ensinando os outros, ele mesmo viesse a ser repreendido. Então Paulo, pelo poder de Deus está no controle, reduz o seu corpo à servidão, para não ser repreendido naquilo que ele mesmo ensinava a outros.

Paulo reduz o seu corpo à servidão, qualquer interpretação que dermos a este fato tem que estar em harmonia com o que Paulo ensinava, pois é exatamente este o seu desejo. Ele não queria viver de forma contrária aos seus próprios ensinamentos.

Vamos lembrar alguns dos ensinamentos de Paulo, lembrando que ele era um instrumento nas mãos de Deus:

  • Em Romanos 6:6, Paulo nos ensina a possibilidade de uma nova vida, a morte do velho homem, para não vivermos mais como escravos do pecado;
  • Em Romanos 6:12, nesta nova vida o pecado não mais reina, obrigando este novo homem obedecer as paixões desse corpo mortal;
  • Romanos 6:14, o pecado não mais tem domínio, pois este homem não está mais debaixo da Lei, condenado pela Lei, mas sim debaixo da graça;
  • Romanos 6:10, o pecado não mais reina, não mais domina porque este novo homem morreu para o pecado e está vivendo para Deus;
  • Romanos 8:8, Paulo também ensinava que os que estão vivendo segundo a carne não podem agradar a Deus

Paulo vivia em harmonia com o que ensinava e se identificava com aqueles que não estavam andando mais segundo a carne, mas segundo o Espírito. Romanos 8:4

Como entender então a afirmação de Paulo esmurrar ou subjugar o corpo e reduzi-lo a servidão?

Em Romanos 8:13, temos claramente revelado o que significa esmurrar ou subjugar o corpo:

“Porque, se viverdes segundo a carne, caminhais para a morte; mas, se, pelo Espírito, mortificardes os feitos do corpo, certamente, vivereis.”

Pelo poder do Senhor Espírito Santo, Paulo está mortificando os feitos do corpo como resultado de não estar mais vivendo segundo a carne, mas segundo o Espírito.

Paulo esmurra ou subjuga seu corpo e o reduz a servidão, que servidão é esta? Temos a resposta de uma forma muito clara em Romanos 6:16 e 18:

“Não sabeis que daquele a quem ofereceis como servos para a obediência, desse mesmo a quem obedeceis sois servos, seja do pecado para a morte ou para a obediência para a justiça? (…) E, uma vez libertados do pecado, fostes feitos servos da justiça.”

Vemos em Romanos 6:16 que nós decidimos do que nós seremos servos do pecado para a morte ou da obediência para a justiça. Romanos 6:18, aquele que se libertou da escravidão do pecado se torna servo da justiça.

Então podemos concluir que Paulo esmurra ou subjuga o seu corpo e assim, pelo poder do Espírito Santo, mortifica os feitos do corpo, é libertado da escravidão do pecado, reduz o seu corpo à servidão, ou seja, se torna um servo de Deus.

A última geração, a geração que contemplará nosso Senhor vindo nas nuvens do céu. Terá também, pelo poder do Senhor Espírito Santo, mortificados os feitos deste corpo carnal e então libertados da escravidão do pecado, se tornaram servos da justiça, servos de Deus então ouvirão as seguintes palavras:

“Disse o Senhor: muito bem, servo bom e fiel; foste fiel no pouco, sobre o muito te colocarei; entra no gozo do seu Senhor” Mateus 25:21

Clamo a Deus para que esta geração seja a nossa geração.