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Vida Santa em Tempos Difíceis

A Lição da Escola Sabatina deste trimestre vem como estudo as cartas de Pedro. Estas cartas são conhecidas como um chamado divino à santidade.

Foram escritas aos cristão perseguidos. Em relação ao meio em que viviam, Pedro aconselha os seguidores de Cristo a serem cuidadosos no comportamento. Adverte-os contra as concupiscências da carne. Grande parte dos conselhos que Pedro deu à igreja do primeiro século, aplica-se aos membros da igreja hoje.

No segundo trimestre de 1973, os membros da Igreja Adventista estudavam a 1ª Epístola de Pedro com o título “Vida Santa em Tempos Difíceis”. Um título oportuno e sugestivo para a época e mais ainda agora, 44 anos depois, para os dias finais que vivemos, próximo à volta de Jesus. Até a capa é interessante como mostra a figura ao lado: um homem olhando para o alto, uma vez que poder para vitória só em Jesus, e pessoas em oração ao fundo. Compreende-se assim que o momento é para estarmos buscando a preparação segundo à norma pedida por Deus para nos tornamos filhos obedientes, guiados pelo Senhor Espírito Santo e desta maneira respondamos ao conselho de Pedro: “Por isso, amados, aguardando estas coisas, procurai que dele sejais achados imaculados e irrepreensíveis em paz.” 2 Pedro 3:14

Se você se interessou por esta lição de 1973, Vida Santa em Tempos Difíceis, e  quiser baixá-la para estudos, CLIQUE AQUI.

 

Jesus pode nos guardar de tropeçar

não quero tropeçarUm texto formidável para reflexão:

Jesus pode nos guardar de tropeçar

“Ora, àquele que é poderoso para vos guardar de tropeços e para vos apresentar com exultação, imaculados diante da sua glória.”  Judas 24

1-De quantos pecados Jesus pode nos livrar? Judas 24; 1° cor. 10:13; Efé. 6:16

Não somente Jesus pode nos livrar da apostasia, Ele também pode nos proteger de cair em pecado, e ainda nos apresenta “imaculados diante de Sua glória” (Judas 24). Uma vez que não temos de enfrentar qualquer tentação além de nossa capacidade para resistir quando somos fortalecidos pelo Senhor (1° Cor. 10:13), não há motivos para sermos vencidos por qualquer tentação. Com “escudo da fé, com o qual podeis apagar todos os dardos inflamados do maligno.” (Efé. 6:16) Todos é uma palavra absoluta; não há forma alguma de Satanás atingir a quem está protegido por Cristo.

Argumentar que, por causa das tendências humanas naturais para o pecado, há alguns pecados que não conseguimos vencer é depreciar o poder de Cristo. Ele promete poder para vencer a qualquer tentação, venha de onde vier; e promete neutralizar todos os ataques de Satanás contra nós. Por que duvidar dEle?

2-Que outras promessas encorajadoras temos a respeito do poder de Cristo para nos fazer vitoriosos? João 10:29; Efés. 3:20; Heb. 2:18

As implicações dessas promessas são enormes. Cristo pode nos dar a vitória sobre o orgulho, intolerância, egoísmo, inveja, desonestidade, impureza, amargura e hipocrisia. Ele pode colocar paz onde havia paixão, amor onde havia ódio, e confiança onde havia medo.

“Estamos nos preparando para encontrar-nos com Aquele que, acompanhado por uma comitiva de santos anjos, há de aparecer nas nuvens do céu, para dar aos fiéis e justos o toque final da imortalidade. Quando Ele vier, não nos há de purificar de nossos pecados, remover de nós os defeitos que há em nosso caráter, ou curar-nos das fraquezas de nosso temperamento e disposição. Se acaso esta obra houver de ser efetuada em nós, sê-lo-á totalmente antes daquela ocasião.” Ellen G. White, Testemunhos Seletos, vol. 1, pág. 355

Será que você está pensando que, pelo fato de não ter vencido alguns pecados, Cristo irá desculpa-los e salvar você com seus pecados? Qual o remédio para essa atitude?

Lição da Escola Sabatina, “Iluminados Pelo Espírito” 3° trim. 1995, lição 7, pág. 2

Outro texto:

Onde o pecado é abundante, a graça de Deus é mais abundante ainda (Rom. 5:20), não para equilibrar ou desculpar, mas para perdoar e remover o pecado. “A fim de que, como o pecado reinou pela morte, assim também reinasse a graça pela justiça para a vida eterna, mediante Jesus Cristo nosso Senhor” (Rom. 5:21). A justiça da qual Paulo está falando é a justiça de Cristo que, quando aceita, subjuga o pecado e nos fortifica para viver em harmonia com a vontade de Deus. Temos que conservar bem claro na mente que Cristo pode nos livrar de cair. Não é requerido de nós que, em momento algum, vivamos pela nossa própria força. Pela graça, avançamos com a força de nosso Salvador, a nós concedida pelo Espírito Santo (Rom. 14:4; Efé. 3:15-16). A graça de Deus determina, coloca-nos e nos conserva no caminho da verdade.

“Por meio da poderosa atuação do Espírito Santo que o governo de Satanás será vencido e subjugado. É o Espírito Santo que convence do pecado e o expele da alma com a permissão do agente humano. … Através dos méritos de Cristo pode o homem habilitar-se para exercer as mais nobres faculdades do seu ser e libertar-se do pecado.” Ellen G. White, Minha Consagração Hoje, (Meditações Matinais, 1989, pág. 43). O Senhor não nos permitirá contentar com menos do que a completa vitória que Ele nos concede (1° João 5:4; Fil. 3:14-15)

O padrão do antigo testamento

Perfeição é conformidade com o caráter de Deus. O evangelho é o meio para remover todos os obstáculos e providenciar todos os recursos para conseguir essa conformidade (Rom. 1:16-17; 2° Cor. 4:3-7; 3:17-18).

O que pensaria você a respeito de um sapateiro que coloca uma sola errada em seu sapato, ou de um mecânico que não consegue consertar um defeito visível? É claro que perderia a confiança neles e tentaria encontrar melhor atendimento em outro lugar.

O que pensaria você a respeito de Deus se Ele pudesse apenas salvar a pessoa de parte de seus pecados, mas, pelas Suas limitações deixasse ainda algum resíduo de pecado nessa pessoa? Claro que não iríamos atribuir todo poder e majestade a Deus, nem olharíamos o plano da salvação como algo completo e competente. Mas, graças a Deus, não temos que chegar a essa conclusão. Ele fez uma provisão completa, de acordo com a perfeição de caráter que Ele requer (2° Crôn. 16:9; Sal. 18:30-32; 1° João 2:5).

Lição da Escola Sabatina, “Iluminados Pelo Espírito” 3° trim. 1995, lição 7, pág. 3A

Só nos resta dizer:

Amém! Louvado seja Senhor! Faça a obra que precisa ser feita em meu coração em nome de Jesus.

Co-participantes da natureza divina

natureza“Pelas quais nos tem sido doadas as suas preciosas e mui grandes promessas, para que por elas vos torneis co-participantes da natureza divina, livrando-vos da corrupção das paixões que há no mundo.” 2° Pedro 1:4

Neste texto fantástico vemos que o homem co-participante da natureza divina é libertado “da corrupção das paixões que há no mundo.”

Cristo vivendo neste mundo com a nossa natureza e mesmo assim não tendo sido contaminado com o pecado, sendo sacrificado por nós com Sua morte, tornou possível o perdão para todo aquele que O aceita como Salvador – Justiça Imputada. .

Mas o nosso maravilhoso Deus tem algo a mais para nos oferecer além do perdão.

Jesus Cristo sendo Deus assumindo nossa natureza humana e vivendo completamente livre da contaminação do pecado, construiu uma ponte sobre o abismo que o pecado havia colocado entre Deus e o homem. Jesus Cristo sendo Deus assumindo nossa natureza e vencendo o pecado tornou possível para o homem, pelo poder de Deus, tornar-se participante da natureza divina e também passar a viver uma vida vitoriosa sobre o pecado. Passar a viver como Cristo viveu – Justiça Comunicada. Deus seja louvado!

Nos textos a seguir veremos o que representa para o homem tornar-se co-participante da natureza divina. Que  possamos estar sempre louvando o nosso maravilhoso Deus pelo que fez e pelo que deseja fazer por nós.

“O Senhor Jesus pôs uma ponte sobre o abismo causado pelo pecado. Ele ligou a Terra com o Céu, e o homem finito com o Deus infinito. Jesus, o Redentor do mundo, só podia guardar os mandamentos de Deus da mesma maneira que a humanidade pode guardá-los. “Pelas quais nos têm sido doadas as Suas preciosas e mui grandes promessas para que por elas vos torneis co-participantes da natureza divina, livrando-vos da corrupção das paixões que há no mundo.” II Ped. 1:4.” Mensagens Escolhidas, vol. 3, pág. 140

“Cristo disse: “Assim procedo… como o Pai Me ordenou.” João 14:31. Ele veio ao nosso mundo numa missão da parte do Pai. Veio para superar o abismo que o pecado ocasionou entre Deus e o homem. Deveria ser feita uma provisão para reconciliação, para uma união do humano com a natureza divina. Cristo santificaria todos os que nEle cressem. No dom de Cristo ao mundo Deus proveu a todos um poder para vencer o mal. Ele nos concedeu “preciosas e mui grandes promessas, para que por elas vos torneis co-participantes da natureza divina, livrando-vos da corrupção das paixões que há no mundo”. II Ped. 1:4.” Olhando Para O Alto, pág. 143

“O Filho de Deus a cada passo era assaltado pelos poderes das trevas. Após o Seu batismo foi pelo Espírito levado ao deserto onde por quarenta dias sofreu tentação. Tenho recebido cartas, afirmando que Cristo não podia ter tido a mesma natureza que o homem, pois nesse caso, teria caído sob tentações semelhantes. Se não possuísse natureza humana, não poderia ter sido exemplo nosso. Se não fosse participante de nossa natureza, não poderia ter sido tentado como o homem tem sido. Se não Lhe tivesse sido possível ceder à tentação, não poderia ser nosso Auxiliador. Era uma solene realidade esta de que Cristo veio para ferir as batalhas como homem, em favor do homem. Sua tentação e vitória nos dizem que a humanidade deve copiar o Modelo; deve o homem tornar-se participante da natureza divina.” Mensagens Escolhidas, vol. 2 Pág. 408

“Não hesitamos em dizer-vos que a fim de obter a herança imortal e a natureza eterna, deveis ser vencedores nesta vida probatória. Tudo que macula e mancha a alma precisa ser removido, precisa ser purificado do coração. Temos de saber o que significa ser participante da natureza divina, havendo escapado das corrupções que pela concupiscência há no mundo. Estais dispostos a guerrear contra as concupiscências da carne? Estais prontos a batalhar contra o inimigo de Deus e do homem? Satanás está resolvido a escravizar toda pessoa, se puder fazê-lo; pois realiza um jogo de desespero para conquistar as almas dos homens de Cristo e da vida eterna. Permitireis que ele vos arrebate as graças do Espírito de Deus e implante em vós sua própria natureza corrupta? ou aceitareis a grande provisão da salvação, e, mediante os méritos do Sacrifício Infinito feito em vosso favor, tornar-vos-eis participantes da natureza divina?” Este Dia Com Deus, pág. 173

“Deus tomou todas as providências para nossos pensamentos se tornarem puros, elevados, aprimorados e enobrecidos. Ele não só prometeu purificar-nos de toda a injustiça, mas tomou uma real providência para o suprimento da graça que nos erguerá os pensamentos para Ele e nos habilitará a apreciar Sua santidade. Podemos reconhecer que somos possessão de Cristo e que devemos manifestar ao mundo o Seu caráter. Preparados pela graça celestial, tornando-nos revestidos da justiça de Cristo, nas vestes nupciais, e somos habilitados para participar da ceia das bodas. Tornamo-nos um com Cristo, participantes da natureza divina, purificados, aprimorados, elevados, sendo reconhecidos como filhos de Deus – herdeiros de Deus e co-herdeiros de Jesus Cristo.”  The Youth’s Instructor, 28 de outubro de 1897” Mente, Caráter E Personalidade vol.2, pág. 660

“O Senhor Jesus veio ao nosso mundo, não para revelar o que Deus podia fazer, e, sim, o que o homem podia realizar, mediante a fé no poder de Deus para ajudar em toda emergência.O homem deve, pela fé, ser participante da natureza divina e vencer toda tentação com que é assaltado. O Senhor requer agora que todo filho e filha de Adão, pela fé em Jesus Cristo, O sirva na natureza humana que temos atualmente. O Senhor Jesus pôs uma ponte sobre o abismo causado pelo pecado. Ele ligou a Terra com o Céu, e o homem finito com o Deus infinito. Jesus, o Redentor do mundo, só podia guardar os mandamentos de Deus da mesma maneira que a humanidade pode guardá-los. “Pelas quais nos têm sido doadas as Suas preciosas e mui grandes promessas para que por elas vos torneis co-participantes da natureza divina, livrando-vos da corrupção das paixões que há no mundo.” II Ped. 1:4. Precisamos seguir o exemplo de Cristo, tendo em mente Sua qualidade de Filho e Sua humanidade. Não foi como Deus que foi tentado no deserto, nem devia como Deus suportar as contradições dos pecadores contra Si mesmo. Foi a Majestade do Céu que Se tornou homem – humilhou-Se até nossa natureza humana.” Mensagens Escolhidas, vol. 3 Pág. 140

“Tão profundo era o interesse do Senhor nos seres que criara, tão grande Seu amor pelo mundo, que Ele “deu o Seu Filho unigênito, para que todo aquele que nEle crê não pereça, mas tenha a vida eterna”. João 3:16. Cristo veio para conceder ao homem poder moral, para o elevar, enobrecer e fortalecer, habilitando-o a ser participante da natureza divina, tendo escapado da corrupção que pela concupiscência há no mundo. Provou Ele aos habitantes dos mundos não caídos, e aos seres humanos, que a lei pode ser guardada. Conquanto possuísse a natureza do homem, obedeceu Ele à lei de Deus, vindicando a justiça divina ao exigir que ela fosse obedecida. No juízo a Sua vida será um argumento irrefutável em favor da lei de Deus.” Nos Lugares Celestiais, pág. 38

“Qualquer sacrifício a que pudesse submeter-se um ser humano Cristo suportou, não obstante Satanás fez todo o esforço para seduzi-Lo com tentações; mas quanto maior a tentação, mais perfeito era o sacrifício. Tudo que era possível o homem sofrer no conflito com Satanás, Cristo sofreu em Sua natureza humana e divina combinadas. Obediente, sem pecado até ao final, morreu Ele pelo homem, substituto e penhor seu, suportando tudo que os homens jamais suportam da parte do enganoso tentador, para que possa o homem vencer, tornando-se participante da natureza divina.” Mensagens Escolhidas, vol.1  Pág. 342

Poderemos ser participantes da natureza divina. Seremos todos tentados de maneiras diversas, mas quando somos tentados precisamos recordar que uma provisão foi feita pela qual podemos vencer. … Aquele que realmente crê em Cristo torna-se participante da natureza divina e tem poder do qual se pode valer sob toda tentação. Não cairá em tentação nem será derrotado. Em tempo de prova reclamará as promessas, e por tal meio escapará às corrupções que há no mundo.” Olhando Para O Alto, pág.249

  • Nossa decaída natureza humana ligada com à divindade de Cristo

“Embora não houvesse nenhuma mancha de pecado em Seu caráter, Ele condescendeu em ligar nossa decaída natureza humana com a Sua divindade. Tomando assim a natureza humana, Ele honrou a humanidade. Tendo assumido nossa natureza decaída, Ele demonstrou o que ela poderia tornar-se pela aceitação da ampla provisão que fizera para ela e tornando-se participante da natureza divina.” Carta 81, 1896. Mensagens Escolhidas, vol.  3 Pág. 134

“Não devemos ter dúvidas acerca da perfeita ausência de pecado na natureza humana de Cristo. Nossa fé deve ser uma fé inteligente, olhando para Jesus com perfeita confiança, com plena e inteira fé no Sacrifício expiador. Isto é necessário para que a alma não seja envolvida em trevas. Esse santo Substituto é capaz de salvar perfeitamente; pois Ele apresentou, ao maravilhoso Universo, perfeita e completa humildade em Seu caráter humano, e perfeita obediência a todas as reivindicações de Deus. Poder divino é dado ao homem, para que ele possa tornar-se participante da natureza divina, havendo escapado da corrupção que pela concupiscência há no mundo. Por isso é que o homem arrependido e crente pode tornar-se a justiça de Deus em Cristo.”  Mensagens Escolhidas, vol.  1 Pág. 256

“É essencial que cada súdito do reino de Deus seja obediente à lei de Jeová. … O fato de que a lei é santa, justa e boa, deve ser testificado perante todas as nações, línguas e povos, aos mundos não caídos, aos anjos, serafins e querubins. Os princípios da lei de Deus foram mostrados no caráter de Jesus Cristo, e aquele que coopera com Cristo, tornando-se participante da natureza divina, adquirirá o caráter divino, e tornar-se-á uma ilustração da divina lei. … Maravilhosa Graça, pág. 56

“O exemplo de Cristo é de autoridade para todo filho e filha de Adão. Ele representou em Sua vida a lei de Deus, dando aos homens um exemplo do que a obediência a todo preceito realizará pela natureza humana. Ele é nosso exemplo, e todo aquele que é dotado de faculdades de raciocínio está no dever de seguir-Lhe as pegadas; pois Sua vida é um modelo perfeito para toda a humanidade. Cristo é a consumada norma de caráter a que todo homem pode atingir tornando-se participante da natureza divina. “E estais perfeitos nEle.” Col. 2:10.” Filhos E Filhas De Deus, pág. 137

“O Senhor Jesus veio ao nosso mundo, não para revelar o que Deus podia fazer, e, sim, o que o homem podia realizar, mediante a fé no poder de Deus para ajudar em toda emergência. O homem deve, pela fé, ser participante da natureza divina e vencer toda tentação com que é assaltado. O Senhor requer agora que todo filho e filha de Adão, pela fé em Jesus Cristo, O sirva na natureza humana que temos atualmente.”  Mensagens Escolhidas, vol.  3 Pág. 140

“Poderemos ser participantes da natureza divina. Seremos todos tentados de maneiras diversas, mas quando somos tentados precisamos recordar que uma provisão foi feita pela qual podemos vencer. … Aquele que realmente crê em Cristo torna-se participante da natureza divina e tem poder do qual se pode valer sob toda tentação. Não cairá em tentação nem será derrotado. Em tempo de prova reclamará as promessas, e por tal meio escapará às corrupções que há no mundo.” Olhando Para O Alto, pág. 249

O poder do mal se estivera fortalecendo por séculos, e alarmante era a submissão dos homens a esse cativeiro satânico. Ao pecado só se poderia resistir e vencer por meio da poderosa operação da terceira pessoa da Trindade, a qual viria, não com energia modificada, mas na plenitude do divino poder. É o Espírito que torna eficaz o que foi realizado pelo Redentor do mundo. É por meio do Espírito que o coração é purificado. Por Ele torna-se o crente participante da natureza divina. Cristo deu Seu Espírito como um poder divino para vencer toda tendência hereditária e cultivada para o mal, e gravar Seu próprio caráter em Sua igreja. O Desejado de Todas as Nações, pág. 671.

“De todos os Seus atos piedosos, o Redentor do mundo declara: “Eu não posso de Mim mesmo fazer coisa alguma.” João 5:30. “Esse mandamento recebi de Meu pai.” João 10:18. Tudo quanto faço é em cumprimento de ordens e da vontade de Meu Pai celestial. A história da vida cotidiana de Jesus é o registro exato do cumprimento do propósito de Deus para com o homem. Sua vida e caráter eram o desdobramento ou a representação da perfeição de caráter que o homem consegue por se tornar participante da natureza divina, e vencendo o mundo na luta diária. The Youth’s Instructor, 23 de abril de 1912.” A Fé Pela Qual Eu Vivo, pág.114

Deus seja para sempre louvado!

Laodicéia e a rejeição da Justiça de Cristo

3“Assim, porque és morno, e não és frio nem quente, vomitar-te-ei da minha boca. Como dizes: Rico sou, e estou enriquecido, e de nada tenho falta; e não sabes que és um desgraçado, e miserável, e pobre, e cego, e nu.” Apocalipse 3:16-17

A descrição da condição dos laodiceanos é uma descrição triste e verdadeira da condição que prevalece em nossos dias entre o povo de Deus. Cristãos mornos, mas que mesmo assim, de uma forma arrogante dizem ser ricos, abastados e afirmam que não precisam de coisa alguma. Ignoram que são desgraçados, miseráveis, pobres, cegos e nus.

Nosso Deus por nos amar muito e desejar a nossa salvação, nos convida para uma mudança de vida, nos chama para um novo estilo de vida no qual Ele possa reinar de forma absoluta e completa em nosso coração. Cristãos vivendo um cristianismo real e verdadeiro, sem hipocrisia. Cristãos completamente transformados pela graça maravilhosa de Deus.

Depois de descrever a triste situação dos cristãos laodiceanos, Deus dá um maravilhoso conselho em busca dos corações sinceros:

“Aconselho-te que de mim compres ouro provado no fogo, para que te enriqueças; e roupas brancas, para que te vistas, e não apareça a vergonha da tua nudez; e que unjas os teus olhos com colírio, para que vejas.” Apocalipse 3:18

O Senhor afirma que os laodiceanos estão nus e os aconselha que busquem roupas brancas para que não apareça a vergonha da sua nudez.

Precisamos compreender os planos de Deus para nossa vida para atendermos este conselho divino. É extremamente importante compreendermos o que representa a nudez dos laodiceanos e que “roupas brancas” são estas que o Senhor nos aconselha que busquemos para que não apareça a vergonha da nossa nudez.

“Porque todos quantos fostes batizados em Cristo já vos revestistes de Cristo.” Gálatas 3:27

Um cristão que não está nu diante do Senhor é um cristão que está “revestido” de Cristo Jesus. Um cristão que, como o apóstolo Paulo, pode dizer: “Já estou crucificado com Cristo; e vivo, não mais eu, mas Cristo vive em mim; e a vida que agora vivo na carne, vivo-a na fé do Filho de Deus, o qual me amou, e se entregou a si mesmo por mim.” Gálatas 2:20

A seguir algumas características essenciais de uma pessoa  “revestida” de Cristo Jesus:

  • Uma nova vida em Cristo Jesus

“Que diremos pois? Permaneceremos no pecado, para que a graça abunde? De modo nenhum. Nós, que estamos mortos para o pecado, como viveremos ainda nele? Ou não sabeis que todos quantos fomos batizados em Jesus Cristo fomos batizados na sua morte? De sorte que fomos sepultados com ele pelo batismo na morte; para que, como Cristo foi ressuscitado dentre os mortos, pela glória do Pai, assim andemos nós também em novidade de vida. Porque, se fomos plantados juntamente com ele na semelhança da sua morte, também o seremos na da sua ressurreição; Sabendo isto, que o nosso homem velho foi com ele crucificado, para que o corpo do pecado seja desfeito, para que não sirvamos mais ao pecado. Porque aquele que está morto está justificado do pecado. Ora, se já morremos com Cristo, cremos que também com ele viveremos; Sabendo que, tendo sido Cristo ressuscitado dentre os mortos, já não morre; a morte não mais tem domínio sobre ele. Pois, quanto a ter morrido, de uma vez morreu para o pecado; mas, quanto a viver, vive para Deus. Assim também vós considerai-vos como mortos para o pecado, mas vivos para Deus em Cristo Jesus nosso Senhor. Não reine, portanto, o pecado em vosso corpo mortal, para lhe obedecerdes em suas concupiscências; Nem tampouco apresenteis os vossos membros ao pecado por instrumentos de iniqüidade; mas apresentai-vos a Deus, como vivos dentre mortos, e os vossos membros a Deus, como instrumentos de justiça. Porque o pecado não terá domínio sobre vós, pois não estais debaixo da lei, mas debaixo da graça” Romanos 6:1-14

Sim, meus queridos irmãos, o Senhor nos chama para um novo estilo de vida onde estaremos pelo poder transformador da graça de Deus vivendo livres da escravidão do pecado. Os cristãos que serão salvos, serão aqueles que alcançarão essa experiência com Cristo e que também estarão pelo poder de Deus renovando diariamente essa experiência com nosso Salvador. Não há vida sem Jesus. Somos susceptíveis ao pecado e, a qualquer momento que nos afastamos do Senhor, estaremos vivendo como escravos do pecado.

A graça que o nosso Deus nos oferece nos transforma e nos purifica, preparando-nos para o encontro com o nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo.

“Porque a graça de Deus se há manifestado, trazendo salvação a todos os homens, ensinando-nos que, renunciando à impiedade e às concupiscências mundanas, vivamos neste presente século sóbria, e justa, e piamente, aguardando a bem-aventurada esperança e o aparecimento da glória do grande Deus e nosso Salvador Jesus Cristo; O qual se deu a si mesmo por nós para nos remir de toda a iniquidade, e purificar para si um povo seu especial, zeloso de boas obras.” Tito 2:11-14

  •  Vestes Brancas

As vestes brancas que o Senhor quer nos conceder representam o caráter de Cristo que o Senhor irá comunicar ou conceder a todo aquele que aceitar e se submeter à obra transformadora e purificadora do nosso Senhor o Espírito Santo.

“Não pelas obras de justiça que houvéssemos feito, mas segundo a sua misericórdia, nos salvou pela lavagem da regeneração e da renovação do Espírito Santo” Tito 3:5

“Digo, porém: Andai em Espírito, e não cumprireis a concupiscência da carne.” Gálatas 5:16

“Destruindo os conselhos, e toda a altivez que se levanta contra o conhecimento de Deus, e levando cativo todo o pensamento à obediência de Cristo” 2 Coríntios 10:5

“Quem come a minha carne e bebe o meu sangue permanece em mim e eu nele. Assim como o Pai, que vive, me enviou, e eu vivo pelo Pai,João 6:57

“Sabemos que todo aquele que é nascido de Deus não vive em pecado, antes, Aquele que nasceu de Deus o guarda, e o maligno não lhe toca.” 1° João 5:18

“Mas, se andarmos na luz, como ele na luz está, temos comunhão uns com os outros, e o sangue de Jesus Cristo, seu Filho, nos purifica de todo o pecado.”  1 João 1:7

Serão salvos aqueles que: “lavaram as suas vestes e as branquearam no sangue do Cordeiro”: “E eu disse-lhe: Senhor, tu sabes. E ele disse-me: Estes são os que vieram da grande tribulação, e lavaram as suas vestes e as branquearam no sangue do Cordeiro.” Apocalipse 7:14

As características acima negritadas são dos cristãos que estarão preparados para o encontro com o nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo, quando Ele vier sobre as nuvens do céu com poder e grande glória:

“E o mesmo Deus de paz vos santifique em tudo; e todo o vosso espírito, e alma, e corpo, sejam plenamente conservados irrepreensíveis para a vinda de nosso Senhor Jesus Cristo.”
1 Tessalonicenses 5:23

“Regozijar-me-ei muito no SENHOR, a minha alma se alegrará no meu Deus; porque me vestiu de roupas de salvação, cobriu-me com o manto de justiça, como um noivo se adorna com turbante sacerdotal, e como a noiva que se enfeita com as suas jóias.” Isaías 61:10

O Senhor tem as vestes brancas para nos oferecer. Quer nos conceder o caráter de Cristo. O Senhor deseja que tenhamos um caráter puro, uma vida livre da escravidão do pecado. Permanecer no pecado é rejeitar as vestes brancas ou o caráter de Cristo que o Senhor quer nos oferecer.

Vamos atender o convite do nosso maravilhoso Deus:

“Aconselho-te que de mim compres ouro provado no fogo, para que te enriqueças; e roupas brancas, para que te vistas, e não apareça a vergonha da tua nudez; e que unjas os teus olhos com colírio, para que vejas.” Apocalipse 3:18

Mensagem aos laodiceanos, mensagem para o povo de Deus

“O Senhor nos mostra aqui que a mensagem a ser apresentada a Seu povo pelos pastores a quem Ele chamou para adverti-lo, não é uma mensagem de paz e segurança. Não é meramente teórica, mas prática em todo particular. O povo de Deus é representado na mensagem aos laodiceanos como em uma posição de segurança carnal. Sentem-se bem, pois se imaginam em exaltada condição de realizações espirituais. “Como dizes: Rico sou, e estou enriquecido, e de nada tenho falta; e não sabes que és um desgraçado, e miserável, e pobre, e cego, e nu.” Apoc. 3:17 Que maior engano pode sobrevir à mente humana que a confiança de estar correto, quando se está totalmente errado! A mensagem da Testemunha Verdadeira encontra o povo de Deus em triste engano, todavia sincero nesse engano. Eles não sabem que sua condição é deplorável à vista de Deus. Enquanto aqueles que são abordados se lisonjeiam de achar-se em exaltada condição espiritual, a mensagem da Testemunha Verdadeira destrói sua segurança com a surpreendente denúncia de seu verdadeiro estado espiritual de cegueira, pobreza e miséria. Esse testemunho tão incisivo e severo não pode ser um engano, pois é a Testemunha Verdadeira quem fala, e Seu Testemunho tem de ser correto. Difícil é aos que se acham seguros em suas realizações, e que se acreditam ricos em conhecimento espiritual, receber a mensagem que declara acharem-se enganados e necessitados de todas as graças espirituais. O coração não santificado é “enganoso… mais do que todas as coisas, e perverso”. Jer. 17:9. Vi que muitos se estão lisonjeando de ser bons cristãos, os quais não têm um raio de luz de Cristo. Não têm por si mesmos uma viva experiência na vida religiosa. Necessitam de profunda e completa obra de humilhação de si mesmos diante de Deus, antes de experimentarem sua verdadeira necessidade de diligente, perseverante esforço para obter as preciosas graças do Espírito.” Testemunhos Seletos vol. 1, pág. 328

O que representa a nudez dos laodiceanos

“Que é que constitui a infelicidade e a nudez dos que se julgam ricos e abastados? É a necessidade da justiça de Cristo. Em sua própria justiça eles são representados como vestidos de trapos da imundícia, e, embora se encontrem nessa condição, eles se lisonjeiam pensando que estão vestidos com a justiça de Cristo. Poderia haver maior ilusão do que esta? Segundo é exposto pelo profeta, podem estar clamando: “Templo do Senhor, templo do Senhor, templo do Senhor é este” (Jer. 7:4), enquanto seu coração está cheio de tráfico profano e transações injustas. Os átrios do templo da alma podem ser o antro de inveja, orgulho, paixão, ruins suspeitas, amargura e formalismo vazio. Cristo olha pesarosamente para Seu povo professo que se sente rico e abastado no conhecimento da verdade, estando porém destituído da verdade na vida e no caráter e inconsciente de sua condição. Em pecado e descrença, consideram levianamente as advertências e os conselhos de Seus servos e tratam Seus embaixadores com escárnio e desdém, ao passo que suas palavras de censura são consideradas contos ociosos. O discernimento parece ter-se ausentado, e eles não conseguem fazer distinção entre a luz que Deus lhes envia e as trevas oriundas do inimigo de sua alma.” Este Dia Com Deus, MM 1980, pág. 226

“A menos que eles confiem na justiça de Cristo como sua única segurança, a menos que copiem Seu caráter, trabalhem em Seu espírito, estarão despidos, não possuem as vestes de Sua justiça.” SDABC, vol. 4, pág. 1166.

Vejamos a mesagem de Deus à serva do Senhor sobre o que as vestes brancas do Senhor tem para nos oferecer:

“Quando os que estão buscando a salvação se recusarem a fracassar ou se desanimar, encontrarão paz e descanso no Senhor. Cristo os vestirá com Sua justiça. Ele lhes proverá um coração puro e espírito novo.” Mensagens Escolhidas vol. 1 pág. 400

 “Os vestidos brancos são a pureza de caráter, a justiça de Cristo comunicada ao pecador. É na verdade uma vestimenta de textura celeste, que só se pode comprar de Cristo por uma vida de voluntária obediência.” Testemunhos Seletos vol. 1, pág. 478

“Pela veste nupcial da parábola é representado o caráter puro e imaculado, que os verdadeiros seguidores de Cristo possuirão. Foi dado à igreja “que se vestisse de linho fino, puro e resplandecente” (Apoc. 19:8), “sem mácula, nem ruga, nem coisa semelhante”. Efés. 5:27. O linho fino, diz a Escritura, “é a justiça dos santos”. Apoc. 19:8. A justiça de Cristo e Seu caráter imaculado, é, pela fé, comunicada a todos os que O aceitam como Salvador pessoal.” Parábolas de Jesus, pág. 310

Pela graça de Deus é possível para o homem passar a viver como Cristo viveu:

 “Tende em mente que a vitória e a obediência de Cristo são as de um verdadeiro ser humano. Em nossas conclusões, cometemos muitos erros devido a nossas idéias errôneas acerca da natureza humana de nosso Senhor. Quando atribuímos a Sua natureza humana um poder que não é possível que o homem tenha em seus conflitos com Satanás, destruímos a inteireza de Sua humanidade. Ele concede Sua graça e poder imputados a todos os que O aceitam pela fé. A obediência de Cristo a Seu Pai era a mesma obediência que é requerida do homem.” Mensagens Escolhidas vol. 3, p. 139

“A obediência de Cristo a Seu Pai era a mesma obediência que é requerida do homem. O homem não pode vencer as tentações de Satanás sem combinar o poder divino com o seu auxílio. Assim foi com Jesus Cristo: Ele podia lançar mão do poder divino. Ele não veio ao nosso mundo para prestar a obediência de um Deus inferior a um superior, mas como homem, para obedecer à Santa Lei de Deus, e desta maneira Ele é nosso exemplo. O Senhor Jesus veio ao nosso mundo, não para revelar o que Deus podia fazer, e, sim, o que o homem podia realizar, mediante a fé no poder de Deus para ajudar em toda emergência. O homem deve, pela fé, ser participante da natureza divina e vencer toda tentação com que é assaltado.” Nossa Alta Vocação, p. 46

 “Esta foi a posição que Cristo ocupou quando veio ao nosso mundo, entrando em conflito com o líder rebelde dos anjos caídos. Deus formulou um plano, e Cristo aceitou a posição. Ele concordou em encontrar o inimigo diretamente, como todo ser humano deve fazer. Foram-Lhe providos todos os poderes celestes para ajudá-Lo nesse grande conflito; e o homem, se andasse no caminho e na vontade de Deus, receberia o mesmo poder preservador. As mesmas inteligências celestiais ministram àqueles que serão herdeiros para a salvação, para que possam vencer toda tentação, grande ou pequena, como Cristo venceu.” Olhando Para O Alto, pág. 42

“Cristo venceu como Homem sem pecado, não caído, perfeito. Como Messias Ele obteve vitória sobre as tentações do inimigo, tornando-nos possível vencer como Ele venceu. Devemos vencer em todo encontro com o inimigo. Devemos ser vitoriosos tornando-nos participantes da natureza divina, escapando à corrupção que há no mundo mediante a sensualidade. Cada vitória que Ele conquistou em Sua humanidade torna-nos possível obter a vitória, por recebê-Lo e nEle crer. “Mas, a todos quantos O receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus.” João 1:12. Cada vitória que Ele conquistou na humanidade assegura-nos seus genuínos frutos. Cada ataque derrotado de Satanás marca a ocasião de uma vitória para a humanidade.[…]” Olhando Para O Alto, pág. 11

“Nestas palavras indica-se uma obra individual para cada um de nós. Cumpre-nos fazer decididos esforços para vencer como Cristo venceu. Ninguém é dispensado dessa luta. Se as portas da santa cidade se hão de abrir para nós completamente, se havemos de ver o Rei em Sua beleza, temos de vencer agora como Cristo venceu. …” Filhos E Filhas De Deus, pág. 371

 “Precisamos compreender que pele fé em Cristo é nosso privilégio ser participante da natureza divina e livrar-nos da corrupção das paixões que há no mundo. Então somos purificados de todo pecado, de todos os defeitos de caráter. Não precisamos reter nenhuma propensão pecaminosa.” Comentários de Ellen G. White, SDABC, vol. 7, pág. 943  (Lição da Escola Sabatina 2° Trim. 1990, pág. 50)

“Cristo não só morreu como nosso sacrifício, mas viveu como nosso exemplo. Em Sua natureza humana, Ele Se apresenta completo, perfeito, imaculado. Ser um cristão é ser como Cristo. Todo o nosso ser, nossa alma, o corpo, o espírito, devem ser purificados, enobrecidos, santificados, até que reflitamos a Sua imagem e imitemos o Seu exemplo.” RH, 28/01/1882 (Ellen White e a Humanidade de Cristo, pág. 150)

“Foram tomadas amplas providências para que o homem finito e decaído possa estar tão ligado com Deus que, por meio da mesma Fonte pela qual Cristo venceu em Sua natureza humana ele consiga resistir firmemente a todas as tentações, como Cristo o fez.” Manuscrito 94, 1893  ( Ellen White e a Humanidade de Cristo, pág. 166 )

“É por meio do Espírito que o coração é purificado. Por Ele torna-se o crente participante da natureza divina. Cristo deu Seu Espírito como um poder divino para vencer toda tendência hereditária e cultivada para o mal, e gravar Seu próprio caráter em Sua igreja. Disse Jesus a respeito do Espírito: “Ele Me glorificará.” O Salvador veio glorificar o Pai pela demonstração de Seu amor; assim o Espírito havia de glorificar a Cristo, revelando ao mundo a Sua graça. A própria imagem de Deus tem de ser reproduzida na humanidade. A honra de Deus, a honra de Cristo, acha-se envolvida no aperfeiçoamento do caráter de Seu povo.” DTN,  pág. 671

“Cristo […] não transgrediu a lei de Deus em nenhum detalhe. Mais que isso, Ele eliminou qualquer desculpa do homem caído que pudesse alegar alguma razão para não guardar a lei de Deus. Cristo estava cercado das fraquezas da humanidade, era afligido com as mais ferozes tentações, tentado em todas as coisas, à nossa semelhança, e mesmo assim desenvolveu um caráter reto. Nenhuma mancha de pecado foi encontrada sobre Ele.”-ST, 16/01/1896  (Ellen White e a Humanidade de Cristo, pág. 173)

“Em nosso favor, Ele deixou de lado Suas vestes reais, desceu do trono celestial e condescendeu em cobrir Sua divindade com a humildade, tornando-Se como um de nós, a não ser pelo pecado, para que a Sua vida e caráter pudessem ser um padrão para todos imitarem, a fim de poderem ter o precioso dom da vida eterna.”-YI, 20/10/1886  (Ellen White e a Humanidade de Cristo, pág. 154)

“Cristo veio para sofrer em favor da raça caída, pois Satanás se gabara de que ninguém poderia resistir aos seus ardis e viver uma vida imaculada neste mundo. Revestido com a natureza humana, o Redentor sujeitou-Se a todas as tentações com as quais são cercados os seres humanos, e venceu em todos os aspectos. O registro de Sua vida é entregue ao mundo, para que ninguém tenha dúvidas quanto ao poder da graça de Deus. Para cada pessoa que se empenha em busca da perfeição do caráter cristão, este mundo torna-se um campo de batalha, no qual se trava o conflito entre o bem e o mal. E todos os que confiam em Cristo obterão a vitória.Carta 38, 1907. Cristo Triunfante, pág. 32

“A perfeita humanidade de Cristo é a mesma que podemos ter mediante ligação com Ele. Como Deus, Cristo não pôde ser tentado, como não o foi, em relação com Sua lealdade no Céu. Mas ao humilhar-Se assumindo a nossa natureza, podia ser tentado. Não assumira nem mesmo a natureza dos anjos, porém a humanidade, perfeitamente idêntica à nossa, mas sem a mácula do pecado. …” Cristo Triunfante, pág. 208

 “Em nossa própria força, é-nos impossível escapar a os clamores de nossa natureza caída. Satanás trar-nos-á tentações por esse lado. Cristo sabia que o inimigo viria a toda criatura humana, para se aproveitar da fraqueza hereditária e, por suas falsas insinuações, enredar todos cuja confiança não se firma em Deus. E, passando pelo terreno que devemos atravessar nosso Senhor nos preparou o caminho para a vitória.”DTN, pág. 71

“O Filho de Deus era irrepreensível.“Precisamos ter como alvo essa perfeição, e vencer como Ele venceu, caso queiramos ter um lugar à Sua direita.” Testimonies, vol. 3, pág. 336. Filhos e Filhas de Deus, pág. 154

“Como era Jesus revestido da natureza humana, assim pretende Deus que sejam os Seus seguidores. Cumpre-nos viver, em Sua força, a vida de pureza, a vida nobre vivida pelo Salvador.” Testimonies, vol. 8, págs. 286 e 289. Filhos e Filhas de Deus, pág. 21

“Como um povo estamos sob o perigo de sermos separados do Sol da Justiça. Devemos santificar-nos a Deus mediante a obediência à verdade. Nossa consciência deve ser purificada de obras mortas para servirmos ao Deus vivente. Santificação significa perfeito amor, perfeita obediência, inteira conformidade com a vontade de Deus. Se nossa vida estiver ajustada à vida de Cristo mediante a santificação da mente, alma e corpo, nosso exemplo será uma poderosa influência no mundo. Não somos perfeitos, mas é nosso privilégio desvencilharmo-nos dos laços do egoísmo e do pecado e seguir em frente rumo à perfeição.” Cuidado De Deus, MM 1995, pág. 295

“Para que sejais irrepreensíveis e sinceros, filhos de Deus inculpáveis, no meio de uma geração corrompida e perversa, entre a qual resplandeceis como astros no mundo” Filipenses 2:15

A partir das informações adquiridas até aqui, indicamos a leitura da compilação sobre o assunto, clicando neste link: LAODICÉIA E A REJEIÇÃO DA JUSTIÇA DE CRISTO

Deus seja para sempre louvado!

Iª João e a vitória sobre o pecado

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“Se dissermos que não temos pecado nenhum, a nós mesmos nos enganamos, e a verdade não está em nós.” 1° João 1:8

“As ideias de perfeição e viver sem pecado foram tão combatidas que o próprio termo “combatidas” já deveria nos alertar quanto a atos e palavras que nada têm de cristãos. João não está negando a obra de Deus, que acabou de afirmar. A questão, no verso 8, tem a ver com a nossa afirmativa de que não temos pecado. Essa é uma mentira arrogante, baseada na autoconfiança de que tenhamos alcançado um estado no qual vivamos sem pecado, por nós mesmos. Isso transforma numa brincadeira o dom de Deus em Jesus Cristo.” Lição da Escola Sabatina, Deus é Amor, 2° trim. de 1997, lição 2, pág. 4

O texto acima citado deixa claro que as ideias de perfeição e viver sem pecado foram muito “combatidas.” Nada mudou desde 1997 quando este texto foi escrito e cada vez mais têm sido combatidas.

A lição da escola sabatina faz aplicação de 1ª João 1:8, quando pessoas tomadas de arrogância e baseadas em sua alto confiança, alegam ter alcançado um estado no qual estão vivendo sem pecado por suas próprias forças. É certo que esse tipo de atitude deve ser “combatido,” embora com base na experiência de Jesus Cristo em lidar com as pessoas, o termo mais apropriado aqui seria orientado com amor e não combatido.

Aqui, faz-se necessário alguns questionamentos:

  • O que dizer das pessoas que acreditam na perfeição de caráter e na possibilidade de viver sem pecar não por suas próprias forças, mas como o resultado da graça do Senhor que transforma e purifica? 
  • que dizer de pessoas que reconhecem que mesmo tendo obtido a perfeição de caráter e de estarem vivendo sem pecar, jamais pronunciarão de forma arrogante que são perfeitas e que já não estão pecando mais, porque elas mesmas não terão consciência de já terem obtido essa condição?
  • O que dizer  de pessoas que mesmo acreditando que é possível para o homem passar a viver sem pecar, reconhecem que os que alcançarem essa graça maravilhosa e sempre como o salmista, estarão fazendo a seguinte oração: Sonda-me, ó Deus, e conhece o meu coração; prova-me, e conhece os meus pensamentos. E vê se há em mim algum caminho mau, e guia-me pelo caminho eterno. Salmos 139:23-24?
  • O que dizer das pessoas que acreditam na possibilidade do homem passar a viver sem pecar pela graça de Deus, mas que também reconhecem que a possibilidade de pecar continuará existindo e que essa condição de estar vivendo sem pecar só será mantida enquanto o homem estiver mantendo um relacionamento íntimo e constante com Cristo?
  • Será que essas pessoas também precisam ser combatidas? Será que elas merecem serem chamadas de fanáticas, extremistas, perfeccionistas, hereges e outras coisas mais?

“Se dissermos que não temos cometido pecado, fazemo-lo mentiroso, e a sua palavra não está em nós.” 1° João 1:10

“Como podemos fazer com que Deus seja visto como mentiroso?” 1° João 1:10

“Note como esse verso aparece na versão de Fhillips: “Se assumimos atitude de afirmar: ‘Não tenho pecado’, simplesmente negamos o diagnóstico de Deus quanto à nossa condição e nos isolamos de ouvir o que Ele tem a nos dizer”

“Mais do que isso, assumimos a mentira do diabo, que garantiu a Eva que ela não morreria como resultado do seu pecado, mas que se tornaria como Deus. O diabo sempre tentou representar Deus de acordo com uma natureza pecaminosa.” Lição da Escola Sabatina, Deus é Amor, 2° trim. de 1997, lição 2, pág. 6

Comentando este verso, a lição da escola sabatina destaca o fato de que quando afirmamos não termos cometidos pecados fazemos com que Deus seja visto como mentiroso. E isso é uma grande verdade, quando negamos que temos cometido pecados, fazemos com que o Senhor seja visto como mentiroso porque segundo a palavra de Deus todos os homens são pecadores. Rom. 5:12

O homem deve reconhecer e aceitar o “diagnóstico” de Deus, aceitar que é pecador, escravo do pecado para que possa então aceitar ao Senhor como seu libertador.

Agora gostaria que os irmãos analisassem com muito carinho o seguinte argumento:

Uma vez que segundo a palavra de Deus o Senhor é capaz de libertar e curar o homem plenamente, prova disso são os textos seguintes,

  • “O Espírito do Senhor está sobre mim, porque o Senhor me ungiu para pregar boas novas aos quebrantados de coração e proclamar libertação aos cativos e a pôr em liberdade os algemados.” Isaías 61:1
  • “E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará.” João 8:32
  • “Então, romperá a tua luz como a alva, e a tua cura apressadamente brotará, e a tua justiça irá adiante de tua face, e a glória do Senhor será a tua retaguarda.” Isa. 58:8.

Negar o fato de que o Senhor pode libertar o homem da escravidão do pecado, lhe dando condições para que ele passe a viver sem pecar, esta também não é uma forma de afirmar que o Senhor é mentiroso?

“Quem subsistirá no tempo de angústia? Agora, enquanto nosso grande Sumo Sacerdote está a fazer expiação por nós, devemos procurar tornar-nos perfeitos em Cristo. Nem mesmo por um pensamento poderia nosso Salvador ser levado a ceder ao poder da tentação […] Satanás nada pôde achar no Filho de Deus que o habilitasse a alcançar a vitória. Tinha guardado os mandamentos de Seu Pai, e não havia nEle pecado que Satanás pudesse usar para a sua vantagem. Esta é a condição em que devem encontrar-se os que subsistirão no tempo de angústia.” O Grande Conflito, pág. 623.

“É requerida obediência exata, e os que dizem não ser possível levar uma vida perfeita, lançam sobre Deus a acusação de injustiça e falsidade.” Reimpressões de Review and Herald, vol. 6, pág. 519; ver também Review and Herald, 7 de fevereiro de 1957, pág. 30.

Agora veremos três versos importantíssimos de Iª João:

  • “Todo aquele que permanece nele não vive pecando; todo aquele que vive pecando não o viu, nem o conheceu.” 1° João 3:6;
  • “Todo aquele que é nascido de Deus não vive na prática do pecado; pois o que permanece nele é a divina semente; ora, esse não pode viver pecando, porque é nascido de Deus.”1° João 3:9;
  • “Sabemos que todo aquele que é nascido de Deus não vive em pecado; antes, Aquele que nasceu de Deus o guarda, e o maligno não lhe toca.” 1° João 5:18.

Não existem contradições entre Iª João 1:8 e 10 Iª João 3:6, 3:9, 5:18. Estes versos não se contradizem, mas se completam:

  • Iª João 1:8 e 10 representam a condição que o homem deve reconhecer para que possa aceitar ao Senhor como seu salvador;
  • Iª João 3:6, 3:9, 5:18, retratam a condição de vida sem o pecado que o homem terá enquanto Jesus Cristo estiver reinando no seu coração.

“Qual o resultado da salvação?”

“Todo aquele que permanece nele não vive pecando; todo aquele que vive pecando não o viu, nem o conheceu.” 1° João 3:6

“Não é necessário questionar se João está falando de determinado pecado ou do pecado em geral. Todo pecado  procede do diabo (1° João 4:8). Enquanto permitirmos que o Espírito Santo atue em nossa mente, Ele nos livrará de pecar. ‘É possível ser sarado enquanto se está conscientemente cometendo pecado? Não; é a fé genuína que diz: Sei que tenho cometido pecado, mas que Jesus me perdoou; e daqui em diante resistirei à tentação em Sua força e por Sua força.’ ‘Qualquer que nEle tem esta esperança [permanece nEle] purifica-se a si mesmo, como também Ele é puro.’ Tem em sua alma um princípio permanente, que o abilita a vencer a tentação. Qualquer que permanece nEle não peca.’ Deus tem poder para a alma que está em Cristo, quando essa alma se acha sob tentação.’” Ellen G. White, Filhos e Filhas de Deus, MM 1956, pág. 297.

“Você não pode sucumbir aos desejos da natureza pecaminosa e ainda dizer que permanece unido a Jesus. Jesus não está dizendo que o cristão jamais peca,  mas que o pecado sempre será considerado pelo cristão como separação de Deus.  O compromisso não é de não pecar mais; “se, todavia, alguém pecar” (1° João 2:1), pode contar com Cristo como seu advogado celestial.” Lição da Escola Sabatina, Deus é Amor, 2° trim. de 1997, lição 6, pág. 4

Este texto é fantástico! Está claro que: “Enquanto permitirmos que o Espírito Santo atue em nossa mente, Ele nos livrará de pecar.”

Uma observação importantíssima sobre a última frase deste texto da lição da escola sabatina:

O compromisso não é de não pecar mais; “se, todavia, alguém pecar” (1° João 2:1), pode contar com Cristo como seu advogado celestial.”

O homem não pode deixar de firmar um compromisso ou sentir o desejo de, no poder de Deus não pecar mais, simplesmente porque ele tem a Jesus como seu advogado. Isso seria o homem sentir-se livre para pecar devido o fato de ter um advogado. O correto seria:  O compromisso é de não pecar mais; “se, todavia, alguém pecar” ( 1° João 2:1), pode contar com Cristo como seu advogado celestial.”

O próprio texto da lição da escola sabatina deixa claro que, aquele que tem a fé genuína, firma o compromisso de no poder de Deus não pecar mais:

“É possível ser sarado enquanto se está conscientemente cometendo pecado? Não; é a fé genuína que diz: Sei que tenho cometido pecado, mas que Jesus me perdoou; e daqui em diante resistirei à tentação em Sua força e por Sua força.”

“Todo aquele que é nascido de Deus não vive na prática do pecado; pois o que permanece nele é a divina semente; ora, esse não pode viver pecando, porque é nascido de Deus.” 1° João 3:9

“Havendo mostrado o sublime privilégio dos cristãos, o apóstolo volve-se rapidamente para a consequência de sermos filhos de Deus. “Todo aquele que permanece nEle não vive pecando” (1° João 3:6). Integridade moral e espiritual não é uma simples opção na vida cristã. Um estilo de vida santificado é a indicação de que a pessoa é filho de Deus. Do contrário, não faz sentido afirmar que Jesus “Se manifestou para tirar os pecados, e nEle não existe pecado” (verso 5).

O apóstolo nos provê uma teologia do pecado em apenas em alguns versos. O pecado é algo muito grave. Ele nos diz o que é pecado: “a transgressão da lei” (1° João 3:4); “ilegalidade” (RSV). Ele nos diz como se originou o pecado: “o diabo vive pecando desde o princípio” (verso 8). Ele nos diz como o pecado é desfeito: Jesus “Se manifestou para tirar os pecados” (verso 5). Ele diz que devemos estar conscientes dos perigos do pecado: “Filhinhos, não vos deixeis enganar por ninguém” (verso 7). Ele nos diz que pecar é negar a Jesus (verso 6) e tornar-se “filho do diabo” (verso 10).

O que nossa lição ensina é como o pecado e a justiça, como ser filhos das trevas e filhos de Deus são questões diametralmente opostas. O ponto debatido tem que ver com fé e estilo de vida. Em quem devemos crer? De acordo com quem ser moldado a vida? A resposta cristã é clara: o Filho de Deus, que apareceu “para destruir as obras do diabo” (1° João 3:8). E o dever dos cristãos também é claro: “Aqueles que têm essa esperança em Cristo”, aguardando Sua volta, “purificam-se a si mesmos, assim como Cristo é puro” (verso 3, BLH).

Pureza envolve libertação do pecado. “Todo aquele que é nascido de Deus não comete pecado; pois a natureza de Deus permanece nele, e ele não pode pecar porque é nascido de Deus.” (verso 9, RSV). João não estava ensinando que é impossível que os crentes nascidos de novo escolham pecar (ver 1° João 2:1). O que o apóstolo estava ensinando era que enquanto o Espírito Santo reina na mente e no coração, o pecado não pode penetrar ali. O Espírito concede libertação do cativeiro do pecado, de modo que ninguém possa alegar que é cristão e continuar pecando. A direção é mudada:do pecado para justiça, das trevas para luz, deste mundo para o mundo por vir, de filhos do diabo para filhos de Deus. A suprema evidência de que se é filho de Deus consiste em ser semelhante a Ele.” Lição da Escola Sabatina, Deus é Amor, 2° trim. de 1997, lição 6, pág. 4A

 “Sabemos que todo aquele que é nascido de Deus não vive em pecado; antes, Aquele que nasceu de Deus o guarda, e o maligno não lhe toca.” 1° João 5:18

“A realidade da vitória sobre o pecado. A certeza cristã tem que ver com a libertação do poder do pecado: “Sabemos que todo aquele que é nascido de Deus não vive em pecado” (1° João 5:18). Aqui  não é insinuado que o crente não pode cair ou fracassar. Essa questão já foi resolvida em 1° João 2:1. O que é dito aí é que os crentes, enquanto forem dominados pelo Espírito Santo, não irão pecar. Jesus, “Aquele que nasceu de Deus”, livra-os de cair. Ele efetua isso pelo poder do Seu Santo Espírito. Eles não serão escravos do pecado, não viverão sem ajuda sob o poder do pecado, não amarão o pecado e terão vitória pelo poder da habitação do Espírito Santo em seu íntimo. Os cristãos que nasceram de novo escaparam da escravidão do pecado (Rom. 6:14; 8:1 e 2). Eles são agora “escravos da justiça” (Rom. 6:18). O poder de Cristo guarda-os de continuarem no pecado. Jesus é nossa vitória. E não temos substituto; daí a advertência final: “Guardai-vos dos ídolos” (1° João 5:21)” Lição da Escola Sabatina, Deus é Amor, 2° trim. de 1997, lição 11, pág. 4A

Na primeira epístola de João encontramos uma mensagem poderosa de vitória sobre o pecado mediante o poder de Deus. Precisamos aceitar a dura realidade de que somos escravos do pecado, mas também precisamos aceitar que Cristo pode nos libertar dessa escravidão para que possamos viver como verdadeiros filhos de Deus.

“Aquele que pratica o pecado procede do diabo, porque o diabo vive pecando desde o princípio, Para isto, se manifestou o Filho de Deus: para destruir as obras do diabo.” 1° João 3:8

“Sabeis também que Ele se manifestou para tirar os pecados, e nEle não existe pecado.” 1° João 3:5

No poder de Deus somos chamados:

  • Para sermos puros como Jesus é puro – “Todo aquele que nEle tem essa esperança torna-se puro, como Ele é puro” 1° João 3:3
  • Vivermos como Jesus viveu – “Aquele que afirma permanecer nEle deve também viver como Ele viveu.” 1° João 2:6
  • Sermos justos como Jesus é justo – “Filhinhos, não vos deixeis enganar por ninguém; aquele que pratica a justiça é justo, assim como Ele é justo.” 1° João 3:7

“Se habitamos em Cristo, se o amor de Deus habita em nós, nossos sentimentos, nossos pensamentos, nossas ações estão em harmonia com a vontade de Deus tal como se expressa nos preceitos de Sua santa lei. “Filhinhos, ninguém vos engane. Quem pratica justiça é justo, assim como Ele é justo.” I João 3:7. A justiça está definida no padrão da santa lei de Deus, expressa nos dez preceitos dados no Sinai.” Ellen G. White, Caminho a Cristo, pág. 61

“Sabemos que todo aquele que é nascido de Deus não vive em pecado; antes, Aquele que nasceu de Deus o guarda, e o maligno não lhe toca.” 1° João 5:18

Que o nosso maravilhoso Deus seja eternamente louvado!

Nosso principal objetivo

1Todos os homens precisam admitir que são pecadores, esta é nossa realidade. Então quando um homem admite ser pecador, porque todos nós somos, seu principal objetivo não deve ser descobrir se é um pecador habitual ou ocasional, se tem ou não o pecado como estilo de vida, se peca muito ou pouco, tentando na verdade se convencer que tem poucos pecados para então se acomodar com o sentimento que poucos pecados é tolerável, se baseando em uma falsa teologia para manter essa tolerância de um estilo de vida com “poucos” pecados. Alguns não somente toleram esse estilo de vida como também se orgulham se sentindo autênticos cristãos, imaginando talvez que uma vida com “poucos” pecados é o máximo que um cristão pode conseguir enquanto estiver neste mundo.

O principal objetivo do homem, ao admitir ser pecador, é descobrir como ficar completamente livre do pecado. Este é o desejo do Senhor para o homem.

“Todo aquele que permanece Nele não vive pecando, todo aquele que vive pecando não o viu, nem o conheceu.” 1 João 3:6

Temos encontrado algumas interpretações estranhas para este texto bíblico. Procuramos de todas as maneiras encontrar desculpas para justificar nossa permanência no pecado. O termo “pecadeiros” tem sido usado constantemente afirmando que, quando o apóstolo João afirma que não podemos permanecer pecando, ele está dizendo que não podemos ser “pecadeiros”, ou seja, não podemos ter o pecado como estilo de vida ou ser pecadores habituais.

Mas será está uma interpretação confiável? O que dizer dos pecados ocasionais? Será que o Senhor os ignora? Não seria estes pecados ocasionais um sinal de que algo dentro de nós ainda precisa ser mudado?

Você já tentou estabelecer uma diferença entre o pecador habitual e o pecador ocasional e analisar a condição destes dois tipos de pecadores? É algo bastante estranho.

Exemplos: Falar mal dos outros todos os dias, pecador habitual. Falar mal dos outros de vez em quando, pecador ocasional. Roubar todas as semanas, pecador habitual. Roubar de vez em quando, pecador ocasional.

Uma grande verdade precisa ser lembrada: pecado é pecado, pecador habitual, pecador ocasional, ambos estão caminhando para a morte.

Cremos que os Adventistas Do Sétimo Dia deveriam ter como princípio a sua opinião baseada e fundamentada na Bíblia e no Espírito de profecia. Vejamos o que a serva do Senhor, Ellen G. White, escreveu sobre 1 João 3:6: 

“Não ganhamos a salvação por nossa obediência; pois a salvação é dom gratuito de Deus, e que obtemos pela fé. Mas a obediência é fruto da fé. “Bem sabeis que Ele Se manifestou para tirar os nossos pecados; e nEle não há pecado. Qualquer que permanece nEle não peca: qualquer que peca não O viu nem O conheceu”. I João 3:5 e 6. Aí é que está a verdadeira prova. Se habitamos em Cristo, se o amor de Deus habita em nós, nossos sentimentos, nossos pensamentos, nossas ações estão em harmonia com a vontade de Deus tal como se expressa nos preceitos de Sua santa lei. “Filhinhos, ninguém vos engane. Quem pratica justiça é justo, assim como Ele é justo.” I João 3:7. A justiça está definida no padrão da santa lei de Deus, expressa nos dez preceitos dados no Sinai. A chamada fé em Cristo que professa desobrigar os homens da obediência a Deus, não é fé, mas presunção. “Pela graça sois salvos, por meio da fé.” Efés. 2:8. Mas “a fé, se não tiver as obras, é morta em si mesma”. Tia. 2:17. Jesus disse de Si mesmo, antes de descer à Terra: “Deleito-Me em fazer a Tua vontade, ó Deus Meu; sim, a Tua lei está dentro do Meu coração.” Sal. 40:8. E justamente antes de ascender para o Céu, declarou: “Tenho guardado os mandamentos de Meu Pai e permaneço no Seu amor.” João 15:10. Diz a Escritura: “Nisto sabemos que O conhecemos: se guardarmos os Seus mandamentos. Aquele que diz que está nEle também deve andar como Ele andou.” I João 2:3 e 6. “Pois também Cristo padeceu por nós, deixando-nos o exemplo, para que sigais as Suas pisadas.” I Ped. 2:21. A condição de vida eterna é hoje justamente a mesma que sempre foi – exatamente a mesma que foi no paraíso, antes da queda de nossos primeiros pais – perfeita obediência à lei de Deus, perfeita justiça. Se a vida eterna fosse concedida sob qualquer condição inferior a essa, correria perigo a felicidade do Universo todo. Estaria aberto o caminho para que o pecado, com todo o seu cortejo de infortúnios e misérias, se imortalizasse.” Caminho a Cristo pág. 61-62.

A serva do Senhor não deixa margem para algum tipo de interpretação que tolere o pecado, habitual ou ocasional, e afirma  que a vida que devemos ter é “exatamente a mesma que foi no paraíso, antes da queda de nossos primeiros pais – perfeita obediência à lei de Deus, perfeita justiça.” Esta continua sendo a condição para nossa salvação e será pelo poder de Deus que os salvos alcançarão este objetivo.

“Não reine, portanto, o pecado em vosso corpo mortal, de maneira que obedeçais às suas paixões; nem ofereçais cada um os membros do seu corpo ao pecado, como instrumentos de iniquidade; mas oferecei-vos a Deus, como ressurretos dentre os mortos, e os vossos membros, a Deus, como instrumentos de justiça. Porque o pecado não terá domínio sobre vós; pois não estais debaixo da lei, e sim da graça.”Rom. 6:12-14

“Todo aquele que é nascido de Deus não vive na prática do pecado; pois o que permanece nele é a divina semente; ora, esse não pode viver pecando, porque é nascido de Deus.” 1 João 3:9

 A Lição da Escola Sabatina do 4° trim. 1990 – A Carta aos Romanos, comentando estes textos bíblicos deixa claro que, no coração em que Cristo reina, não existe espaço para o pecado, seja habitual ou ocasional. “Todo pecado é do diabo, e se Cristo vive na vida pelo Espírito Santo, o pecado não poderá existir ali.”

“O pecado permanece na vida, se não reina mais nela?” Rom. 6:12-14

“Nossa natureza humana decaída certamente continua tendo propensões para o mal. Mas esse “eu” decaído é subjugado diariamente pelo poder de Cristo em nosso íntimo. (Ver Gál. 2:20.) Em Rom. 6:12, Paulo está falando sobre o perigo de ceder aos impulsos de nossa natureza humana decaída. Quando fazemos isso, o pecado reina em nosso corpo. Quando Cristo reina na vida, o pecado não poderá fazê-lo.

João enfatizou a mesma verdade. (Ver 1 S. João3:8-9.) Ele não ensinou que, embora o pecado habitual seja do diabo, o pecado ocasional é permissível. Todo pecado é do diabo, e se Cristo vive na vida pelo Espírito Santo, o pecado não poderá existir ali.

“Vencer como Cristo venceu. Apegar-se-á o homem ao poder divino, resistindo a Satanás com determinação e perseverança, como Cristo lhe deu exemplo em Seu conflito com o inimigo no deserto da tentação?Deus não pode salvar o homem contra a sua vontade do poder dos ardis de Satanás. O homem precisa utilizar seu poder humano, ajudado pelo divino poder de Cristo, para resistir e vencer, custe o que custar. Em suma, o homem precisa vencer como Cristo venceu.” – Testimonies, vol. 4, pág. 32-33” (Lição da Escola Sabatina 4° trim. 1990 A Carta aos Romanos pág. 74)

Vimos que na lição da escola sabatina tanto o pecado habitual como o ocasional não deve ser tolerado e a serva do Senhor afirma que precisamos vencer “como Cristo venceu.” A possibilidade de pecar continuará existindo, continuaremos sendo susceptíveis ao pecado, mas enquanto Cristo estiver realmente reinando no coração, não pecaremos, seja de forma habitual ou ocasional.

Esta é uma verdade que precisamos enfrentar. Este deve ser o nosso propósito, nosso alvo: eliminar da nossa vida completamente o pecado, habitual ou ocasional. A última geração será composta por servos de Deus que foram transformados pelo Senhor Espírito Santo e obtiveram completa vitória sobre o pecado. Que o Senhor nos ajude e nos transforme.

Para esclarecer melhor pensemos nesta estória: uma pessoa que descobre que é portadora do vírus HIV. Imaginemos que sua  primeira pergunta ao médico foi: “Então doutor eu tenho muitos ou poucos vírus?” Então o médico responde: “Bom, a doença está em sua fase inicial.” Seria ridículo se a pessoa doente interpretasse a resposta do médico como sendo uma afirmação de que ela ainda esta com poucos vírus e se acomodasse, não procurando se tratar e eliminar completamente esta doença do seu organismo. O que aconteceria com esta pessoa? A doença aumentaria, a quantidade de vírus se multiplicaria levando essa pessoa a morte. O que torna uma pessoa aidética é o fato de possuir o vírus HIV, não importando a quantidade. Muitos vírus, poucos vírus, até mesmo um vírus será fatal se o seu portador não for tratado.

O mesmo acontece com o pecado. Apenas um pecado contamina toda a alma:

“Se um pecado é nutrido na alma, ou uma prática errônea conservada na vida, todo o ser é contaminado. O homem torna-se instrumento de injustiça.” DTN, pág. 313

“Qualquer hábito ou prática conducente ao pecado, capaz de trazer desonra sobre Cristo, convém ser posto de lado, seja qual for o sacrifício. Aquilo que desonra a Deus, não pode ser benéfico à alma. A bênção do Céu não pode seguir qualquer homem no violar os eternos princípios do direito. E um pecado alimentado é suficiente para operar a degradação do caráter e desencaminhar a outros.” DTN, pág. 439

Vimos que um pecado se não for eliminado é “suficiente para operar a degradação do caráter e desencaminhar a outros.” Então concluímos que assim como uma pessoa que tem AIDS  de lutar pela eliminação do vírus em seu organismo, nós também devemos lutar pela eliminação completa do pecado em nossa vida. Devemos dar graças a Deus porque a eliminação do pecado de forma plena é possível através do sangue de Jesus.

“Se, porem, andarmos na luz, como ele está na luz, mantemos comunhão uns com os outros, e o sangue de Jesus, seu filho, nos purifica de todo pecado.” 1 João 1:7

“Ponde a vontade do lado de Cristo. Desejai servi-Lo e, agindo sobre Sua Palavra, recebereis força. Seja qual for a má prática, a dominante paixão que, devido à longa condescendência, acorrenta alma e corpo, Cristo é capaz de libertar, e anseia fazê-lo. Comunica vida à alma morta em ofensas. Efés. 2:1. Porá em liberdade o cativo preso pela fraqueza, o infortúnio e as cadeias do pecado.” DTN, pág. 203

Certa vez perguntei a um irmão o que ele pensava sobre a possibilidade de perfeição de caráter, passar a viver sem pecar. Este irmão pensou e então respondeu que acreditava ser possível chegar bem perto da perfeição, quase perfeito, uma vida quase sem pecado. Bom este irmão foi sincero e é isso que a maioria pensa. E assim como este irmão, a grande maioria acredita que perfeição de caráter e passar a viver sem pecar é impossível. Algum detalhe, algum pequeno detalhe impediria a plena perfeição.

Vejamos o que a serva do Senhor diz sobre aqueles que não renunciaram “completamente” a seus maus hábitos, cristãos quase perfeitos, uma vida quase sem pecados.

“Alguns há, que parece sempre buscarem a pérola celestial. Não renunciam, porém, completamente a seus maus hábitos. Não morrem para o próprio eu, para que Cristo viva neles. Por este motivo, não acham a pérola valiosa. Não venceram sua ambição profana e seu amor às atrações do mundo. Não tomam a cruz e não seguem a Cristo no caminho da abnegação e sacrifício. Quase cristãos mas não plenamente, parecem estar perto do reino do Céu, mas não podem ali entrar. Quase, mas não completamente salvos, significa estar não quase, porém completamente perdidos.” Parábolas de Jesus pág. 118

Que o Senhor tenha misericórdia de nós e aumente nossa fé. Este é um assunto é essencial e extremamente importante para nossa salvação. Precisamos buscar a plena libertação do pecado para nossa vida e também para que possamos ser mensageiros do Senhor, levando a todos que estão escravizados pelo pecado, esta mensagem maravilhosa, de libertação plena do pecado que o Senhor esta nos oferecendo.

“Quando alguém se volta da imperfeição humana para contemplar a Jesus, dá-se uma divina transformação no caráter. O Espírito de Cristo que opera no coração conforma-o a Sua imagem. Seja pois vosso esforço exaltar a Jesus. Que os olhos do espírito se dirijam ao “Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo”. João 1:29. Empenhando-vos nesta obra, lembrai-vos de que “aquele que fizer converter do erro do seu caminho um pecador salvará da morte uma alma e cobrirá uma multidão de pecados”. Tia. 5:20.” Parábolas de Jesus pág. 250-251

Jesus é o nosso libertador! Falemos a todos que não precisamos mais viver como escravos do pecado.

“O Espírito do Senhor Deus está sobre mim, porque o Senhor me ungiu para pregar as boas novas aos quebrantados aos quebrantados, enviou-me a curar os quebrantados de coração, a proclamar libertação aos cativos e a pôr em liberdade os algemados.” Isaías 61:1

NOSSO GRANDE DEUS É REALMENTE MARAVILHOSO!!!

 QUE O SENHOR SEJA LOUVADO HOJE E SEMPRE!!!

“Cristo não só morreu como nosso sacrifício, mas viveu como nosso exemplo. Em Sua natureza humana, Ele Se apresenta completo, perfeito, imaculado. Ser um cristão é ser como Cristo. Todo o nosso ser, nossa alma, o corpo, o espírito, devem ser purificados, enobrecidos, santificados, até que reflitamos a Sua imagem e imitemos o Seu exemplo.” Ellen White e a Humanidade de Cristo, pág. 150