PAROUSIA NATUREZA HUMANA DE CRISTO

“A encarnação e o ‘Filho do Homem’”

“Texto extraído da obra Seventh-day Adventists Answer Questions on Doctrine”. 

Revista PAROUSIA, 1º Semestre de 2008. A NATUREZA DE CRISTO, p. 9

O que está em negrito é o título do texto extraído do livro Questões sobre Doutrina, publicado pela revista PAROUSIA, o que veremos a seguir é parte desse texto, que iremos comentar nesse artigo.

“[…] Dificilmente poderia ser interpretado, porém, do relato tanto de Isaías como de Mateus, que Jesus era enfermo ou que Ele experimentou as fragilidades que são herança da nossa natureza humana pecaminosa. Mas Ele suportou tudo isso. Não poderia ser que Ele suportasse isso também vicariamente, assim como suportou os pecados do mundo inteiro?

Essas fraquezas, fragilidades, debilidades, falhas são coisas que nós, com nossa natureza caída e pecaminosa, temos de suportar. Para nós elas são naturais, inerentes, mas quando Ele as suportou, Ele as tomou não como algo inerentemente seu, mas Ele as suportou como nosso substituto. Ele as suportou em Sua natureza perfeita e impecável. Outra vez observamos’: Cristo suportou tudo isto vicariamente, da mesma forma que vicariamente Ele suportou as iniquidades de todos nós.

É neste sentido que devemos compreender os escritos de Ellen G. White quando ela se refere ocasionalmente à natureza humana pecaminosa, caída e deteriorada […]”. Revista PAROUSIA, 1º Semestre de 2008. A NATUREZA DE CRISTO, p. 14

“Tudo que Jesus tomou, tudo que Ele suportou, quer seja o fardo e a penalidade de nossas iniquidades, ou as enfermidades e fraquezas de nossa natureza humana – tudo foi assumido e suportado vicariamente”. Revista PAROUSIA, 1º Semestre de 2008. A NATUREZA DE CRISTO, p. 15

Essa revista é uma referência para adventistas, principalmente pastores adventistas sobre a questão, natureza humana de Cristo. Nessa revista os autores buscaram publicações de diversas fontes para defenderem um determinado ponto de vista sobre a natureza humana de Cristo. Eu poderia escrever muita coisa sobre essa revista, mas eu vou comentar apenas a algumas afirmações ali encontradas, que acredito esses comentários vai deixar bem nítido o nível de confiabilidade desta revista. O que mostrarei nesse artigo deverá servir de alerta para aqueles que tem uma opinião formada sobre a humanidade de Cristo tendo essa revista uma fonte de informação, para eles confiável.

O texto que eles retiraram do livro Questões Sobre Doutrina realmente está lá, exatamente igual ao que eles utilizaram nessa revista.  Vou repetir o texto, agora retirado do livro Questões Sobre Doutrina.

O MESMO TEXTO AGORA NO QUESTÕES SOBRE DOUTRINA

“[…] Dificilmente poderia ser interpretado, porém, do relato tanto de Isaías como de Mateus, que Jesus era enfermo ou que Ele experimentou as fragilidades que são herança da nossa natureza humana pecaminosa. Mas Ele suportou tudo isso. Não poderia ser que Ele suportasse isso também vicariamente, assim como suportou os pecados do mundo inteiro?

Essas fraquezas, fragilidades, debilidades, falhas são coisas que nós, com nossa natureza caída e pecaminosa, temos de suportar. Para nós elas são naturais, inerentes, mas quando Ele as suportou, Ele as tomou não como algo inerentemente seu, mas Ele as suportou como nosso substituto. Ele as suportou em Sua natureza perfeita e impecável. Outra vez observamos’: Cristo suportou tudo isto vicariamente, da mesma forma que vicariamente Ele suportou as iniquidades de todos nós.

É neste sentido que devemos compreender os escritos de Ellen G. White quando ela se refere ocasionalmente à natureza humana pecaminosa, caída e deteriorada […]”. Questões Sobre Doutrina, p. 79.

“Tudo que Jesus tomou, tudo que Ele suportou, quer seja o fardo e a penalidade de nossas iniquidades, ou as enfermidades e fraquezas de nossa natureza humana – tudo foi assumido e suportado vicariamente”. Questões Sobre Doutrina, p. 80.

FATO NÃO LEVADO EM CINSIDERAÇÃO

O que os autores da revista PAROUSIA não levaram em consideração é o fato do livro Questões Sobre Doutrina recém-publicado ter uns comentários corrigindo algumas afirmações da primeira edição desse livro.

Não sei se os autores dessa revista não levaram em consideração esse detalhe por não terem conhecimento dessas correções na nova edição desse livro ou se tinham conhecimento e por conveniência ignoraram essas correções.

Fato é que, justamente esse texto usado na revista PAROUSIA sobre a humanidade de Cristo, que afirma que Cristo assumiu nossa natureza apenas no sentido vicário, é um dos textos da primeira edição desse livro que foi corrigido e criticado pelo livro Questões Sobre Doutrina publicado em 2008.

CORREÇÕES APRESENTADAS PELO QUESTÕES SOBRE DOUTRINA 2008

Vejam a seguir a nota do livro Questões Sobre Doutrina recém-editado corrigindo e criticando o texto usado pela revista PAROUSIA.

“As páginas 59 – 62 da edição de 1957 estabelecem a posição bastante curiosa de que Cristo tomou a natureza humana vicariamente de maneira idêntica à que carregou o pecado humano vicariamente. Isso é, de acordo com o livro Questões Sobre Doutrina, em Sua encarnação, Cristo realmente não tomou as enfermidades e fraquezas humanas como sendo suas de maneira inata, mas apenas no sentido vicário ou substituinte.

Essa posição certamente não é exposta no Novo Testamento nem foi sustentada por Ellen White. No Desejado de Todas as Nações ela declara que ‘Jesus aceitou a humanidade quando a raça tinha sido enfraquecida por quatro mil anos de pecado. Como qualquer filho de Adão Ele aceitou os resultados da operação da grande lei de hereditariedade.

E mais: ‘Por quatro mil anos a raça tinha estado decrescendo em força física, em poder mental e em dignidade moral; e Cristo tomou sobre Si as enfermidades da humanidade degenerada’ […]

Desta maneira, de acordo com Ellen White, na encarnação de Cristo de fato, em vez de vicariamente, tomou sobre Si a ‘nossa natureza pecaminosa’ (Review and Herald, 15 de dezembro de 1896, p. 789). Ou, conforme ela diz em citação semelhante, ‘Ele tomou sobre Si mesmo a natureza humana caída e sofredora, degradada e contaminada pelo pecado’ […] Como resultado, Cristo encarnou em um corpo que estava sujeito à fadiga, à dor, e à morte. Tornou-Se um com a humanidade de maneira que ‘é um irmão em nossas fraquezas, mas não em possuir idênticas paixões’” Livro Questões Sobre Doutrina, publicado em 2008, p. 79.

APENAS NO ASPECTO FÍSICO

“’Jesus era apenas semelhante a outros seres humanos em ter um corpo humano físico afetado pelo pecado, mas não o mesmo que os outros seres humanos, porque somente Ele era impecável em sua relação espiritual com Deus”. Revista PAROUSIA, 1º Semestre de 2008. A NATUREZA DE CRISTO, p. 25.

“Resumo: Este artigo provê argumentação para a defesa de que Jesus assumiu uma natureza humana moral e espiritualmente impecável, embora Ele tenha se tornado semelhante aos outros homens do ponto de vista físico”. Revista PAROUSIA, 1º Semestre de 2008. A NATUREZA DE CRISTO, p. 31.

Como vimos a revista PAROUSIA defende claramente que Cristo assumiu a natureza caída apenas no aspecto físico. Defendem essa crença com um propósito: Defender também a crença de que não precisamos seguir de forma exata a vida de Cristo para ser salvo e também defender que não precisamos vencer como Cristo venceu para sermos salvos. Enfim, essa revista defende o pensamento, a crença, da maioria dos membros e pastores adventistas, de que não é possível viver sem pecar. Na prática estão ensinando que podemos ser salvos NO pecado, ainda com algum pecado.

Vejamos a seguir afirmações que não condiz com a verdade da revista PAROUSIA e alguns textos do Espírito de profecia que nos mostram claramente que os ensinamentos dessa revista, está muito distante da verdade, muito distante do que realmente Deus pretende fazer na vida dos que serão salvos.

NÃO DE FORMA EXATA O EXEMPLO DE CRISTO

Revista PAROUSIA, não precisamos seguir de forma exata o exemplo de Cristo para ser salvo.

A soteriologia da posição da ‘natureza não caída’ é coerente com sua ontologia. Os defensores dessa posição não têm de insistir sobre identidade ontológica entre Cristo e nós porque para eles a salvação não é obtida por meio do seguimento exato do exemplo de alguém que em todos os aspectos foi semelhante a eles, mas lutou e saiu vitorioso”. Revista PAROUSIA, 1º Semestre de 2008. A NATUREZA HUMANA DE CRISTO, p. 29.

OBEDIÊNCIA SIM DE FORMA EXATA

“Quando atribuímos a Sua natureza humana um poder que não é possível que o homem tenha em seus conflitos com Satanás, destruímos a inteireza de Sua humanidade. Ele concede Sua graça e poder imputados a todos os que O aceitam pela fé. A obediência de Cristo a Seu Pai era a mesma obediência que é requerida do homem”. Mensagens Escolhidas vol. 3, p. 139.

“Veio ao nosso mundo para manter um caráter puro e sem pecado, e para refutar a mentira de Satanás de que não era possível aos seres humanos guardar a lei de Deus. Cristo veio viver a lei em Seu caráter humano exatamente na maneira pela qual todos podem viver a lei na natureza humana se procederem como Cristo procedeu”. Ellen White e a Humanidade de Cristo, p. 166.

“É requerida obediência exata, e os que dizem não ser possível levar uma vida perfeita, lançam sobre Deus a acusação de injustiça e falsidade”. Review and Herald, 7de fevereiro de 1957, pág. 30. (Lição da Escola Sabatina, 2° trim. 1989, “Triunfo no Presente e Glória no Futuro” pág. 48

NÃO VENCER COMO CRISTO VENCEU

Revista PAROUSIA, não precisamos vencer como Cristo venceu para sermos salvos.

“A vitória de Cristo em ‘carne pecaminosa’ é, para eles, a garantia de que nós também podemos ‘vencer como Ele venceu’. A ideia, contudo, pode ser bem-intencionada, mas deixa de entender que nós não somos chamados para duplicar a vitória de Cristo. De fato, os cristãos não vencem como Jesus venceu, antes, vencemos porque Ele venceu […] “. Revista PAROUSIA, 1º Semestre de 2008. A NATUREZA DE CRISTO, p. 47.

VENCER SIM COMO CRISTO VENCEU

“[…]não somos chamados para duplicar a vitória de Cristo […]”.

“[…] A própria imagem de Deus tem de ser reproduzida na humanidade[…]”.

“É por meio do Espírito que o coração é purificado. Por Ele torna-se o crente participante da natureza divina. Cristo deu Seu Espírito como um poder divino para vencer toda tendência hereditária e cultivada para o mal, e gravar Seu próprio caráter em Sua igreja. Disse Jesus a respeito do Espírito: “Ele Me glorificará.” O Salvador veio glorificar o Pai pela demonstração de Seu amor; assim o Espírito havia de glorificar a Cristo, revelando ao mundo a Sua graça. A própria imagem de Deus tem de ser reproduzida na humanidade. A honra de Deus, a honra de Cristo, acha-se envolvida no aperfeiçoamento do caráter de Seu povo”. O Desejado De Todas As Nações, p. 671

“Porque os que dantes conheceu também os predestinou para serem conformes à imagem de sei Filho, a fim de que Ele seja o primogênito entre muitos irmãos”. Romanos 8:29

“[…] De fato, os cristãos não vencem como Jesus venceu […]”.

“Se permanecerem nEle, dEle poderão extrair vitalidade e nutrição, ser imbuídos de Seu Espírito, andar assim como Ele andou, vencer assim como Ele venceu e ser exaltados à Sua destra”. MM 1977 Maranata O Senhor Vem, p. 51

“Como Vencedor, deu-nos Ele a vantagem de Sua vitória, a fim de que, em nossos esforços para resistir às tentações de Satanás, uníssemos nossa fraqueza à Sua força, nossa desvalia aos Seus méritos. E sustidos por Seu poder perdurável, sob forte tentação, podemos resistir, em Seu nome Todo-poderoso, e vencer como Ele venceu”. Signs of the Times, 12 de março de 1912. Nos Lugares Celestiais p. 251

“Nestas palavras indica-se uma obra individual para cada um de nós. Cumpre-nos fazer decididos esforços para vencer como Cristo venceu. Ninguém é dispensado dessa luta. Se as portas da santa cidade se hão de abrir para nós completamente, se havemos de ver o Rei em Sua beleza, temos de vencer agora como Cristo venceu”. MM 1956, Filhos e Filhas de Deus, p. 371

“Não precisamos classificar a obediência de Cristo, por si mesma, como alguma coisa para a qual Ele Se achava particularmente adaptado, por Sua especial natureza divina, pois Ele Se encontrava diante de Deus como o representante do homem e foi tentado como substituto e fiador do homem. Se Cristo possuísse um poder especial que o homem não tem o privilégio de possuir, Satanás ter-se-ia aproveitado desse fato. A obra de Cristo era tirar das reivindicações de Satanás o seu domínio sobre o homem, e só podia fazê-lo da maneira como Ele veio – como homem, tentado como homem e prestando a obediência de um homem”.  Mensagens Escolhidas, vol. 3, p. 139

“Muitos dizem, todavia, que Jesus não real como nós outros, que Ele não esteve no mundo da mesma forma que nós, que Ele era divino e que nós não podemos ser vencedores como Ele foi vencedor. Mas Paulo escreve”: Porque, na verdade, Ele não tomou a natureza dos anjos; mas tomou a descendência de Abraão. Pelo que convinha que em tudo fosse semelhante aos irmãos. ”-RH, o1/04/1892; Ellen White e a Humanidade de Cristo, p. 161.

“O Filho de Deus era irrepreensível. “Precisamos ter como alvo essa perfeição, e vencer como Ele venceu, caso queiramos ter um lugar à Sua direita”. Testimonies, vol. 3, pág. 336. Filhos e Filhas de Deus pág. 154.

Diante das afirmações que vimos da revista PAROUSIA, convido meus irmãos para lerem o texto do Espírito de profecia a seguir e responderem uma importante pergunta.

Essa edição da revista PAROUSIA com tais afirmações está contribuindo para preparação dos que subsistirão no tempo de angústia?

 A seguir texto do Grande Conflito para ler, refletir e responder essa importante pergunta!

“Agora, enquanto nosso grande Sumo Sacerdote está a fazer expiação por nós, devemos procurar tornar-nos perfeitos em Cristo. Nem mesmo por um pensamento poderia nosso Salvador ser levado a ceder ao poder da tentação. Satanás encontra nos corações humanos algum ponto em que pode obter apoio; algum desejo pecaminoso é acariciado, por meio do qual suas tentações asseguram a sua força. Mas Cristo declarou de Si mesmo: “Aproxima-se o príncipe deste mundo, e nada tem em Mim.” João 14:30. Satanás nada pôde achar no Filho de Deus que o habilitasse a alcançar a vitória. Tinha guardado os mandamentos de Seu Pai, e não havia nEle pecado que Satanás pudesse usar para a sua vantagem. Esta é a condição em que devem encontrar-se os que subsistirão no tempo de angústia”. O Grande Conflito, pág. 623.

Para finalizarmos deixaremos três textos do Espírito de profecia que deixaram muito claro a mensagem de quem a revista PAROUSIA está defendendo e a mensagem de quem a revista PAROUSIA está contradizendo.

“Satanás declarou que os seres humanos não podiam viver sem pecar. Cristo passou por onde Adão tropeçou e caiu, e por uma vida sem pecado colocou a humanidade em terreno vantajoso, a fim de que cada qual pudesse estar perante o Pai, aceito no Amado. Review and Herald, 9 de março de 1905”. MM 1968, NOS LUGARES CELESTIAIS, p. 13.

“O homem caiu. A imagem de Deus nele se acha deformada. Por causa da desobediência ele se tornou depravado em suas inclinações e debilitado em suas faculdades, aparentemente incapaz de esperar qualquer outra coisa além de tribulação e castigo. Mas Deus, por intermédio de Cristo, planejou um escape, e diz a todos: “Portanto, sede vós perfeitos.” Mat. 5:48. O Seu propósito é que o homem seja correto e digno diante dEle, e assim o Seu plano não será frustrado. Ele enviou o Seu Filho a este mundo a fim de pagar a penalidade do pecado, e mostrar ao homem como viver uma vida sem pecado.” Signs of the Times, 30 de março de 1904. Cuidado de Deus, MM 1995, pág. 320

“Cristo tomou a humanidade e suportou o ódio do mundo para que pudesse revelar a homens e mulheres que estes poderiam viver sem pecado, que suas palavras, atos, seu espírito, poderiam ser santificados para Deus. Podemos ser cristãos perfeitos se manifestarmos esse poder em nossa vida. Quando a luz do Céu repousar sobre nós continuamente, representaremos a Cristo. Foi a justiça revelada em Sua vida que O distinguiu do mundo e despertou seu ódio. […] As palavras de Cristo são ditas para Seu povo em todas as épocas – para nós sobre quem o fim dos séculos é chegado. Manuscrito 97, 1909”. MM 1983. OLHANDO PARA O ALTO, p. 297

Cuidado irmãos, estudem com muita oração, para não serem apanhados nas ciladas ou mentiras do inimigo. Temos uma importante advertência feita por um profeta inspirado por Deus. “[…]Maldito o homem que confia no homem, e faz da carne o seu braço […]”.

“Assim diz o Senhor: Maldito o homem que confia no homem, e faz da carne o seu braço, e aparta o seu coração do Senhor”! Jeremias 17:5

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