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Nossa Maior Necessidade – Ellen G. White

Sou Teu Senhor

“Purifica-me com hissopo, e ficarei limpo; lava-me, e ficarei mais alvo que a neve.” Sal. 51:7.

Um reavivamento da verdadeira piedade entre nós, eis a maior e a mais urgente de todas as nossas necessidades. Buscá-lo, deve ser a nossa primeira ocupação. Importa haver diligente esforço para obter a bênção do Senhor, não porque Deus não esteja disposto a outorgá-la, mas porque nos encontramos carecidos de preparo para recebê-la. Nosso Pai celeste está mais disposto a dar Seu Espírito Santo àqueles que Lho peçam, do que pais terrenos o estão a dar boas dádivas a seus filhos. Compete-nos, porém, mediante confissão, humilhação, arrependimento e fervorosa oração, cumprir as condições estipuladas por Deus em Sua promessa para conceder-nos Sua bênção.

Só podemos esperar um reavivamento em resposta à oração. Enquanto o povo se acha tão destituído do Espírito Santo de Deus, não pode apreciar a pregação da Palavra; mas quando o poder do Espírito lhes tocar o coração, então os sermões não ficarão sem efeito. Guiados pelos ensinos da Palavra de Deus, com a manifestação de Seu Espírito, no exercício de sã discrição, os que assistem a nossas reuniões adquirirão preciosa experiência e, voltando ao lar, acham-se preparados para exercer saudável influência.

Os antigos porta-bandeiras sabiam o que significava lutar com Deus em oração, e fruir o derramamento de Seu Espírito. Estes, porém, estão se retirando do cenário; e quem está surgindo para preencher-lhes o lugar? Como é com a geração que surge? Estão eles convertidos a Deus? Estamos nós alerta quanto à obra que se está desenvolvendo no santuário celeste, ou estamos à espera de algum poder impelente que venha sobre a igreja antes de despertarmos? Temos esperança de ver toda a igreja reavivada? Tal tempo nunca há de vir.

Há na igreja pessoas não convertidas, e que não se unirão em fervorosa, eficaz oração. Precisamos entrar na obra individualmente. Precisamos orar mais, e falar menos. Review and Herald, 22 de março de 1887.

(Texto extraído da Meditação Matinal:  E Recebereis Poder, Ellen G. White – 1/10/1999, pág, 283)

O REAVIVAMENTO PROMETIDO – A ORAÇÃO

“E perseveravam na doutrina dos apóstolos, e na comunhão, e no partir do pão, e nas orações.” Atos 2:42. Aqui temos uma pequena descrição da condição em que se encontravam os cristãos primitivos. Das práticas citadas nesse verso, focaremos, hoje, a oração! Em Atos 4:31 lemos: “E, tendo orado, moveu-se o lugar em que estavam reunidos; e todos foram cheios do Espírito Santo, e anunciavam com ousadia a palavra de Deus”.

A oração fazia parte do dia a dia desses crentes em Cristo. Estar constantemente em oração foi um fator essencial para que aqueles cristãos recebessem o Espírito Santo. “As maiores vitórias obtidas em favor da causa de Deus, não são o resultado de elaborados argumentos, amplos recursos, vasta influência, ou abundância de meios; elas são alcançadas na câmara de audiência com Deus, quando, com sincera e angustiosa fé, os homens se apegam ao forte braço do poder.” (Obreiros Evangélicos, p. 259). Como podemos desejar ser transformados por Deus, reavivados e ungidos por Seu Santo Espírito, se não temos entrado na câmara de audiência do Senhor?!

Se desejamos reavivamento, precisamos orar. “[…] a oração inicia o reavivamento. A oração sustenta o reavivamento. A oração nutre o reavivamento e o acompanha.” (O Reavivamento Prometido, p. 10).

Através da oração, damos abertura a Deus para agir em nossa vida. Enquanto oramos, vislumbramos nossos pecados e os confessamos, somos movidos pelo Espírito Santo a abandonar esses pecados. É vivendo em oração que nosso caráter pode ser aperfeiçoado. A oração produz intimidade com Jesus, aquele a quem devemos servir e imitar. E quando oramos, nossas mentes são abertas à guia do Espírito de Deus!

Quanto tempo você tem gasto em oração? É muito fácil que a correria da semana, os inúmeros afazeres e compromissos roubem nosso tempo e nos atrapalhem a conversar calmamente com o Senhor, não apenas falando, mas também o ouvindo. É bem verdade que muitas de nossas orações são decoradas, e se as anotássemos ao longo de poucos dias, veríamos que o conteúdo é o mesmo. Também é verdade que muitas vezes terminamos nossa oração e de forma ligeira levamos nossa mente a outros assuntos, sequer aguardando que o Senhor nos responda. É como se sentássemos para conversar com um amigo, e quando terminássemos nossa fala, levantássemos e fôssemos embora, sem ouvirmos sua voz. Precisamos mudar nossos hábitos de oração!

Que tal começarmos tirando um tempo especial, todos os dias, para ficarmos a sós com Deus?

“Jesus mesmo, enquanto andava entre os homens, muitas vezes Se entregava à oração. Nosso Salvador identificou-Se com nossas necessidades e fraquezas, tornando-Se um suplicante, um solicitador junto de Seu Pai, para buscar dEle novos suprimentos de força, a fim de que pudesse sair revigorado para os deveres e provações. Ele é nosso exemplo em todas as coisas. É um irmão em nossas fraquezas, pois “como nós, em tudo foi tentado” (Heb. 4:15); mas, sem pecado como era, Sua natureza recuava do mal; suportou lutas e agonias de alma num mundo de pecado. Sua humanidade tornou-Lhe a oração uma necessidade, e privilégio. Encontrava conforto e alegria na comunhão com o Pai. E se o Salvador dos homens, o Filho de Deus, sentia a necessidade de orar, quanto mais devemos nós, débeis e pecaminosos mortais que somos, sentir a necessidade de fervente e constante oração!” Caminho a Cristo, p. 93 e 94.

O desejo do reavivamento deve ser acompanhado de oração. Não essa oração decorada e vazia que nos acostumamos a fazer e que sequer permite que nosso coração se abra de fato ao SENHOR do universo, mas uma oração que seja como “o abrir do coração a Deus como a um amigo” (Caminho a Cristo, p. 93). Nessa oração deve haver exaltação a Deus, confissão de pecados, agradecimento por bençãos e súplica pelo Espírito Santo!

É impossível a alma prosperar enquanto é negligenciada a oração.” Caminho a Cristo, p. 98.

(Texto extraído do blog: http://mulheradventista.com/o-reavivamento-prometido-a-oracao)

Não espere o reavivamento da igreja para clamar o reavivamento individual. O processo ocorre ao contrário. Infelizmente muitos não aceitarão e serão sacudidos para fora. O reavivamento deve ser buscado através da oração individual e também com a igreja. Uma das maneiras é buscá-lo é através da participação de um pequeno grupo.  Tomamos a liberdade de colocar à disposição dos irmãos uma publicação intitulada COMO REAVIVAR A IGREJA DO SÉCULO 21, da CPB. Nesta obra, Russell Burrill define, esclarece e demonstra como ser reavivados através dos pequenos grupos. Aproveite esta oportunidade e busque o que realmente deve ser prioridade em nossa vida. CLIQUE AQUI para baixar.

Perfeição

cross salvation heaven

Existe uma divergência de opinião quanto o significado da perfeição cristã:

  • Alguns acreditam que o Senhor considera perfeito o homem que está vivendo com a plenitude do Senhor Espírito Santo. Portanto está completamente livre da escravidão do pecado, está vivendo sem pecar.
  • Outros acreditam que o Senhor considera perfeito o homem que deixou de pecar de forma habitual, deixou de ser “pecadeiro”. Neste caso o homem pode ser considerado perfeito por Deus mesmo cometendo pecados ocasionalmente.

Afinal quem está com a verdade? Quando o Senhor considera um homem perfeito?

Façamos algumas considerações. Você levaria para casa um carro zero Km que você acabou de comprar após o vendedor lhe dizer que ele apresentará pequenos defeitos ocasionalmente? Você levaria para casa uma televisão que você acabou de comprar após o vendedor lhe dizer que ela apresentará pequenas interferências na imagem apenas ocasionalmente?

Creio que a resposta de todos seria: Não, não levaria e exigiria um carro ou uma televisão que estivesse funcionando de forma “perfeita” sem nenhum defeito nem mesmo ocasionalmente.

Francamente, o mesmo critério que nós usamos para avaliar perfeição de coisas, nós usamos  para avaliar perfeição de pessoas.

Na verdade não consideramos perfeita uma pessoa que mente ocasionalmente ou que sente raiva de alguém ocasionalmente enfim na prática não consideramos perfeita uma pessoa que peca ocasionalmente.

Agora fica uma pergunta para aqueles que acreditam que o Senhor considera perfeita a pessoa que peca apenas ocasionalmente:

Será que nós somos mais exigentes do que o Senhor no que diz respeito à perfeição?

É bom lembrar que: “Raramente um pecado permanecerá só, ou restrito ao âmbito da transgressão de um preceito ou uma proibição da lei moral. Há sempre uma complicação da desobediência, que leva a consciência pervertida a uma extensão maior de enredamento, entrando em tentações maiores, pecando mais e mais. […]”. Carta 22, 1893. Cristo Triunfante, pág. 171

Pecado não é somente o que fazemos de errado, é pecado também todo pensamento e sentimento contrário à vontade de Deus. O pecado ocasional é um indicativo de que algo ainda está errado no coração do homem.

Perfeito para o Senhor é o homem que foi libertado pela graça de Deus tanto do pecado habitual como do pecado ocasional.

Parece que os homens não querem ter uma mudança radical na vida. Então estão tentando mudar o conceito de perfeição do Senhor para adaptá-lo a vida pecaminosa que levam. Esta atitude acalma a consciência no presente, mas conduz a morte no futuro. Misericórdia!

Este é o objetivo do Senhor para o homem: “A fim de que o homem de Deus seja perfeito e perfeitamente habilitado para toda boa obra.” 2 Tim. 3:17

Para alcançar esta perfeição, Deus proveu sua graça salvadora que atua na vida do homem, com o objetivo de torná-lo nova criatura em Cristo: “Para que vos torneis irrepreensíveis e sinceros, filhos de Deus inculpáveis no meio de uma geração pervertida e corrupta, na qual resplandeceis como luzeiros no mundo.” Fil. 2:15

Alguns afirmam que a perfeição que o Senhor espera de nós é uma perfeição na esfera humana. Perfeição na esfera humana é para estas pessoas um tipo de perfeição em que o Senhor considera perfeito mesmo o homem que peca apenas ocasionalmente. Nos textos que veremos a seguir, veremos que a perfeição na esfera humana não pode ser interpretada como sendo um tipo de perfeição com pecados ocasionais e sim uma perfeição que imita a vida de Cristo, que reflete o seu caráter:

“Como Deus é puro em Sua esfera, assim o homem deve ser na sua. E será puro, se Cristo, a esperança da glória, habitar no interior; pois ele imitará a vida de Cristo e refletirá Seu caráter. Obreiros Evangélicos, pág. 366.” Cuidado De Deus, pág. 16

“O ideal de Deus para Seus filhos é mais elevado do que possa alcançar o mais elevado pensamento humano. O Deus vivo deu em Sua santa lei uma transcrição de Seu caráter. O maior Mestre que o mundo já conheceu é Jesus Cristo. E qual a norma que Ele deu para ser alcançada por todos os que nEle crêem? – “Sede vós, pois, perfeitos, como é perfeito o vosso Pai, que está nos Céus.” Mat. 5:48. Como Deus é perfeito em Sua alta esfera de ação, assim pode o homem sê-lo em sua esfera humana. O ideal do caráter cristão é a semelhança com Cristo. À nossa frente se abre um caminho de progresso constante. Temos um objetivo a alcançar, uma norma a satisfazer, que incluem tudo que é bom, e puro, e nobre e elevado. Deve haver contínuo esforço e constante progresso para a frente e para cima, rumo da perfeição de caráter. Manuscrito 16, 1896.”  Cuidado De Deus pág. 178

O Senhor deseja que todos tenham um caráter perfeito que se “manifesta na ação perfeita”, não com pecado, nem mesmo ocasional:

“Os seres celestiais cooperarão com o agente humano que procura com fé decidida a perfeição de caráter que se manifeste na ação perfeita. A todo que se empenha nesta obra, Cristo diz: Estou à tua destra, para te auxiliar.” Parábolas De Jesus, pág. 332

“Como era Jesus revestido da natureza humana, assim pretende Deus que sejam os Seus seguidores. Cumpre-nos viver, em Sua força, a vida de pureza, a vida nobre vivida pelo Salvador.”  Testimonies, vol. 8, págs. 286 e 289. Filhos e Filhas de Deus pág. 21

“O Filho de Deus era irrepreensível. Precisamos ter como alvo essa perfeição, e vencer como Ele venceu, caso queiramos ter um lugar à Sua direita.”  Testimonies, vol. 3, pág. 336. Filhos e Filhas de Deus, pág. 154

“Portanto, sede perfeitos como perfeito é o vosso Pai celeste.” Mat. 5:48

Ellen G. White descreve este verso de Mateus 5:48 da seguinte forma:

 “O ideal de Deus para Seus filhos é mais alto do que pode alcançar o pensamento humano. “Sede vós pois perfeitos, como é perfeito o vosso Pai que está nos Céus.” Mat. 5:48. Este mandamento é uma promessa. O plano da redenção visa ao nosso completo libertamento do poder de Satanás. Cristo separa sempre do pecado a alma contrita. Veio para destruir as obras do diabo, e tomou providências para que o Espírito Santo fosse comunicado a toda alma arrependida, para guardá-la de pecar. 

A influência do tentador não deve ser considerada desculpa para qualquer má ação. Satanás rejubila quando ouve os professos seguidores de Cristo apresentarem desculpas quanto à sua deformidade de caráter. São essas escusas que levam ao pecado. Não há desculpas para pecar. Uma santa disposição, uma vida cristã, são acessíveis a todo filho de Deus, arrependido e crente. O ideal do caráter cristão, é a semelhança com Cristo. Como o Filho do homem foi perfeito em Sua vida, assim devem Seus seguidores ser perfeitos na sua. Jesus foi em todas as coisas feito semelhante a Seus irmãos. Tornou-Se carne, da mesma maneira que nós. Tinha fome, sede e fadiga. Sustentava-Se com alimento e refrigerava-Se pelo sono. Era Deus em carne. Ele compartilhou da sorte do homem; não obstante, foi o imaculado Filho de Deus. Seu caráter deve ser o nosso. Diz o Senhor dos que nEle crêem: “Neles habitarei, e entre eles andarei; e Eu serei o seu Deus e eles serão o Meu povo.” II Cor. 6:16. Cristo é a escada que Jacó viu, tendo a base na Terra, e o topo chegando à porta do Céu, ao próprio limiar da glória. Se aquela escada houvesse deixado de chegar à Terra, por um único degrau que fosse, teríamos ficado perdidos. Mas Cristo vem ter conosco onde nos achamos. Tomou nossa natureza e venceu, para que, revestindo-nos de Sua natureza, nós pudéssemos vencer. Feito “em semelhança da carne do pecado” (Rom. 8:3), viveu uma vida isenta de pecado. Agora, por Sua divindade, firma-Se ao trono do Céu, ao passo que, pela Sua humanidade, Se liga a nós. Manda-nos que, pela fé nEle, atinjamos à glória do caráter de Deus. Portanto, devemos ser perfeitos, assim como “é perfeito vosso Pai que está nos Céus”. Mat. 5:48.” DTN, pág. 311-312

Este texto define claramente que, para o Senhor, perfeição é a completa eliminação do pecado. Não existe no coração em que Cristo reina espaço para o pecado tanto o habitual como o ocasional:

  • “O plano da redenção visa ao nosso completo libertamento do poder de Satanás.”
  • Cristo “Tomou providências para que o Espírito Santo fosse comunicado a toda alma arrependida, para guardá-la de pecar.”
  • “Como o Filho do homem foi perfeito em Sua vida, assim devem Seus seguidores ser perfeitos na sua.”
  • “Não há desculpas para pecar.” DTN pág. 311-312

“Cristo não afirmou que o atingir a perfeição de caráter seja coisa fácil. É um conflito, uma batalha e uma marcha dia a dia. É por muita tribulação que entramos no reino do Céu. Para partilharmos com Cristo de Sua glória, precisamos participar de Seus sofrimentos. … Ele venceu por nós. Seremos, então, tímidos e covardes em face das provas que encontramos em nosso caminho?”  Filhos e Filhas de Deus, pág. 198

“Não nos devemos sentar, esperando que nos sobrevenha, por maneira miraculosa, uma mudança de caráter quando Jesus aparecer nas nuvens do céu com poder e grande glória.”  The Youth’s Instructor, 24 de agosto de 1893. Filhos e Filhas de Deus pág. 9

A natureza pecaminosa do homem será erradicada somente na glorificação, então até aquele dia nós continuaremos sendo susceptíveis ao pecado.

Com esta natureza enfraquecida, o homem mesmo após ter sido  libertado da escravidão do pecado pela graça de Deus, continuará necessitando e buscando a cada momento de sua vida, forças em Jesus para continuar livre da escravidão do pecado. Jamais existirá uma ocasião ou uma situação em que o homem possa dizer, “não preciso mais de Jesus.”

Outro detalhe importante é que a pessoa que atingiu a perfeição de caráter jamais dirá de uma forma arrogante que tem um caráter perfeito ou que está vivendo sem pecar por estarem contemplando a Jesus. Estas pessoas estarão sempre almejando mais e mais de Seu caráter e de Sua pureza e tendo uma opinião humilde a respeito de si mesmo. Esta condição de perfeição de caráter é “imperceptível” para aquele que a tem. Outras pessoas com as quais convive é que testificarão que este homem conhece e está andando com Jesus.

“Devemos conservar o Senhor sempre diante de nós. Os que fazem isso, andam com Deus, como fez Enoque, e imperceptivelmente para eles, tornam-se um com o Pai e o Filho.” Filhos e Filhas de Deus, pág. 296

“Todos nós, com cara descoberta, refletindo, como um espelho, a glória do Senhor, somos transformados de glória em glória, na mesma imagem, como pelo Espírito do Senhor.” II Cor. 3:18. “Devemos conservar o Senhor sempre diante de nós. Os que fazem isso, andam com Deus, como fez Enoque, e imperceptivelmente para eles, tornam-se um com o Pai e o Filho. Realiza-se dia a dia na mente e no coração uma mudança, e as inclinações naturais e os caminhos naturais são moldados segundo o caminho e o Espírito de Deus. Eles crescem em conhecimento espiritual, e vão-se desenvolvendo até à estatura completa de homens e mulheres em Cristo Jesus. Refletem para o mundo o caráter de Cristo e, permanecendo nEle e Ele neles, cumprem a missão para que foram chamados a ser filhos de Deus – tornam-se a luz do mundo, uma cidade edificada sobre um monte, que se não pode ocultar. “Nem se acende a candeia e se coloca debaixo do alqueire, mas, no velador, e dá luz a todos.” Mat. 5:15. Os que foram iluminados de cima, irradiam os brilhantes raios do Sol da Justiça.” The Youth’s Instructor, 25 de outubro de 1894.  Filhos e Filhas de Deus, pág. 296

Nos textos a seguir são fundamentais para compreendermos até que ponto o Senhor quer nos transformar:

“O homem não se elevará acima de suas concepções sobre a verdade, pureza e santidade.” Patriarcas e Profetas, pág.91

“Lembre-se de que nunca alcançará mais elevada norma que a que se propuser. Fixe pois alto seu alvo e passo a passo, embora com esforços dolorosos, abnegação e sacrifício, suba até ao topo a escada do progresso.” Parábolas de Jesus, pág. 331

“Jamais se levantará o homem acima de sua norma de pureza, de bondade ou de verdade.” Grande Conflito,  pág. 555

“O Senhor tem plenitude de graça para outorgar a todo aquele que quiser receber o dom celeste. O Espírito Santo levará as aptidões confiadas por Deus ao serviço de Cristo, e moldará e afeiçoará o instrumento humano segundo o modelo divino, na proporção em que o agente humano desejar a transformação. The Youth’s Instructor, 5 de julho de 1894.” Filhos e Filhas de Deus, pág. 28

Falamos de reavivamento, de busca do Senhor Espírito Santo, mas precisamos compreender que o reavivamento que necessitamos é o da “verdadeira piedade”. Também devemos compreender que a “verdadeira piedade” começa quando termina toda “transigência” com o pecado.

Um reavivamento da verdadeira piedade entre nós, eis a maior e a mais urgente de todas as nossas necessidades. Buscá-lo, deve ser nossa primeira ocupação. Importa haver diligente esforço para obter a bênção do Senhor, não porque Deus não esteja disposto a outorgá-la, mas porque nos encontramos carecidos de preparo para recebê-la. Nosso Pai celeste está mais disposto a dar Seu Espírito Santo àqueles que Lho peçam, do que pais terrenos o estão a dar boas dádivas a seus filhos. Cumpre-nos, porém, mediante confissão, humilhação, arrependimento e fervorosa oração, cumprir as condições estipuladas por Deus em Sua promessa para conceder-nos Sua bênção.” Mensagens Escolhidas vol. 1 pág. 121

“A verdadeira piedade começa quando termina toda transigência com o pecado.” O Maior Discurso De Cristo pág. 91

É necessário e urgente pararmos de arrumar desculpas para o pecado. É o tempo oportuno de rogar ao nosso Deus para que Ele aumente nossa fé para que não tenhamos nenhuma “transigência” ou tolerância com o pecado. Que o Senhor nos ajude e guarde!

 “Tudo posso naquele que me fortalece” Fil. 4:13

“Cristo tomou a humanidade e suportou o ódio do mundo para que pudesse revelar a homens e mulheres que estes poderiam viver sem pecado, que suas palavras, atos, seu espírito, poderiam ser santificados para Deus. Podemos ser cristãos perfeitos se manifestarmos esse poder em nossa vida. Quando a luz do céu repousar sobre nós continuamente, representaremos a Cristo. Foi a justiça revelada em Sua vida que O distinguiu do mundo e despertou seu ódio. […] As palavras de Cristo são ditas para Seu povo em todas as épocas- para nós sobre quem o fim dos séculos é chegado.”- Manuscrito 97, 16 de outubro de 1909, “ Eu Sou a Videira Verdadeira”, sermão pregado em San José, Califórnia. Olhando Para O Alto MM, pág. 297.

“Quando Cristo vier, será então demasiado tarde para que os erros sejam corrigidos, demasiado tarde para que o caráter seja mudado, demasiado tarde para obter um caráter santo. Agora é o tempo da preparação; agora é o tempo em que podemos ter nossos defeitos removidos; agora é o tempo em que nossos pecados devem ser submetidos, de antemão ao juízo, ser confessados e pelo arrependimento obter perdão para nossos nomes. Que Deus ajude aqueles que ensinam a verdade a serem modelos de piedade, repletos de mansidão e de bons frutos. Carta 60, 1886. 26 de dezembro, Olhando Para o Alto pág. 367

“Quem não possui suficiente fé em Cristo para crer que Ele pode guardá-lo de pecar, não tem a fé necessária para entrar no reino de Deus.” Ellen G. White, Review and Herald, 10 de março de 1904 (Lição da Escola Sabatina 3° Trim. 1995 lição 7 pág.5)

“ Quem subsistirá no tempo de angústia? “Agora, enquanto nosso grande Sumo Sacerdote está a fazer expiação por nós, devemos procurar tornar-nos perfeitos em Cristo. Nem mesmo por um pensamento poderia nosso Salvador ser levado a ceder ao poder da tentação. Satanás encontra nos corações humanos algum ponto em que pode obter apoio; algum desejo pecaminoso é acariciado, por meio do qual suas tentações asseguram a sua força. Mas Cristo declarou de Si mesmo: “Aproxima-se o príncipe deste mundo, e nada tem em Mim.” João 14:30. Satanás nada pôde achar no Filho de Deus que o habilitasse a alcançar a vitória. Tinha guardado os mandamentos de Seu Pai, e não havia nEle pecado que Satanás pudesse usar para a sua vantagem. Esta é a condição em que devem encontrar-se os que subsistirão no tempo de angústia. O Grande Conflito, pág. 623.

“É requerida obediência exata, e os que dizem não ser possível levar uma vida perfeita, lançam sobre Deus a acusação de injustiça e falsidade.” – Reimpressões De Review and Herald, vol. 6pág. 519, ver também Review and Herald, 7de fevereiro de 1957, pág. 30. (Lição da Escola Sabatina, 2° trim. 1989, “Triunfo no Presente e Glória no Futuro” pág. 48

“Há esperança para cada um de nós, mas de uma só maneira – apegando-nos a Cristo e empregando toda energia para obter a perfeição de Seu caráter. Essa religião piegas que faz pouco do pecado, e só realça o amor de Deus pelo pecador, encoraja os pecadores a crer que Deus os salvará enquanto continuarem no pecado, sabendo que é pecado. É isso que estão fazendo muitos que professam crer na verdade presente.” Cristo Triunfante pág. 81

Deus seja louvado!

A perfeição de Abraão

abraaoAo tratar do assunto “perfeição” alguns irmãos acreditam que o Senhor pode considerar perfeito um homem que em determinadas ocasiões peca, um homem que em determinadas ocasiões ainda demonstra algum defeito de caráter. Para comprovar esta crença citam a vida de Abraão como um exemplo de homem considerado perfeito na bíblia embora ainda revelasse em sua vida atos de uma pessoa imperfeita. (Veja Nisto Cremos pág. 160) 

Existe a possibilidade que Senhor considere um homem justo, íntegro, reto ou perfeito estando ele ainda em pecado, demonstrando ainda possuir algum defeito de caráter? Vejamos a seguir textos da lição da escola sabatina que nos mostram em que condições o Senhor considera um homem justo. 

– Quando Deus considera justo

Quando o Senhor considera que um homem é justo, que foi justificado em Jesus Cristo, é porque ele foi libertado da condenação e também libertado do pecado.

Vejamos este comentário da lição da escola sabatina:

“O estudo do verbo imputar no Antigo Testamento revela que Deus nunca considera que alguém é alguma coisa que ele não é. Por exemplo, Finéias foi considerado como justo porque, em virtude de sua união com Deus, ele era justo. (Ver Sal. 106:30 e 31; Núm. 25:10-13.) Pode-se dizer a mesma coisa de Abraão. A justiça lhe foi imputada porque sua fé envolveu total união com o Deus do concerto eterno. A imputação expressava a realidade de que a justiça de Deus tomara posse da vida de Abraão. Como é salientado pela lição, a imputação da justiça (justificação) é a concessão da justiça de Cristo ao crente pelo Espírito Santo. Esta experiência é a fonte de nosso poder espiritual.” Lição da Escola Sabatina 2° Trim. 1990, pág. 63 – Cristo O Único Caminho

“Em nenhuma das 41 vezes que o verbo justificar é usado no Antigo Testamento Hebraico Deus declara justo a alguém que não o é . por exemplo, Êxodo 23:7 diz o seguinte:”Da falsa acusação te afastarás; não matarás o inocente e o justo, porque não justificarei o ímpio.” O ponto é que o Senhor nunca declara justo àquele que não se tornou justo pela relação do conserto com Ele. Essa relação abrange a presença de Deus na vida. Ele declara justos àqueles que são justos em virtude de Sua presença na vida deles. Sal. 143:2 diz que “frente a Ti nenhum vivente é justo” (BJ). (Comparar com Jó 9:15.) Nenhuma pessoa, nem mesmo Jó, pode afirmar que possui justiça independentemente do Senhor. Justiça à vista de Deus é o resultado de Sua presença divina no coração do crente. (Ver Isaías 51:7; 61:3; 32:15 e 16; 45:24; Sal. 103:17 e 18; Osé. 10:12.) lemos em Isaías 53:11: “O meu Servo, o Justo, com o seu conhecimento, justificará a muitos .” A frase também pode ser traduzida desta maneira: “Pelo seu conhecimento o Meu Servo justo fará com que muitos se tornem justos.”

J. A. Ziesler comenta:”Também é possível que eles sejam justos devido à ação vicária do Servo e na medida em que outros O reconheçam como seu representante […] O Servo pode ser a causa não de muitos serem considerados justos, mas de realmente de serem justos.”- The Meaning of Righteousness in Paul (Cambridge: University press, 1972), pág.19.

H.H. Rowley diz o seguinte sobre o mesmo verso: “A palavra traduzida por justificar é comumente um termo forense, que significa declarar que a pessoa está com a razão. Aqui, porém, ela não pode ter esse significado. Se homens que estão cientes do seu pecado são declarado justos, isto se dá porque eles se tornaram justos. Separaram-se de seus pecados e foram purificados em sua natureza interior.” From Moses to Qumran:Studies in the Old Testament (Nova Iorque: Associated Press, 1963), pág. 102.

Romanos 6:18 descreve os cristãos que experimentam a justificação: “E, uma vez libertados do pecado, fostes feitos servos da justiça.”Para satisfazer os reclamos da lei, nossa fé tem de apoderar-se da justiça de Cristo, aceitando-a como nossa justiça. Mediante a união com Cristo, mediante a aceitação de Sua justiça pela fé, podemos ser habilitados para fazer as obras de Deus e ser cooperadores de Cristo.” Mensagens Escolhidas, vol. 1, pág. 374 ver também a pág. 394

Estude também Romanos 10:6-10; 8:9e10; 6:7; Gál.2:16 a 3:9

Lição da Escola Sabatina 2° trim. 1990, “Cristo O Único Caminho” pág. 46 e 47.

Vimos na lição que são considerados justos aqueles que: Separaram-se de seus pecados e foram purificados em sua natureza interior.”

Vamos analisar o que a serva do Senhor escreveu sobre a vida de Abraão e analisar se o Senhor realmente o considerou perfeito ignorando seus pecados ocasionais e analisar também o tipo de obediência que o Senhor requer do homem.

“Deus havia chamado Abraão para ser o pai dos fiéis, e sua vida devia ser um exemplo de fé para as gerações subseqüentes. Mas sua fé não tinha sido perfeita. Mostrara falta de confiança em Deus, ocultando o fato de que Sara era sua esposa, e novamente com o seu casamento com Hagar. Para que atingisse a mais elevada norma, Deus o sujeitou a outra prova, a mais severa que o homem jamais foi chamado a suportar. Em uma visão da noite foi-lhe determinado que se dirigisse à terra de Moriá, e ali oferecesse seu filho em holocausto sobre um monte que lhe seria mostrado.” Ellen G. White, Patriarcas e Profetas pág. 147

Vemos claramente que no momento em que Abraão cometeu os pecados ao ocultar que Sara era sua esposa e se casar com Hagar, naquele momento, Abraão ainda não havia atingido  a mais elevada norma”. Se Abraão ainda não havia atingido a “mais elevada norma” então nós não podemos afirmar que naquele momento Abraão era considerado perfeito, porque “a mais elevada norma” é o estado de santidade que o Senhor requer do homem, a perfeição de caráter e Abraão ainda não havia atingido esse nível de santidade.

“O sacrifício exigido de Abraão não foi somente para seu próprio bem, nem apenas para o benefício das gerações que se seguiram; mas também foi para instrução dos seres destituídos de pecado, no Céu e em outros mundos. O campo do conflito entre Cristo e Satanás – campo este em que o plano da salvação se encontra formulado – é o compêndio do Universo. Porquanto Abraão mostrara falta de fé nas promessas de Deus, Satanás o acusara perante os anjos e perante Deus de ter deixado de satisfazer as condições do concerto, e de ser indigno das bênçãos do mesmo concerto. Deus desejou provar a lealdade de Seu servo perante o Céu todo, para demonstrar que nada menos que perfeita obediência pode ser aceito, e para patentear de maneira mais ampla, perante eles, o plano da salvação.” Patriarcas e Profetas pág. 154-155

O Senhor não aceita nada menos que perfeita obediência”. Ele não ignora os pecados ocasionais. Não podemos ter como referência o momento em que Abraão estava demonstrando falta de fé. A principal lição de Abraão para nós não são suas faltas e sim aquele momento que ele estava disposto a sacrificar seu filho demonstrando total  confiança em Deus. O Senhor havia sujeitado Abraão a esta prova para que ele atingisse “a mais elevada norma” e pela graça de Deus ele foi vitorioso. Foi naquele momento que Abraão pôde ser considerado justo, íntegro e perfeito.

“Os seres celestiais cooperarão com o agente humano que procura com fé decidida a perfeição de caráter que se manifeste na ação perfeita. A todo que se empenha nesta obra, Cristo diz: Estou à tua destra, para te auxiliar.” Ellen G. White, Parábolas de Jesus pág. 332

Oração: “Ensina-me o Teu caminho, para que eu não erre. Qual é o Teu desejo a meu respeito? Que farei para honrar-Te, meu Deus?” Ellen G. White, Eventos Finais, pág. 71

Deus, somente Deus seja louvado em nossa vida!