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Entrega Completa

Jesus

“Não te admires Eu te dizer: importa-vos nascer de novo.” João 3:7

Como posse adquirida por Deus, estamos sob o compromisso de trabalhar como Cristo trabalhou em Sua divina obra, não de acordo com nossas inclinações naturais, mas em harmonia com o Espírito de Deus. Entretanto, a vida das pessoas, quando elas são encontradas pela mensagem do evangelho, está cheia de pecado. Estão mortos em ofensas e pecados, e pela própria força, nenhum bem podem fazer. Pra servir devidamente a Deus, precisamos “nascer de novo”. Nossa disposição natural, que se opõem ao Espírito de Deus, têm de ser posta de lado. Precisamos ser feitos novos homens e mulheres em Cristo Jesus. Nossa velha vida não regenerada deve dar lugar a uma nova vida- uma vida repleta de amor, de confiança e de obediência voluntária. […] A menos que ocorra essa mudança, não podemos servir corretamente a Deus. Nosso trabalho será deficiente; serão introduzidos planos terrenos; será oferecido fogo estranho que desonra a Deus. […] Cristo veio ao mundo porque viu que os seres humanos haviam perdidos a imagem e a natureza de Deus. Ele viu que eles tinham vagueado longe do caminho da paz e da pureza. Se ficassem entregues a si mesmos, jamais encontrariam o caminho de volta. Ele veio com uma salvação plena e completa, para transformar nosso coração de pedra em coração de carne; […] de modo que, sendo participantes da natureza divina, sejamos habilitados para as cortes celestiais. […] A todos aqueles que, desejosos da própria salvação, achegam-se a Cristo em busca de auxílio, Ele diz o que disse a Nicodemos: “Se alguém não nascer de novo, não pode ver o reino de Deus” (João 3:3). Ele está batendo à porta do seu coração, pedindo para entrar. Anseia renovar seu coração, enchê-lo de amor para com tudo que é puro e verdadeiro. Deseja mortificar seu ego e ressuscitá-lo para a novidade de vida nEle. Nicodemos foi convertido como resultado dessa entrevista com Cristo. […] Não tema fazer uma completa entrega de si mesmo a Ele. Coloque-se, sem reservas, sob Seu controle. Compreenda o que significa cessar de pecar, o que significa ter um novo coração e trazer consigo a semelhança divina. Ao contemplar a Cristo, o eu será mergulhado em sua insignificância, e você será transformado “de glória em glória, na sua própria imagem, como pelo Senhor, o Espírito” (2 Co. 3:18)  ( Youth’s Instructor, 9 de setembro de 1897).

Perto Do Céu, Meditação Matinal – 2013, pág. 253

Reavivamento: nossa grande necessidade

Lápide morto espiritualmente

Somos uma igreja composta por membros que ainda estão “mortos em ofensas e pecados” (Ver Efé. 2:4-7, Col. 2:13). Para mudarmos esta situação, sem dúvida alguma, o reavivamento é nossa grande e urgente necessidade.

Definindo reavivamento temos:

“Reavivamento significa renovação da vida espiritual, um avivamento das faculdades da mente e do coração, uma ressurreição da morte espiritual.” Mensagens Escolhidas vol. 1 pág. 128.

A lição da escola sabatina deste trimestre destaca o texto a seguir que descreve as características que a igreja de Deus possui:

“No momento em que a água chegava em Laodicéia, estava morna. Jesus usou esse simbolismo para representar a condição de Sua igreja nos últimos dias, descrita como autoconfiante, complacente, apática e indiferente espiritualmente. Uma igreja que perdeu sua paixão e que precisa de um reavivamento espiritual.” Lição da E. S., 3° trim. 2013, Reavivamento e Reforma, pág. 3

Lamentavelmente a igreja de Deus, ignorando sua real condição e sua necessidade de mudança, insiste em ser “[…] autoconfiante, complacente, apática e indiferente espiritualmente.”

A igreja de Deus está dormindo ou negando os princípios divinos neste tempo de grande perigo. Pior ainda é que nela existem os que reagem de forma negativa contra aqueles que tentam despertá-la desse sono letal. Misericórdia Senhor!

Precisamos admitir que, insistir em permanecer no pecado ou com algum pecado, é continuar rejeitando o reavivamento que o Senhor deseja nos oferecer. É continuar rejeitando a plenitude do Senhor Espírito Santo.

O Senhor pode “hoje” mudar nossa condição

Precisamos acreditar e aceitar que no poder do Senhor, é possível a plena libertação da escravidão do pecado.

“Em Apocalipse 3:14, a palavra grega para “princípio” é archê. Pode significar “princípio” no sentido de que a pessoa a quem ela se refere é o iniciador do evento ou ação. Nesse contexto, archê se refere a Jesus como Aquele que dá início, ou é a causa primeira de toda criação. Em outras palavras, Ele é o criador (João 1:1-3; Ef. 3:8-9). Isso é extremamente significativo. Jesus, que por Sua palavra trouxe os mundos à existência, que criou a terra. Aquele cuja palavra fez com que existisse vida, esse mesmo Jesus falou de esperança para Laodiceia. O Criador todo-poderoso pode criar nova vida. Pode criar novos anseios espirituais em nosso coração. Ele pode transformar nossa vida espiritual.” Lição da E. S., 3° trim. 2013, Reavivamento e Reforma, pág. 4

Destacando: “O Criador todo-poderoso pode criar nova vida. Pode criar novos anseios espirituais em nosso coração. Ele pode transformar nossa vida espiritual.”

O mesmo Deus todo-poderoso que criou os Céus e a Terra pode nos transformar de tal forma que, enquanto estivermos permitindo que Ele realmente reine em nosso coração estaremos vivendo completamente libertados da escravidão do pecado. Deus seja louvado!

Não podemos ficar como cegos diante desta possibilidade

Que o Senhor continue nos iluminando, ilumine também a liderança da igreja, para que vejamos e aceitemos essa grande verdade, a possibilidade de transformação da nossa vida operada pelo Senhor Espírito Santo, de nos libertar da escravidão do pecado agora, antes que seja demasiado tarde.

Deus pode nos curar da cegueira espiritual

“Um dos enganos fatais de Satanás é cegar-nos para a realidade de nossas necessidades espirituais. Alguns dos líderes religiosos do tempo de Jesus eram cegos para a própria pobreza espiritual. Eles eram membros da “igreja” que, enquanto esperavam a vinda do Messias, liam a bíblia, guardavam o sábado e devolviam o dízimo. No entanto, muitos estavam em trevas quanto ao tipo de reino espiritual que o Messias anunciaria. Jesus os chamou de “guias cegos” (Mat. 23:24). Paulo escreveu à igreja de Corinto sobre os incrédulos “nos quais o deus desse século cegou o entendimento” (2 Cor. 4:4). Se permitirmos, Ele vai restaurar nossa visão espiritual perdida. Por isso, Jesus disse que veio para proclamar a “restauração da vista aos cegos” (Lc 4:18). Se permitirmos, Ele vai restaurar nossa visão espiritual perdida. No Novo Testamento, toda vez que Jesus abria os olhos dos cegos, estava revelando Seu desejo de abrir os olhos da nossa mente, a fim de nos habilitar a vê-Lo claramente.” Lição da E. S., 3° trim. 2013, Reavivamento e Reforma, pág. 6

Clamemos assim: “Sonda-me, ó Deus, e conhece o meu coração; prova-me, e conhece as minhas inquietações. Vê se em minha conduta algo que te ofende, e dirige-me pelo caminho eterno.”  Salmos 139:23-24

Uma repreensão amorosa

“Nosso Senhor ama tanto Seu povo que não quer permitir a perdição dele. Deus fará o que for preciso para reacender a chama espiritual no coração desse povo. Sua forte repreensão é motivada por um amor ainda mais forte. O castigo revela Seu desejo de nos curar. O profeta Oséias ecoa esse sentimento com esse chamado ao arrependimento. “Vinde, e tornemos para o Senhor, porque Ele nos despedaçou e nos sarará; fez a ferida e a ligará” (Os. 6:1). Lição da E. S., 3° trim. 2013, Reavivamento e Reforma, pág. 5

“As vestiduras brancas são a justiça de Cristo, que pode ser introduzida no caráter. Pureza de coração e de motivo caracterizarão os que estão lavando suas vestiduras e tornando-as brancas no sangue do cordeiro” (Ellen G. White, The Advent Review e Sabbath Herald [A Revista do Advento e Arauto do Sábado], 24 de julho de 1888). Lição da E. S. 3° trim. 2013, Reavivamento e Reforma, pág. 9

Que os nossos professores atendam realmente o apelo da lição na pág. 10:

“Enfatize que a mensagem a Laodiceia, em Apocalipse 3, é o apelo de Deus para irmãos além da experiência cristã casual (que nos custa pouco), para uma vida de total comprometimento com Jesus. Esse apelo não é apenas para abandonarmos atitudes e hábitos que nos separam de Jesus, mas para conhecermos e amarmos a Cristo de modo tão profundo que jamais pensaríamos em desagradar Aquele que tanto nos ama.” Lição da E. S., 3° trim. 2013, Reavivamento e Reforma, pág. 10, (Texto adicional na lição de professores).

“Um poderoso reavivamento ocorrerá em Seu povo. Cristo santificará e purificará Sua igreja a fim de que ela seja apresentada diante dEle “sem mácula, nem ruga, nem coisa semelhante” e para apresentá-la como “igreja gloriosa” diante do trono de Deus.” Lição da E. S., 3° trim. 2013, Reavivamento e Reforma, pág. 12, (Texto adicional na lição de professores).

Para melhor compreensão dos assuntos abordados, aconselhamos que os irmãos leiam os artigos a seguir. Estes artigos estão intimamente ligados ao estudo da lição desta semana.

Deus seja para sempre louvado!

Vale de ossos secos

Vale de ossos secosUm determinado discípulo pede a Jesus permissão para primeiro sepultar seu pai antes de segui-Lo. Jesus, porém, disse-lhe: Segue-me, e deixa os mortos sepultar os seus mortos. Mateus 8:22

Como adventistas do sétimo dia acreditamos que os mortos não sabem de coisa alguma e muito menos fazem alguma coisa. Então quem são esses mortos mencionados por Jesus que deveriam se ocupar do sepultamento do pai daquele discípulo?

“Nem tampouco apresenteis os vossos membros ao pecado por instrumentos de iniquidade; mas apresentai-vos a Deus, como vivos dentre mortos, e os vossos membros a Deus, como instrumentos de justiça.” Romanos 6:13

O apóstolo Paulo também nos exorta a apresentar-nos a Deus “como vivos dentre os mortos,” novamente perguntamos: Quem são esses mortos mencionados pelo apóstolo Paulo?

  • Mortos em ofensas e pecados

Mortos espiritualmente, são aqueles que ainda não foram vivificados pelo nosso Senhor Jesus Cristo, ainda estão vivendo “em ofensas e pecados.”

“Mas Deus, que é riquíssimo em misericórdia, pelo seu muito amor com que nos amou, estando nós ainda mortos em nossas ofensas, nos vivificou juntamente com Cristo (pela graça sois salvos), e nos ressuscitou juntamente com ele e nos fez assentar nos lugares celestiais, em Cristo Jesus; Para mostrar nos séculos vindouros as abundantes riquezas da sua graça pela sua benignidade para conosco em Cristo Jesus.” Efésios 2:4-7

“E, quando vós estáveis mortos nos pecados, e na incircuncisão da vossa carne, vos vivificou juntamente com ele, perdoando-vos todas as ofensas,” Colossenses 2:13

“E vos vivificou, estando vós mortos em ofensas e pecados, em que noutro tempo andastes segundo o curso deste mundo, segundo o príncipe das potestades do ar, do espírito que agora opera nos filhos da desobediência.” Efésios 2:1-2

  • Mortos, ainda estão em trevas.

“Porque noutro tempo éreis trevas, mas agora sois luz no Senhor; andai como filhos da luz (Porque o fruto do Espírito está em toda a bondade, e justiça e verdade); aprovando o que é agradável ao Senhor e não comuniqueis com as obras infrutuosas das trevas, mas antes condenai-as. Porque o que eles fazem em oculto até dizê-lo é torpe. Mas todas estas coisas se manifestam, sendo condenadas pela luz, porque a luz tudo manifesta. Por isso diz: Desperta, tu que dormes, e levanta-te dentre os mortos, e Cristo te iluminará.” Efésios 5:8-14

Mortos espiritualmente são aqueles que ainda estão em trevas, ainda não são luz no Senhor, ainda não estão vivendo como filhos da luz, ainda não atenderam ao chamado do Senhor para se levantarem dentre os mortos aceitando a promessa de serem  iluminados por Jesus Cristo.

“O pecado corrompe tudo – mente, pensamento, ações, desejos, vontade etc. – e, como tal, a natureza deles é depravada; dentro deles existe conflito perpétuo. Essa natureza espiritualmente corrupta e falida torna os pecadores “filhos da ira” (v.3) – filhos que merecem o juízo de Deus. Então, qual é a condição dos incrédulos? Estão mortos no pecado. Selarão seu destino, decidindo viver “segundo as inclinações da … carne (v.3) e tornando-se filhos sujeitos à ira de Deus. Estão mortos – mortos em sentido de finalidade, humanamente falando.” Lição da Escola Sabatina, 4° trim. 2005, “Efésios o evangelhos dos relacionamentos,” pág. 57

“Paulo era mestre em transmitir as grandes verdades de Deus.Em Efésios 2:1-3, ele descreveu o apuro dos incrédulos: mortos em pecado, escravos de Satanás, vivendo de acordo com os desejos da carne, condenados como filhos da ira, desesperados e destituídos,  incapazes de salvar  a si mesmo.” Lição da Escola Sabatina, 4° trim. 2005, “Efésios o evangelhos dos relacionamentos,” pág. 58

  • Vivos para Deus, mortos para o pecado.

Morto para Deus é aquele que está vivendo no pecado ou em pecado. Vivo para Deus é aquele que morreu para o pecado.

Aquele que realmente está vivo está vivendo para Deus, morreu para o pecado. Este é um novo homem no qual seu coração não é mais dominado pelo pecado, mas pelo nosso maravilhoso Deus. Deus seja louvado!

“Pois, quanto a ter morrido, de uma vez morreu para o pecado; mas, quanto a viver, vive para Deus. Assim também vós considerai-vos como mortos para o pecado, mas vivos para Deus em Cristo Jesus nosso Senhor. Não reine, portanto, o pecado em vosso corpo mortal, para lhe obedecerdes em suas concupiscências;” Romanos 6:10-12

“Primeiro, Ele “nos deu vida juntamente com Cristo” (Efés. 2:5). Aqueles que creem em Cristo e morrem com Ele se tornam participantes do seu poder e ressurreição, e são espiritualmente vivificados juntamente com os Senhor ressuscitado (Rom. 6:8-11).” Lição da Escola Sabatina, 4° trim. 2005, “Efésios o evangelhos dos relacionamentos,” pág. 58

  • Mensagem também para a igreja de Deus

Mortos espiritualmente – Não podemos afirmar ser esta uma condição somente daqueles que estão fora da igreja de Deus. Infelizmente, muitos de nós, professos cristãos pertencentes à igreja de Deus, podemos ser contados entre aqueles que estão mortos espiritualmente.

Simplesmente por pertencermos a uma determinada igreja e concordarmos com suas doutrinas, iludimo-nos pensando que isso é suficiente para afirmarmos que estamos vivos, mas como diz as escrituras: “tens nome de que vives,” mas o Senhor pode afirmar que estamos “mortos”.

É necessário mais que o conhecimento e aceitação teórica da palavra de Deus para que possamos ser contados entre os que realmente estão “vivos.” É necessário também que permitamos que a graça de Deus nos transforme e nos purifique completamente.

  • “Tens nome de que vives, e estás morto.”

“E ao anjo da igreja que está em Sardes escreve: Isto diz o que tem os sete espíritos de Deus, e as sete estrelas: Conheço as tuas obras, que tens nome de que vives, e estás morto. Apocalipse 3:1

“A advertência da fiel Testemunha, dirigida à igreja de Sardes, reza como segue: “Tens nome de que vives, e estás morto. Sê vigilante, e confirma os restantes, que estavam para morrer; porque não achei as tuas obras perfeitas diante de Deus. Lembra-te pois do que tens recebido e ouvido, e guarda-o, e arrepende-te.” Apoc. 3:1-3. O pecado especialmente atribuído a essa igreja era que deixara de confirmar os que estavam prestes a morrer. Porventura esta advertência não se aplicaria também a nós? Examinemos individualmente nosso coração à luz da Palavra Divina e seja todo o nosso empenho pôr em ordem nossa vida diante de Deus com o auxílio de Cristo.” Testemunhos Seletos, vol. 2, pág. 253

  • O Grande Conflito, pág. 310 e 311:

“Quando o Salvador indicou a Seus seguidores os sinais de Sua volta, predisse o estado de apostasia que havia de existir precisamente antes de Seu segundo advento. Haveria, como nos dias de Noé, a atividade e a agitação das ocupações mundanas e da procura de prazeres – comprar, vender, plantar, edificar, casar, dar-se em casamento – com olvido de Deus e da vida futura. Para os que viverem nesse tempo, a advertência de Cristo é: “Olhai por vós, não aconteça que os vossos corações se carreguem de glutonaria, de embriaguez, e dos cuidados da vida, e venha sobre vós de improviso aquele dia.” “Vigiai, pois, em todo o tempo, orando, para que sejais havidos por dignos de evitar todas estas coisas que hão de acontecer e de estar em pé diante do Filho do homem.” Luc. 21:34 e 36.

A condição da igreja neste tempo é indicada nas palavras do Salvador, em Apocalipse: “Tens nome de que vives, e estás morto.” E aos que se recusam despertar de seu descuidoso sentimento de segurança, é dirigido este aviso solene: “Se não vigiares, virei a ti como um ladrão, e não saberás a que hora sobre ti virei.” Apoc. 3:1 e 3.

Era necessário que os homens fossem advertidos do perigo; que se despertassem a fim de preparar-se para os acontecimentos solenes ligados ao final do tempo da graça. Declara o profeta de Deus: “O dia do Senhor é grande e mui terrível e quem o poderá sofrer?” Quem estará em pé quando aparecer Aquele que é tão puro de olhos que não pode ver o mal, e não pode contemplar a vexação?” Joel 2:11; Hab. 1:13. Para os que clamam: “Deus meu! nós … Te conhecemos”, e não obstante têm traspassado Seu concerto, e se apressaram após outro deus (Osé. 8:2 e 1; Sal. 16:4), ocultando a iniquidade no coração e amando os caminhos da injustiça, para esses o dia do Senhor são trevas e não luz, “completa escuridade, sem nenhum resplendor”. Amós 5:20.

“E há de ser que naquele tempo”, diz o Senhor, “esquadrinharei a Jerusalém com lanternas e castigarei os homens que estão assentados sobre as suas fezes, que dizem no seu coração: O Senhor não faz bem nem mal.” Sof. 1:12. “Visitarei sobre o mundo a maldade, e sobre os ímpios a sua iniquidade; e farei cessar a arrogância dos atrevidos, e abaterei a soberba dos tiranos.” Isa. 13:11. “Nem a sua prata nem o seu ouro os poderá livrar”; “será saqueada a sua fazenda, e assoladas as suas casas.” Sof. 1:18 e 13.

O profeta Jeremias, prevendo esse tempo terrível, exclamou: “Estou ferido no meu coração!” “Não posso calar; porque tu, ó minha alma, ouviste o som da trombeta e o alarido da guerra. Quebranto sobre quebranto se apregoa.” Jer. 4:19 e 20.

“Aquele dia é um dia de indignação, dia de angústia e de ânsia, dia de alvoroço e desolação, dia de trevas e de escuridão, dia de nuvens e de densas trevas, dia de trombeta e de alarido.” Sof. 1:15 e 16. “Eis que o dia do Senhor vem, … para pôr a Terra em assolação e destruir os pecadores dela.” Isa. 13:9.

Ante a perspectiva desse grande dia, a Palavra de Deus, com expressões as mais solenes e impressivas, apela para Seu povo a fim de que desperte da letargia espiritual e busque Sua face, com arrependimento e humilhação: “Tocai a buzina em Sião, e clamai em alta voz no monte da Minha santidade. Perturbem-se todos os moradores da Terra, porque o dia do Senhor vem, ele está perto.” “Santificai um jejum, proclamai um dia de proibição. Congregai o povo, santificai a congregação, ajuntai os anciãos, congregai os filhinhos, … saia o noivo da sua recâmara, e a noiva do seu tálamo. Chorem os sacerdotes, ministros do Senhor, entre o alpendre e o altar.”

“Convertei-vos a Mim de todo o vosso coração; e isso com jejuns, e com choro, e com pranto. E rasgai o vosso coração e não os vossos vestidos, e convertei-vos ao Senhor vosso Deus; porque Ele é misericordioso, compassivo, e tardio em irar-Se, e grande em beneficência.” Joel 2:1, 15-17, 12 e 13.

“A fim de preparar um povo para estar em pé no dia de Deus, deveria realizar-se uma grande obra de reforma. Deus viu que muitos dentre Seu povo professo não estavam edificando para a eternidade, e em Sua misericórdia estava prestes a enviar uma mensagem de advertência a fim de despertá-los de seu torpor e levá-los a preparar-se para a vinda de Jesus.”

  • Uma triste situação na igreja de Deus

“Quando o êxito se deve a ambição humana, acontece precisamente como se alguém estabelecesse uma empresa financeira mundana. Nesse caso, a Igreja assemelha-se a um barco fúnebre, singrando o oceano, e dirigido por formas sem vida. Homens mortos no cordame, um morto como timoneiro, mortos nos camarotes, todos mortos, arrastados silenciosamente pelo sinistro mar de morte. Comparativamente à vida vibrante do Espírito Santo, existem muitas igrejas formais, com um morto no púlpito e almas mortas no auditório. E então escreve o dedo do Céu: “tens nome de que vives, e estás morto”. É certo que nada há mais inconveniente, como diz um escritor, do que um pregador morto ocupando o púlpito e pregando para a mortos no auditório.” A Vinda do Consolador, pág. 102

  • Vale de ossos secos

“Então me disse: Profetiza sobre estes ossos, e dize-lhes: Ossos secos, ouvi a palavra do SENHOR. Assim diz o Senhor DEUS a estes ossos: Eis que farei entrar em vós o espírito, e vivereis. E porei nervos sobre vós e farei crescer carne sobre vós, e sobre vós estenderei pele, e porei em vós o espírito, e vivereis, e sabereis que eu sou o SENHOR. Então profetizei como se me deu ordem. E houve um ruído, enquanto eu profetizava; e eis que se fez um rebuliço, e os ossos se achegaram, cada osso ao seu osso. E olhei, e eis que vieram nervos sobre eles, e cresceu a carne, e estendeu-se a pele sobre eles por cima; mas não havia neles espírito. E ele me disse: Profetiza ao espírito, profetiza, ó filho do homem, e dize ao espírito: Assim diz o Senhor DEUS: Vem dos quatro ventos, ó espírito, e assopra sobre estes mortos, para que vivam. E profetizei como ele me deu ordem; então o espírito entrou neles, e viveram, e se puseram em pé, um exército grande em extremo. Então me disse: Filho do homem, estes ossos são toda a casa de Israel. Eis que dizem: Os nossos ossos se secaram, e pereceu a nossa esperança; nós mesmos estamos cortados.” Ezequiel 37:4-11

“Essa analogia dos ossos secos não se aplica somente ao mundo, mas também aos que têm sido favorecidos por grande luz; pois eles são também semelhantes aos esqueletos do vale. Têm a forma de homens, a estrutura do corpo, mas não têm vida espiritual. A parábola não deixa, porém, os ossos secos meramente ligados em forma de homens; pois não basta que haja simetria de membros e feições. O fôlego de vida tem de vivificar os corpos, para que possam ficar em pé e pôr-se em atividade. Esses ossos representam a casa de Israel, a igreja de Deus, e a esperança da igreja é a vivificante influência do Espírito Santo. O Senhor precisa soprar sobre os ossos secos, para que vivam. O Espírito de Deus, com Seu poder vivificador, precisa estar em todo ser humano, para que todo músculo e nervo espiritual esteja em atividade. Sem o Espírito Santo, sem o fôlego de Deus, há entorpecimento da consciência e perda de vida espiritual. Muitos que se acham destituídos de vida espiritual têm os seus nomes nos registros da igreja, mas não estão inscritos no livro da vida do Cordeiro. Eles podem estar ligados à igreja, mas não estão unidos ao Senhor. Podem ser diligentes na realização de um certo conjunto de deveres, e ser considerados como pessoas que vivem; muitos, porém, se encontram entre os que têm nome de que vivem, e estão mortos. (Apoc. 3:1.) SDA Bible Commentary, vol. 4, págs. 1.165 e 1.166.” E Recebereis poder, pág.45

“O Espírito de Deus, com Seu poder vivificante, deve encontrar-Se em cada instrumento humano, para que sejam postos em ação cada nervo e músculo espirituais. Sem o Espírito Santo, sem o alento de Deus, fica entorpecida a consciência e há perda de vida espiritual. Muitos que não possuem vida espiritual têm os nomes nos registros da igreja, mas não estão escritos no livro da vida do Cordeiro. Podem estar filiados a uma igreja, mas não se acham unidos ao Senhor. Podem ser ativos no desempenho de certas funções e ser considerados pessoas que vivem, mas estão mortos. A menos que a alma esteja genuinamente convertida a Deus;  a menos que o vital sopro de Deus ative a alma para a vida espiritual; a menos que os que professam a verdade sejam motivados por princípios celestiais, não terão da semente incorruptível que vive e permanece para sempre. A menos que confiem na justiça de Cristo com sua única segurança, que copiem Seu caráter e trabalhem co Seu espírito, eles se acham nus, não tendo as vestes de Sua justiça. Muitas vezes os mortos passam por vivos; pois aqueles que procuram alcançar o que chamam de salvação por suas próprias ideias, não tem Deus operando neles tanto o querer como o efetuar segundo a Sua boa vontade. Esta classe está bem representada pelo vale de ossos secos que Ezequiel viu na visão. Aqueles a quem foram confiados os tesouros da verdade e contudo se encontram mortos em ofensas e pecados, necessitam ser recriados em Cristo Jesus.” Review and Herald, 17 de janeiro de 1893; A Vinda do Consolador, pág. 235-236

Mortos espiritualmente ou vivendo em ofensas e pecados – aqueles que permanecerem nessa condição receberão no final a morte literal e eterna. Não devemos ficar tentando descobrir se este ou aquele irmão pode ser contado entre esses mortos. Não temos competência para isto. O que realmente precisamos fazer é uma avaliação PRÓPRIA, sempre orando como o salmista: “Sonda-me, o Deus, e conhece o meu coração, prova-me e conhece os meus pensamentos; vê se há em mim algum caminho mau e guia-me pelo caminho eterno.” Sal. 139:23-24

Fazendo assim, vivificados por Cristo alcançaremos uma condição na qual não estaremos mais vivendo como escravos do pecado.

Que seja sempre o nosso desejo estar entre aqueles que foram vivificados por Cristo e que estarão recebendo essa maravilhosa mensagem do Senhor:

“E vos vivificou, estando vós mortos em ofensas e pecados, em que noutro tempo andastes segundo o curso deste mundo, segundo o príncipe das potestades do ar, do espírito que agora opera nos filhos da desobediência. Entre os quais todos nós também antes andávamos nos desejos da nossa carne, fazendo a vontade da carne e dos pensamentos; e éramos por natureza filhos da ira, como os outros também. Mas Deus, que é riquíssimo em misericórdia, pelo seu muito amor com que nos amou, estando nós ainda mortos em nossas ofensas, nos vivificou juntamente com Cristo – pela graça sois salvos.”  Efésios 2:1-5

Deus seja para sempre louvado!